Admissão de Paciente em UTI

As internações eletivas são normalmente decorrentes de procedimentos cirúrgicos. Quando a cirurgia é programada, realiza-se a reserva de leito em UTI. Como a reserva de leito em UTI é feita considerando o quadro clínico do paciente e a probabilidade de complicações operatórias, muitas vezes o leito é reservado e não utilizado.

Os responsáveis pela UTI devem elaborar rotinas e procedimentos descrevendo os critérios clínicos que são considerados para a admissão do paciente.

As internações de urgência/emergência podem ser provenientes de pronto-socorros, unidades de internação e centro cirúrgico (transferência interna). Nesses casos há uma alteração no quadro clínico do paciente, sendo necessários cuidados intensivos. Os responsáveis pela UTI devem elaborar rotinas e procedimentos descrevendo os critperios clínicos que são considerados para a admissão do paciente. Há necessidade também de elaboração de protocolos de conduta para a situação de falta de leito para atendimento de pacientes nessas condições.

As internações provenientes de transferência externa (outra instituição) seguem a rotina de contato para solicitação de vaga, com fornecimento de informações sobre o estado clínico do paciente. O ideal é que esse contato seja entre médicos. Após a liberação de vaga, é indicado que haja contato entre os enfermeiros, para fornecimento de informações detalhadas.

Responsabilidades dos Profissionais no Processo de Admissão

Para que a admissão do paciente para a UTI seja realizada de forma rápida e segura, poderá ser estabelecido um protocolo que descreva as atividades de responsabilidade das equipes envolvidas. Uma sugestão de protocolo para o recebimento de um paciente na UTI compreende as seguintes fases:

  1. Solicitação de vaga/leito disponível: A unidade origem solicita a vaga para o médico responsável pelo plantão e discute com o enfermeiro o melhor leito a ser designado para o paciente. A unidade de origem será responsável pelo transporte e pela segurança do paciente, mantendo suas condições clínicas e hemodinâmicas;
  2. Enfermeiro do setor de origem: O enfermeiro transmite por telefone o caso do paciente ao enfermeiro da UTI, com dados relevantes sobre: hipótese diagnóstica e dias de internação, breve exame físico e condições gerais do paciente, necessidade de suporte ventilatório, bombas de infusão ou outro equipamento que poderá ser utilizado pelo paciente. Após a passagem de plantão, o enfermeiro da UTI confirma o horário para a transferência do paciente;
  3. Enfermeiro da UTI e equipe de enfermagem: O enfermeiro da UTI designa o funcionário que irá receber o paciente mediante escala e transmite a ele informações necessárias para a montagem do box/leito. É importante determinar quem responde pela montagem e checagem do ventilador. Alguns hospitais têm fisioterapeutas e técnicos de engenharia responsáveis pela montagem e checagem do ventilador. Se não houver esse profissional na UTI, a tarefa poderá ser realizada pelo enfermeiro ou técnico de enfermagem devidamente treinado.

Procedimentos de Admissão

Na Admissão do paciente deverão estar presentes o enfermeiro, médico e dois técnicos de enfermagem para a realização do transporte e a admissão. Após a acomodação no leito, o paciente deverá ser identificado com pulseira e orientado sobre todos os procedimentos que serão realizados. O paciente deverá ser monitorizado e submetido imediatamente à verificação de sinais e à investigação do traçado eletrocardiográfico.

As drogas e medicações deverão ser colocadas em bombas de infusão conforme prescrição médica, e em seguida, deve-se iniciar rigoroso controle e aprazamento dessas drogas. Instalar oxigenoterapia ou ventilação conforme prescrição médica. O enfermeiro realizará exame físico completo e registrá-lo em Evolução de Enfermagem quando da admissão do paciente.

Registro de Enfermagem

O registro de enfermagem tem como objetivo garantir a comunicação entre os profissionais, fornecendo respaldo legal e segurança, pois constituem o documento que relata todas as ações de enfermagem aplicadas ao paciente.

Anotações de Enfermagem

As anotações de enfermagem fornecem dados para o enfermeiro estabelecer o plano de cuidados e a prescrição de enfermagem para o paciente. É uma descrição dos cuidados ministrados e a resposta do paciente para esses cuidados.

