Anestésicos Locais: Com ou Sem Vasoconstrição

Anestesia

A Anestesia Local é um dos métodos mais utilizados em procedimentos comuns da Medicina e também da Enfermagem, como cirurgias, passagem de cateteres e sondas em locais específicos, e que nas quais envolvem pequenas áreas, como por exemplo, suturas de incisões.

Quando em contato com as fibras nervosas, bloqueiam temporariamente a condução dos impulsos, e a ação é totalmente reversível, determinando perda das sensações sem alteração no nível de consciência e a recuperação completa da função nervosa.

Quando não associadas a um vasoconstritor todos os agentes anestésicos locais produzem vasodilatação!

Anestesia local com vasoconstritor versus sem vasoconstritor

Os vasoconstritores utilizados em conjunto com os anestésicos locais, apresentam-se idênticos à adrenalina e noradrenalina, que são mediadores do sistema nervoso simpático. Por este motivo, a  ação dos vasoconstritores, permite obter uma resposta idêntica à resposta obtida pelos nervos adrenérgicos quando estimulados, classificando os vasoconstritores como drogas simpaticomiméticas ou adrenérgicas. Na atualidade existem vários tipos de vasoconstritores, sendo que os mais usados são a adrenalina, noradrenalina, levonordefrina e felipressina.

Qual é a função da Anestesia local sem vasoconstritor?

Injetado nos tecidos, têm ação farmacológica nos vasos sanguíneos da região, no qual, possuem certo grau de vasoatividade e muitos produzem vasodilatação do leito vascular no qual foi infiltrado, embora o grau de vasodilatação possa variar e alguns possam provocar vasoconstrição.

Um efeito significativo clínico da vasodilatação é o aumento na velocidade de absorção no anestésico local para o sangue, o que reduz a duração da ação analgésica e aumenta o nível sanguíneo do anestésico e o potencial de intoxicação. As velocidades nas quais os anestésicos são absorvidos para a corrente sanguínea e atingem seu nível máximo no sangue variam de acordo com a via de administração: via oral, via tópica e injeção.

Qual é a função da Anestesia local com vasoconstritor?

Os vasoconstritores preservam a ação de Anestésicos locais, pois se contrapõem à vasodilatação por eles induzida, impedindo rápida distribuição a sítios diferentes da intenção anestésica.

Ela contrai os vasos sanguíneos e assim controlam a perfusão do tecido, e são adicionadas as soluções anestésicas locais para combater a ação vasodilatadora dos anestésicos, tendo como principal vantagem a absorção lenta do sal anestésico,  e a redução da toxicidade aumenta a duração da anestesia, possibilita o uso de quantidade menores de solução, aumenta o efeito anestésico, redução do sangramento (hemostasia), exceto a Felipressina.

Grupos dos vasoconstritores nos Anestésicos Locais

  1. Aminas Simpatomiméticas
  2. Análogos da Vasopressina

Tendo no grupo das Aminas Simpatomiméticas os subitens:

  • Adrenalina
  • Noradrenalina
  • Levornordefrina
  • Fenilefrina

E os Análogos da Vasopressina:

  • Felipressina

Grupos de Anestésicos por Agentes de Duração

– Curta Duração

  • (Benzocaína): Derivado de éster, dura de 10 a 20 minutos. É usado para anestesia das mucosas antes de uma endoscopia, supressão do reflexo de vômito, distúrbios anais e várias síndromes dolorosas. Ele está disponível em muitas formas de dosagem incluem geles, cremes, pomadas, loções, sprays e pastilhas.

– Média Duração:

  • Lidocaína: Usada a quase 50 anos, continua a ser o anestésico local padrão. Possui tempo de latência (inicio de ação) curto, de 2 a 3 minutos e duração curta (5 a 10 minutos de anestesia pulpar de 1 a 2 horas de anestesias de tecido duro devido a sua ação vasodilatadora. Quando associada a uma agente vasoconstritor, a anestesia aumenta e sua toxicidade diminui ainda mais. Quanto mais a porcentagem de lidocaína aumenta o risco de toxicidade no paciente. Lidocaína é a primeira opção em anestésicos.
  • Mepivacaína: É um anestésico local de média duração do tipo amida muito utilizado na odontologia. Tem maior indicação nos casos em que o uso de vasoconstrictores é perigoso para o paciente ou proibido, pois pode ser usado sem vasoconstritor e sem perda importante da potência e tempo de duração da analgesia. Como a prilocaína a mesma tem o mesmo poder de ação a ação vasodilatadora é menos que a lidocaína por isso é a primeira opção quando o paciente é proibido de utilizar vasoconstritores por doenças como hipertensões não controladas, arritmias cardíacas, diabetes, hipertireoidismo entre outras.
  •  Prilocaína: Tem amplo uso em Odontologia, do grupo das Amidas apresenta toxicidade baixa e tem tempo de latência igual ao da Lidocaína. Tem poder dilatador menos que a da lidocaína. No Brasil a mesma é utilizada com Felipressina (vasoconstritor) que não é aminas simpatomiméticas (Agem nos receptores Alfa e Beta – relaxando e contraindo os músculos.

