Farmacologia: Medicamentos Termolábeis também precisam de cuidados

Medicamentos Termolábeis

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Farmacologia: Anti-hipertensivos

Anti-hipertensivos

Pode-se dizer que a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma constante no contexto hospitalar. Em pronto atendimento, crises hipertensivas são recorrentes. Nas unidades de internação, esta é sem dúvida uma das comorbidades mais presentes.

O pico hipertensivo é usualmente assintomático, mas deve ser preocupante, pois apesar de não haver manifestações, a pressão alta pode ocasionar lesões irreversíveis aos órgãos alvos e levar a complicações durante a internação, tais como ocorrência de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) ou Acidente Vascular Encefálico (AVE).

Por isso é tão importante que a equipe de enfermagem domine este assunto e entenda o por quê de priorizar alguns cuidados de enfermagem aos clientes hipertensos que são imprescindíveis para segurança do paciente.

A crise hipertensiva é uma emergência clínica caracterizada pela elevação rápida e sintomática da pressão arterial, com risco de deterioração de órgão-alvo. Os principais sintomas são:

  • Dores de Cabeça;
  • Alterações de Visão;
  • Pernas Inchadas;
  • Taquicardia.

O pico hipertensivo é definido pela pressão arterial igual ou maior que 160 x 100 mmHg, caracterizado por ser assintomático. Diferente da crise hipertensiva, não é uma emergência clínica, mas exige cuidados da equipe de enfermagem.

Cuidados de Enfermagem ao paciente hipertenso

Para começar,  quando falamos em hipertensão, o principal cuidado de enfermagem relacionado é a aferição dos sinais vitais.

A cada hora, 2/2h, 4/4h, 6/6h ou mesmo a cada 8h, cabe ao enfermeiro avaliar qual a necessidade de cada paciente e direcionar sua equipe. Quando pensamos em respaldo legal e direcionamento da assistência não podemos deixar de falar da SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem), e nesse aspecto uma das prescrições de enfermagem importante é a verificação dos sinais vitais.

Aos enfermeiros cabe lembrar da importância de prescrever sim a frequência de aferição dos sinais vitais, sempre que for necessário uma frequência diferente da rotina. E aos auxiliares e técnicos de enfermagem, cabe lembrar que é imprescindível que realize a aferição dos sinais vitais conforme a rotina ou prescrição de enfermagem, mas que também é imprescindível que comunique o enfermeiro imediatamente ao detectar qualquer alteração, pois é o enfermeiro que tem respaldo para avaliar e decidir a conduta.

Este cuidado deve ser realizado no início do plantão, antes de qualquer cuidado, como o banho,  encaminhamento para exames, administração de medicações, enfim, é a prioridade do início do plantão.

Porque por exemplo, um paciente pode apresentar PA de valores extremamente elevados como 220 x 120 mmHg e estar assintomático, não sendo indicado nesse caso submetê-lo a nenhum esforço físico, como deambular, antes da diminuição dos níveis pressóricos, evitando assim quaisquer riscos ao paciente.

A PA  e a FC devem ser aferidos antes da administração de qualquer anti-hipertensivo! E em alguns casos, após também.

De acordo com o art 30 da resolução  COFEN n. 11 2007, é proibido administrar medicamentos sem conhecer a ação da droga e sem certificar-se dos riscos.

 

Confira abaixo os anti-hipertensivos mais utilizados no hospital, sua ação e os principais efeitos colaterais.

  • Losartana, Valsartana, Omelsartana: bloqueiam os receptores de Angiotensina II, um potente vasoconstritor, impedindo sua ação.

Efeitos colaterais: Dispepsia (sensação de má digestão), câimbras, diarreia, cefaleia, hiperpotassemia.

  • Hidroclorotiazida, Clortalidona, Furosemida, Espironolactona: são diuréticos, diminuem a pressão arterial ao reduzir o volume de sangue circulante (volemia)

Classificação de acordo com a classe medicamentosa:

– Diuréticos de alça: furosemida

– Diuréticos tiazídicos: hidroclorotiazida e clortalidona

– Diuréticos poupadores de potássio: espironolactona

Efeitos Colaterais: irritação gástrica, náuseas, vômito, desequilíbrios hidro-eletrolíticos, hiperglicemia, hipotensão ortostática.

  • Benazepril, Captopril, Enalapril: são bloqueadores de ECA (enzima conversora da angiotensina), impedem que ocorra vasoconstrição e retenção de sódio.

Efeitos colaterais: tosse seca, hipotensão ortostática, fadiga, cefaleia, nefrotoxicidade, hiperpotassemia, angioedema.

  • Atenolol, Bisoprolol, Metoprolol, Propranolol: inibem a reação cardíaca à estimulação do nervo simpático bloqueando os receptores beta. Diminuem a força de contração e a frequência cardíaca.

Efeitos colaterais: bradicardia, vasoconstrição periférica, broncoespasmo

A frequência cardíaca deve ser verificada antes da administração dessas medicações. Não deve ser administrado se FC menor que 60 bpm.

  • Anlodipino, Nifedipina, Verapamil, Diltiazem: são bloqueadores do canal de cálcio, resultam em vasodilatação periférica.

Efeitos colaterais: hipotensão e síncope, edema.

  • Clonidina, Metildopa, Guanabenzo: são agonistas Alfa-2 de Ação Central, agem estimulando os receptores Alfa-2 no sistema nervoso central, resulta em redução da estimulação simpática e consequente diminuição da frequência cardíaca e da resistência vascular periférica.

