Fracionamento: Cartela Vs. Comprimidos

Embora os termos “fracionamento de cartela” e “fracionamento de comprimidos” sejam frequentemente utilizados de forma intercambiável, existem diferenças importantes entre as duas práticas:

Entenda as diferenças

Fracionamento de cartela

Refere-se à subdivisão de uma cartela de medicamentos em doses menores, sem alterar a forma física dos comprimidos. Isso é geralmente realizado por um farmacêutico ou profissional de saúde qualificado, utilizando ferramentas e técnicas adequadas para garantir a precisão e a higiene.

Fracionamento de comprimidos

 Envolve a divisão física de um comprimido em pedaços menores, geralmente utilizando um cortador de comprimidos. Essa prática pode ser realizada pelo próprio paciente, em casa, sem a necessidade de intervenção profissional.

Aplicações

  • Fracionamento de cartela: é comumente utilizado para:
    • Ajustar a dosagem de um medicamento para atender às necessidades específicas do paciente.
    • Administrar medicamentos a pacientes com dificuldade para engolir comprimidos inteiros.
    • Facilitar o transporte de medicamentos, dividindo-os em doses menores para viagens ou atividades fora de casa.
  • Fracionamento de comprimidos: geralmente é utilizado para:
    • Dividir comprimidos com doses altas em doses menores, quando não há comprimidos com dosagens mais baixas disponíveis.
    • Administrar medicamentos a crianças ou animais de estimação, que podem ter dificuldade para engolir comprimidos inteiros.
    • Reduzir os efeitos colaterais de alguns medicamentos, dividindo a dose total em administrações menores ao longo do dia.

Vantagens e desvantagens

Aspecto Fracionamento de cartela Fracionamento de comprimidos
Vantagens Precisão na dosagem Praticidade para pacientes
Maior higiene Flexibilidade na dosagem
Melhor controle da adesão ao tratamento Redução do desperdício de medicamentos
Desvantagens Custo adicional Risco de imprecisão na dosagem
Possibilidade de contaminação Potencial alteração das propriedades do medicamento
Inviabilidade para alguns tipos de medicamentos Dificuldade para pacientes com destreza manual limitada

Considerações importantes

  • Ambas as práticas devem ser realizadas com cuidado e seguindo as orientações de um profissional de saúde.
  • O fracionamento de comprimidos nem sempre é recomendado, pois pode afetar a qualidade e a eficácia do medicamento.
  • É fundamental consultar um médico ou farmacêutico antes de iniciar qualquer tipo de fracionamento, seja de cartela ou de comprimidos.

Referência:

  1. Teixeira, Maíra Teles et al. Panorama dos aspectos regulatórios que norteiam a partição de comprimidos. Revista Panamericana de Salud Pública. 2016, v. 39, n. 6, pp. 372-377. Disponível em: <>. ISSN 1680-5348.

Os 4 Pilares do Tratamento para Insuficiência Cardíaca

A insuficiência cardíaca aguda é uma condição clínica grave que requer abordagem imediata e específica.

São os quatro pilares essenciais do tratamento farmacológico para a insuficiência cardíaca aguda:

Beta-bloqueadores

    • Os beta-bloqueadores são medicamentos que atuam bloqueando os efeitos da adrenalina (epinefrina) no coração.
    • Eles reduzem a frequência cardíaca, diminuindo a demanda de oxigênio pelo coração.
    • São essenciais para melhorar a função cardíaca e reduzir a mortalidade em pacientes com insuficiência cardíaca aguda.

Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou inibidores do receptor de angiotensina (ARNI)

    • Esses medicamentos ajudam a relaxar os vasos sanguíneos e reduzir a pressão arterial.
    • Também melhoram a função cardíaca e reduzem a sobrecarga no coração.

Antagonistas dos receptores mineralocorticoides (MRA)

    • Os MRA, como a espironolactona e a eplerenona, são importantes para pacientes com insuficiência cardíaca.
    • Eles ajudam a reduzir a retenção de sal e água, melhorando os sintomas e a sobrevida.

Inibidores do co-transportador de sódio-glicose 2 (SGLT2)

    • Esses medicamentos, originalmente desenvolvidos para tratar diabetes tipo 2, também mostraram benefícios significativos em pacientes com insuficiência cardíaca.
    • Eles reduzem a reabsorção de glicose nos rins, promovendo a diurese e melhorando a função cardíaca.

