Para que serve cada tarja do medicamento?

tarja do medicamento

É importante conhecer os significados das tarjas em cada medicamento na qual você pode adquirir ou administrar, pois os medicamentos atuam e provocam alterações em diversos sistemas no organismo, desde os mais simples até os mais complexos.

Portanto, são classificados conforme o grau de risco que o seu uso pode oferecer à saúde do paciente. Para essa classificação, foi adotado o critério de tarjas (faixas), que são facilmente identificadas nas embalagens dos medicamentos. Veja abaixo o significado de cada uma delas:

Não tarjados

Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) apresentam poucos efeitos colaterais ou contra-indicações, desde que usados corretamente e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. Os MIPs são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores (resfriados, azia, má digestão, dor de dente, etc.).

*É importante ressaltar que esses produtos estão isentos de prescrição médica, porque a instância sanitária reguladora federal considerou que suas características de toxicidade apontam para inocuidade ou são significativamente pequenas. Porém, a utilização deve ser feita dentro de um conceito de automedicação responsável.

Tarja vermelha sem retenção da receita

Representa os medicamentos vendidos mediante a apresentação da receita, que não fica retida na farmácia. Esses medicamentos têm contra-indicações e podem provocar efeitos colaterais graves. Na tarja vermelha está impressa a mensagem “venda sob prescrição médica”.

Tarja vermelha com retenção da receita

Representa os medicamentos que necessitam de retenção da receita, conhecidos como medicamentos psicotrópicos. Por isso, na tarja vermelha está impresso “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de receita”. Só podem ser vendidos com receituário especial de cor branca.

Tarja preta

Representa os medicamentos que exercem ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central e que, portanto, também fazem parte dos chamados psicotrópicos. Por isso, a tarja preta vem com a inscrição “venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Tais medicamentos apenas podem ser vendidos com receituário especial de cor azul.

Tarja amarela

Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição “Medicamento Genérico”, na cor azul.

Antifibrinolítico: Ácido Tranexâmico

antifibrinolítico

Antidiurético: Desmopressina

Antidiurético

[Button id=”173″]

Anticoagulantes

Anticoagulantes

Os Medicamentos anticoagulantes reduzem a capacidade do sangue de coágulo (meios de coagulação). Isso é necessário se o sangue coagula demais, podem bloquear os vasos sanguíneos e levar a condições tais como um derrame ou um ataque cardíaco.

Você pode ter ouvido falar que estes medicamentos podem ser chamados de “medicamentos que afinam o sangue”, embora isso não seja tecnicamente correto. Eles impedem que o sangue coagule (forme um trombo).

O medicamento mais comumente prescrito anticoagulante é a varfarina (Marevam), na qual é usada em pacientes que apresentam processos de trombose de veias em membros inferiores, embolias, próteses metálicas cardíacas, fibrilação atrial (arritmia cardíaca).
Elas inibem a síntese de alguns fatores responsáveis pela coagulação do sangue.

Rivaroxabana, dabigatran e apixaban são anticoagulantes mais recentes que podem ser usados como uma alternativa ao varfarina para determinadas condições.

Por que o medicamento anticoagulante é necessário?

Quando o corpo é ferido, dentro ou sobre a pele, o sangue pode vazar em órgãos internos ou fora do corpo. Para evitar isso, o sangue forma coágulos que criar um selo sobre a ferida.

Quando é preciso coagular o sangue, uma série de processos complexos ocorre que causam o sangue tornar-se pegajoso. Então, o sangue começa a coagular no local do sangramento, que impede o sangramento mais.

Se uma ou mais partes do processo não funcionar, o sangue pode coagular demasiado ou não bastante. Se o sangue não coagula o suficiente, há um risco de sangramento (hemorragia). Se coagular demais, coágulos de sangue podem formar onde eles não são necessários e bloqueiam os vasos sanguíneos.

Anticoagulantes podem reduzir a capacidade do sangue de coagular, para que os coágulos de sangue desnecessários não são formados.

Quando são usados medicamentos anticoagulantes?

Existem vários usos para medicamentos anticoagulantes, mas eles são mais comumente prescritos para pessoas que tiveram uma condição causada por coágulos de sangue ou que correm o risco de desenvolver um. Estas condições incluem:

  • trombose venosa profunda (TVP)
  • embolia pulmonar
  • fibrilação atrial
  • moderado ou alto risco de AVC

O médico pode prescrever o anticoagulante se ao caso o paciente for a uma cirurgia e estar em risco de desenvolver coágulos de sangue em uma parte do corpo como o seu coração, e também podendo criar tromboembolismo em outras partes do corpo, devido a mobilidade motora prejudicada.

