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Os Medicamentos e seus Antídotos
Você sabia que um medicamento é classificado como um fármaco de agente tóxico? E é o principal agente tóxico que causa intoxicação em seres humanos!
E aqui no Brasil, ocupa o primeiro lugar nas estatísticas do SINITOX desde 1994, sendo que :
Os benzodiazepínicos, antigripais, antidepressivos, antiinflamatórios são as classes de medicamentos que mais causam intoxicações em nosso País (44% foram classificadas como tentativas de suicídio e 40% como acidentes, sendo que as crianças menores de cinco anos – 33% e adultos de 20 a 29 anos – 19% constituíram as faixas etárias mais acometidas pelas intoxicações por medicamentos).
Mas o que são os Antídotos na farmacologia?
O Antídoto é o termo genérico para definir qualquer substância que interfere na cinética e/ou dinâmica de outra substância, diminuindo ou neutralizando seu efeito tóxico.
Alguns antídotos agem por antagonismo competitivo e outros por antagonismo não competitivo.
Um Exemplo:
Um exemplo de antídoto é a ação do bicarbonato de sódio sobre um veneno ácido, uma vez que este, é capaz de neutralizar a ação deste tipo de substância nociva.
Importante! Em situações de envenenamento, deve-se sempre comunicar imediatamente um médico, hospital ou bombeiro!
Quais são alguns dos agentes tóxicos com seus antídotos?
Agente Tóxico
Antídoto
Opiáceos
Naloxona
Benzodiazepínicos
Flumazenil
Paracetamol
N- Acetilcisteína
Insulina
Glicose
Betabloqueadores
Glucagon
Organofosforados e Carbamatos
Atropina
Antidepressivos Tricíclicos
Bicarbonato
Anticolinérgicos
Fisostigmina
Metanol e Etilenoglicol
Etanol
Isoniazida
Piridoxina
Ferro
Desferroxamina
Cumarínico
Vitamina K
Chumbo, Mercúrio, Arsênico
Dimercaprol
Antagonistas de Cálcio
Cálcio
Digitálicos
Anticorpos Específicos
Metahemoglobinizantes
Azul de Metileno
Monóxido de Carbono
Oxigênio
Heparina
Protamina
Tiossulfato de sódio (Cianeto)
Nitrito de Sódio
Amanita Phalloides
Nitrito de Sódio
Veneno de Víboras
Soro Antiofídico
Anticonvulsivantes
Carvão Ativado
Descongestionantes Nasais e Sistêmicos
Carvão Ativado
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Procedimento Coronário Invasivo: A Pulseira Hemostática
O Procedimento Coronário Invasivo dá se pelos procedimentos como o Cateterismo Cardíaco, onde é um procedimento invasivo e cirúrgico que utiliza diferentes tipos de cateteres para registros de pressões intra-cardíacas, colheita de amostras sanguíneas e injeções intra-cardíacas de contraste radiopaco.
Este procedimento é realizado sob emissão de Raios-X na forma de fluoroscopia para dirigir o cateter ao local a ser estudado e cinefluoroscopia para registro de imagens digitalizadas em CD.
Para cada local a ser explorado usam-se cateteres de medidas e angulações diferentes.
O que pode ser realizado através do Cateterismo Cardíaco?
– Angiocoronariografia;
– Ventriculografia;
– Aortografia;
– Arteriografia pulmonar;
– Biópsia endocárdica;
– Angioplastia coronária com balão;
– Angioplastia coronária com colocação de endoprótese ou STENT;
– Estudos de Cardiopatia valvular;
– Valvoplastia Pulmonar;
– Colocação de Marca-Passo temporário;
– Estudo de Cardiopatia Congênita;
– Atriosseptostomia.
As vias de acesso mais utilizadas
Via Braquial
Com anestesia local, próximo à dobra da flexão do cotovelo, na parte anterior, é feito uma incisão e a separação dos tecidos por dissecção.
Isola-se a artéria Braquial para ter acesso ao lado esquerdo do coração (arterial) ou a veia Basílica para acesso ao lado direito do coração (venoso).
Então é feito uma incisão no vaso onde será introduzido o cateter, que será lavado com soro heparinizado após sua introdução.
Completado os estudos necessários o cateter é retirado, suturando-se o vaso e finalmente a pele.
Via Femural
Com anestesia local na região femoral (inguinal) faz-se a palpação dos vasos, introduzindo-se uma agulha de punção, localiza-se e punciona-se a artéria ou a veia Femoral.