 

  1. https://portugues.medscape.com/resumindo/6510023
  2. https://www.ahajournals.org/doi/10.1161/CIR.0000000000001063
  3. https://www.heartfailurematters.org/what-your-doctor-can-do/angiotensin-receptor-neprilysin-inhibitor-arni-sacubitril-valsartan/
  4. Brito D, Bettencourt P, Carvalho D, Ferreira J, Fontes-Carvalho R, Franco F, Moura B, Silva-Cardoso JC, de Melo RT, Fonseca C. Sodium-Glucose Co-transporter 2 Inhibitors in the Failing Heart: a Growing Potential. Cardiovasc Drugs Ther. 2020 Jun;34(3):419-436. doi: 10.1007/s10557-020-06973-3. PMID: 32350793; PMCID: PMC7242490.

Denominação Comum Brasileira (DCB)

A Denominação Comum Brasileira (DCB) é a designação oficial e padronizada para fármacos e princípios ativos, aprovada pelo órgão federal responsável pela vigilância sanitária no Brasil, conforme estabelecido na Lei n.° 9.787/1999.

Essa nomenclatura é essencial para garantir a clareza e a uniformidade na identificação dos medicamentos.

A Ampliação

Com o advento do registro eletrônico, a DCB ampliou seu escopo e agora também inclui a denominação de:

  • Insumos inativos
  • Soros hiperimunes e vacinas
  • Radiofármacos
  • Plantas medicinais
  • Substâncias homeopáticas e biológicas

A lista consolidada das Denominações Comuns Brasileiras contém mais de 12 mil denominações genéricas, todas de propriedade pública e oficial.

Essa lista é atualizada regularmente com base no trabalho do Comitê Técnico Temático de Denominações Comuns Brasileiras (CTT DCB) da Farmacopeia Brasileira.

A DCB é fundamental para:

  • Prescrição médica: Facilita a comunicação entre profissionais de saúde e evita confusões.
  • Registro e comercialização de medicamentos: Os produtos devem ser identificados pela DCB em seus rótulos e bulas.
  • Intercambialidade: Permite a substituição de medicamentos de referência por genéricos equivalentes.

Referências:

Medicamentos que causam Flebite

A flebite é uma inflamação das veias, que pode causar dor, inchaço, vermelhidão e calor na região afetada. Em casos mais graves, pode levar à formação de coágulos sanguíneos (trombose), o que pode ter sérias consequências para a saúde.

Vários medicamentos são vesicantes e podem aumentar o risco de flebite, principalmente quando administrados por via intravenosa (IV).

Medicamentos Vesicantes

Os medicamentos vesicantes são aqueles que, quando extravasados durante a administração intravenosa, causam danos graves aos tecidos no local da infusão.

Efeitos do extravasamento:

  • Queimadura química: Dor intensa, vermelhidão, inchaço e formação de bolhas no local.
  • Necrose: Morte das células e dos tecidos, podendo levar a úlceras profundas e até mesmo à amputação de membros em casos graves.
  • Danos nervosos: Dor persistente, formigamento, dormência e fraqueza muscular.

Medicamentos que podem causar Flebite

Antibióticos

  • Vancomicina;
  • Benzilpenicilina;
  • Aminoglicosideos (gentamicina);
  • Cefalosporinas (ceftriaxona);
  • Quinolonas (ciprofloxacina);

Soluções intravenosas

  • Soluções com alto teor de osmolalidade (açúcar) ou pH alcalino (> 8,5);

Drogas Vasoativas

  • Dopamina;
  • Adrenalina;
  • Amiodarona;
  • Noradrenalina;
  • Vasopressina;
  • Dobutamina;

Nutrição Parenteral Parcial e Total

Eletrólitos

  • Cloreto de Potássio 19,1%;
  • Cloreto de Sódio 20 %;
  • Bicarbonato de Sódio;
  • Gluconato de Cálcio;

Hemoderivados

  • Hemácias;
  • Plasma;
  • Plaquetas

Corticoides

  • Dexametasona

Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)

