Bem vindo ao Estudos de Caso !
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Cada estudo de caso é uma janela para a prática clínica, oferecendo uma oportunidade única de analisar desafios, aplicar conhecimentos e desenvolver o raciocínio crítico essencial para a nossa profissão.
Prepare-se para mergulhar em histórias de pacientes, desvendar nuances do cuidado e fortalecer sua compreensão da enfermagem em ação.
Este é o seu espaço para aprender, refletir e crescer como futuro profissional da enfermagem.
Cada estudo de caso possui 5 perguntas , responda estas perguntas com calma, e tenha o seu tempo o suficiente para ler, reler e responder de forma adequada!
Você pode refazê-las em qualquer momento!
Nome
Escola/Faculdade
Estudo de Caso: Cuidado de Enfermagem ao Paciente com Insuficiência Cardíaca Descompensada
Nome: Sr. J.S.
Idade: 72 anos
Sexo: Masculino
Histórico Médico: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) diagnosticada há 15 anos, em tratamento irregular. Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) diagnosticado há 10 anos, em tratamento com metformina. Insuficiência cardíaca (IC) classe funcional III da NYHA (New York Heart Association) diagnosticada há 3 anos, em tratamento com carvedilol, enalapril e furosemida.
Motivo da Internação: Dispneia progressiva aos mínimos esforços, ortopneia (necessidade de utilizar múltiplos travesseiros para dormir), edema de membros inferiores e ganho de peso de 3 kg na última semana.
Histórico da Doença Atual:
Sr. J.S. relata piora progressiva do quadro de dispneia nas últimas semanas, intensificando-se nos últimos 3 dias. A dispneia, antes presente aos grandes esforços, passou a ocorrer aos mínimos esforços e em repouso. Refere necessidade de dormir com três travesseiros para aliviar a falta de ar (ortopneia) e despertares noturnos com sensação de sufocamento (dispneia paroxística noturna). Nega dor torácica. Observou aumento significativo do edema em ambos os membros inferiores, queixa-se de cansaço extremo e relata ganho de peso de 3 kg na última semana, apesar de manter a mesma dieta. Informa ter esquecido de tomar a medicação diurética (furosemida) nos últimos 5 dias.
Exame Físico na Admissão:
Estado Geral: Regular, consciente, orientado no tempo e espaço, ansioso, dispneico. Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 160/95 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 118 bpm, rítmica, taquicárdica Frequência Respiratória (FR): 28 irpm, taquipneica, com uso de musculatura acessória Temperatura Axilar: 36,8 °C Saturação de Oxigênio (SpO2) em ar ambiente: 88% Ausculta Pulmonar: Presença de estertores crepitantes em bases pulmonares bilateralmente. Ausculta Cardíaca: Bulhas cardíacas rítmicas, taquicárdicas, com presença de terceira bulha (B3). Abdome: Globoso, tenso, sem sinais de ascite. Membros Inferiores: Edema 3+/4+ bilateralmente, com cacifo. Pulsos periféricos palpáveis e simétricos. Pele: Normocorada, hidratada. Exames Complementares (Resultados Parciais):
Eletrocardiograma (ECG): Taquicardia sinusal, sinais de hipertrofia ventricular esquerda (HVE). Radiografia de Tórax: Cardiomegalia, sinais de congestão pulmonar com infiltrado intersticial bilateral. Ecocardiograma (anterior): Fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) de 35% (reduzida). Gasometria Arterial (em ar ambiente): pH 7,32, PaCO2 48 mmHg, PaO2 55 mmHg, HCO3- 22 mEq/L, SatO2 87%. Diagnóstico Médico:
Insuficiência Cardíaca Descompensada (ICD) agudizada.
