Que Medicamento é Esse?: Tirofibana

Que Medicamento é Esse?: Tirofibana

A Tirofibana, também conhecido como Cloridrato de Tirofibana ou pelo nome comercial Agrastat, é um fármaco antiplaquetário da classe dos inibidores da glicoproteína IIb/IIIa, ou seja, é um medicamento que inibe a agregação plaquetária.

Bastante utilizado em pacientes com angina instável ou infarto do miocárdio sem elevação do segmento ST para prevenir a ocorrência de eventos cardíacos isquêmicos.

É também indicado para pacientes com síndromes coronárias isquêmicas submetidos à angioplastia coronária ou aterectomia para prevenir a ocorrência de complicações coronárias isquêmicas relacionadas ao fechamento abrupto da artéria coronária tratada, sendo também utilizada em conjunto com a heparina.

Como Funciona?

A tirofibana age prevenindo a agregação das plaquetas no sangue.

Quando as plaquetas aderem umas às outras elas podem formar coágulos sanguíneos, capazes de causar obstrução dos vasos sanguíneos que nutrem o coração, levando a um ataque cardíaco.

É uma medicação exclusiva para uso por via intravenosa.

Atenção! 

A administração da tirofibana é feita sempre por infusão intravenosa (IV) lenta, por um profissional de saúde, sob supervisão direta de um médico, e em ambiente adequado para tratamento de emergências. O medicamento promove uma inibição plaquetária maior que 90%, trinta minutos após sua infusão. As doses utilizadas, assim como os horários e intervalos de administração devem ser estabelecidos unicamente pelo médico.

Os Efeitos Colaterais

Quando usado concomitantemente com heparina e aspirina, o efeito colateral desfavorável mais comum é a ocorrência de sangramentos, geralmente de gravidade leve, de local conhecido, podendo também ocorrer hematúria, hematêmese e hemoptise.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado para pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente do produto, como a inibição da agregação plaquetária aumenta o risco de hemorragias, este medicamento é contraindicado para pacientes com hemorragia interna ativa, histórico de hemorragia intracraniana, neoplasia intracraniana, malformação arteriovenosa ou aneurisma e para pacientes que desenvolveram trombocitopenia após exposição ao mesmo.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico. A medicação deve ser usada em associação com heparina.
  • No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomenda-se cautela também nos casos de insuficiência renal, contagem de plaquetas < 150.000 mm3 e pacientes idosos.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, até que a resposta à medicação seja conhecida.
  • Recomende que o paciente evite o uso concomitante de ácido acetilsalicílico, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração, avalie: o histórico do paciente e, diante história de hemorragia intra-craniana ou aneurisma, o uso da medicação é contra-indicado; a função hematológica.
  • Durante a terapia, avalie: sinais e sintomas de sangramento (hematomas, hematúria, sangue em fezes), e evite: alguns procedimentos (administração de drogas por via IM, punção venosa, cateterismo, intubação) para prevenir sangramentos.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • IV: dilua em 500 ml de soro fisiológico 0,9% ou glicosado 5%; administre a droga com a heparina no mesmo cateter; não misture o tirofibana com outra droga; após a diluição, a solução se mantém estável durante 24h (25ºC); a solução não deve ser colocada no congelador.

Cateteres Flexíveis

Os Cateteres Flexíveis, também conhecido como “Abocath, Jelco” são cateteres de curta permanência que servem para monitorar o paciente, administração de soroterapia medicamentosa, onde são constituídos por materiais cilíndricos, canulados e perfurantes.

Contudo, são destinados (exclusiva ou simultaneamente) a viabilizar a drenagem de elementos do tecido sanguíneo e/ ou infusão de soluções líquidas, na direção exterior corporal ou interior dos vasos, nos respectivos sentidos do fluxo.

Mas possuem uma extremidade destinada à perfuração e à penetração das estruturas corporais e outra, ao “plug adaptador”, para promover conexões com seringa(s) ou equipo(s).

Entretanto, muitos o conhecem pelos nomes comerciais “jelco, abocath”, mas vale lembrar que isto é somente um nome comercial, todavia que existem outros nomes para este tipo de cateter.

Conhecendo as Características do Cateter

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bísel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso.

Portanto, é confeccionado de polímero policloreto de vinila (Teflon® ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres que vão de 14G a 24G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão posteriormente.

