Aspiração de Secreção e sua sequência

A aspiração das Vias Aéreas consiste na remoção de secreções por meio de sucção das Vias Aéreas Superiores (VAS – cavidade nasal, laringe, faringe) e/ou Vias Aéreas Inferiores (VAI- traqueia). Tendo como finalidade remover secreções acumuladas, Prevenir infecções e obstruções respiratórias, Promover conforto, Permitir a ventilação e a oxigenação e Prevenir broncoaspiração.

Indicação

  • Presença de secreção visível na VA;
  • Presença de ruído no tubo traqueal;
  • Presença de roncos e/ou crepitações e redução dos sons pulmonares na ausculta pulmonar;
  • Desconforto respiratório;
  • Queda da SpO2;
  • Oscilações na curva de fluxo do ventilador.

Materiais Necessários

  • Equipamentos de Proteção Individual – EPI – ( luvas de procedimento, óculos protetor, gorro e máscara cirúrgica);
  • luva estéril para aspirar VAI;
  • Cateter de aspiração adequado;
  • Frascos de soro fisiológico 0,9% de 10 mL;
  • extensões de silicone/látex esterilizadas ;
  • Oxímetro de pulso ;
  • estetoscópio;
  • gazes esterilizadas;
  • Fonte de vácuo (canalizada ou portátil);
  • Papel toalha.

Etapas do Procedimento

  1. Identificar a necessidade para aspiração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir todo o material necessário;
  4. Paramentar-se com EPI;
  5. Explicar ao paciente o procedimento e o seu propósito;
  6. Posicionar o paciente, preferencialmente em semi-Fowler;
  7. Instalar o oxímetro de pulso e observar saturação;
  8. Colocar o papel toalha sobre o tórax do beneficiário;
  9. Calçar luvas de procedimento;
  10. Abrir o vácuo e testá-lo;
  11. Abrir o pacote da sonda;
  12. Conectar a sonda no látex, segurando a sonda com a mão dominante;
  13. Interromper dieta administrada por SNE antes de proceder à aspiração, caso o beneficiário esteja fazendo uso do dispositivo;
  14. Aspirar nasofaringe introduzindo a sonda em uma das narinas, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  15. Retirar a sonda devagar, com movimentos rotatórios;
  16. Imergir a sonda em SF 0,9% entre uma aspiração e outra;
  17. Aspirar nasofaringe enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  18. Aspirar orofaringe, se necessário, utilizando a mesma sonda, introduzindo a sonda pela boca, com o vácuo fechado, fazendo movimento oblíquo e para baixo, de preferência no tempo inspiratório ou durante a tosse, e aspirar liberando o vácuo de forma intermitente;
  19. O tempo entre a introdução e a retirada da sonda deve durar no máximo de 10 a 12 segundos enquanto houver secreção, mantendo uma pausa entre uma introdução e outra da sonda (no máximo, três vezes, no intervalo de 1 minuto);
  20. Desconectar a sonda do látex;
  21. Desprezar todo material utilizado (sonda, frasco SF, luvas, máscara, papel toalha, etc);
  22. Posicionar o paciente confortavelmente;
  23. Deixar a unidade em ordem;
  24. Retirar as luvas;
  25. Higienizar as mãos;
  26. Registrar no prontuário o procedimento realizado.

Etapas do procedimento de Vias Aéreas Invasivas

  1. Explicar o procedimento a ser realizado;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Reunir os materiais necessários;
  4. Colocar o cliente na posição de Fowler ou semi-Fowler, se não for contraindicado;
  5. Aplique proteção facial;
  6. Calce uma luva estéril em cada uma das mãos, ou use luva não estéril na mão não dominante e luva estéril na mão dominante;
  7. Pegue a sonda com a mão dominante sem tocar nas superfícies não estéril, prenda o látex ao conector;
  8. Faça o teste do equipamento de vácuo;
  9. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, remova o dispositivo liberador de oxigênio ou umidade com a mão dominante;
  10. Sem aplicar aspiração, insira suave, mas rapidamente o cateter usando o polegar dominante e o dedo indicador na via aérea artificial ate encontrar resistência ou o paciente tossir, então puxe de volta 1 cm;
  11. Aplique sucção intermitente colocando e liberando o polegar não dominante sobre a abertura do cateter, retire lentamente o cateter enquanto o gira de volta e para frente entre o polegar dominante e o dedo polegar. Encoraje o beneficiário a tossir. Observe sofrimento respiratório;
  12. Se o beneficiário estiver recebendo ventilação mecânica, feche o adaptador ou substitua o dispositivo de liberação de oxigênio;
  13. Avalie o estado cardiopulmonar do beneficiário com relação à depuração de secreções e complicações. Repita as etapas do procedimento até obter melhora do padrão respiratório ou ausculta de secreções;
  14. Posteriormente, aspire nasofaringe e orofaringe nesta ordem, após esta passagem o cateter estará contaminado, não o insira novamente no tubo;
  15. Reconecte o sistema de oxigenação (se em utilização);
  16. Desconecte o cateter do sistema de vácuo, enrole o tubo na mão dominante. Retire o papel toalha e retire a luva de modo que o cateter fique nela. Descarte-as em local indicado. Desligue o sistema de sucção;
  17. Deixe o paciente em posição confortável e organize o ambiente;
  18. Higienizar as mãos;

