Notícias da Enfermagem

Estudante de Enfermagem cria projeto que dá acesso à água para famílias carentes

A Enfermagem que faz a diferença todos os dias carrega a missão e a responsabilidade de olhar pelo outro. A estudante de Enfermagem Elayne Azevedo, ainda no início de sua trajetória dentro da ciência do cuidado, já está vivendo isso na prática. Natural do povoado Saco do Pequi, zona rural do município de Matias Olímpio, […]

Água para Injeção, Destilada, Bi-destilada: É tudo a mesma coisa?

A Água para Injeção é um dos diluentes mais utilizados pelos profissionais da saúde, para a dissolução de medicamentos compatíveis com o mesmo. Mas no Mercado, a Água de Injeção pode ser encontrado também como Água Destilada e Água Bi-Destilada.

Mas, não é tudo a mesma coisa?

A Água destilada e a de Injeção não tem as mesmas funções?

São diferentes quando se pensa na qualidade das mesmas. Assim como a gente não bebe água da enxurrada e nem lava o banheiro com água filtrada, cada uma serve para uma coisa.

A água destilada pode ser utilizada para muitas coisas em laboratório. Já água para injeção serve como matéria-prima de medicamentos injetáveis.

E, por cair diretamente na corrente sanguínea, a exigência de pureza dessa água é muito maior (imagine se nessa água existir uma bactéria causadora de doenças…).

Para dizer que uma água é destilada basta sabermos que ela passou por um processo de destilação (aquele que a gente estuda na aula de química, lembra?).

Porém, o mesmo não se pode dizer sobre uma água para injeção.

Para a classificação do tipo de água são feitos vários testes laboratoriais (verificação de pH, condutividade, bactérias heterotróficas totais, detecção de bactérias do grupo Coliformes, detecção de endotoxinas bacterianas, dentre outros). Só depois de feitos estes testes podemos afirmar se a água está ou não nos padrões para injeção, por exemplo.

Enquanto o processo de obtenção de água destilada é relativamente simples, para obtenção da água para injeção é necessário um processo de filtração sub-micrômica, que confere a água o perfil e equilíbrio necessários (retirada de sais, remoção de micro-organismos, resíduos de cloro do tratamento público de água, etc).

Todos os equipamentos para tratar a água ficam concentrados em uma sala, com piso e parede com tinta à base de epóxi e ambiente de sala classe 100 mil (uma forma de medir a “pureza” do ar da sala), já que desde o inicio do processo preparatório, a água não tem contato com o ambiente.

O “polimento final” da Água para Injeção é realizado por sistema de filtração denominado Osmose Inversa ou Reversa. Todo sistema de produção de água também tem que estar validado (isto é, deve-se fazer um programa que assegure a qualidade do processo de obtenção dessa água).

Pelo que você pode ver, a água destilada sofre apenas o processo de destilação e a água para injeção sofre o processo de ultrafiltração e osmose reversa. Por isso, têm qualidades diferentes. E é a qualidade que as distingue.

E qual é a diferença entre a Água Destilada e a Bi-Destilada?

água bi-destilada, como o próprio nome já diz, é a água que passa pelo processo de destilação duas vezes.

Uma vez que a água é destilada, separa-se dela uma boa parte dos sais minerais; no entanto, mesmo depois do processo de destilação comum, a água ainda não fica completamente livre da presença de sais. Para isso, é preciso que ela seja submetida a um novo processo, após o qual passa a ser chamada de bi-destilada.

A água bidestilada é utilizada em situações nas quais exigem a pureza do elemento, sendo livre de minerais.

No entanto, no caso da água bidestilada, o seu uso é mais comum e mais frequente mesmo nos processos laboratoriais.

Tem também aplicações na área médica, podendo ser utilizada para a limpeza de ferimentos, queimaduras, procedimentos cirúrgicos e lavagem de cateteres vesicais.

Características da água bi-destilada

Se a água destilada já é praticamente livre de minerais, apresentando apenas pouquíssimos resíduos, a água bidestilada, que é destilada duas vezes, pode ser considerada completamente pura, isto é, livre de minerais. Por assim ser, ela garante o máximo de precisão nos processos laboratoriais, e por isso é tão utilizada.