– Longa Duração:

  • Tetracaína;
  • Ropivacaína;
  • Bupivacaína: Está indicada em procedimentos Odontológicos de maior duração ou em que se deseja analgesia pós-operatória mais prolongada (várias horas). Comparada com lidocaína, o início de efeito da bupivacaína é mais tardio, mas a duração é duas vezes maior. Durante seu uso em anestesia, especialmente obstétrica, foram relatados casos de parada cardíaca de difícil recuperação. No entanto, o uso odontológico em baixas doses torna essa complicação improvável.
  • Etidocaína;
  • Articaína.

Contraindicações

  • Angina pectoris instável;
  • Infarto do miocárdio recente;
  • Acidente vascular encefálico recente;
  • Cirurgia de revascularização miocárdica recente;
  • Arritmias refratárias;
  • Insuficiência cardíaca congestiva incontrolável ou não controlada;
  • Diabete não controlada;
  • Feocromocitoma -> Hipertenso Conduto;
  • Hipersensibilidade a sulfas-> Estabilizante por causa do tubete de vidro.

Veja também:

Anestesia

A Anestesia Geral e suas fases

Drogas de Emergência

Drogas de Emergência

O conhecimento e o domínio sobre as principais drogas utilizadas nas situações de emergência são fundamentais para o técnico de enfermagem que presta cuidados aos pacientes em estado crítico. Este são somente alguns das drogas mais usadas em uma emergência.

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

sulfato de magnésio ou sulfato oriundo de pedra magnética, de nome comum sal de Epsom é um composto químico que contém magnésio, e cuja fórmula é MgSO4, é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças. O Sulfato de Magnésio tem múltiplos benefícios, em diversos usos.

Como ele age no organismo?

É um composto extremamente importante para o organismo, sendo essencial em diversos processos bioquímicos e fisiológicos, ativando diversos sistemas enzimáticos. O sulfato de Magnésio desempenha um papel importante na transmissão neuroquímica e na excitabilidade muscular, previne e controla convulsões, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central e atua perifericamente produzindo e ajudando na vasodilatação.

Após a sua administração, via intramuscular, atua no organismo cerca de uma hora após administração, e quando administrado por via intravenosa, tem um efeito quase imediato.​

Também é essencial para o funcionamento da bomba de sódio e potássio. Age como um bloqueador de canal de cálcio fisiológico e bloqueia a transmissão neuromuscular. Como a hipomagnesia pode precipitar FV refratária e dificultar a reposição de potássio intracelular, ela deve ser corrigida quando presente.

Na PréEclâmpsia e Eclâmpsia, o Sulfato de Magnésio age como uma elevação da freqüência cardíaca materna e diminuição da pressão arterial sistólica, diastólica e média, além de diminuição do índice de resistência, do índice de pulsatilidade e da relação Sístole/Diástole das artérias uterinas, das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto, e há ainda um aumento significativo na freqüência de fetos com diagnóstico de pré-centralização a dopplervelocimetria, e também provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências.

“Sulfatando” a paciente

Muito utilizado este termo, de “sulfatar” pela equipe médica e de enfermagem, para debater sobre o caso do paciente, sendo de significado para designar um paciente que está em um quadro de pré-eclampsia. Geralmente “sulfatar a paciente” significa que ela está num quadro de pré-eclampsia ou eclampsia PA elevada, convulsões e vai ser usado sulfato magnésio.

