Dose Errada Administrada Quais Cuidados Tomar

Dose Errada Administrada Quais Cuidados Tomar

Quando uma dose diferente da prescrita é identificada após a administração, os primeiros minutos devem ser dedicados à segurança do paciente, não à busca por culpados. Mesmo que ele ainda não apresente sintomas, a ocorrência precisa ser comunicada e avaliada, pois o risco depende do medicamento, da quantidade administrada, da via e das condições clínicas.

A primeira atitude é proteger o paciente

Ao identificar que foi administrada uma dose diferente da prescrita, comunique imediatamente o enfermeiro responsável e o médico ou profissional prescritor, conforme o protocolo institucional. Informe qual medicamento foi utilizado, a dose prescrita, a dose administrada, a via e o horário. A avaliação deve ser feita sem demora, mesmo que o paciente pareça estar bem, porque algumas repercussões podem surgir posteriormente.

Imagine que um paciente receba 20 unidades de insulina quando a prescrição indicava 10. A equipe deve ser avisada imediatamente, e a glicemia precisa ser avaliada conforme a orientação clínica, com monitoramento e intervenções definidos de acordo com o risco. Esperar o aparecimento de sintomas pode atrasar o reconhecimento de uma hipoglicemia.

Em outra situação, uma dose maior de anti-hipertensivo é administrada por engano. Mesmo que a pressão arterial permaneça estável inicialmente, o paciente deve ser avaliado e acompanhado conforme o medicamento envolvido, pois podem ocorrer hipotensão, tontura ou outras reações. A conduta não deve ser improvisada nem baseada apenas na ausência de sintomas.

Cuidados de enfermagem

Mantenha o paciente sob observação e realize os controles clínicos indicados pela equipe. Não provoque vômito, não administre outra substância para compensar o erro e não altere as próximas doses por conta própria. Registre objetivamente o ocorrido no prontuário, incluindo os dados conhecidos, as comunicações realizadas e as medidas adotadas; faça também a notificação do incidente pelo fluxo institucional. O erro deve ser analisado com foco na segurança e na prevenção de novas ocorrências, sem ocultação ou falsificação de registros.

Identificar uma dose incorreta depois da administração exige rapidez, transparência e acompanhamento adequado. Comunicar o ocorrido imediatamente pode fazer diferença para o desfecho clínico e para a segurança do paciente.

Resumo para salvar

Dose Errada Administrada: Como Agir?

  • Comunique imediatamente o enfermeiro e a equipe responsável
  • Informe medicamento, dose, via e horário
  • Monitore o paciente conforme avaliação clínica e protocolo
  • Registre e notifique o incidente conforme as normas institucionais

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-seguraca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.pdf/view.
  2. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Campanha Erros de Medicação. Brasília, DF: Anvisa, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/comunicacao/campanhas/campanha-erros-de-medicacao.
  3. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564, de 6 de novembro de 2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/. 

Orientação Verbal Sem Registro: Como Agir?

Como Proceder Quando uma Orientação Verbal Não Foi Registrada

Uma orientação verbal pode parecer resolvida no momento em que é transmitida, mas, se não for registrada, a equipe seguinte talvez não consiga confirmar o que foi solicitado, por quem e em qual horário. Na enfermagem, essa lacuna pode gerar atrasos, duplicidade de cuidados e dúvidas sobre a conduta adotada. O caminho seguro é esclarecer a orientação e garantir sua rastreabilidade, sem reconstruir informações por suposição.

O que fazer quando falta o registro?

Quando uma orientação é transmitida verbalmente e não aparece no prontuário, o primeiro passo é confirmar o que foi solicitado, quem forneceu a informação e se a conduta continua válida. A informação deve ser esclarecida com o profissional responsável e formalizada conforme a rotina institucional, sem depender apenas da memória ou de suposições. O Código de Ética da Enfermagem determina que os registros sejam claros, objetivos, completos e cronológicos, além de proibir anotações falsas ou o registro de ações que não foram realizadas.

Imagine que, durante o plantão, um profissional informe verbalmente que a frequência de aferição da pressão arterial deve ser aumentada, mas nenhuma orientação seja encontrada no prontuário. Antes de modificar a rotina com base apenas nessa informação, o técnico deve confirmar a orientação com o enfermeiro responsável e solicitar que seja registrada quando aplicável. Se o paciente apresentar piora clínica, a assistência necessária deve ser priorizada e a equipe acionada imediatamente.