Efeitos colaterais: sonolência, tontura, boca seca, escurecimento da cor da urina (não é prejudicial), depressão, dermatite de contato (10-15% desenvolvem). Também pode ocasionar alteração do teste direto de Coombs, até 20% dos pacientes desenvolvem falso positivo, porém menos de 0,2% desenvolveram anemia hemolítica.

  • Hidralazina: é um vasodilatador, provoca relaxamento direto na musculatura lisa arteriolar.

Efeitos Colaterais: tontura, torpor, formigamento nas pernas, hipotensão ortostática, taquicardia, congestão nasal, febre, calafrios, dor articular e muscular, erupções na pele.

  • Nitroprussiato de sódio: é um potente vasodilatador, age diretamente na musculatura lisa dos vasos sanguíneos, produz dilatação arterial e venosa. É usado em pacientes com crise hipertensiva grave súbita e naqueles com insuficiência cardíaca refratária.

Cuidados de Enfermagem na administração de Nitroprussiato de Sódio:

– Manter monitor multiparamétricos. Registre PA e FC de acordo com a frequência estabelecida pelo seu enfermeiro ou pelo médico.

– Diluir em solução glicosada de 5%.

– Infundir APENAS EM BOMBA DE INFUSÃO- BIC.

–  Nunca realizar infusão do nipride em injeção endovenosa diretamente (“bolus”).

– Fotossensibilidade: o frasco do soro bem como a extensão do equipo e do conector deverão ser revestidos com material radiopaco, pois o medicamento é sensível à luz.

– A troca da solução contendo nipride deverá ser realizada a cada 6 horas.

Notas importantes:

√ Os efeitos colaterais são comuns no início do tratamento. É importante informa-los ao paciente, orienta-los a comunicar o médico na ocorrência e estimular a continuidade do tratamento, pois muitos efeitos colaterais tendem a desaparecer  após as primeiras semanas.

√ Se for adicionado a prescrição médica uma medicação que o paciente não fazia uso anteriormente fique atento e comunique a enfermeira se observar a ocorrência de algum efeito colateral.


Referências bibliográficas:

  • Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH. Histórico e cuidados aos pacientes com hipertensão. In: Smeltzer SC, Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH, Brunner& Suddart: tratado de enfermagem médico-cirúrgica.Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011.p. 892- 904.
  • Clayton BD, Stock YN. Medicamentos utilizados para tratar a hipertensão. In: Clayton BD, Stock YN: Farmacologia na prática de enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012. p. 367-396.
  • Franco RJS. Crise hipertensiva: definição, epidemiologia e abordagem diagnóstica. Rev Bras Hipertensao [periódico on line]. 2002; 9: 340-345.

Farmacologia: Antiarrítmicos

Antiarrítmicos

As fibras cardíacas tem, em sua maioria, a capacidade de se contraírem ritmicamente, resultando no funcionamento da bomba cardíaca, pois o “marcapasso” conhecido também como Nodo Sino-Atrial, no átrio direito, gera diminutos impulsos elétricos no músculo adjacente, determinando a contração dos átrios e bombeando o sangue para dentro dos ventrículos. Qualquer desvio da ordenação sequencial normal é considerado um desvio do ritmo e chamado arritmia.

Os Antiarrítmicos são constituídos por quatro grupos de fármacos utilizados no tratamento das arritmias do coração.

A arritmia cardíaca é uma doença que, se não tratada, leva à a morte. Os batimentos irregulares produzem turbulência no sangue, que facilita a formação de trombos. Estes podem embolizar e provocar infartos coronários e AVCs.

Os antiarrítmicos funcionam inibindo a propagação de batimentos cardíacos imediatamente subsequentes, e diminuindo a taxa de contracção e excitabilidade cardíacas.

Classificação

Segundo a classificação de Vaughan Williams de 1970, a mais frequentemente utilizada hoje, distinguem-se quatro classes de antiarrítmicos:

Antiarrítmicos da classe I -A classe I consiste nos farmacos que bloqueiam os canais de sódio (Na+) nas membranas dos miócitos (células musculares cardíacas).
– Antiarrítmicos da classe II –É constituida por antagonistas adrenérgicos beta que atuam nos receptores cardíacos do sistema simpático, reduzindo a atividade cardíaca.
– Antiarrítmicos da classe III –São fármacos que bloqueiam os canais de potássio (K+) membranares dos miócitos, prolongando o potencial de ação e portanto a contração dos miócitos condutores.
– Antiarrítmicos da classe IV– Bloqueiam os canais de cálcio (Ca2+) das membranas dos miócitos.

Apresentações:

– Quinidina (Quínicardine) – cpr. 200mg.
– Procainamida (Ritmonorm) – cpr. 300mg
– Verapamil (Dilacoron) – amp. 2ml/5mg – cpr. 80mg – drg. lib. Contr. 120mg e 240mg
– Amiodarona (Ancoron) – amp. 150mg/3ml – cpr. 100mg e 200mg
– Lidocaina (Xylocaína) – fr.amp. 20mI sol. a 1 % e 2%
– Propranolol (Inderal) – cpr. 10mg; 40mg e 80mg

Importante – As lesões adversas da lidocaína afetam principalmente o SNC e incluem sonolência, desorientação, confusão mental, perturbações visuais, raramente, convulsões e coma.

