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Distúrbios Palpebrais
As lágrimas são um líquido salino que banha a superfície do olho para mantê-lo úmido, contêm anticorpos que protegem o olho de infecções, são produzidas pelas glândulas lacrimais e saem por duas pequenas aberturas nas pálpebras chamadas canais lacrimais.
Se as glândulas lacrimais não produzirem lágrimas suficientes, os olhos podem secar parcialmente e ser danificados.
Obstrução do ducto nasolacrimal
A obstrução do ducto nasolacrimal (dacriostenose) pode ser causada por várias causas, como infecções oculares recorrentes ou crônicas, um desenvolvimento inadequado do sistema nasolacrimal no nascimento ou mesmo fraturas dos ossos do nariz ou da face. A obstrução pode ser parcial ou total.
Infecção do saco lacrimal
Normalmente, a infecção do saco lacrimal (dacriocistite) se deve à obstrução do ducto nasolacrimal. A infecção torna a área ao redor do saco dolorida, vermelha ou inchada. O olho geralmente fica vermelho e escorrendo.
O tratamento é baseado na aplicação de antibióticos. Nas infecções crônicas, o ducto nasolacrimal bloqueado pode ser aberto com um tubo ou por cirurgia.
Irritação e inflamação das pálpebras
Edema das pálpebras
Qualquer objeto que irrite os olhos também pode irritar as pálpebras e causar inchaço (edema palpebral). A causa mais comum é a alergia, que pode fazer com que uma ou ambas as pálpebras fiquem deformadas e inchadas.
Eliminar a causa do inchaço e aplicar compressas frias pode aliviar a inflamação.
Inflamação das pálpebras
A inflamação das pálpebras (blefarite) causa vermelhidão, engrossamento e freqüentemente se formam escamas superficiais. Os processos que podem levar à inflamação são devidos a uma infecção causada por estafilococos nas pálpebras e nas glândulas de gordura (sebáceas) que estão localizadas nas bordas destas, dermatite seborreica na face, couro cabeludo e rosácea.
A blefarite tende a ocorrer novamente e pode ser resistente ao tratamento. Em muitos casos, é irritante e não muito estético.
Chiqueiro
O chiqueiro é uma infecção da glândula encontrada na borda da pálpebra ou abaixo dela e geralmente é causada por staph. Ela se manifesta primeiro como vermelhidão, sensibilidade e dor na borda externa da pálpebra. Então uma área incha. O olho pode lacrimejar, tornar-se muito sensível à luz forte e causar a sensação de que há algo dentro.
Os antibióticos podem não dar os resultados esperados. Em qualquer caso, é sempre aconselhável aplicar compressas mornas durante 15 minutos várias vezes ao dia. O calor ajuda o chiqueiro a amadurecer, se fragmentar e, por fim, drenar.
Às vezes, o chiqueiro se forma em uma das glândulas mais profundas da pálpebra. É chamado de chiqueiro interno e o desconforto costuma ser mais intenso.
Calacio (Chalación)
Um calázio (calázio) é o aumento de uma glândula sebácea longa e fina na pálpebra como resultado da obstrução da abertura da glândula na borda da pálpebra.
Inicialmente, um calázio se parece com um chiqueiro: pálpebra inchada, dor e irritação. No entanto, após alguns dias, os sintomas desaparecem, deixando um caroço redondo e indolor na pálpebra.
A maioria dos calacios desaparece sem tratamento após o tempo.
Entrópio e Ectrópio
Entrópio é uma condição na qual a pálpebra se dobra sobre o globo ocular.
Ectrópio é uma condição na qual a pálpebra se desdobra e não entra em contato com o globo ocular.
Se a extremidade de uma das pálpebras for torcida para dentro (entrópio), os cílios esfregam contra o olho, o que pode causar ulceração e cicatrizes na córnea. Se a ponta de uma das pálpebras estiver torcida para fora (ectrópio), ambas as pálpebras não conseguem fechar corretamente e as lágrimas não se espalham pelo globo ocular.
Esses processos são mais frequentes em idosos. Em ambas as situações, os olhos podem ficar irritados, causando lacrimejamento e vermelhidão. No último caso, ambos os processos podem ser tratados com cirurgia.
Tumores da pálpebra
Formações benignas e cancerosas podem aparecer nas pálpebras. Um dos tumores benignos é o xantelasma, que é um nódulo branco-amarelado achatado formado por gordura. Os xantelasmas não precisam ser removidos, a menos que sejam incômodos.
O carcinoma de células escamosas e o ainda mais comum carcinoma de células basais, ambos tumores cancerígenos, também podem aparecer na pálpebra.