Referências:

  1. https://www.prolab.com.br/;
  2. ANVISA.

Cristalóides: O Ringer Lactato

Ringer Lactato

O Ringer-lactato (ou mais precisamente, o soluto de Ringer) é uma solução cristalóide com soluções isotônicas ao plasma sanguíneo,  e líquida de eletrólitos em água.

Os Eletrólitos como o sódio estão naturalmente presentes em fluidos corporais e ajudam na função dos músculos e nervos, bem como na manutenção do pH e no equilíbrio dos fluidos.

A perda de eletrólitos através do suor e da urina é normal, e eles são repostos pelo consumo habitual de líquidos. Se muitos forem perdidos devido a sangramento, vômito ou outra doença, eles devem ser imediatamente repostos.

Mas o que são cristalóides?

Soluções cristaloides, popularmente conhecidos como soros, são as soluções que contêm água, eletrólitos (Sódio, potássio, cálcio, cloro…etc) e/ou açúcares em várias proporções e podem ser hipotônicas, isotônicas ou hipertônicas comparadas ao plasma sanguíneo. Se administram por via intravenosa para repor líquidos e re-estabelecer o Equilíbrio hidrostático e eletrolítico do corpo.

Para qual principal uso o Ringer Lactato é utilizado?

O soluto de Ringer é administrado por via intravenosa a pacientes para reposição de fluidos e eletrólitos perdidos por doença ou lesão. A concentração de eletrólitos e água é desenvolvida para imitar a composição do plasma sanguíneo. Essa solução pode ser prescrita junto com uma solução de açúcar (geralmente a dextrose) para fornecer uma fonte de calorias. O soluto de Ringer pode também ser usado em associação com uma variedade de medicamentos intravenosos, para dilui-los.

Qual é a composição do Ringer Lactato?

A proporção de eletrólitos e água no soluto de Ringer é cuidadosamente balanceada para que ele possa ser usado eficazmente pelo corpo. Em cada 100 ml de soluto de Ringer, há 600 mg de cloreto de sódio, 20 mg de cloreto de cálcio, 30 mg de cloreto de potássio e 310 mg de lactato de sódio. O pH do soluto de Ringer é ajustado para ser 6.6, e um litro dessa solução possui nove calorias.

Ringer Simples e Lactato: Quais sãos as diferenças?

Ambos possuem características semelhantes quanto à composição, diferenciando apenas pelo Lactato,  que é utilizada para reposição, e contém mais cloreto e mais cálcio que outras soluções, tornando-a levemente acidificantes.

O Ringer Lactato é mais indicado para que tipos de situações?

A sua indicação principal é diluir o sangue, em casos onde há perda deste, de modo a evitar o choque hipovolêmico. É muito utilizado em casos de reidratação e restabelecimento do equilíbrio hidro eletrolítico, quando há perda de líquidos e dos íons cloreto, sódio, potássio e cálcio, e para prevenção e tratamento da acidose metabólica.

Quais são os efeitos colaterais ?

Como o soluto de Ringer é administrado via intravenosa, um efeito colateral comum é irritação no local da injeção. Ainda que incomuns, reações alérgicas, como inchaço e dificuldade para respirar, podem acontecer. Outros efeitos colaterais potenciais são: hematoma ou infecção no local da injeção, febre, infecção da veia ou aumento anormal do volume de sangue. Edema pulmonar (fluido nos pulmões) e hiper-hidratação também são complicações potenciais que podem ocorrer pelo uso do soluto de Ringer.

Cuidados de Enfermagem ao Ringer Lactato

– Não devem ser administrada simultaneamente no mesmo local da infusão sanguínea devido ao risco de coagulação.

– A administração intravenosa pode causar sobrecarga de fluidos e/ou solutos, resultando na hiper-hidratação, estados congestivos ou edema pulmonar.

Curiosidades

O soluto de Ringer é produzido por uma série de fabricantes diferentes e pode ter pequenas variações na fórmula. Em geral, porém, essas soluções são consideradas isotônicas em relação ao sangue. Isso significa que sua concentração é mais ou menos igual à do sangue saudável. Essa solução pode também ser chamada de Ringer ou Ringer-lactato. O soluto de Ringer foi inventado no final do século XIX pelo fisiologista britânico Sydney Ringer.