Introduz-se então um fio guia pelo lúmen da agulha.
Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se no vaso somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres.
O fio guia que sempre ajuda na colocação e posicionamento dos cateteres com segurança, será retirado após.
Via Radial
Com anestesia local na região radial (punho) faz-se a palpação da artéria radial, introduzindo-se uma agulha de punção.
Após a punção, um fio guia é introduzido pelo lúmen da agulha.
Retira-se a agulha e um introdutor é colocada no local, sendo guiado pelo fio guia, deixando-se na artéria somente a bainha do introdutor que servirá de via de acesso para a introdução e manipulação dos cateteres.
O fio guia sempre ajudará na colocação e posicionamento dos cateteres.
A Técnica por Punção Radial
Quando são completados os estudos necessários os cateteres e a bainha do introdutor são retirados.
Aplica-se no local da punção femoral, pressão durante 15 a 20 minutos até parar totalmente o sangramento.
É feito curativo compressivo no local por 12 horas.
Se punção radial é feito curativo compressivo por 02 horas imediatamente após a retirada da bainha do introdutor. Troca-se o curativo por curativo oclusivo por mais 12 horas.
O Curativo Compressivo: Pulseira Hemostática
O acesso radial, além de propiciar maior conforto e comodidade, associa-se a menores taxas de complicações vasculares e sangramento grave, com potencial impacto na morbimortalidade.
Assim, é desejável a adoção de estratégias que reduzam o risco de oclusão arterial após procedimentos invasivos, possibilitando sua reutilização.
Por isso, existe atualmente, um dispositivo, chamado de Pulseira Hemostática, sendo encontrado no mercado com diversos nomes comerciais, onde oferece maior conforto ao paciente após o
procedimento e exibe custo-efetividade comprovada.
A principal preocupação no pós operatório é na prevenção de complicações vasculares no sítio de punção radial, com ênfase na taxa de oclusão arterial, após a realização de procedimentos coronários invasivos, a fim de evitar:
Hematoma;
Pseudoaneurisma;
Fístula arteriovenosa;
Síndrome compartimental;
Sangramento.
Como é feito a manutenção após o Cateterismo?
Imediatamente após o término do procedimento, o introdutor é tracionado cerca de 2 cm.
O dispositivo aplicado no paciente com o marcador verde (localizado no centro do balão maior) posicionado exatamente no orifício da punção, facilitando a localização, a visualização e o controle de possível sangramento.
Insufla-se o balão com seringa própria, injetando 15 mL de ar, com retirada simultânea e total do introdutor, observando, ao final, a ausência de sangramento ativo.
A partir da 4ª hora e a cada hora subsequente (5ª e 6ª horas), esvazia-se 5 mL de ar lentamente, mantendo o balão conectado à seringa e controlando o êmbolo com o polegar.
Em caso de sangramento durante qualquer etapa da retirada do dispositivo, é injetado novamente o volume de ar necessário para manutenção da hemostasia, repetindo o processo após 60 minutos.
Os Cuidados de Enfermagem
Pós Cateterismo Diagnóstico
Repouso no leito por 05 horas (femoral) e por 03 horas (braquial ou radial) sem mover, apoiar ou dobrar o membro cateterizado, recomenda-se conter o membro onde realizou o procedimento;
Verificar o local cateterizado, como:- pulso, cor, temperatura a cada 15 minutos na primeira hora , 30 minutos na segunda hora, 60 minutos nas três horas seguintes.
Verificar PA e FC quando checar os parâmetros acima;
Qualquer alteração comunicar a equipe médica;
Se sangramento, comprimir o local e comunicar equipe médica;
Dieta leve;
Orientar o paciente sobre estes cuidados;
Após a quinta hora permitir deambulação, verificando os parâmetros acima;
Se possível, fazer ECG logo após procedimento;
Orientar paciente para retirar curativo oclusivo após 12 horas e se dissecção braquial, os pontos depois de 08 dias. Se punção femoral, retirar curativo compressivo após 12 horas.
Pós Cateterismo Terapêutico
Na Angioplastia Coronária: O que é?
Consiste na introdução de um cateter balão na luz da artéria coronária, exatamente na porção média da lesão, sendo o balão insuflado com contraste radiopaco.
O objetivo é a expansão do diâmetro luminal da artéria.