As Indicações de Cada Cateter

Nº14: Adolescentes e Adultos, cirurgias importantes, procedimentos de ressuscitação, sempre que se deve infundir grandes quantidades de líquidos. Portanto, a inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

16: Pré-adolescentes, adolescentes e adultos, mas também serve para administração de hemoderivados e hemocomponentes e outras infusões viscosas. Portando, a  Inserção mais dolorosa exige veia calibrosa.

18: Crianças, adolescentes e adultos. Certamente é adequado para a maioria das infusões venosas de sangue e outros hemoderivados.

Nº 20: Bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a a maioria das infusões, portanto, é mais fácil de inserir em veias pequenas e frágeis, contudo deve ser mantida uma velocidade de infusão menor. Eventualmente indicado em casos de inserção difícil, como pele resistente.

Nº22 e 24: RN’s, bebês, crianças, adolescentes e adultos (em especial, idosos). Certamente é adequado para a maioria das infusões, mas a velocidade de infusão deve ser menor.

Portanto, é ideal para veias muito estreitas, todavia como exemplo, pequenas veias digitais ou veias internas do antebraço em idosos.

Enfim, destacando que o cateter 24G é que a sua cânula é bem fina e pode ser utilizado em neonatos sem causar o rompimento do vaso.

Validade de Troca

Decerto é indicado consultar o Protocolo Operacional Padrão (POP) de sua instituição para averiguar o prazo de validade padronizado naquele âmbito hospitalar.

Contudo é recomendado em diversas literaturas para o prazo de troca, mesmo que não obtenha sinais flogísticos, ou flebite, em até 72 horas, sempre revezando o lugar a ser puncionado.

Veja também:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateter Venoso Central (CVC)

Cateter Central Totalmente Implantado

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

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Que Medicamento é Esse?: Noradrenalina

Que Medicamento é Esse?: Noradrenalina

Noradrenalina, também chamada de Norepinefrina, é uma das monoaminas (também conhecidas como catecolaminas, que mais influencia o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina, Dopamina e Adrenalina.

O Hemitartarato de Norepinefrina

O Hemitartarato de Norepinefrina, que é a substância ativa, é usado no controle da pressão sanguínea em certos estados hipotensivos agudos (feocromocitomectomia, simpatectomia, poliomielite, infarto do miocárdiosepticemia, transfusão sanguínea e reações a fármacos).

Sendo utilizado também como coadjuvante no tratamento da parada cardíaca e hipotensão profunda, contudo esta versão é a mais utilizada em âmbito hospitalar.

Como Funciona?

A Norepinefrina age no aumento das pressões sistólica e diastólica e em geral da pressão do pulso. Sendo assim, a resistência vascular periférica aumenta na maioria dos vasos sanguíneos e o fluxo sanguíneo em cada uma das artérias que irrigam o coração aumenta.

Os Efeitos Colaterais

Dentre os mais comuns que podem ocorrer com o uso deste fármaco são:

  • Lesões que fazem parar ou diminuir a circulação do sangue que irriga o órgão;
  • Deficiência de oxigênio no sangue, células ou tecidos;
  • Diminuição do ritmo cardíaco;
  • Ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Dispneia;
  • Morte tecidual por extravasamento no local da injeção.

Quando é Contraindicado?

Não deve ser usado em:

  • Pessoas que tenham alergia ao hemitartarato de norepinefrina ou quaisquer outros componentes da formulação;
  • Além disso, também não deve ser administrado em hipotensos por diminuição no volume sanguíneo;
  • Pessoas com trombose vascular mesentérica ou periférica ou durante a anestesia com ciclopropano e halotano;
  • Grávidas ou mulheres a amamentar.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico;
  • A medicação não deve ser usada durante a gestação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente;
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Após o início da infusão, monitore: a P.A a cada 5 minutos;
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas;
  • IV: Dilua em Soro Glicosado à 5% e deve ser infundido em veia de grosso calibre e sob monitorização constante;
  • Nos pacientes idosos ou com doença vascular periférica, não infunda na veia femural, monitore o local da infusão;
  • Evite o extravasamento da droga no tecido intersticial;
  • Se a solução estiver rosa ou marrom, não administre!

Saiba por que não se deve misturar certos medicamentos!

Saiba por que não se deve misturar certos medicamentos!

Todo medicamento tem efeitos colaterais e, por mais que eles tenham sido criados para combater doenças, também podem oferecer riscos para a saúde. Um fenômeno tem se tornado cada vez mais comum entre a população: a chamada “polifarmácia”. Você sabia que a diferença entre o remédio e o veneno está na circunstância e na dose? Pois é.