A anotação de enfermagem pode ser realizada por todos os membros da equipe de enfermagem, ou seja, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Algumas regras norteiam a elaboração da anotação de enfermagem:

  • Letra legível;
  • Informações claras, conscisas, objetivas e pontuais;
  • Descrição dos fatos em ordem cronológica;
  • Registro de data e hora (no início do relato);
  • Assinatura, e carimbo do profissional no final do relato.
  • Sem rasuras, linhas ou espaços em branco;
  • Deve conter relato e observações de todos os cuidados prestados;
  • Deve conter a resposta do paciente aos cuidados prestados, incluindo sinais e sintomas;
  • Deve conter apenas abreviaturas previstas em literatura ou autorizadas pela instituição.

Anotação de Admissão

Deverá ter alguns dados registrados como:

  • Data e hora da admissão;
  • Condições de chegada;
  • Presença de acompanhante;
  • Condições de higiene;
  • Queixas relacionadas ao motivo da internação;
  • Procedimentos e cuidados realizados no ato da admissão;
  • Orientações fornecidas ao paciente e ao acompanhante.

Exemplo de anotação de admissão

Ás 10 horas admitido a esta unidade, proveniente do Centro Cirúrgico, em 1ºPOI de revascularização do miocárdio, acompanhado pelo médico, equipe de enfermagem, sob aos cuidados do Dr José, encontra-se sedado, responsivo a estimulos dolorosos e verbais, mantendo intubação com cânula orotraqueal de número 9,0 em ventilação mecânica de transporte osíris, acesso central duplo lumen em veia subclávia direita, recebendo itens 2 e 3 conforme prescrição médica. Dreno pleural em HTD e mediastinal sem débito, oscilantes, mantidos ambos em aspiração contínua. Com curativo oclusivo em região torácica, sem sinais de sujidade ou sangramento externo. SVD com débito de 100ml de aspecto amarelo citrino. Instalado monitorização multiparâmetros, em ventilação mecânica Takaoka com parametros de suporte.

Ás 10:20 Realizado controle de sinais vitais, glicemia capilar, higiene intima (evacuação ausente), massagem de conforto, troca de roupas de cama, mudança de decúbito, rodízio de oximetria.

Segue em observação da enfermagem.

Importância da Prescrição de Enfermagem para a Equipe Técnica

Quando tratamos de uma assistência de enfermagem de qualidade, com um planejamento sobre as ações e procedimentos, onde todos os profissionais possuem sua participação, percebemos que existe todo um universo de estudo com base nas ações diárias que ocorrem no ambiente de trabalho.

Para que todas estas ações sejam concretizadas, utilizamos a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE), onde a enfermeira irá acompanhar o paciente desde o momento que houver o primeiro contato, até a sua alta e em alguns casos, continuando o acompanhamento em domicílio. A Lei n° 272 de 2002 garante à enfermagem brasileira a elaboração e execução da SAE pelos profissionais em seu ambiente laboral.

Contudo, outorga como atividade privativa do enfermeiro a responsabilidade de executá-la, pois é necessário conhecimento científico para a identificação das ações de saúde e doença, além do planejamento das ações nos níveis de promoção, prevenção, recuperação e reabilitação da saúde do indivíduo.

Processos de Enfermagem

As ações realizadas pelo enfermeiro podem ser executadas através do Processo de Enfermagem, onde define em seis passos inter-relacionados. Todos se vinculam com o indivíduo, a família e a comunidade:

1 – Histórico de Enfermagem;

2 – Diagnóstico de Enfermagem;

3 – Plano Assistencial;

4 – Plano de Cuidados ou Prescrição de Enfermagem;

5 – Evolução;

6 – Prognóstico.

O primeiro passo (histórico de enfermagem) se baseia em levantamento de dados através de um roteiro sistematizado com o objetivo de identificar os problemas.

Através destes dados devidamente analisados, vamos para o segundo passo (diagnóstico de enfermagem) que é a identificação das necessidades dos pacientes.

Entendendo estas necessidades passamos para o terceiro passo (plano assistencial), onde encontramos a observação, encaminhamentos e cuidados.