Os Cuidados de Enfermagem Pré Operatório
Reservar leito na UTI;
Reservar sala cirúrgica;
Checar disponibilidade de equipe cirúrgica;
Reservar sangue do mesmo tipo do paciente;
Seguir protocolo médico de medicações.
Os Cuidados de Enfermagem Pós Operatório
Após a angioplastia coronária o paciente é mantido com anticoagulante pleno por 12 a 24 horas;
A bainha do introdutor é retirada depois deste período quando a coagulação estiver normal;
Repouso absoluto no leito;, 2- elevar cabeceira da cama até 45 graus;
Controlar bomba de infusão de Nitroglicerina e Heparina;
Controlar PA e P cada meia hora ( 4 vezes ), depois de hora em hora;
Verificar curativo na região inguinal a cada hora;
Dieta leve;
Retirar bainha do introdutor após normalização de coagulação sanguínea, se necessário anestesiar o local;
Proceder cuidados pós-cateterismo diagnóstico por punção femoral.
Na Angioplastia Coronária com colocação de endopróteses coronárias ou Stents: O que é?
O Stent é um dispositivo em formato de mola de aço inoxidável, pequeno e entrelaçado que é introduzido na artéria coronária com obstrução por meio de um cateter balão.
O cateter balão é inflado, o que provoca a expansão do stent, pressionando-o contra a parede da artéria.
Após o balão ser desinsuflado e retirado, o stent fica na posição permanentemente, mantendo o vaso aberto.
Na Valvuloplastia por cateter balão: O que é?
Consiste na passagem de um cateter balão desinsuflado pela válvula aórtica, mitral ou pulmonar e insuflamento do mesmo na tentativa do rompimento da válvula, diminuindo a estenose.
A Valvuloplastia Pulmonar é relatada como sendo um método seguro e efetivo.
O procedimento é realizado por punção percutânea femoral.
Os cuidados de enfermagem pré e pós são os mesmos para cateterismo cardíaco diagnóstico.
Abertura da válvula por cateter balão.
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Entendendo o Exame de Reflexo Patelar
A Patela é o nome correto para aquilo que conhecemos como rótula, aquele pequenininho osso que está disponível no nosso joelho.
Quando a nossa perna está flexionada e suspensa, como acontece quando sentamos numa determinada altura e levamos uma pancada nela e ficamos com a perna suspensa no ar, colocamos a perna no modo mais protegido.
Qual a importância do exame reflexo patelar?
É uma das partes mais importantes e um exame clínico do neurologista, devido à informação que é colhida através da objetividade.
São testados os vários reflexos presentes na musculatura corporal, e em teoria, qualquer reflexo muscular pode ser medido e testado. Dessa forma, numa consulta médica, serão testados:
Bíceps
Tríceps
Peitoral maior
Cúbito
Rádio-pronador
Flexor dos dedos
Adutores da coxa
Flexores da coxa
Quadríceps
Tríceps sural
Se por algum acaso o paciente não apresente o reflexo desejado, podendo ele ser muito elevado ou apresentado abaixo do esperado, pode indicar o uso de doença neurológica.
Tais exames conseguem nortear o médico, dizendo se eles estão nos nervos/plexos/raízes ou se estão na medula.
O Meropenem, popularmente conhecido como Meronem, é indicado para o tratamento das seguintes infecções em adultos e crianças, causadas por uma única ou múltiplas bactérias sensíveis e como tratamento empírico antes da identificação do micro-organismo causador:
Infecções do trato respiratório inferior;
Infecções urinárias, incluindo infecções complicadas;
Infecções intra-abdominais;
Infecções ginecológicas, incluindo infecções pós-parto;
Infecções de pele e anexos;
Meningite (inflamação das membranas do cérebro ou da medula espinhal);
Septicemia (doença sistêmica causada pela propagação de micro-organismos e suas toxinas através do sangue);
Tratamento empírico, incluindo monoterapia inicial para infecções presumidamente bacterianas, em pacientes neutropênicos (com baixo número de neutrófilos no sangue);
Infecções polimicrobianas (causadas por vários micro-organismos): devido ao seu amplo espectro de atividade bactericida contra bactérias gram-positivas e gram-negativas, aeróbias e anaeróbias, meropeném é eficaz para o tratamento de infecções polimicrobianas;
Fibrose cística: meropeném intravenoso tem sido utilizado eficazmente em pacientes com fibrose cística e infecções crônicas do trato respiratório inferior, tanto como monoterapia, quanto em associação com outros agentes antibacterianos.
