A Imunidade e seus tipos

A Imunidade e seus tipos

Entenda sobre a Imunidade e seus tipos

Imunidade é um estado em que o corpo está protegido contra a doença infecciosa.

É conferido pelo sistema imunológico, uma complexa rede de células, tecidos e substâncias químicas que combatem infecções e matam organismos quando invadem o corpo.

A Célula T e a Imunidade Mediada por Células

As células T, também denominada de Linfócitos T, são um grupo de glóbulos brancos(leucócitos) responsáveis pela defesa do organismo contra agentes desconhecidos (antígenos). Seu papel principal é como imunidade específica e imunidade celular, induzindo a Apoptose(autodestruição) de células invadidas por vírus, bactérias intracelulares, danificadas ou cancerígenas. Se diferenciam de acordo com sua função em: citotóxicas (CD8), auxiliares (CD4), natural killer (NKT), memória(CD45), reguladoras (FOXP3) ou gama-delta (γδ). Amadurecem no timo, por isso se chamam linfócitos T.

Os Tipos de Imunidade

Imunidade inata

A imunidade inata é a primeira linha de defesa do organismo, com a qual ele já nasce. É uma resposta rápida, não específica e limitada aos estímulos estranhos ao corpo. É representada por barreiras físicas, químicas e biológicas, células e moléculas, presentes em todos os indivíduos.

Os principais componentes da imunidade inata são:

  1. Barreiras físicas e mecânicas: Retardam/impedem a entrada de moléculas e agentes infecciosos (pele, trato respiratório, membranas, mucosas, fluidos corporais, tosse, espirro).
  2. Barreiras fisiológicas: Inibem/eliminam o crescimento de microrganismos patogênicos devido à temperatura corporal e à acidez do trato gastrointestinal; rompem as paredes celulares e lisam (rompem) células patogênicas através de mediadores químicos (lisozimas, interferon, sistema complemento);
  3. Barreiras celulares: Endocitam/fagocitam as partículas e microrganismos estranhos, eliminando-os (linfócitos natural killer e leucócitos fagocíticos – neutrófilos, monócitos e macrófagos);
  4. Barreira inflamatória: Reação a infecções com danos tecidulares; induzem células fagocitárias para a área afetada.

A resposta imune inata é capaz de prevenir e controlar diversas infecções, e ainda pode otimizar as respostas imunes adaptativas contra diferentes tipos de microrganismos.

É a imunidade inata que avisa sobre a presença de uma infecção, acionando assim os mecanismos de imunidade adaptativa contra os microrganismos causadores de doenças que conseguem ultrapassar as defesas imunitárias inatas.

Imunidade adquirida

A imunidade adquirida ou adaptativa é ativada pelo contato com agentes infecciosos e sua resposta à infecção aumenta em magnitude a cada exposição sucessiva ao mesmo invasor.

Existem dois tipos de imunidade adquirida: a imunidade humoral e a imunidade celular.

A imunidade humoral gera uma resposta mediada por moléculas no sangue e nas secreções da mucosa, chamadas de anticorpos, produzidos pelos linfócitos B, sendo o principal mecanismo de defesa contra microrganismos extracelulares e suas toxinas.

Os anticorpos reconhecem os antígenos (qualquer partícula estranha ao corpo), neutralizam a infecção e eliminam estes antígenos por variados mecanismos efetores. Por sua vez, a imunidade celular gera resposta mediada pelos linfócitos T.

Quando microrganismos intracelulares, como os vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro das células hospedeiras, estando inacessíveis para os anticorpos circulantes, as células T promovem a destruição do microrganismo ou a morte das células infectadas, para eliminar a infecção.

A imunidade adquirida ainda pode ser classificada em imunidade ativa e imunidade passiva. A imunidade ativa é aquela que é induzida pela exposição a um antígeno.

Assim, o indivíduo imunizado tem um papel ativo na resposta ao antígeno. A imunidade ativa pode ser natural, quando adquirida através de doença, ou passiva, quando adquirida por meio de vacinas.

A imunidade passiva é a imunização por meio da transferência de anticorpos específicos de um indivíduo imunizado para um não-imunizado.

A imunidade passiva é chamada de natural, quando acontece, por exemplo, através da transferência de anticorpos maternais para o feto; é artificial quando há a passagem de anticorpos prontos, como num soro anti-ofídico (contra veneno de serpentes).

A resposta imune adquirida, mediada pelos linfócitos B e T, apresenta uma série de propriedades que administram a resposta destes. São elas:

  • Especificidade: o sistema imunológico reconhece os diversos antígenos e produz uma resposta imunológica específica para cada um deles.
  • Diversidade: o sistema imune é capaz de reconhecer milhares de antígenos diferentes e produzir uma resposta adequada para cada um deles.
  • Memória imunológica: a exposição do sistema imunológico a antígenos faz aumentar sua habilidade em responder a esse mesmo antígeno novamente. As respostas subsequentes ao mesmo antígeno são normalmente mais rápidas, maiores e qualitativamente diferentes da primeira. Uma vez produzidas, as células de memória têm vida longa e são capazes de reconhecer esse antígeno por anos.
  • Especialização: o sistema imune responde por vias distintas a diferentes antígenos, maximizando a eficiência dos mecanismos de defesa. Assim, os linfócitos B e T se especializam entre as diferentes classes de microrganismos ou pelos diferentes estágios da infecção do mesmo microrganismo.
  • Discriminação ou Auto-tolerância: capacidade de reagir que os linfócitos B e T apresentam contra moléculas estranhas, mas não apresentam contra suas próprias moléculas.
  • Auto-limitação da resposta: as células B e T ativadas produzem moléculas que auxiliam o término da resposta imune. Para B são as imunoglobulinas G4 (IgG4) e para T são as interleucinas 4 e 10 (IL-4 e IL-10).

Cálculo de Gotejamento – Exercícios

Ainda com dúvida em relação ao cálculo de gotejamento?

Nós do Blog Experiências de um Técnico de Enfermagem, elaboramos um pequeno resumo com alguns exercícios para aqueles que desejam praticar, tanto para concursos, provas admissionais ou mesmo estudantes do curso técnico em enfermagem.