Cuidados de Enfermagem referente aos Anticoagulantes:

– Conferir diariamente acesso venoso, pois a presença de sinais flogísticos no local da punção significa que há infecção, ou ainda podendo apresentar sangramento;

– Monitorar diariamente o sistema tegumentar, observar quanto a presença de petéquias (pernas e braços), pois equimoses ou hematomas caracterizam sangramento por conta de fragilidade relacionado a hemorragias ;

– Monitorar exames, os principais exames são acompanhamento contínuo do nível de plaquetas, neutrófilos e linfócitos, devido ao risco de trombocitopenia causada por tais fármacos ;

– Monitorar temperatura corporal, a monitorização da temperatura corporal é imprescindível  a cada 4 horas é, pois este também é um indicador dos diagnósticos das complicações causadas por esses fármacos;

– Observar interações medicamentosa, pois ao  realizar perguntas sobre os medicamentos e alimentos (brócolis, alface, couve flor, aspargo, nabo, repolho, agrião, fígado de boi) que potencializam ou inibem a  ação destes fármacos pode-se intervir precocemente, já que existem interações medicamentosas que aumentam o risco de sangramento;

– Orientar ao paciente em questão de risco de quedas e acidentes (cuidado em andar em chão molhado, usar sapatos fechados e de boa aderência, evitar lugares com risco de queda);

Oferecer dietas pobres em Vitamina K: É recomendada para pacientes em uso de medicamentos cujo principio ativo é a Varfarina (Coumadin, Marevan ou Marcoumar), ou seja, os ANTICOAGULANTES ORAIS.

ALIMENTOS PROIBIDOS:

  • Hortaliças: Aspargos; Alface; Hortelã; Brócolis; Mostarda; Couve; Espinafre; Repolho; Cebolinha; Salsinha; Folhas e Talos de Couve Flor; Folha de nabo; Almeirão; Agrião; Rúcula;
  • Pepino com casca;
  • Tomate Verde;
  • Fígado de boi, frango e porco;
  • Gema de ovo;
  • Folhas de chá in natura e industrializadas (cidreira, erva doce, mate, hortelã, boldo, chá verde, puejo, alecrim, arruda e outros chás a base de folhas verdes);
  • Grãos: de bico, de lentilha, soja e ervilha verde;
  • Algas marinhas;
  • Óleo de soja, de semente algodão, de canola, de oliva. Poderá ser consumido quando o mesmo for exposto à luz do dia ou luz fluorescente por 2 dias, dar preferências para embalagens plásticas. Podem ser substituídos por óleo de milho.

Medicamentos Comuns para Hipertensão

hipertensão

A hipertensão arterial, chamada popularmente de pressão alta, é uma doença que acomete cerca de 1 em cada 3 pessoas no mundo. A hipertensão é uma doença crônica e sem cura na imensa maioria dos casos, mas que atualmente dispõe de um amplo arsenal de medicamentos para o seu controle.

Existem dezenas de drogas diferentes aprovadas para o controle dos níveis de pressão arterial. Estudos recentes têm demonstrado que o mais importante no tratamento da hipertensão é o quanto se consegue reduzir a pressão arterial, e não necessariamente o tipo de droga utilizada.

O uso dos Medicamentos Fotossensíveis

A fotólise ou fotodegradação é uma reação catalisada pela luz. Uma variedade de mecanismos de decomposição pode ocorrer desde a absorção da radiação energética, sendo mais prejudicial quando a energia concentrada nas ligações químicas é suficiente para decompor ou rearranjar uma entidade química nova.

Entre os fármacos mais susceptíveis de sofrerem fotodegradação incluem-se a Anfotericina B, a Furosemida, a Dacarbazina, o Cloridrato de Doxorrubicina, o Nitroprussiato de  Sódio, a Vitamina A, a Vitamina K, as Vitaminas do Complexo B, a Adriamicina, a Cisplatina ou a Daunomicina.

A radiação de maior comprimento de onda é a mais deletéria, consequentemente a luz ultravioleta é mais deletéria que a visível, e a luz direta é mais prejudicial que a luz fluorescente. O melhor método para evitar este problema será o uso de papel de alumínio, plástico, âmbar ou outro invólucro opaco, revestindo o contentor de forma a impedir a penetração de luz.