Como Funciona?
O Meropenem é um antibiótico carbapenêmico para uso parenteral (administrado por via injetável), onde exerce sua ação bactericida através da interferência com a síntese da parede celular bacteriana.
A facilidade com que penetra nas células bacterianas, seu alto nível de estabilidade a maioria das serinas betalactamases e sua notável afinidade pelas múltiplas proteínas ligantes de penicilina (PBPs) explicam a potente atividade bactericida contra um amplo espectro de bactérias aeróbicas e anaeróbicas.
Os Efeitos Colaterais
Raramente podem ocorrer reações alérgicas, mas ocasionalmente podem ocorrer alterações no sangue.
Se há o aparecimento de reações desagradáveis tais como: náusea, vômito, diarreia, erupção cutânea, coceira, dor de cabeça, formigamento, inflamação no local da injeção e infecções por fungos na boca ou na vagina no paciente, informe ao médico imediatamente.
Quando é Contraindicado?
Meropenem é contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida ao meropeném ou a qualquer componente da formulação.
E não é recomendado para crianças com idade inferior a 3 meses.
Os Cuidados de Enfermagem
A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
Anteriormente ao início do tratamento o paciente deverá informar ao médico sobre qualquer medicamento que esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles obtidos sem prescrição médica), como também se tem ou já teve outros problemas de saúde e reação alérgica a qualquer medicamento.
A medicação não deve ser usada em crianças <3 meses nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia. Recomenda-se cautela também nos casos de prejuízo renal (maior risco de trombocitopenia e convulsões; se CCr < 50ml/min, recomenda-se reduzir a dose) e antecedentes de convulsões, lesões cerebrais ou meningites.
Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de superinfecção (Iíngua saburrosa, prurido ou descarga vaginal, diarréia ou fezes fétidas) e alergia, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado.
Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento da cirurgia.
Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!
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Diabetes MODY: O que é?
Em termos de prevalência, o diabetes tipo 2 é, de longe, a forma mais comum da doença, respondendo por cerca de 90% dos casos no mundo.
Os outros 10% costumam ser associados ao tipo 1 do diabetes. Porém, existem ainda outros “tipos” da doença, muito, muito raros, que respondem por cerca de 1% dos casos e de etiologia diferente tanto do tipo 1 quanto do tipo 2.
O diabetes MODY é um exemplo destes tipos raros.
A diabetes tipo MODY (Maturity-Onset Diabetes of the Young) é um subtipo da diabetes Mellitus, caracterizado por manifestação precoce (em geral abaixo dos 25 anos de idade) e com transmissão autossômica dominante (determinada em pelo menos três gerações).
Corresponde a um defeito primário na secreção da insulina, associada a disfunção na célula β pancreática.
Como ocorre?
O diabetes MODY é caracterizado por problemas ou na produção ou na ação da insulina, decorrentes de mutações em apenas um de uma série de possíveis genes.
Ou seja, há uma lista de genes que, quando sofrem mutações, resultam em ação menos eficiente da insulina; caso uma pessoa apresente mutação em apenas um deles, já nascerá com o diabetes MODY.
Por ser tão ligado aos genes, o diabetes MODY é facilmente passado de pais para os filhos. Se um dos pais – tanto faz ser a mãe ou o pai – possuir uma das mutações que causam o diabetes MODY, há 50% de chances de um filho portar esta mutação ao nascer. Neste caso, a criança terá mais de 95% de probabilidade de desenvolver a doença.
O MODY acomete cerca de 1 a 5% dos casos de diabetes em jovens. Como é resultado de alteração em um único gene, testes genéticos para o diagnóstico desse tipo de diabetes podem ser realizados.
Na maioria dos casos, a mutação é herdada de um dos pais e o diabetes geralmente aparece em todas as gerações sucessivamente, por exemplo em um dos avós, em um dos pais e um dos filhos. A herança é autossômica dominante, o que significa que os filhos de portadores de MODY apresentam 50% de chance de herdarem a mutação.
Os Subtipos
De acordo com vários estudos realizados, a diabetes tipo MODY, corresponde a uma condição monogênica de elevada penetrância, no entanto com uma elevada heterogeneidade a nível clínico.
