Que Medicamento é Esse?: Ácido Valproico

ácido valproico ou valproato de sódio é um anticonvulsivante e estabilizador do humor que age aumentando os níveis do GABA no cérebro, um tipo de neurotransmissor responsável por diminuir a atividade dos neurônios, e que quando tem seus níveis baixos pode causar convulsões, transtorno bipolar ou enxaqueca.

Como Funciona?

O Depakene possui como substância ativa o Valproato de sódio, que é convertido em ácido valpróico, e este, por sua vez, transforma-se no íon valproato quando chega no trato intestinal.

Apesar de sua ação ainda não ser totalmente conhecida, a atividade do Depakene parece estar relacionada ao aumento dos níveis do ácido gama-aminobutírico no cérebro.

Em alguns casos, o tratamento com este medicamento pode produzir sinais de melhora já nos primeiros dias de tratamento. Em outros casos, é preciso de um período maior de tempo para que ele faça efeito.

Os Efeitos Colaterais

O medicamento é considerado bem tolerado, com a maioria dos efeitos colaterais considerados leves ou moderados. Segundo a bula do medicamento, os efeitos foram relatados por um número menor ou igual a 5% dos pacientes tratados com Depakene, e podem variar entre:

  • dor de cabeça
  • fraqueza
  • febre
  • enjoo
  • vômito
  • dor abdominal
  • diarreia
  • perda do apetite
  • indigestão
  • constipação
  • sonolência
  • tremor
  • tontura
  • visão dupla
  • falta de coordenação dos movimentos
  • movimentos involuntários e rápidos do globo ocular
  • labilidade emocional
  • alteração no pensamento
  • perda da memória
  • síndrome gripal
  • infecção respiratória
  • bronquite
  • rinite
  • queda de cabelo
  • perda de peso

Quando é Contraindicado?

Apesar de ser considerado um medicamento seguro, o Depakene possui algumas contraindicações tais como:

  • Crianças menores de 10 anos
  • Pessoas com um condição conhecida como hipersensibilidade ao valproato de sódio ou a outros componentes da fórmula
  • Pacientes portadores da Síndrome de Alpers-Huttenlocher e crianças com menos de 2 anos com suspeita da condição
  • Doenças no fígado, ou disfunções significativas
  • Pessoas com distúrbios do ciclo da ureia, condição rara que pode culminar em acúmulo de amônia no sangue
  • Pacientes com o distúrbio genético raro Porfiria, que afeta a hemoglobina do sangue.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a forma de apresentação, a dosagem e a via de administração prescritas pelo médico.
  • Orientar o paciente a não deixar o leito sem auxílio da enfermagem, devido ao risco de perturbação dos movimentos.
  • Orientar familiares sobre a possibilidade de perturbação de conduta.
  • Orientar sobre o risco de dirigir e operar máquinas, devido à sonolência.
  • Atentar para sinais e sintomas dos efeitos colaterais.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Acetilsalicílico

O ácido acetilsalicílico está indicado para:

  • O alívio sintomático de dores de intensidade leve a moderada, como dor de cabeça, dor de dente, dor de garganta, dor menstrual, dor muscular, dor nas articulações, dor nas costas, dor da artrite;
  • o alívio sintomático da dor e da febre nos resfriados ou gripes.

Como Funciona?

Este medicamento contém a substância ativa ácido acetilsalicílico, que pertence ao grupo de substâncias antiinflamatórias não-esteroides, com propriedades anti-inflamatória (atua na inflamação), analgésica (atua na dor) e antitérmica (atua na febre). O ácido acetilsalicílico inibe a formação de substâncias mensageiras da dor, as prostaglandinas, propiciando alívio da dor.

Os Efeitos Colaterais

Como qualquer medicamento, o ácido acetilsalicílico pode provocar os seguintes efeitos indesejáveis:

  • Efeitos comuns: dor de estômago e sangramento leve (micro-hemorragias);
  • Efeitos ocasionais: náuseasvômitos e diarreia;
  • Casos raros: podem ocorrer sangramentos e úlceras do estômago, reações alérgicas em que aparece dificuldade para respirar e reações na pele, principalmente em pacientes asmáticos e anemia após uso prolongado, devido ao sangramento oculto no estômago ou intestino;
  • Casos isolados: podem ocorrer alterações da função do fígado e dos rins, queda do nível de açúcar no sangue e reações cutâneas graves. Doses baixas de ácido acetilsalicílico reduzem a excreção de ácido úrico e isso pode desencadear ataque de gota em pacientes susceptíveis.

O uso prolongado pode causar distúrbios do sistema nervoso central, como dores de cabeçatonturas, zumbidos, alterações da visão, ou anemia devido à deficiência de ferro.

Se ocorrer qualquer uma dessas reações indesejáveis ou ao primeiro sinal de alergia, você deve parar de tomar ácido acetilsalicílico. Informe o médico, que decidirá quais medidas devem ser adotadas.

Se notar fezes pretas, informe o médico imediatamente, pois é sinal de séria hemorragia no estômago.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através de seu serviço de atendimento.

Quando é Contraindicado?

O ácido acetilsalicílico não deve ser utilizado nas seguintes situações:

  • se for alérgico ao ácido acetilsalicílico ou a salicilatos ou a qualquer dos ingredientes do medicamento, se não tiver certeza de ser alérgico ao ácido acetilsalicílico, consulte o seu médico;
  • asma brônquica;
  • se tiver tendência para sangramentos;
  • se tiver úlceras no estômago ou no intestino;
  • se já tiver tido crise de asma induzida pela administração de salicilatos ou outras substâncias semelhantes;
  • se estiver em tratamento com metotrexato em doses iguais ou superiores a 15 mg por semana;
  • se tiver alteração grave da função dos rins;
  • se tiver alteração grave da função do fígado;
  • se tiver alteração grave da função do coração;
  • se estiver no último trimestre de gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Atentar para a via de administração, a dosagem e a forma de apresentação do medicamento.
  • Administrar por via oral.
  • Observar sinais de superdosagem.
  • Orientar o paciente sobre risco de hemorragia.

Nos casos de superdosagem, o paciente poderá apresentar náuseas, vômitos, sangramento oculto, rash cutâneo e hematomas.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Ascórbico

Este medicamento é indicado em todos os estados em que há deficiência ou aumento das necessidades de vitamina C no organismo. Destinado ao tratamento da deficiência de ácido ascórbico (escorbuto) seja de forma profilática ou curativa.

Como Funciona?

O ácido ascórbico ou vitamina C possui função importante relacionada à produção de colágeno e outros constituintes orgânicos da matriz intercelular de diversos tecidos, como os dentes, ossos e endotélio capilar.

Favorecendo a produção de colágeno, o ácido ascórbico atua no tratamento do escorbuto, doença que está associada a um defeito na produção dessa proteína. O escorbuto caracteriza-se pela não cicatrização das feridas, por defeitos na formação dos dentes e na ruptura dos capilares.

Os Efeitos Colaterais

O uso constante e em doses maiores do que a recomendada do ácido ascórbico por injeção intravenosa pode favorecer o aparecimento de cálculos de oxalato de cálcio no trato urinário.

A administração rápida do medicamento por injeção intravenosa pode provocar tontura ou desmaio.

Doses altas causam diarreia, rubor facial, cefaleiadisúrianáuseavômito e cólicas estomacais, podendo também causar anemia hemolítica quando há deficiência da glicose-6- fosfato desidrogenase e aumentar a absorção de ferro nos pacientes com anemia sideroblásticahemocromatose ou talassemia.

O uso prolongado de doses elevadas de ácido ascórbico pode causar escorbuto de rebote e cálculos renais em pacientes com pré-disposição.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento não deve ser usado caso tenha alergia ao ácido ascórbico ou a qualquer outro componente do medicamento. Também é contraindicado para pacientes com algumas dessas doenças: Diabetes mellitushemocromatoseanemia sideroblásticatalassemia, oxalose, história pregressa de cálculos renais e anemia falciforme.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Verificar o prazo de validade;
  • Não utilizá-lo se o recipiente estiver violado e/ou se a solução apresentar turvação;
  • descartar imediatamente o volume não usado, após a abertura da ampola.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Fólico

O Ácido Fólico é um medicamento é indicado como suplemento nutricional contra anemia e preventivo de malformações no sistema nervoso fetal.

Como Funciona?

Este medicamento age como um suplemento de ácido fólico, que é uma vitamina do complexo B, usado como suplemento nutricional e contra anemia para suprir as necessidades em pacientes como gestantes ou pacientes com anemias causadas pela carência dessas substâncias.

É importante no desenvolvimento do sistema nervoso fetal. Ao ser absorvido, após cerca de 60 a 90 minutos o ácido fólico já inicia a sua ação farmacológica.

Os Efeitos Colaterais

  • Gastrintestinais: náuseas (enjoo), distensão abdominal (aumento do volume da barriga), alteração do paladar (gosto amargo na boca), flatulência (gases).
  • Sistema Nervoso Central: irritabilidade e alterações do sono;
  • Sistema Imunológico: reações de hipersensibilidade (alergia), com quadros de urticária, rash cutâneo, prurido (coceira) e eritema (vermelhidão na pele).
  • Reações raras: existem relatos na literatura de que doses de 15 mg ou mais possam produzir alterações no Sistema Nervoso Central, decorrentes do aumento na síntese de aminas cerebrais além de eventuais distúrbios gastrintestinais. Doses elevadas (acima de 15 mg/dia) podem comprometer a absorção intestinal do zinco e levar a uma precipitação de cristais de ácido fólico nos rins. Com doses elevadas, ocorre coloração amarelada na urina, que não requer atenção médica.

Quando é Contraindicado?

Este medicamento é contraindicado em pacientes que apresentarem histórico de hipersensibilidade (alergia) conhecida ao ácido fólico, à lactose ou a qualquer outro componente da fórmula do produto.

Contraindicado para pacientes com anemia perniciosa, pois o ácido fólico pode mascarar os sintomas da anemia perniciosa (carência da vitamina B12).

Os Cuidados de Enfermagem

  • Ácido Fólico deve ser ingerido com água ou um pouco de líquido.
  • O tratamento da deficiência de Ácido Fólico deve ser acompanhado por uma dieta de suplementação alimentar equilibrada.
  • A dose recomendada é de 1 comprimido ao dia, ou a critério médico.

Que Medicamento é Esse?: Ácido Gadotérico

O Ácido Gadotérico, também conhecido como Dotarem, é destinado ao uso em diagnóstico e indicado para exames por IRM (Imagem por Ressonância Magnética):

  • Doenças cerebrais e espinais;
  • Doenças da coluna vertebral;
  • E outras patologias de todo o corpo (incluindo angiografia).

Como Funciona?

A injeção intravenosa de Ácido Gadotérico é distribuída principalmente no fluido extracelular do organismo. Não se liga à albumina, nem atravessa a barreira hematoencefálica íntegra. Em pacientes com função renal normal, a meia vida no plasma é em torno de 90 minutos.

Os Efeitos Colaterais

Classificação por sistemas e órgãos Frequência Reação adversa
Disturbios do sistema imunológico Pouco frequentes Hipersensibilidade, choque anafilático, reação anafilática
Distúrbios psiquiátricos Muito raros Agitação, ansiedade
Disturbios do sistema nervoso Muito frequentes Parestesia, dor de cabeça
Raros Disgeusia
Muito raros Coma, convulsões, síncope, pré-síncope, tonturas, parosmia, tremor
Distúrbios oculares Muito raros Conjuntivite, hiperemia ocular, visão turva, aumento do lacrimejamento, edema palpebral
Cardiopatias Muito raros Parada cardíaca, bradicardia, taquicardia, arritmias, palpitações
Disturbios vasculares Muito raros Hipotensão, hipertensão, vasodilatação, palidez
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastínicos Muito raros Parada respiratória, edema pulmonar, broncoespasmo, laringoespasmo, edema faríngeo, dispnéia, congestão nasal, espirros,tosse, gargante seca
Disturbios gastrointestinais Frequentes Náuseas, vômitos
Muito raros Diarreia, dor abdominal, hipersecreção salivar
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Freqüente Prurido, eritema, prurido
Raros Urticária, hiperidrose
Muito raras Eczema, angioedema (angioedema)
Frequência desconhecida Fibrose sistêmica nefrogênica
Músculo-esquelético e sistêmica Muito raros Contrações musculares, fraqueza muscular, dores nas costas
Disturbios gerais e alterações no local da injeção Frequente Dor, sensação de calor e sensação de frio no local da injeção
Muito raros Mal-estar, dores no peito, febre, arrepios, edema de face, fadiga, desconforto no local de injeção, a reação no local da injeção, inchaço no local da injeção, o extravasamento no ponto de injeção, inflamação no ponto de injeção com extravasamento, necrose no ponto de injeção com extravasamento, flebite superficial
Investigações clínicas Muito raros Diminuição da saturação de Oxigênio
Sangue e sistema linfático Hemólise
Distúrbios psiquiátricos Confusão mental
Distúrbios oculares Cegueira transitória, dor nos olhos
Distúrbios do ouvido e do labirinto Zumbido, dor de ouvido
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Asma
Doenças gastrointestinais Boca seca
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Dermatite bolhosa
Distúrbios renais e urinários Incontinência urinária, necrose tubular renal, insuficiência renal aguda
Investigações clínicas Extensão eletrocardiograma PR, aumento de ferro sérico, aumento da bilirrubina, aumento da ferritina sérica, testando alterações da função hepática

Quando é Contraindicado?

Em caso de antecedentes de alergia ao ácido gadotérico ou a meios de contraste com gadolínio e meglumina.

Contraindicações ligadas à Imagem por Ressonância Magnética:

  • Pacientes portadores de marcapasso;
  • Pacientes portadores de clipe vascular.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Administrar somente por via intravenosa;
  • O ácido gadotérico não deve ser injetado por via subaracnoidea (ou epidural);
  • Qualquer que seja a dose existe o risco de hipersensibilidade;
  • Todos os meios de contraste para RM podem provocar reações de hipersensibilidade mais ou menos intensas e até potencialmente mortais. Estas reações de hipersensibilidade são de natureza alérgica (se chamam reações anafiláticas quando são graves) ou não alérgica. Podem ser imediatas (menos de 60 minutos) ou retardadas (até 7 dias). As reações anafiláticas são imediatas e podem provocar a morte. São independentes da dose, podem se desencadear quando o produto é administrado pela primeira vez e são com frequência imprevisíveis;
  • Existe um risco de hipersensibilidade independentemente da dose injetada;
  • O risco de reação grave obriga a ter acesso imediato aos meios necessários para a reanimação de urgência;
  • Os pacientes que já têm apresentado uma reação durante a administração prévia de um meio de contraste para RM a base de gadolínio apresentam um risco superior de nova reação em caso de readministração do mesmo produto ou de outro e, por tanto, se consideram pacientes de risco;
  • A injeção de ácido gadotérico pode piorar os sintomas de uma asma existente. Em pacientes que apresentam uma asma não controlada por tratamento, a decisão de administrar ácido gadotérico deve ser tomada após realizar uma avaliação a fundo da relação risco/benefício;
  • Tal como se observa com os meios de contraste iodados, as reações de hipersensibilidade podem ser mais graves em pacientes tratados com betabloqueadores, especialmente se são asmáticos. Estes pacientes podem ser resistentes ao tratamento habitual das reações de hipersensibilidade com betaestimulantes.

A Hiperuricemia

 O Termo “Hiperuricemia” ou Ácido Úrico Elevado refere a presença de níveis altos de ácido úrico no sangue.

O limite normal para homens é de 400 µmol/L (6,8 mg/dL), e 360 µmol/L (6 mg/dL) para mulheres.

Lembrando que o ácido úrico é o produto final do metabolismo de purinas em humanos, pois não produzimos a urato oxidase, enzima que degrada o ácido úrico.

Cerca de 70% é excretado pelos rins e 30% pelo intestino, e Níveis elevados desta substância podem levar à Gota (doença) e, em alguns casos, acometimento renal (nefrolitíase por uratos).

Geralmente, a hiperuricemia é usualmente observada em pacientes com metabolismo anormal de purinas, incluindo a superprodução e excreção renal de ácido úrico.

Classificação

A hiperuricemia pode ser primária ou secundária:

  • Primária, quando é um problema do próprio metabolismo (como nefropatia juvenil), idiopática(sem causa conhecida) ou causado por dieta com excesso de purinas.
  • Secundária, quando a elevação se deve a doenças pré-existentes (como diabetes, alcoolismo, nefropatias, certos tumores, ) ou por drogas que alteram a produção e excreção de ácido úrico como algumas quimioterapias, anti-inflamatórios, ácido acetil salicílico (aspirina) e diuréticos.

A hiperuricemia, em 75% dos pacientes, é assintomática (sem sintomas). Em 25%, podem ocorrer sintomas como:

  • Dores nas articulações, especialmente dos pés e pernas (gota);
  • Pele irritada, vermelha e dolorida nos pés ou pernas (eritema em membros inferiores);
  • Cálculos renais/nefrolitíase (pedras nos rins);
  • Infecções renais (nefrites) e;
  • Sangue na urina (hematúria);
  • Náusea e vômito;
  • Formação de depósitos de ácido úrico nos tecidos (tofos).

Os Fatores de Risco

  • Abuso do álcool;
  • Obesidade;
  • Hipertensão;
  • Doenças renais;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Uso de medicamentos que inibem a excreção de ácido úrico;
  • Dieta com excesso de proteínas carnes e frutos do mar;

A presença de hiperuricemia é associada a fatores de risco como hipertensão arterial, hiperlipidemia, diabetes e doenças cardiovasculares.

O amplo consumo de alimentos ricos em purinas (como carnes e frutos do mar) é reconhecido como uma das causas da hiperuricemia, apesar de ser comprovadamente um fator menor se comparado ao metabolismo proteico de origem endógena.

A composição das bases púricas nos alimentos é variável, mas estudos sugerem que dietas ricas em adenina e hipoxantina são mais eficazes no aumento da hiperuricemia.

Além disso, ela também pode ser causada por defeitos genéticos, que alteram o Ciclo da ureia.

Como é tratado?

Tendo em vista que a hiperuricemia é um fator de risco para as doenças cardiovasculares, renais e articulares deve-se manter o ácido úrico plasmático normal.

No tratamento da hiperuricemia é necessário:

  • Evitar o ataque agudo de artrite úrica (gota);
  • Usar anti-inflamatórios não-esteroides nas crises de dor;
  • Usar hipouriceminates ou uricosúricos nos casos mais severos;
  • Fazer a profilaxia da recorrência das artrites, litíase, nefrite e gota;
  • Diminuir os fatores predisponentes como álcool, dieta inadequada e medicações que diminuam a excreção de ácido úrico pelo rim;
  • Prevenir e reverter a deposição de cristais de uratos nas articulações, ossos e tecidos;
  • Prolongar por tempo suficiente o tratamento para que os uratos sejam desmobilizados dos tecidos e ossos e que o valor plasmático do ácido úrico volte ao normal.

Referência:

  1. Plataforma METIS – Educação para a Saúde.

Óleo Ácido Graxo Essencial (AGE)

O óleo ácido graxo essencial (AGE) ou ácidos gordos essenciais são os ácidos graxos que não são produzidos bioquimicamente pelos seres humanos e devem ser adquiridos da dieta.

O termo “óleo ácido graxo essencial” refere-se aos ácidos graxos necessários aos processos biológicos e não à aqueles que funcionam como fonte de energia.

Este óleo vegetal é composto por ácido linoleico, ácido caprílico, ácido cárpico, vitamina A, E e lecitina de soja.

BENEFÍCIO:

  • Mantém o meio úmido;
  • Promove angiogênese;
  • Acelera o processo de granulação tecidual;
  • Forma película protetora na pele;
  • Auxilia o desbridamento autolítico;
  • Pode ser usado em qualquer fase de cicatrização.

INDICAÇÃO DE USO:

  • Prevenção de LPP;
  • Feridas com tecido de granulação.

PRECAUÇÃO/CONTRAINDICAÇÃO:

  • Pode ocorrer hipersensibilidade;
  • Feridas com necrose e /ou infecção.

FREQUÊNCIA DE TROCA:

  • Trocar no máximo a cada 24 h ou sempre que o curativo secundário estiver saturado.

CONSIDERAÇÕES:

  • O uso prolongado pode causar hipergranulação da ferida;
  • Pode ser associado a outras coberturas.

O Bicarbonato de Sódio e os Cuidados de Enfermagem

Bicarbonato de Sódio

O Bicarbonato de Sódio é um agente alcalinizador, destinado ao tratamento de uma condição na qual o sangue apresenta um excesso de ácido ou uma falta de base, acarretando frequentemente, uma redução do pH sanguíneo (pH< 7,0), ou seja, aumenta a concentração de bicarbonato no plasma, o que diminui a acidez e eleva o pH sanguíneo, o que reverte às manifestações clínicas da acidose (excesso de ácido nos líquidos do corpo) e tampona o excesso da concentração do íon hidrogênio. Esta condição pode ocorrer em casos graves de doença renal (nos rins), diabetes não controlada, insuficiência circulatória causada por choque ou grave desidratação, hemorragia, parada cardíaca e acidose láctica.

Também, é indicada em quadros com necessidade de alcalinização urinária e em manobras de ressuscitação cardiorrespiratória.

Para que casos não é indicado o Bicarbonato de Sódio?

– Hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue);

– Alcalose metabólica ou respiratória (pH do sangue aumentado);

– Hipernatremia (aumento da concentração do sódio no sangue);

– Hipervolemia (aumento do volume sanguíneo);

– Pacientes com insuficiência renal (função prejudicada dos rins);

– hipoventilação (redução da quantidade de ar nos pulmões).

Também é contraindicado para pacientes com perda de cloreto por vômito ou sucção gastrointestinal contínua, e em pacientes que utilizam diuréticos, pois pode ocorrer alcalose hipoclorêmica.

Em casos de hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue) a alcalose pode ocasionar: tetania, hipertensão arterial, convulsões ou insuficiência cardíaca congestiva, neste caso, a administração de sódio pode ser clinicamente prejudicial.

Cuidados de Enfermagem com a Administração de Bicarbonato de Sódio

– Deve-se monitorar o equilíbrio ácido-básico, hidroeletrolítico e níveis de glicemia.

– Cuidado ao administrar soluções parenterais, especialmente as compostas por íons de sódio, em pacientes que administram corticosteroides ou corticotropina.

– A depleção de potássio pode predispor o paciente a acidose metabólica e a coexistência de hipocalcemia (diminuição da concentração de cálcio no sangue) pode ser associada com espasmo carpopedal, assim como o aumento do pH sanguíneo.

– Atentar a utilização de fármacos que podem ocasionar interação medicamentosa com o Bicarbonato, podendo além de cristalizar o medicamento na via de acesso, causando obstrução, podendo neutralizar o efeito medicamentoso de ambos e assim não sendo eficaz.

O Tratamento

– As soluções que contém íons de sódio devem ser usadas com cautela em cardiopatas, em pacientes com a função renal comprometida e em situações onde haja edema com retenção de sódio.

– Em pacientes com a função renal diminuída, a administração de soluções contendo íons sódio pode resultar na retenção de sódio.

– A administração intravenosa destas soluções pode causar sobrecarga de fluidos e/ou soluto, resultando na diluição da concentração sérica de eletrólitos, super-hidratação, estado congestivo (edema, congestão visceral e pulmonar) ou edema pulmonar.

– A Infiltração extravascular deve ser evitada.

As Interações medicamento-medicamento:

Anfetamina, dextroanfetamina, efedrina, flecainida, mecamilamina, metanfetamina, pseudoefedrina, quinidina: o bicarbonato de sódio pode diminuir a eliminação destes medicamentos, e assim, aumentar seu efeito terapêutico.

Clorpropamida, lítio, metotrexato, salicilatos, tetraciclinas: o bicarbonato de sódio pode aumentar a eliminação destes medicamentos, e assim, diminuir o seu efeito terapêutico.

Cetoconazol: o bicarbonato de sódio pode diminuir a dissolução do cetoconazol no trato gastrointestinal, reduzindo a sua eficácia.