Necessidades de Cuidado de Enfermagem Identificadas:
Padrão respiratório ineficaz relacionado ao acúmulo de líquido nos pulmões, evidenciado por dispneia, taquipneia, uso de musculatura acessória e SpO2 baixa. Volume de líquidos excessivo relacionado ao mecanismo compensatório da IC e adesão inadequada ao tratamento diurético, evidenciado por edema de membros inferiores, ganho de peso e ortopneia. Intolerância à atividade relacionada ao desequilíbrio entre oferta e demanda de oxigênio, evidenciado por dispneia aos mínimos esforços e fadiga. Ansiedade relacionada à dificuldade respiratória e ao ambiente hospitalar. Conhecimento deficiente sobre o regime terapêutico (uso correto da medicação, restrição hídrica e de sódio, sinais de alerta de descompensação da IC). Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem (NIC)
None
Qual o principal sintoma que levou Sr. J.S. à internação?
Um dos achados do exame físico de Sr. J.S. que indica sobrecarga de volume é:
Qual dos seguintes medicamentos do histórico médico de Sr. J.S. tem como principal objetivo reduzir a retenção de líquidos?
A dispneia paroxística noturna, relatada por Sr. J.S., é um sintoma característico de:
Uma intervenção de enfermagem prioritária para o padrão respiratório ineficaz de Sr. J.S. seria:
Estudo de Caso: Cuidado de Enfermagem ao Paciente com Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI)
Identificação do Paciente:
Nome: Sr. L.M.P. Idade: 68 anos Sexo: Masculino Histórico Médico: Hipertensão arterial sistêmica (HAS) diagnosticada há 20 anos, em tratamento irregular com hidroclorotiazida. Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) diagnosticado há 15 anos, em tratamento com metformina. Dislipidemia diagnosticada há 10 anos, em tratamento com sinvastatina. Tabagista (40 anos/maço) com cessação há 5 anos. Sedentário. Motivo da Internação: Início súbito de hemiparesia direita e disartria. Histórico da Doença Atual:
Na manhã de hoje, enquanto tomava café, Sr. L.M.P. apresentou súbito desvio da rima labial para a esquerda, associado à fraqueza no braço e na perna direita, dificultando a marcha. A esposa notou dificuldade na fala (disartria). Não houve perda de consciência, cefaleia intensa ou vômitos. A família acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que o conduziu ao pronto-socorro.
Exame Físico na Admissão:
Estado Geral: Lúcido, orientado no tempo e espaço, comunicativo (apesar da disartria), ansioso. Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 180/100 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 88 bpm, rítmica Frequência Respiratória (FR): 18 irpm, eupneico Temperatura Axilar: 36,5 °C Saturação de Oxigênio (SpO2) em ar ambiente: 97% Exame Neurológico: Escala de Coma de Glasgow (ECG): 15 (O4 V5 M6) Desvio da rima labial para a esquerda. Hemiparesia direita (força muscular grau II no membro superior e grau III no membro inferior). Reflexos tendinosos profundos hiperativos à direita. Sinal de Babinski presente à direita. Disartria leve. Sensibilidade preservada. Funções cognitivas preservadas (atenção, memória, orientação). Ausculta Pulmonar: Murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Ausculta Cardíaca: Bulhas cardíacas rítmicas, normofonéticas, sem sopros. Abdome: Plano, normotenso, indolor à palpação, sem visceromegalias. Pele: Normocorada, hidratada, sem lesões. Exames Complementares (Resultados Parciais):
Tomografia Computadorizada (TC) de Crânio (realizada na admissão): Hipodensidade em região cápsulo-lenticular esquerda, sugestiva de área de isquemia recente. Ausência de sinais de hemorragia intracraniana. Eletrocardiograma (ECG): Ritmo sinusal, sem alterações isquêmicas agudas. Exames Laboratoriais (iniciais): Glicemia capilar: 160 mg/dL. Demais resultados dentro dos limites de referência. Diagnóstico Médico:
Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) em território da artéria cerebral média esquerda.
