Triagem Neonatal

A triagem neonatal é um conjunto de testes simples, rápidos e indolores realizados em recém-nascidos para detectar precocemente doenças graves e passíveis de tratamento.

Principais testes que devem ser realizados ao nascer

No Brasil, esse conjunto inclui o famoso teste do pezinho, mas também outros testes igualmente importantes:

  • Teste do Pezinho: Detecta doenças genéticas e metabólicas, como hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria e anemia falciforme. Deve ser realizado entre o 3º e 7º dia de vida.
  • Teste da Orelhinha: Avalia a audição do bebê, identificando possíveis perdas auditivas. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Olhinho: Examina a visão do bebê, detectando doenças como catarata congênita e retinoblastoma. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste do Coraçãozinho: Identifica doenças cardíacas congênitas, como sopros e cardiopatias. Realizado entre o 1º e 3º mês de vida.
  • Teste da Linguinha: Avalia a sucção, deglutição e freno lingual (língua presa), importantes para a amamentação e desenvolvimento da fala. Realizado entre o 4º e 6º mês de vida.

Por que a triagem neonatal é importante?

  • Diagnóstico precoce: Permite identificar doenças graves em seus estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz e pode prevenir sequelas graves e até mesmo o óbito.
  • Tratamento oportuno: Ao detectar a doença precocemente, o tratamento adequado pode ser iniciado rapidamente, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida da criança.
  • Redução de complicações: O tratamento precoce das doenças detectadas na triagem neonatal pode prevenir complicações graves, como deficiências intelectuais, problemas de desenvolvimento e sequelas físicas.

Onde os testes são realizados?

A triagem neonatal é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em maternidades e unidades básicas de saúde em todo o país.

Lembre-se:

  • A triagem neonatal é um direito de todos os recém-nascidos brasileiros.
  • Os testes são simples, rápidos e indolores.
  • O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno podem salvar vidas e garantir uma melhor qualidade de vida para as crianças.

Não deixe de levar seu bebê para fazer a triagem neonatal!

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. Sociedade Brasileira de Pediatria
  3. Cuidado Neonatal – Ministério da Saúde

Medicamentos que causam Flebite

A flebite é uma inflamação das veias, que pode causar dor, inchaço, vermelhidão e calor na região afetada. Em casos mais graves, pode levar à formação de coágulos sanguíneos (trombose), o que pode ter sérias consequências para a saúde.

Vários medicamentos são vesicantes e podem aumentar o risco de flebite, principalmente quando administrados por via intravenosa (IV).

Medicamentos Vesicantes

Os medicamentos vesicantes são aqueles que, quando extravasados durante a administração intravenosa, causam danos graves aos tecidos no local da infusão.

Efeitos do extravasamento:

  • Queimadura química: Dor intensa, vermelhidão, inchaço e formação de bolhas no local.
  • Necrose: Morte das células e dos tecidos, podendo levar a úlceras profundas e até mesmo à amputação de membros em casos graves.
  • Danos nervosos: Dor persistente, formigamento, dormência e fraqueza muscular.

Medicamentos que podem causar Flebite

Antibióticos

  • Vancomicina;
  • Benzilpenicilina;
  • Aminoglicosideos (gentamicina);
  • Cefalosporinas (ceftriaxona);
  • Quinolonas (ciprofloxacina);

Soluções intravenosas

  • Soluções com alto teor de osmolalidade (açúcar) ou pH alcalino (> 8,5);

Drogas Vasoativas

  • Dopamina;
  • Adrenalina;
  • Amiodarona;
  • Noradrenalina;
  • Vasopressina;
  • Dobutamina;

Nutrição Parenteral Parcial e Total

Eletrólitos

  • Cloreto de Potássio 19,1%;
  • Cloreto de Sódio 20 %;
  • Bicarbonato de Sódio;
  • Gluconato de Cálcio;

Hemoderivados

  • Hemácias;
  • Plasma;
  • Plaquetas

Corticoides

  • Dexametasona

Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)