Cálculo de Gotejamento

Cálculo de Gotejamento

Cálculo de Gotejamento

Ainda assim com dúvidas? Veja mais em:

Cálculo de Gotejamento

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

O Cateter BD Nexiva™: Conheça!

A última coisa que você quer fazer é dizer ao seu paciente que você precisa re-puncioná-lo quando perde um acesso!

Por isso, foi lançado o BD Nexiva ™,  foi criado para minimizar os ferimentos causados por punção de agulhas e exposição a sangue durante a introdução!

Todos os dias, você corre o risco de estar exposto aos fluídos de sangue de seus pacientes, aumentando a probabilidade de contrair uma doença transmitida pelo sangue.

O BD criou um sistema fechado de cateter EV,  que foi projetado para minimizar a exposição ao sangue durante inserção, o que pode reduzir o potencial de contaminação e infecção, mantendo o sangue de onde é pertencente longe de você.

Também foi embutido uma plataforma de estabilização, que ajuda minimizar o movimento do cateter e desalojamento, o que pode facilitar a minimizar complicações e aumentar satisfação do paciente.

E boa notícia! O conjunto de extensor dupla via é capaz de suportar injeções de alta pressão (300 PSI) para exames com uso de contrastes!

Os Tamanhos Disponíveis

O BD Nexiva ™ foi disponibilizado em seguintes tamanhos:

Cor Tamanho Descrição
Amarelo 24G 0.56 pol. (0.7 mm x 14 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Amarelo 24G 0.75 pol. (0.7 mm x 19 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Azul 22G 1.0 pol. (0.9 mm x 25 mm) Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa 20G 1.0 pol. (1.1 mm x 25 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa 20G 1.26 pol. (1.1 mm x 32 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Rosa 20G 1.77 pol. (1.1 mm x 45 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Verde 18G 1.25 pol. (1.3 mm x 32 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™
Verde 18G 1.75 pol. (1.3 mm x 45 mm) HF Y c/ Dual Q-Syte™

Você sabia?

  • Com a tecnologia Instaflash Needle Technology™, permite fixação segura e diminui os riscos de deslocamentos acidentais!
  • Com a Tecnologia Vialon™, permite a visualização rápida do refluxo confirmando o sucesso da punção.
  • Com o sistema fechado “Tudo em Um”, diminui significativamente a exposição ao sangue durante a inserção e otimiza o tempo do profissional.
  • O conjunto de extensor Dupla Via de Alta Pressão é capaz de suportar injeções de alta pressão (300 PSI) para exames com uso de contrastes.
  • O mecanismo de segurança automático da agulha ajuda a protegê-lo de ferimentos causados por punção da agulha!
  • O cateter IV fechado BD Nexiva™ demonstrou reduzir a exposição a sangue em 98%

Em um estudo clínico de 2014, demonstrou-se que os cateteres BD Nexiva ™ teve uma baixa taxa de flebite e um tempo de permanência médio de 144 horas.

 

O Cateter Permcath: O que é?

Cateter Permcath

O Cateter de Permcath é um pouco diferente do Cateter de Shilley. Mesmo que ambos sejam para sua principal função, que é permitir a hemodiálise ao paciente, o cateter de Shilley é muito utilizado como procedimento temporário, outras vezes é um procedimento de transição para a fístula, e outras vezes, é definitivo.

O que é o Cateter Permcath?

O Nome Permcath já provém do significado vindo do inglês: “Perm” de permanência e “Cath” de cateter, onde o mesmo é de longa permanência, podendo ficar em até dois anos implantado em uma veia de grosso calibre central, geralmente através da veia jugular no pescoço.

Os Locais de Inserção

Pode também ser introduzido em outras veias como a subclávia, que fica no tórax embaixo da clavícula, ou na femoral, que fica na virilha, além de outros locais menos comuns.

Este cateter é colocado através de um túnel feito em microcirurgia com saída em um local diferente do que foi implantado, oferecendo mais conforto ao paciente e, mais importante, menor índice de infecções.

Para quem é indicado este tipo de cateter?

Geralmente é indicado em pacientes portadores de insuficiência renal crônica (IRC), que necessitam realizar hemodiálise, que é o processo de filtração do sangue que substitui as funções dos rins; onde necessitam de um acesso venoso para o procedimento.

Os acessos mais utilizados são os cateteres, no caso o Permcath, e as fístulas arteriovenosas.

Mas qual é o acesso ideal para a Hemodiálise?

O ideal mesmo é a fístula arteriovenosa (FAV) autóloga, ou seja, confeccionada com a veia do próprio indivíduo, pois apresenta maior potência, menor índice de intervenções e menos infecção, se comparadas à FAV heteróloga (confeccionada com prótese), ao cateter tunelizado com cuff (permcath) e ao cateter não tunelizado (shilley).

As Complicações

O Permcath apresenta baixo índice de complicações; porém, mesmo sendo raras, podem ser importantes, portanto nunca se deve minimizar ao paciente tal procedimento.

As complicações do intra e do pós-operatório imediato do cateter consiste sobretudo em:

  • Punção arterial acidental;
  • Hematoma;
  • Embolia gasosa;
  • Pneumotórax;
  • Disfunção do cateter;
  • Perfuração de vasos, do átrio ou do ventrículo direito;
  • Lesão do ducto torácico quando a punção é realizada do lado esquerdo.

As complicações tardias consistem em:

  • Fratura do cateter;
  • Desconexão do cateter do reservatório;
  • Extravasamento de medicamentos;
  • Extrusão do reservatório e/ou necrose de pele que recobre o cateter;
  • Rotação do reservatório;
  • Tração inadvertida da extremidade do cateter;
  • Oclusão do cateter;
  • Trombose venosa profunda;
  • Infecção.

Como é feito o procedimento de inserção do cateter?

O implante do cateter de Permcath é feito no centro cirúrgico com a aplicação de anestesia local.

Utilizando aparelho de radioscopia digital, o procedimento é realizado de forma rápida e segura.

Geralmente o paciente recebe alta no mesmo dia e pode realizar hemodiálise pelo cateter assim que este é implantado.