Necessidades de Cuidado de Enfermagem Identificadas:
Mobilidade física prejudicada relacionada à hemiparesia direita, evidenciada por força muscular diminuída e dificuldade para deambular. Comunicação verbal prejudicada relacionada à disartria, evidenciada por dificuldade na articulação das palavras. Risco de lesão por pressão relacionado à mobilidade física prejudicada e possível diminuição da sensibilidade. Risco de quedas relacionado à fraqueza muscular e alteração da marcha. Risco de aspiração relacionado à possível dificuldade de deglutição (a ser avaliada). Ansiedade relacionada ao evento neurológico agudo e suas implicações. Conhecimento deficiente sobre a condição, tratamento e medidas de prevenção secundária do AVCI. Potencial para complicações neurológicas (extensão da lesão, edema cerebral). Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem (NIC)
None
Qual dos seguintes sinais e sintomas apresentados pelo Sr. L.M.P. é mais característico de um Acidente Vascular Cerebral (AVC)?
De acordo com o histórico do Sr. L.M.P., qual dos fatores de risco pré-existentes contribuiu de forma significativa para a ocorrência do AVCI?
A Tomografia Computadorizada (TC) de crânio realizada no Sr. L.M.P. revelou uma hipodensidade na região cápsulo-lenticular esquerda. Essa alteração sugere:
Qual das seguintes necessidades de cuidado de enfermagem identificadas para o Sr. L.M.P. tem maior prioridade nas primeiras horas após o diagnóstico de AVCI?
A hemiparesia direita e o sinal de Babinski presente à direita no exame neurológico do Sr. L.M.P. indicam uma lesão em qual lado do cérebro?
Estudo de Caso: Infarto Agudo do Miocárdio
Identificação do Paciente:
Nome: J.S. Idade: 62 anos Sexo: Masculino Histórico Médico: Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) não controlada, Dislipidemia, Tabagismo (40 anos/maço, parou há 5 anos), Sedentarismo. Motivo da Admissão: Dor torácica intensa, opressiva, com irradiação para o braço esquerdo e mandíbula, acompanhada de sudorese fria e náuseas, iniciada há aproximadamente 2 horas. Avaliação Inicial de Enfermagem:
Ao ser admitido na unidade de emergência, J.S. apresentava-se:
Estado Geral: Ansioso, pálido, sudorético, referindo dor intensa (escala visual analógica - EVA 9/10). Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 90/60 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 118 bpm (taquicárdico) Frequência Respiratória (FR): 24 irpm (taquipneico) Saturação de Oxigênio (SpO2): 92% em ar ambiente. Exame Físico: Ausculta Pulmonar: Murmúrio vesicular presente bilateralmente, sem ruídos adventícios. Ausculta Cardíaca: Ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas. Pele: Fria e úmida. Queixas: Dor torácica intensa, náuseas. Exames Complementares (realizados na emergência):
Eletrocardiograma (ECG): Elevação do segmento ST em derivações inferiores e laterais. Marcadores Cardíacos (Troponina I): Elevada. Diagnósticos de Enfermagem (NANDA-I):
Dor aguda relacionada à isquemia miocárdica, evidenciada por relato verbal de dor intensa (EVA 9/10), expressão facial de sofrimento e taquicardia. Débito cardíaco diminuído relacionado à alteração da contratilidade miocárdica secundária ao infarto, evidenciado por hipotensão e taquicardia. Perfuração tissular periférica ineficaz relacionada à diminuição do débito cardíaco, evidenciada por pele fria e úmida. Ansiedade relacionada à ameaça à integridade fisiológica (dor torácica, evento cardíaco agudo), evidenciada por relato verbal de apreensão e agitação. Conhecimento deficiente relacionado à condição clínica atual e ao plano de tratamento, evidenciado por expressões de dúvida e insegurança. Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem
Prescrição de Cuidados de Enfermagem:
Manter o paciente em repouso absoluto no leito. Monitorizar continuamente sinais vitais (PA, FC, FR, SpO2) e ritmo cardíaco (ECG contínuo). Administrar oxigênio suplementar conforme prescrição médica para manter SpO2 > 94%. Avaliar a intensidade da dor torácica regularmente (EVA) e administrar analgésicos conforme prescrição médica, monitorando a resposta e efeitos colaterais. Manter acesso venoso pérvio para administração de medicações e coleta de exames. Administrar medicações prescritas (antiagregantes plaquetários, anticoagulantes, betabloqueadores, nitratos, etc.) nos horários corretos e observar seus efeitos. Restringir visitas conforme protocolo da unidade. Manter ambiente calmo e tranquilo, oferecendo apoio emocional ao paciente e familiares. Explicar os procedimentos realizados e o plano de tratamento de forma clara e objetiva. Orientar o paciente a evitar esforços e realizar mudanças de posição lentamente. Monitorizar sinais de complicações (arritmias, insuficiência cardíaca, choque cardiogênico). Avaliar perfusão periférica (temperatura, cor, pulsos). Registrar todas as observações e intervenções no prontuário do paciente.