  • ibuprofen;
  • piroxicam;
  • diclofenaco

Contrastes

  • Sulfato de bário;
  • Ioxitalamato de meglumina e de sódio;
  • Iobitridol;
  • Iodixanol;
  • Ioexol;
  • Iomeprol;
  • Iopamidol;
  • Ácido gadotérico;
  • Hexafluoreto de enxofre

Quimioterápicos

  • Doxorubicina (Adriamicina);
  • Daunorubicina (Cerubidina);
  • Vincristina (Oncovin);
  • Vinblastina (Velban);
  • Mitoxantrona (Novantrone);
  • Epirrubicina (Ellence);
  • Ifosfamida (Ifex);

Outros

  • Azul de metileno;
  • Aminofilina;
  • Diazepam;
  • Fenitoína;
  • Prometazina

Fatores de risco adicionais para flebite

Cateteres venosos periféricos (CVPs):

    • Tempo de permanência do cateter
    • Tipo de cateter
    • Local de inserção

Idade:

    • Acima de 65 anos

Histórico de flebite:

    • Episódios anteriores aumentam o risco

Imobilização:

    • Pacientes acamados ou com pouca mobilidade

Desidratação:

    • Redução do volume sanguíneo

Câncer:

    • Tumores malignos e quimioterapia

Doenças inflamatórias:

    • Doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus

Prevenção da flebite

Inserção e manutenção adequadas do cateter:

    • Siga os protocolos rigorosos de inserção e manutenção de cateteres.
    • Utilize o menor cateter possível pelo menor tempo necessário.
    • Troque o curativo do cateter regularmente.

Hidratação adequada:

    • Mantenha o paciente hidratado com líquidos intravenosos ou orais.

Mobilização precoce:

    • Incentive o paciente a se mover o máximo possível.

Medicação profilática:

    • Em alguns casos, medicamentos podem ser usados ​​para prevenir a flebite.

Referências:

  1. Guia Farmacêutico – Medicamentos Irritantes e Vesicantes: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/medicamentos-de-alerta/lista-de-medicamentos/
  2. PRAS-TC-002-PROTOCOLO DE EXTRAVASAMENTO DE MEDICAÇÕES VESICANTES NÃO-QUIMIOTERÁPICAS: https://jornal.hcfmb.unesp.br/wp-content/uploads/2022/03/PRC-Amb-ONCO-002-%E2%80%93-PROTOCOLO-EXTRAVASAMENTO-DE-QUIMIOTERAPICOS-atualizado.pdf
  3. PARECER COREN-SP CAT Nº 019/2009 / – Assunto: Infusão de fármacos antineoplásicos vesicantes: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2012_18.pdf

Delirium: Métodos de Prevenção

O delirium é um distúrbio agudo, transitório e geralmente reversível que afeta a atenção, a cognição e o nível de consciência. A prevenção é crucial, especialmente em pacientes hospitalizados.

Métodos de Prevenção

Manter a Orientação e Estimulação Cognitiva:

    • Proporcionar iluminação adequada e sinalização clara.
    • Garantir que um relógio e um calendário estejam visíveis para a pessoa em risco.
    • Conversar com a pessoa para reorientá-la, explicando onde ela está, quem ela é e o que está acontecendo.
    • Introduzir atividades estimulantes do ponto de vista cognitivo.
    • Facilitar visitas regulares da família e amigos.

Ambiente Familiar e Estímulo à Memória:

    • Tornar o ambiente mais familiar para a pessoa.
    • Estimular a memória e a capacidade de pensar.
    • Melhorar o sono através de medidas de higiene do sono.

Identificação de Pacientes em Risco:

    • Avaliar pacientes com idade acima de 65 anos ou tempo de permanência esperado acima de 2 dias.
    • Pacientes internados em UTI ou Semi-Intensiva devem ser cuidados por equipes treinadas na prevenção do delirium.