Cuidados de Enfermagem com o uso do Sulfato de Magnésio

Em específico com gestantes em Pré-eclâmpsia:

– Verificar sinais vitais antes, durante e após a infusão medicamentosa;
– Auscultar batimentos cardíacos fetais e observar movimentação fetal; solicitar e explicar os benefícios do decúbito lateral esquerdo; atentar para a presença de sangramento e/ou perdas vaginais de liquido amniótico;
– Realizar controle do balanço hídrico; identificar e anotar a presença e localização de edema;
– Alertar para sinais convulsivos; atentar para sinais depressivos do sistema nervoso central; controlar diurese que deve estar maior que 30 ml/h; verificar presença de reflexo patelar e se a frequência respiratória está no mínimo 16 rpm e deixar preparado o antagonista do sulfato de magnésio que é o gluconato de cálcio.

Para que serve cada tarja do medicamento?

tarja do medicamento

É importante conhecer os significados das tarjas em cada medicamento na qual você pode adquirir ou administrar, pois os medicamentos atuam e provocam alterações em diversos sistemas no organismo, desde os mais simples até os mais complexos.

Portanto, são classificados conforme o grau de risco que o seu uso pode oferecer à saúde do paciente. Para essa classificação, foi adotado o critério de tarjas (faixas), que são facilmente identificadas nas embalagens dos medicamentos. Veja abaixo o significado de cada uma delas:

Não tarjados

Os não tarjados ou Medicamentos Isentos de Prescrição (MIPs) apresentam poucos efeitos colaterais ou contra-indicações, desde que usados corretamente e sem abusos, por isso podem ser dispensados sem a prescrição médica. Os MIPs são utilizados para o tratamento de sintomas ou males menores (resfriados, azia, má digestão, dor de dente, etc.).

*É importante ressaltar que esses produtos estão isentos de prescrição médica, porque a instância sanitária reguladora federal considerou que suas características de toxicidade apontam para inocuidade ou são significativamente pequenas. Porém, a utilização deve ser feita dentro de um conceito de automedicação responsável.

Tarja vermelha sem retenção da receita

Representa os medicamentos vendidos mediante a apresentação da receita, que não fica retida na farmácia. Esses medicamentos têm contra-indicações e podem provocar efeitos colaterais graves. Na tarja vermelha está impressa a mensagem “venda sob prescrição médica”.

Tarja vermelha com retenção da receita

Representa os medicamentos que necessitam de retenção da receita, conhecidos como medicamentos psicotrópicos. Por isso, na tarja vermelha está impresso “venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção de receita”. Só podem ser vendidos com receituário especial de cor branca.

Tarja preta

Representa os medicamentos que exercem ação sedativa ou que ativam o sistema nervoso central e que, portanto, também fazem parte dos chamados psicotrópicos. Por isso, a tarja preta vem com a inscrição “venda sob prescrição médica – o abuso deste medicamento pode causar dependência”. Tais medicamentos apenas podem ser vendidos com receituário especial de cor azul.

Tarja amarela

Representa os medicamentos genéricos e deve conter a inscrição “Medicamento Genérico”, na cor azul.

Antifibrinolítico: Ácido Tranexâmico

antifibrinolítico

Antidiurético: Desmopressina

Antidiurético

Anticoagulantes

Anticoagulantes

Os Medicamentos anticoagulantes reduzem a capacidade do sangue de coágulo (meios de coagulação). Isso é necessário se o sangue coagula demais, podem bloquear os vasos sanguíneos e levar a condições tais como um derrame ou um ataque cardíaco.

Você pode ter ouvido falar que estes medicamentos podem ser chamados de “medicamentos que afinam o sangue”, embora isso não seja tecnicamente correto. Eles impedem que o sangue coagule (forme um trombo).

O medicamento mais comumente prescrito anticoagulante é a varfarina (Marevam), na qual é usada em pacientes que apresentam processos de trombose de veias em membros inferiores, embolias, próteses metálicas cardíacas, fibrilação atrial (arritmia cardíaca).
Elas inibem a síntese de alguns fatores responsáveis pela coagulação do sangue.

Rivaroxabana, dabigatran e apixaban são anticoagulantes mais recentes que podem ser usados como uma alternativa ao varfarina para determinadas condições.

Por que o medicamento anticoagulante é necessário?

Quando o corpo é ferido, dentro ou sobre a pele, o sangue pode vazar em órgãos internos ou fora do corpo. Para evitar isso, o sangue forma coágulos que criar um selo sobre a ferida.