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Qual dos sinais e sintomas abaixo é mais característico de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)?
Qual dos seguintes fatores de risco NÃO está explicitamente mencionado no histórico do paciente J.S.?
Um achado comum no eletrocardiograma (ECG) de um paciente com Infarto Agudo do Miocárdio com elevação do segmento ST é:
Qual dos seguintes sinais vitais apresentados por J.S. sugere uma possível diminuição do débito cardíaco?
Qual intervenção de enfermagem é prioritária para o alívio imediato da dor em um paciente com IAM?
Estudo de Caso: Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA)
Identificação do Paciente:
Nome: M.F.S. Idade: 45 anos Sexo: Feminino Histórico Médico: Nenhuma comorbidade pregressa relevante conhecida. Motivo da Admissão: Internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a quadro de pneumonia grave por Streptococcus pneumoniae diagnosticada há 3 dias, com piora progressiva da dispneia e hipoxemia refratária à oxigenoterapia convencional. Avaliação Inicial de Enfermagem na UTI:
Ao ser admitida na UTI, M.F.S. apresentava-se:
Estado Geral: Sedada e intubada orotraquealmente, conectada à ventilação mecânica. Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 105/65 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 125 bpm (taquicárdica) Frequência Respiratória (FR): Controlada pelo ventilador mecânico (16 irpm) Saturação de Oxigênio (SpO2): 85% com FiO2 de 80% e PEEP de 12 cmH2O. Exame Físico: Ausculta Pulmonar: Presença de estertores crepitantes difusos bilateralmente. Ausculta Cardíaca: Ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas. Pele: Pálida, extremidades frias. Nível de Consciência: Glasgow 3 (sedada). Gasometria Arterial (GA): pH 7.30, PaCO2 55 mmHg, PaO2 58 mmHg, HCO3- 24 mEq/L, BE -1. Exames Complementares:
Radiografia de Tórax: Infiltrado alveolar bilateral difuso, com broncogramas aéreos. Tomografia Computadorizada (TC) de Tórax: Opacidades em vidro fosco e consolidações bilaterais, compatíveis com SARA. Diagnósticos de Enfermagem (NANDA-I):
Troca de gases prejudicada relacionada à membrana alveolocapilar alterada secundária à SARA, evidenciada por hipoxemia (PaO2 baixa, SpO2 baixa com alta FiO2), hipercapnia (PaCO2 elevada) e alterações na gasometria arterial. Padrão respiratório ineficaz relacionado à disfunção pulmonar secundária à SARA e ventilação mecânica, evidenciado por necessidade de altos parâmetros ventilatórios (alta FiO2 e PEEP). Risco de infecção relacionado a procedimento invasivo (intubação orotraqueal, cateteres) e estado imunocomprometido. Risco de lesão por pressão relacionado à imobilidade, sedação e perfusão tecidual prejudicada. Ansiedade (da família) relacionada ao estado crítico da paciente e ambiente da UTI. * Avaliar o nível de ansiedade e os mecanismos de enfrentamento da família.