Veja os medicamentos que parecem “inofensivos”, mas que oferecem riscos à saúde!

Anticoncepcional + antidepressivo fitoterápico (hipérico ou erva de São Jorge)

A mistura diminui em até 60% o efeito contraceptivo da pílula.

Anti-inflamatórios + ácido acetilsalicílico (aspirina)

A mistura pode causar uma irritação na mucosa gástrica devido a um efeito somatório, aumentando o risco de desenvolvimento de gastrite e úlceras.

Anti-inflamatórios + paracetamol

Os dois remédios juntos podem gerar problemas renais, levando a quadros hepáticos.

Antidepressivos + antigripal (anfetamina)

Essa combinação pode gerar grande aumento da pressão, levando até a delírios.

Anti-inflamatórios + corticoides

Aumenta a retenção de líquidos e sal, causando inchaço, e pode levar ao aumento de pressão. Também pode irritar o estômago, gerando, em alguns casos, sangramentos e formação de úlceras.

Antiácidos + antibióticos

O antiácido pode interferir na absorção do antibiótico, diminuindo sua eficiência.

Anti-hipertensivo + calmantes

Causa sonolência e queda de pressão.

Remédios para disfunção erétil + antidepressivos

Aumenta os riscos de priapismo, quando o pênis fica ereto por mais de seis horas, causando problemas para o órgão.

Anticoncepcional + anti-inflamatórios

Em algumas situações pode causar sangramentos.

Colírios + descongestionantes nasais

Em alguns casos pode gerar aumento de pressão, especialmente em idosos e crianças.

Anti-hipertensivo + diurético

A combinação pode levar a perda de sais minerais, causando desidratação e problemas renais.

Anticoncepcional + antibiótico

Alguns tipos de antibióticos podem causar alterações pontuais no metabolismo do anticoncepcional.

Remédios para emagrecer + antidepressivo

Pode causar taquicardia e aumento da pressão arterial.

Inibidores de apetite + ansiolíticos

A combinação traz possibilidade de o paciente sentir irritabilidade, confusão mental, alterações de batimentos cardíacos e tontura.

Anticoncepcional + hormônios femininos, como estrógeno

Dependendo do tipo de pílula pode haver excesso de estrógeno, aumentando o risco de coagulação sanguínea.

Anticoagulantes + antifúngicos

Há alteração no metabolismo dos medicamentos e pode causar arritmias cardíacas.

Anticoagulante + anti-inflamatório

Aumentam os riscos de hemorragia.

Aspirina + Anticoagulantes

Dois diluentes do sangue que juntos aumentam o risco de hemorragias com o uso prolongado.

Aspirina + Antiinflamatório Não Esteroidal 

Medicamentos sem necessidade de prescrição que, quando combinados, podem causar sangramentos, ulceração ou perfuração do estômago.

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Que Medicamento é Esse?: Adenosina

Que Medicamento é Esse?: Adenosina

A adenosina ou Adenocard (Nome Comercial) é um antiarrítmico cardíaco, sendo indicado para o tratamento da taquicardia supraventricular paroxística.

Como Funciona?

O Adenocard é um medicamento que tem na sua composição Adenosina, um composto com ação no músculo do coração e no sistema de condução.

Adenocard é assim capaz de tratar os batimentos cardíacos irregulares, também conhecidos por arritmias.

É muito utilizada por via endovenosa para reversão de taquiarritmias com QRS estreito ou como agente farmacológico para causar estresse em determinados exames complementares.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais incluem dor ou pressão no peito, alteração dos batimentos cardíacos, visão embaçada e alteração do pensamento, desmaio, tontura, dor na garganta, dor ou rigidez no pescoço ou queixo.

Quando é Contraindicado?