Principais Medicamentos Fotossensíveis

Medicamentos que devem ser mantidos ao abrigo da Luz:

  • Ácido ascárbico;
  • Anfotericina B;
  • Cloridrato de Naloxona;
  • Diazepam;
  • Dipirona;
  • Epinefrina;
  • Fentanila;
  • Fitomenadiona;
  • Furosemida;
  • Haloperidol;
  • Halotano;
  • Indometacina;
  • Isoniazida;
  • Levomepromazina;
  • Metildopa;
  • Metronidazol;
  • Morfina;
  • Nifedipina;
  • Nistatina;
  • Nitrato de prata 1%;
  • Nitroglicerina;
  • Nitroprussiato de sódio;
  • Norepinefrina;
  • Omeprazol;
  • Paracetamol;
  • Meperidina;
  • Piridoxina;
  • Pririmetamina;
  • Prometazina;
  • Rifampicina;
  • Polimixina B;
  • Sulfentanila;
  • Vitamina do Complexo B;
  • Warfarina sádica.

Eletrólitos: Gluconato de Cálcio

Gluconato de Cálcio

O gluconato de cálcio faz parte do grupo dos eletrólitos, e é um suplemento mineral, destinado principalmente ao tratamento da deficiência de cálcio. Na forma de solução injetável 10%, este medicamento é destinado ao tratamento da hipocalcemia aguda (tetania hipocalcêmica neonatal, tetania por deficiência paratireoidea, deficiência de vitamina D e alcalose), no tratamento de situações que requerem aumento de cálcio para ajuste eletrolítico (tratamento da depleção de eletrólitos), coadjuvante na reanimação cardíaca, no tratamento da hipermagnesemia e tratamento da hipercalemia (hiperpotassemia).

Principais Utilizações

O Gluconato de cálcio é a droga de escolha quando existem alterações eletrocardiográficas ou na parada cardíaca por hiperpotassemia. Atua também como  Antiarrítmico, em Arritmia ventricular por IAM, e em taquicardia ventricular.

Muito utilizado em casos de neutralizar overdoses de sulfato de magnésio, pois atua com um antídoto, que é frequentemente administrado a grávidas, ao invés de se prevenir as convulsões profilaticamente (como em pacientes com pré-eclampsia).

O Gel de Gluconato de Cálcio é também utilizado em casos de queimaduras por produtos químicos, como o Ácido Fluorídrico, neutralizando a ação e diminuindo o desconforto e a a dor causada pela queimadura química.

Doses

A dose utilizada é de 10 ml EV de gluconato de cálcio 10% em infusão lenta em 2 a 3 min, que pode ser repetida após 5 min, se as alterações eletrocardiográficas persistirem.

Deve-se ressaltar que o cálcio não diminui a concentração sérica de potássio, apenas antagoniza sua ação “tóxica” sobre o miocárdio.

Lembre-se: O gluconato de cálcio potencializa a toxicidade dos digitálicos, portanto, quando o paciente estiver usando as duas drogas, deve-se evitar a infusão do gluconato em bolus.

Os Cuidados de Enfermagem principais para a administração de Gluconato de Cálcio são monitorar a frequência cardíaca durante a administração, monitorizar eletrólitos e creatinina.

Anestesia

Anestesia

A Anestesia significa perda de todas as modalidades de sensação, quer seja o sentido da dor, tato, temperatura ou posição.

Os diferentes tipos de anestesias se dividem em dois grandes grupos: a anestesia de consciência (geral) e as de partes do corpo (sendo as loco regional: local, tissular, plexular, troncular, epidural e raquianestésica).

Uma classificação frequentemente usada para a assistência anestésica é a seguinte:

Anestesia geral

A anestesia geral pode ser entendida como um estado reversível de ausência de percepção dolorosa, relaxamento muscular, depressão neurovegetativa e inconsciência, resultante da ação de uma ou mais drogas no sistema nervoso. São administrados por vias endovenosas e inalatória preferencialmente devida a relação efeito-doze e o tempo de curso de efeito são mais previsíveis. Outras vias podem ser usadas, como a anestesia geral retal.

Anestesia geral por inalação

Os anestésicos líquidos podem ser administrados pela mistura de vapores com oxigênio ou óxido nitroso-oxigênio e, então, fazer o paciente inalar a mistura. O vapor é administrado ao paciente por meio de um tubo ou máscara.