* Fornecer informações claras e atualizadas sobre o estado de saúde da paciente e os planos de cuidados.
* Incentivar a expressão de sentimentos e preocupações.
* Oferecer apoio emocional e psicológico, utilizando comunicação terapêutica.
* Facilitar a comunicação com a equipe médica.
* Considerar o encaminhamento para o serviço de psicologia, se necessário.
* Orientar sobre os horários de visita e normas da UTI.
* Promover um ambiente de acolhimento e respeito.
Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem .
None
Qual dos seguintes achados clínicos é característico da Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA)?
No contexto da SARA, qual dos seguintes parâmetros ventilatórios frequentemente necessita ser elevado para manter uma oxigenação minimamente aceitável?
Qual dos seguintes exames complementares é fundamental para o diagnóstico da SARA?
Um dos principais diagnósticos de enfermagem em pacientes com SARA intubados e ventilados mecanicamente é "Troca de gases prejudicada". Qual dos seguintes sinais e sintomas sustenta esse diagnóstico?
Considerando o risco de complicações em pacientes com SARA na UTI, qual das seguintes intervenções de enfermagem é crucial para prevenir lesões de pele?
Estudo de Caso: Abdome Agudo
Nome: A.R.S.
Idade: 38 anos
Sexo: Masculino
Histórico Médico: Nega comorbidades pregressas relevantes. Refere episódio semelhante há 6 meses, com resolução espontânea.
Motivo da Admissão: Dor abdominal súbita, intensa (EVA 8/10), localizada inicialmente na região periumbilical e migrando para o quadrante inferior direito, acompanhada de náuseas, vômitos e febre não aferida em domicílio.
Avaliação Inicial de Enfermagem:
Ao ser admitido na unidade de emergência, A.R.S. apresentava-se:
Estado Geral: Abalado, queixando-se de dor intensa, posicionado em flexão lateral direita para aliviar o desconforto. Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 130/85 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 105 bpm (taquicárdico) Frequência Respiratória (FR): 22 irpm (taquipneico) Temperatura Axilar: 37,8°C (febril) Exame Físico: Abdome: Distendido, doloroso à palpação superficial e profunda, principalmente no quadrante inferior direito, com sinais de irritação peritoneal (sinal de Blumberg positivo). Ruídos hidroaéreos diminuídos. Queixas: Dor abdominal intensa, náuseas, vômitos (2 episódios), hiporexia. Exames Complementares (realizados na emergência):
Hemograma: Leucocitose com desvio à esquerda. Sumário de Urina: Sem alterações significativas. Radiografia de Abdome Agudo: Distensão de alças intestinais, sem sinais evidentes de pneumoperitônio. Ultrassonografia Abdominal: Apêndice cecal aumentado de volume, com sinais inflamatórios e líquido livre periapendicular. Diagnósticos de Enfermagem (NANDA-I):
Dor aguda relacionada à inflamação do apêndice, evidenciada por relato verbal de dor intensa (EVA 8/10), comportamento de proteção e taquicardia. Náusea relacionada à irritação gastrointestinal e dor, evidenciada por relato de náuseas e ocorrência de vômitos. Risco de desequilíbrio eletrolítico relacionado a vômitos e possível restrição da ingestão oral. Risco de infecção relacionado à inflamação do apêndice e possível perfuração. Ansiedade relacionada à dor intensa e à incerteza do diagnóstico e tratamento. Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem
None
Qual é a principal característica da dor abdominal referida por A.R.S. que sugere um quadro de apendicite?
Qual dos sinais clínicos abaixo, encontrado no exame físico de A.R.S., indica irritação peritoneal?
Qual exame laboratorial apresentou alteração significativa no caso de A.R.S., corroborando o processo inflamatório?
Considerando o diagnóstico de apendicite, qual dos seguintes riscos é uma prioridade para a equipe de enfermagem?