Quando uma formação aparece na pálpebra e não se resolve após várias semanas, uma biópsia pode ser realizada e o plano de ação avaliado.
Ptose
A ptose palpebral ou pálpebra caída, como é conhecida, ocorre quando há um caimento da pálpebra de modo que cubra o olho, atrapalhando a visão do indivíduo. Além de ser um transtorno estético, a ptose pode afetar a visão, diminuindo a acuidade visual. As principais causas estão relacionadas à má formação dos músculos da região.
Esta pode ocorrer no nascimento ou em decorrência de doenças ou lesões que provocam o alongamento do tendão do músculo elevador.
Terçol
O terçol ou hordéolo é uma infecção bacteriana das glândulas sebáceas e sudoríparas, localizadas nas pálpebras. A lesão, arredondada em forma de nódulo, aparece na borda da pálpebra, perto dos cílios. Provoca dor, vermelhidão e calor no local. Geralmente, a lesão se rompe e expele seu conteúdo inflamatório desaparecendo espontaneamente.
Referências:
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Hemorragia Digestiva
A Hemorragia digestiva é mais um sintoma de alguma doença do que uma doença por si mesma. Várias condições médicas podem ocasionar hemorragia. A maioria das causas de hemorragia digestiva está relacionada a condições que podem ser curadas ou controladas, como úlcera ou hemorróidas. Porém, algumas causas de hemorragia digestiva podem ser ameaça à vida.
A hemorragia digestiva é caracterizada por um sangramento em algum local do sistema digestivo. Ela pode ser classificada como hemorragia digestiva alta quando os locais do sangramento são acima do do ângulo de Treitz (Esôfago, o estômago e o duodeno) ou hemorragia digestiva baixa, quando o sangramento ocorre abaixo do ângulo de Treitz (intestino delgado, grosso ou reto).
Causas da hemorragia digestiva
Algumas das possíveis causas da hemorragia digestiva são:
Hemorragia digestiva alta:
Úlcera gástrica;
Úlcera duodenal;
Varizes esôfago-gástricas;
Câncer no esôfago, estômago ou duodeno;
Perfuração do esôfago, estômago ou duodeno.
Hemorragia digestiva baixa:
Hemorroida;
Fissura anal;
Pólipo intestinal;
Doença de Crohn;
Diverticulose;
Câncer no intestino;
Perfuração do intestino;
Endometriose intestinal.
Muito das vezes, para descobrir a causa da hemorragia, o médico poderá solicitar uma laparoscopia exploratória.
Sintomas da hemorragia digestiva
Os sintomas da hemorragia digestiva podem variar ligeiramente dependendo da região onde há o sangramento.
O sintomas da hemorragia digestiva alta podem ser:
Vômito com sangue ou coágulos de sangue (hematemese);
Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);
Já os sintomas da hemorragia digestiva baixa podem ser:
Sangue nas fezes: fezes pretas, pegajosas e muito mau cheirosas (melena);
Sangue vermelho vivo nas fezes (enterorragia).
Quando se trata de uma hemorragia grave pode ainda haver os seguintes sintomas:
Tontura;
Suor frio;
Desmaio.
Entendendo as Terminologias relacionadas à Hemorragia Digestiva:
Hematêmese: é o vômito de sangue, que pode ser vermelho vivo ou com aspecto de pó de café. Não confundir a hematêmese com a hemoptise, uma expectoração de sangue que ocorre em problemas do sistema respiratório, frequentemente acompanhada de tosse e espuma.
Enterorragia: presença de sangue vivo nas fezes, em maiores quantidades do que nas hematoquezia.
Hematoquezia: presença de raias de sangue vermelho vivo nas fezes ou presença de sangue misturada as fezes (fezes castanho-avermelhadas).
Melena: eliminação de fezes negras, geralmente com odor fétido, que ocorre quando a hemorragia já é superior a 500 ml de sangue.
De uma forma geral, hematêmese e melena caracterizam um foco de sangramento alto (HDA), isto é, entre a faringe e o cólon direito (onde fica o ângulo de Treitz). Já a hematoquezia e enterorragia caracterizam quandro de HDB, isto é, um foco de sangramento localiza-se no intestino grosso, cólon, reto e sigmóide).