Então caminhamos ao quarto passo, no qual o enfermeiro irá prescrever as ações que serão realizadas, onde irá ser implementado o plano assistencial.

A todo este planejamento, vamos ao quinto passo (evolução), que cabe ao enfermeiro observar como o paciente está reagindo perante as ações implementadas, esta é uma ação que deve ser diária e dependendo pode-se realizar a avaliação varias vezes ao dia.

Finalmente alcançamos o sexto e último passo (prognóstico) que é onde o paciente irá nos mostrar se ele irá conseguir voltar a realizar suas atividades diárias básicas e de que forma ele irá conseguir.

O Processo de Enfermagem é visto por vários enfermeiros como uma ação falha, irreal e que dificilmente poderá ser executada com exatidão; essa descrença se acentua quando tratamos dos técnicos e auxiliares de enfermagem onde facilmente encontramos os comentários de que só realizam a SAE quando possuem tempo, pois a rotina de trabalho é sempre estressante, que a instituição não apóia como deveria e que não são estimulados a cumprir a SAE.

Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE)

O Processo de Enfermagem nos dias de hoje, é muito considerado como uma ferramenta importante para a realização da assistência. Através da sua utilização, com um processo de trabalho sistematizado, nós temos a Sistematização da Assistência de Enfermagem.

A SAE possui um papel importante no dia a dia do enfermeiro, é uma ferramenta utilizada para direcionar as ações, planejar o cuidado e entender os problemas e a evolução do enfermeiro de forma organizada, clara, embasada legalmente e que atende as necessidades da comunidade atendendo a todos as práticas assistenciais como modelo de trabalho.

A Lei 272/2002 diz que a implementação da SAE constitui de melhoria para a qualidade da assistência, e incumbem todas suas etapas ao enfermeiro, devido ao seu conhecimento técnico e científico. Privativamente cabe ao enfermeiro:

Consulta de Enfermagem – entrevista (histórico), exame físico, diagnóstico, prescrição e evolução de enfermagem.

Para a implementação da assistência de enfermagem, é necessário seguir alguns passos para a realização da SAE:

Histórico – consiste no levantamento dos problemas apresentados pelo paciente, inclui investigação social, rituais e costumes dos pacientes, entender a história pregressa da doença presente (quando, como, onde, o que já foi realizado, procurou outros serviços?);

Exame Físico – consiste no exame físico céfalo-podal do paciente, observando todos os locais, não apenas onde possui queixas. Este é um procedimento exclusivo do enfermeiro;

Diagnóstico de Enfermagem – outro procedimento exclusivo do enfermeiro; devem ser apontados aqui todos os problemas que foram levantados através do histórico e do exame físico através de um julgamento clínico;

Prescrição da Assistência de Enfermagem – após o levantamento dos problemas, o enfermeiro deverá dispor à forma em que deverá ser realizado a assistência, dirigindo e orientando a equipe de enfermagem quanto aos cuidados que deverão ser prestados;

Evolução da Assistência de Enfermagem – após a realização de todas as etapas anteriores, o enfermeiro deverá relatar através da evolução de enfermagem, tudo o que foi levantado, observado e ocorrido durante o planejamento e processo de cuidado, todas as reavaliações, maneiras que o paciente reagiu com o tratamento disposto e novos problemas apresentados, deve ser realizado a cada vinte e quatro horas, porém pode ser atualizada sempre que necessário;

Relatório de Enfermagem – esta etapa do processo pode ser realizada por todos da equipe de enfermagem (técnicos e auxiliares), aqui se deve descrever todos os cuidados que foram realizados ao paciente.

Existe ainda por parte da equipe de enfermagem, certa confusão sobre quem deve realizar os passos da SAE, mas para que fique claro, o enfermeiro, por possui conhecimento técnico e científico, é incumbido do planejamento e execução da SAE, isto é: o enfermeiro é quem colhe os dados, realiza o exame físico, faz os diagnósticos, prescreve a assistência e realiza a evolução.

Cabe aos técnicos e auxiliares de enfermagem ser orientados pelo enfermeiro sobre quais medidas serão adotadas e realizar o relatório de enfermagem (porém devem-se atentar quanto ao uso de alguns termos, pois podem ser confundidos com o exame físico).

