Radiodermite

A radiodermite é uma reação da pele ao tratamento com radiação, como a radioterapia utilizada no tratamento do câncer. Essa reação ocorre devido à sensibilidade das células da pele à radiação, que pode causar danos e inflamação.

Sintomas

Os sintomas da radiodermite podem variar de pessoa para pessoa e dependem da dose de radiação, da área tratada e da sensibilidade individual. Os sintomas mais comuns incluem:

  • Vermelhidão: A pele na área tratada fica avermelhada, semelhante a uma queimadura solar.
  • Coceira: A pele pode coçar intensamente, causando desconforto.
  • Descamação: A pele pode descamar, tanto de forma seca quanto úmida, formando feridas.
  • Inchaço: A área tratada pode ficar inchada.
  • Dor: Em casos mais graves, pode haver dor intensa.
  • Perda de pelos: Os pelos na área tratada podem cair.

Graus da radiodermite

A radiodermite é classificada em graus, que indicam a gravidade da reação:

  • Grau I: Vermelhidão leve ou descamação seca da pele, que podem ser associados a prurido e quedas de pelos ou cabelos.
  • Grau II: Vermelhidão moderada e edema intenso, que pode ocasionar uma descamação úmida limitada às dobras da pele.
  • Grau III: Descamação úmida extensas em outras localizações e inchaço no local.
  • Grau IV: Ulceração, hemorragia e necrose.

Fatores de risco

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver radiodermite, como:

  • Dose de radiação: Quanto maior a dose, maior o risco.
  • Área tratada: Áreas com pele mais fina, como o rosto, são mais suscetíveis.
  • Sensibilidade individual: Algumas pessoas são mais sensíveis à radiação do que outras.
  • Uso de outros medicamentos: Alguns medicamentos podem aumentar a sensibilidade da pele à radiação.

Tratamento

O tratamento da radiodermite varia de acordo com a gravidade dos sintomas e pode incluir:

  • Hidratantes: Para aliviar a pele seca e coceira.
  • Corticosteroides tópicos: Para reduzir a inflamação.
  • Curativos: Para proteger a pele e promover a cicatrização.
  • Antibióticos: Para prevenir infecções.
  • Analgésicos: Para aliviar a dor.

Prevenção

Embora não seja possível evitar completamente a radiodermite, algumas medidas podem ajudar a minimizar o risco, como:

  • Hidratação da pele: Manter a pele bem hidratada antes, durante e após o tratamento.
  • Proteção da pele: Evitar exposição ao sol e a produtos irritantes.
  • Comunicar os sintomas: Informar o médico sobre qualquer sintoma da radiodermite para que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível.

Cuidados de Enfermagem

Avaliação e Monitorização:

  • Histórico: Investigar a história da exposição à radiação, incluindo tipo, dose, data e duração da exposição.
  • Exame físico: Avaliar a pele quanto a vermelhidão, descamação, inchaço, ulcerações, pigmentação anormal, telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados) e crescimento de cabelos anormais.
  • Sintomas: Monitorizar a dor, prurido, sensibilidade e outros sintomas.

Intervenções:

  • Proteção da pele:
    • Evitar exposição ao sol: Usar protetor solar com FPS alto, roupas de proteção e permanecer em ambientes com sombra.
    • Hidratação da pele: Usar hidratantes sem perfume e hipoalergênicos para manter a pele hidratada e evitar rachaduras.
    • Limpeza da pele: Limpar a pele com água morna e sabonete suave. Evitar produtos abrasivos ou irritantes.
    • Evitar calor e frio extremos: Banhos muito quentes ou frios podem agravar a radiodermite.
    • Evitar roupas apertadas: Roupas apertadas podem aumentar a irritação e a dor.
  • Alívio dos sintomas:
    • Controle da dor: Usar analgésicos orais ou tópicos para controlar a dor.
    • Controle do prurido: Usar anti-histamínicos ou cremes antipruriginosos.
    • Gerenciamento de infecções: Monitorizar a pele quanto a sinais de infecção, como vermelhidão, inchaço, dor e pus.
    • Prevenção de úlceras: Cuidados com a pele para prevenir o desenvolvimento de úlceras, incluindo proteção contra pressão, controle do atrito e manutenção da pele limpa e hidratada.
    • Promoção da cicatrização: Utilizar curativos apropriados, como compressas úmidas ou curativos hidrocoloides, para promover a cicatrização das úlceras.
  • Educação do paciente:
    • Instruções sobre cuidados com a pele: Explicar os cuidados necessários para proteger a pele e aliviar os sintomas.
    • Orientação sobre os riscos de exposição à radiação: Informar o paciente sobre os riscos de exposição à radiação e a importância de evitar a exposição adicional.
    • Identificação de recursos: Fornecer informações sobre recursos de suporte, como grupos de apoio e serviços de aconselhamento.

Referências:

  1. Maria Teresa Silva Souza, MTSS; Glenda Agra, GA. Universidade Federal de Campina Grande-Cuité/CES. CUIDADOS DE ENFERMAGEM À PESSOA COM RADIODERMITES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 69, n. 1, p. 105-111, jan./fev. 2016.
  2. Cardozo, A. dos S., Simões, F. V., Santos, V. O., Portela, L. F., & Silva, R. C. da .. (2020). SEVERE RADIODERMATITIS AND RISK FACTORS ASSOCIATED IN HEAD AND NECK CANCER PATIENTS. Texto & Contexto – Enfermagem, 29, e20180343. https://doi.org/10.1590/1980-265X-TCE-2018-0343

AVC Isquêmico, Hemorrágico e Transitório: As diferenças

Um Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando o suprimento de sangue para o cérebro é interrompido, causando danos às células cerebrais. Existem três tipos principais de AVC, cada um com suas características distintas:

AVC Isquêmico

  • Causa: Ocorre devido a um bloqueio em uma artéria que leva sangue ao cérebro, geralmente por um coágulo sanguíneo.
  • Sintomas: Os sintomas são semelhantes aos outros tipos de AVC, incluindo fraqueza ou paralisia em um lado do corpo, dificuldade para falar, visão turva e confusão.
  • Tratamento: O tratamento geralmente envolve medicamentos para dissolver o coágulo, como o ativador do plasminogênio tecidual (t-PA). Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia para remover o coágulo.