Em alguns casos, o Permcath também pode ser utilizado para transplante de medula óssea.

Quem pode manipular os cateteres tipo Permcath dentro da Equipe de Enfermagem?

Conforme o Parecer Técnico Coren-PE nº 011/2016, onde é discutido sobre a legalidade da manipulação de acessos tipo cateter de permcath de pacientes em hemodiálise, especialmente os de difícil acesso venoso; eles esclarecem que:

“Diante do exposto, destacamos que fazem parte da manipulação dos cateteres do tipo Permcath; a heparinização, manutenção da fixação, curativo e prevenção de infecções. Que os mesmos, por serem longos, exigem um cuidado mais aprofundado, denotando exigência de competência técnica mais complexa que a manipulação dos cateteres menores. Outro item considerado é a complexidade do paciente. O que nos inclina a esclarecer que esta é uma atividade que deve ser realizada por Enfermeiro. Não devendo estes, delegar esta atividade aos profissionais de enfermagem de nível médio. Devem ainda estar aptos a realiza-la após comprovada qualificação e/ou experiência na manipulação dos mesmos.

Deve utilizar a Sistematização da Assistência de Enfermagem para o cuidado aos pacientes, elaborar protocolos que descrevam detalhadamente o rito de manipulação, como rotinas de heparinização e troca de curativos. Por último, deve comunicar as autoridades competentes, quando houver déficit de profissionais e/ou profissionais desqualificados para a prática em tela”

Quanto ao curativo:

O primeiro curativo do sítio de inserção do cateter (óstio) deverá ser realizado após 24 horas da data de inserção ou antes caso haja presença visível de sangue decorrente da punção. O curativo deverá ser trocado, a seguir, a cada 48 horas ou sempre que o mesmo apresentar-se sujo, molhado ou soltando, respeitando a técnica asséptica, descrita a seguir:

  • Lavar as mãos com água e sabão neutro ou utilizar álcool gel (com a mesma técnica de fricção das mãos);
  • Caso utilize a técnica “no touch” (técnica onde se utiliza pinças de curativo, sem o contato direto das mãos no campo), a utilização de luvas estéreis é dispensável;
  • Retirar o curativo anterior e proceder à troca;
  • Calçar luvas estéreis e colocar o campo estéril;
  • Palpar túnel em direção ao óstio e inspecionar o óstio para avaliar hiperemia, dor , edema , secreção , sangramento , etc.;
  • Avaliar o óstio, buscando sinais de infecção como hiperemia, secreção (purulenta ou não), dor e calor;
  • Limpar o óstio com soro fisiológico com gaze estéril;
  • Fazer limpeza do óstio com gaze umedecida em clorexidina alcoólica;
  • Fazer 3 vezes a desinfecção de todo cateter com clorexidina alcoólica , sempre no sentido do óstio p/ as conexões;
  • Testar refluxo das duas vias do cateter c/ seringas 3ml e desprezar as  seringas c/ sangue;
  • Testar fluxo das duas vias com seringas contendo 15cc de SF 0, 9% fazer em “flush” rápido , seguido do clampeamento de cada via (técnica de salinização do cateter);
  • Atentar p/ posicionamento correto do “Clamp”;
  • Trocar soros e equipos e polifix a cada troca de curativo;
  • Fechar o curativo com gaze seca estéril e micropore, não esquecendo de datar o curativo. Caso utilize cobertura do tipo filme transparente estéril não há necessidade de manter gaze no óstio de inserção;
  • Trocar o curativo a cada 48h ou caso necessário;
  • Registrar o curativo em prontuário.

Obs.: Caso haja presença de secreção ou sangue no óstio, o curativo deve ser trocado diariamente até a ausência de sinais de infecção. O uso de máscara é dispensável. Recomenda-se não conversar durante o procedimento. É imprescindível o auxílio de um outro profissional para evitar a contaminação do material.

Quanto aos cuidados com os conectores:

  • Realizar desinfecção das conexões antes da manipulação do cateter realizando fricção com gaze umedecida em clorexidina alcoólica trocando-os a cada curativo;
  • Os dispositivos utilizados para a administração de sangue e derivados devem ser trocados a cada 12 horas e os utilizados para a administração de nutrição parenteral a cada 24 horas;
  • No caso de inserção de um novo cateter, todas as soluções e dispositivos de infusão devem ser trocados e jamais transferidos do antigo para o novo.

Veja Também:

Hemodiálise intensiva

Diálise Peritoneal (DP)

 

Que Medicamento é Esse?: Enoxaparina Sódica

Enoxaparina Sódica

A Enoxaparina Sódica, também conhecida pelos seus nomes comerciais ClexaneEndocris, Enoxalow, Versa e Cutenox, é um fármaco do grupo dos anticoagulantes utilizado principalmente no tratamento de isquemias e infarto do miocárdio.

Além disso, este fármaco também pode ser usado na prevenção da formação de trombo na circulação extracorpórea durante a hemodiálise, e para profilaxia de TVP.

Como Funciona?

Ela diminui o risco de desenvolvimento de uma trombose Venosa Profunda e sua consequência mais grave, a embolia pulmonar. Também previne e trata estas duas patologias, evitando a sua progressão ou recorrência, além de tratar angina instável e o Infarto do Miocárdio.

A duração do tratamento com este fármaco pode variar de um indivíduo para o outro.

A máxima atividade anti-Xa (antitrombótica) média no sangue é observada 3 a 5 horas após a administração subcutânea.

Os Efeitos Colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer com o uso deste medicamento são manifestações hemorrágicas, trombocitopenia, equimoses no local das injeções, manifestações alérgicas e elevação das transaminases.

Raramente podem ocorrer hematoma intra-espinhal após punção diagnóstica/anestésica, febre, náuseas, anemia hipocrômica e edema.

Quando é Contraindicado?