Formas de Execução da Sistematização da Assistência de Enfermagem

Primeiramente, devemos ressaltar que a SAE deve ser toda relatada e descrita em forma de documento, é necessário que haja um impresso próprio. O enfermeiro tem autonomia para formular este impresso tão importante.

Pode ser utilizado escalas de mensuração de dor, coma, risco de úlceras, risco de quedas, e várias outra inúmeras escalas que existem nos dias de hoje. Apenas devemos utilizar a que está melhor relacionada com o perfil da unidade em que será submetida.

Para a agilidade na execução da SAE, podemos utilizar meios mais práticos como o uso de check list, uso da tecnologia como palm, pads, computadores, etc. Existem hoje programas específicos para a enfermagem que no dia a dia faz uma enorme diferença em relação ao tempo de trabalho que é gasto escrevendo.

Qualidade da Assistência

Todos nós concordamos que para qualquer projeto obter sucesso é necessário que haja um planejamento por trás, isso inclui possuir conhecimento, respeitar e filtrar opiniões diferentes, aceitar críticas, etc.

Na realização da assistência de enfermagem não é diferente. Para que haja qualidade no cuidar, é necessário todo um planejamento; realizar atividades com a equipe a fim de motivar, sanar suas dúvidas, criar um ambiente em que os profissionais se sintam impulsionados a procurar novos conhecimentos e promover atualização constante dos procedimentos através de educação continuada.

Gerir a qualidade pode ser conceituado como a forma que se administra a qualidade. É necessário levar em consideração vários aspectos como: a opinião dos clientes que estão sendo atendidos, a opinião da equipe sobre a forma de trabalho que está sendo adotada, desenvolvimento de estratégias, manter os propósitos constantes.  Estes aspectos podem nortear onde está sendo necessária maior observação, onde está merecendo mudanças e onde as metas já foram alcançadas.

Conhecimento dos técnicos de enfermagem acerca do Processo de Enfermagem

Ao contrário dos enfermeiros, os técnicos de enfermagem, embora venham implementando a prescrição de enfermagem como instrumento norteador da sua prática diária, quando questionados sobre o processo de enfermagem, expressaram dúvidas, indicando o pouco conhecimento dessa sistemática de assistência.

Embora os técnicos de enfermagem não tenham definido o processo de enfermagem, tampouco citado suas etapas, parece que eles entendem que a avaliação do paciente pelo enfermeiro é parte integrante do processo e imprescindível para o planejamento da assistência de enfermagem, que pode ser traduzido e tornado visível na prescrição de enfermagem; todavia, é reduzido o conhecimento dos técnicos de enfermagem acerca do processo, o que parece resultar de um ensino técnico-profissionalizante baseado essencialmente em procedimentos de enfermagem, conforme evidenciado na seguinte fala:

“No curso técnico {de enfermagem} a gente não vê muito isso. Vê mais procedimentos, porque é muita técnica para ver e sobra pouco para essas teorias”.

Prescrição de enfermagem: percepção dos técnicos de enfermagem

Apesar de constatado anteriormente o desconhecimento dos técnicos de enfermagem acerca do processo de enfermagem, quando questionados sobre a interferência da prescrição de enfermagem nas ações de cuidados prestados ao paciente, suas falas evidenciaram que a aplicação desse método se reflete positivamente no seu fazer:

“Visualiza melhor a assistência com o paciente. […] É útil, organiza muito o serviço. […] Agiliza bastante, essa é a palavra certa. A prescrição de enfermagem faz a diferença, porque, às vezes, é muita coisa e a gente acaba esquecendo mesmo e, aí, se perde “.

Embora a percepção da prescrição de enfermagem seja positiva, nota-se, nessa fala, um desabafo do técnico de enfermagem quanto à sobrecarga de atividades para atender a determinadas demandas dos pacientes. Por outro lado, as qualidades útil, organizada e ágil parecem caracterizar o que a prescrição de enfermagem representa para eles, ou seja, um instrumento que favorece visualizar a assistência ao paciente e, com isso, impede o esquecimento de cuidados de enfermagem, por vezes, ocasionados pela sobrecarga de tarefas. Em suma, infere-se que os técnicos de enfermagem identificam na prescrição de enfermagem elementos que auxiliam no seu fazer, os quais direcionam os cuidados de enfermagem e, consequentemente, contribuem para a qualidade da assistência de enfermagem.

