Medicamentos que causam Flebite

A flebite é uma inflamação das veias, que pode causar dor, inchaço, vermelhidão e calor na região afetada. Em casos mais graves, pode levar à formação de coágulos sanguíneos (trombose), o que pode ter sérias consequências para a saúde.

Vários medicamentos são vesicantes e podem aumentar o risco de flebite, principalmente quando administrados por via intravenosa (IV).

Medicamentos Vesicantes

Os medicamentos vesicantes são aqueles que, quando extravasados durante a administração intravenosa, causam danos graves aos tecidos no local da infusão.

Efeitos do extravasamento:

  • Queimadura química: Dor intensa, vermelhidão, inchaço e formação de bolhas no local.
  • Necrose: Morte das células e dos tecidos, podendo levar a úlceras profundas e até mesmo à amputação de membros em casos graves.
  • Danos nervosos: Dor persistente, formigamento, dormência e fraqueza muscular.

Medicamentos que podem causar Flebite

Antibióticos

  • Vancomicina;
  • Benzilpenicilina;
  • Aminoglicosideos (gentamicina);
  • Cefalosporinas (ceftriaxona);
  • Quinolonas (ciprofloxacina);

Soluções intravenosas

  • Soluções com alto teor de osmolalidade (açúcar) ou pH alcalino (> 8,5);

Drogas Vasoativas

  • Dopamina;
  • Adrenalina;
  • Amiodarona;
  • Noradrenalina;
  • Vasopressina;
  • Dobutamina;

Nutrição Parenteral Parcial e Total

Eletrólitos

  • Cloreto de Potássio 19,1%;
  • Cloreto de Sódio 20 %;
  • Bicarbonato de Sódio;
  • Gluconato de Cálcio;

Hemoderivados

  • Hemácias;
  • Plasma;
  • Plaquetas

Corticoides

  • Dexametasona

Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)

  • ibuprofen;
  • piroxicam;
  • diclofenaco

Contrastes

  • Sulfato de bário;
  • Ioxitalamato de meglumina e de sódio;
  • Iobitridol;
  • Iodixanol;
  • Ioexol;
  • Iomeprol;
  • Iopamidol;
  • Ácido gadotérico;
  • Hexafluoreto de enxofre

Quimioterápicos

  • Doxorubicina (Adriamicina);
  • Daunorubicina (Cerubidina);
  • Vincristina (Oncovin);
  • Vinblastina (Velban);
  • Mitoxantrona (Novantrone);
  • Epirrubicina (Ellence);
  • Ifosfamida (Ifex);

Outros

  • Azul de metileno;
  • Aminofilina;
  • Diazepam;
  • Fenitoína;
  • Prometazina

Fatores de risco adicionais para flebite

Cateteres venosos periféricos (CVPs):

    • Tempo de permanência do cateter
    • Tipo de cateter
    • Local de inserção

Idade:

    • Acima de 65 anos

Histórico de flebite:

    • Episódios anteriores aumentam o risco

Imobilização:

    • Pacientes acamados ou com pouca mobilidade

Desidratação:

    • Redução do volume sanguíneo

Câncer:

    • Tumores malignos e quimioterapia

Doenças inflamatórias:

    • Doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus

Prevenção da flebite

Inserção e manutenção adequadas do cateter:

    • Siga os protocolos rigorosos de inserção e manutenção de cateteres.
    • Utilize o menor cateter possível pelo menor tempo necessário.
    • Troque o curativo do cateter regularmente.

Hidratação adequada:

    • Mantenha o paciente hidratado com líquidos intravenosos ou orais.

Mobilização precoce:

    • Incentive o paciente a se mover o máximo possível.

Medicação profilática:

    • Em alguns casos, medicamentos podem ser usados ​​para prevenir a flebite.