Cuidados de Enfermagem referentes aos Antiarrítmicos:

– Controle de pulso e pressão antes e após a administração do medicamento. A pressão arterial deve ser controlada com o paciente na posição deitada e em pé, devido à hipotensão postural.
– Observar as reações colaterais e sinais de intoxicação. Comunicar o medica ou o enfermeiro; aplicar medicamento sintomático, conforme a prescrição.
– A administração de antiarrítmicos por via parenteral deve ser feita com o paciente monitorizado. Durante o uso de antiarrítmicos, e feito controle e avaliação, através do eletrocardiograma.
– Quando a droga for administrada por meio de infusão venosa, devem-se usar microgotas, com controle rigoroso do gotejamento;
– Observar quadro de confusão mental; se necessário, colocar o paciente em cama com grades e restringi-lo ao leito;
– Deixar o material de ressuscitação em local acessível.

Farmacologia: Digitálicos

Digitálicos

Utilizados na insuficiência cardíaca, onde, por alguma razão o coração não está fazendo o sangue circular em um fluxo satisfatório, levando a um acúmulo de sangue nas veias, nas câmaras do coração e dos pulmões. A ação mais importante dos digitálicos no coração é o fortalecimento da sua musculatura. As fibras digitalizadas se contraem com maior vigor e possibilitam ao coração esvaziar-se cada vez melhor. O resultado é o aumento do volume de sangue impulsionado a cada contração do ventrículo.

Efeitos:

– Aumento do débito cardíaco;
– Redução da pressão venosa;
– Diurese;
– Redução do edema.

Reações Adversas:

– Anorexia e diarreia;
– Náuseas, vômitos e perturbações visuais;
– Confusão mental
– Cefaléia, fadiga e tontura.

Quando estas reações ocorrem, a dose deve ser diminuída ou interrompida por alguns dias. Uma dose letal de digitálico causa morte por parada cardíaca.

Especialidades Disponíveis:

– Lanatosídeo C (Cedilanide) – amp. 2ml com 0,2rng/ml
– Digoxina e Lanoxin – cpr. de 25mg

Cuidados de enfermagem:

– Observar a dose – doses acumulativas;
– Antes de administrar verificar o pulso, se este estiver abaixo de 60, comunicar o enfermeiro ou o médico responsável do setor;
– Quando EV aplicar lentamente;
– Observar efeitos tóxicos (anorexia, náuseas, cefaleia e confusão mental).

Farmacologia: Efeitos Gerais dos Medicamentos

Farmacologia

Os efeitos de uma droga de ação generalizada podem ser agrupados em: estimulante, deprimente, cumulativo, anti-infeccioso, antagônico e sinérgico. A escolha do método e da via de administração depende de alguns parâmetros: rapidez desejada para início da ação, natureza e quantidade a ser administrada e das condições do paciente.

estimulante: quando aumenta a função das células de um órgão ou sistema. Ex.: cafeína (aumenta as funções do córtex cerebral) etc.;
⦁ deprimente: quando diminui a função das células de um órgão ou sistema. Ex.: morfina (deprime o centro respiratório) etc.;
cumulativo: quando a eliminação de medicamentos é mais lenta do que sua absorção, e sua concentração vai aumentando no organismo. Se a administração for contínua, há um efeito cumulativo. Ex.: digitalina;
antiinfeccioso: quando o medicamento é capaz de destruir os germes responsáveis por uma infecção. Ex.: sulfanilarnida;
antagônico: quando as substâncias administradas possuem efeitos contrários. Ex.: pilocarpina e atropina;
sinérgico: quando as substâncias medicamentosas são ministradas juntas e uma reforça a ação da outra, aumentando sua potência e reduzindo seus efeitos.
Ex.: aspirina e cafeína.

Reconstituição Vs. Diluição: As Diferenças

Reconstituição

Reconstituição X Diluição: Esses dois termos geram confusão na maioria das pessoas e são erroneamente utilizados como sinônimos por alguns fabricantes e pela literatura farmacêutica.
No entanto, embora descrevam processos semelhantes representam objetivos diferentes, a reconstituição consiste em retornar um medicamento da forma de pó (liofilizados) para sua forma original líquida.
Para isso, adiciona-se diluentes como água estéril, cloreto de sódio 0,9% e glicose 5% ao recipiente com o pó medicamentoso seguindo as instruções do fabricante até que se obtenha o medicamento recomendado para uso.
Já a diluição tem como objetivo alterar a concentração de um medicamento já em estado líquido, seja esse uma solução, uma suspensão ou um pó reconstituído. Os diluentes usados geralmente são os mesmos.

Antibióticos e os Cuidados de Enfermagem

Antibióticos

Os Antibióticos são substâncias de origem natural ou sintética que exercem função antimicrobiana, ou seja, impedem o desenvolvimento ou matam micro-organismos patogênicos. Fazem parte dos grupos dos agentes anti-infecciosos. Podem ser produzidos por agentes vivos, como cogumelo e bactérias, ou ser elaborados sinteticamente. Agem predominantemente sobre as bactérias gran positivas e negativas, individualmente ou em ambas ao mesmo tempo. Ao atuar em ambos (Gran + ou -) é chamada de antibiótico de amplo espectro.

Os médicos podem escolher um antibiótico para tratar uma determinada infecção baseando-se na suposição sobre o tipo de bactéria que mais provavelmente é responsável pelo quadro. Além disso, a bactéria infectante é rotineiramente identificada em laboratório, o que auxilia o médico na escolha de um antibiótico. Contudo, os resultados desses exames geralmente levam um a dois dias para ficarem prontos e, por essa razão, eles não podem ser utilizados para guiar a escolha inicial. Mesmo quando uma bactéria é identificada e a sua sensibilidade aos antibióticos é determinada em laboratório, a escolha de um antibiótico não é simples. As sensibilidades observadas em laboratório nem sempre são as mesmas que aquelas do indivíduo infectado.