A importância da checagem da Prescrição de Enfermagem pela Equipe Técnica

Uma maneira oficial de relatar que foi realizado os cuidados prestados conforme a prescrição. Muita das vezes uma forma de não esquecer de alguns cuidados a prestar. Eis um exemplo abaixo de uma prescrição de POI, descrito por um enfermeiro para a equipe técnica:

2012-manual-dos-cuidados-de-enfermagem-em-pacientes-candidatos-a-transplante-heptico-ufsc-30-638Além do registro de prescrição, é recomendado relatar todos os cuidados prestados em sua anotação/relatório de enfermagem.

Terminologias utilizadas em UTI

Os termos técnicos ou terminologias, muito utilizadas em nosso setor, fazem parte da nossa rotina de interpretar evoluções médicas, de enfermagem, anotações de enfermagem. Segue a seguir terminologias e abreviações de termos utilizados em setores de terapia intensiva.

AAA – Aneurisma de aorta abdominal
AAI – Abdome agudo inflamatório
AAP – Abdome agudo perfurativo
AIT – Acidente isquêmico transitório
AU – Altura uterina
AVC – Acidente vascular cerebral
AVCH – Acidente vascular cerebral hemorrágico
AVCI – Acidente vascular cerebral isquêmico
BAV – Bloqueio atrioventricular
BAVT – Bloqueio atrioventricular total
BCE – Broncoespasmo
BCF – Batimento cárdio-fetal
BCP – Broncopneumonia
BEG – Bom estado geral
BI – Bomba de infusão
BI – Bolsa íntegra
BIC – Bomba de infusão continua
BIPAP – Aparelho utilizado para suporte a respiração de forma não invasiva, utilizando máscaras nasal ou facial, para evitar a necessidade de intubação.
CAPD – Diálise peritoneal ambulatorial contínua
CEC – Circulação extracorpórea
CIA – Comunicação intra-arterial
CID – Comunicação intravascular disseminada
CINE – Cinecoronariografia
CIV – Comunicação intraventricular
CIVD – Coagulação intravascular disseminada
CPAP – Em inglês de Contiunous Positive Airway Pressure ou seja, pressão positiva contínua na via aérea.
CT – Tomografia computadorizada
D – Indicação do lado direito
DC – Débito cardíaco
DDH – Decúbito dorsal horizontal
DL- Duplo lúmen
DLD ou DLE – Decúbito lateral direito ou
esquerdo respectivamente
DM – Diabetes mellitus
DMH – Doença da membrana hialina
DNV – Distúrbio neurovegetativo
DPC – Desnutrição protéico calórica
DPI – Diálise peritoneal intermitente
DPOC – Doença pulmonar obstrutiva crônica
DPP – Data provável do parto
DPP – Descolamento prematuro da placenta
DU – Dinâmica uterina
DUM – Data da última menstruação
DVP – Derivação ventrículo-peritoneal
E – Indicação do lado esquerdo
EAO – Estenose Aortica
EAP – Edema agudo de pulmão
EDA – Endoscopia digestiva alta
EDB – Endoscopia digestiva baixa
ELA – Esclerose lateral amiotrófica
ESV – Extrassístole supraventricular
EV – Infusão endovenosa
FA – Fibrilação atrial
FAB – Ferimento por arma branca
FAF – Ferimento por arma de fogo
FC – Freqüência cardíaca
FCC – Ferimento corto-contuso
FD ou FE – Flanco direito ou esquerdo
FR – Freqüência respiratória
FV – Fibrilação ventricular
GECA – Gastroenterocolite aguda
GO – Ginecologia e obstetrícia
HAS – Hipertensão arterial sistêmica
HDA – Hemorragia digestiva alta
HDB – Hemorragia digestiva baixa
HIC – Hipertensão intracraniana
HP – Hipertensão pulmonar
IAM – Infarto agudo do miocárdio
IC – Índice cardíacoICC – Insuficiência cardíaca congestiva
IC- Intracath
ICO – Insuficiência coronariana obstrutiva
ID – Intradérmica
IG – Idade gestacional