Quando é preciso coagular o sangue, uma série de processos complexos ocorre que causam o sangue tornar-se pegajoso. Então, o sangue começa a coagular no local do sangramento, que impede o sangramento mais.

Se uma ou mais partes do processo não funcionar, o sangue pode coagular demasiado ou não bastante. Se o sangue não coagula o suficiente, há um risco de sangramento (hemorragia). Se coagular demais, coágulos de sangue podem formar onde eles não são necessários e bloqueiam os vasos sanguíneos.

Anticoagulantes podem reduzir a capacidade do sangue de coagular, para que os coágulos de sangue desnecessários não são formados.

Quando são usados medicamentos anticoagulantes?

Existem vários usos para medicamentos anticoagulantes, mas eles são mais comumente prescritos para pessoas que tiveram uma condição causada por coágulos de sangue ou que correm o risco de desenvolver um. Estas condições incluem:

  • trombose venosa profunda (TVP)
  • embolia pulmonar
  • fibrilação atrial
  • moderado ou alto risco de AVC

O médico pode prescrever o anticoagulante se ao caso o paciente for a uma cirurgia e estar em risco de desenvolver coágulos de sangue em uma parte do corpo como o seu coração, e também podendo criar tromboembolismo em outras partes do corpo, devido a mobilidade motora prejudicada.

Cuidados de Enfermagem referente aos Anticoagulantes:

– Conferir diariamente acesso venoso, pois a presença de sinais flogísticos no local da punção significa que há infecção, ou ainda podendo apresentar sangramento;

– Monitorar diariamente o sistema tegumentar, observar quanto a presença de petéquias (pernas e braços), pois equimoses ou hematomas caracterizam sangramento por conta de fragilidade relacionado a hemorragias ;

– Monitorar exames, os principais exames são acompanhamento contínuo do nível de plaquetas, neutrófilos e linfócitos, devido ao risco de trombocitopenia causada por tais fármacos ;

– Monitorar temperatura corporal, a monitorização da temperatura corporal é imprescindível  a cada 4 horas é, pois este também é um indicador dos diagnósticos das complicações causadas por esses fármacos;

– Observar interações medicamentosa, pois ao  realizar perguntas sobre os medicamentos e alimentos (brócolis, alface, couve flor, aspargo, nabo, repolho, agrião, fígado de boi) que potencializam ou inibem a  ação destes fármacos pode-se intervir precocemente, já que existem interações medicamentosas que aumentam o risco de sangramento;

– Orientar ao paciente em questão de risco de quedas e acidentes (cuidado em andar em chão molhado, usar sapatos fechados e de boa aderência, evitar lugares com risco de queda);

Oferecer dietas pobres em Vitamina K: É recomendada para pacientes em uso de medicamentos cujo principio ativo é a Varfarina (Coumadin, Marevan ou Marcoumar), ou seja, os ANTICOAGULANTES ORAIS.

ALIMENTOS PROIBIDOS:

  • Hortaliças: Aspargos; Alface; Hortelã; Brócolis; Mostarda; Couve; Espinafre; Repolho; Cebolinha; Salsinha; Folhas e Talos de Couve Flor; Folha de nabo; Almeirão; Agrião; Rúcula;
  • Pepino com casca;
  • Tomate Verde;
  • Fígado de boi, frango e porco;
  • Gema de ovo;
  • Folhas de chá in natura e industrializadas (cidreira, erva doce, mate, hortelã, boldo, chá verde, puejo, alecrim, arruda e outros chás a base de folhas verdes);
  • Grãos: de bico, de lentilha, soja e ervilha verde;
  • Algas marinhas;
  • Óleo de soja, de semente algodão, de canola, de oliva. Poderá ser consumido quando o mesmo for exposto à luz do dia ou luz fluorescente por 2 dias, dar preferências para embalagens plásticas. Podem ser substituídos por óleo de milho.

Medicamentos Comuns para Hipertensão

hipertensão

A hipertensão arterial, chamada popularmente de pressão alta, é uma doença que acomete cerca de 1 em cada 3 pessoas no mundo. A hipertensão é uma doença crônica e sem cura na imensa maioria dos casos, mas que atualmente dispõe de um amplo arsenal de medicamentos para o seu controle.

Existem dezenas de drogas diferentes aprovadas para o controle dos níveis de pressão arterial. Estudos recentes têm demonstrado que o mais importante no tratamento da hipertensão é o quanto se consegue reduzir a pressão arterial, e não necessariamente o tipo de droga utilizada.