A Enoxaparina Sódica não deve ser usado em pessoas com hipersensibilidade à composição da mesma, à heparina e seus derivados, inclusive outras heparinas de baixo peso molecular e pessoas com hemorragias ativas de grande porte e condições com alto risco de desenvolvimento de hemorragia incontrolável, incluindo acidente vascular cerebral hemorrágico recente.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado, e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada em crianças nem durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de um método contraceptivo seguro e adequado, durante a terapia.
  • Recomenda-se cautela também nos casos de doenças hepática ou renal graves, retinopatia (hipertensiva ou diabética), hipertensão sem controle, história recente de doença ulcerativa, anestesia espinhal/epidural, história de distúrbio hemorrágico (congênito ou adquirido), malignidades, pacientes idosos (eliminação de enoxaparina prolongada) e extrema cautela nos casos de hipertensão severa sem controle, endocardite bacteriana, distúrbios hemorrágicos, sangramento/ulceração/patologia gastrointestinal, sangramento, ulceração gastrointestinal ativos, AVC hemorrágico, cirurgias recentes (SNC ou ocular) e história de trombocitopenia relacionada à heparina.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente quaisquer sintomas de sangramento ou equimose comuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende ao paciente o uso de escovas de dentes macias e de barbeador elétrico e que evite tomar medicações que contém ácido acetilsalicílico, para evitar o risco de sangramento.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite a prática de atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico durante a terapia.
  • Durante a terapia, avalie: 1. freqüentemente (principalmente em pacientes com cateteres epidurais) os sinais e sintomas de lesão neurológica (dor na região lombar, deficiências sensoriais e motoras, insensibilidade ou fraqueza dos membros inferiores – alterações intestinais e/ou urinárias) e, diante qualquer uma destas ocorrências, comunique imediatamente ao médico; 2. sinais de sangramento ou hemorragia (sangramento das gengivas ou nasal, equimose incomum, fezes alcatroadas e escuras, hematúria, diminuição do hematócrito ou da PA, sangue oculto nas fezes) ou sangramento da ferida cirúrgica e diante qualquer uma destas ocorrências, comunicar imediatamente ao médico; 3. evidências de trombose adicional ou aumento (os sintomas depender da área de envolvimento); 4. reações de hipersensibilidade (calafrios, febre, urticária) e, diante estas reações comunique imediatamente ao médico e monitore periodicamente, as contagens sanguíneas e de plaquetas e as fezes (sangue oculto); rigorosamente, os casos de trombocitopenia e, diante uma diminuição inesperada do hematócrito, avalie os locais com maior potencial hemorrágico (não requer monitorização especial dos tempos de coagulação (TTPa).
  • Exames laboratoriais: Pode causar  aumento nos níveis de TGO e TGP.
  • Superdosagem e Toxicidade: A superdosagem acidental, após administração IV, extracorporal ou SC pode causar complicações hemorrágicas; a absorção da enoxaparina, após administração por VO em doses altas, é pouco provável; os efeitos anticoagulantes podem ser, em grande parte, neutralizados pela administração IV lenta de protamina; a dose de protamina deve ser idêntica à dose da enoxaparina  administrada (1mg de protamina neutraliza o efeito anticoagulante de 1mg da enoxaparina); mesmo com doses elevadas de protamina, a atividade anti-Xa não é completamente neutralizada (máximo ± 60%).
  • Interações medicamentosas: Atenção ao uso concomitante de outras drogas!
  • IM: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV, e nunca por via IM, devido ao risco de formação de hematoma!
  • SC: a droga só deve ser administrada por via SC ou IV; a droga não deve ser misturada com outras infusões (heparinas não-fracionadas ou outras de baixo peso molecular); as heparinas de baixo peso molecular devem ser utilizadas individualmente, pois entre elas existem diferenças básicas quanto ao processo de produção, peso molecular, atividade específica, unidade e dosagem; a solução deve estar clara; não injete soluções que contenham partículas,  a seringa já está pronta para uso e, em seu interior, há uma pequena bolha de gás (inerte) que não de ser retirada.

Como Administrar este Medicamento?

A via de administração de Clexane varia dependendo da indicação do produto. Abaixo estão descritas as técnicas de injeção subcutânea e bolus intravenoso.

Técnica de injeção subcutânea de seringas preenchidas com sistema de segurança

Com o preparo do local para injeção:

  • O local recomendado para injeção é na gordura da parte inferior do abdômen, pelo menos 5 centímetros de distância do umbigo para fora e em ambos os lados, conforme ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • Antes da injeção, lave as mãos. Limpar (não esfregar) com álcool o local selecionado para injeção. Você deve selecionar um local diferente do abdômen inferior a cada aplicação!

O Preparo da Seringa antes da Injeção

Verifique se a seringa não está danificada e se o medicamento dentro está com uma solução límpida, sem partículas. Se a seringa estiver danificada ou o medicamento não for límpido, utilizar outra seringa.

A Administração da Injeção

  • Retire a capa protetora da agulha;
  • O segundo passo conforme a ilustração abaixo:

Enoxaparina Sódica

  • A injeção deve ser administrada por subcutânea profunda, no tecido subcutâneo da parede abdominal com o paciente deitado ou sentado em posição confortável, alternando entre os
    lados esquerdo e direito a cada aplicação.

Enoxaparina Sódica

  • A agulha deve ser introduzida perpendicularmente na espessura de uma prega cutânea feita entre os dedos polegar e indicador. A prega deve ser mantida durante todo o período da injeção, e não esqueça, não esfregue o local da injeção após sua aplicação!

Enoxaparina Sódica

  • O Dispositivo de segurança é acionado automaticamente quando o êmbolo é pressionado até o final, deste modo protegendo completamente a agulha usada e sem causar desconforto ao paciente. Lembrando que a ativação do dispositivo só é possível se o êmbolo for completamente abaixado!

A Técnica de injeção intravenosa (bolus)

É indicado somente apenas para o tratamento do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) como elevação de segmento ST!

O Clexane deve ser administrado através de uma linha intravenosa e não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos. Para evitar a possibilidade de mistura do Clexane com outros medicamentos, o acesso intravenoso escolhido deve ser lavado com quantidade suficiente de solução salina ou solução dextrose antes e imediatamente após a administração do bolus intravenoso de Clexane para limpar o dispositivo de acesso do medicamento. O Clexane pode ser utilizado com segurança com solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água.

