
Para que serve?
O preparo do corpo pós morte é um procedimento/atribuição que faz parte do cotidiano da enfermagem, não sendo desprovido de profissionalismo, sentimentos e emoções. Tem como objetivo informar o processo para manter o corpo limpo e identificado, evitando a saída de odores e secreções, após a morte, antes da rigidez cadavérica.
Executor:
Enfermeiros e técnicos de enfermagem.
Materiais Necessários
- EPI – (máscara cirúrgica, óculos protetor, avental e luvas de procedimento) ;
- Lâmina de bisturi;
- Tesoura;
- Gazes;
- Atadura de crepe;
- Seringa (10 ou 20 ml);
- Fita adesiva;
- Saco Mortalha;
- Lençóis;
- Etiqueta de Identificação (nome completo, atendimento, data de nascimento, data e horário do óbito, setor e número do leito, nome do médico declarante e responsável pelos cuidados);
- Biombo;
- Hamper;
- Lixo para descarte de infectantes;
- Caixa para descarte de materiais perfurocortantes;
- Maca sem colchão
Etapas do Procedimento
- O enfermeiro deve observar o registro de constatação de óbito no prontuário, certificar-se da existência de contraindicação para o tamponamento do corpo e comunicar ao tecnico/ auxiliar e preencher a etiqueta de óbito, contendo: nome completo, registro, leito, data e hora do óbito e assinatura do profissional.
- O tecnico/auxiliar deve realizar higienização das mãos com água e sabão,
- Separar uma bandeja para o procedimento e o material para o procedimento, colocando-o na bandeja.
- Levar a bandeja até o leito do paciente e colocá-la na mesa de cabeceira.
- Checar os dados de identificação legíveis na placa de identificação do leito.
- Se apresentar ao acompanhante, se houver, orientar o mesmo em relação ao procedimento, perguntando se deseja acompanhar o procedimento ou não.
- Oferecer ao acompanhante a opção de ver o corpo e despedir-se do paciente.
- Promover privacidade, utilizando biombos, se necessário, colocar as luvas de procedimento, avental ou capote e máscara cirúrgica.
- Desligar os equipamentos, quando em uso, posicionar o corpo em decúbito dorsal e retirar sondas, cateteres e drenos.
- Proceder à higiene do corpo, quando necessário.
- Realizar curativos nos locais necessários e proceder com o tamponamento com algodão de ouvidos, nariz, orofaringe, região anal e vaginal, quando indicado.
- Manter decúbito horizontal dorsal com braços fletidos sobre o tórax, fixar mandíbula, punhos e tornozelos com atadura de crepe.
- Proceder à identificação colocando a etiqueta com fita crepe sobre o tórax do paciente e instalar o corpo dentro do saco mortalha, e posterior cobrir com um lençol sob o paciente a modo que envolva o corpo cobrindo-o completamente; coloca-se outra etiqueta sob o lençol novamente na altura do tórax do paciente.
- Solicitar ao maqueiro o encaminhamento do corpo ao necrotério.
- Listar e guardar todos os pertences do paciente para entrega a família, protocolando em impresso próprio.
- Manter a organização da unidade do paciente.
- Desprezar o material utilizado nos locais apropriados.
- Realizar higienização das mãos com água e sabão.
- Por fim realizar as anotações necessárias, incluindo a data e hora do óbito, o nome do médico que constatou o óbito, manobras de reanimação e medicações utilizadas,
assinando e carimbando o relato.
Referências:
- NURSING INTERVENTIONS CLASSIFICATION (NIC) Classificação das Intervenções de Enfermagem (NIC). 6° ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
- NURSING OUTCOMES CLASSIFICATION (NOC). Classificação dos Resultados de Enfermagem. 5° ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016.
- NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSIS ASSOCIATION (NANDA). Diagnóstico de enfermagem: definições e classificação 2015-2017/ NANDA International; tradução
Regina Machado Garcez. – Porto Alegre: Artmed, 2015. - TRINDADE, V., SALMON, V.R.R. Sistematização de enfermagem: morte e morrer. Curitiba: Revista das Faculdades Santa Cruz, v. 9, n. 2, p. 115-137, 2013.
- CHEREGATTI, A. L. et al. Técnicas de enfermagem. São Paulo: Rideel, 2009. 246p.
- POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier. 2009. 1480p.