Referências:

  1. Guia Farmacêutico – Medicamentos Irritantes e Vesicantes: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/medicamentos-de-alerta/lista-de-medicamentos/
  2. PRAS-TC-002-PROTOCOLO DE EXTRAVASAMENTO DE MEDICAÇÕES VESICANTES NÃO-QUIMIOTERÁPICAS: https://jornal.hcfmb.unesp.br/wp-content/uploads/2022/03/PRC-Amb-ONCO-002-%E2%80%93-PROTOCOLO-EXTRAVASAMENTO-DE-QUIMIOTERAPICOS-atualizado.pdf
  3. PARECER COREN-SP CAT Nº 019/2009 / – Assunto: Infusão de fármacos antineoplásicos vesicantes: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2012_18.pdf

Profilaxia Neonatal

A chegada de um bebê é um momento de imensa alegria e expectativa. Para garantir a saúde e o bem-estar do seu pequeno, diversos procedimentos profiláticos são realizados logo após o nascimento.

Medicamentos administrados logo ao nascer (Profilaxia)

Nitrato de Prata 1%:

  • Objetivo: Prevenir a oftalmia neonatal, uma infecção ocular grave causada por bactérias presentes no canal vaginal da mãe.
  • Aplicação: Colírio administrado em ambos os olhos do bebê nas primeiras horas de vida.

Vitamina K:

  • Objetivo: Prevenir hemorragias devido à deficiência de vitamina K, comum em recém-nascidos.
  • Administração: Uma dose única intramuscular ou oral nas primeiras 6-12 horas de vida.

BCG:

  • Objetivo: Imunizar contra a tuberculose, doença infecciosa grave.
  • Administração: Vacina aplicada por via intradermica no braço direito do bebê, geralmente entre o 4º e o 6º dia de vida.

Hepatite B:

  • Objetivo: Proteger contra a hepatite B, doença viral que afeta o fígado.
  • Esquema vacinal: Três doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com 1 mês e meio e a terceira com 6 meses de idade.

Outros medicamentos:

  • Em alguns casos, outros medicamentos podem ser necessários, como:
    • Antibióticos para prevenir infecções.
    • Soro fisiológico para limpar os olhos e vias nasais.
    • Vitamina D para fortalecer os ossos.

Lembre-se:

A profilaxia neonatal é um conjunto de medidas essenciais para garantir a saúde do seu bebê. Converse com o pediatra do seu filho para esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. Mantenha o cartão de vacinação atualizado e siga rigorosamente o esquema vacinal recomendado.

Com cuidados preventivos e acompanhamento médico adequado, você contribui para o desenvolvimento saudável e feliz do seu bebê!

Referência:

  1. Essential Newborn Care and Breastfeeding – Training modules. WHO Regional Office for Europe, 2002. 

Como homogeneizar um frasco ampola?

Você provavelmente deve estar se perguntando: Qual é a maneira correta de homogeneizar/misturar um medicamento, certo?

A maneira correta de agitar uma ampola depende do tipo de ampola e do seu conteúdo.

Por que você NÃO deve agitar vigorosamente os frascos ampolas?

  • Agitar pode degradar os medicamentos ou criar bolhas de ar.
  • Agitar pode tornar a solução turva ou até mesmo causar a precipitação de partículas.
  • A agitação pode aumentar o contato com o ar e a luz, acelerando a degradação.

Como você deve fazer?

  • Você pode girar suavemente a ampola entre as palmas de suas mãos (Isso ajuda a misturar o medicamento sem introduzir ar ou contaminantes);
  • Você também pode realizar movimentos circulares suaves com o frasco.

Com esses passos, você evita que o medicamento forme bolhas de ar, o que pode afetar a dosagem correta e a eficácia do medicamento, além do risco de contaminação, onde a agitação excessiva pode causar a liberação de partículas de borracha da tampa do frasco, contaminando o medicamento.

Referência:

  1. RISCOS ESCONDIDOS NAS EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS: AMPOLA DE VIDRO E FRASCO-AMPOLA, EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS DE PEQUENO VOLUME – ISSN 1678-0817 Qualis B2 (revistaft.com.br)

Coagulantes Vs Anticoagulantes

Os medicamentos coagulantes e anticoagulantes desempenham papéis cruciais na saúde cardiovascular e na prevenção de doenças relacionadas à coagulação sanguínea.

Anticoagulantes: O Que São e Para Que Servem?

