Método de Credé

Segundo o Ministério da Saúde (MS), conjuntivite neonatal é definida como uma conjuntivite purulenta do recém-nascido, no primeiro mês de vida, usualmente contraída durante o seu nascimento, a partir do contato com secreções genitais maternas contaminadas.

O método de Credé teve inquestionável importância na prevenção da ON e da cegueira, na Europa e em todo o mundo. No Brasil, ele foi regulamentado em 1977, pelo Decreto-Lei 9713, e posteriormente, complementado pelo Decreto- Lei 19941, que normatizou a operacionalização do método.

Até o final do século XX, o método de Credé foi o de escolha para a profilaxia de conjuntivite neonatal em todo o Brasil, tendo sido ainda recomendado na última edição do Manual DST /AIDS do MS, 2006.

O Nitrato de Prata a 1%

O NP é usado como antisséptico e adstringente. Seu poder germicida deve-se à combinação do íon prata com certos grupamentos das proteínas dos micro-organismos, levando à sua desnaturação, com a consequente ruptura e morte do germe.

O NP destrói a maioria dos micro-organismos na concentração de 0,1%; concentrações menores têm propriedades bacteriostáticas. Mas o fato é de que o uso do NP há muito tem sido questionado, devido ao seu efeito irritativo, além de sua incompleta proteção contra CT, o principal agente etiológico da oftalmia neonatal nos dias atuais.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Este procedimento é realizado na primeira hora de vida, tanto em parto normal quanto cesáreo;
  •  Em caso de presença de vérnix na região ocular, o mesmo deverá ser removido, mediante uso de uma gaze seca ou umidificada em água (não utilizar soro fisiológico ou qualquer solução salina);
  • Afastam-se as pálpebras e instila-se uma gota de nitrato de prata a 1% no saco lacrimal inferior de cada olho;
  • Com o intuito de que o nitrato de prata envolva toda a conjuntiva do recém-nascido, após a instilação deve ser realizada uma massagem suave das pálpebras;
  • Caso o nitrato caia fora do globo ocular ou em caso de dúvida, a técnica deverá ser refeita. O excesso que permanecer na pele deverá ser limpo com gaze seca.

Referências:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de DST e AIDS. Manual de controle das doenças sexualmente transmissíveis. 4a ed. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. 140 p. (Série Manuais, N. 68)
  2. Credé CS. Die Verhütung der Augenentzündung der Neugeborenem. Arch Gynaekol. 1881;18: 367-70.
  3. Credé CS. Prevention of inflammatory eye disease in the newborn. Bull World Health Organ. 2001;79(3):264-6.
  4. Netto AA, Simas AZ. Avaliação do uso do Método de Crede em maternidades da Grande Florianópolis. Rev Bras Oftalmol 1999;58(6):477-82.

Bacteremia: O que é?

A Bacteremia basicamente se trata de uma intoxicação no sangue, essa intoxicação é causa pela presença de bactérias. É forma mais comum pela qual as bactérias se espalham pelo corpo humano, isso causa doenças como meningite, endocardite e muitas outras.

A simples presença de bactérias no sangue já se caracteriza como Bacteremia. Essa a principal forma de bactérias se espalharem pelo corpo do ser humano. Quando as bactérias se espalham pelo corpo humano podem causar meningite, endocardite e muitas outras doenças perigosas.

Sinais e Sintomas

A presença de bactérias na corrente sanguínea normalmente é assintomática, no entanto, quando ocorre a resposta do sistema imunológico devido à presença do organismo, há o surgimento de sintomas que podem ser característicos de sepse ou até mesmo choque séptico, como:

  • Febre;
  • Alteração na frequência respiratória;
  • Calafrios;
  • Diminuição da pressão;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Alteração na concentração de glóbulos brancos, o que pode deixar a pessoa mais suscetível a doenças.

Esses sintomas surgem devido ao alojamento da bactéria em outras regiões do corpo, como órgãos ou materiais artificiais presentes no corpo, como por exemplo cateteres ou próteses.

A Bacteremia é uma Sepse? Qual é a diferença?

sepse é uma reação inflamatória sistêmica, complexa e grave, devida a um processo infeccioso. Resulta de uma complexa interação entre o microrganismo infectante e a resposta imune, pró-inflamatória e pró-coagulante do hospedeiro. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e protozoários.

Portanto, a Septicemia seria algo como sepse + bacteremia, mas esse termo não é muito utilizado corretamente. Muitos profissionais usam-no como sinônimo de sepse.

Na septicemia além do processo inflamatório intenso há também a multiplicação de bactérias no sangue, algumas vezes com liberação de toxinas, deixando o quadro clínico ainda pior.

A bacteremia, caso evolua para uma infecção, pode causar a sepse. Já a sepse pode ser desencadeada por qualquer infecção, seja ela sanguínea, urinária, pulmonar, intestinal, de pele, etc. A infecção local pode também atingir a circulação sanguínea e provocar a infecção generalizada.

Lembrando que, Sepse, Sepse grave e Choque séptico são estágios evolutivos do quadro infeccioso.

Veja mais sobre a Bacteremia:

Referências:

  1. Sepse: uma visão atual;
  2. A.D.A.M. Medical Encycloped;
  3. www.merckmanuals.com;
  4. www.mdsaude.com
  5. https://pt.wikipedia.org/wiki/Bacteremia