Qual a ordem da aspiração da via aérea?

  1. VAI ( tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia);
  2. Cavidade nasal;
  3. Cavidade oral.

Por que essa sequência?

Se o paciente estiver com a ventilação aérea invasiva ou aérea avançada (VAI OU VAA), conforme BALBINO (2016), deve-se seguir a sequência pois se justifica pela utilização de uma mesma sonda para aspirar a área ESTÉRIL para a área LIMPA, sendo então, a utilização de luvas estéreis no caso de aspiração em TOT ou TQT.

Técnico em enfermagem pode realizar aspiração de Via Aérea?

Sim, desde que se enquadre nas considerações descritas na resolução abaixo, artigos 4 e 5:

De acordo COFEN Nº 557/2017 RESOLVE:

Art. 2º Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.

Art. 3º Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEP.

Art. 4º Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Art. 5º Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Referências:

  1. BALBINO, Carlos Marcelo et al. Avaliação da técnica de aspiração de paciente em ventilação mecânica realizada pela enfermagem. Revista de Enfermagem UFPE on line, [S.l.], v. 10, n. 6, p. 4797-4803, nov. 2016. ISSN 1981-8963. Disponível em: <https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/11258>. Acesso em: 28 out. 2022. doi:https://doi.org/10.5205/1981-8963-v10i6a11258p4797-4803-2016.
  2. TIMBY, Barbara Kuhn. Conceitos e Habilidades Fundamentais no Atendimento de Enfermagem. 8ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.
  3. FURTADO, Érida Zoé Lustosa et al. Aspiração endotraqueal: práticas da equipe de saúde no cuidado ao paciente crítico. Rev enferm UFPE. Recife, dez., 2013.
  4. FAVRETTO, Débora Oliveira et al. Aspiração endotraqueal em pacientes adultos com via aérea artificial: revisão sistemática. Rev. Latino-Am. Enfermagem, v. 20, n. 5, set.
    /out. 2012.

Aspiração Manual Intra Uterina (AMIU)

AMIU ou “Aspiração Manual Intra-Uterina”, é um procedimento médico, rápido, simples e seguro de esvaziamento uterino, indicado preferencialmente pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde como o método mais seguro para o tratamento do aborto incompleto e para a biópsia endometrial.

Este procedimento é realizado pelo chamado “Kit AMIU”, que consiste num aspirador à vácuo (seringa de válvula dupla) acoplado a cânulas de plástico semi-flexíveis de diferentes espessuras (de 4mm – 12mm).

Vantagens

Comprovadamente superior à curetagem, esse procedimento médico apresenta vantagens importantes sobre aquela, tais como:

  • Menor necessidade de recursos para controle da dor;
  • Habilitação profissional médica simplificada;
  • Possibilidade de realização fora do centro cirúrgico;
  • Menor tempo de permanência hospitalar;
  • Alta eficácia no esvaziamento uterino;
  • Menor incidência de complicações.

Como é realizado o AMIU?

Para realizar o procedimento, é necessário que o colo do útero esteja dilatado. Dessa forma, quando a dilatação não ocorre naturalmente (como no abortamento incompleto), pode ser feita por meio do uso de comprimidos que são colocados no colo uterino e estimulam sua abertura.

A curetagem é um procedimento rápido, em que a paciente é submetida à uma anestesia (que pode ser raquidiana, peridural ou geral), com duração média de 15 minutos. Uma complicação possível, porém pouco frequente, é a perfuração uterina. Entretanto, na maioria das vezes o procedimento ocorre sem problemas. Por isso, a paciente costuma ter alta em até 24 horas.

