Hematoma Subdural Vs Epidural

Uma das diferenças entre hematoma subdural e epidural é a localização do sangramento.

Entenda as diferenças

O hematoma subdural ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e as membranas aracnoides, que são camadas que revestem o cérebro.

O hematoma epidural ocorre quando há acúmulo de sangue entre a dura-máter e o crânio.

Essa diferença se deve ao tipo de vaso sanguíneo que se rompe em cada caso.

No hematoma subdural, geralmente são veias de baixa pressão que se rompem, enquanto no hematoma epidural, geralmente são artérias de alta pressão que se rompem .

Outra diferença é a velocidade de formação e evolução dos hematomas. O hematoma epidural se forma rapidamente, pois o sangue arterial flui com mais força e comprime o cérebro.

O hematoma subdural se forma mais lentamente, pois o sangue venoso flui com menos força e demora mais para causar sintomas . Por isso, o hematoma epidural costuma causar um quadro clínico mais grave e urgente do que o hematoma subdural.

Além disso, os hematomas subdurais e epidurais têm formas diferentes na tomografia computadorizada (TC) de crânio, que é o exame usado para diagnosticá-los.

O hematoma epidural tem uma forma de lente biconvexa, limitada pelas suturas do crânio. O hematoma subdural tem uma forma de meia-lua, que pode se expandir por todo o espaço subdural .

O tratamento dos hematomas subdurais e epidurais depende da gravidade dos sintomas, do tamanho e da localização dos hematomas. Em alguns casos, pode ser necessário realizar uma cirurgia para drenar o sangue e aliviar a pressão no cérebro .

Referência:

  1. Lacerda, F. H., Rahhal, H., Soares, L. J., Ureña, F. del R. M., & Park, M.. (2017). Seguimento de hematoma epidural intracraniano com ultrassonografia bidimensional. Revista Brasileira De Terapia Intensiva, 29(2), 259–260. https://doi.org/10.5935/0103-507X.20170036

Craniotomia

A craniotomia é uma cirurgia de grande porte na qual o cirurgião utiliza vários instrumentos para visualizar o cérebro e realizar o procedimento de forma segura. O cirurgião realiza uma pequena incisão no crânio para chegar ao tumor.

O cirurgião pode usar imagens de ressonância magnética, tomografia computadorizada ou ultrassom para localizar o tumor e seus limites.

O cirurgião pode remover o tumor de várias maneiras, dependendo de sua consistência e da quantidade de vasos sanguíneos. A remoção pode ser apenas com o bisturi, com dispositivos de sucção simples ou com dispositivos de vácuo.

Nesta técnica, o cirurgião remove o máximo possível do tumor, sem afetar o tecido saudável ou causar qualquer lesão ao paciente. Durante o procedimento o cirurgião pode usar diferentes técnicas para diminuir o risco de remover partes vitais do cérebro, como:

  1. Estimulação cortical intraoperatória (mapeamento cortical). Nessa abordagem, o cirurgião estimula eletricamente partes do cérebro dentro e ao redor do tumor durante a cirurgia e monitora sua resposta. O uso desta técnica, conhecida como estimulação cortical intraoperatória, reduz o risco da remoção de partes vitais do cérebro.
  2. Ressonância magnética funcional. Esse exame de imagem pode ser feito antes da cirurgia para localizar uma função específica do cérebro. As informações obtidas são usadas para identificar e preservar a região durante o procedimento cirúrgico.
  3. Cirurgia guiada por fluorescência. Para alguns tipos de tumores, como glioblastomas, pode ser administrado um corante fluorescente especial antes da cirurgia, que é absorvido pelo tumor permitindo uma melhor identificação do tumor do tecido cerebral normal.
  4. Técnicas mais recentes. Novos tipos de ressonância magnética, bem como outras técnicas, podem ser úteis em algumas situações.

Drenagem

Após o procedimento pode ser colocado um dreno o que permite a drenagem do excesso do líquido cefalorraquidiano (LCR) do crânio. Outros drenos podem ser colocados para permitir que o sangue acumulado após a cirurgia também sejam drenados.

Esses drenos são geralmente removidos após alguns dias. Posteriormente são realizados exames de imagem, como ressonância magnética ou tomografia computadorizada, para confirmar quanto do tumor foi removido.

O tempo de recuperação no hospital é geralmente de 4 a 6 dias, embora isso dependa do tamanho e da localização do tumor, do estado geral de saúde do paciente e da indicação de outros tratamentos.