Os anticoagulantessão remédios projetados para prevenir a formação de coágulos no sangue. Eles são indicados para a prevenção ou tratamento de várias condições, incluindo:

  1. Trombose venosa profunda (TVP): Coágulos nas veias profundas das pernas.
  2. AVC isquêmico: Prevenção de acidentes vasculares cerebrais.
  3. Embolia pulmonar: Coágulos que se deslocam para os pulmões.
  4. Tromboembolismo venoso: Coágulos em veias profundas ou pulmonares.
  5. Infarto: Prevenção de ataques cardíacos.
  6. Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial.
  7. Insuficiência cardíaca grave.
  8. Estenose mitral.
  9. Angina instável.
  10. Síndrome antifosfolípide.
  11. Cardiomiopatia dilatada.

Os anticoagulantes permitem que o sangue permaneça líquido dentro dos vasos, evitando a formação de coágulos prejudiciais. Alguns dos anticoagulantes mais comuns incluem:

  1. Varfarina (Marevan): Um inibidor da vitamina K.
  2. Rivaroxabana (Xarelto), Apixabana (Equilis) e Edoxabana (Lixiana): Inibidores do fator Xa.
  3. Dabigatrana (Pradaxa): Inibidor da trombina IIa.

Esses medicamentos devem ser usados com orientação médica, e a dosagem deve ser ajustada individualmente. Além disso, é essencial monitorar regularmente os pacientes que tomam varfarina, realizando exames de sangue para avaliar o tempo de protrombina e o índice internacional normalizado (RNI).

Coagulantes: O Que São e Como Agem?

Os coagulantes são medicamentos que aceleram o processo de coagulação sanguínea. Eles são usados principalmente para prevenir a perda excessiva de sangue. Alguns exemplos de coagulantes incluem:

  1. Vitamina K: Essencial para a síntese de fatores de coagulação.
  2. Transamin: Ajuda a fortalecer as plaquetas.
  3. Alfaoctocogue: é um fator de coagulação sanguínea recombinante que substitui o fator VIII deficiente ou ausente em pessoas com hemofilia A. O fator VIII é essencial para a coagulação sanguínea normal.

Medicamentos utilizados na Pediatria

A importância do conhecimento dos medicamentos em pediatria é fundamental para garantir a segurança e eficácia no tratamento de doenças em crianças.

Devido às diferenças fisiológicas entre crianças e adultos, a farmacocinética e farmacodinâmica dos medicamentos variam significativamente, o que exige um entendimento aprofundado para evitar erros de medicação e toxicidade.

Principais Medicamentos Utilizados em Pediatria

  1. Acetaminofeno (Paracetamol): Amplamente usado como antipirético e analgésico.
  2. Amoxicilina: Antibiótico comum para infecções bacterianas.
  3. Ibuprofeno: Anti-inflamatório não esteroide para febre e dor.
  4. Dipirona: Analgésico e antipirético.
  5. Albendazol: Antiparasitário para tratar infecções por vermes.
  6. Salbutamol (Albuterol): Broncodilatador para asma e outras condições respiratórias.
  7. Prednisolona: Corticosteroide para tratar inflamações e alergias.

A dosagem e administração desses medicamentos devem ser cuidadosamente calculadas com base no peso e idade da criança, e sempre sob orientação médica.

Além disso, é essencial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as recomendações e estratégias para o uso racional de medicamentos em crianças, a fim de ampliar a oferta, o acesso e garantir a segurança no uso desses medicamentos.

Conclusão

O conhecimento aprofundado sobre os medicamentos pediátricos é crucial para a prática médica segura e eficaz. A educação contínua e a conscientização sobre a farmacoterapia pediátrica são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado de crianças.

Referências:

  1. https://rsc.revistas.ufcg.edu.br/index.php/rsc/article/download/468/422/1002
  2. Novapediatria
  3. Ministério da Saúde

Sulfato de Magnésio: 10% e 50%

sulfato de magnésio serve para a reposição dos níveis de magnésio, sendo um dos eletrólitos do corpo. Ou seja, são minerais que liberam uma carga elétrica quando dissolvidos no sangue. Mas a maioria do magnésio no corpo é interligada às proteínas ou armazenada nos ossos.