IM – Intramuscular
IMC – Índice de massa corpórea
IMO – Insuficiência de múltiplos órgãos
IRA – Insuficiência renal aguda
IRC – Insuficiência renal crônica
ITU – Infecção do trato urinário
IU – Incontinência urinária
IVA – Infecção de vias aéreas
IVAS – Infecção de vias aéreas superiores
JD/JE – Jugular Direito/ Jugular Esquerdo
LER – Lesão por esforços repetitivos
LLA – Leucemia linfóide aguda
LLC – Leucemia linfóide crônica
LMA – Leucemia mieloide aguda
LMC – Leucemia mieloide crônica
MEG – Mal-estar geral
MF – Movimentação fetal
MID ou MIE – Membro inferior direito ou
esquerdo respectivamente
MMHg – Milímetros de mercúrio
MMII – Membros inferiores
MMSS – Membros superiores
MPP – Má perfusão periférica
MSD ou MSE – Membro superior direito ou
esquerdo respectivamente
NA – Não aplicável
NI – Não investigado
NM – Neoplasia maligna
NPT – Nutrição parenteral total
OAC – Obstrução arterial crônica
OFIU – Óbito fetal intra-uterino
PA – Pressão arterial
PAD – Pressão de átrio direitoPAF – Perfuração por arma de fogo
PAI – Pressão Arterial Invasivo
PAM – Pressão arterial média
PAP – Pressão de artéria pulmonar
PC – Paralisia cerebral
PCA – Bomba de Infusão para Analgesia Controlada
PCP – Pressão capilar pulmonar
PCR – Parada cardiorespiratória
PE – Prescrição de enfermagem
PM – Prescrição médica
PMD – Psicose maníaco depressivo
PO – Pós-operatório
POI – Pós-operatório imediato
POT – Pós-operatório tardio
PRES – Presente
PSO – Pronto socorro obstétrico
PT – Pré-termo
PV – Perdas vaginais
PVC – Pressão venosa central
QT – Quimioterapia
RA – Sala de Recuperação Anestésica
RCP – Ressuscitação cardiorespiratória
RGE – Pefluxo gastroesofagiano
RL – Soro Ringer Lactato
RM – Ressonância magnética
RN – Recém-nascido
RNT – Recém-nascido de termo
RPP – Regular perfusão periférica
RTX – Radioterapia
RVS – Resistência vascular periférica
RX – Raio x
SaO2 – Saturação de oxigênio arterial
SARA – Síndrome da angústia respiratória do adulto
SARC – Síndrome da angústia respiratória da criança
SARF – Síndrome da angústia respiratória fetal
SC – Subcutânea
SC – Soro Composto
SC – Superfície corpórea
SCD ou SCE – Subclávia direita ou esquerda
SF – Soro fisiológico
SG – Soro glicosado
SIRS – Síndrome de resposta inflamatória sistêmica
SNC – Sistema nervoso central
SNE – Sonda nasoenteral
SNG – Sonda nasogástrica
SO – Sala Operatória
SpO2 – Saturação de oxigênio periférica
SSVV – Sinais vitais
SV – Sonda vesical
SvcO2 – Saturação de oxigênio da veia subclávia
SVD – Sonda vesical de demora
SvO2 – Saturação de oxigênio da artéria pulmonar
TAA – Trombose arterial aguda
TB – Tuberculose
TCE – Traumatismo crânio encefálico
TEMP – Temperatura
TEP – Tromboembolismo pulmonar
TIA – Ataque isquêmico transitório
TP – Trabalho de parto
TRO – Terapia de rehidratação oral
TSV – Taquicardia supraventricular
TVP – Trombose venosa profunda
TX – Transplante
TX-CD – Transplante com doador morto
TX-VI – Transplante com doador vivo
TXR – Transplante renal
USG – Ultra-sonografia
VJD ou VJE – Veia jugular direita ou esquerda
VO – Via oral

Conceitos básicos de Uti 

A unidade de terapia intensiva (UTI) caracteriza-se como “unidade complexa dotada de sistema de monitorização contínua que admite pacientes potencialmente graves ou com descompensação de um ou mais sistemas orgânicos e que com o suporte e tratamento intensivos tenham possibilidade de se recuperar”.