Em pacientes com pressão baixa, doenças ou problemas de coração e para pacientes com alergia à Adenosina ou a outros componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhoras.
  • Informe ao paciente as  reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas. Principalmente rubor facial, diminuição da respiração ou tontura, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente mude lentamente de posição para minimizar a hipotensão postural, durante a terapia. As doses >12mg diminuem a PA devido a redução da resistência vascular periférica.
  • Os resultados de alguns ensaios clínicos revelaram que mais da metade dos pacientes apresentam novas arritmias.
  • Pode causar cefaleia ou desmaio. Recomende que o paciente solicite auxílio para sua deambulação ou seu transporte, para prevenir quedas e possíveis fraturas, como também que evite atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Interações Medicamentosas: atenção durante uso concomitante com outras drogas.
  • IV: infunda rapidamente; administre direta e rapidamente na veia; dilua em soro fisiológico 0,9% para que a droga alcance a circulação sistêmica; quando a solução está fria, pode haver formação de cristais.
  • Se os cristais estiverem visíveis, aqueça levemente a solução em temperatura ambiente.
  • Se a solução não estiver clara, não use a droga!

Que Medicamento é Esse?: Atenolol

Que Medicamento é Esse?: Atenolol

O Atenolol,  é um medicamento com indicação de controle da hipertensão, angina de peito e arritmias, podendo ser usado no tratamento do infarto do miocárdio ou após o infarto, em adultos.

Entretanto, age predominantemente sobre os receptores beta-1 adrenérgicos do tecido cardíaco, reduzindo o débito cardíaco e o consumo de oxigênio e diminuindo a secreção da renina.

Como Funciona?

Este medicamento é um composto que pertence à classe dos anti-hipertensivos, que atua sobre os receptores do coração e da circulação. Quando usado continuamente, o Atenolol é assim capaz de reduzir a pressão arterial.

Após a administração de oral de Atenolol, os picos de concentração de medicamento no sangue ocorrem cerca de 2 a 4 horas após a sua administração.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns de Atenolol podem incluir cansaço extremo, mãos e pés frios, tontura, alterações de humor, queda de pressão, desmaio, problemas de estômago e intestino ou boca seca.

Quando é Contraindicado?

O Atenolol está contraindicado para pacientes com doenças ou problemas de coração, pressão baixa ou muito baixa, problemas de circulação, pacientes com má alimentação ou com feocromocitoma e para pacientes com alergia ao Atenolol ou a outros componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • Instrua o paciente a tomar a medicação, exatamente conforme recomendado (todos os dias sempre no mesmo horário), e a não interromper o tratamento, sem o conhecimento de seu médico, ainda que alcance melhora.
  • O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente ou sem o conhecimento do médico, informe ao paciente os sintomas relacionados à suspensão súbita do seu uso (Angina e IAM).
  • As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante mais de 2 semanas.
  • A medicação deve ser usada cuidadosamente nos casos de ICC e em pacientes com broncoespasmo, asma, ou enfisema (principalmente em doses de 100mg).
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma delas, principalmente aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado.
  • Recomende ao paciente que que evite os substitutos do sal e os alimentos que contém altos níveis de potássio ou sódio, exceto quando prescritos pela nutricionista.
  • Pode causar tontura. Recomende que o paciente evite dirigir e outras atividades que requerem estado de alerta, durante a terapia.
  • Recomende que o paciente evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento de seu médico, durante a terapia.
  • Antes da administração, monitore: Periodicamente o pulso radial e , diante pulso <60bpm, não administre a droga sem o conhecimento do médico!
  • Durante a terapia, monitore a PA (o uso da medicação pode mascarar os sinais de choque ou hipoglicemia).
  • Interações Medicamentosas: Atenção ao uso concomitante de outras drogas!
  • VO: A medicação deve ser administrada durante as refeições, para evitar as reações gastrintestinais.

Que Medicamento é Esse?: Tenoxicam

Que Medicamento é Esse?: Tenoxicam

O Tenoxicam, mais popularmente conhecida como Tilatil, é um anti-inflamatório não esteroide (AINE), cuja indicação é para o tratamento dos sintomas de doenças dolorosas inflamatórias e degenerativas como artrite reumatoide, osteoartrite, osteoartrose, espondilite anquilosante, tendinite, bursite, gota e distensões ligamentares e entorses em adultos.

Além disso, Tenoxicam também pode ser usado no tratamento da gota aguda e da dor após cirurgia.

Como Funciona?

Ele é um composto que pertence à classe química dos oxicans, uma substância ativa com propriedades anti-inflamatórias, analgésicas, antipiréticas e inibe a agregação plaquetária.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais podem incluir dor de estômago, má digestão, dor de cabeça, náuseas, azia, sintomas de pele, como urticária, coceira, manchas avermelhadas na pele, vertigem e tontura.

Quando é Contraindicado?