Qual dos seguintes sinais vitais apresentados por A.R.S. pode indicar uma resposta fisiológica à dor e ao processo inflamatório?
Estudo de Caso: Edema Agudo de Pulmão (EAP)
Identificação do Paciente:
Nome: M.G. Idade: 72 anos Sexo: Feminino Histórico Médico: Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) classe funcional IV da NYHA, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) mal controlada, Fibrilação Atrial crônica em uso irregular de anticoagulante. Motivo da Admissão: Dispneia súbita e intensa em repouso, ortopneia, tosse com expectoração rósea e espumosa, sensação de "afogamento" iniciada há aproximadamente 1 hora. Avaliação Inicial de Enfermagem:
Ao ser admitida na unidade de emergência, M.G. apresentava-se:
Estado Geral: Extremamente ansiosa, agitada, cianótica, utilizando musculatura acessória para respirar, incapaz de tolerar o decúbito dorsal. Sinais Vitais: Pressão Arterial (PA): 200/110 mmHg Frequência Cardíaca (FC): 140 bpm (taquicárdica), irregular Frequência Respiratória (FR): 36 irpm (taquipneica), superficial e ruidosa Saturação de Oxigênio (SpO2): 82% em ar ambiente Exame Físico: Ausculta Pulmonar: Presença de estertores crepitantes difusos em ambos os campos pulmonares, audíveis em toda a extensão. Roncos esparsos. Ausculta Cardíaca: Ritmo irregular, bulhas hiperfonéticas com terceira bulha (B3) audível. Pele: Fria, úmida e pegajosa. Edema: Edema 2+/4+ em membros inferiores. Queixas: Dispneia intensa, sensação de sufocamento, tosse com expectoração rósea. Exames Complementares (realizados na emergência):
Eletrocardiograma (ECG): Fibrilação Atrial com resposta ventricular rápida. Radiografia de Tórax: Congestão pulmonar acentuada, com padrão de "asas de borboleta" e linhas de Kerley B. Gasometria Arterial (GA): pH 7.25, PaCO2 58 mmHg, PaO2 55 mmHg, HCO3- 22 mEq/L, BE -3. Diagnósticos de Enfermagem (NANDA-I):
Troca de gases prejudicada relacionada ao acúmulo de líquido nos alvéolos secundário ao aumento da pressão hidrostática capilar pulmonar, evidenciada por dispneia intensa, cianose, SpO2 baixa, PaO2 baixa e PaCO2 elevada. Padrão respiratório ineficaz relacionado à congestão pulmonar e ansiedade, evidenciado por taquipneia, uso de musculatura acessória e ortopneia. Débito cardíaco diminuído relacionado à disfunção miocárdica e arritmia (fibrilação atrial com RVR), evidenciado por taquicardia, pele fria e úmida e hipotensão (apesar da PA inicial elevada, pode evoluir para hipotensão). Excesso de volume de líquidos relacionado ao mecanismo regulatório comprometido (insuficiência cardíaca), evidenciado por estertores pulmonares, edema de membros inferiores e PA elevada. Ansiedade relacionada à dificuldade respiratória e ameaça à vida, evidenciada por agitação e relato de sensação de sufocamento. Plano de Cuidados de Enfermagem:
| Diagnóstico de Enfermagem | Intervenções de Enfermagem
None
Qual dos seguintes sinais e sintomas é um achado clássico no Edema Agudo de Pulmão (EAP)?
Qual dos seguintes fatores de risco está fortemente associado ao desenvolvimento de Edema Agudo de Pulmão no caso de M.G.?
Um achado característico na radiografia de tórax de um paciente com Edema Agudo de Pulmão é:
Qual dos seguintes sinais vitais apresentados por M.G. indica uma resposta fisiológica à hipóxia e ao aumento do trabalho respiratório?
Qual é o principal objetivo imediato das intervenções de enfermagem em um paciente com Edema Agudo de Pulmão?