Esta heterogeneidade permitiu, até ao presente a determinação de vários subtipos de diabetes tipo Mody, conhecendo-se atualmente seis genes responsáveis pelo desenvolvimento da doença, permitindo a sua classificação em seis subtipos distintos: MODY 1, MODY 2, MODY 3, MODY 4, MODY 5 e MODY 6.
É importante referir que deverão existir outros genes, ainda não identificados, que sejam responsáveis pelo desenvolvimento de outros subtipos de diabetes tipo MODY, comumente referidos como MODY X.
Como é diagnosticado?
O diagnóstico é feito geralmente na adolescência ou no adulto jovem por exame de rotina, pois pode haver nenhum ou poucos sintomas já que os níveis glicêmicos não são costumam ser elevados.
Na infância, o MODY pode ser confundido com DM1 por conta da faixa etária e no adulto pode ser confundido com o DM2.
Ao contrário do DM1, o MODY diagnosticado na infância não necessita de insulina quando diagnosticado e os auto-anticorpos estão ausentes.
Quais são as diferenças entre a DM2 e a MODY?
No adulto, a diferença entre o MODY e o DM2 reside no fato que pacientes com MODY geralmente não têm outras condições que se encontram no DM2, como sobrepeso, hipertensão e alterações de gorduras no sangue (dislipidemia).
O Tratamento
O tratamento depende do tipo de mutação que causa do MODY. Existem pelo menos 10 subtipos de MODY reconhecidos. As formas mais comuns são facilmente controladas com dieta e medicações orais quando necessário, e geralmente cursam com pouco risco de complicações em longo prazo.
No caso de suspeita de diabetes monogênico (neonatal ou MODY), o médico deve ser consultado para avaliar a necessidade da realização de testes e aconselhamento genético.
A Hemoptise e a Hematêmese são termos que podem confundir muitos, em seus estudos sobre terminologias. Ambos provêm do significado inicial, que é o “sangramento”, porém, cada termo refere à uma parte diferente do nosso corpo.
O que é a Hemoptise?
A Hemoptise é uma quantidade variável de sangue que passa pela glote oriunda das vias aéreas e dos pulmões.
No inicio do século passado, a hemoptise era patognomônica de tuberculose pulmonar avançada.
Hoje, o câncer de pulmão e as doenças inflamatórias crônicas pulmonares são suas causas mais frequentes nos países desenvolvidos devido o efetivo controle da tuberculose pulmonar.
A presença de sangue no escarro ou escarrar sangue faz com que o doente procure assistência médica imediata.
A hemoptise é classificada em maciça (volumosa) e não maciça, baseado no volume de sangue eliminado. No entanto, não há uma definição uniforme para essas categorias.
Alguns autores consideram hemoptise maciça a perda de sangue entre 100 e 600 mL em 24 h, enquanto outros somente a consideram quando os volumes são maiores que 600 mL em 24 h.
Há quem classifique a hemoptise que “ameaça a vida” de maciça. Nessa situação, o doente deve ser imediatamente internado em UTI.
O perigo recai na asfixia e morte por sangramento na árvore traqueobrônquica.
Nesse cenário, antes do tratamento definitivo, o risco de morte permanece, mesmo após a cessação do episódio de hemorragia, porque a recidiva da hemoptise é imprevisível.
Portanto, a hemoptise maciça é uma emergência médica associada a 30-50% de mortalidade relatada nos últimos 20 anos.
E o Hematêmese?
A Hematêmese refere ao vômito com sangue, onde este tipo de sangramento tem origem de alguma patologia (doença) gástrica ou devido a rompimento de varizes esofagogástricas, cirrose hepática, febre tifóide, perfuração intestinal, gastrite hemorrágica, retocolite ulcerativa inespecífica, tumores malignos do intestino e reto, hemorróidas e outras.
O vômito com sangue pode ser consequência de várias condições, como por exemplo:
Varizes esofágicas;
Gastrite;
Esofagite;
Úlceras gástricas;
Sangramento nasal;
Câncer.
As Diferenças em suas características e aspectos
Vale lembrar que há algumas diferenças básicas também no aspecto de ambas.
A Hematêmese consiste em vômito de cor escurecida, com partículas semelhantes a grãos de café ou vômitos com eliminação de sangue vivo.
Os sinais clínicos de hipotensão, taquicardia, taquipneia, e síncope aparecem. As causas mais comuns de hematêmese são a úlcera gástrica ou duodenal, as varizes de esôfago e a gastrite erosiva.