AVC Hemorrágico

  • Causa: Ocorre quando um vaso sanguíneo no cérebro se rompe, causando sangramento dentro do tecido cerebral.
  • Sintomas: Os sintomas são semelhantes ao AVC isquêmico, mas a dor de cabeça súbita e intensa é mais comum.
  • Tratamento: O tratamento depende da localização e da gravidade do sangramento. Pode envolver medicamentos para controlar a pressão arterial, cirurgia para reparar o vaso sanguíneo ou procedimentos para drenar o sangue.

Ataque Isquêmico Transitório (AIT)

  • Causa: Também chamado de “mini AVC”, ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é temporariamente interrompido, geralmente por um coágulo pequeno que se dissolve rapidamente.
  • Sintomas: Os sintomas são os mesmos do AVC, mas duram menos de 24 horas e geralmente desaparecem completamente.
  • Importância: Embora os sintomas sejam temporários, o AIT é um sinal de alerta para um possível AVC futuro. É crucial procurar atendimento médico imediatamente.

Em resumo:

Característica AVC Isquêmico AVC Hemorrágico AIT
Causa Bloqueio de uma artéria Ruptura de um vaso sanguíneo Bloqueio temporário de uma artéria
Sintomas Fraqueza, dificuldade para falar, visão turva, confusão Semelhantes ao AVC isquêmico, mas com dor de cabeça intensa Semelhantes ao AVC, mas duram menos de 24 horas
Tratamento Medicamentos para dissolver o coágulo, cirurgia Medicamentos, cirurgia, drenagem Não há tratamento específico, mas é importante procurar atendimento médico

É fundamental lembrar que o tempo é crucial no tratamento do AVC. Quanto mais rápido o paciente receber atendimento médico, maiores são as chances de recuperação.

Referência:

  1. Rede D´Or

Hipertensão Portal

A hipertensão portal é uma condição médica caracterizada por um aumento anormal da pressão sanguínea nas veias que transportam o sangue do intestino para o fígado. Essa veia principal, chamada de veia porta, funciona como uma “estrada” para o sangue rico em nutrientes absorvidos durante a digestão.

Quando essa pressão aumenta, o sangue encontra dificuldades para fluir normalmente, levando ao desenvolvimento de diversas complicações.

Quais são as causas da hipertensão portal?

A causa mais comum da hipertensão portal é a cirrose hepática. A cirrose é uma doença crônica do fígado que leva à formação de tecido cicatricial, dificultando o fluxo sanguíneo. Outras causas incluem:

  • Esquistossomose: Infecção parasitária que pode levar à obstrução das veias do fígado.
  • Obstrução da veia porta: Coágulos sanguíneos ou tumores podem bloquear o fluxo sanguíneo na veia porta.
  • Doenças congênitas: Defeitos presentes desde o nascimento podem afetar a estrutura das veias portais.

Quais são os sintomas da hipertensão portal?

Em estágios iniciais, a hipertensão portal pode não apresentar sintomas. No entanto, à medida que a doença progride, podem surgir:

  • Varizes esofágicas: Veias dilatadas no esôfago, que podem romper e causar sangramentos graves.
  • Ascite: Acúmulo de líquido na cavidade abdominal, causando inchaço abdominal.
  • Esplenomegalia: Aumento do baço.
  • Encefalopatia hepática: Confusão mental e alterações no comportamento devido ao acúmulo de substâncias tóxicas no sangue.
  • Icterícia: Amarelamento da pele e dos olhos.

Como a hipertensão portal é diagnosticada?

O diagnóstico da hipertensão portal é feito através de:

  • Exame físico: O médico avalia o abdômen, à procura de sinais de ascite e esplenomegalia.
  • Exames de sangue: Avaliam a função hepática e a presença de coagulopatias.
  • Ultrassonografia: Permite visualizar o fígado, o baço e as veias portais.
  • Endoscopia: Permite visualizar as varizes esofágicas e realizar procedimentos para tratá-las.

Qual é o tratamento da hipertensão portal?

O tratamento da hipertensão portal visa controlar os sintomas e complicações, e pode incluir:

  • Medicamentos: Para controlar o sangramento, reduzir a pressão portal e tratar a encefalopatia hepática.
  • Procedimentos endoscópicos: Para ligar as varizes esofágicas e prevenir sangramentos.
  • Transplante de fígado: Em casos avançados, o transplante de fígado é a única opção curativa.

Qual é a importância de um diagnóstico precoce?

O diagnóstico precoce da hipertensão portal é fundamental para iniciar o tratamento adequado e prevenir complicações graves, como sangramentos e encefalopatia hepática.

Cuidados de Enfermagem na Hipertensão Portal

A hipertensão portal exige cuidados de enfermagem especializados e contínuos, visando o controle dos sintomas, a prevenção de complicações e a promoção da melhor qualidade de vida do paciente.

Objetivos dos cuidados de enfermagem:

  • Monitorar e controlar os sinais vitais e os sintomas da doença.
  • Prevenir e identificar complicações, como hemorragias digestivas e encefalopatia hepática.
  • Promover o conforto e o bem-estar do paciente.
  • Educar o paciente e a família sobre a doença, o tratamento e os cuidados necessários.