  • ibuprofen;
  • piroxicam;
  • diclofenaco

Contrastes

  • Sulfato de bário;
  • Ioxitalamato de meglumina e de sódio;
  • Iobitridol;
  • Iodixanol;
  • Ioexol;
  • Iomeprol;
  • Iopamidol;
  • Ácido gadotérico;
  • Hexafluoreto de enxofre

Quimioterápicos

  • Doxorubicina (Adriamicina);
  • Daunorubicina (Cerubidina);
  • Vincristina (Oncovin);
  • Vinblastina (Velban);
  • Mitoxantrona (Novantrone);
  • Epirrubicina (Ellence);
  • Ifosfamida (Ifex);

Outros

  • Azul de metileno;
  • Aminofilina;
  • Diazepam;
  • Fenitoína;
  • Prometazina

Fatores de risco adicionais para flebite

Cateteres venosos periféricos (CVPs):

    • Tempo de permanência do cateter
    • Tipo de cateter
    • Local de inserção

Idade:

    • Acima de 65 anos

Histórico de flebite:

    • Episódios anteriores aumentam o risco

Imobilização:

    • Pacientes acamados ou com pouca mobilidade

Desidratação:

    • Redução do volume sanguíneo

Câncer:

    • Tumores malignos e quimioterapia

Doenças inflamatórias:

    • Doença de Crohn, colite ulcerativa, lúpus

Prevenção da flebite

Inserção e manutenção adequadas do cateter:

    • Siga os protocolos rigorosos de inserção e manutenção de cateteres.
    • Utilize o menor cateter possível pelo menor tempo necessário.
    • Troque o curativo do cateter regularmente.

Hidratação adequada:

    • Mantenha o paciente hidratado com líquidos intravenosos ou orais.

Mobilização precoce:

    • Incentive o paciente a se mover o máximo possível.

Medicação profilática:

    • Em alguns casos, medicamentos podem ser usados ​​para prevenir a flebite.

Referências:

  1. Guia Farmacêutico – Medicamentos Irritantes e Vesicantes: https://guiafarmaceutico.hospitalsaocamilosp.org.br/medicamentos-de-alerta/lista-de-medicamentos/
  2. PRAS-TC-002-PROTOCOLO DE EXTRAVASAMENTO DE MEDICAÇÕES VESICANTES NÃO-QUIMIOTERÁPICAS: https://jornal.hcfmb.unesp.br/wp-content/uploads/2022/03/PRC-Amb-ONCO-002-%E2%80%93-PROTOCOLO-EXTRAVASAMENTO-DE-QUIMIOTERAPICOS-atualizado.pdf
  3. PARECER COREN-SP CAT Nº 019/2009 / – Assunto: Infusão de fármacos antineoplásicos vesicantes: https://portal.coren-sp.gov.br/sites/default/files/parecer_coren_sp_2012_18.pdf

Profilaxia Neonatal

A chegada de um bebê é um momento de imensa alegria e expectativa. Para garantir a saúde e o bem-estar do seu pequeno, diversos procedimentos profiláticos são realizados logo após o nascimento.

Medicamentos administrados logo ao nascer (Profilaxia)

Nitrato de Prata 1%:

  • Objetivo: Prevenir a oftalmia neonatal, uma infecção ocular grave causada por bactérias presentes no canal vaginal da mãe.
  • Aplicação: Colírio administrado em ambos os olhos do bebê nas primeiras horas de vida.

Vitamina K:

  • Objetivo: Prevenir hemorragias devido à deficiência de vitamina K, comum em recém-nascidos.
  • Administração: Uma dose única intramuscular ou oral nas primeiras 6-12 horas de vida.

BCG:

  • Objetivo: Imunizar contra a tuberculose, doença infecciosa grave.
  • Administração: Vacina aplicada por via intradermica no braço direito do bebê, geralmente entre o 4º e o 6º dia de vida.

Hepatite B:

  • Objetivo: Proteger contra a hepatite B, doença viral que afeta o fígado.
  • Esquema vacinal: Três doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com 1 mês e meio e a terceira com 6 meses de idade.

Outros medicamentos:

  • Em alguns casos, outros medicamentos podem ser necessários, como:
    • Antibióticos para prevenir infecções.
    • Soro fisiológico para limpar os olhos e vias nasais.
    • Vitamina D para fortalecer os ossos.