O uso dos Medicamentos Fotossensíveis

A fotólise ou fotodegradação é uma reação catalisada pela luz. Uma variedade de mecanismos de decomposição pode ocorrer desde a absorção da radiação energética, sendo mais prejudicial quando a energia concentrada nas ligações químicas é suficiente para decompor ou rearranjar uma entidade química nova.

Entre os fármacos mais susceptíveis de sofrerem fotodegradação incluem-se a Anfotericina B, a Furosemida, a Dacarbazina, o Cloridrato de Doxorrubicina, o Nitroprussiato de  Sódio, a Vitamina A, a Vitamina K, as Vitaminas do Complexo B, a Adriamicina, a Cisplatina ou a Daunomicina.

A radiação de maior comprimento de onda é a mais deletéria, consequentemente a luz ultravioleta é mais deletéria que a visível, e a luz direta é mais prejudicial que a luz fluorescente. O melhor método para evitar este problema será o uso de papel de alumínio, plástico, âmbar ou outro invólucro opaco, revestindo o contentor de forma a impedir a penetração de luz.

Principais Medicamentos Fotossensíveis

Medicamentos que devem ser mantidos ao abrigo da Luz:

  • Ácido ascárbico;
  • Anfotericina B;
  • Cloridrato de Naloxona;
  • Diazepam;
  • Dipirona;
  • Epinefrina;
  • Fentanila;
  • Fitomenadiona;
  • Furosemida;
  • Haloperidol;
  • Halotano;
  • Indometacina;
  • Isoniazida;
  • Levomepromazina;
  • Metildopa;
  • Metronidazol;
  • Morfina;
  • Nifedipina;
  • Nistatina;
  • Nitrato de prata 1%;
  • Nitroglicerina;
  • Nitroprussiato de sódio;
  • Norepinefrina;
  • Omeprazol;
  • Paracetamol;
  • Meperidina;
  • Piridoxina;
  • Pririmetamina;
  • Prometazina;
  • Rifampicina;
  • Polimixina B;
  • Sulfentanila;
  • Vitamina do Complexo B;
  • Warfarina sádica.

Eletrólitos: Gluconato de Cálcio

Gluconato de Cálcio

O gluconato de cálcio faz parte do grupo dos eletrólitos, e é um suplemento mineral, destinado principalmente ao tratamento da deficiência de cálcio. Na forma de solução injetável 10%, este medicamento é destinado ao tratamento da hipocalcemia aguda (tetania hipocalcêmica neonatal, tetania por deficiência paratireoidea, deficiência de vitamina D e alcalose), no tratamento de situações que requerem aumento de cálcio para ajuste eletrolítico (tratamento da depleção de eletrólitos), coadjuvante na reanimação cardíaca, no tratamento da hipermagnesemia e tratamento da hipercalemia (hiperpotassemia).

Principais Utilizações

O Gluconato de cálcio é a droga de escolha quando existem alterações eletrocardiográficas ou na parada cardíaca por hiperpotassemia. Atua também como  Antiarrítmico, em Arritmia ventricular por IAM, e em taquicardia ventricular.

Muito utilizado em casos de neutralizar overdoses de sulfato de magnésio, pois atua com um antídoto, que é frequentemente administrado a grávidas, ao invés de se prevenir as convulsões profilaticamente (como em pacientes com pré-eclampsia).

O Gel de Gluconato de Cálcio é também utilizado em casos de queimaduras por produtos químicos, como o Ácido Fluorídrico, neutralizando a ação e diminuindo o desconforto e a a dor causada pela queimadura química.

Doses

A dose utilizada é de 10 ml EV de gluconato de cálcio 10% em infusão lenta em 2 a 3 min, que pode ser repetida após 5 min, se as alterações eletrocardiográficas persistirem.

Deve-se ressaltar que o cálcio não diminui a concentração sérica de potássio, apenas antagoniza sua ação “tóxica” sobre o miocárdio.

Lembre-se: O gluconato de cálcio potencializa a toxicidade dos digitálicos, portanto, quando o paciente estiver usando as duas drogas, deve-se evitar a infusão do gluconato em bolus.

Os Cuidados de Enfermagem principais para a administração de Gluconato de Cálcio são monitorar a frequência cardíaca durante a administração, monitorizar eletrólitos e creatinina.