Bolus intravenoso inicial de 30 mg: utiliza-se uma seringa pré-enchida de Clexane graduada e despreza-se o excesso do volume, obtendo apenas 30 mg (0,3 mL) na seringa. Injeta-se, então, a dose de 30 mg diretamente na linha intravenosa.

Bolus adicional para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea quando a última dose subcutânea de Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado: para pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea, um bolus intravenoso adicional de 0,3 mg/kg deve ser administrado se a última dose subcutânea do Clexane foi administrada há mais de 8 horas antes de o balão ser inflado.

Para assegurar a precisão do pequeno volume a ser injetado, recomenda-se a diluição do medicamento para uma solução de 3 mg/ml.

Para obter uma solução a 3 mg/mlL utilizando uma seringa pré-enchida de 60 mg do Clexane, recomenda-se usar uma bolsa de infusão de 50 ml (contendo, por exemplo, solução salina normal 0,9% ou dextrose a 5% em água).

Com o auxílio de uma seringa, retira-se 30 ml da solução contida na bolsa e despreza-se este volume.

Aos 20 ml restantes na bolsa de infusão, injeta-se o conteúdo total de uma seringa pré-enchida graduada de 60 mg. E então, mistura-se gentilmente a solução final.

Retira-se com uma seringa o volume requerido da solução para administração na linha intravenosa. Recomenda-se que esta solução seja preparada imediatamente antes de sua utilização.

Após finalizada a diluição, o volume a ser injetado na linha intravenosa deve ser calculado utilizando-se a seguinte fórmula: [volume da solução diluída (ml) = peso do paciente (kg) x 0,1] ou
utilizando a tabela abaixo:

Volume de solução a 3 mg/mL
a ser injetado na linha intravenosa
Peso do Dose requerida Volume a ser injetado (mL)
paciente (0,3 mglkg) após ser diluído para a concen-
(kg) (mg) tração final de 3mg/ml
45 13,5 4,5
50 15 5
55 16,5 5,5
60 18 6
65 19,5 6,5
70 21   7  
75 22,5 7,5
80 24   8  
85 25,5   8,5  
90 27   9  
95 28,5   9,5  
100 30   10  

Quais são as maneiras eficazes de lidar com pacientes e familiares em seu “momento de fúria” ?

Ser diagnosticado com uma doença grave, sentir dor intensa e sentir-se frustrado por estar confinado em um hospital pode deixar qualquer paciente facilmente agitado e irritado. E quando esse paciente começa a tirar suas frustrações de toda a equipe de saúde, você precisa saber exatamente o que fazer para aliviar a situação!

Aqui estão algumas das coisas que você pode fazer para ajudar seus pacientes a recuperarem a calma:

1. Entenda que não é fácil ser um paciente ou uma família!

Nenhuma pessoa iria querer ficar presa no hospital por dias, e ser cuidada por estranhos diferentes a cada doze horas!

Tente entender que não é fácil ser paciente nem ser um parente cujo ente querido esteja em estado crítico. Se os profissionais de enfermagem tendem a ficar irritados sob estresse, eles também ficam.

2. Mostrar empatia!

Como profissional de enfermagem, seu papel é deixar os pacientes sentirem que você entende e se preocupa com eles.

Você pode demonstrar empatia concentrando sua atenção em seu ambiente e em seus sentimentos, expressões e ações.

Mostre-lhes que você está interessado e que eles são importantes!

3. Permita que o paciente “esfrie a cabeça”!

A situação pode piorar se você deixar o paciente ficar com raiva.

Uma das melhores coisas que você pode fazer é deixá-los se acalmar antes de dar sua explicação.

Lembre-se de que eles não estão felizes em estar doentes, por isso é melhor tentar o seu melhor para manter a calma enquanto espera que eles se acalmem.

4. Não invada o espaço pessoal do paciente!

Tente não ficar muito perto ou muito longe deles.

Deixe-os sentir que eles ainda têm seu próprio espaço pessoal que você não estaria invadindo e que eles estão seguros lá.

5. Não toque neles!

Em consonância em deixar que eles tenham seu espaço pessoal, tente não tocá-los.

Isso só pode piorar as coisas e fazê-los sentir que você está invadindo sua própria bolha segura.

Deixe que eles falem o que pensam a partir de uma distância confortável, mas não muito longe de você ter que gritar um com o outro, ou perto demais de que seria desconfortável falar.

6. Seja sensível!

Se um paciente ficar bravo com você por alguma coisa, não pense que ele é um paciente ou pessoa ruim.

Pense em como você se sentiria se estivesse no lugar deles!

Ser sensível aos sentimentos das pessoas significa aceitá-las e respeitá-las, não importa o que aconteça.

7. Seja gentil

Gentileza é uma qualidade que vem do coração e da alma.

As pessoas que são gentis estabelecem a paz e são fortes o suficiente para manter a calma e mostrar contenção, mesmo quando confrontadas com situações difíceis.

Pense antes de responder a qualquer coisa que o paciente diga.

Às vezes, as pessoas reagem rápido demais sem dedicar tempo para pensar em como suas respostas podem afetar os outros.

Se você responder, faça-o de maneira calma e gentil. Se você quiser melhorar a situação, tente evitar a negatividade!

Em vez disso, concentre-se em algo que você pode fazer para ajudar a pessoa.

8. Não discuta!

Tentar não discutir não significa que você não pode expressar sua opinião!

Significa apenas que você tem que declarar seu ponto de uma maneira decente e respeitosa.

Seja sincero em tudo que você diz e tente não pensar que você está sempre certo.

Comunicar melhor e ter um comportamento positivo em relação a qualquer problema resolverá qualquer coisa.

9. Peça desculpas pelo inconveniente!

Algo deve ter dado errado, o que pode ter causado a raiva do paciente.

Não há problema em aceitar e pedir desculpas!

Lembre-se que nosso principal objetivo é restaurar a saúde do paciente.

Desculpar-se não fará de você uma pessoa inferior: Isso só mostrará que você é forte e corajoso o suficiente para aceitar seus erros.