Referências:

  1. Delirium.pdf (einstein.br)
  2. Burton JK, Craig L, Yong SQ, Siddiqi N, Teale EA, Woodhouse R, Barugh AJ, Shepherd AM, Brunton A, Freeman SC, Sutton AJ, Quinn TJ. Non-pharmacological interventions for preventing delirium in hospitalised non-ICU patients. Cochrane Database of Systematic Reviews 2021, Issue 11. Art. No.: CD013307. DOI: 10.1002/14651858.CD013307.pub3.
  3. Delirium – Distúrbios neurológicos – Manuais MSD edição para profissionais (msdmanuals.com)
  4. Diretriz – Prevenção de Delirium | MedicinaNET

Aspiração de Vias Aéreas Inferiores

A aspiração de secreções das vias aéreas inferiores é um procedimento realizado para auxiliar pacientes que não conseguem eliminar a secreção dos pulmões.

Deve ser utilizadas luvas estéreis ou de procedimento?

Para executar a aspiração em vias aéreas inferiores, é importante seguir as diretrizes adequadas e utilizar luvas estéreis.

Existem dois sistemas de aspiração: o sistema aberto (com sonda conectada a um aspirador) e o sistema fechado (com adaptação ao tubo orotraqueal ou à cânula de traqueostomia).

O sistema fechado é preferível em casos de lesão pulmonar aguda.

Referências:

  1. PO.ENF_.018-00-Aspiração-de-vias-aéreas.pdf (ints.org.br)
  2. parecer-coren-sp-015-2021.pdf
  3. PO.FISIO_.001-00-Aspiracao-de-Vias-Aereas.pdf (ints.org.br)

Placas de Identificação Beira Leito: Segurança do paciente

As placas de identificação beira leito são uma parte essencial dos protocolos de segurança em unidades de saúde.

Elas desempenham um papel fundamental na correta identificação dos pacientes, prevenindo erros que possam causar danos.

Importância das Placas de Identificação Beira-Leito

    • Meta Internacional de Segurança do Paciente: A identificação correta é a primeira meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a segurança do paciente. Ela deve ser realizada em todas as unidades de saúde.
    • Redução de Riscos: A identificação adequada evita erros, como administração de medicamentos errados ou procedimentos incorretos.
    • Uniformidade: As instituições de saúde devem adotar métodos uniformes para identificar os pacientes.

Indicadores Utilizados

    • Pulseira de Identificação: Os pacientes devem usar uma pulseira branca padronizada com no mínimo três indicadores: nome completo, data de nascimento e número do registro (prontuário).
    • Placa Beira Leito: Além da pulseira, é recomendado o uso de uma placa de identificação beira leito.

Cuidados de Enfermagem

    • Conferência Obrigatória: Antes de qualquer cuidado, os profissionais de saúde devem conferir os dados na pulseira e na placa de identificação.
    • Atualização Diária: As informações nas pulseiras e placas devem ser mantidas atualizadas.
    • Participação do Paciente/Familiar: O paciente ou familiar deve conferir as informações antes da instalação da pulseira.
    • Identificação em Macas: Para pacientes internados em macas, a placa beira leito deve ser fixada à maca.

 

Referências:

  1. PR.QAS_.001-00-Identificação-Segura.pdf (ints.org.br)
  2. 480277b0-267e-c03e-f304-5767c547a775 (saude.df.gov.br)
  3. Escola de Saúde

Conferência de carrinho de emergência: De quem é a responsabilidade?

A conferência de carrinho de emergência é um procedimento crucial para garantir a segurança e a prontidão em situações de emergência. A responsabilidade pela conferência deve ser claramente definida e atribuída a um indivíduo ou equipe.

Lembrando que juntamente com os profissionais farmacêuticos, é realizado uma conferência e vistoria ampla, mas aqui discutiremos a responsabilidade DENTRO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM.

De quem é a reponsabilidade?

De acordo com a Câmara Técnica e PARECER COREN-SP Nº 010/2022, a responsabilidade pela montagem, conferência e reposição de materiais do carro de emergência, no âmbito da equipe de enfermagem, é do enfermeiro.

No entanto, todos os membros da equipe de enfermagem podem realizar a conferência, reposição e limpeza do equipamento, desde que sob supervisão do Enfermeiro, conforme estabelecido na Lei do Exercício Profissional, n. 7.498/86.

Já o controle de inventário e de estoque é realizado pelo farmacêutico.