A técnica endotraqueal para administração de anestésico consiste na introdução de um tubo endotraqueal ou da máscara laríngea de borracha macia ou plástico, dentro da traqueia (tubo) ou laringe (máscara laríngea), com a ajuda de um endoscópio óptico de fibra flexível, ou também pela exposição da laringe com um laringoscópio ou pela introdução do tubo cegamente. O tubo pode ser inserido tanto pelo nariz quanto pela boca (a ML somente pela boca). Quanto o tubo encontra-se no local, o mesmo isola os pulmões do esôfago de forma que, se o paciente vomita, nenhum conteúdo do estômago entra nos pulmões.

São exemplos de anestésicos líquidos voláteis o alotano, tricloetileno, metoxiflurano, enflurano e cevoflurano) e gases (óxido nitroso e ciclopropano – combinado com oxigênio). O que determina a profundidade da anestesia é a concentração do anestésico no cérebro.

Anestesia geral endovenosa

Pode ser produzida pela injeção intravenosa de várias drogas. Tem a vantagem de não ser explosiva, agradável para o paciente, ação rápida, fácil de dosar, não requer aparelhagem e é muito fácil de administrar, porém, não há meio de removê-la do organismo (tiopental sódico, etomidato, acetamina, diazepínicos, propofol e methoexital sódico).

Anestesia local

Caracteriza-se pela administração de anestésico local nas imediações dos axônios. Sua ação é de estabilizar a membrana do axônio impedindo a despolarização e consequente propagação do impulso elétrico. Pode ser classificada em: local propriamente dita regional e espinhal.

Anestesia local pode ser tópica (mucosa do nariz, boca, árvore traqueobrônquica, esôfago e trato geniturinário) ou por infiltração (injeção de anestésico nos tecidos nos quais deve passar a incisão).

Anestesia regional

O agente anestésico é injetado nos nervos ou ao redor deles, de modo a anestesiar a área por eles inervada. As áreas mais comumente utilizadas são: bloqueio do plexo (plexo branquial); anestesia paravertebral (parede abdominal e vísceras); bloqueio transacral (períneo e baixo abdômen);

Anestesia espinhal

Epidural ou peridural – injeção de anestésico no canal medular no espaço ao redor da dura-máter.

Raquianestesia – é obtida pela punção lombar e, no mesmo ato, injeta-se a solução de anestésico no líquido cefalorraquidiano, no espaço subaracnóideo. Outras medicações são utilizadas como coadjuvantes no ato anestésico. É o caso do miorrelaxantes utilizados para facilitar a intubação e oferecer condições cirúrgicas ideais em planos menos profundos que a anestesia geral.

Dividem-se em três grupos: relaxantes musculares despolarizantes (succinilcolina), relaxantes musculares não despolarizantes (antagonistas da acetilcolina) que podem ser divididos enquanto duração de ação em intermediários (atracurium) e de longa duração (pancurônio). São utilizadas também antagonistas dos hipnoanalgésicos como a nalorfina e neurolépticos como a clorpromazina.

A regressão do ato anestésico se inicia na sala de operação paralela à eliminação ou biotransformação dos agentes anestésicos tratando-se assim do processo de recuperação a consciência. Esta se processa em três fases e quatro estágios clínicos.

Fases:

– Imediata (minutos): o paciente apresenta volta à consciência, existe presença de reflexo das vias aéreas superiores e movimentação;
– Intermediárias (minutos/horas);
– Tardia (normalidade motora e sensorial): deve-se julgar o desempenho do paciente entre 24 e 48 horas após a anestesia porque alguns efeitos indesejáveis podem persistir por este período.

Estágios clínicos:

1º estágio: o paciente responde a estímulo doloroso;
2º estágio: ocorre abertura dos olhos ao comando verbal;
3º estágio: o paciente responde à pergunta simples;
4º estágio: apresenta boa orientação no tempo e no espaço;

Outra classificação quanto as condições físicas, desenvolvida pela ASA – American Society of Anesthesiologists para avaliação da gravidade das disfunções fisiológicas e anormalidades anatômicas é dada por:

 ASA 1: paciente sadio;
ASA 2: paciente com doença sistêmica leve;
ASA 3: paciente com doença sistêmica severa;
ASA 4: paciente com doença sistêmica severa que é um constante risco para a vida;
ASA 5: moribundo que não se espera sobreviver sem a cirurgia;
ASA 6: paciente com morte cerebral declarada cujos órgãos estão sendo removidos para doação;