O mineral do magnésio pode ser encontrado em diversos alimentos, como sementes, amendoim e leite, desempenhando várias funções no organismo, como regular o funcionamento dos nervos e dos músculos, além de ajudar no controle do açúcar no sangue.

Precisamos de uma quantidade diária mínima e, em caso de deficiência, o médico pode recomendar a reposição. A quantidade é definida de acordo com gênero e idade, e caso isso não ocorra da maneira correta, podem surgir alguns problemas, como a hipomagnesemia, hipocalcemia e hipocalemia.

Sulfato de Magnésio 10% e 50%

O sulfato de magnésio a 10% é utilizado em diferentes situações, e sua administração ocorre por via intravenosa. Aqui estão algumas indicações específicas para o uso desse medicamento:

  1. Administração:
    • Via Intravenosa Direta: A velocidade de injeção recomendada é de 150 mg/minuto.
    • Infusão Intravenosa: Pode ser administrado como parte de uma infusão intravenosa.

Indicações:

  • Toxemia Gravídica (Eclâmpsia):
      • O sulfato de magnésio a 10% é utilizado estritamente se necessário e sob supervisão médica.
      • O sulfato de magnésio é a principal medicação tanto para a prevenção quanto para o tratamento da eclâmpsia.
  • Hipomagnesemia leve e moderada:
      • O sulfato de magnésio pode ser utilizado para tratar casos de hipomagnesemia leve a moderada.
  • Restaurador de deficiência leve e moderada de eletrólito: O sulfato de magnésio é utilizado como restaurador de eletrólitos em casos de deficiência leve e moderada.

O sulfato de magnésio 50% é um medicamento utilizado para diversas finalidades. Pode ser administrada tanto quanto via intramuscular e intravenosa:

  • Tratamento de hipomagnesemia: Isso ocorre quando há uma baixa quantidade severa de magnésio no sangue. O sulfato de magnésio ajuda a corrigir essa deficiência severa.
  • Uremia aguda: O sulfato de magnésio pode ser usado para controlar convulsões em pacientes com uremia aguda.
  • Eclâmpsia: É uma condição grave que ocorre durante a gravidez, e o sulfato de magnésio pode ajudar a prevenir ou tratar convulsões eclâmpticas.
  • Tétano: O medicamento também é usado para controlar convulsões em pacientes com tétano.
  • Hipomagnesemia severa: O sulfato de magnésio pode ser utilizado para tratar casos de hipomagnesemia severa.
  • Restaurador de deficiência severa de eletrólito: O sulfato de magnésio é utilizado como restaurador de eletrólitos em casos de deficiência severa.

O magnésio é essencial para várias funções no corpo, incluindo atividade enzimática, transmissões neuroquímicas e excitabilidade muscular. O sulfato de magnésio ajuda a corrigir deficiências e a manter essas funções adequadas.

Referências:

  1. Bula Sulfato de Magnésio
  2. Medicinanet
  3. Bulasmed (MgSo4 10%)
  4. Bulasmed (MgSo4 50%)
  5. UFRJ
  6. Hospital Albert Einstein
  7. Hospitalar Distribuidora

Medicamentos Termolábeis

Os Medicamentos termolábeis são aqueles que têm alta sensibilidade a variações de temperatura e que precisam ser armazenados e transportados em condições específicas para preservar sua qualidade e eficácia.

Especificações

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 430/2020, da ANVISA, são considerados termolábeis os medicamentos cuja especificação de temperatura máxima seja igual ou inferior a 8°C.

Alguns exemplos de medicamentos termolábeis são insulina, vacinas, hormônios, anticorpos monoclonais e outros produtos biológicos ou imunobiológicos.

Esses medicamentos atuam sobre moléculas endógenas do organismo ou reforçam o sistema imune do paciente.

Para garantir sua integridade, eles devem ser acondicionados em equipamentos adequados com controle digital de temperatura, avaliados periodicamente por profissionais especializados e manuseados por pessoal qualificado e treinado.