Pós operatório

Cólicas e sangramento podem ocorrer, porém em uma intensidade menor. As recomendações para o pós-operatório são semelhantes às recomendações da curetagem.

Curetagem Vs. AMIU: Quais são as diferenças?

Enquanto a AMIU é feita com uma cânula acoplada a uma seringa que aspira os resíduos internos, podendo ser feito num espaço ambulatorial, a Curetagem consiste na raspagem do útero. Com isso, aumentam as chances de perfuração uterina e de consequências que comprometem uma próxima gestação.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Broncoaspiração: O que é?

A broncoaspiração consiste na entrada de substâncias estranhas nas vias aéreas inferiores. No perioperatório, pode haver a aspiração imprópria de conteúdo gástrico ou da orofaringe.

Já em emergências, atendem-se casos de aspirações que, além das já citadas, podem incluir partículas sólidas, ou também chamada de aspiração de corpo estranho.

As possíveis consequências incluem pneumonite, pneumonia e atelectasia. Para o correto manejo é de suma importância para o médico assistente fazer sua correta distinção.

Quais são as causas?

A broncoaspiração consiste no quinto evento adverso mais comum durante a anestesia geral.

Segundo J. D’Haese et al., cerca de 20% dos pacientes apresentam microaspirações enquanto estão intubados. Após ensaio utilizando corante na cavidade oral associado à intubação, conforme técnica padronizada, 1/5 dos pacientes apresentou coloração na traquéia em porção inferior ao balonete, demonstrando aspiração.

Os motivos principais são o vazamento aéreo do balonete ou mesmo o seu enchimento incompleto, ambos ocasionando espaço entre a via aérea e o tubo, gerando passagem de secreções ou gotículas.

Os Fatores de Risco

Algumas situações ou condições clínicas comprometem a proteção fisiológica das vias aéreas inferiores, alterando principalmente o correto fechamento glótico e o reflexo da tosse, dentre elas:

  • Consciência reduzida;
  • Distúrbios de deglutição / déficit neurológico;
  • Doença do refluxo gastroesofágico;
  • Lesão mecânica na glote ou no esfíncter esofágico inferior devido à traqueostomia, intubação endotraqueal, broncoscopia, endoscopia digestiva alta ou alimentação por sonda nasogástrica;
  • Cirurgia que envolva a via aérea ou esôfago superior;
  • Ausência de jejum adequado no processo de anestesia geral;
  • Anestesia utilizando máscara laríngea;
  • Outros: Gestantes; obesos; íleo adinâmico.

Um importante fator protetor que possuímos contra a regurgitação é a competência do esfíncter esofágico inferior, o qual pode suportar uma pressão intragástrica de até 20 cm de H₂O no seu estado normal. Na falha deste mecanismo, o vômito pode ocorrer favorecendo a broncoaspiração.

Como é diagnosticado?

Sugerem a ocorrência de broncoaspiração:

  • Visualização de conteúdo gástrico na orofaringe durante o processo de intubação orotraqueal;
  • Hipoxemia durante a ventilação mecânica, apesar do correto posicionamento do tubo;
  • Aumento da pressão inspiratória durante a anestesia geral;
  • Dispneia, broncoespasmo e hiperventilação no pós-operatório.

O Manejo

Na ocorrência de broncoaspiração durante a laringoscopia, após a indução anestésica, deve-se posicionar o paciente imediatamente em posição Trendelemburg, aspirar sua orofaringe, realizar a intubação orotraqueal e aspirar a luz do tubo endotraqueal.

A lavagem do tubo com solução fisiológica 0,9% não é preconizada, visto que a lesão pulmonar ocorre em segundos após a aspiração, havendo ainda o risco de dispersão do conteúdo gástrico para regiões mais periféricas do pulmão.

As Complicações

As principais complicações ocasionadas pela broncoaspiração incluem: pneumonite, pneumonia e atelectasia.

Pneumonite

Refere-se à aspiração das substâncias que são tóxicas para as vias respiratórias inferiores, independentemente da infecção bacteriana.

Uma pneumonite química pode instalar-se nos casos em que o pH for menor do que 2,5, evoluindo com processo inflamatório 4h após a aspiração. A presença de atelectasias e broncoespasmo não é infrequente.