Referências:

  1. Camara-Tecnica-Perguntas-e-Respostas-2020.pdf (corenmg.gov.br)
  2. Parecer_010_2022-Carro-de-emergencia.pdf (coren-sp.gov.br)

Tipos de Fixação de Tubo Endotraqueal

A fixação de tubo endotraqueal é feita após a inserção do mesmo no paciente, e o tubo deve ser fixado para evitar deslocamentos acidentais. Isso pode ser feito com um dispositivos disponíveis como cadarço, fixador próprio acolchoado de velcro, adesivos e bandagens adesivas (tensoplast).

Tipos de Fixação para TOT

  • Cruzada duas pontas: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós nos lados superior e inferior do tubo, e fixando-as na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos e pediátricos);
  • Cruzada uma ponta: É realizado a fixação pelo tubo, dando nós no lados superior, e fixando-a na parte posterior da cabeça do paciente. Pode ser realizado com cadarço próprio para tubo endotraqueal, e fixadores confeccionados próprios com materiais acolchoados e com velcro (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais);
  • Bigodinho ou tira: É realizado a fixação pelo tubo, colando a tira em forma de “bigodinho” acima do lábio posterior do paciente, Pode ser realizado com bandagem adesiva tensoplast, e fixadores confeccionados próprios com materiais adesivos (indicado para pacientes adultos, pediátricos e neonatais).

Lembre-se sempre de seguir os protocolos e diretrizes específicas da sua instituição para garantir a segurança e eficácia da fixação do tubo endotraqueal.

Referências:

  1. Orientação Fundamentada – 112.pdf (coren-sp.gov.br)
  2. pop-ur-049-estudo-sobre-a-fixacao-de-dispositivos-traqueais.pdf (www.gov.br)

EPI: Sequência de Paramentação e Desparamentação

A sequência de paramentação e desparamentação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é essencial para garantir a segurança dos profissionais de saúde durante o atendimento, sejam ele em isolamentos (e também sendo com suspeita de COVID-19).

A NOTA TÉCNICA GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020 fornece diretrizes importantes para esse processo.

Paramentação (Colocação dos EPIs)

  1. (Higienizar as mãos antes de colocar EPI);
  2. Avental;
  3. Máscara;
  4. Óculos (se utilizado protetor facial colocar após a touca);
  5. Touca;
  6. (Higienizar as mãos antes de colocar EPI);
  7. Luvas.

Desparamentação (Retirada dos EPIs)

  1. Luvas;
  2. (Higienizar após remover EPI);
  3. Avental;
  4. Touca;
  5. (Higienizar após remover EPI);
  6. Óculos (se utilizado protetor facial remover antes da touca);
  7. Máscara;
  8. (Higienizar após remover EPI);

Lembrando que essas orientações são fundamentais para proteger os profissionais de saúde e minimizar a transmissão do vírus.

Referências:

  1. PO.OP_.007-01-Paramentação-e-desparamentação.pdf (ints.org.br)
  2. 2-18-Biossegurança-Paramentação-e-Desparamentação.pdf (coren-df.gov.br)
  3. Protocolo-de-Uso-de-Equipamentos-de-Proteção-Individual.pdf (saude.rn.gov.br)
  4. nota-tecnica-gvims_ggtes_anvisa-04_2020-25-02-para-o-site.pdf (www.gov.br)
  5. cartilha_epi.pdf (cofen.gov.br)

Rolhas e Tampões na Ventilação Invasiva

As rolhas de secreções são tampões endurecidos que impedem ou dificultam a passagem do ar pelo tubo durante a respiração pela ventilação invasiva. Essa é uma das complicações mais comuns em pacientes sob uso de ventilação invasiva (tubo endotraqueal ou traqueostomia).

A umidificação inadequada e balanço hídrico negativo podem propiciar o aparecimento destes tampões.

A importância da higiene brônquica nos pacientes intubados previne o risco de acúmulo de exsudato na luz do tubo mantendo sua funcionalidade que é a oxigenação.