Lista de exemplos de alguns medicamentos termolábeis

Nome genérico Dosagem                                            Apresentação
Alfaepoetina 40.000UI/mL Frasco-ampola 1mL
Alprostadil 500mcg Frasco-ampola
Anfotericina B 50mg Frasco-ampola
Anfotericina B lipossomal 50mg Frasco-ampola
Ciclofosfamida 50mg Comprimido revestido
Cisatracúrio, besilato 2mg/mL Ampola 5mL
Cobre, quelato 1mg/mL Xarope Frasco 30mL
Complexo Protrombínico 500 a 600UI Frasco ampola
Espironolactona 2mg/mL Suspensão oral Frasco 60mL
Filgrastima 300mcg/mL Frasco-ampola 0,5mL
Folinato de cálcio 300mg Frasco-ampola
Fração Fosfolip. de Pulmão Porcino

(Curosurf ®)

240mg/3mL Frasco-ampola 3mL
Fulvestranto 250mg/5mL Seringa
Gosserrelina, acetato 3,6mg Seringa
Hidroclorotiazida 2,5mg/mL Frasco 60mL
Imunoglobulina anti-Rh humana 300mcg Frasco-ampola
Imunoglobulina de coelho antitimócito humana 25mg/frasco Frasco-ampola
Imunoglobulina humana EV 5000mg EV Frasco-ampola
Insulina NPH 100UI/mL Frasco 10mL
Insulina Regular 100UI/mL Frasco 10mL
Interferon alfa-2b 5.000.000 UI Frasco-ampola
Interferon alfa-2b 3.000.000 UI Frasco-ampola
Levosimendana 2,5mg/mL Frasco-ampola 5mL
Ocitocina 5UI/mL Ampola 1mL
Octreotida 0,1mg Ampola1mL
Octreotida 0,5mg Ampola 1mL
Omeprazol 20mg/5mL suspensão oral Frasco 30mL
Pancurônio, brometo 4mg/2mL Ampola 2mL
Papaína creme não iônico 3% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 6% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 10% Sachê 20g
Proximetacaína, cloridrato 0,5% Solução oftálmica Frasco 5mL

Obs.: alguns medicamentos possuem temperatura de armazenamento variável, de acordo com o fabricante.

Referências:

  1. ADCON
  2. Biblioteca Virtual em Saúde

Atropina: Não utilizado mais em PCR!

A atropina é um medicamento com diversas finalidades, que age bloqueando os receptores muscarínicos da acetilcolina e relaxando os músculos lisos dos órgãos internos. Vamos explorar mais sobre esse composto essencial:

O seu uso

A atropina é um remédio de uso injetável indicado para várias condições médicas:

  1. Intoxicação por inseticidas organofosforados ou carbamatos: A atropina atua como antídoto nesses casos, revertendo os efeitos tóxicos dessas substâncias.
  2. Arritmias cardíacas: Especialmente a bradicardia sinusal, a atropina é utilizada para aumentar a frequência cardíaca.
  3. Úlcera péptica: A atropina tem ação antiarrítmica e antiespasmódica, auxiliando no tratamento dessa condição.
  4. Cólica renal ou biliar: A atropina pode aliviar espasmos dolorosos nessas situações.
  5. Diminuição da produção de saliva e muco do trato respiratório durante a anestesia e intubação: É usada para preparar o paciente para procedimentos.
  6. Doença de Parkinson: Embora menos comum, a atropina pode ser empregada em alguns casos.
  7. Preparo para radiografias gastrointestinais: Ajuda a relaxar os músculos do trato gastrointestinal.

Descontinuação no Suporte Avançado de Vida na PCR

Recentemente, as diretrizes de suporte avançado de vida durante a parada cardiorrespiratória (PCR) passaram por mudanças significativas em relação ao uso da atropina. Eis o que mudou:

  • Uso rotineiro descontinuado: Anteriormente, a atropina era frequentemente administrada para tratar ritmos cardíacos lentos durante a PCR. No entanto, as novas diretrizes não recomendam mais seu uso rotineiro nesses casos.
  • Estudos e evidências: Pesquisas mostraram que a atropina não oferece benefícios terapêuticos significativos em ritmos elétricos sem pulso (como assistolia) ou bradicardia grave. Portanto, seu uso foi descontinuado em situações de PCR.