CRITÉRIOS DE ALTA DA SRPA (SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA) E OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM

Os critérios de alta são de responsabilidade intransferível do Anestesiologista. Para tal julgamento o anestesiologista associará critérios clínico específicos com os dados objetivos tirados da ficha de recuperação pós-anestésica.  Os critérios clínicos incluem:

  • Padrão respiratório normal;
  • Frequência respiratória adequada;
  • Ausência de sonolência ou confusão mental;
  • Sinais vitais estabilizados;
  • Capacidade para manter as vias aéreas;
  • Saturação de 02 Sp02 95%;
  1. A permanência da paciente na SRPA limitar-se-á a sua recuperação pós-anestésica, sendo imediatamente transferida após receber alta.
  2. A enfermagem providenciará acomodação para a paciente de alta da SRPA.
  3. Após a alta a paciente poderá ter destinos diferentes: poderá ir para residência, ir para enfermaria, ir para uma unidade intermediária, ser internada na UTI.

AVALIAÇÃO PERMANENTE

Após a avaliação inicial e o devido registro na ficha de avaliação a enfermagem manterá observação contínua sobre a paciente com registro a cada 10min nos primeiros 30min, cada 15min nos 30min seguintes, a cada 30min na 2ª hora, e posteriormente de hora em hora. Este registro não deve ser um procedimento isolado, mas englobar uma atitude capaz de antecipar e corrigir problemas potenciais antes que eles criem uma situação perigosa e possivelmente irreversível. Quando surgirem dúvidas e/ou complicações a enfermagem deve chamar por ajuda médica imediatamente. Em situações de extremo, deverá ser acionado um alarme indicando que ajuda médica é imediatamente requerida na SRPA.

A ordem das observações deve ser a seguinte:

  • Cor;
  • Funções respiratórias;
  • Função cardiovascular;
  • Nível de consciência;
  • Perdas sanguíneas.

[Button id=”170″]

Colóides: A Albumina Humana

Albumina Humana

Antes de tudo temos que entender o que são Coloides e que a Albumina está presente no plasma do nosso sangue. Quando ocorre uma diminuição no volume do plasma o médico prescreve a Albumina de forma adicional, pois ela tem o poder de aumentar o volume do plasma e consequentemente o do sangue total, sendo um Expansor de Volume Plasmático.  

Os coloides nada mais são as soluções de alto peso molecular capazes de exercer pressão oncótica. Além de restaurar a volemia, o coloide ideal deveria ter um impacto favorável na modulação do processo inflamatório da sepse, tais como a permeabilidade capilar aumentada, a formação de edema tissular, a disfunção do controle vasomotor, assim como as alterações reológicas causadas pelas anormalidades de ativação e aderência dos neutrófilos.

Para que serve a Albumina Humana? 

Tem como indicação para o tratamento de uma variedade de condições, nas quais podemos citar:

  • Choque devido a perda de sangue no corpo (Hipovolemia),
  • Queimaduras,
  • Albumina baixa (Hipoalbuminemia),
  • Baixos níveis de proteína (Hipoproteinemia) devido a alguma cirurgia ou insuficiência hepática,
  • Síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA),
  • Nefrose (lesão degenerativa no rim),
  • Diálise renal,
  • Aumento da bilirrubina em bebês (Hiperbilirrubinemia neonatal),
  • Insuficiência hepática aguda,
  • Doença hemolítica do recém-nascido e
  • Como um medicamento adicional na cirurgia de by-pass cardiopulmonar, (Ponte).

Pode ser usada para várias condições, conforme determinado pelo médico.

Como a Albumina Humana Age?

Mantém a pressão coloidal osmótica (ou oncótica) no plasma. A Albumina Humana é responsável por 70% a 80% da pressão osmótica do plasma normal, que regula o volume de sangue em circulação e aumenta temporariamente o volume de sangue.

Quem não deve usar a Albumina Humana?

A albumina está contraindicada em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, com problemas no coração e volume de sangue anormal, em pacientes com varizes no esôfago, anemia grave, desidratação, edema pulmonar, com tendência para sangramentos sem causa aparente e ausência de urina.

O uso de deste medicamento também não deve ser feito na gravidez ou durante a amamentação, sem a orientação médica.

Atenção!

Este remédio deve ser administrado diretamente na veia e, por isso, só deve ser utilizado por um profissional de saúde no hospital. A dose geralmente varia de acordo com o problema a tratar e o peso do paciente.

Albumina Humana Vs Albumina Suplementar

Albumina Humana é composta de proteína plasmática obtida a partir do plasma de doadores, sendo sintetizada pelo fígado. Já a Albumina Suplementar, encontrada em muitos dos suplementos alimentares, é derivada da clara do ovo, sendo considerada uma proteína de alto valor biológico por conta do seu perfil de aminoácidos. Portanto, a Albumina Humana não deve ser usada para aumentar a massa muscular, nesses casos é recomendado usar os suplementos de albumina.

Cuidados de Enfermagem na Administração da Albumina

– Atentar principalmente e pedir orientação quanto à marca da Albumina Humana utilizada, pois alguns fabricantes orientam a conservação da medicação quando não está em uso em geladeira, sendo assim, há outras marcas que necessariamente não são conservadas sob refrigeração, tomando cuidado para perdas indesejáveis do fármaco.
– Não deve ser misturada com outros medicamentos, sangue total e unidades de glóbulos vermelhos;
– Depois de aberto o frasco, deve ser utilizado nas 3 horas seguintes.
– Vigiar possíveis reações alérgicas.

Eletrólitos: Cloreto de Potássio (KCL)

Cloreto de Potássio

Antes de entender para que serve o Cloreto de Potássio,  é necessário entender alguns princípios. O Potássio é o principal eletrólito intracelular. Cerca de 98% do potássio que temos está dentro das células. Apenas 2% está fora, e essa concentração de potássio no soro varia de 3,5 a 5,0 mEq/l.

  • Esse eletrólito move-se para dentro e fora das células através da atuação da bomba de sódio e potássio. Chamamos de Hipopotassemia ou Hipocalemia e Hiperpotassemia ou Hipercalemia os desequilíbrios associados a esse cátion, no qual pequenas alterações já são significativas!
  • Influencia a  condutividade elétrica tanto do músculo esquelético quanto cardíaco. A alteração na concentração de potássio modifica o ritmo e a excitabilidade do miocárdio.

O Cloreto de Potássio (KCL), é um medicamento utilizado no tratamento das doenças causadas pela falta de potássio no sangue, é também usado para prevenir e tratar coágulos sanguíneos associados a doenças cardíacas, aos ataques cardíacos e às substituições coração/válvula. Além dessas funções, o cloreto de potássio auxilia na prevenção e tratamento da coagulação do sangue dentro dos pulmões.

A prescrição do cloreto de potássio é necessária na reposição do potássio, nos casos em que ocorre uma eliminação, em níveis muito grandes, do mineral em nosso organismo, como na ocorrência de hipopotassemia ou hipocalemia, alcalose metabólica e intoxicações digitálicas.

Os principais desequilíbrios do potássio podem ocorrer no pós operatório e as situações de vômitos sequentes, diarreia infantil, hipercorticoidismo, corticoterapia, tiazidoterapia, administração parenteral prolongada de cloreto de sódio/glicose, impregnação digitálica, miastenia grave, asma brônquica, síndrome de Mériere e urticária crônica, nas quais podem levar à insuficiência do potássio.

Em todos os casos, o cloreto de potássio é o medicamento mais utilizado pelos médicos na reposição dos níveis de potássio necessários ao organismo. Ele também é usado para a hidratação de pacientes em que a perda do mineral representa risco elevado, como pacientes cirróticos ou digitalizados.

Mas o que é o Cloreto de Potássio?

O cloreto de potássio é um composto químico formado pelo Potássio e o Cloro. O cloro, unido ao Sódio e ao Potássio, mantém o controle osmótico regulando a quantidade de água no organismo e atua nas funções do sistema nervoso e contração muscular. O Potássio, junto com o Sódio, age na contração muscular, na condução nervosa e no equilíbrio de fluidos no organismo.

É um medicamento do tipo eletrólito, que substitui o mineral potássio perdido por motivos involuntários. Os eletrólitos tem por função, manter os níveis de hidratação orgânica e também os múltiplos processos elétricos e químicos executados pelo seu corpo. O cloreto de potássio elevará o nível de potássio no organismo para que haja o correto funcionamento dos músculos, coração e de outros órgãos.

Formas de Apresentação do Cloreto de Potássio

O Cloreto de Potássio é encontrado em ampolas injetáveis, drágeas, comprimidos efervescentes, xarope ou suplementos alimentares.

O tratamento usual é realizado da baixa de potássio no sangue é por reposição oral ou com a inserção, na dieta do paciente, de alimentos ricos em potássio. Em casos mais graves, uma suplementação venosa pode ser necessária no sentido de se obter um resultado mais rápido e eficaz.

O cloreto de potássio é encontrado também em suplementos alimentares e no sal light em substituição ao cloreto de sódio (sal de cozinha). O sal light vem sendo associado à promoção de corações mais saudáveis e ao equilíbrio das funções orgânicas.

Quais são os benefícios do Cloreto de Potássio?

O consumo do cloreto de potássio com a função de elevar a taxa de concentração do mineral ao nível sérico (do sangue), tem sido associada à diminuição da pressão sanguínea e da mortandade por acidente vascular cerebral (AVC).

No caso dos atletas, o uso do cloreto de potássio é considerado benéfico porque, ao agir nos processos de dilatação dos vasos sanguíneos, consequentemente aumenta o fluxo do sangue, o que é bastante útil na contração muscular. Porém, o uso de suplementos que contenham cloreto de potássio sem um acompanhamento profissional, pode levar a um desequilíbrio hidroeletrolítico.

Além desses benefícios, o cloreto de potássio regula o açúcar do sangue, melhora o funcionamento do sangue no organismo, diminui a ansiedade e auxilia no processo metabólico de vários nutrientes.

Contraindicações do Cloreto de Potássio

O Cloreto de Potássio não deve ser utilizado:

  • Na presença da doença de Addison quando descompensada, hipercalemia de qualquer origem, insuficiência renal grave, nefropatia com perda de potássio, anemia falciforme, desidratação aguda em fase hipovolêmica, diarreia grave, choque térmico, paralisia familiar periódica. O cloreto de potássio não de ser usado.
  • Em forma de sal, o cloreto de potássio, apesar de representar uma forma simples e barata de suplementação do mineral e a redução da quantidade de sódio na dieta, ele não é recomendado aos pacientes portadores de doenças renais. Nesses casos, o baixo desempenho dos rins gera acúmulo de potássio podendo causar problemas cardíacos.

Para pacientes que estejam recebendo diuréticos poupadores de potássio como a espirolactona e aqueles que apresentam bloqueio cardíaco agudo ou completo, a relação risco/benefício do uso do cloreto de potássio deve ser levada em consideração.

Ainda não se tem registro de contra indicações na utilização do cloreto de potássio em mulheres grávidas, se ele pode causar algum dano ao feto ou mesmo alterar a capacidade reprodutiva. Também não se tem conhecimento se ele é assimilado pelo leite materno.

Porém, o medicamento não deve ser utilizado, em hipótese alguma por mulheres grávidas, sem a avaliação de um médico, pois, segundo o fabricante, ainda não foram realizados estudos de avaliação do nível de risco no uso do cloreto de potássio por mulheres grávidas.

Super Dosagem: O Cloreto de Potássio pode ser letal!

O cloreto de potássio é letal mesmo se ingerido numa única dose de aproximadamente 5 gramas. Para que os músculos sejam “acionados”, os neurotransmissores, como a acetilcolina, ativam a reação que contrai o músculo. Esta ativação envolve uma troca de íons de cálcio por potássio nas células, e finalmente a liberação da energia química do ATP na contração muscular. O excesso de íons potássio atrapalha o processo, paralisando o músculo. Esta paralisia se dá em todos os músculos, no caso de ingestão ou injeção, principalmente no músculo mais ativo, o músculo cardíaco, causando parada cardíaca e morte.

Cuidados de Enfermagem com distúrbios do Potássio

  • Confirmar com o enfermeiro ou médico a velocidade com que as drogas instituídas para o tratamento devem ser infundidas! 
  • Não coletar amostra de sangue no mesmo membro em que estejam sendo administrados eletrólitos para reposição.
  • Realizar dupla checagem para as drogas de alta alerta;
  • Avaliar evolução dos sinais e sintomas;
  • Analisar necessidade de manter monitorização cardíaca contínua;
  • Verificar ritmo cardíaco!

Obs: não podemos esquecer que tão importante quanto verificar a frequência cardíaca é verificar se o pulso está arrítmico ou rítmico! E aparelhos digitais não nos dão esta informação, fique atento!