A broncoaspiração também cursa com aumento da permeabilidade capilar pulmonar e diminuição da complacência exigindo suporte ventilatório com pressão positiva. Estudos subsequentes mostraram que esta forma de aspiração geralmente segue um curso mais fulminante, pois a lesão pulmonar por aspiração de conteúdo gástrico ocorre em  egundos, e que pode resultar na síndrome de angústia respiratória aguda (SARA).

Nesses casos, a gasometria arterial geralmente mostra que a pressão parcial de oxigênio é reduzida, acompanhada por uma pressão parcial normal ou baixa de CO2, com alcalose respiratória. Dentro de três minutos, ocorre atelectasia, hemorragia peribrônquica, edema pulmonar, e a degeneração das células epiteliais brônquicas.

Em quatro horas, os espaços alveolares são preenchidos por leucócitos polimorfonucleares e fibrina. Membranas hialinas são vistas dentro de 48 horas. O pulmão neste momento torna-se edemaciado, com focos hemorrágicos e com consolidações alveolares.

Todos os resultados acima descritos também foram observados na autópsia de pacientes com pneumonite fatal. O mecanismo presumido é a liberação de citocinas pró-inflamatórias, fator de necrose tumoral-alfa (TNF-a) e interleucina (IL). As seguintes características clínicas devem levantar a possibilidade de pneumonite química:

Início abrupto dos sintomas com dispnéia em destaque; febre, que é geralmente baixa; cianose; crepitantes difusos na ausculta pulmonar; hipoxemia grave e infiltrados na radiografia do tórax nos segmentos pulmonares envolvidos.

Os lobos envolvidos em posição ortostática são os inferiores. No entanto, a aspiração que ocorre quando os pacientes estão em posição de decúbito dorsal acomete os segmentos superiores dos lobos inferiores e os segmentos posteriores dos lobos superiores.

Pneumonia por aspiração

Cerca de 20-30% dos pacientes que apresentarem episódio de broncoaspiração irão desenvolver pneumonia. A pneumonia de aspiração refere-se às consequências pulmonares resultantes da entrada anormal de líquidos, substâncias exógenas, partículas, ou secreções endógenas para as vias aéreas inferiores e aspiração de microorganismos da cavidade oral ou da nasofaringe.

A maioria dos pacientes apresenta manifestações comuns de pneumonia, incluindo tosse, febre, expectoração purulenta e dispneia, mas o processo se desenvolve ao longo de um período de vários dias ou semanas. Muitos pacientes apresentam emagrecimento e anemia como características comuns de um processo mais crônico.

Diferentemente da pneumonia comum, a pneumonia por aspiração é causada por bactérias presentes na flora do TGI, sendo, portanto, menos virulentas. A maioria dos casos envolvem bactérias anaeróbias e estreptococos aeróbio ou microaerófilos que normalmente residem nas fendas gengivais.

Existe uma associação com a doença periodontal, e esta complicação é menos comum em pacientes com boa higiene dental e aqueles que não apresentam dentição. A microaspiração oriunda de secreção das vias aéreas superiores, devido ao vazamento do balonete do tubo endotraqueal, tem sido reconhecida como a principal causa de pneumonia pós-intubação.

Atelectasia

É a perda de volume ou ausência de ar no pulmão. A etiologia com desfecho mais grave é a aspiração de corpo estranho, que é mais comum em crianças. Os sintomas são dor torácica, tosse e dispneia. O diagnóstico é confirmado no raio-x de tórax. Nesse caso, deverá ser realizada broncoscopia flexível com a finalidade de retirar o corpo estranho, com brevidade.

Referências:

  1. Cavalcanti IL, et al. Tópicos de Anestesia e Dor. In: Monteiro BF. Broncoaspiração. Rio de Janeiro:Saerj; 2011. p. 345-51.
  2. Bartlett JG. Aspiration pneumonia in adults. In: UpToDate. [Database on Internet]. jul. [updated 2012 jul 21]. [XXp.] Disponível em: http://www.uptodate.com/con tents/aspiration-pneumonia-inadults?source=searchresult&search=aspiration +pneumonia&se lectesTitle=1~150.
  3. D’Haese J, DE Keukeleire T, Remory I, et al. Assessment of Intraoperative Microaspiration: does a modified cuff shape improve sealing? Acta Anaesthesiol Scand. 2013 Aug;57(7):873-80.
  4. Chen YM, Michael et al. Radiologia Básica. In: Chiles, MD Caroline, Gulla, MD Shannon. Capítulo 4. 2a ed. Porto Alegre: Artmed; 2012 p.89-90; 128-131.
  5. Yamashita, Americo Massafuni et al. Anestesiologia SAESP. In:______. Capítulo 51. 5. ed. São Paulo: Atheneu; 2001. p. 1038-1040.
  6. Manica J. Anestesiologia Princípios e Técnicas. In:______. Recuperação pós-anestésica. 3 ed. Porto Alegre: Artmed; 2004. p. 1142-6.
  7. Bair AE. Rapid sequence intubation in adults. In: UpToDate. [Database on Internet]. Online 21.8; . Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/rapid-sequence-intubation-in-adults?Source=search_result&search=rapid+induction&selectedTitle=2%7E150
  8. Caro D. Pretreatment agents for rapid sequence intubation in adults. In: UpToDate. [Database on Internet]. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/pretreatment-agents-for-rapid-sequence-intubation-inadults?source=see_link.
  9. Caro D. Sedation or induction agents for rapid sequence intubation in adults. In: UpToDate. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/sedation-or-induction-agents-for-rapid-sequenceintubation-in-adults?source=search_result&search=rapid+induction &selectedTitle=1%7 E150.

Dúvidas Frequentes quanto a Aplicação de Vacinas

Com a recente notícia sobre a liberação das Vacinas contra o COVID-19 e a demonstração ao vivo da primeira pessoa a ser vacinada, surgiu-se tantas dúvidas de pessoas comuns, e até de profissionais de saúde e estudantes.

1-É CORRETO ASPIRAR VACINAS ANTES DE SUA APLICAÇÃO?

Alguns órgãos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde – WHO, recomendam a não aspiração como técnica importante no manejo da dor. Diversos países, como Canadá, Austrália, Inglaterra e outros da União Europeia, não recomendam mais a aspiração de rotina

A aspiração antes das injeções, ou injeção lenta são práticas que não foram avaliadas cientificamente, por isso em alguns países não é mais necessária. Embora a aspiração seja defendida por alguns especialistas e, a maioria dos profissionais são ensinados a aspirar antes da injeção, não há evidências de que este procedimento seja necessário.

não aspiração tem sido indicada, pois ela diminui o tempo de aplicação e, consequentemente, a percepção da dor. Embora a dor das imunizações seja, até certo ponto, inevitável, há algumas coisas que os pais e os profissionais de saúde podem fazer para ajudar quando crianças, adolescentes e adultos que precisam de vacinas, como estratégias baseadas em evidências para aliviar a dor associada ao processo de injeção, tais como o uso de soluções de glicose, ordem de aplicação das injeções, estimulação tátil, distração, anestésicos tópicos e a técnica de injeção que envolve a não aspiração antes de injetar a vacina  (CDC, 2016).

Um ensaio clínico randomizado, realizado no Canadá em 2007, comparou a resposta à dor de bebês com injeção lenta, aspiração e retirada lenta com outro grupo usando injeção rápida, sem aspiração e retirada rápida. Com base em escalas de dor comportamental e visual, o grupo que recebeu a vacina rapidamente sem aspiração experimentou menos dor. Não foram relatados efeitos adversos com qualquer das técnicas de injeção. (Ipp M, Taddio A, Sam J, et al., 2007).

Por isso, diminuir a dor associada às imunizações durante a infância pode ajudar a evitar esta angústia e futuros comportamentos prejudiciais à prevenção em saúde.

2- E AS LUVAS? É RECOMENDADO O SEU USO DURANTE A VACINAÇÃO?

Manual de Procedimentos para Vacinação da FUNASA não descreve a utilização de luvas no preparo e administração de vacinas:

[…]
5.1. Higiene das mãos
Um dos mais importantes procedimentos que antecedem à administração de vacinas
e soros é a higiene das mãos.
O ato de lavar as mãos, quando praticado por todo o pessoal dos
serviços de saúde, é essencial para a prevenção e controle de infecções. Na sala de
vacinação, quando este procedimento é rigorosamente obedecido, evita a
contaminação tanto no preparo como na administração dos imunobiológicos.
A higiene das mãos é realizada:
• antes e depois da administração de cada vacina ou soro;
• antes e depois do manuseio dos materiais, das vacinas e dos soros; e
• antes e depois de qualquer atividade executada na sala de vacinação.
[…] (BRASIL, 2001, p. 81)

Recomenda-se o uso de luvas por duas razões fundamentais:

  • Para reduzir o risco de contaminação das mãos de profissionais da saúde com sangue e outros fluidos corporais;
  • Para reduzir o risco de disseminação de micro-organismos no ambiente e de transmissão do profissional da saúde para o paciente e vice-versa, bem como de um paciente para outro.