Também pode diminuir qualquer tensão que possa ocorrer entre você e seus pacientes (ou seus familiares).

10. Resolva as questões imediatamente!

Naturalmente, é melhor trabalhar na reclamação assim que puder.

O paciente ou membro da família está com raiva por um motivo.

Anote os detalhes da reclamação e encontre tempo para corrigi-la.

11. Mantenha suas promessas

Ao lidar com pacientes, você tende a dizer coisas que não quer dizer e, na maioria das vezes, dá promessas que não pode cumprir.

Lembre-se de que os pacientes esperam tanto dos profissionais de enfermagem que acreditam no que lhes disserem.

Nunca comprometa!

12. Comunique-se!

A comunicação é um dos aspectos mais importantes da profissão de enfermagem!

Seja honesto com tudo o que você diz ao paciente.

Esteja disponível e responda aos seus pacientes.

Nunca deixe que eles sintam que você os está ignorando.

Será muito mais fácil consertar as coisas se uma comunicação eficaz for usada.

13. Escute!

Isso significa que você deve deixar seu paciente falar sem interromper!

Ouvir não apenas aumenta sua capacidade de empatia, mas também aprimora suas habilidades de comunicação.

A escuta ativa também significa que você deve olhar para os problemas do ponto de vista da outra pessoa.

Concentre-se no que a pessoa está dizendo para você antes de oferecer qualquer ajuda.

Lembre-se de tomar nota do que eles estão dizendo e tente manter as informações!

14. Faça perguntas abertas!

Faça perguntas suaves para saber mais sobre o que a outra pessoa pensa e sente.
Peça esclarecimentos se você não entender o que o paciente está tentando dizer.
Lembre-se de que as perguntas fechadas podem piorar a situação, porque isso apenas fará com que sintam que você não está interessado no que elas têm a dizer.
Perguntas abertas, por outro lado, mostrarão que você se importa.
Faça perguntas como “Por que você se sente assim?” Ou “Como você se sente sobre isso?”.

15. Reconheça a emoção que o paciente está projetando!

Validar os sentimentos da pessoa irá ajudá-la a se sentir compreendida!

Deixe-os sentir que seus sentimentos fazem sentido, que você os ouve e os entende.

Pessoas, especialmente aquelas que estão com raiva, muitas vezes precisam saber que você não acha que elas são ruins ou malucas por se sentirem assim.

Validar os sentimentos de uma pessoa requer uma supressão temporária do impulso para explicar seu lado.

Concentre sua atenção no que seu paciente ou membro da família sente e tente reconhecer seus sentimentos!

16. Definir limites!

Pode chegar a um ponto que você tenha que estabelecer um limite.

Mantenha-se seguro, mas deixe-os saber que você está ouvindo-os.

Defuse situações antes mesmo de escalar.

Um paciente tem o direito de estar envolvido em sua tomada de decisão médica, mas não pode usar esse direito para demandas não razoáveis.

17. Não faça respostas defensivas!

Pense primeiro antes de responder!

Aprenda a pausar e respirar.

Isso vai te acalmar e controlar sua resposta, e também evitará uma explosão desnecessária.

Entenda que muitos fatores levaram a um ataque verbal de seu paciente ou de seu familiar.

Considere que você pode não ser a única razão para sua raiva e que não há sentido em ficar na defensiva!

18. Faça uso da linguagem apropriada!

Nunca esqueça seu profissionalismo mesmo quando estiver sob estresse!

Certifique-se de que o idioma que você usa é apropriado para a situação em que você está.

Pessoas irritadas tendem a dizer coisas que realmente não querem dizer, e é possível que você possa dizer coisas que você vai se arrepender quando as coisas se acalmarem mais tarde.

Escolha suas palavras com sabedoria.

19. Assista sua linguagem corporal!

Nunca cruze os braços ao encará-los e não lhes vire as costas enquanto eles estiverem falando!

Manter contato visual, se necessário, apenas para que você possa deixá-los sentir que você está aberto para o que eles têm a dizer.

Abertura significa que você está disposto e pronto para ouvi-los sem julgamento.

20. Deixe a raiva sair!

Aprenda a respirar corretamente para que você possa deixar toda a ansiedade e raiva sair do seu sistema enquanto exala.

Isso não apenas ajudará você a relaxar, mas também lhe dará tempo para pensar sobre suas ações e palavras.

Lembre-se!

Não deixe que uma situação difícil arruíne todo o seu dia!

Lembre-se de que a profissão de enfermagem não é uma tarefa fácil e que há coisas muito mais difíceis que você precisa enfrentar todos os dias.

Aprenda a aceitar essas coisas que você não pode mudar, e você será capaz de lidar com as coisas de forma mais graciosa e calma como nunca antes. Tudo vai melhorar em breve!

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Que Medicamento é Esse?: Prometazina

Que Medicamento é Esse?: Prometazina

A Prometazina, conhecida como Fenergan®, é um anti-histamínico H1 pertencente ao grupo das fenotiazinas, com atividade antialérgica, antiemética, sedante para indução do sono e pode interagir com receptor de sódio.

Como Funciona?

Este medicamento pertence a um grupo de medicamentos chamados anti-histamínicos, os quais apresentam em comum a propriedade de se opor aos efeitos de uma substância natural chamada histamina que é produzida pelo organismo durante uma reação alérgica, principalmente na pele, nos vasos e nas mucosas (conjuntival, nasal, brônquica e intestinal).

Os efeitos clínicos de cloridrato de prometazina comprimidos são notados dentro de 20 minutos após a administração e geralmente duram de 4 a 6 horas, embora possam persistir até por 12 horas.

Os Efeitos Colaterais

O efeito colateral mais comum é sonolência, mas podem surgir outros efeitos como tontura, confusão mental, secura da boca, palpitações, queda de pressão, erupções na pele, náuseas e vômitos. Podem ocorrer alteração na contagem de leucócitos e hemácias e sintomas neurológicos.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser utilizado por pacientes com conhecida hipersensibilidade à prometazina ou outros derivados fenotiazínicos ou a qualquer componente da fórmula, assim como aos portadores ou com antecedentes de doenças sanguíneas causadas por outros fenotiazínicos, em pacientes com risco de retenção urinária ligado a distúrbios uretro prostáticos, e em pacientes com glaucoma.