Outra situação possível ocorre quando, na passagem de plantão, um colega afirma que determinado medicamento foi suspenso verbalmente, embora a prescrição continue ativa. Nesse caso, a administração não deve ser decidida com base em um relato informal contraditório: é necessário esclarecer a divergência com o prescritor e o enfermeiro responsável, seguindo as normas do serviço. Em situações de urgência e emergência, devem ser observadas as exceções legais e os protocolos institucionais aplicáveis.

Cuidados de enfermagem

Registre os fatos de forma objetiva, incluindo horários e comunicações relevantes, conforme as regras do prontuário e da instituição. Se a informação for confirmada posteriormente, não altere retroativamente o registro nem atribua a alguém uma orientação que não possa ser confirmada. Quando houver risco ao paciente, comunique a liderança e mantenha o acompanhamento até que a conduta esteja esclarecida.

A orientação verbal não deve se transformar em uma informação sem rastreabilidade. Confirmar, comunicar e documentar corretamente ajuda a proteger o paciente e os profissionais envolvidos, além de favorecer a continuidade segura da assistência.

Resumo para salvar

Orientação Verbal Sem Registro: Como Agir?

  • Confirme a orientação com o profissional responsável
  • Não execute condutas com base em informações contraditórias
  • Registre os fatos com clareza e sem retroagir informações
  • Priorize a segurança do paciente e comunique riscos à equipe

Referências:

  1. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564, de 6 de novembro de 2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024: dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/.
  3. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Assistência segura: uma reflexão teórica aplicada à prática. Brasília, DF: Anvisa. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/caderno-1-assistencia-segura-uma-reflexao-teorica-aplicada-a-pratica.pdf. 

Familiar Trouxe Comida Proibida. E agora?

Familiar Trouxe Comida Proibida?

Um alimento trazido com carinho pode interferir diretamente na segurança do paciente. Para a equipe de enfermagem, o desafio é orientar o familiar sem constrangê-lo, explicando que restrições alimentares podem estar relacionadas ao risco de aspiração, ao preparo para exames, a cirurgias ou à própria condição clínica.

Antes de aceitar, confira a dieta

Um familiar chega com um suco, um lanche ou a comida preferida do paciente. A intenção pode ser boa, mas aquele alimento talvez não seja seguro naquele momento. Restrições podem estar relacionadas ao jejum para exames, ao pós-operatório, à dificuldade de deglutição ou a outras condições clínicas. Por isso, a dieta prescrita e as orientações da equipe devem ser verificadas antes que qualquer alimento seja oferecido.

Como orientar sem criar conflito

Imagine que, durante a visita, um familiar ofereça um pedaço de bolo a um paciente que está em jejum para um procedimento. O técnico de enfermagem deve interromper a oferta com respeito, explicar que o alimento pode comprometer o preparo e comunicar a situação ao enfermeiro para que sejam avaliadas as condutas necessárias.

Em outra situação, um acompanhante traz água para uma pessoa com dificuldade de engolir e acredita que pequenos goles não oferecem risco. Nesse caso, a oferta deve ser interrompida até que a orientação seja confirmada, pois pode haver risco de aspiração. Se o paciente já tiver ingerido o alimento ou líquido, a equipe deve ser informada, sem julgamentos, para avaliar possíveis repercussões e decidir como proceder.

A abordagem deve ser acolhedora e objetiva. Em vez de repreender o familiar, explique o motivo da restrição e, quando possível, oriente-o sobre quais alimentos estão liberados e em que momento poderão ser oferecidos.

Cuidados de enfermagem

Confira a prescrição dietética e as orientações de jejum, observe se há restrições relacionadas à deglutição e comunique divergências ao enfermeiro. Se o paciente já tiver consumido algo não autorizado, registre o ocorrido conforme a rotina institucional e informe a equipe responsável. Não altere a dieta por conta própria.

A participação da família é importante no cuidado, mas precisa estar alinhada às condições clínicas do paciente. Uma orientação clara pode evitar riscos e fortalecer a parceria entre acompanhantes e profissionais de saúde.

Resumo para salvar

Familiar Trouxe Comida Proibida?