O que estão fazendo agora?

  • Priorizando a RCP de alta qualidade: A ressuscitação cardiopulmonar continua sendo a base do tratamento durante a PCR.
  • Evitando a Atropina: Em ritmos elétricos sem pulso ou bradicardia, considerando outras opções terapêuticas.
Referência:
  1. Gonzalez M, Timerman S, Gianotto-Oliveira R, Polastri T, Canesin M, Schimidt A, et al.. I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2013Aug;101(2):1–221. Available from: https://doi.org/10.5935/abc.2013S006

Amiodarona: As Reações Adversas

O Cloridrato de Amiodarona é um medicamento utilizado para tratar arritmias cardíacas.

No entanto, como qualquer medicamento, ele pode causar reações adversas em alguns pacientes.

Reações Associadas

Distúrbios Cardíacos

    • Bradicardia: Uma diminuição moderada da frequência cardíaca, muitas vezes dependente da dose.
    • Arritmias: Às vezes, o uso da amiodarona pode levar ao aparecimento ou piora das arritmias, podendo até resultar em parada cardíaca.
    • Alterações na Condução: Isso inclui bloqueio sinoatrial e atrioventricular de vários graus.
    • Torsade de Pointes: Uma arritmia ventricular rara, mas grave.

Distúrbios Oftálmicos

    • Microdepósitos na Córnea: Esses depósitos lipídicos podem causar percepção de halos coloridos sob luz intensa ou visão turva. Alguns pacientes também podem desenvolver neuropatia ótica ou neurite, que pode progredir para cegueira.

Distúrbios Endócrinos

    • Hipotireoidismo: É uma reação comum.
    • Hipertireoidismo: Embora menos frequente, também pode ocorrer.

Distúrbios Hepáticos:

    • Aumento das Transaminases Séricas: Isso é comum no início da terapia e geralmente retorna ao normal com a redução da dose.
    • Doença Hepática Crônica: Isso é raro, mas pode ser grave.

Distúrbios Cutâneos:

    • Fotossensibilidade: A amiodarona pode causar pigmentação grisácea ou azulada da pele, especialmente com uso prolongado ou altas doses. Essa pigmentação desaparece lentamente após a interrupção do tratamento.
    • Alterações na Pigmentação da Pele: Além da fotossensibilidade, a amiodarona pode causar pigmentação cinza-azulada da pele.

Referências:

  1. Consultare Médicos
  2. Bula do Amiodarona

O Clexane e suas dosagens

O Clexane é um medicamento anticoagulante utilizado para prevenir a formação de coágulos sanguíneos em pacientes que correm o risco de desenvolver trombose venosa profunda, embolia pulmonar ou acidente vascular cerebral.

Ele é composto pelo princípio ativo enoxaparina sódica e está disponível em diversas dosagens, que variam de 20 mg a 100 mg.

As indicações das dosagens

As indicações das dosagens do Clexane são determinadas de acordo com o peso do paciente e a gravidade da condição médica que está sendo tratada (como por exemplo, o tromboembolismo, profilaxia de TEV, tratamento de angina/IAM, prevenção da coagulação do circuito de circulação extracorpórea durante a hemodiálise):

  • Para pacientes com peso inferior a 50 kg, geralmente é recomendada uma dose de 20 mg.
  • Para pacientes com peso entre 50 e 89 kg, a dose pode variar entre 40 mg e 60 mg.
  • Já para pacientes com peso acima de 90 kg, doses maiores como 80 mg  e acima de 100 Kg até 100 mg podem ser prescritas.

É importante ressaltar que apenas um médico deve prescrever a dosagem correta do Clexane, levando em consideração as características individuais de cada paciente. O uso indevido do medicamento pode resultar em complicações graves, como sangramentos excessivos.

As dosagens em peso miligrama oferecem uma forma precisa de administração do medicamento, garantindo eficácia no tratamento e segurança para os pacientes. É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas para obter os melhores resultados terapêuticos.

Referência:

  1. Bula do Clexane
  2. Laboratório Eurofarma