Cirurgia para aumentar o fluxo do LCR

O bloqueio do fluxo do líquido cefalorraquidiano (LCR) por um tumor pode aumentar a pressão dentro do crânio causando sintomas como, dores de cabeça, náuseas e sonolência.

Para drenar o excesso do LCR e diminuir a pressão, o neurocirurgião pode inserir um cateter de silicone (derivação ventriculoperitoneal). Uma extremidade do cateter é colocada em um ventrículo (área preenchida com LCR) e a outra extremidade no abdome.

O fluxo do LCR é controlado por uma válvula colocada ao longo desse cateter. Este cateter pode ser temporário ou permanente.

Cirurgia para colocação de cateter de acesso ventricular

A cirurgia também pode ser usada para inserir um cateter de acesso ventricular, como um reservatório de Ommaya, para administrar a quimioterapia diretamente no LCR. Uma pequena incisão é feita no couro cabeludo e um pequeno orifício é feito no crânio.

Um tubo flexível é inserido até que a extremidade aberta do tubo esteja em um ventrículo, onde atinge o LCR. A outra extremidade, que tem o reservatório em forma de cúpula, fica logo debaixo do couro cabeludo.

Após o procedimento a quimioterapia é administrada com auxílio de uma agulha fina diretamente no reservatório.

Riscos e Complicações

Como em todos os procedimentos cirúrgicos a cirurgia do cérebro pode apresentar riscos e complicações potenciais, como sangramento, infecção ou reações à anestesia.

Uma das principais preocupações após a cirurgia é o inchaço no cérebro. Corticosteroides são normalmente administrados por vários dias após a cirurgia para ajudar a diminuir esse risco.

A cirurgia no cérebro depende muito da localização do tumor. Visão, audição, olfato, fala, equilíbrio, força e coordenação motora, pensamento e memória podem ser afetados.

Os efeitos colaterais podem aparecer tardiamente e podem, também, ser confundidos com sintomas do tumor.

Alguns Cuidados

Depois da realização da craniotomia é necessário a pessoa ficar em observação na UTI, e depois é encaminhada para o quarto do hospital, em que poderá ficar internada em média 7 dias para receber antibióticos na veia, para evitar infecções, e remédios para aliviar a dor, como o paracetamol, por exemplo.

Durante o período em que a pessoa está internada no hospital são feitos vários exames para testar a função do cérebro e verificar se a cirurgia causou alguma sequela, como dificuldade para enxergar ou movimentar alguma parte do corpo.

Depois da alta hospitalar, é importante manter curativo no local aonde foi feita a cirurgia, tomando cuidados para manter o corte sempre limpo e seco, sendo importante proteger o curativo durante o banho. O médico poderá solicitar o retorno no consultório nos primeiros dias, para verificar a cicatrização e retirar os pontos.

Referências:

  1. FALEIRO, Rodrigo M.; MARTINS, Luanna R. V. Craniotomia descompressiva: indicações e técnicas. Rev Med Minas Gerais. vol.24, n.4. 509-514, 2014
  2. American Cancer Society

Convulsão e os Primeiros Socorros

convulsão

A convulsão é um distúrbio no qual descargas elétricas anormais no cérebro fazem com que os músculos se contraiam e relaxem rapidamente de maneira desordenada. Muitas vezes, o indivíduo perde a consciência durante o processo. Costuma ser confundida com um ataque epiléptico, entretanto, pode ser causada por diversas condições desconhecidas ao paciente.

Os ataques convulsivos costumam durar entre 1 e 2 minutos, podendo chegar até 5 minutos. Quando acaba, o indivíduo muitas vezes nem lembra do que aconteceu e sofre com sensações desagradáveis como cansaço e confusão.

Os tipos de Manifestações

Existem mais de 40 tipos de convulsões, desde as que passam totalmente despercebidas até a clássica convulsão tônico-clônica, na qual o paciente cai e se debate em contrações musculares mais ou menos intensas, com um aumento (ou não) da produção de saliva. Por isso, saber diferenciá-las é importante para o médico fechar o diagnóstico e, posteriormente, indicar o melhor tratamento.