A Hemoptise deve sempre ser diferenciada da hematêmese pelas seguintes características: vômito com sangue vermelho vivo, ausência de náuseas, presença de bolhas de ar, precedido de tosse, com ou sem expectoração.
O Dipirona, é um antitérmico, indicado para aliviar a dor e para baixar a febre.
Como Funciona?
A dipirona é um antitérmico e analgésico de origem não-narcótica que tem ação central e periférica combinadas. É usada para combater dor e febre. Em geral, os comprimidos produzem efeitos analgésicos e antipiréticos em 30 a 60 minutos – e eles duram aproximadamente 4 horas.
Os Efeitos Colaterais
Os efeitos colaterais mais frequentes são alergia com coceira, ardor, vermelhidão, urticária, inchaço ou falta de ar, alterações no batimento cardíaco e nos valores do exame de sangue, podendo aparecer anemia.
Quando é Contraindicado?
É contraindicado em crianças com menos de 3 meses ou pesando menos de 5 kg, mulheres grávidas ou que estejam a amamentar e pessoas com alergia a qualquer componente da fórmula.
Não deve ser usado caso exista alterações no funcionamento da medula óssea, problema respiratórios ou rinite alérgica, porfiria hepática e deficiência congênita da glicose-6-fosfato-desidrogenase.
Os Cuidados de Enfermagem
A Medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. A medicação não deve ser usada em doses altas ou durante períodos prolongados sem controle médico. A resposta terapêutica, nos casos de dor ou febre, pode ser observados geralmente em 30min. após a administração.
A medicação não deve ser usada em crianças < 3 meses de idade ou < 5kg de peso corporal nem a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Os pacientes diabéticos não devem receber a forma solução oral porque contém açúcar.
Informe ao paciente (ou ao seu responsável) as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente desconforto respiratório, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
Nos casos de hipertermia, podem ser indicados banhos ou envoltórios até a estabilização da temperatura.
Pode causar tontura e sonolência. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem o estado de alerta, durante a terapia.
Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também de qualquer outra droga ou medicação sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
Antes da administração: documente as indicações para a terapia; o início e a duração dos sintomas; relacione as outras tentativas de tratamento e os resultados obtidos; e avalie: reações de hipersensibilidade, uma vez que os pacientes mais sensíveis podem apresentá-las independentemente da dose.
Durante a terapia, avalie: 1. os sinais vitais; 2. a função cardíaca (disrritmias, aumento da freqüência cardíaca, palpitações); 3. a função renal (distúrbios renais transitórios com oligúria ou anúria, proteinúria, nefrite intersticial) principalmente em pacientes com histórico de doença renal preexistente ou no caso de superdosagem; 4. a função respiratória (crises de asma principalmente em pacientes predispostos a tal condição; 5. as reações de hipersensibilidade, como: 5.1. choque e discrasias sangüíneas (agranulocitose, leucopenia, trombocitopenia), as quais, embora bastante raras, sempre representam um quadro muito grave; 5.2. na pele (urticária), conjuntiva ou mucosa nasofaríngea as quais, muito raramente, progridem para reações cutâneas bolhosas, algumas vezes, até com de vida, geralmente com comprometimento da mucosa (síndrome de Stevens-Johnson ou síndrome de Lyell); na presença de tais reações cutâneas, suspenda imediatamente o uso da medicação e comunique ao médico; 6. rigorosamente os pacientes com história de reação de hipersensibilidade a outras drogas ou substâncias, pois estes podem constituir de maior risco e apresentar efeitos colaterais intensos, até mesmo choque; nesse caso, suspenda imediatamente o tratamento e adote as providências médicas adequadas, como: 6.1. coloque o paciente deitado com as pernas elevadas e as vias aéreas livres; 6.2. dilua 1ml de epinefrina a 1:1.000 para 10ml e aplique 1ml por via IV e, a seguir, uma dose alta de glicocorticóide; 6.3. conforme necessário, faça a reposição do volume sanguíneo (plasma, albumina ou soluções eletrolíticas).
Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
Endovenosa: aplique lentamente; não adicione outras substâncias na mesma seringa.
Taquicardia VS Bradicardia: O que são?
Taquicardia e bradicardia são termos que são muitas vezes referidos por pacientes cardiopatas, no entanto, eles nem sempre conseguem distinguir as suas diferenças, e podem confundir com palpitações.
O que é a Frequência Cardíaca?
A freqüência cardíaca é o número de vezes que o coração bate por minuto e é expresso em batidas por minuto (bpm).
Este valor deve ser coletado por um minuto para maior precisão, sempre entre batidas em ritmos regulares, podendo haver pequenas variações. Em um adulto normal durante o repouso, a freqüência cardíaca é geralmente entre 60 a 120 bpm.
Afinal, o que é uma Taquicardia?
É quando a frequência cardíaca de um adulto ultrapassa os 120 bpm, estamos perante uma taquicardia .
Na taquicardia, o coração bate rapidamente, explicando de uma forma mais simples.
E o que é uma Bradicardia?
É quando a freqüência cardíaca está abaixo de 60 bpm, falamos de bradicardia .
Na bradicardia, o coração bate mais devagar que o normal.
É normal ter uma bradicardia ou uma taquicardia?
É de notar que cada um dos casos deve ser avaliada em contexto sendo pessoas normais sob determinadas circunstâncias, podem representar nenhum bradicardia extrema (por exemplo, durante o sono, com o uso de alguns medicamentos, tais como bloqueadores beta ou de certos antagonistas de cálcio).
E poderá ter taquicardia, sob certas condições onde é considerado normal (por exemplo, febre, exercício, ansiedade, etc) que não correspondem a doenças cardíacas, também é possível exibir distúrbios do ritmo cardíaco em doenças sistêmicas não cardíacas (tais como alguns casos hipertireoidismo).
Taquicardia ou bradicardia também pode ser causada por processos patológicos que merecem exploração mais profunda conforme o caso para tentar definir a sua causa, a fim de olhar o seu melhor alternativa de gestão, nestas circunstâncias deve sempre ser abordadas.
Portanto, em qualquer um desses casos, é melhor ir a uma avaliação médica.
As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias
As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV), são medicamentos produzidos e acondicionados em recipientes menores que 100 ml, para a administração de via parenteral, como por exemplo, ampolas, frasco ampolas, sejam ela de diluentes, e medicações específicas.
Como a maioria dos fabricantes de medicamentos não produz produtos em embalagens que atendam às necessidades do mercado, as farmácias hospitalares tiveram que desenvolver uma verdadeira linha de produção industrial.
A maioria dos medicamentos que chega à unidade de assistência não está adequada para ser distribuída e administrada de maneira segura. Isso acontece porque cerca de 70% do que a indústria farmacêutica produz é voltado para o varejo, não para a realidade hospitalar.
A ANVISA tomou providências sugerindo algumas ações, como a RDC 71/2009, que em um de seus capítulos e anexos sugere a implementação de etiquetas coloridas, nas quais as cores estão relacionadas à classe terapêutica do produto. Embora interessante e viável, essa conduta não é obrigatória, mas alguns fabricantes usam essa medida.
Como são identificados as classes terapêuticas?
Os princípios ativos da mesma classe são descritos em linha contínua da mesma cor, e em seus anéis de rupturas as respectivas cores de identificação, como por exemplo de alguns principais grupos de psicotrópicos:
– Os benzodiazepínicosem cores identificada como laranja.
– E os Opióidesem cores identificada como azul.
– E os Relaxantes Muscularesem cores identificada como vermelha.
Já o medicamento ANTAGONISTA tem o princípio ativo descrito da mesma cor, porém o que diferencia é a LINHA TRACEJADA, ou seja, o princípio ativo da cor tracejada e diagonal, CORTA o EFEITO do princípio ativo em LINHA CONTÍNUA da mesma cor. No Anel de Ruptura é recomendado que utilize-se de uma cor branca e outra com a respectiva cor da classe terapêutica.
As embalagens de SPPV que não permitam a identificação por anéis devem ser diferenciados pelos critérios de cores de impressão no rótulo e colocação de faixa com largura mínima de 3mm na parte superior do rótulo, com a cor correspondente a do anel de ruptura, definida em instrução normativa específica.
O Sistema Facilitadores de Abertura de Ampolas
Foram desenvolvidos sistemas facilitadores da abertura de ampolas na tentativa de se diminuírem os incidentes perfurocortantes e as contaminações dos conteúdos.
Destacam-se o “Anel de Ruptura” (VIBRAC) e o “OPC” (One Point Cut ou Único Ponto de Abertura).
No Brasil, o sistema mais comum é o VIBRAC.