A prometazina não deve ser utilizada em crianças menores de dois anos devido ao risco de depressão respiratória fatal.

Este medicamento é contraindicado na faixa etária de 0 a 2 anos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomenda-se cautela nos casos de hipertensão, apneia do sono, epilepsia e depressão da medula óssea subjacente. A medicação tem sido usada de forma segura durante o trabalho de parto, mas recomenda-se evitar o uso crônico durante a gravidez.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente dor de garganta, urina escura, pele e olhos  amarelados, febre, tremor, rash e fraqueza, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição a fim de minimizar a hipotensão postural, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente o uso de protetores solares e roupas mais adequadas para evitar reações de fotossensibilidade, durante a terapia.
  • Pode causar boca seca. Enxágues orais frequentes, balas ou gomas de mascar sem açúcar podem minimizar este efeito.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de outros depressores do SNC, como também o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Prevenção da cinetose: A medicação deverá ser administrada 30-60 min antes das viagens.
  • Interações Medicamentosas: Atenção durante o uso concomitante de outras drogas.

Que Medicamento é Esse?: Ondansetrona

Ondansetrona

Ondansetrona, popularmente conhecida como Zofran,  é um antiemético para uso conjunto durante tratamento antineoplásico, e também indicado para prevenção e tratamento dos fenômenos eméticos do pós-operatório.

Como Funciona?

Certos tratamentos médicos, como quimioterapia, radioterapia e cirurgia, podem levar seu organismo a liberar serotonina, uma substância que provoca náuseas e vômitos. Este fármaco pertence a
um grupo de medicamentos chamados de antieméticos e bloqueia a ação dessa substância, evitando, portanto, que você sinta náuseas e vômitos decorrentes desses tratamentos.

Os Efeitos Colaterais

  • Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça.
  • Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensações de calor ou rubor; prisão de ventre; reações no local da injeção, como dor, ardência, inchaço, vermelhidão e coceira.
  • Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): convulsão; movimento circular involuntário dos olhos, agitação e movimentos involuntários dos músculos; batimentos do coração irregulares; dor ou aperto no peito; diminuição dos batimentos do coração; pressão baixa; soluços; aumento nos testes funcionais do fígado (essas reações foram observadas em pacientes fazendo quimioterapia com cisplatina).
  • Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): reações alérgicas graves, que podem se apresentar como inchaço das pálpebras, face, lábios, boca ou língua; tontura predominantemente durante a administração intravenosa rápida, visão turva, predominantemente durante a administração intravenosa; batimentos cardíacos irregulares.
  • Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): cegueira passageira, predominantemente durante a administração intravenosa; erupções cutâneas disseminadas, com bolhas e descamação em grande parte da superfície corporal (necrólise epidérmica tóxica).

Quando é Contraindicado?

Este não deve ser usado caso você tenha alergia a ondansetrona ou a qualquer outro componente do medicamento, e não deve ser usado ao mesmo tempo que apomorfina, um medicamento
utilizado no tratamento da disfunção erétil.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada e exatamente conforme recomendado.
  • A medicação deve ser usada cuidadosamente durante a gestação ou lactação.
  • Informe ao paciente as reações adversas frequentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente rash, diarreia, constipação ou dificuldade respiratória, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Interações medicamentosas: atenção ao uso concomitante de outras drogas.
  • IV: a droga deve ser armazenada em temperatura ambiente; dilua 2mg/ml em 50ml de soros glicosado 5% ou fisiológico 0,9% e infunda em 15min; após a diluição,  a solução se mantém estável durante 48h.

O Broncoespasmo: O que é?

Broncoespasmo

Certamente, quando você estiver com um paciente e um fisioterapeuta ou o médico após avaliar o mesmo, irá citar que está apresentando o Broncoespasmo. É um termo bastante específico, e você com certeza se encherá de dúvidas.

Mas o que é o Broncoespasmo?

Entende-se por broncoespasmo ao estreitamento da luz bronquial como consequência da contração da musculatura dos brônquios, o que causa dificuldades para respirar, ou seja, também pode ser definido como espasmos nos brônquios que impedem a passagem do ar até os pulmões ou uma constrição reversível de vias aéreas pequenas do trato respiratório distal.

Normalmente é controlado mediante o uso de bronco-dilatadores, que cumprem a função de expandir os brônquios e permitir a passagem do ar. Alguns deles são inalados por via oral, enquanto outros são usados via intravenosa.

O que ocasiona o Broncoespasmo?

Pode ocorrer por vários tipos de problemas nos brônquios. Entre eles estão:

– A Inflamação do brônquio;

– Broncoespasmo induzido por exercício (BIE); 

– Hiper-reatividade bronquial;

– Broncoespasmo paradóxico;

– Outras causas como infecções leves, antecedentes patológicos, como respiratórios (asma) e alérgicos.

O que é feito quando apresentam o Broncoespasmo?

Antes de aplicar o tratamento, primeiro se deve ver a gravidade ou severidade do quadro. São estabelecidos 2 níveis: quadros leves e moderados ou quadros severos ou muito prolongados. Dependendo do nível podem ser aplicados os tratamentos necessários para diminuir o quadro de broncoespasmo na pessoa.

Nos Quadros Leves

Quando trata-se de quadros leves e moderados, se empregam os seguintes tratamentos.

  • Bronco-dilatadores de alívio rápido: Podem ser usados alguns como salbutamol, albuterol, salmeterol, pirbuterol, terbutalina que são administrados por nebulização ou aerossol.
  • Estabilizadores dos mastocitos: Nedocromil sódico ou cromolina sódica.
  • Bronco-dilatadores de ação prolongada: Alguns deles são o formoterol ou salmeterol.
  • Antileucotreno: São conhecidos alguns como montelukast sódico ou zafirlukast.