Cuidados

  1. Aspiração das secreções: Realize a aspiração regular das secreções acumuladas na traqueostomia ou no tubo endotraqueal. Isso ajuda a evitar a formação de rolhas de secreção que possam obstruir a passagem do ar.
  2. Umidificação adequada: O uso de umidificação auxilia por diminuir a formação de secreção e evitar a formação de rolhas que podem obstruir a cânula, embora a rolha seja produto da desidratação do paciente.
  3. Higiene regular da pele ao redor do estoma traqueal: Mantenha a área limpa para prevenir infecções e complicações.
  4. Prevenção de complicações: Além da aspiração, esteja atento à possibilidade de decanulação acidental (retirada da cânula) e obstrução por rolha de secreção. A rolha de secreção ocorre quando as secreções acumuladas formam uma espécie de “rolha” que bloqueia parcial ou totalmente a passagem de ar.

Referências:

  1. manual-traqueostomia.pdf (accamargo.org.br)
  2. PEBMED
  3. Ministério da Saúde

Cateter de O2: Quando é necessário umidificar?

O cateter de O2 é um método simples, barato, e o mais comumente usado, e sendo de baixo fluxo.

Excelente nos casos de acentuação da dispnéia, durante a alimentação, tosse, ocasiões em que seria necessário remover a máscara facial, se esta fosse a forma de administração.

Porém pode ocorrer secura ou sangramento da mucosa nasal após a utilização de fluxos altos.  No entanto, a umidificação só se faz necessária para fluxos maiores que 4L/min.

Justificativas

A umidificação em cateter de oxigênio é especialmente recomendada para fluxos acima de 4 litros por minuto (lpm) por algumas razões importantes:

Conforto e Prevenção de Irritação

    • Quando o fluxo de oxigênio é alto, como acima de 4 lpm, o ar seco pode causar irritação nas vias aéreas.
    • O uso de umidificadores ajuda a prevenir o ressecamento da mucosa nasal e da garganta, tornando a respiração mais confortável.

Redução do Risco de Sangramento Nasal:

    • O ar seco pode levar ao ressecamento das membranas mucosas, aumentando o risco de sangramento nasal.
    • A umidificação adequada ajuda a manter a mucosa úmida e reduz esse risco.

Melhora na Eficiência da Terapia:

    • Pacientes que necessitam de fluxos mais altos de oxigênio, como aqueles com insuficiência respiratória aguda, se beneficiam da umidificação.
    • A umidificação melhora a eficácia da terapia de oxigênio, garantindo que o oxigênio seja entregue de forma adequada às vias aéreas.

Evita Formação de Crostas e Muco Espesso:

    • Sem umidificação, o ar seco pode levar à formação de crostas nas narinas e ao acúmulo de muco espesso.
    • Isso pode dificultar a respiração e causar desconforto.

Escolhendo o Umidificador Adequado:

    • Existem diferentes tipos de umidificadores, incluindo os acoplados a concentradores de oxigênio e cilindros.
    • Certifique-se de usar um umidificador compatível com o seu equipamento de oxigenoterapia

Importante

Na maioria dos casos um umidificador é utilizado com fluxos ofertados superiores a 4 L/min, entretanto, mesmo com umidificação extra um fluxo superior a 6-8 L/min pode causar desconforto, ressecamento e sangramento da mucosa nasal, portanto na prática clínica geralmente são utilizados fluxos de 1-3 L/min, que são mais bem tolerados.

Referências:

  1. Franchini ML, Athanazio R, Amato-Lourenço LF, Carreirão-Neto W, Saldiva PHN, Lorenzi-Filho G, Rubin BK, Nakagawa NK, Oxygen with cold bubble humidification is no better than dry oxygen in preventing mucus dehydration, decreased mucociliary clearance, and decline in pulmonary function. CHEST. 2016, doi: 10.1016/j.chest.2016.03.035.
  2. Umidificador de oxigênio: como ele ajuda na oxigenoterapia? (cpaps.com.br)
  3. OXIGÊNIO POR CATETER NASAL DE ALTO FLUXO: QUANDO, COMO E POR QUE USAR – SECAD (artmed.com.br)