Cuidados específicos:

  • Monitorização:
    • Sinais vitais: pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura.
    • Peso diário: para monitorar a ascite.
    • Abdômen: avaliar o tamanho e a sensibilidade, presença de ascite e distensão.
    • Icterícia: observar a coloração da pele e das mucosas.
    • Nível de consciência: avaliar a orientação, memória e atenção.
    • Deglutição: observar se há dificuldade em engolir.
    • Fezes: verificar a presença de sangue.
  • Prevenção de complicações:
    • Hemorragia digestiva: evitar atividades que aumentem a pressão abdominal, como esforço físico intenso e alimentos irritantes. Monitorar as fezes e o vômito quanto à presença de sangue.
    • Encefalopatia hepática: monitorar o nível de consciência, a função cognitiva e o comportamento do paciente.
    • Infecções: promover a higiene das mãos e monitorar sinais de infecção, como febre e calafrios.
  • Promoção do conforto:
    • Posição: manter o paciente em posição semi-sentada para facilitar a respiração e reduzir a pressão abdominal.
    • Alimentação: oferecer dieta rica em proteínas de alto valor biológico, pobre em sódio e restrita em líquidos, conforme orientação médica.
    • Higiene: realizar higiene corporal completa e troca de roupas de cama regularmente.
  • Educação:
    • Explicar a doença e o tratamento de forma clara e objetiva.
    • Ensinar o paciente e a família a reconhecer os sinais de alerta e a importância do acompanhamento médico.
    • Orientar sobre a importância de uma dieta equilibrada, da prática de atividade física regular e do controle do peso.

Outras medidas importantes:

  • Administração de medicamentos: conforme prescrição médica, para controlar a pressão portal, prevenir sangramentos e tratar outras complicações.
  • Coleta de exames: realizar exames de sangue e outros conforme indicação médica para monitorar a evolução da doença e a eficácia do tratamento.
  • Preparo para procedimentos: auxiliar o paciente nos procedimentos diagnósticos e terapêuticos, como endoscopia e paracentese.

O papel do enfermeiro

O enfermeiro desempenha um papel fundamental na assistência ao paciente com hipertensão portal. Através da observação atenta, da comunicação eficaz e da implementação de cuidados individualizados, ele contribui para a melhoria da qualidade de vida e para o aumento da sobrevida desses pacientes.

Referências:

  1. Abraldes JG, Tarantino I, Turnes J, Garcia-Pagan JC, Rodes J, Bosch J. Hemodynamic response to pharmacological treatment of portal hypertension and long-term prognosis of cirrhosis. Hepatology. 2003;37:902-8.
  2. Kawamoto, E.E.. Hipertensão portal decorrente da esquistossomose: aspectos da assistência de enfermagem. Rev. Bras. Enf.; DF, 31 : 215-221, 1978.

Glicemia Capilar e Valores de Referência

A glicemia capilar é um exame que mede a quantidade de glicose (açúcar) presente no sangue obtido por uma picada no dedo. É um dos principais métodos utilizados para monitorar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes, permitindo um ajuste mais preciso do tratamento e prevenindo complicações.

Por que a Glicemia Capilar é Importante?

  • Monitoramento constante: Permite acompanhar as variações da glicemia ao longo do dia, após as refeições e antes de dormir.
  • Ajuste do tratamento: Ajuda a ajustar a dose de insulina, a dieta e a prática de atividade física, garantindo um controle eficaz do diabetes.
  • Prevenção de complicações: A manutenção dos níveis de glicemia dentro da faixa ideal reduz o risco de complicações como problemas nos olhos, rins, nervos e coração.

Valores de Referência da Glicemia Capilar segundo a SBD

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estabelece os seguintes valores de referência para a glicemia capilar:

  • Glicemia de jejum: Entre 70 e 99 mg/dL.
  • Glicemia 2 horas após o início das refeições: Abaixo de 180 mg/dL.

Observação: Esses valores podem variar ligeiramente de acordo com o indivíduo e com as metas estabelecidas pelo médico.

Fatores que Influenciam a Glicemia Capilar

Diversos fatores podem influenciar os níveis de glicose no sangue, como:

  • Alimentação: O consumo de carboidratos, especialmente açúcares simples, eleva rapidamente a glicemia.
  • Atividade física: A prática regular de exercícios físicos ajuda a controlar a glicemia.
  • Medicação: Os medicamentos para diabetes, como a insulina, influenciam diretamente os níveis de glicose.
  • Estresse: Situações de estresse podem aumentar a glicemia.
  • Hormônios: Hormônios como o cortisol e o glucagon podem elevar a glicemia.

Importância do Automonitoramento da Glicemia

O automonitoramento da glicemia capilar é fundamental para o controle do diabetes. Ele permite que a pessoa com diabetes:

  • Identificar padrões: Observar como diferentes alimentos, atividades físicas e medicamentos influenciam a glicemia.
  • Tomar decisões: Ajustar o tratamento de forma rápida e eficaz.
  • Aumentar a autonomia: Ter mais controle sobre a própria saúde.

Quando Consultar um Médico?

É importante consultar um médico endocrinologista para:

  • Orientação sobre o automonitoramento: Aprender a utilizar o glicosímetro corretamente e interpretar os resultados.
  • Estabelecimento de metas: Definir os valores ideais de glicemia para cada indivíduo.
  • Ajuste do tratamento: Realizar ajustes na medicação, dieta e atividade física, conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem com a Glicemia Capilar

Os cuidados de enfermagem com a glicemia capilar são essenciais para garantir a precisão dos resultados e a segurança do paciente. É fundamental que o profissional de saúde siga os protocolos estabelecidos e ofereça orientações claras ao paciente.

Preparo do Paciente e do Material:

  • Higienização: Lavar as mãos e o local da punção com água e sabão, secando bem.
  • Escolha do local: Preferir as laterais dos dedos, evitando o dedo polegar e o dedo médio.
  • Aquecimento: Se necessário, aquecer o local da punção para aumentar o fluxo sanguíneo.
  • Material: Ter à mão o glicosímetro, as fitas reagentes, o lancetador, algodão com álcool, gaze e o formulário para registro dos resultados.

Técnica da Punção Capilar:

  1. Selecionar a profundidade da lanceta: Ajustar a profundidade de acordo com as características da pele do paciente.
  2. Realizar a punção: Firmar o dedo do paciente e realizar a punção rápida e perpendicularmente à pele.
  3. Coleta da amostra: Limpar a primeira gota de sangue e coletar a próxima, aplicando-a na fita reagente.
  4. Inserção da fita no glicosímetro: Seguir as instruções do fabricante.
  5. Aguardar o resultado: Aguardar o tempo indicado pelo aparelho para obter o resultado.