De acordo com os manuais do Ministério da Saúde vigentes, não há recomendação de utilização de luvas de procedimentos como equipamento de proteção individual, desde que sejam seguidas corretamente as técnicas para administração de medicamentos por via parenteral.

3- É NECESSÁRIO REALIZAR A ANTISSEPSIA NA PELE ANTES DE REALIZAR A ADMINISTRAÇÃO DA VACINA?

Ainda que a pele esteja visivelmente suja e deva ser limpa, a antissepsia da pele antes de aplicar uma injeção é desnecessária. Estudos sugerem que não existe o risco aumentado de infecção quando injeções são aplicadas sem preparo prévio.

As bactérias da flora da pele podem ser introduzidas por punção, no entanto, a maioria destas bactérias não são patogênicas e o número de organismos introduzidos é insuficiente para a formação de abcesso. Os protocolos tradicionais de preparo da pele, inclusivo o uso do álcool 70% podem ser insuficientes para eliminar a flora da pele devido ao tempo curto de exposição.

Enquanto que os benefícios do preparo prévio da pele não são evidentes, o preparo inadequado pode ser perigoso.

Veja também:

Entenda a importância da Imunização: Não deixe a vacina pra depois!

Conheça as Vias de Administração das Vacinas

Referências:

  1. Ministério da Saúde- Manual de Procedimentos para a  Vacinação
  2. Parecer COREN-SP 042/2014

Agulha Ponta Romba

As Agulhas Ponta Romba têm se tornado um dos dispositivos mais rotineiros nos setores de Assistência Hospitalar, e é de suma importância entender sobre a o seu uso na administração de medicamentos.

São comumente indicadas somente para utilização de aspiração e preparação de um medicamento, reconstituição do medicamento e acesso aos IV Bags. Elas substituem as agulhas hipodérmicas tradicionais, reduzindo o risco de acidentes com perfuro-cortantes, pois possuem calibres compatíveis, com bom fluxo e pontas sem corte, evitando acidentes.

A Principal característica destas agulhas são as pontas sem corte, o que facilita e evita os grandes acidentes com perfuro durante o preparo dos medicamentos, assim atendendo a Norma NR 32.

Os tamanhos das agulhas são variadas, porém de tamanhos grandes: Podendo ser encontradas sob 40 x 12, 25 x 10, por exemplo.

As Vantagens do uso

  • Facilita o manuseio sem que o profissional precise alterar a técnica empregada;
  • Sua ponta apresenta cânula siliconizada, ideal para perfurar o frasco ampola e realizar a limpeza de ferimentos;
  • Outra característica é a presença do calibre, compatível com um bom fluxo e ponta sem corte;
  • Substitui as agulhas hipodérmicas tradicionais, o que reduz os riscos de acidentes com perfurocortantes.

Como Utilizá-las?

A técnica de aspiração é empregada em diversas situações e para que ela seja eficaz indica-se a Agulha de Aspiração Ponta Romba.

Para utilizá-la corretamente, separe todos os materiais exigidos, lave adequadamente as mãos e calce as luvas estéreis. Não se esqueça também de confirmar o nome do paciente em relação ao procedimento ou medicação prescrita.

Caso a aspiração seja realizada para administração de medicamentos, faça a antissepsia adequada do frasco. Logo em seguida, você deve seguir os passos:

  1. Abra a embalagem da agulha em pétala;
  2. Conecte a agulha na seringa Luer Lock e faça uma volta completa;
  3. Certifique-se que a agulha está encaixada corretamente;
  4. Perfure a borracha do frasco ampola no ângulo de 90º;
  5. Aspire a medicação e elimine as bolhas de ar;
  6. Quando finalizar a aspiração, descarte a agulha no coletor de perfuro cortante;
  7. Caso haja contato com a pele durante o procedimento descartar a agulha. Além disso, não se preocupe: a ponta romba dificulta a penetração e diminui o risco de acidentes com perfuro cortantes.

Ao terminar todos os procedimentos, não se esqueça de lavar as mãos novamente para reduzir a possibilidade de propagação de doenças.