A Classificação de Convulsões conforme o ILAE

Há uma nova classificação de crises convulsivas desenvolvida por uma força-tarefa da International League Against Epilepsy (ILAE) e divulgada no final de 2016. Foram várias as motivações para a mudança: alguns tipos de crise (por exemplo, crises tônicas ou espasmos epilépticos) podem ter um início tanto focal quanto generalizado; a falta de conhecimento sobre o início de uma crise tornava impossível sua classificação no sistema de 1981; a necessidade da consciência (ou responsividade) não ser o único descritor de uma crise focal, apesar de ainda permanecer como um importante classificador para a mesma; alguns termos de uso corrente não são bem aceitos ou entendidos pelo público (por exemplo: “psíquico”, “parcial”, “parcial simples”, “parcial complexa” e “discognitiva”); e, por fim, alguns tipos importantes de crise não eram contemplados na classificação anterior.

O que muda com a nova classificação:

  • “Parcial” torna-se “focal”.
  • Certas crises podem ser tanto focais, generalizadas ou de início desconhecido.
  • Crises de início desconhecido podem ser classificadas.
  • A consciência é usada como um classificador para crises focais.
  • Os termos “discognitivo”, “parcial simples”, “psíquica” e “secundariamente generalizada” foram eliminados.
  • Crises focais tônica, clônica, atônica, mioclônica e espasmos epilépticos são reconhecidos, bem como a versão bilateral desses tipos de crise.
  • Foram adicionados novos tipos de crise generalizada: ausência com mioclonia de pálpebras, ausência mioclônica, mioclônica-atônica, clônicatônica-clônica, espasmos epilépticos.

Quais são os primeiros socorros a serem prestados em caso de convulsão?

– Afrouxar as vestes que estejam justas: cintos, gravatas, colarinhos, etc. Retirar possíveis adereços (colares, cachecóis, etc.) e próteses (dentadura, aparelhos dentários móveis, etc.) que o paciente esteja usando, tendo o cuidado de não se ferir em uma eventual mordida do paciente.

– Proteger a cabeça do paciente e colocá-la de lado, evitando que a língua caia para trás e obstrua a passagem da respiração. Colocar uma proteção entre os dentes – um rolo de pano, por exemplo. Isso tanto evita o ranger violento dos dentes bem como a mordedura da língua. Evitar colocar os dedos, que também podem ser feridos.

– Deitar o paciente sobre um lugar espaçoso e contê-lo para que ele não caia e não se fira, permitindo que os movimentos convulsivos se realizem até que terminem espontaneamente. Retirar objetos perigosos das proximidades do paciente.

– Aguardar para que o paciente recobre a respiração normal, o que em geral se dá após um período de apneia que termina por uma inspiração profunda.

– Manter-se junto do paciente até que ele recobre completamente sua orientação.

– Salvo nos casos de status convulsivos, em que as convulsões se repetem sem intervalos, ou nos casos em que ocorrerem complicações, nenhuma medicação precisa ser administrada imediatamente em seguida a uma convulsão. Medicações ou outras medidas terapêuticas só devem ser administradas com vistas a prevenir novas crises. E devem ser prescritas por um médico.

– Em convulsões de causas ainda desconhecidas deve ser providenciada assistência médica que esclareça a causa.

Raramente há complicações das convulsões, mas elas podem ocorrer: luxações articulares, fraturas ósseas, principalmente em pacientes com osteoporose, deslocamentos de próteses, etc.

Dopamina

Dopamina

A dopamina é um neurotransmissor poderoso que é uma substância química liberada em nosso cérebro que ajuda a comunicação entre outras células no nosso corpo, principalmente no nosso cérebro.

A dopamina é produzida pelo corpo em tempos de motivação, como por exemplo, quando alguém recebe uma promoção ou compra sua primeira casa, mas também em momentos de excitação negativa como perigo. Nossos corpos também sentem recompensados e produzem dopamina quando comem certos alimentos, toma algumas drogas e quando faz sexo.

A dopamina também desempenha um papel importante em várias funções dentro do nosso corpo.

Controle do corpo

Isso inclui ações como mover os nossos membros, o nosso coração batendo, e o uso de nossos membros. A dopamina também regulamenta o controle das funções motoras através dos gânglios basais. Os gânglios basais dependem de uma certa quantidade deste neurotransmissor para executar com a máxima eficiência.

A falta de dopamina no cérebro dá lugar a funções motoras retardada e descoordenadas. Por outro lado, o excesso de dopamina faz com que o corpo pare de fazer movimentos desnecessários, como tiques repetitivos.

Sistema

A via mais importante para o neurotransmissor efetuar a motivação em particular, é através da via mesolímbica a vários locais tais como o córtex cerebral. Um estudo em animais como ratos que foram dados a escolha de uma pilha de alimentos ou outra pilha de comida duas vezes o tamanho, mas por trás de uma cerca pequena. Os ratos com níveis reduzidos de dopamina quase sempre fizeram o caminho mais fácil, escolhendo a pequena pilha em vez de saltar a vedação para uma maior recompensa.

A falta de dopamina no cérebro conduz a movimentos não coordenados por todo o corpo, enquanto o excesso desse neurotransmissor faz movimentos involuntários do corpo, tais como tiques.

Ramos

Nosso foco, a cognição e a aprendizagem, lesões seletivas de neurônios dopaminérgicos mostram um efeito negativo sobre os processos cognitivos de alguém. Cognição se refere às atividades de pensamento, compreensão, aprendizagem e lembrança. O sistema de neurotransmissor é um grupo de células nervosas em nossa área do cérebro médio e frontal. Em nosso meio cérebro há três principais ramos que trabalham lá de um caminho para outras partes do cérebro.

Há um ramo que faz todo o caminho para o lobo frontal, onde modula a função cognitiva e aumenta a eficiência de certas formas de pensamento e memória de trabalho.

Há um ramo muito famoso que vai para uma estrutura chamada o corpo estriado, o qual está implicado na doença de Parkinson. Aqui o neurotransmissor está envolvido em facilitar os movimentos. Então, na doença de Parkinson, quando você perde dopamina, seus movimentos tornam-se rígidos e bastante reduzidos em número e amplitude.

O terceiro ramo importante do sistema de neurotransmissor é que ele vai para estruturas no sistema límbico do cérebro, que é o centro emocional do cérebro, incluindo o Núcleo Accumbens, o que tem sido muitas vezes chamado de centro de recompensa.

Sentimento de alerta

A dopamina ajuda a regular o nosso sentido de acordado e de alerta. Privação de sono das pessoas têm menos dopamina como esse hormônio ajuda-nos a sentir acordado e alerta. Doenças como Parkinson que diminuem os níveis de dopamina são conhecidas por causar sonolência diurna que, obviamente, faz sentido os efeitos da dopamina ser considerado.

Por esta mesma razão, não é surpreendente que a dopamina impulsiona as drogas como Adderall, cocaína e metanfetamina que são conhecidas como energia crescente que estimula as pessoas. A razão pela qual drogas como heroína e opióides analgésicos como Vicodin, Percocet, e Oxycontin aumentam a dopamina, mas são mais bem conhecidas por cansaço como o receptor opióide no cérebro, o impulso do neurotransmissor dos usuários de drogas como a heroína.

Estimulando drogas como cocaína que tem um trabalho por uma função mais direta da liberação de dopamina através da inundação do hormônio em nosso cérebro, enquanto a heroína funciona de uma forma mais indireta, através do receptor opióide.

Medicamentos e Suplementos

Estimulantes como a nicotina e cafeína são ambos estimulantes OTC que, naturalmente, aumenta os níveis de dopamina no cérebro. Três suplementos não estimulantes que aumentam a dopamina são periens tirosina, phenlyalnine e mucuna.

Ambos os suplementos estimulantes aumentam a dopamina, enquanto levando a problemas de dependência, enquanto preriens mucuna não é um estimulante e é menos susceptível de causar quaisquer problemas com o vício.

Na verdade, algumas algumas pessoas realmente tomam L-Dopa para ajudar com problemas de dependência. Porque L-Dopa não é como as drogas semelhantes a Adderall na medida em que provoca uma alta ou energia de impulso semelhante a esta prescrição estimulante, que normalmente não é conhecida para o vício, embora seja possível. Em vez de uma liberação diretamente de dopamina L-Dopa que se torna o reforço de dopamina de sua capacidade de converter para o hormônio.

Drogas que aumentam a dopamina incluem a prescrição de medicamentos legais, como Adderall, Ritalin, selegilina, Vicodin e Percocet. As drogas ilegais como a cocaína, heroína, metanfetamina e maconha também aumentam a dopamina no cérebro.

Estes medicamentos de prescrição e de rua foram especificamente conhecidos por suas propriedades de habituação por causa das grandes quantidades de dopamina que é inundado para o cérebro. Por esta razão, eles devem ser manuseados com cuidado absoluto com a compreensão dos perigos que eles representam.

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