Salter-Harris: Reconheça os 5 Tipos de Fratura

Classificação de Fraturas Salter-Harris

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 18/10/2026.

Em uma criança com trauma no tornozelo, identificar o tipo de fratura é importante não apenas para tratar a lesão, mas também para proteger o crescimento do osso. A classificação de Salter-Harris descreve fraturas que atingem a fise, a placa de crescimento localizada nas extremidades de determinados ossos longos. Como essa região ainda está em desenvolvimento, algumas lesões podem causar alterações no crescimento se não forem acompanhadas adequadamente.

Os cinco tipos de Salter-Harris

  • Tipo I: a fratura atravessa a placa de crescimento, separando a epífise da metáfise, sem envolver diretamente essas regiões ósseas. A radiografia pode não mostrar alterações evidentes, por isso os achados clínicos também precisam ser considerados.
  • Tipo II: a linha de fratura atravessa a fise e se estende até a metáfise, preservando a epífise. É o tipo mais frequente.
  • Tipo III: a fratura atravessa a fise e alcança a epífise, podendo comprometer a superfície articular.
  • Tipo IV: a lesão atravessa a metáfise, a fise e a epífise. Como pode afetar a articulação e o crescimento ósseo, exige avaliação ortopédica cuidadosa.
  • Tipo V: ocorre por compressão da placa de crescimento. É incomum e pode passar despercebida nos exames iniciais, sendo reconhecida posteriormente quando surgem alterações no crescimento

O que observar após o trauma

Dor localizada próxima à extremidade de um osso, edema, sensibilidade e dificuldade para movimentar ou apoiar o membro podem indicar uma lesão fisária. Se uma criança continuar com dor bem localizada sobre a placa de crescimento, mesmo com radiografia inicial sem fratura visível, a suspeita deve ser comunicada à equipe médica para definir a necessidade de reavaliação ou exames complementares.

Em uma situação de atendimento, por exemplo, uma criança pode chegar com o tornozelo inchado após uma queda e evitar apoiar o pé. Além de observar o edema, é importante verificar a sensibilidade, a temperatura e a coloração dos dedos, assim como a perfusão distal. A avaliação não deve se limitar à imagem radiológica, pois os sinais clínicos ajudam a orientar a investigação.

Cuidados de enfermagem

A enfermagem deve avaliar e registrar dor, edema, coloração, temperatura, sensibilidade, mobilidade e perfusão distal, comparando os membros quando apropriado. A imobilização deve ser mantida conforme orientação da equipe, sem apertar excessivamente o dispositivo, e a dor deve ser reavaliada após as medidas prescritas. Aumento progressivo da dor, formigamento, palidez, extremidade fria ou piora da perfusão exigem comunicação imediata, pois podem indicar comprometimento neurovascular.

Durante a observação, se a criança relatar dor crescente mesmo com o membro imobilizado, não se deve atribuir automaticamente o desconforto à fratura. É necessário reavaliar o estado neurovascular, conferir se a imobilização está causando compressão e comunicar prontamente a equipe responsável. O acompanhamento ortopédico também é fundamental, porque algumas lesões podem comprometer o crescimento mesmo após a fase inicial de cicatrização.

Resumo para salvar

Salter-Harris: Reconheça os 5 Tipos de Fratura

  • Salter-Harris classifica fraturas que atingem a placa de crescimento
  • O tipo II é o mais frequente
  • Os tipos III e IV podem comprometer a superfície articular
  • Dor crescente ou alteração da perfusão exige reavaliação imediata

Referências: 

  1. LEVINE, Rykiel H. et al. Salter-Harris fracture. In: STATPEARLS. Treasure Island: StatPearls Publishing, 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK430688/.
  2. NATIONAL INSTITUTE OF ARTHRITIS AND MUSCULOSKELETAL AND SKIN DISEASES (NIAMS). Growth plate injuries. 2023. Disponível em: https://www.niams.nih.gov/health-topics/growth-plate-injuries.
  3. PATEL, Prerana N. et al. Classifications in brief: Salter-Harris classification of pediatric physeal fractures. Clinical Orthopaedics and Related Research, v. 474, p. 2531-2537, 2016. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5052189/.
  4. ROYAL CHILDREN’S HOSPITAL MELBOURNE. Distal tibia and/or fibula physeal fractures: emergency department. [s.d.]. Disponível em: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/fractures/ankle_emergency/. 
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Christiane Ribeiro
SOBRE A AUTORA

Christiane Ribeiro

Técnica de Enfermagem Intensivista
✓ 16 anos de experiência em UTI

Profissional de enfermagem com experiência na assistência ao paciente crítico adulto em ambiente de terapia intensiva. Une a vivência clínica à inovação digital e criativa, atuando na produção de conteúdos educacionais, ilustração digital e no desenvolvimento web de ferramentas e recursos interativos (PHP, CSS e JavaScript).

É responsável pelo projeto Enfermagem Ilustrada, plataforma de educação em enfermagem criada para facilitar o acesso a conteúdos, conceitos, procedimentos, cálculos e informações úteis para estudantes e profissionais da área.

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