Cuidados de Enfermagem com o HDA ou HDB:
Reposição intravenosa de líquidos através de cateter de grosso calibre. Soluções cristalóides ou colóides de grande quantidade. Inclusão de dextrose e tiamina (se alcoólatra);
Providenciar amostra sanguínea: tipagem, reação cruzada, estudo da coagulação;
Notificar banco de sangue quanto à necessidade de: concentrado de hemácia, plasma fresco congelado, concentrado de plaquetas;
Instalação de cateter intra arterial para fornecer dados mais confiáveis da PA;
Baixa perfusão tissular durante o choque requer reposição volêmica mais agressiva;
Baixo débito cardíaco, o CO2 expirado está limitado pela baixa perfusão pulmonar, requer reposição volêmica para melhorar a perfusão pulmonar;Restabelecimento correto da volemia:
Hipervolemia – aumenta a pressão portal
Hipovolemia – restringe a perfusão hepática
CONTROLE DO SANGRAMENTO
Monitorização das pressões enchimento das câmaras cardíacas direita e esquerda;
Realizar SNG Resfriamento intragástrico – lavagem gástrica se prescrito;
Mensurar as perdas;
Controlar rigorosamente as infusões;
Monitorização dos gazes sanguíneos;
Administração adequada de O2;
Controle de PA;
Auxiliar durante a endoscopia digestiva alta – esclerose endoscópica;
Administrar medicação IV – vassopressina, somatostina atentando para os efeitos colaterais sob prescrição médica;
Realizar cuidados com balão de Sengstaken – Blackmore como:
Manter bem fixada na narina do paciente
Controlar volume e aspecto do débito
Monitorar a pressão dos balões com manometro, não deixando baixar a pressão
O delirium, também chamado de estado confusional agudo, é uma perturbação grave da função mental do paciente, caracterizada por distúrbios da consciência, com redução da capacidade de concentração, alteração da memória, distúrbio comportamental e alteração da percepção do ambiente que o cerca.
Delirium e Delírio: São a mesma coisa?
Apesar de terem nomes muito semelhantes, delirium e delírio são entidades diferentes, e que não devem ser confundidas. O delírio é um sintoma de distúrbios psiquiátricos, que habitualmente ocorre durante transtornos psicóticos. O paciente com delírio realmente acredita no absurdo que está relatando, e nada o convencerá do contrário.
O delirium é um problema cada vez mais comum entre os idosos hospitalizados na UTI, especialmente os pós-cirúrgicos.
Prováveis Causas
Não se sabe exatamente por que surge, mas parece ter origem multifatorial. O paciente que desenvolve estado confusional agudo costuma apresentar mais de um dos fatores de risco, entre eles: doença neurológica prévia (Parkinson, Alzheimer ou AVC); idade a partir de 65 anos; sedação e analgesia prolongadas/equivocadas durante a internação na UTI; infecções e desidratação; deficiência visual, auditiva e/ou doenças crônicas em estágio avançado; abstinência de álcool, tabaco ou outras drogas, além de privação do sono, restrição ao leito, estresse emocional e dor.
O fato é que o delirium está associado ao aumento da mortalidade e à piora da capacidade funcional e cognitiva, além de estender o tempo de estadia e internação hospitalar na UTI. Apesar da importância do assunto, esse mal ainda é subdiagnosticado na maioria das UTIs.
Sinais de Delirium
Pode variar de um paciente hipoativo e sonolento até agitação psicomotora com alucinações na forma hiperativa. O quadro mais freqüente do delirium é a forma hipoativa, enquanto a forma hiper-reativa pura é relativamente rara.
Os pacientes podem aparecer, obviamente, sonolento, apático, ou até mesmo de estado próximo ao coma nos casos mais avançados de delirium hipoativo. O extremo oposto, a hipervigilância, também pode ocorrer em casos de retirada de álcool ou de drogas sedativas, mas essa apresentação é menos comum em pessoas idosas.
Algumas Intervenções
Conforme demonstrado por alguns estudos recentes, intervenções para reduzir a exposição a sedação excessiva e melhorar a orientação do paciente podem estar associadas a redução da incidência de delirium. Baixa incidência de delirium deve ser almejada e considerada como uma medida da qualidade nas unidades de terapia intensiva.
A Assistência de Enfermagem e a Humanização
– É importante salientar que a Equipe de Enfermagem deve estar preparada para estas situações, tendo que as Instituições possam organizar palestras e seminários explicativos sobre o que é Delirium e promover informações importantes para as futuras assistências.
– Informar e sensibilizar a equipe sobre a importância da orientação periódica do paciente: Incluindo na prescrição de enfermagem os cuidados referentes à orientação e ao estímulo à memória do paciente.
– É importante a instrução da família sobre o quadro de delirium: o que é, como identificar e como prevenir.
– Vigilância constante em casos de agitação motora: O Enfermeiro tem de prescrever previamente as contensões mecânicas para caso de necessidade.
– Evitar a privação do sono do paciente: Deixando a luminosidade adequada no ambiente.
– Evitar ruídos excessivos na Unidade, a fim de evitar o stress e agitação do paciente em tratamento.
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