Alguns destes medicamentos são tomados 15 a 30 minutos antes de realizar uma atividade física ou no momento que apresentar um quadro leve de broncoespasmo. Alguns deles tem uma ação de proteção de até 24 horas de duração. Entretanto, os outros bronco-diltadores só apresentam uma ação que vai de 3 a 6 horas.

Quando são feitos exercícios, é importante o uso de alguns bronco-dilatadores de alívio rápido para diminuir os sintomas.

Também se recomenda evitar fazer exercícios ou atividades, particularmente em pessoas com algum tipo de alergia ou asma crônica, em condições onde a temperatura seja extremamente fria ou haja altos níveis de pólen.

Algumas vezes, para prevenir esses quadros leves, se empregam medicamentos preventivos.

Vários dos mencionados acima são medicamentos preventivos. Também, podem ser realizados esses tratamentos preventivos, mediante o uso de corticoides inalados, diminuindo efetivamente dessa maneira, a severidade, assim como a recorrência dos broncoespasmos.

Nos Quadros severos ou muito prolongados

Quando aparece esse tipo de quadros o tratamento empregado é à base de bronco-dilatadores e corticoides. Estes são administrados via oral ou intravenosa. Normalmente, logo após apresentar um quadro severo, são aplicados tratamentos preventivos para assim evitar broncoespasmos frequentes.

Em crianças menores de 6 anos com broncoespasmo, com os tratamentos adequados e inclusive às vezes na ausência de tratamento, isso pode desaparecer com os anos. Todavia, em pessoas que tenham familiares com antecedentes de asma, quando se apresentam quadros de broncoespasmo (leves ou severos), estes podem converter-se em asma crônica.

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Entenda sobre a Tuberculose

A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa geralmente causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis (MTB), ou também conhecida como Bacilo de Koch.

A tuberculose afeta geralmente os pulmões, embora possa também afetar outras partes do corpo.

A maioria das infeções não manifesta sintomas, sendo nesses casos denominada tuberculose latente.

Cerca de 10% das infeções latentes evoluem para tuberculose ativa.

Se não for tratada, a tuberculose ativa causa a morte a metade das pessoas infectadas!

Quais são os sintomas clássicos da TB?

Podendo ser assintomática, ou seja, o portador pode não apresentar nenhum sinal ou sintoma, mas posteriormente podem ocorrer febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento, cansaço fácil e dores musculares.

Dificuldade na respiração, eliminação de sangue (Hemoptise) e acúmulo de secreção na pleura pulmonar são características em casos mais graves.

Como é ocorrido a Transmissão?

A tuberculose é transmitida pelos bacilos expelidos por um indivíduo contaminado quando tosse, fala, espirra ou cospe.

A tuberculose se dissemina através de aerossóis no ar que são expelidas quando pessoas com tuberculose infecciosa tossem, espirram.

Contactos próximos (pessoas que tem contato frequente) têm alto risco de se infectarem.

A transmissão ocorre somente a partir de pessoas com tuberculose infecciosa ativa (e não de quem tem a doença latente).

A probabilidade da transmissão depende do grau de infecção da pessoa com tuberculose e da quantidade expelida, forma e duração da exposição ao bacilo, e a virulência.

A cadeia de transmissão pode ser interrompida isolando-se pacientes com a doença ativa e iniciando-se uma terapia anti tuberculose eficaz.

A tuberculose resistente é transmitida da mesma forma que as formas sensíveis a medicamentos.

A resistência primária se desenvolve em pessoas infectadas inicialmente com micro-organismos resistentes.

A resistência secundária (ou adquirida) surge quando a terapia contra a tuberculose é inadequada ou quando não se segue ou se interrompe o regime de tratamento prescrito.

Como é diagnosticado?

Uma avaliação médica completa para a tuberculose ativa inclui um histórico médico, um exame físico, a baciloscopia de escarro, uma radiografia do tórax e culturas microbiológicas.

A prova tuberculínica (também conhecida como teste tuberculínico ou teste de Mantoux) está indicada para o diagnóstico da infecção latente, mas também auxilia no diagnóstico da doença em situações especiais, como no caso de crianças com suspeita de tuberculose. Toda pessoa com tosse por três semanas ou mais é chamada sintomática respiratória (SR) e pode estar com tuberculose.

Quais são as prevenções e o tratamento?

A imunização com vacina BCG dá entre 50% a 80% de resistência à doença. Em áreas tropicais onde a incidência de micobactérias atípicas é elevada (a exposição a algumas “micobactérias” não transmissoras de tuberculose dá alguma proteção contra a Tuberculose), a eficácia da BCG é bem menor. No Reino Unido, adolescentes de 15 anos são normalmente vacinadas durante o período escolar.

O tratamento para tuberculose é feito com antibióticos orais, como a Isoniazida e a Rifampicina, que eliminam do organismo a bactéria que provoca o surgimento da doença. Uma vez que a bactéria é muito resistente, é necessário fazer o tratamento por cerca de 6 meses, embora, em alguns casos, possa durar entre 18 meses a 2 anos até se atingir a cura.

Os casos mais fáceis de tratar são os de tuberculose latente, ou seja, quando a bactéria está no corpo mas se encontra adormecida, não causando sintomas, nem podendo ser transmitida. Já a tuberculose ativa é mais difícil de tratar e, por isso, o tratamento pode demorar mais tempo e pode necessário tomar mais do que um antibiótico para atingir a cura.

Assim, os medicamentos utilizados no tratamento variam de acordo com idade do paciente, estado geral de saúde e o tipo de tuberculose.

A Tuberculose e a Precaução por Aerossóis

Pacientes internados sob suspeita ou confirmação de Tuberculose, precisam estar isolados por precaução de Aerossóis, precisando:

  • Ficar em quarto privativo (ou coorte, que deve ser evitada) que possua pressão de ar negativa em relação às áreas vizinhas; e com filtragem com filtros HEPA, e as portas devem ser mantidas fechadas;
  • Deve obter a proteção respiratória com máscara que possua capacidade adequada de filtração e boa vedação lateral, máscara nº 95.
  • E o transporte dos pacientes deve ser limitado, mas se for necessário eles devem usar máscara (a máscara cirúrgica é suficiente).

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Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

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Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC)