Onde colocar a etiqueta do frasco de hemocultura? Forma correta, informações e cuidados de enfermagem

A coleta de hemocultura é um procedimento muito importante para identificar microrganismos presentes na corrente sanguínea e auxiliar no diagnóstico de infecções, como bacteremia e sepse. Porém, não basta coletar o sangue corretamente. A identificação do frasco também faz parte da segurança do exame.

Ao longo da minha trajetória na enfermagem, já vi mais de uma vez uma coleta perfeitamente executada perder valor porque a etiqueta foi colada no lugar errado — cobrindo o código de barras ou a validade do frasco. O resultado quase sempre é o mesmo: uma ligação do laboratório pedindo esclarecimento, ou, em casos mais graves, a necessidade de repetir toda a coleta. É um detalhe pequeno, mas que pode gerar bastante dor de cabeça — tanto para a equipe quanto para o paciente, que precisa ser puncionado novamente.

Um frasco corretamente coletado, mas identificado de maneira inadequada, pode gerar dúvidas sobre a origem da amostra, dificultar a interpretação do resultado e até levar à necessidade de uma nova coleta. Uma das dúvidas mais comuns entre estudantes e profissionais de enfermagem é justamente esta: onde colocar a etiqueta no frasco de hemocultura?

A resposta é simples, mas existe um detalhe que faz toda a diferença: a etiqueta deve ser colocada no corpo do frasco, sem cobrir o código de barras, a identificação original do fabricante ou a validade do produto, e nunca na tampa ou no fundo do frasco.

As orientações específicas podem variar de acordo com o fabricante e o protocolo do laboratório ou da instituição. Por isso, sempre deve ser seguido o POP institucional quando houver alguma orientação diferente.

O que é a hemocultura?

A hemocultura é um exame microbiológico realizado a partir de uma amostra de sangue para pesquisar a presença de microrganismos na corrente sanguínea. É particularmente importante na investigação de suspeita de bacteremia, fungemia, sepse e outras infecções sistêmicas.

O resultado pode auxiliar na identificação do agente causador e, posteriormente, na definição do tratamento antimicrobiano mais adequado. Mas existe um ponto importante: a qualidade da hemocultura começa antes de o sangue chegar ao laboratório.

A escolha do local de coleta, a higienização das mãos, a antissepsia da pele, a desinfecção da tampa do frasco, o volume coletado, a identificação e o transporte são etapas que interferem diretamente na qualidade do exame. A própria Anvisa destaca que a antissepsia adequada da pele é um dos fatores fundamentais para reduzir a possibilidade de uma hemocultura positiva ser interpretada como contaminação.

Onde colocar a etiqueta do frasco de hemocultura?

A etiqueta deve ser colocada na lateral/corpo do frasco, em uma área que não prejudique as informações originais do fabricante.

O princípio é:

ETIQUETA NO CORPO DO FRASCO.

Não se deve colocar a etiqueta:

  • sobre o código de barras;
  • sobre a data de validade;
  • sobre informações importantes do fabricante;
  • na tampa;
  • no fundo do frasco.

Manuais de microbiologia do Ministério da Saúde orientam que a identificação seja colocada no frasco de coleta e nunca na tampa ou sobre os rótulos originais. Protocolos hospitalares mais recentes também reforçam que a etiqueta não deve cobrir o código de barras do frasco.

Por que não colocar a etiqueta sobre o código de barras?

O código de barras faz parte da identificação e rastreabilidade do frasco. Dependendo do sistema utilizado pelo laboratório, ele pode ser necessário para leitura automatizada, identificação do recipiente e processamento da amostra. Se a etiqueta do paciente for colocada por cima, o código pode ficar ilegível ou oculto.

Por isso, uma regra prática para memorizar é:

Nunca cubra o código de barras do frasco de hemocultura.

Também é importante não cobrir a data de validade. Alguns serviços utilizam etiquetas próprias que já possuem dimensões e posicionamento definidos. Nesses casos, deve-se seguir o padrão estabelecido pelo laboratório.

E se o frasco já tiver uma etiqueta do fabricante?

Essa é uma situação que exige atenção. O frasco de hemocultura possui informações próprias do fabricante, como código de barras, lote, validade e identificação do meio de cultura. A identificação do paciente não deve simplesmente apagar ou esconder essas informações. O manual de microbiologia do Ministério da Saúde reforça que a identificação deve ser feita no frasco e que não se deve colocar a identificação sobre rótulos ou na tampa.

Portanto, antes de colar a etiqueta, procure a área adequada do frasco indicada pelo protocolo institucional ou pelo fabricante.

O que deve conter na etiqueta?

As informações podem variar de acordo com o sistema de identificação utilizado pelo serviço, mas a identificação precisa permitir que a amostra seja relacionada de forma inequívoca ao paciente e à coleta. Nas orientações da Anvisa para coleta de hemocultura, são citados como dados de identificação:

nome do paciente, leito, data, hora e local de coleta (sítio anatômico).

Na prática, o protocolo institucional pode exigir também outros identificadores, como número do prontuário, registro hospitalar ou código da amostra. Uma etiqueta adequadamente identificada pode conter, conforme o padrão do serviço:

  • Nome completo do paciente
  • Número do prontuário/registro
  • Data da coleta
  • Horário da coleta
  • Local ou sítio anatômico da coleta
  • Identificação da amostra ou sequência da coleta, quando exigida

O importante é que o profissional não improvise os dados. A instituição deve possuir um padrão de identificação.

A data e o horário da coleta são importantes?

Sim, e o horário merece bastante atenção. O momento em que a amostra foi coletada é uma informação importante para o laboratório e para a equipe assistencial.

Além de fazer parte da rastreabilidade da amostra, o horário pode ser relevante para a interpretação clínica, principalmente quando são coletadas várias amostras ou quando o paciente já recebeu antimicrobianos. Por isso, a etiqueta deve registrar o horário real da coleta, conforme o padrão institucional.

Não é adequado preencher posteriormente “de memória”.

Precisa colocar o local da coleta?

Sim. O sítio anatômico da coleta é uma informação muito importante, principalmente quando são obtidas amostras de locais diferentes. Por exemplo:

1ª amostra – veia periférica direita

2ª amostra – veia periférica esquerda

Quando existe suspeita de infecção relacionada a cateter, a identificação do local torna-se ainda mais importante. Um protocolo do Hospital Universitário Walter Cantídio/Ebserh orienta que, quando houver coleta pelo cateter para investigação de infecção relacionada ao dispositivo, essa amostra seja acompanhada por uma ou duas amostras periféricas e que os frascos sejam corretamente identificados quanto ao local de punção.

Portanto, simplesmente escrever “hemocultura 1” e “hemocultura 2” pode não ser suficiente quando o protocolo exige a identificação do sítio.

Como identificar duas ou mais amostras?

Quando são coletados diferentes conjuntos de hemocultura, é importante diferenciá-los conforme o protocolo do serviço. Uma identificação pode seguir um padrão como:

1ª coleta – periférica – MSD – 08:30

2ª coleta – periférica – MSE – 08:35

O exemplo acima é apenas ilustrativo. O padrão oficial deve ser aquele adotado pela instituição. Alguns laboratórios utilizam códigos específicos, como HEMC1, HEMC2, HEMC3 e HEMC4, para identificar a sequência das amostras.

E se forem coletados frascos aeróbio e anaeróbio?

Quando uma coleta compreende um conjunto de frascos aeróbio e anaeróbio, ambos precisam estar corretamente associados àquela coleta. O importante é não criar uma identificação que permita confundir os frascos entre diferentes punções. Por exemplo, se forem realizados dois conjuntos de hemocultura, deve ser possível identificar quais frascos pertencem à primeira coleta e quais pertencem à segunda.

Isso é particularmente importante quando diferentes sítios anatômicos são utilizados.

Posso escrever diretamente no frasco?

Isso depende do protocolo e do fabricante. Algumas instituições utilizam etiquetas próprias; outras podem determinar o uso de caneta específica em determinadas situações. Por isso, não existe uma recomendação universal para simplesmente escrever qualquer informação diretamente no frasco. A orientação mais segura é utilizar o sistema de identificação padronizado pela instituição.

O mais importante é que a identificação seja legível, completa e não prejudique as informações originais do frasco.

Posso colocar a etiqueta na tampa?

Não. Essa é uma das informações mais importantes para memorizar. A tampa do frasco é utilizada durante o procedimento de coleta e possui uma superfície que precisa ser submetida à desinfecção. Além disso, a identificação na tampa pode ser perdida ou dificultar a identificação adequada da amostra. As orientações do Ministério da Saúde estabelecem que a identificação seja feita no frasco e não na tampa.

Portanto:

Etiqueta no corpo do frasco.

Nunca na tampa.

Posso colocar a etiqueta no fundo do frasco?

Também não. Além de dificultar a leitura e a identificação, o fundo do recipiente não é o local recomendado para a identificação. Há serviços laboratoriais que especificam expressamente que não deve haver etiqueta ou anotação no fundo do frasco.

Posso cobrir a data de validade?

Não. A validade do frasco precisa permanecer visível.  Antes da coleta, o profissional deve conferir se o frasco está dentro da validade e em condições adequadas para utilização. Depois da identificação, essa informação deve continuar acessível. Alguns serviços inclusive orientam expressamente que a etiqueta seja posicionada de forma que não cubra a data de validade.

Posso cobrir o código de barras?

Não. Essa é provavelmente a regra mais importante relacionada ao posicionamento da etiqueta. O código de barras deve permanecer livre e legível. Uma forma simples de lembrar é:

  • Não cubra o código de barras.
  • Não cubra a validade.
  • Não cubra as informações originais importantes.

O que fazer antes de coletar a hemocultura?

A identificação deve fazer parte do preparo do procedimento. O profissional deve conferir a identificação do paciente e preparar os frascos conforme o protocolo. A Anvisa recomenda que, antes da coleta, o profissional prepare o material e disponha a etiqueta de identificação no frasco com os dados necessários, incluindo paciente, leito, data, hora e local de coleta.

Isso ajuda a reduzir o risco de trocar frascos ou tentar identificar a amostra posteriormente.

Identificar antes ou depois de coletar?

A orientação deve seguir o protocolo institucional, mas há protocolos que recomendam deixar os frascos identificados antes da coleta. Essa prática reduz o risco de manipulação posterior e de troca entre amostras. Um protocolo da Ebserh orienta explicitamente preparar o material e dispor a etiqueta de identificação no frasco antes de iniciar as demais etapas da coleta. Independentemente do momento adotado pelo serviço, existe um princípio que não deve ser esquecido:

a identificação deve ser realizada de forma segura e imediatamente relacionada à coleta correta.

A identificação do paciente deve ser conferida?

Sim. A identificação correta do paciente é uma das principais barreiras contra erros. O profissional deve utilizar os identificadores definidos pela instituição e conferir o paciente antes da coleta. Quando possível, a confirmação deve ser realizada de forma ativa, solicitando que o próprio paciente informe seus dados, em vez de simplesmente perguntar “Você é fulano?”.

Em pacientes impossibilitados de responder, devem ser utilizados os métodos institucionais de identificação.

Por que uma etiqueta errada pode comprometer o exame?

Já presenciei situações em que dois conjuntos de hemocultura foram coletados de pacientes diferentes no mesmo plantão, e a ausência de uma identificação clara do horário e do sítio de coleta gerou dúvida na hora de correlacionar os resultados com a evolução clínica de cada paciente.

Esse tipo de situação reforça por que a identificação não pode ser tratada como uma etapa “automática” — ela exige a mesma atenção que a técnica de coleta em si. O laboratório pode processar uma amostra perfeitamente, mas o resultado será associado ao paciente errado. Isso pode levar a decisões clínicas inadequadas. Outro problema é a ausência do sítio de coleta. Quando o laboratório identifica crescimento bacteriano, saber se a amostra veio de uma punção periférica ou de um cateter pode ter importância na interpretação clínica.

Por isso, identificar corretamente é parte da qualidade da hemocultura, e não apenas uma etapa burocrática.

Hemocultura e risco de contaminação

Uma das maiores preocupações durante a coleta é a contaminação da amostra. Uma hemocultura contaminada pode apresentar crescimento de microrganismos que não estavam realmente presentes na corrente sanguínea do paciente. Isso pode resultar em investigação adicional, prolongamento da internação e uso desnecessário de antimicrobianos. A Anvisa destaca que a antissepsia da pele é fundamental para reduzir a contaminação da hemocultura.

Por isso, a identificação correta precisa caminhar junto com uma técnica de coleta adequada.

Cuidados de enfermagem na coleta de hemocultura

Na minha rotina, sempre confiro a etiqueta antes de sair do posto de enfermagem em direção ao leito — nunca deixo esse passo para depois da punção. Esse pequeno hábito evita que, em meio à correria do plantão, a identificação seja feita “de memória” ou de forma apressada.

A enfermagem deve seguir rigorosamente o protocolo institucional:

Higienização das mãos

Realizar higiene das mãos antes do procedimento e conforme as etapas necessárias. A higiene das mãos é uma das medidas fundamentais para prevenção de infecções relacionadas à assistência.

Conferência do paciente

Confirmar corretamente a identidade do paciente utilizando os identificadores estabelecidos pelo serviço.

Conferência dos frascos

Antes da coleta, verificar:

  • validade;
  • integridade;
  • tipo de frasco;
  • condições do recipiente;
  • código de barras;
  • informações do fabricante.

Identificação dos frascos

Identificar corretamente os frascos antes ou conforme o momento estabelecido pelo protocolo. A etiqueta deve permanecer no corpo do frasco, sem cobrir código de barras, validade ou outras informações essenciais.

Assepsia da tampa

Após retirar o lacre, realizar a desinfecção da tampa de borracha conforme protocolo institucional e orientação do fabricante. Manuais de microbiologia recomendam a desinfecção da tampa antes da inoculação da amostra.

Antissepsia da pele

A antissepsia adequada do local da punção é uma das etapas mais importantes para reduzir contaminação. O produto utilizado e o tempo de contato devem seguir o protocolo institucional. A Anvisa apresenta recomendações específicas sobre antissépticos e ressalta a importância de permitir a ação adequada do produto antes da punção.

Volume adequado

O volume de sangue influencia diretamente a sensibilidade da hemocultura. Deve-se respeitar o volume recomendado pelo fabricante do frasco, considerando idade e condição clínica do paciente. Não se deve simplesmente “encher o frasco” sem observar a indicação de volume.

Local de coleta

Quando a coleta for periférica, registrar o sítio conforme o protocolo. Quando houver investigação de infecção relacionada a cateter, identificar claramente a origem de cada amostra.

Transporte

Após a coleta, os frascos devem ser encaminhados ao laboratório de acordo com o protocolo institucional. Manuais de microbiologia recomendam encaminhamento imediato, porque condições inadequadas podem interferir na recuperação dos microrganismos.

Um exemplo de etiqueta correta

Um modelo simplificado poderia apresentar:

Paciente: João da Silva
Registro: 123456
Data: 18/08/2026
Hora: 10:30
Local: MSD – punção periférica
Amostra: 1ª coleta

Esse é apenas um exemplo didático. O conteúdo real deve seguir o padrão definido pelo hospital ou laboratório.

Exemplo de identificação quando há coleta periférica e de cateter

Quando o objetivo é investigar possível infecção relacionada ao cateter, a identificação precisa deixar clara a origem da amostra.

Por exemplo:

Amostra 1 – periférica – MSE

Amostra 2 – cateter venoso central

A identificação do local permite ao laboratório e à equipe assistencial compreender a origem de cada amostra. Um protocolo da Ebserh destaca justamente a necessidade de identificar corretamente as amostras quanto ao local de punção nesses casos.

O que NÃO fazer com a etiqueta do frasco de hemocultura?

Para memorizar de maneira rápida:

  • Não cole na tampa.
  • Não cole no fundo.
  • Não cubra o código de barras.
  • Não cubra a validade.
  • Não cubra informações importantes do fabricante.
  • Não deixe o frasco sem identificação.
  • Não identifique posteriormente sem seguir o protocolo institucional.
  • Não misture a identificação de diferentes pacientes ou diferentes sítios de coleta.

Uma dica simples para estudantes de enfermagem

Essa é uma regra que costumo repassar para técnicos e estudantes que acompanho:

CORPO DO FRASCO + CÓDIGO DE BARRAS LIVRE + VALIDADE VISÍVEL.

Não é só um macete decorado — nasceu da necessidade real de evitar recoleta, que é desconfortável para o paciente e gera retrabalho para toda a equipe. Essa regra simples ajuda a evitar um dos erros mais comuns durante a identificação. Mas existe uma quarta regra ainda mais importante:

sempre siga o POP do seu serviço e as orientações do fabricante do frasco.

Isso acontece porque diferentes sistemas automatizados podem utilizar etiquetas, códigos e áreas de leitura específicas.

Etiqueta correta x etiqueta incorreta

Etiqueta correta

A etiqueta está no corpo do frasco, bem fixada, legível, contendo os dados exigidos pelo serviço e sem cobrir o código de barras ou a validade.

Etiqueta incorreta

A etiqueta está sobre o código de barras, cobre a validade, foi colocada na tampa ou no fundo do frasco, está ilegível ou não permite identificar adequadamente o paciente e o momento/local da coleta.

Por que esse cuidado é tão importante para a enfermagem?

A coleta de hemocultura parece um procedimento simples, mas envolve várias etapas críticas. Uma pequena falha na identificação pode comprometer todo o processo. O enfermeiro e o técnico de enfermagem precisam compreender que segurança do paciente também envolve a fase pré-analítica do exame.

Identificar corretamente o frasco significa garantir rastreabilidade, reduzir erros, facilitar a interpretação dos resultados e contribuir para que o paciente receba o tratamento adequado. Por isso, etiquetar corretamente não é apenas “colar uma etiqueta”. É uma etapa de segurança e qualidade assistencial.

A regra principal é bastante simples:

A etiqueta de identificação da hemocultura deve ser colocada no corpo do frasco, sem cobrir o código de barras, a data de validade ou informações importantes do fabricante. Nunca deve ser colocada na tampa ou no fundo do frasco.

Na identificação, devem constar os dados exigidos pelo serviço, incluindo, de acordo com o protocolo, nome do paciente, identificação do registro, data, horário e local/sítio de coleta, além da identificação da sequência da amostra quando aplicável.

E existe um último cuidado que merece ser reforçado: o protocolo institucional sempre deve ser consultado. O tipo de frasco, sistema automatizado, etiqueta utilizada, informações obrigatórias e forma de transporte podem variar entre instituições.

Uma hemocultura de qualidade começa com uma boa indicação e termina com uma amostra corretamente identificada, coletada, acondicionada e encaminhada ao laboratório.

Depois de anos atuando em terapia intensiva, aprendi que os detalhes que parecem “pequenos” — como o posicionamento correto de uma etiqueta — são frequentemente os que mais previnem erros graves. Cuidar bem da fase pré-analítica de um exame é, na prática, uma extensão direta do cuidado com o paciente.

Referências: 

  1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Microbiologia clínica para o controle de infecção relacionada à assistência à saúde: módulo 4 – procedimentos laboratoriais da requisição do exame à análise microbiológica e laudo final. Brasília, DF: Anvisa. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/centraisdeconteudo/publicacoes/servicosdesaude/publicacoes/modulo-4-procedimentos-laboratoriais-da-requisicao-do-exame-a-analise-microbiologica-e-laudo-final.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de procedimentos básicos em microbiologia clínica para o controle de infecção hospitalar: módulo I. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_procedimentos_microbiologiaclinica_controle_infechospitalar.pdf.
  3. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Microbiologia Clínica. Brasília, DF: Ministério da Saúde. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_microbiologia_completo.pdf.
  4. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Prevenção de infecção da corrente sanguínea (ICS). Hospital Universitário Walter Cantídio, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh-/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/ch-ufc/acesso-a-informacao/protocolos-e-pops/hospital-universitario-walter-cantidio/protocolos/servico-de-controle-de-infeccao-hospitalar/pro-scih-huwc-007-v1-prevencao-de-infeccao-da-corrente-sanguinea-ics.pdf.
  5. EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES (EBSERH). Processamento de hemoculturas. Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh-intensifica-assistencia-a-distancia-como-estrategia-de-combate-a-cov/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-centro-oeste/hu-ufgd/acesso-a-informacao/pops-protocolos-e-processos/gad/pop-ulacp-012-microbiologia__processamento-de-hemoculturas-2021_2023-_validado_svssp.pdf
  6. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Medidas de prevenção de infecção relacionada à assistência à saúde. Brasília: Anvisa, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br
  7. POTTER, Patricia A.; PERRY, Anne G. Fundamentos de Enfermagem. 10. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PATOLOGIA CLÍNICA / MEDICINA LABORATORIAL (SBPC/ML). Boas práticas na coleta de sangue venoso e hemoculturas. São Paulo: SBPC/ML, 2022. Disponível em: https://www.sbpc.org.br/

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