Cuidados após a Punção:

  • Pressão: Aplicar leve pressão no local da punção com gaze até parar o sangramento.
  • Higienização: Descartar o material utilizado em recipiente apropriado.
  • Registro: Anotar o resultado da glicemia no formulário do paciente.
  • Orientações: Oferecer orientações ao paciente sobre a importância do automonitoramento da glicemia e sobre como interpretar os resultados.

Cuidados Especiais:

  • Pacientes com pele frágil: Utilizar lanceta com menor profundidade e realizar a punção em locais com menor espessura de pele.
  • Pacientes com alterações de coagulação: Avaliar a necessidade de outros métodos para coleta de sangue e comunicar o médico.
  • Uso de anticoagulantes: Aumentar a pressão no local da punção para obter a gota de sangue.
  • Armazenamento do material: As fitas reagentes devem ser armazenadas em local seco e à temperatura ambiente, conforme as instruções do fabricante.

Possíveis Erros e Interferências:

  • Contaminação da amostra: A presença de álcool ou outros produtos pode alterar o resultado.
  • Excesso ou falta de sangue na fita: A quantidade de sangue deve ser suficiente para cobrir toda a área reagente da fita.
  • Falha no equipamento: Verificar se o glicosímetro está calibrado e se as pilhas estão funcionando corretamente.

Importância do Treinamento:

É fundamental que os profissionais de saúde sejam treinados adequadamente para realizar a coleta da glicemia capilar, garantindo a qualidade e a segurança do procedimento.

Orientações ao Paciente:

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos antes e após a realização do exame.
  • Armazenamento do glicosímetro: Guardar o glicosímetro em local seguro, longe do alcance de crianças.
  • Calibração do aparelho: Realizar a calibração do glicosímetro conforme as instruções do fabricante.
  • Registro dos resultados: Anotar os resultados da glicemia em um diário ou aplicativo.

Referências:

  1. https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
  2. HUUFSC
  3. PEBMED

Púrpura de Henoch-Schönlein (PHS)

A Púrpura de Henoch-Schonlein é uma vasculite (inflamação de vasos sanguíneos de pequeno calibre) e normalmente afeta a pele, os intestinos e os rins.

Esses vasos inflamados podem sangrar para o interior da pele causando uma erupção vermelha chamada de púrpura, ou também podem sangrar nos intestinos e rins causando fezes e urinas coradas de sangue. Esta doença não é hereditária, nem contagiosa e também não pode ser prevenida, sendo a idade de início dos sintomas antes dos 20 anos.

Sua causa é desconhecida, porém sabe-se que a Púrpura de Henoch-Schonlein pode ser desencadeada por agentes infecciosos (vírus e bactérias), sendo que muitas vezes aparece após uma infecção do trato respiratório superior.

Sintomas

  • Púrpura palpável (lesões de pele elevadas, que podem ser sentidas através do tato). É frequente nas pernas, coxas, pés e nádegas, embora possam também aparecer algumas lesões nos braços e no tronco;
  • Artralgia (dor articular) e Artrite (edemas, limitação de movimento, calor e vermelhidão nas articulações). Esses sintomas são temporários e desaparecem após alguns dias a semanas;
  • Dor abdominal (60% dos casos). Normalmente intermitente e localizada em volta do umbigo, podendo ser acompanhada por hemorragia gastrointestinal moderada ou grave.

Tratamento

A maioria dos doentes com Púrpura de Henoch-Schonlein não precisa de tratamento, evoluindo bem.

Pode ser necessário repouso e a utilização de analgésicos e anti-inflamatórios não-esteroides quando as queixas articulares são mais significativas. Em casos mais graves, o médico poderá tomar outras condutas de acordo com sua avaliação sobre o caso.

Referência:

  1. SILVA, Clovis Artur Almeida. **Púrpura de Henoch-Schönlein**. Sociedade  Brasileira de Pediatria , 14 nov. 2014. Disponível em: https://www.sbp.com.br/imprensa/detalhe/nid/purpura-de-henoch- schoenlein/

Entenda sobre a Mononucleose

A mononucleose, também conhecida como “doença do beijo”, é uma infecção causada principalmente pelo vírus Epstein-Barr (EBV). Ela se caracteriza por um conjunto de sintomas que afetam principalmente a garganta e os gânglios linfáticos.

Como a mononucleose é transmitida?

A principal forma de transmissão da mononucleose é através do contato direto com a saliva de uma pessoa infectada, como ao beijar. Outras formas menos comuns incluem o contato com objetos contaminados por saliva ou transfusões de sangue.

Quais são os sintomas da mononucleose?

Os sintomas da mononucleose podem variar de pessoa para pessoa e podem incluir:

  • Fadiga extrema: É um dos sintomas mais característicos e pode persistir por semanas ou até meses.
  • Febre: Geralmente baixa a moderada.
  • Dor de garganta intensa: Comumente acompanhada de inchaço nas amígdalas e placas brancas.
  • Gânglios linfáticos inchados: Principalmente no pescoço.
  • Dor de cabeça: Constante e persistente.
  • Mal-estar geral: Perda de apetite, náuseas e dores musculares.
  • Erupção cutânea: Em alguns casos, pode ocorrer uma erupção semelhante à do sarampo.
  • Aumento do fígado e do baço: Em casos mais graves.

Como a mononucleose é diagnosticada?

O diagnóstico da mononucleose é feito através da avaliação dos sintomas, do exame físico e de exames de sangue específicos, como o teste de monospot.

Qual é o tratamento para a mononucleose?

Não existe um tratamento específico para a mononucleose. O tratamento é focado em aliviar os sintomas e inclui:

  • Repouso: É fundamental para permitir que o corpo se recupere.
  • Hidratação: Beba bastante líquido para evitar a desidratação.
  • Analgésicos: Para aliviar a dor de garganta e a febre.
  • Gargarejos com água salgada: Podem ajudar a aliviar a dor de garganta.

Quanto tempo dura a mononucleose?

A duração da mononucleose varia de pessoa para pessoa, mas geralmente os sintomas mais agudos duram de 2 a 4 semanas. A fadiga, no entanto, pode persistir por mais tempo.

Complicações da mononucleose:

Na maioria dos casos, a mononucleose é uma doença benigna e autolimitada. No entanto, em alguns casos, podem ocorrer complicações, como:

  • Ruptura do baço: É uma complicação rara, mas grave, que pode ocorrer em casos de aumento significativo do baço.
  • Infecções bacterianas secundárias: Devido à fraqueza do sistema imunológico.
  • Problemas neurológicos: Em casos muito raros.

Prevenção da mononucleose:

Não existe uma vacina eficaz contra a mononucleose. A melhor forma de prevenção é evitar o contato com a saliva de pessoas infectadas.

Cuidados de Enfermagem

Os cuidados de enfermagem para pacientes com mononucleose visam principalmente aliviar os sintomas, prevenir complicações e promover a recuperação. É importante ressaltar que cada paciente é único e as necessidades podem variar.

Objetivos dos cuidados de enfermagem:

  • Aliviar os sintomas: Reduzir a febre, dor de garganta e fadiga.
  • Prevenir complicações: Monitorar sinais de infecções secundárias e rupturas de órgãos.
  • Promover o repouso: Facilitar a recuperação do organismo.
  • Orientar o paciente e a família: Sobre a doença, tratamento e cuidados em casa.

Medidas de enfermagem:

  • Monitoramento:
    • Sinais vitais: Frequência cardíaca, respiratória, temperatura e pressão arterial.
    • Exame físico: Observar a presença de ínguas, hepatomegalia e esplenomegalia.
    • Sintomas: Avaliar a intensidade da dor de garganta, febre, fadiga e outros sintomas.
  • Alimentação:
    • Oferecer dieta leve e nutritiva, rica em líquidos, para evitar a desidratação.
    • Alimentos frios e líquidos podem aliviar a dor de garganta.
  • Hidratação:
    • Estimular a ingestão de líquidos, como água, sucos naturais e chás.
  • Repouso:
    • Orientar o paciente a descansar o máximo possível.
  • Higiene bucal:
    • Incentivar a higiene bucal frequente para prevenir infecções secundárias.
  • Medicamentos:
    • Administrar analgésicos e antitérmicos conforme prescrição médica.
  • Educação:
    • Explicar a doença, a importância do repouso e os cuidados em casa.
    • Orientar sobre a transmissão da doença e a importância de evitar o contato com outras pessoas.
  • Prevenção de complicações:
    • Observar sinais de infecções bacterianas secundárias (como amigdalite estreptocócica).
    • Monitorar o aumento do baço e orientar sobre a necessidade de evitar atividades físicas intensas.

Orientações ao paciente:

  • Repouso: É fundamental para a recuperação.
  • Hidratação: Beba bastante líquido.
  • Alimentação leve: Evite alimentos irritantes e difíceis de engolir.
  • Higiene bucal: Lave os dentes com frequência.
  • Medicamentos: Utilize os medicamentos conforme a orientação médica.
  • Retorno ao médico: Acompanhe o tratamento e retorne ao médico para avaliação.

Prevenção:

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos com frequência, especialmente após o contato com pessoas doentes.
  • Evitar compartilhamento de objetos pessoais: Como talheres, copos e escovas de dentes.
  • Cobertura da boca ao tossir ou espirrar: Com um lenço descartável ou com o cotovelo.

Referências:

  1. Oliveira JL, Freitas RT, Arcuri LJ, et al. O vírus Epstein-Barr e a mononucleose infecciosa*. Rev Bras Clin Med. 2012;10(6):535-43.
  2. Pebmed

Urticária Aquagênica

Urticária aquagênica é uma condição rara que afeta principalmente mulheres na adolescência e pós-puberdade.

É caracterizada pelo surgimento de manchas vermelhas, coceira e sensação de queimação na pele após o contato com a água, seja do mar, da piscina, da chuva ou do banho.

Classificação

Sua classificação é baseada no tempo de sintomas, sendo considerada crônica quando ocorre por mais de seis semanas consecutivas. As urticárias crônicas podem ser subdivididas em urticária crônica espontânea (UCE) ou urticária crônica induzida (UCInd).

As UCInd são aquelas nas quais as urticas e/ou angioedema surgem após um estímulo específico, que pode ser físico (dermografismo sintomático, urticária de pressão tardia, urticária ao calor ou ao frio, urticária vibratória e urticária solar) ou não físico (urticária aquagênica, urticária de contato e colinérgica).

Sintomas

Os sintomas costumam durar de 30 a 60 minutos após o contato com a água, aparecendo a vermelhidão principalmente no tronco, braços, pernas e pescoço, e desaparecem sozinhos. Em casos mais graves, a ingestão de água pode causar erupções na boca, dificuldade em engolir e até choque anafilático.

Causa

A causa da urticária aquagênica não é bem conhecida, mas não se trata de uma reação alérgica com liberação de histamina, como outras formas de urticária.

Pode haver uma hipersensibilidade a íons presentes na água não-destilada ou uma interação da água com as glândulas sebáceas da pele.

Diagnóstico

O diagnóstico é feito pelo dermatologista com base no histórico clínico e nos sintomas. Não há um tratamento específico para a cura da urticária aquagênica, mas algumas medidas podem aliviar o desconforto, como a exposição aos raios UV ou o uso de anti-histamínicos.

Referência:

  1. Gehlen B, Guimarães IFAO, Pedreira GC, Kalil J, Motta AA, Agondi RC. Urticária aquagênica: relato de caso e revisão de literatura. Arq Asma Alerg Imunol. 2022;6(1):122-126

Tipos de Exames de Sangue

Os exames de sangue são ferramentas poderosas para avaliar a saúde geral de uma pessoa e diagnosticar diversas condições médicas. Ao analisar uma amostra de sangue, os profissionais de saúde podem medir níveis de substâncias como glicose, colesterol, hormônios e enzimas, além de identificar células sanguíneas anormais.

Exames de sangue para enzimas cardíacas são particularmente importantes na avaliação de problemas cardíacos. Quando o coração é danificado, como em um ataque cardíaco, ele libera enzimas específicas no sangue. A medição desses níveis pode ajudar a confirmar um diagnóstico e avaliar a extensão do dano.

A gasometria é outro exame de sangue que avalia a quantidade de oxigênio e dióxido de carbono no sangue, além do pH. Ela é fundamental para avaliar a função pulmonar e a capacidade do sangue de transportar oxigênio para os tecidos.

Exames de Sangue Comuns e suas Funções

Tipo de Exame O que Mede Para que serve
Hemograma Completo Número e tipo de células sanguíneas (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) Avalia anemia, infecções, distúrbios de coagulação e outros problemas.
Perfil Bioquímico Níveis de glicose, proteínas, enzimas, eletrólitos e outros componentes Avalia função renal, hepática, cardíaca, e metabólica.
Perfil Lipídico Níveis de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos Avalia o risco de doenças cardíacas.
Tipagem Sanguínea e Fator Rh Tipo sanguíneo (A, B, AB ou O) e presença do fator Rh Essencial para transfusões de sangue e durante a gravidez.
Teste de Função Tireoidiana Níveis de hormônios tireoidianos (T3, T4 e TSH) Avalia a função da tireoide.
Teste de Glicose em Jejum Nível de glicose no sangue após um período de jejum Diagnostica diabetes e monitora o controle glicêmico.
Teste de Tolerância à Glicose Nível de glicose no sangue após a ingestão de glicose Confirma o diagnóstico de diabetes e avalia a resistência à insulina.
Teste de Hemoglobina Glicada (A1c) Nível médio de glicose nas últimas 2-3 meses Monitora o controle glicêmico em pacientes com diabetes.

Exames de Sangue para o Coração

  • Enzimas Cardíacas: Troponina, CK-MB e LDH são as enzimas mais comumente medidas para avaliar danos ao músculo cardíaco.
  • Proteína C-reativa (PCR): Um marcador inflamatório que pode indicar a presença de doença arterial coronariana.
  • BNP (peptídeo natriurético cerebral): Um marcador de insuficiência cardíaca.

Gasometria Arterial

A gasometria arterial mede os seguintes parâmetros:

  • pH: Indica o equilíbrio ácido-base do sangue.
  • pO2: Pressão parcial de oxigênio no sangue arterial.
  • pCO2: Pressão parcial de dióxido de carbono no sangue arterial.
  • Bicarbonato: Um íon importante no equilíbrio ácido-base.
  • Saturação de Oxigênio: Porcentagem de hemoglobina saturada com oxigênio.

Referência:

  1. Hospital Albert Einstein

Riscos Ocupacionais na Enfermagem

Os profissionais de enfermagem estão expostos a uma variedade de riscos ocupacionais durante o exercício de suas funções. Esses riscos podem comprometer a saúde e a integridade física e mental dos trabalhadores, impactando diretamente sua qualidade de vida e a segurança dos pacientes.

Principais Riscos Ocupacionais na Enfermagem

Riscos Biológicos

  • Exposição a agentes infecciosos: Contato com sangue, fluidos corporais, secreções e excreções, além de pacientes com doenças infecciosas, expõe os profissionais de enfermagem a vírus, bactérias, fungos e parasitas.
  • Doenças transmissíveis: Hepatite B e C, HIV, tuberculose, sarampo, rubéola, caxumba, gripe, COVID-19, entre outras.
  • Riscos específicos para áreas de atuação: Maternidade (hepatite B, sífilis), pediatria (sarampo, rubéola, caxumba), oncologia (infecções oportunistas), UTI (bactérias multirresistentes), saúde mental (risco de violência).

Riscos Químicos

  • Medicamentos: Exposição a medicamentos citotóxicos, anestésicos, antissépticos, antibióticos, antivirais, etc., durante a administração, manipulação e descarte.
  • Reagentes de laboratório: Uso de soluções químicas para análise laboratorial e outros procedimentos.
  • Produtos de limpeza: Desinfetantes, detergentes, alvejantes, solventes, etc., utilizados na higienização de ambientes e materiais.

Riscos Físicos

  • Esforço físico excessivo: Movimentação de pacientes, equipamentos pesados, realização de procedimentos que exigem força física.
  • Exposição a ruídos: Ambientes hospitalares com níveis elevados de ruído, equipamentos médicos, alarmes, etc.
  • Vibrações: Uso de instrumentos cirúrgicos, equipamentos médicos que vibram, etc.
  • Radiações ionizantes: Exposição a raios X, gama e outros tipos de radiação em procedimentos médicos

Riscos Ergonômicos

  • Posturas inadequadas: Posições prolongadas, movimentos repetitivos, trabalho em pé ou sentado por longos períodos.
  • Mobília inadequada: Cadeiras, mesas, equipamentos e outros objetos que não se adaptam às necessidades do trabalho.
  • Organização inadequada do ambiente: Falta de espaço, iluminação inadequada, excesso de materiais, etc.
  • Equipamentos inadequados: Ferramentas pesadas, complexas ou com design inadequado, dificultando a realização de tarefas.