Conceito

A UTI nasceu da necessidade de oferecer suporte avançado de vida a pacientes agudamente doentes que porventura possuam chances de sobreviver, destina-se a internação de pacientes com instabilidade clínica e com potencial de gravidade. É um ambiente de alta complexidade, reservado e único no ambiente hospitalar, já que se propõe estabelecer monitorização completa e vigilância 24 horas.

As doenças são inúmeras o que torna muito difícil a compreensão de todas elas. Porém, os mecanismos de morte são poucos e comuns a todas as doenças. É atuando diretamente nos ditos mecanismos de morte que o médico intensivista tira o paciente de um estado crítico de saúde com perigo iminente de morte, pondo o mesmo em uma condição que possibilite a continuidade do tratamento da doença que o levou a tal estado (doença de base).

Exemplos mais comuns de doenças que levam a internação em UTI são:

• Infarto Agudo do Miocárdio;

• Desconforto Respiratório;

• Acidente Vascular Cerebral;

• hipotensão arterial refratária.

Ainda é função da UTI amenizar sofrimento tais como dor e falta de ar, independente do prognóstico.

Os profissionais que atuam nestas unidades complexas são designados intensivistas. A equipe de atendimento é multiprofissional e interdisciplinar, constituída por diversas profissões: médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais.

As UTI a partir da década de 1930 transformaram o prognóstico, reduzindo os óbitos em até 70%. Hoje todas especialidades utilizam-se das unidades intensivas, principalmente para controle de pós-operatório de risco. É muito importante tanto para o paciente como para família compreender a UTI como etapa fundamental para superação da doença, porém tão importante é aliviar e proporcionar conforto independente do prognóstico. A equipe está orientada no respeito a dignidade e autodeterminação de cada pessoa internada, estabelecendo e divulgando a humanização nos seus trabalhos, buscando amenizar os momentos vivenciados através do paciente e família.

A UTI é sem dúvida muito importante para o avanço terapêutico, porém impõe nova rotina ao paciente onde há separação do convívio familiar e dos amigos, que pode ser amenizada através das visitas diárias. Outro aspecto importante é a interação família-paciente com a equipe, apoiando e participando das decisões médicas.

A UTI tem suas origens nas salas de recuperação pós-anestésica (RPA), onde os pacientes submetidos à procedimentos anestésico-cirúrgicos tinham monitorizadas suas funções vitais (respiratória, circulatória e neurológica) sendo instituídas medidas de suporte quando necessário até o término dos efeitos residuais dos agentes anestésicos.

Conhecendo a estrutura física de uma UTI 

Cada UTI deve ser uma área geográfica distinta dentro do hospital, quando possível, com acesso controlado, sem trânsito para outros departamentos. Sua localização deve ter acesso direto e ser próxima de elevador, serviço de emergência, centro cirúrgico, sala recuperação pós-anestésica, unidades intermediárias de terapia e serviço de laboratório e radiologia.

exemplo de uma planta fisica de uti.

 Forma da Unidade

A disposição dos leitos de UTI podem ser em área comum (tipo vigilância), quartos fechados ou mista. A área comum proporciona observação contínua do paciente, é indicada a separação dos leitos por divisórias laváveis que proporcionam uma relativa privacidade dos pacientes.

As unidades com leitos dispostos em quartos fechados, devem ser dotadas de paineis de vidro para facilitar a observação dos pacientes. Nesta forma de unidade é necessário uma central de monitorização no posto de enfermagem, com transmissão de onda eletrocardiografica e freqüência cardíaca.

Unidades com quartos fechados proporcionam maior privacidade aos pacientes, redução do nível de ruído e possibilidade de isolamento dos pacientes infectados e imunossuprimidos.

Salas de isolamento são recomendáveis e cada instalação de saúde, deve-se considerar a necessidade de salas de isolamento com pressão positiva e negativa nestas salas. Esta necessidade vai depender principalmente da população de pacientes e dos requisitos do Ministério da Saúde.

exemplo de isolamento
postode enfermagem