A eficácia do tratamento depende de fatores como o quão bem a droga é absorvida pela corrente sanguínea, o quanto da droga atinge diferentes líquidos corpóreos e o quão rapidamente o organismo elimina a droga. Além disso, a escolha de um antibiótico deve levar em conta a natureza e a gravidade da doença, os efeitos colaterais da droga, a possibilidade de alergias ou de outras reações medicamentosas graves e o custo da medicação.

Algumas vezes, há necessidade de combinações de antibióticos para o tratamento de infecções graves, particularmente quando a sensibilidade das bactérias aos antibióticos não é conhecida. Às vezes, dois antibióticos têm um efeito mais potente que apenas um e essas combinações podem ser utilizadas no tratamento de infecções causadas por bactérias de difícil erradicação (p.ex., por Pseudomonas).

Principais tipos de Antibióticos

– Grupo das penicilinas – as penicilinas são sólidos cristalizados, brancos ou amarelados, inodoros. Encontrados nas formas  F- G – k- 0- V. Indicados Nas infecções graves produzidas por microorganismos gran+; pré-operatório em paciente com alterações valvulares cardíacas, pacientes submetidos a tratamento com corticosteróide. Vias e administração Oral, IM ou EV.

–  Penicilina G Cristalina – (sódica ou potássica)- sódica hidrossolúvel, de ação rápida utilizada principalmente por via endovenosa, com dose de 4 a 6 horas. É excretada pelo rim, seu tempo de validade após a diluição e na temperatura ambiente é de 6 horas;

– Penicilina G Procaína – é lentamente absorvida e eliminada, sendo administrada exclusivamente por via intramuscular. As doses podem ser repetidas após 6 horas. Apresentação wicillin. Indicação tratamento de blenorragia.

– Penicilina G benzantina – de ação prolongada, e lentamente absorvida, indicada exclusivamente por via intramuscular. Indicada para tratamento de Sífilis e Febre Reumática;

– Penicilina Combinadas – despacilina: contém 30.000u de procaína e 100.000 de potássio;

– Penicilina: Semi-Sintéticas – penicilina V: Pen-ve-oral; ampicilina, amoxil, amoxamil;  carbenicilina; Pyopen, cloxacilina; bactopen; dicloxacicilina; declocil.

CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS

– ANTIBIÓTICOS-BACTERICIDAS: São antibióticos que destroem as bactérias:

  • Penicilinas;
  • Cefalosporinas;
  • Aminiglicosídeos;
  • Polimixina;
  • Rifampicinas;
  • Vancomicinas.

– ANTIBIÓTICOS BACTERIOSTÁTICOS: São antibióticos que inibem o crescimento de bactérias:

  • Macrolídeos;
  • Lincosamidas;
  • Poliênicos;
  • Largo aspectro.

AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS

Prejudicam a formação da parede celular das bactérias: as bactérias se rompem devido a penetração de líquidos através da parede celular.

Ex: penicilina, ampicilina, amoxicilina.

– Interfere na síntese de cromossomos: interfere na produção de novos cromossomos. Ex: ciprofloxacino.

– Bloqueiam a síntese das proteínas: Impedem a formação de proteínas necessária para formação de novas células. Ex: tetraciclinas, gentamicina, azitromicina e eritromicina.

EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIBIÓTICOS

  • Aumentam a resistência a micro-organismo;
  • Discrasia sanguínea;
  • Edema angioneurótica;
  • Reações cutâneas graves;
  • Choque anafilático.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM

  • Controle de sinais vitais;
  • Observar rigorosamente a dose prescrita, aparecimento de reações cutâneas; história de alergia ao medicamento;
  • Administrar antibióticos prescritos por via endovenosa, diluídos adequadamente para evitar flebite. A administração por via intramuscular deve ser profunda, para diminuir a dor e facilitar a absorção;
  • Estimular a hidratação (ingestão de líquidos), pois grande parte dos antibióticos é de eliminação renal;
  • As penicilinas não cristalinas devem ser aplicadas com agulhas 30×8 ou 30×9;
  • Oferecer antibióticos por via oral acompanhados de água ou após as refeições, para se evitar irritação gástrica.

Saiba mais em: Classes de Antibióticos

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Diuréticos e os Cuidados de Enfermagem

A classe dos diuréticos é uma das mais usadas, estando indicada em várias doenças como hipertensão, insuficiência cardíaca, cirrose hepática e outros que falarei com mais detalhes abaixo.

Quais são os diuréticos mais usados?

Diuréticos de alça:
– Furosemida (Lasix®)

Diuréticos tiazídicos:
– Hidroclorotiazida (Drenol®)
– Clortalidona (Higroton®, Hygroton®)
– Indapamida (Natrilix®, Indapen®, Fludex®, Vasodipin®)
– Metolazona (Diulo®)

Diuréticos poupadores de potássio:
– Espironolactona (Aldactone®, Spiroctan®, Diacqua®)
– Amilorida
– Triantereno

Ainda existem o Manitol e a Acetazolamida, que são usados apenas em situações específicas.

Diurético é tudo igual? 

Não, cada uma das 3 famílias descritas acima age em um local distinto do túbulo renal, apresenta efeitos desejáveis e adversos diferentes, e estão indicados para doenças distintas.

Como cada família de diurético age em local diferente do rim, não se assustem se o médico eventualmente prescrever 2 classes de diuréticos ao mesmo tempo. Não há nada de errado nesta conduta. Existem, inclusive, combinações já prontas no mercado. As mais comuns:

– Hidroclorotiazida + Amilorida (Moduretic®).
– Hidroclorotiazida + Espironolactona (Aldazida®, Ondolen®).

Mas, apesar do mecanismo de ação distinto, todos eles apresentam uma característica em comum: aumentam a eliminação de sódio (sal) e água pela urina. Na verdade, os diuréticos agem primariamente aumentando a excreção de sódio. Como não podemos urinar sal, o rim aumenta a quantidade de água excretada para poder diluir e eliminar esse sódio todo na urina.

Os diuréticos são indicados principalmente para o tratamento da hipertensão e dos edemas (inchaços). Os dois problemas estão relacionados a excesso de sal no organismo, que como consequência, provocam retenção de água. Para que o diurético exerça seu papel de modo correto, é preciso que o paciente limite sua ingestão de sal durante o uso da droga. Não adianta nada o diurético provocar um aumento na eliminação de sal pelos rins se o paciente está se entupindo de sal na dieta. Para haver resposta clínica, é preciso sair mais sal na urina do que entra pela dieta.

Tipos de Diuréticos:

1) Diuréticos de alça – Furosemida (Lasix®)

O mais famoso diurético de alça é a furosemida (mais conhecida como Lasix®). É o diurético mais potente. Para se ter uma ideia, em pessoas normais apenas 0,4% do sódio filtrado nos rins sai na urina, os 99,6% restantes retornam para o sangue. Com o início da furosemida, o sódio excretado pula para 20%.

Por isso, a furosemida está indicada em doenças que apresentam retenção de sódio e líquidos como insuficiência cardíaca, cirrose, síndrome nefrótica e insuficiência renal.

Apesar do seu alto poder de excretar sódio, a furosemida não é um bom diurético para hipertensão. Ela só deve ser usada para esse fim em pessoas que tenham concomitantemente as doenças citadas acima.

Os efeitos efeitos colaterais mais comuns da furosemida: baixa de potássio, baixa de magnésio, desidratação, câimbras, hipotensão, aumento do ácido úrico. Edema de rebote pode ocorrer após suspensão súbita.

2) Diuréticos Tiazídicos – Hidroclorotiazida (Drenol® ou Clorana®), Clortalidona (Higroton®, Hygroton®) e Indapamida (Natrilix®, Indapen®, Fludex®, Vasodipin®)

Os diuréticos tiazídicos promovem uma diurese menor que a furosemida, porém, por terem um efeito que dura até 24h, a perda de sódio e água acaba sendo constante.

São os diuréticos mais indicados na hipertensão, pois além de diminuir o sódio, eles também tem ação vasodilatadora. Em pacientes com insuficiência renal avançada, os tiazídicos não funcionam. Neste caso, o melhor diurético é a furosemida, mesmo para hipertensão.

Se não houver contraindicações, os tiazídicos devem ser a primeira, ou no máximo, a segunda escolha no tratamento da hipertensão.

Os efeitos colaterais mais comuns dos tiazídicos: todos da furosemida, além de aumento da glicose e do colesterol em algumas pessoas. Os tiazídicos causam sódio baixo no sangue mais frequentemente que a furosemida, principalmente em idosos.

3) Diuréticos poupadores de potássio – Espironolactona (Aldactone®, Spiroctan®, Diacqua®), Amilorida e Triantereno

O mais usado é a espironolactona. Essa classe possui esse nome porque é a única que não aumenta a excreção de potássio na urina. Um dos efeitos colaterais dos tiazídicos e furosemida é a diminuição deste mineral no sangue por excesso de perda urinária. Os poupadores de potássio agem excretando sódio e diminuindo a excreção de potássio. Isso é ótimo para quem tem potássio baixo e perigoso para quem o tem alto. É o grupo de diuréticos mais fraco e estão contraindicados na insuficiência renal avançada. São muito usados em associação com outros diuréticos.

A espironolactona também inibe um hormônio chamado aldosterona, que quando aumentado, piora a insuficiência cardíaca e a cirrose. Por isso, ela é muito usada nessas 2 doenças junto com a furosemida.

Os efeitos efeitos colaterais mais comuns da espironolactona são o aumento do potássio, ginecomastia, aumento de pelos e alterações menstruais.

4) Diurético Osmótico Manitol 20%

O manitol é um remédio diurético utilizado no hospital para aumentar a quantidade de urina, podendo ser utilizado para evitar a falência renal em caso de cirurgias ou para reduzir a pressão intracraniana.

O manitol não pode ser comprado nas farmácias convencionais, só podendo ser utilizado por profissionais de saúde em hospitais.

Indicações

O manitol está indicado para aumentar a quantidade de urina, prevenir o surgimento de falência dos rins durante cirurgias vasculares ou após trauma, reduzir a pressão intracraniana, tratar o inchaço do cérebro, reduzir a pressão intraocular, tratar ataque de glaucoma, eliminar substâncias tóxicas pela urina ou aliviar qualquer inchaço provocado por problemas no coração ou rins.

Efeitos colaterais

Os principais efeitos colaterais do manitol surgem, especialmente, quando o medicamento não é administrado de forma adequada e incluem desidratação, insuficiência cardíaca congestiva, inchaço dos pulmões, ou redução súbita da pressão arterial, por exemplo.

Contraindicações

O manitol está contraindicado para pacientes com doença renal grave, insuficiência cardíaca progressiva, congestão pulmonar, desidratação grave, hemorragia intracraniana, lesões progressivas nos rins ou com hipersensibilidade ao manitol.

5)Inibidores da Anidrase Carbônica – Acetazolamida (Diamox®), cloridrato de dorzolamida (Occupress®)

Inibem a enzima anidrase carbônica, responsável pela conversão de água e dióxido de carbono em ácido carbônico.

Esta inibição permite reduzir a secreção de H+ para o túbulo proximal do rim, evitando a reabsorção de sódio. Este fato justifica-se pela existência de um transporte ativo (antiporte) que ocorre entre o H+ (em direção ao túbulo) e o Na+ (em direção à célula). O sódio vai ser mais excretado e, uma vez que a reabsorção de água está diretamente dependente da de sódio, aumenta também a excreção de água, tendo seu efeito pouco potente. Dois dos seus principais efeitos adversos são a acidose metabólica e a hipocalemia.

Hoje em dia este grupo raramente é usado como diurético. São usados no tratamento do glaucoma (reduzem a formação do humor aquoso do olho pelo mesmo mecanismo).

Cuidados gerais de Enfermagem

  • Os diuréticos devem ser administrados preferencialmente pela manhã, para que a diurese resultante não interfira no repouso noturno do paciente;
  • Manter – se um registro de ingesta e de secreção, uma vez que o paciente pode perder um grande volume de líquido após uma única dose de um determinado diurético;
  • Como base para avaliar a eficácia da terapêutica, os pacientes que recebem medicamentos diuréticos são pesados diariamente na mesma hora. Além disso, examina – se o turgor da pele com vistas a evidências de edemas ou desidratação. Também deve se monitorar a freqüência do pulso.
  • A dosagem será determinada pelo peso diário do paciente, pelos achados físicos e por seus sintomas;
  • A avaliação periódica dos eletrolitos alertará para a hipotassemia e a hiponatremia;
  • Profilaxia da hipopotassemia – ingesta de alimentos ricos em potássio (pêssegos, bananas, espinafre).

Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI)

sedativos e analgésicos

Em terapia intensiva, os principais objetivos da sedação incluem reduzir a resistência à ventilação mecânica, tratamento de distúrbios psiquiátricos ou problemas relacionados à abstinência de substâncias de abuso, restauração da temperatura corpórea, redução da ansiedade, facilitação do sono e redução do metabolismo. Em casos de traumatismo craniano, o objetivo da sedação pode incluir a indução do coma, a fim de promover o “silêncio elétrico” (EEC burst supression, do inglês)
do cérebro, reduzindo sua necessidade metabólica. Tal procedimento pode estar associado ou não à indução de hipotermia para controlar as necessidades metabólicas neuronais.

O agente sedativo ideal deve possuir propriedades ideais como mínimo efeito depressor dos sistemas respiratório e cardiovascular, não interferência no metabolismo de outras drogas, e possuir vias de eliminação independentes dos mecanismos renal, hepático ou pulmonar, resultando em uma meia-vida de eliminação curta, sem metabólitos ativos.

A sedação pode ser definida entre um simples estado de cooperação, com orientação espaço temporal e tranquilidade ou apenas resposta ao comando, podendo incluir ou não a hipnose. Para se avaliar o grau de sedação, empregam-se inúmeras escalas, sendo a mais utilizada aquela proposta por Ramsay. A escala de Ramsay é utilizada como referência para validação de novas técnicas.

ANALGÉSICOS OPIÓIDES

Analgésicos opioides são indicados para alívio de dores moderadas a intensas, particularmente de origem visceral. Em doses terapêuticas são razoavelmente seletivos, não havendo comprometimento de tato, visão, audição ou função intelectual. Comumente não eliminam a sensação dolorosa e, sim, reduzem o sofrimento que a acompanha, com os pacientes sentindo-se mais confortáveis.
Frequentemente, estes referem que a dor, embora ainda presente, é mais tolerada. Com o uso de maiores doses, no entanto, os opioides alteram a resposta nociceptiva. Dores contínuas são aliviadas mais eficazmente que dores pungentes e intermitentes. Entretanto, em quantidades suficientes, é possível aliviar até mesmo dores intensas causadas por cólicas biliares ou renais.

– Cloridrato de Tramadol (Tramal): É um analgésico que pertence à classe dos opióides e que atua sobre o sistema nervoso central. Este medicamento alivia a dor através da sua ação sobre células nervosas específicas na espinhal-medula e no cérebro. Tramal está indicado no tratamento da dor moderada a intensa.

– Sulfato de Morfina (Dimorf): A morfina é um remédio analgésico da classe dos opióides que tem um potente efeito no tratamento da dor crônica ou aguda muito intensa, como dor pós-cirúrgica ou dor causada por doenças degenerativas, por exemplo.

– Citrato de fentanila (Fentanil): É analgésico opióide com uso reservado como coadjuvante de a nestesia geral ou em unidades de cuidados intensivos. É um fármaco do grupo dos opioides sendo um potente analgésico narcótico de início de ação rápido e curta duração de ação, que é usado no tratamento da dor. É um potente agonista dos μ-opioide.

ANALGÉSICOS NÃO OPIÓIDES – (AINES) ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS

Estes modificam mecanismos periféricos e centrais envolvidos no desenvolvimento de dor. São indicados por tempo curto, particularmente para dores de tegumento leves e moderadas. Exibem propriedades analgésica e antitérmica.

– Cetoprofeno (Profenid): É um medicamento anti-inflamatório, analgésico e antitérmico, sendo indicado para o tratamento de inflamações e dores decorrentes de processos reumáticos (doenças que podem afetar músculos, articulações e esqueleto), traumatismos (lesão interna ou externa resultante de um agente externo) e de dores em geral.

– Dipirona Sódica (Novalgina): é largamente empregada no Brasil no tratamento de dor pós-operatória, cólica renal, dor oncológica e enxaqueca, bem como de febre. Porém foi banida em 33 países, por causa da ocorrência de reações alérgicas graves (como edema de glote e anafilaxia) e idiossincrásicas (agranulocitose, em potência fatal). Não apresenta eficácia diferente em relação aos demais analgésicos não-opioides.

– Acetaminofeno (Paracetamol): é um fármaco com propriedades analgésicas, mas sem propriedades anti inflamatórias clinicamente significativas.

SEDATIVOS BENZODIAZEPÍNICOS

As benzodiazepinas são um grupo de fármacos ansiolíticos utilizados como sedativos, hipnóticos, relaxantes musculares, para amnésia anterógrada e atividade anticonvulsivante. A capacidade de causar depressão no SNC deste grupo de fármacos é limitada, todavia, em doses altas podem levar ao coma. Não possuem capacidade de induzir anestesia, caso utilizados isoladamente.

– Maleato de Midazolam (Dormonid): Midazolam é a substância ativa de um medicamento indutor do sono conhecido comercialmente como Dormonid, da classe dos benzodiazepínicos, é de escolha para sedação pois:

  • Tem maior lipossolubilidade;
  • Início mais rápido (30 a 60 segs);
  • Duração de ação mais curta (15 a 30 min);
  • Amnésia

– Diazepam (Valium): É um tranquilizante do grupo dos benzodiazepínicos, com tratamento dos transtornos de ansiedade, sendo portanto necessários um diagnóstico e uma indicação feita pelo médico. Pode ser usado, desde que de forma limitada, para controlar a tensão nervosa devida a algum acontecimento estressante, mesmo que não exista um distúrbio de ansiedade propriamente dito.

– Clonazepam (Rivotril): Pertencente ao grupos dos benzodiazepínicos, possui como principal propriedade a inibição leve das funções do SNC permitindo com isto uma ação anticonvulsivante, alguma sedação, relaxamento muscular e efeito tranquilizante.

ANESTÉSICO GERAL

Anestesia Geral é um termo utilizado para designar uma técnica anestésica que promove
inconsciência (hipnose) total, abolição da dor (analgesia / anestesia) e relaxamento do paciente, possibilitando a realização de qualquer intervenção cirúrgica conhecida. Pode ser obtida com agentes inalatórios e/ou endovenosos.

– Propofol: O propofol é um agente anestésico geral adequado para indução e manutenção de anestesia geral em procedimentos cirúrgicos em adultos e crianças a partir dos 3 anos de idade. Pode também ser utilizado para sedação de pacientes de UTI que estejam SOB ventilação mecânica.

RELAXANTES MUSCULARES

Um Relaxante muscular é um fármaco que afeta o músculo esquelético diminuindo o tónus muscular, é usado para aliviar sintomas tais como espasmo muscular, dor e hiperreflexia.

– Brometo de Pancurônio (Pavulon): é uma substância química usada como relaxante muscular. É um dos componentes das injeções letais usadas nos Estados Unidos para condenados à Pena de morte, mas encontra aplicações em cirurgia. No sistema cardiovascular, causa ligeira taquicardia, sem alteração da pressão arterial. Não libera histamina, não causa alteração no SNC. É desaconselhável para pacientes nefropatas.

– Besilato de Atracúrio (Tracrium): é um relaxante muscular de ação periférica, utilizado na forma de solução injetável. O besilato de atracúrio é utilizado como auxiliar da cirurgia, uma vez que causa relaxamento muscular. É também usado na ventilação assistida e na entubação endotraqueal.

– Vecurônio (Nodescrón): É um fármaco utilizado como bloqueador neuromuscular (curare), auxiliando na anestesia geral e relaxamento neuromuscular. É usado em associação com hipnóticos e opioides durante a anestesia geral. Duração média paralisante muscular varia entre 10 a 30 minutos conforme a dose. A reversão do curare é feita com a administração endovenosa de atropina e neostigmina.

SEDATIVO AGONISTA ADRENÉRGICO

– Cloridrato de dexmedetomidina (Precedex): É um fármaco que atua no sistema nervoso central e apresenta uma gama variada de propriedades farmacológicas, de tal forma que, atualmente, vem ganhando espaço no cenário da terapia intensiva.

É um agonista adrenérgico de receptores alfa – 2 potente e altamente seletivo, que não tem afinidade pelos receptores beta-adrenérgicos, muscarínicos, dopaminérgicos ou serotoninérgicos.

Promove sedação e analgesia sem depressão respiratória, diferentemente da maioria das outras drogas utilizadas na terapia intensiva para este fim.

ANTAGONISTAS

Antagonismo em farmacologia se refere aos compostos químicos que se ligam a determinados receptores neurológicos porém sem ativá-los, impedindo que os componentes que o ativariam de se ligarem.

– Flumazenil (Lanexat): É o antagonista competitivo dos receptores diazepínicos. O flumazenil permite antagonizar os efeitos hipnóticos e sedativos dos BZD, e os efeitos adversos paradoxais, como a agitação. Além disso, o flumazenil permite o diagnóstico e o tratamento de uma intoxicação por BZD ou pode ser auxiliar no diagnóstico etiológico do coma.

– Naloxona (Narcan): A Naloxona é uma droga antagonista de opioides, reverte os efeitos de outros medicamentos entorpecentes. A naloxona é usada para reverter os efeitos de estupefacientes utilizados durante a cirurgia ou para tratar a dor.

CUIDADOS INTENSIVOS DE ENFERMAGEM

  • Manter acesso venoso enquanto o paciente estiver recebendo analgesia por via peridural.
  • As medicações de uso peridural são estéreis e designadas para isso.
  • Pacientes em analgesia contínua por cateter peridural podem deambular com auxílio, nunca sozinhos. Avaliar a presença de bloqueio sensitivo, que impede a adequada propriocepção.
  • Os anestesiologistas são os profissionais que estão habilitados legalmente para inserção, administração de medicamentos e retirada do cateter peridural. O enfermeiro está habilitado para avaliações do paciente em relação à analgesia.
  • Pelo peridural e curativos do cateter peridural.

Avaliação da eficácia da analgesia

A dor é avaliada e registrada como o quinto sinal vital. As escalas quantitativas utilizadas na avaliação da dor são a escala numérica verbal (ENV), análoga visual (EAV) e categórica verbal (ECV).

Se o paciente apresentar escala de dor > 3 (ENV/EAV) ou dor moderada (ECV), utilizar doses analgésicas de resgate conforme prescrição médica e iniciar terapias complementares, como abordagem comportamental e terapias físicas. Se a dor persistir > 3, comunicar o plantão médico.

Avaliação e manejo de efeitos adversos

Sedação e depressão respiratória

  1. Monitorizar índices de sedação, conforme Escala de Sedação de Ramsay:
    Ansiedade, agitação;
  2. Cooperativo, orientado, tranquilo;
  3. Responde somente a comandos;
  4. Resposta ativa ao estímulo auditivo baixo ou glabela;
  5. Resposta lentificada ao estímulo;
  6. Sem resposta ao estímulo.

A incidência de depressão respiratória é precedida por sedação extrema. Se o paciente apresentar sedação = 3 e FR < 10, parar a infusão do analgésico peridural, verificar a saturação periférica de oxigênio (SpO2) e solicitar avaliação do plantão médico.

Avaliar frequência respiratória (FR) e sedação em frequência horária nas primeiras 24 horas e após, a cada quatro horas.

ATENÇÃO: O aumento do grau de sedação ocorre prioritariamente à depressão respiratória.

Náuseas e vômitos

Na ocorrência de náuseas, orientar exercícios de inspiração profunda e expiração tranquila. Se necessário, administrar antiemético conforme prescrição médica. Se persistirem, procurar outras causas para a ocorrência e comunicar o plantão médico.

Prurido

É comum ocorrer prurido após uso de opioide por via peridural ou subaracnoide, inicialmente na face e estendendo-se, por vezes, ao tronco anterior e posterior e membros. O tratamento é medicamentoso, com anti-histamínicos. Deverá constar na prescrição médica e será utilizado se o prurido for intenso ou desconfortável ao paciente. Comunicar o plantão médico.

Retenção urinária

Avaliar presença de globo vesical. Se presente, realizar manobras miccionais ou sondagem vesical de alívio. Avalie o débito urinário: volume > 1 mL/kg/h.

Hipotensão arterial

Diagnosticar a causa da hipotensão: cirúrgica (por exemplo, perda sanguínea) ou anestésica (por exemplo, vasodilatação periférica). Se PA sistólica < 90 mmHg, suspender a analgesia contínua e comunicar o responsável pelo CPA. Verificar a PA a cada quatro horas. Comunicar o plantão médico se o resultado for menor que 20% da PA pré-operatória do paciente de causa anestésica.

Perda ou diminuição da função motora ou sensitiva

Avaliar a função motora e sensitiva dos MMII a cada quatro horas, ou mais, frequentemente, se ocorrerem alterações. Na ocorrência de alterações (parestesias ou paresias), o paciente refere formigamento ou peso em algum local dos MMII e/ou quadril. Avaliar a motricidade por meio da e scala de Bromage.

Não permitir deambulação se o paciente apresentar perda de força ou sensibilidade em alguma região das extremidades ou tronco. Comunicar o plantão médico das alterações da função motora ou sensitiva. Suspender a infusão contínua por cateter peridural.

* Escala de Bromage: avaliação do bloqueio motor:

  • Flexiona o joelho;
  • Flexiona pouco o joelho;
  • Flexiona apenas o pé;
  • Não movimenta os membros inferiores.

Veja mais em:

farmacologia

Administração Segura de Medicamentos

Administração Segura de Medicamentos

Quando falamos em processo medicamentoso na Administração Segura de Medicamentos, nós, profissionais da enfermagem, somos a última barreira para evitar que um erro aconteça.

Para nos ajudar, alguns instrumentos surgiram ao longo dos anos. O primeiro a ser criado, foi a perspectiva dos 5 certos: Medicação certa, Paciente certo, Dose certa, Via certa, Horário certo.

Com o passar do tempo, percebeu-se que além dos 5 certos, outros aspectos eram imprescindíveis para se garantir a administração segura de medicações. Hoje nós falamos em 9 certos para a administração de medicamentos, e os 6 certos para o preparo da medicação, de acordo com o PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS, do Ministério da Saúde.

Vale lembrar que diversos lugares falam em diversos tipos de certos, uns com 7,outros com 8, até 11 certos para a administração segura, o importante é saber que precisa seguir à risca os passos, e realizar a dupla checagem sempre.

Uma dica importante: Ao preparar quaisquer medicações, concentre-se em seu trabalho, evitando conversar durante os preparos, aparelhos sonoros ligados no fundo como rádios e TVs (nas quais desviam atenção), uso de celulares durante o preparo.

NUNCA ADMINISTRE MEDICAMENTOS PREPARADOS POR OUTRO COLEGA!

“Quem separa prepara, quem prepara administra, quem administra faz checagem e relata”.

Veja também:

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

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