Lembre-se:

A profilaxia neonatal é um conjunto de medidas essenciais para garantir a saúde do seu bebê. Converse com o pediatra do seu filho para esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. Mantenha o cartão de vacinação atualizado e siga rigorosamente o esquema vacinal recomendado.

Com cuidados preventivos e acompanhamento médico adequado, você contribui para o desenvolvimento saudável e feliz do seu bebê!

Referência:

  1. Essential Newborn Care and Breastfeeding – Training modules. WHO Regional Office for Europe, 2002. 

Como homogeneizar um frasco ampola?

Você provavelmente deve estar se perguntando: Qual é a maneira correta de homogeneizar/misturar um medicamento, certo?

A maneira correta de agitar uma ampola depende do tipo de ampola e do seu conteúdo.

Por que você NÃO deve agitar vigorosamente os frascos ampolas?

  • Agitar pode degradar os medicamentos ou criar bolhas de ar.
  • Agitar pode tornar a solução turva ou até mesmo causar a precipitação de partículas.
  • A agitação pode aumentar o contato com o ar e a luz, acelerando a degradação.

Como você deve fazer?

  • Você pode girar suavemente a ampola entre as palmas de suas mãos (Isso ajuda a misturar o medicamento sem introduzir ar ou contaminantes);
  • Você também pode realizar movimentos circulares suaves com o frasco.

Com esses passos, você evita que o medicamento forme bolhas de ar, o que pode afetar a dosagem correta e a eficácia do medicamento, além do risco de contaminação, onde a agitação excessiva pode causar a liberação de partículas de borracha da tampa do frasco, contaminando o medicamento.

Referência:

  1. RISCOS ESCONDIDOS NAS EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS: AMPOLA DE VIDRO E FRASCO-AMPOLA, EMBALAGENS DE MEDICAMENTOS INJETÁVEIS DE PEQUENO VOLUME – ISSN 1678-0817 Qualis B2 (revistaft.com.br)

Coagulantes Vs Anticoagulantes

Os medicamentos coagulantes e anticoagulantes desempenham papéis cruciais na saúde cardiovascular e na prevenção de doenças relacionadas à coagulação sanguínea.

Anticoagulantes: O Que São e Para Que Servem?

Os anticoagulantessão remédios projetados para prevenir a formação de coágulos no sangue. Eles são indicados para a prevenção ou tratamento de várias condições, incluindo:

  1. Trombose venosa profunda (TVP): Coágulos nas veias profundas das pernas.
  2. AVC isquêmico: Prevenção de acidentes vasculares cerebrais.
  3. Embolia pulmonar: Coágulos que se deslocam para os pulmões.
  4. Tromboembolismo venoso: Coágulos em veias profundas ou pulmonares.
  5. Infarto: Prevenção de ataques cardíacos.
  6. Arritmias cardíacas, como fibrilação atrial.
  7. Insuficiência cardíaca grave.
  8. Estenose mitral.
  9. Angina instável.
  10. Síndrome antifosfolípide.
  11. Cardiomiopatia dilatada.

Os anticoagulantes permitem que o sangue permaneça líquido dentro dos vasos, evitando a formação de coágulos prejudiciais. Alguns dos anticoagulantes mais comuns incluem:

  1. Varfarina (Marevan): Um inibidor da vitamina K.
  2. Rivaroxabana (Xarelto), Apixabana (Equilis) e Edoxabana (Lixiana): Inibidores do fator Xa.
  3. Dabigatrana (Pradaxa): Inibidor da trombina IIa.

Esses medicamentos devem ser usados com orientação médica, e a dosagem deve ser ajustada individualmente. Além disso, é essencial monitorar regularmente os pacientes que tomam varfarina, realizando exames de sangue para avaliar o tempo de protrombina e o índice internacional normalizado (RNI).

Coagulantes: O Que São e Como Agem?

Os coagulantes são medicamentos que aceleram o processo de coagulação sanguínea. Eles são usados principalmente para prevenir a perda excessiva de sangue. Alguns exemplos de coagulantes incluem:

  1. Vitamina K: Essencial para a síntese de fatores de coagulação.
  2. Transamin: Ajuda a fortalecer as plaquetas.
  3. Alfaoctocogue: é um fator de coagulação sanguínea recombinante que substitui o fator VIII deficiente ou ausente em pessoas com hemofilia A. O fator VIII é essencial para a coagulação sanguínea normal.

Medicamentos utilizados na Pediatria

A importância do conhecimento dos medicamentos em pediatria é fundamental para garantir a segurança e eficácia no tratamento de doenças em crianças.

Devido às diferenças fisiológicas entre crianças e adultos, a farmacocinética e farmacodinâmica dos medicamentos variam significativamente, o que exige um entendimento aprofundado para evitar erros de medicação e toxicidade.

Principais Medicamentos Utilizados em Pediatria

  1. Acetaminofeno (Paracetamol): Amplamente usado como antipirético e analgésico.
  2. Amoxicilina: Antibiótico comum para infecções bacterianas.
  3. Ibuprofeno: Anti-inflamatório não esteroide para febre e dor.
  4. Dipirona: Analgésico e antipirético.
  5. Albendazol: Antiparasitário para tratar infecções por vermes.
  6. Salbutamol (Albuterol): Broncodilatador para asma e outras condições respiratórias.
  7. Prednisolona: Corticosteroide para tratar inflamações e alergias.

A dosagem e administração desses medicamentos devem ser cuidadosamente calculadas com base no peso e idade da criança, e sempre sob orientação médica.

Além disso, é essencial que os profissionais de saúde estejam atualizados sobre as recomendações e estratégias para o uso racional de medicamentos em crianças, a fim de ampliar a oferta, o acesso e garantir a segurança no uso desses medicamentos.

Conclusão

O conhecimento aprofundado sobre os medicamentos pediátricos é crucial para a prática médica segura e eficaz. A educação contínua e a conscientização sobre a farmacoterapia pediátrica são essenciais para todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado de crianças.

Referências:

  1. https://rsc.revistas.ufcg.edu.br/index.php/rsc/article/download/468/422/1002
  2. Novapediatria
  3. Ministério da Saúde

Sulfato de Magnésio: 10% e 50%

sulfato de magnésio serve para a reposição dos níveis de magnésio, sendo um dos eletrólitos do corpo. Ou seja, são minerais que liberam uma carga elétrica quando dissolvidos no sangue. Mas a maioria do magnésio no corpo é interligada às proteínas ou armazenada nos ossos.

O mineral do magnésio pode ser encontrado em diversos alimentos, como sementes, amendoim e leite, desempenhando várias funções no organismo, como regular o funcionamento dos nervos e dos músculos, além de ajudar no controle do açúcar no sangue.

Precisamos de uma quantidade diária mínima e, em caso de deficiência, o médico pode recomendar a reposição. A quantidade é definida de acordo com gênero e idade, e caso isso não ocorra da maneira correta, podem surgir alguns problemas, como a hipomagnesemia, hipocalcemia e hipocalemia.

Sulfato de Magnésio 10% e 50%

O sulfato de magnésio a 10% é utilizado em diferentes situações, e sua administração ocorre por via intravenosa. Aqui estão algumas indicações específicas para o uso desse medicamento:

  1. Administração:
    • Via Intravenosa Direta: A velocidade de injeção recomendada é de 150 mg/minuto.
    • Infusão Intravenosa: Pode ser administrado como parte de uma infusão intravenosa.

Indicações:

  • Toxemia Gravídica (Eclâmpsia):
      • O sulfato de magnésio a 10% é utilizado estritamente se necessário e sob supervisão médica.
      • O sulfato de magnésio é a principal medicação tanto para a prevenção quanto para o tratamento da eclâmpsia.
  • Hipomagnesemia leve e moderada:
      • O sulfato de magnésio pode ser utilizado para tratar casos de hipomagnesemia leve a moderada.
  • Restaurador de deficiência leve e moderada de eletrólito: O sulfato de magnésio é utilizado como restaurador de eletrólitos em casos de deficiência leve e moderada.