Riscos Acidentais e Psicossociais

  • Acidentes com materiais perfurocortantes: Agulhas, bisturis e outros materiais perfurantes podem causar ferimentos e a exposição a agentes patogênicos como vírus da hepatite B, C e HIV.
  • Quedas: A movimentação de pacientes, a utilização de escadas e a presença de obstáculos no ambiente de trabalho aumentam o risco de quedas e fraturas.
  • Queimaduras: O contato com líquidos quentes, substâncias químicas e equipamentos médicos podem causar queimaduras de diversos graus.
  • Choques elétricos: O uso inadequado de equipamentos elétricos e a presença de fios desencapados aumentam o risco de choques elétricos.
  • Acidentes com produtos químicos: A manipulação de medicamentos, soluções desinfetantes e outros produtos químicos pode causar irritações na pele, mucosas e vias respiratórias.
  • Acidentes com equipamentos: O mau funcionamento de equipamentos médicos, a falta de manutenção e o uso inadequado podem causar acidentes e ferimentos.
  • Carga de trabalho excessiva: Horas extras, plantões longos, falta de pessoal, etc.
  • Pressão do trabalho: Dificuldades de lidar com situações de urgência e emergência, responsabilidades e decisões complexas.
  • Conflitos interpessoais: Relações tensas com colegas, superiores, pacientes e familiares.
  • Falta de reconhecimento profissional: Baixa remuneração, falta de valorização da profissão.
  • Assédio moral e sexual: Comportamentos abusivos, humilhantes e discriminatórios.

Fatores que Aumentam os Riscos

  • Falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Uso inadequado ou ausência de luvas, máscaras, óculos de proteção, aventais e outros EPIs.
  • Condições de Trabalho Precárias: Ambientes de trabalho insalubres, falta de higiene, equipamentos inadequados.
  • Subdimensionamento de Pessoal: Sobrecarga de trabalho e falta de tempo para realizar as tarefas com segurança.
  • Falta de Treinamento: Desconhecimento dos riscos e das medidas de prevenção.

Prevenção dos Riscos Ocupacionais

  • Uso correto dos EPIs: É fundamental utilizar os EPIs adequados para cada atividade e realizar a manutenção periódica.
  • Melhoria das condições de trabalho: Garantir ambientes de trabalho seguros, bem iluminados e ventilados, com equipamentos em bom estado de conservação.
  • Promoção da saúde: Incentivar hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática de atividade física e descanso adequado.
  • Capacitação dos profissionais: Oferecer treinamentos periódicos sobre segurança do trabalho e prevenção de acidentes.
  • Gestão de riscos: Realizar avaliação de riscos regularmente e implementar medidas de controle para minimizar os perigos.

A prevenção dos riscos ocupacionais na enfermagem é fundamental para garantir a saúde e a segurança dos profissionais, além de contribuir para a qualidade da assistência prestada aos pacientes.

Referência:

  1. Silva MKD, Zeitoune RCG. Riscos ocupacionais na perspectiva da enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm 2009 abr-jun; 13 (2): 279- 86

Que Medicamento é Esse?: Pregabalina

Pregabalina é indicado para adultos:

  • Tratamento da dor neuropática (dor devido à lesão e/ou mau funcionamento dos nervos e/ou do sistema nervoso) em adultos;
  • Como terapia adjunta das crises epiléticas parciais (convulsões), com ou sem generalização secundária em adultos;
  • Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada em adultos;
  • Controle de fibromialgia (doença caracterizada por dor crônica em várias partes do corpo, cansaço e alterações do sono) em adultos.

Como Funciona?

Pregabalina age regulando a transmissão de mensagens excitatórias entre as células nervosas. O início da ação do medicamento é, geralmente, percebido cerca de uma semana após o início do tratamento.

Os Efeitos Colaterais

As reações adversas mais frequentemente notificadas foram tontura e sonolência; em geral, elas foram de intensidade leve a moderada e estão listadas abaixo.

Reação Muito Comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça*.

Reação Comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): nasofaringite (inflamação da faringe ou garganta), aumento do apetite, euforia, confusão, irritabilidade, depressão, desorientação, insônia (dificuldade para dormir), diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), ataxia (dificuldade em coordenar os movimentos), coordenação anormal, tremores, disartria (alteração da fala), amnésia (perda de memória), dificuldade de memória, distúrbios de atenção, parestesia (formigamentos), hipoestesia (diminuição da sensibilidade), sedação (diminuição do nível de vigília ou alerta), transtorno de equilíbrio, letargia (lentidão), visão turva, diplopia (visão dupla), vertigem, vômitos, constipação (intestino preso), flatulência (excesso de gases), distensão abdominal, boca seca, espasmo muscular (contração involuntária dos músculos), artralgia (dor nas articulações), dor lombar, dor nos membros, espasmo cervical, edema periférico (inchaço de extremidades), edema (inchaço), marcha (caminhada) anormal, quedas, sensação de embriaguez, sensação anormal, cansaço, aumento de peso, náusea* (enjoo), diarreia*.

Reação Incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos), anorexia (apetite diminuído), hipoglicemia (diminuição da glicose no sangue), alucinações, inquietação, agitação, humor deprimido, humor elevado, mudanças de humor, despersonalização (mudança na forma como a pessoa percebe a si mesma), sonhos anormais, dificuldade de encontrar palavras, aumento da libido (aumento do desejo sexual), anorgasmia (incapacidade de ter orgasmos), síncope (desmaio), mioclonia (contração muscular), hiperatividade (agitação) psicomotora, discinesia, hipotensão postural (diminuição da pressão arterial ao levantar), tremor de intenção (tremor que ocorre ao movimento), nistagmo (movimento anormal dos olhos), transtornos cognitivos (dificuldade de compreensão), transtornos de fala, hiporreflexia (reflexos enfraquecidos), hiperestesia (aumento da sensibilidade), sensação de queimação, perda da visão periférica, alteração visual, inchaço ocular, deficiência no campo visual, redução da acuidade visual, dor ocular, astenopia (cansaço visual), fotopsia (sensação de ver luzes e cores cintilantes), olhos secos, aumento do lacrimejamento, irritação ocular, hiperacusia (aumento da audição), taquicardia (aumento da frequência cardíaca), bloqueio atrioventricular de primeiro grau (tipo de arritmia cardíaca), bradicardia sinusal (diminuição dos batimentos cardíacos) hipotensão arterial (pressão baixa), hipertensão arterial (pressão alta), ondas de calor, rubores (vermelhidões), frio nas extremidades, dispneia (falta de ar), epistaxe (sangramento nasal), tosse, congestão nasal, rinite, ronco, refluxo gastroesofágico (retorno do conteúdo do estômago para o esôfago), hipersecreção salivar, hipoestesia oral (diminuição da sensibilidade na boca), erupções cutâneas papulares (pequenas elevações na pele), urticária (alergia na pele), sudorese (transpiração), inchaço articular, mialgia (dor muscular), espasmo muscular, dor cervical, rigidez muscular, incontinência urinária (dificuldade em controlar a urina), disúria (dificuldade e dor para urinar), disfunção erétil (dificuldade para enrijecer o pênis), disfunção sexual, retardo na ejaculação, dismenorreia, edema (inchaço) generalizado, aperto no peito, dor, pirexia (febre), sede, calafrio, astenia (fraqueza), aumento das enzimas: alanina aminotransferase, creatina fosfoquinase sanguínea e aspartato aminotransferase, elevação da glicose sanguínea, diminuição da contagem de plaquetas, diminuição do potássio sanguíneo, diminuição de peso, hipersensibilidade*, perda de consciência*, prejuízo psíquico*, inchaço da face*, coceira*, mal-estar*, agressividade*.

Reação Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): crise de pânico, desinibição, apatia (ausência de emoção), estupor, parosmia (distúrbio do olfato), hipocinesia (movimento diminuído), ageusia (falta de paladar), disgrafia (dificuldade em escrever), oscilopsia (visão oscilante), percepção visual de profundidade alterada, midríase (pupila dilatada), estrabismo, brilho visual, taquicardia sinusal, arritmia (irregularidade do batimento cardíaco) sinusal, aperto na garganta, secura nasal, ascite (acúmulo de líquido no abdome), pancreatite (inflamação no pâncreas), disfagia (dificuldade na deglutição), suor frio, rabdomiólise (destruição de células dos músculos), insuficiência renal (diminuição das funções dos rins), oligúria (diminuição do volume de urina), dor mamária (dor na mama), amenorreia (ausência de menstruação), secreção mamária, ginecomastia (aumento da mama, geralmente sexo masculino), diminuição de leucócitos (glóbulos brancos), elevação da creatinina sanguínea, angioedema* (reação alérgica que cursa com inchaço), reação alérgica*, ceratite* (inflamação na córnea), insuficiência cardíaca congestiva* (alteração na capacidade do coração em bombear o sangue, edema pulmonar* (retenção de líquidos no pulmão), edema (inchaço) de língua*, retenção urinária* (dificuldade em urinar), ginecomastia* (aumento da mama), ideação suicida* (pensamento ou ideia de se matar).

*Reações relatadas no período pós-comercialização.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

Pregabalina não deve ser utilizado se você tem hipersensibilidade (alergia) conhecida à pregabalina ou a qualquer componente da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

Antes da administração:

  • Histórico: Verificar histórico médico do paciente, incluindo alergias, doenças preexistentes (insuficiência renal, diabetes, doenças cardíacas, etc.) e histórico de abuso de drogas ou álcool.
  • Interações medicamentosas: Investigar a utilização de outros medicamentos, incluindo antidepressivos, benzodiazepínicos, anticonvulsivantes, anti-hipertensivos, diuréticos, etc.
  • Gravidez e amamentação: Informar o paciente sobre os riscos da pregabalina durante a gravidez e amamentação.
  • Função renal: Monitorar a função renal do paciente, ajustando a dose conforme necessário.
  • Avaliação do estado mental: Avaliar o estado mental do paciente, observando sinais de confusão, sedação ou depressão.
  • Educação: Instruir o paciente sobre a importância de seguir a posologia e os horários da medicação, e sobre os possíveis efeitos colaterais.
  • Monitoramento da pressão arterial: A pregabalina pode causar hipotensão, sendo necessário monitorar a pressão arterial.

Durante a administração:

  • Administração: Administrar a pregabalina por via oral, com ou sem alimentos.
  • Monitorização dos efeitos colaterais: Observar e documentar os efeitos colaterais, como sonolência, tontura, ganho de peso, edema periférico, fadiga, visão turva, boca seca, constipação, etc.
  • Monitorização do estado mental: Avaliar o estado mental do paciente, observando sinais de confusão, sedação ou depressão.
  • Monitorização da função renal: Monitorar a função renal do paciente, ajustando a dose conforme necessário.
  • Prevenção de quedas: A pregabalina pode causar tontura e aumentar o risco de quedas. Aconselhar o paciente a ter cuidado ao se levantar e a evitar atividades que requerem atenção.
  • Interações medicamentosas: Observar possíveis interações com outros medicamentos.

Após a administração:

  • Monitorização dos efeitos colaterais: Continuar a monitorizar os efeitos colaterais e documentá-los.
  • Avaliação da resposta ao tratamento: Avaliar a eficácia do tratamento e ajustar a dose conforme necessário.
  • Educação: Continuar a educar o paciente sobre a importância de seguir a posologia e os horários da medicação, e sobre os possíveis efeitos colaterais.
  • Seguir as recomendações médicas: Recomendar o acompanhamento regular com o médico para monitorização do tratamento.
  • Prevenção de dependência: A pregabalina pode causar dependência. Informar o paciente sobre os riscos e fornecer suporte para interromper o uso do medicamento, se necessário.

Outras informações importantes:

  • A pregabalina pode ser viciante. É importante seguir as instruções do médico e não aumentar a dose ou interromper o uso do medicamento sem orientação médica.
  • Não conduzir veículos ou operar máquinas até saber como o medicamento afeta você.
  • A pregabalina pode causar sonolência. É importante evitar o consumo de álcool durante o tratamento.
  • Se você esquecer de tomar uma dose, tome-a assim que se lembrar, a menos que esteja perto da hora da próxima dose. Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida.
  • Se você tiver alguma dúvida ou preocupação, fale com o seu médico ou enfermeiro.