Esse mecanismo pode ser encontrado em 85% das ampolas. Implica a aplicação de um anel de tinta após o processo de cura/têmpera da fabricação de ampolas.
Conhecendo as Classes Terapêuticas de acordo com as Cores de Identificação
Cores padronizadas para faixa no Anel de Ruptura e no Rótulo
buprenorfina (01555)
citrato de fentanila (04005)
citrato de sufentanila (08085)
cloridrato de alfentanila (00535)
cloridrato de nalbufina (06203)
cloridrato de petidina (07008)
cloridrato de remifentanila ( 07664)
tramadol (08806)
Sulfato (06114) ou cloridrato (06095) de
morfina
azul 297
antipsicóticos
cloridrato de clorpromazina (02503)
decanoato de haloperidol (04591)
droperidol (03246)
salmão 156
analgésico opióide e
antipsicótico
citrato de fentanila + droperidol
(associação)
azul 297 + salmão 156
anestésicos locais
cloridrato de bupivacaína (01552)
cloridrato de lidocaína (05314)
cloridrato de prilocaína (07364)
cloridrato de procaína (07383)
cloridrato de ropivacaína (07805)
cinza 401
anestésicos locais
– em associação com epinefrina
violeta 256
anestésicos locais
– anestésicos hiperbáricos contendo glicose
7,5%
azul 285
Classe Terapêutica
Princípio(s) ativo(s) – (DCB)
Cor da faixa
relaxantes musculares de
ação periférica
besilato de atracúrio (00926)
besilato de cisatracúrio (01187)
brometo de pancurônio (01427)
brometo de rapacurônio (01442)
brometo de rocurônio (07774)
brometo de vecurônio (01456)
cloreto de alcurônio (02359)
cloreto de mivacúrio (06027)
cloreto de suxametônio (08243)
trietiodeto galamina (08886)
vermelho 032C
estimulantes cardíacos
não glicosídicos
cloridrato de dobutamina (03164)
cloridrato de dopamina (03187)
cloridrato de etilefrina (03679)
cloridrato de fenilefrina (03926)
epinefrina (03441)
hemitartarato de metaraminol (05745)
norepinefrina (06486)
sulfato de efedrina (03311)
violeta 256
antiipertensivos
Clonidina (02302)
Diazóxido (02906)
Fentolamina (04015)
Nitroprusseto de Sódio (06442)
Nitroglicerina (06440)
Cansilato de trimetafana (01684)
violeta 256 e branco
(linhas diagonais)
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
brometo de glicopirrônio (01408)
sulfato de atropina (00935)
verde 367
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,25 mg
branco
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,50 mg
preto processo Black C
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina1,00 mg
vermelho 1795C
antagonistas
Flumazenil (04134)
laranja 151 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas
cloridrato de nalorfina (06209)
azul 297 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas
cloridrato de naloxona (06211)
azul 297 e branco
(linhas diagonais)
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Porque diluir o Dimorf em solução decimal?
O Dimorf, ou popularmente conhecido como Morfina, é um fármaco opioide, sendo um forte analgésico sistêmico, usado para o alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico sistêmico.
Por que não deve administrar Dimorf IV puro?
Se administrado puro, pode causar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma, e também pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em pacientes com história pregressa de convulsão, sendo assim, estes pacientes deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com morfina.
Lembrando, que o Dimorf também podem ser feita pelas vias de administração:
A morfina pode ser administrada em:
Via Oral (VO);
Intravenosa (IV);
Subcutânea (SC);
Epidural;
Intratecal.
Por estar abordando especificamente da via intravenosa (IV), é recomendado a diluição do mesmo, e administrar por injeção intravenosa lenta, e de preferência decimalmente.
Como é feito?
Um Exemplo:
O médico solicita a administrar 2 cc (ml) de dimorf de 10mg decimal, EV in bolus, em um paciente com dor crônica.
Como faço?
Diluo a concentração final do dimorf que é 10mg em 1 ml para 9 ml de diluente, sendo assim, a cada ml desta solução decimal ficará diluído 01mg de morfina a cada ml, ou seja, tenho no total 10ml aspirado (diluente + fármaco) e cada fração de 1 ml na seringa corresponde a 01mg da solução de morfina diluída com o diluente.
Portanto, se o médico pede 2 cc desta solução decimal já preparada para ser administrada EV in bolus, estou administrando 02mg de morfina EV no paciente.
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