O sulfato de magnésio 50% é um medicamento utilizado para diversas finalidades. Pode ser administrada tanto quanto via intramuscular e intravenosa:

  • Tratamento de hipomagnesemia: Isso ocorre quando há uma baixa quantidade severa de magnésio no sangue. O sulfato de magnésio ajuda a corrigir essa deficiência severa.
  • Uremia aguda: O sulfato de magnésio pode ser usado para controlar convulsões em pacientes com uremia aguda.
  • Eclâmpsia: É uma condição grave que ocorre durante a gravidez, e o sulfato de magnésio pode ajudar a prevenir ou tratar convulsões eclâmpticas.
  • Tétano: O medicamento também é usado para controlar convulsões em pacientes com tétano.
  • Hipomagnesemia severa: O sulfato de magnésio pode ser utilizado para tratar casos de hipomagnesemia severa.
  • Restaurador de deficiência severa de eletrólito: O sulfato de magnésio é utilizado como restaurador de eletrólitos em casos de deficiência severa.

O magnésio é essencial para várias funções no corpo, incluindo atividade enzimática, transmissões neuroquímicas e excitabilidade muscular. O sulfato de magnésio ajuda a corrigir deficiências e a manter essas funções adequadas.

Referências:

  1. Bula Sulfato de Magnésio
  2. Medicinanet
  3. Bulasmed (MgSo4 10%)
  4. Bulasmed (MgSo4 50%)
  5. UFRJ
  6. Hospital Albert Einstein
  7. Hospitalar Distribuidora

Medicamentos Termolábeis

Os Medicamentos termolábeis são aqueles que têm alta sensibilidade a variações de temperatura e que precisam ser armazenados e transportados em condições específicas para preservar sua qualidade e eficácia.

Especificações

Segundo a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 430/2020, da ANVISA, são considerados termolábeis os medicamentos cuja especificação de temperatura máxima seja igual ou inferior a 8°C.

Alguns exemplos de medicamentos termolábeis são insulina, vacinas, hormônios, anticorpos monoclonais e outros produtos biológicos ou imunobiológicos.

Esses medicamentos atuam sobre moléculas endógenas do organismo ou reforçam o sistema imune do paciente.

Para garantir sua integridade, eles devem ser acondicionados em equipamentos adequados com controle digital de temperatura, avaliados periodicamente por profissionais especializados e manuseados por pessoal qualificado e treinado.

Lista de exemplos de alguns medicamentos termolábeis

Nome genérico Dosagem                                            Apresentação
Alfaepoetina 40.000UI/mL Frasco-ampola 1mL
Alprostadil 500mcg Frasco-ampola
Anfotericina B 50mg Frasco-ampola
Anfotericina B lipossomal 50mg Frasco-ampola
Ciclofosfamida 50mg Comprimido revestido
Cisatracúrio, besilato 2mg/mL Ampola 5mL
Cobre, quelato 1mg/mL Xarope Frasco 30mL
Complexo Protrombínico 500 a 600UI Frasco ampola
Espironolactona 2mg/mL Suspensão oral Frasco 60mL
Filgrastima 300mcg/mL Frasco-ampola 0,5mL
Folinato de cálcio 300mg Frasco-ampola
Fração Fosfolip. de Pulmão Porcino

(Curosurf ®)

240mg/3mL Frasco-ampola 3mL
Fulvestranto 250mg/5mL Seringa
Gosserrelina, acetato 3,6mg Seringa
Hidroclorotiazida 2,5mg/mL Frasco 60mL
Imunoglobulina anti-Rh humana 300mcg Frasco-ampola
Imunoglobulina de coelho antitimócito humana 25mg/frasco Frasco-ampola
Imunoglobulina humana EV 5000mg EV Frasco-ampola
Insulina NPH 100UI/mL Frasco 10mL
Insulina Regular 100UI/mL Frasco 10mL
Interferon alfa-2b 5.000.000 UI Frasco-ampola
Interferon alfa-2b 3.000.000 UI Frasco-ampola
Levosimendana 2,5mg/mL Frasco-ampola 5mL
Ocitocina 5UI/mL Ampola 1mL
Octreotida 0,1mg Ampola1mL
Octreotida 0,5mg Ampola 1mL
Omeprazol 20mg/5mL suspensão oral Frasco 30mL
Pancurônio, brometo 4mg/2mL Ampola 2mL
Papaína creme não iônico 3% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 6% Sachê 20g
Papaína creme não iônico 10% Sachê 20g
Proximetacaína, cloridrato 0,5% Solução oftálmica Frasco 5mL

Obs.: alguns medicamentos possuem temperatura de armazenamento variável, de acordo com o fabricante.

Referências:

  1. ADCON
  2. Biblioteca Virtual em Saúde