Veja Também:

Seringas: Tipos e Indicações

Agulha: Os Tipos e Indicações

Referência:

  1. Sol Millenium

A Aspiração de Secreções

Aspiração de Secreções

As Aspirações de Secreções são geralmente usados nos casos mais simples, para resolver as insuficiências respiratórias do tipo obstrutiva por acúmulo de secreções.

A aspiração de secreção do paciente entubado ou traqueostomizado, deve ser quando existir secreção, e não como de rotina. E tendo em mente de que é necessário uma técnica asséptica.

Para que é indicado?

Presença de secreção em pacientes com cânula endotraqueal ou de traqueostomia.

E quando é Contra Indicado?

Absolutas: bronco espasmo, obstrução. Relativas: Hemorragias, pacientes com tendências a sangramentos.

Quais são as possíveis complicações?

Traumatismo, hemorragia, infecção por técnica inadequada, broncoespasmo, hipóxia, a sonda não progride.

O que é são fluidificação de secreções?

É quando as secreções apresentam-se espessas o que dificulta. a sua eliminação, é necessário fluidificá-las, para isto, lança-se mão de:

  • umidificadores ou vaporizadores que proporcionam vapor d´água;
  • nebulizadores que proporciona partículas d´água;
  • micro nebulizadores que facilitam o uso de medicamentos, quebrando o líquido em micro-partículas.

A fluidificação de secreções é usada continuamente, quando o paciente está em uso de respirador mecânico, ou recebendo oxigênio através do tubo endotraqueal ou cânula de traqueostomia (o oxigênio seco resseca secreções, devendo ser umidificado, quando administrado).

Quem pode realizar a aspiração de secreção?

Houve uma atualização nas resoluções do COFEN.

Conforme a Resolução COFEN 0557/2017, determina que dentre os membros da equipe de enfermagem:

  • Os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas privativamente aspiradas por profissional Enfermeiro, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional da Enfermagem.
  • Os pacientes atendidos em Unidades de Emergência, Salas de Estabilização de Emergência, ou demais unidades da assistência, considerados graves, mesmo que não estando em respiração artificial, deverão ser aspirados pelo profissional Enfermeiro, exceto em situação de emergência, conforme dispõe a Lei do Exercício Profissional de Enfermagem e Código de Ética do Profissional de Enfermagem – CEPE.
  • Os pacientes em unidades de repouso/observação, unidades de internação e em atendimento domiciliar, considerados não graves, poderão ter esse procedimento realizado por Técnico de Enfermagem, desde que avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.
  • Os pacientes crônicos, em uso de traqueostomia de longa permanência ou definitiva em ambiente hospitalar, de forma ambulatorial ou atendimento domiciliar, poderão ter suas vias aéreas aspirada pelo Técnico de Enfermagem, desde que devidamente avaliado e prescrito pelo Enfermeiro, como parte integrante do Processo de Enfermagem.

Os Cuidados de Enfermagem Relacionados à Aspiração

Lembrando que:

  • Troque os frascos de aspiração e conexões a cada 6 horas!
  • Usar cateteres apenas uma vez, podendo trocá-lo durante a aspiração caso tenha muita secreção em suas paredes!

Na Aspiração Endotraqueal

Seguir inicialmente a mesma técnica da aspiração nasotraqueal:

  • Desconectar o respirador, caso faça uso.
  • Introduzir o cateter através do tubo cuidadosamente.
  • Iniciar a aspiração com movimentos rotativos do cateter, retirá-lo gradativamente.
  • Rinsar com água estéril ou solução fisiológica (não é fundamental).
  • Realizar intervalos de 3 min. de uma aspiração a outra, nunca exceder 15 min. para permitir adequada oxigenação do paciente, se necessário usar o ambú, para realizar ventilações.

A Aspiração de Secreção pode-se proceder pelas vias:

  • Vias Aéreas Superiores (VAS);
  • Intubação Oro/Endotraqueal;
  • Traqueostomia

Realizando o procedimento:

  • Verificar indicação do procedimento na prescrição de Enfermagem;
  • Lavar as mãos;
  • Preparar o material e levá-lo para Box do paciente;
  • Orientar o paciente sobre o procedimento;
  • Conferir o número da sonda de aspiração, com o número da cânula endotraqueal (A sonda deve ter diâmetro externo não superior ao diâmetro interno do tubo ou cânula, por exemplo: tubo nº 8/sonda nº 18);
  • Colocar máscara e óculos;
  • Verificar tipo e características da respiração, condições dos batimentos cardíacos do paciente e simetria da expansão torácica;
  • Calçar a luva estéril na mão que vai manipular a sonda de aspiração;
  • Oxigenar o paciente com FiO2 à 100% se no respirador, ou ventilar com ambú com reservatório por 01’, antes e após a aspiração;
  • Previamente aspirar a boca do paciente conforme o procedimento;
  • Abrir embalagem da sonda esterilizada e conectá-la à extremidade do látex;
  • Posicionar a cabeça do paciente no sentido oposto a ser aspirado;
  • Introduzir suavemente a sonda de aspiração endotraqueal na fase inspiratória, sem fazer sucção, sem forçar, o mais lento possível;
  • Observar o paciente e fazer manobra de sucção por 3 a 5 segundos na fase expiratória e tracionar a sonda em um único movimento para fora com movimentos circulares;
  • Repetir o procedimento de remoção das secreções não ultrapassando 15 segundos no tempo total de sucção;
  • Ventilar o paciente, entre cada aspiração, sempre observando suas reações, coloração da pele e ritmo respiratório;
  • Introduzir a seguir a sonda de aspiração, alternadamente, em cada manobra, até a faringe, criando sucção e tracionando-a para fora, com movimentos circulares;
  • Retirar excesso de secreção da sonda com gaze esterilizada;
  • Utilizar uma sonda para cada aspiração, desprezando após o uso;
  • Desligar o aspirador e deixar o sistema seco para evitar refluxo quando usado novamente;
  • Proteger a extremidade do látex com saco plástico (tipo bolsa de colostomia) e fixar em um ponto acima do nível do aspirador;
  • Retirar a luva, recolher o material e deixar em ordem a unidade do paciente;
  • Registrar no prontuário, data e hora do procedimento, quantidade, cor, odor e aspecto da secreção, além das reações do paciente, intercorrências e assinar.

PONTOS A LEMBRAR:

  • A aspiração deve ser realizada quando o paciente apresentar: taquipneia, taquicardia, hipotensão, agitação, ansiedade, secreções visíveis, e ausculta de estertores bolhosos e sibilantes;
  • O aspirador deve estar desinfetado e ser testado antes de iniciar o procedimento;
  • Para colaborar com a tranqüilidade do paciente;
  • Sondas de aspiração muito calibrosas podem produzir excessiva pressão negativa, lesar a mucosa e aumentar a hipóxia provocada pela aspiração;
  • Promover proteção ao paciente e ao profissional;
  • Constatando sinais de depressão respiratória, irregularidade no ritmo cardíaco, cianose de extremidade, solicitar avaliação do médico plantonista antes de iniciar o procedimento;
  • Diminuir a hipoxemia resultante das aspirações;
  • Evitar contaminação;
  • O paciente deve estar em decúbito dorsal com a cabeceira da cama ligeiramente elevada (Fowler 35 – 40º);
  • Para a aspiração do brônquio direito, virar a cabeça para o lado esquerdo e vice-versa;
  • As secreções dever ser removidas com técnica atraumática e asséptica;
  • Conforme o padrão respiratório do paciente, estar atento ao tempo de aspiração;
  • Em caso de secreção espessa, rolhas ou mesmo grande quantidade de secreção, avaliar com o médico assistente a indicação de nebulização prévia a este procedimento;
  • Durante a aspiração observar: P.A, freqüência cardíaca, arritmias e SaO2 (Saturação de Oxigênio);
  • Efetuar a troca de frasco coletor e extensão (borracha), se necessário;
  • Ao desprezar as sondas, lavar a extensão do látex, aspirando uma boa quantidade de água, para que toda a secreção seja eliminada do sistema, e não permitida que a secreção do látex retorne à água;
  • Caso a sonda não progrida, ver com o médico plantonista a necessidade de troca do tubo ou cânula;
  • Neste momento serão usadas luvas de procedimento que, ao término, serão desprezadas no lixo.

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Notícia

Nova Resolução do COFEN (Nº 0557/2017) determina que aspiração de VAS seja privativo do ENFERMEIRO!

Saiu uma nova publicação da Resolução 0557/2017 no Diário Oficial da União pelo COFEN na qual determinam que: – Dentre os membros da equipe de enfermagem, os pacientes graves, submetidos a intubação orotraqueal ou traqueostomia, em unidades de emergência, de internação intensiva, semi intensivas ou intermediárias, ou demais unidades da assistência, deverão ter suas vias aéreas […]