  • Confira a dieta prescrita antes de liberar alimentos
  • Explique a restrição com respeito e clareza
  • Comunique à equipe se o paciente já ingeriu algo
  • Registre o ocorrido conforme o protocolo institucional

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Nota Técnica GVIMS/GGTES nº 10/2020: práticas seguras para a prevenção de aspiração broncopulmonar em serviços de saúde. Brasília, DF: Anvisa, 2020. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/notas-tecnicas/notas-tecnicas-vigentes/nota-tecnica-broncoaspiracao-10-12-20.pdf.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de terapia nutricional na atenção especializada hospitalar no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2016. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_terapia_nutricional_atencao_hospitalar.pdf. 

Técnico de Enfermagem Tem Voz na Equipe?

Técnico de Enfermagem Tem Voz na Equipe?

O técnico de enfermagem pode perceber uma piora clínica antes que os números do monitor mudem significativamente. Por isso, sua participação nas decisões da equipe não deve ser limitada à execução de tarefas: quem acompanha o paciente de perto também precisa ter espaço para comunicar o que observa. Uma revisão sistemática mostrou que a preocupação da equipe de enfermagem com o paciente pode surgir antes de qualquer alteração nos sinais vitais.

Participar também é cuidar

Sim. O técnico de enfermagem tem direito de comunicar observações, apresentar preocupações e contribuir para o planejamento da assistência. A Lei nº 7.498/1986 prevê que o técnico de enfermagem participe da programação da assistência de enfermagem e da equipe de saúde (art. 12), sempre sob orientação e supervisão do enfermeiro (art. 15). Portanto, sua opinião clínica deve ser ouvida, especialmente quando envolve a segurança do paciente.

Quando uma observação muda a conduta

Imagine um paciente internado que começa a apresentar sonolência diferente do habitual, mesmo sem uma alteração expressiva nos sinais vitais. O técnico que identifica essa mudança deve comunicá-la prontamente ao enfermeiro, descrevendo o que observou e quando começou. Esse tipo de informação pode contribuir para uma reavaliação precoce e não deve ser descartado por causa do cargo ocupado pelo profissional.

Em outra situação, durante a passagem de plantão, o técnico percebe que uma medicação prevista ainda não foi administrada e que há uma divergência entre a informação verbal e o registro. O correto é sinalizar a inconsistência e solicitar a conferência antes de qualquer administração, evitando que uma suposição resulte em dose duplicada ou atraso no tratamento.

Esses exemplos mostram que participar das decisões não significa assumir atribuições privativas de outros profissionais. Significa compartilhar informações relevantes, fazer perguntas pertinentes e contribuir para que a conduta seja definida com base no quadro do paciente e nas responsabilidades de cada integrante da equipe. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem respalda esse posicionamento ao assegurar o direito de recusar atividades fora da própria competência ou que não ofereçam segurança (art. 22).

Cuidados de enfermagem

Ao identificar uma alteração, comunique o fato com clareza, informe os sinais observados, o horário e a evolução do quadro. Se houver risco imediato, acione prontamente o enfermeiro e os recursos de emergência previstos no serviço. Registre as informações de maneira objetiva, conforme as normas institucionais, e não execute procedimentos fora de sua competência ou diante de uma prescrição com possível erro sem buscar esclarecimento.

Uma equipe segura não precisa concordar com tudo, mas deve permitir que as preocupações sejam expressas e avaliadas. A voz do técnico de enfermagem faz parte desse processo, porque observar, comunicar e agir dentro dos limites profissionais também são formas de proteger o paciente.

Resumo para salvar

Técnico de Enfermagem Tem Voz na Equipe?

  • O técnico pode contribuir com observações sobre o paciente
  • A Lei 7.498/1986 prevê participação na assistência
  • Alterações clínicas devem ser comunicadas prontamente
  • A atuação deve respeitar as competências profissionais

Referências:

  1. BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Diário Oficial da União: Brasília, DF, 26 jun. 1986. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7498.htm.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564/2017. Aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.
  3. DOUW, Gooske et al. Nurses’ worry or concern and early recognition of deteriorating patients on general wards in acute care hospitals: a systematic review. Critical Care, v. 19, art. 230, 2015. DOI: 10.1186/s13054-015-0950-5. Disponível em: Critical Care.

Como Retirar Curativos sem Ferir a Pele

Como Retirar Curativos sem Machucar a Pele

Retirar um curativo exige tanto cuidado quanto aplicá-lo. Quando a fita é puxada rapidamente ou o material está aderido à ferida, a pele pode sofrer lesões, sangrar e ficar ainda mais sensível, dificultando as próximas trocas. Por isso, a remoção deve ser lenta, controlada e adaptada às condições da pele e do ferimento.

Técnica correta para remover o curativo

Antes de começar, higienize as mãos, organize os materiais e explique o procedimento ao paciente. Em seguida, levante delicadamente uma das extremidades e retire o adesivo devagar, mantendo a pele apoiada com a outra mão. Sempre que possível, puxe a fita paralelamente à superfície da pele, dobrando-a sobre si mesma, em vez de tracioná-la para cima. Essa técnica ajuda a reduzir a tensão e o risco de arrancamento superficial da pele. Quando necessário, utilize um removedor de adesivos próprio para uso clínico, conforme as orientações do fabricante e o protocolo institucional.

Imagine um paciente idoso com a pele fina e equimoses nos braços: ao retirar uma fita microporosa de uma só vez, pequenas áreas da epiderme podem se desprender. Nessa situação, a pele deve ser sustentada durante a retirada e o adesivo removido em pequenos trechos, sem movimentos bruscos. Se houver resistência, interrompa a tração e aplique o método de remoção adequado ao material utilizado.

Quando a gaze está grudada na ferida

A gaze aderida não deve ser arrancada à força. Quando o tipo de curativo e a condição da ferida permitirem, umedeça o material com solução indicada pelo protocolo, frequentemente solução fisiológica 0,9%, e aguarde até que se solte com facilidade. A escolha do líquido deve considerar a orientação clínica, pois nem todo curativo pode ser umedecido indiscriminadamente. Se a retirada provocar dor intensa, sangramento ou resistência persistente, pare e reavalie a técnica.

Em outra situação possível no plantão, uma gaze pode estar presa a uma ferida com tecido de granulação recente. Puxá-la rapidamente pode causar sangramento e lesar o tecido em cicatrização. O mais seguro é umedecer conforme a indicação, aguardar e retirar progressivamente, observando a resposta do paciente.

Cuidados de enfermagem

Durante a retirada, observe a integridade da pele ao redor, a presença de sangramento, secreção, odor, dor e sinais de infecção. Preserve a técnica asséptica ou limpa conforme a indicação clínica e o protocolo institucional, evitando tocar desnecessariamente no leito da ferida. Ao final, registre as condições observadas e a tolerância do paciente ao procedimento.

Curativos com adesivos especiais, feridas cirúrgicas recentes, pele extremamente frágil ou lesões com sangramento exigem atenção individualizada. Se houver suspeita de reação ao adesivo ou lesão cutânea, a escolha do material utilizado nas próximas trocas deverá ser reavaliada pela equipe responsável.

Retirar um curativo com segurança não é questão de força, e sim de técnica, tempo e avaliação. Uma remoção cuidadosa preserva a pele, reduz o desconforto e contribui para a continuidade do tratamento.

Resumo para salvar

Como Retirar Curativos sem Ferir a Pele

  • Retire o adesivo lentamente e mantenha a pele apoiada
  • Use removedor de adesivos quando indicado
  • Umedeça a gaze aderida somente quando apropriado
  • Observe dor, sangramento e integridade da pele

Referências:

  1. GUY’S AND ST THOMAS’ NHS FOUNDATION TRUST. Caring for your surgical wound at home. Disponível em: https://www.guysandstthomas.nhs.uk/health-information/caring-your-surgical-wound-home.
  2. ROYAL CHILDREN’S HOSPITAL MELBOURNE. Clinical practice guidelines: wound dressings – acute traumatic wounds. Disponível em: https://www.rch.org.au/clinicalguide/guideline_index/Wound_dressings_acute_traumatic_wounds/.
  3. WOUNDS INTERNATIONAL. Best practice statement: management of lower limb skin tears in adults. 2020. Disponível em: https://www.gloshospitals.nhs.uk/media/documents/best-practice-statement-management-lower-limb-skin-tears-adults.pdf. 

Paciente Quer se Evadir (Sair) do Hospital: Como Agir?

Paciente Quer se Evadir (Sair) do Hospital: Como Agir?

Quando uma paciente diz que vai embora do hospital, a primeira atitude da equipe não deve ser bloquear a saída ou discutir. É necessário entender o motivo da decisão, avaliar a capacidade de compreensão e identificar riscos imediatos. Medo, dor, demora no atendimento, responsabilidades familiares ou insatisfação podem estar por trás da vontade de sair, e a abordagem inicial pode evitar que a situação se agrave.

Escute antes de tomar qualquer atitude

Quando uma paciente manifesta o desejo de deixar o hospital antes da alta, a equipe precisa agir rapidamente para compreender a situação e reduzir riscos. Pergunte o motivo da decisão, escute sem julgamentos e verifique se há dor, medo, insatisfação com o atendimento, preocupação familiar ou dificuldade para compreender o tratamento. O acolhimento pode abrir espaço para uma solução segura, conforme os direitos do paciente previstos na legislação brasileira.

Imagine uma paciente internada que começa a retirar o acesso venoso e afirma que precisa ir para casa cuidar dos filhos. Em vez de discutir ou repreendê-la, o profissional deve ouvir sua preocupação, explicar que a equipe precisa avaliar os riscos da saída e chamar o enfermeiro responsável para conversar com ela. Quando possível, devem ser exploradas alternativas que atendam às necessidades relatadas sem comprometer a assistência.

Avalie os riscos e comunique a equipe

Se a paciente insistir em sair, é necessário avaliar sua condição clínica, sua compreensão das consequências e a existência de sinais de confusão, alteração de consciência ou outra condição que possa comprometer a tomada de decisão. O médico responsável deve ser comunicado para avaliar a situação, explicar os riscos e orientar a conduta. A decisão e as medidas adotadas devem ser registradas no prontuário, conforme o protocolo institucional.

Por exemplo, se uma paciente com falta de ar importante tentar deixar a unidade, a equipe deve acionar imediatamente o atendimento clínico, explicar a gravidade potencial e oferecer assistência. Não se deve recorrer automaticamente à força física, ameaças ou bloqueio da saída. Situações envolvendo incapacidade para decidir, risco iminente ou emergência exigem avaliação individualizada e atuação conforme a legislação e os protocolos aplicáveis.

Cuidados de enfermagem

Registre as manifestações da paciente, as orientações fornecidas, a avaliação realizada, os profissionais comunicados e a decisão final. Preserve a dignidade e a autonomia da pessoa, sem abandonar a assistência enquanto a situação é esclarecida. Se a saída ocorrer, siga o fluxo institucional para documentar a ocorrência, fornecer orientações pertinentes e comunicar a equipe responsável.

O objetivo é prevenir danos sem transformar o cuidado em confronto. Uma abordagem respeitosa, aliada à avaliação clínica e ao registro adequado, ajuda a proteger a paciente e a equipe.

Resumo para salvar

Paciente Quer Sair do Hospital

  • Escute o motivo da decisão sem julgamentos
  • Avalie a condição clínica e os riscos envolvidos
  • Comunique o enfermeiro e a equipe responsável
  • Registre orientações, avaliação e desfecho no prontuário

Referências:

  1. BRASIL. Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026. Institui o Estatuto dos Direitos do Paciente. Brasília, DF: Presidência da República, 2026. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15378.htm.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564/2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.
  3. CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM). Resolução CFM nº 2.232/2019. Estabelece normas éticas para a recusa terapêutica por pacientes e objeção de consciência na relação médico-paciente. Brasília, DF: CFM, 2019. Disponível em: https://sistemas.cfm.org.br/normas/visualizar/resolucoes/BR/2019/2232.

Não Sabe Fazer uma Técnica? Saiba Agir

Profissional de enfermagem pedindo orientação antes de realizar um procedimento

Na enfermagem, reconhecer que você não domina uma técnica pode evitar um evento adverso. O risco começa quando, por vergonha de perguntar ou medo de parecer inexperiente, alguém tenta executar um procedimento sem ter segurança para realizá-lo. Nessa hora, a conduta profissional é reconhecer o limite, buscar orientação e garantir que o paciente continue recebendo assistência segura, conforme o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem, que assegura o direito de recusar atividades fora da própria competência ou sem segurança (art. 22) e proíbe executá-las (art. 62).

Peça ajuda antes de começar

Se você receber a tarefa de realizar um procedimento que nunca executou ou sobre o qual ainda tem dúvidas, informe o enfermeiro responsável e solicite orientação de um profissional habilitado. A técnica deve ser realizada somente quando houver competência, capacitação e condições adequadas para sua execução, respeitando as atribuições profissionais e os protocolos da instituição.

Imagine que, durante o plantão, seja solicitado o preparo de um dispositivo que você ainda não sabe manusear corretamente. Em vez de improvisar ou copiar o que outro profissional fez sem compreender as etapas, explique sua dúvida e peça uma demonstração supervisionada. Esse cuidado permite esclarecer pontos críticos antes que o procedimento seja iniciado.

E quando o paciente não pode esperar?

Em uma emergência, a insegurança técnica deve ser comunicada imediatamente, sem abandonar o paciente ou atrasar desnecessariamente o atendimento. Solicite apoio à equipe, siga o protocolo de emergência e execute as ações para as quais esteja capacitado, enquanto o profissional habilitado assume ou supervisiona as etapas necessárias. A segurança depende tanto da competência individual quanto da comunicação e da organização do trabalho em equipe.

Por exemplo, se você precisar utilizar uma bomba de infusão com um modelo diferente daquele com que está habituado, não altere parâmetros por tentativa e erro. Peça auxílio para conferir a programação, a prescrição, a linha e os alarmes antes de iniciar ou modificar a infusão. Se o medicamento já estiver sendo administrado e houver risco de interrupção, a equipe deve agir rapidamente para manter a terapia segura.

Cuidados de enfermagem

Antes de executar uma técnica, confira a prescrição quando aplicável, o protocolo institucional, os materiais necessários e sua própria capacitação. Se houver dúvida, interrompa a etapa insegura e solicite orientação. Depois, busque treinamento supervisionado e registre intercorrências relevantes conforme as normas do serviço.

Lembre-se: pedir ajuda não diminui sua competência profissional. Reconhecer os próprios limites, comunicar-se com clareza e buscar capacitação são atitudes essenciais para proteger o paciente e fortalecer a prática de enfermagem.

Resumo para salvar

Não Sabe Fazer uma Técnica? Saiba Agir

  • Reconheça seus limites técnicos
  • Peça orientação antes de executar o procedimento
  • Em emergências, acione apoio sem atrasar o atendimento
  • Busque capacitação e siga os protocolos institucionais

Referências:

  1. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564/2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.
  2. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Global patient safety action plan 2021–2030: towards eliminating avoidable harm in health care. Geneva: WHO, 2021. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240032705.
  3. BRASIL. Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Dispõe sobre a regulamentação do exercício da enfermagem e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, 1986. Disponível em: Planalto: Lei nº 7.498/1986.
  4. BRASIL. Decreto nº 94.406, de 8 de junho de 1987. Regulamenta a Lei nº 7.498, de 25 de junho de 1986. Brasília, DF: Presidência da República, 1987. Disponível em: Planalto: Decreto nº 94.406/1987.

Paciente Admitido sem Acompanhante: Como Agir?

Paciente sem acompanhante

A ausência de um acompanhante na admissão exige atenção, porque informações importantes sobre o histórico de saúde, os medicamentos em uso e as necessidades do paciente podem não estar disponíveis naquele momento. A assistência não deve ser atrasada por essa ausência: primeiro, avalie a condição clínica e identifique quais informações precisam ser obtidas, respeitando a autonomia e a privacidade do paciente.

A admissão começa pela avaliação

Confirme a identificação do paciente, avalie sinais vitais, nível de consciência, dor, mobilidade e possíveis riscos imediatos. Pergunte sobre alergias, medicamentos de uso contínuo, doenças prévias e contato de referência, conforme as condições de comunicação e compreensão da pessoa. Se o paciente estiver confuso, sonolento ou impossibilitado de fornecer informações, essa limitação deve ser comunicada ao enfermeiro responsável e registrada de forma objetiva.

Imagine um paciente que chega sozinho à unidade e não consegue informar o nome do medicamento que utiliza para controlar a pressão arterial. Em vez de presumir qual seria o tratamento, a equipe deve registrar a informação como não confirmada e buscar dados confiáveis, conforme o fluxo institucional. Essa verificação ajuda a reduzir o risco de erros relacionados à conciliação medicamentosa.

Quando o paciente precisa de apoio

A falta de acompanhante também pode indicar uma necessidade social ou funcional que merece avaliação. Uma pessoa idosa com dificuldade para caminhar, por exemplo, pode chegar sozinha à enfermaria e tentar levantar-se para ir ao banheiro. Nesse caso, devem ser avaliados o risco de queda, a capacidade de realizar atividades básicas e a necessidade de apoio da equipe multiprofissional, sem presumir que a ausência da família significa abandono.

A ausência de acompanhante nem sempre é uma escolha: a pessoa idosa internada ou em observação tem direito a acompanhante, e cabe ao profissional de saúde responsável autorizá-lo ou justificar por escrito a impossibilidade (Estatuto da Pessoa Idosa, art. 16).

Em caso de pessoa idosa, a suspeita ou confirmação de violência deve ser objeto de notificação compulsória e comunicada às autoridades previstas no art. 19 do Estatuto da Pessoa Idosa.

Cuidados de enfermagem

Registre as condições em que o paciente foi admitido, as informações fornecidas, as limitações identificadas e as providências adotadas. Avalie o risco de queda e a necessidade de auxílio nas atividades diárias, mantenha a campainha acessível e explique como solicitar ajuda. Se houver instabilidade clínica, priorize o atendimento imediato.

Ponto essencial: o paciente deve ser acolhido e avaliado com segurança, mesmo quando chega sem acompanhante. A ausência de outra pessoa não substitui a avaliação individual nem deve ser motivo para atrasar os cuidados necessários.

Resumo para salvar

Paciente Admitido sem Acompanhante

  • Avalie primeiro a condição clínica e os riscos imediatos
  • Confirme histórico, alergias e medicamentos em uso
  • Identifique necessidades de apoio e vulnerabilidade
  • Registre as informações e providências adotadas

Referências:

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Protocolo de segurança na prescrição, uso e administração de medicamentos. Brasília, DF: Anvisa, 2013. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/seguranca-do-paciente.
  2. BRASIL. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa. Brasília, DF: Presidência da República. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização (HumanizaSUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/humanizasus.
  4. INSTITUTO PARA PRÁTICAS SEGURAS NO USO DE MEDICAMENTOS (ISMP BRASIL). Boletim ISMP Brasil: conciliação medicamentosa. (S.l): ISMP Brasil, (s.d.). Disponível em: ISMP Brasil: boletim. 

Como Corrigir uma Anotação de Enfermagem

Anotação de Enfemagem Incorreta: Como corrigir?

Uma anotação de enfermagem incorreta não deve ser apagada nem reescrita como se o erro nunca tivesse acontecido. O prontuário precisa preservar a sequência dos registros, inclusive quando uma informação é corrigida posteriormente. Esse cuidado protege a continuidade da assistência e a confiabilidade do documento clínico, além de respeitar as normas éticas da profissão.

Corrija sem apagar o histórico

Se você registrou uma informação errada no prontuário, a correção deve ser feita de forma transparente, seguindo as normas da instituição. Rasurar, apagar ou alterar o registro para esconder o erro compromete a confiabilidade do documento. O Código de Ética da Enfermagem exige registros claros, objetivos, cronológicos, completos e sem rasuras, além de proibir informações inverídicas.

Como proceder no prontuário físico ou eletrônico

No prontuário físico, não utilize corretivo, não apague o conteúdo nem tente encobri-lo. Siga o procedimento institucional para registrar a retificação, preservando a informação original e identificando corretamente o profissional, a data e o horário da correção.

Por exemplo, se foi anotado que um curativo foi realizado às 14h, mas o procedimento ocorreu às 16h, o erro deve ser corrigido por meio de um registro complementar que esclareça a informação correta, sem alterar indevidamente a anotação anterior. A forma exata de fazer isso deve respeitar o protocolo da instituição.

No prontuário eletrônico, utilize a função oficial de retificação ou adendo, quando disponível. O sistema deve preservar a rastreabilidade das alterações; não se deve utilizar o acesso de outro profissional nem modificar registros para simular que a informação correta havia sido inserida originalmente. As orientações do serviço e as regras aplicáveis ao sistema devem ser seguidas.

Cuidados de enfermagem

Se o erro envolver medicamento, dose, horário, procedimento ou condição clínica, avalie também se há risco para o paciente e comunique imediatamente o enfermeiro responsável, adotando as medidas assistenciais necessárias. A correção documental não substitui a comunicação de um incidente nem a avaliação de possíveis danos.

Imagine que, durante a conferência do prontuário, você perceba que uma anotação atribuiu a administração de um medicamento ao horário errado. Além de corrigir o registro pelo fluxo autorizado, é necessário verificar o que realmente foi administrado e quando, evitando que a equipe tome decisões com base em uma informação incorreta.

Regra essencial: corrija o erro com transparência, preserve o histórico do prontuário e nunca registre um cuidado que não foi realizado. A documentação precisa refletir fielmente o que aconteceu durante a assistência.

Resumo para salvar

Como Corrigir uma Anotação de Enfermagem

  • Não apague nem encubra o registro original
  • Siga o fluxo institucional de retificação
  • Preserve a data, o horário e a identificação profissional
  • Comunique erros que possam afetar a segurança do paciente

Referências:

  1. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 564/2017: aprova o novo Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2017. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.
  2. CONSELHO FEDERAL DE ENFERMAGEM (COFEN). Resolução Cofen nº 736, de 17 de janeiro de 2024. Dispõe sobre a implementação do Processo de Enfermagem em todo contexto socioambiental onde ocorre o cuidado de enfermagem. Brasília, DF: Cofen, 2024. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-736-de-17-de-janeiro-de-2024/. 

Como Acolher Após uma Má Notícia

Como acolher após más notícias

Ao comunicar uma notícia difícil, nem sempre é necessário encontrar a frase perfeita. Muitas vezes, o que mais ajuda é não deixar o paciente ou a família sozinhos diante da informação, respeitando o silêncio, acolhendo as reações e explicando o que acontecerá a seguir. Na enfermagem, esse cuidado começa pela escuta e pela comunicação honesta, sem promessas que não podem ser garantidas.

O acolhimento começa depois da informação

Quando uma notícia difícil é comunicada, o paciente ou familiar pode não conseguir compreender tudo de imediato. Pode haver choro, silêncio, raiva ou perguntas repetidas. Nesses momentos, a equipe de enfermagem contribui para o acolhimento ao manter uma postura tranquila, ouvir sem interromper e oferecer informações dentro de sua competência, sem minimizar o sofrimento ou criar falsas expectativas.

Escuta, presença e respeito

Imagine um familiar que acaba de receber a informação de que o estado clínico de um paciente internado na UTI se agravou. Em vez de responder rapidamente com frases como “precisa ser forte”, o profissional pode oferecer uma cadeira, permitir alguns instantes de silêncio e perguntar: “Você gostaria que eu explicasse como será o atendimento agora?”. Essa atitude ajuda a identificar a necessidade imediata daquela pessoa e evita que ela se sinta pressionada a reagir de determinada maneira.

Também é importante reconhecer quando o paciente precisa de esclarecimentos adicionais. Se, após uma conversa com o médico, ele perguntar repetidamente se ainda existe possibilidade de tratamento, a enfermagem pode acolher a dúvida e ajudá-lo a organizar as perguntas para a equipe responsável, sem antecipar prognósticos ou fornecer informações que não foram confirmadas. A comunicação deve ser honesta, acessível e coerente entre os profissionais.

Cuidados de enfermagem

Preserve a privacidade, escute sem julgamentos e respeite o tempo de cada pessoa. Observe sinais de sofrimento intenso, desorientação ou dificuldade para lidar com a situação e acione o enfermeiro responsável, a equipe multiprofissional ou o apoio psicológico quando necessário. Registre informações relevantes para a continuidade do cuidado, respeitando o sigilo profissional.

Acolher não significa encontrar uma solução para toda a dor naquele instante. Significa garantir que o paciente e a família sejam tratados com dignidade, recebam orientações adequadas e não precisem enfrentar aquele momento sem apoio.

Resumo para salvar

Como Acolher Após uma Má Notícia

  • Escute sem interromper ou julgar
  • Respeite o silêncio e as reações emocionais
  • Ofereça informações claras dentro de sua competência
  • Acione a equipe multiprofissional quando necessário

Referências:

  1. D’ALESSANDRO, Maria Perez Soares et al. Manual de cuidados paliativos. 2. ed. rev. ampl. São Paulo: Hospital Sírio-Libanês; Ministério da Saúde, 2023. 424 p. Disponível em: Ministério da Saúde: Manual de Cuidados Paliativos, 2ª ed.. 
  2. MEITAR, Dafna; KARNIELI-MILLER, Orit. Twelve tips to manage a breaking bad news process: using S-P-w-ICE-S – a revised version of the SPIKES protocol. Medical Teacher, v. 44, n. 10, p. 1087-1091, 2022. DOI: 10.1080/0142159X.2021.1928618. Disponível em: PubMed.