É contraindicado em pessoas com menos de 18 anos, com doenças graves do trato gastrintestinal superior, incluindo gastrite, úlcera duodenal e gástrica, pessoas com história de alergia a anti-inflamatórios não esteroides com sintomas de asma, rinite e urticária ou com alergia ao Tenoxicam ou a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora.
  • A medicação não deve ser usada durante a gestação ou lactação. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Durante a terapia, avalie: distúrbios gastrintestinais, renais e hemorrágicos (inibição da agregação plaquetária) ou quaisquer outras reações adversas; e monitore rigorosamente os pacientes, que estejam sob o uso concomitante de antidiabéticos orais e anticoagulantes.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas!
  • VO: os comprimidos devem ser administrados em dose única com um pouco de Iíquido, o granulado solúvel deve ser dissolvido em um copo de água e ingerido imediatamente.
  • IM: administre profundamente na na região glútea.
  • IV: administre lentamente na veia; a droga não deve ser administrada por infusão.

Que Medicamento é Esse?: Benzetacil

Que Medicamento é Esse?: Benzetacil

O Benzetacil, que é um dos nomes mais populares dados ao Penicilina G Benzatina, É um antibiótico utilizado para tratar infecções bacterianas, disponibilizado em forma de suspensão injetável nas concentrações de 300.000 UI, 600.000 UI e 1.200.000 UI.

Sendo indicado para infecções causadas por microorganismos, no tratamento de infecções do trato respiratório superior e da pele, como bejel, pinta e bouba, doença reumática, sífilis, e na prevenção da glomerulonefrite aguda e de recorrências da febre reumática e coréia, em adultos.

Como Funciona?

Primariamente, este medicamento que tem na sua composição Benzilpenicilina Benzatina, um composto com ação bactericida, responsável por eliminar bactérias sensíveis, durante o seu estágio de multiplicação. Este antibiótico é assim eficaz no tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à Penicilina G.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais de Benzetacil incluem urticária e vermelhidão na pele, coceira, inchaço na laringe, diarréia intensa, vermelhidão e coceira na parte lateral dos dedos, mãos e pés, dor nas articulações, urticária, febre, calafrios, edema e apatia, e claro, é um medicamento que dói muito após sua aplicação! Você sabe o por que desta causa?

Há três motivos:

  • A agulha usada na aplicação da benzetacil é mais grossa do que das outras injeções, para conseguir atravessar o músculo;
  • O espaço que o líquido do medicamento tem quando é injetado é bem menor entre as fibras musculares do que embaixo da pele, por exemplo, logo, quando é injetado, o líquido “empurra” o músculo, causando dor;
  • A dose da benzetacil é, normalmente, maior do que a maioria dos outros medicamentos. Logo, é mais líquido ainda para “empurrar” o músculo.

Existe ainda um motivo adicional, que não tem a ver com o medicamento propriamente dito, mas com a sua forma de aplicação.

Quando é Contraindicado?

Geralmente está contraindicado para pacientes com alergia às penicilinas​ ou a outros componentes da fórmula, ou para pacientes com historial de hipersensibilidade a múltiplos alérgenos.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser rompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance a melhora.
  • Anteriormente ao início do tratamento, o paciente deve informar ao médico sobre qualquer medicamento esteja usando ou pretenda usar (inclusive aqueles sem prescrição médica), como também se tem já teve outros problemas de saúde e reação alérgica a quaIquer medicamento (inclusive antibióticos).
  • No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, se a paciente estiver amamentando ou planejando amamentar, o médico deverá ser comunicado imediatamente.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais frequentes relacionadas ao uso da medicação e na ocorrência de qualquer uma, principalmente as incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser consultado.
  • Informe ao paciente, que esteja recebendo tratamento para sífilis, que a medicação não o protege doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
  • Os pacientes devem ser orientados quanto às medidas de proteção necessárias para se evitar a disseminação das DSTs, inclusive o vírus da imunodeficiência adquirida (HIV).
  • Recomende que o paciente evite ter relações sexuais, durante o tratamento, ou utilize preservativos.
  • Informe, também, ao paciente que o seu parceiro sexual, ainda que assintomático, também deverá ser submetido a exame e, conforme necessário, receber a medicação para evitar reinfecção.
  • Recomende que o paciente informe ao médico o esquema de medicação anterior ao tratamento ou à cirurgia.
  • Recomende ao paciente que evite o uso de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Antes da administração da primeira dose, avalie: Reações de hipersensibilidade; os resultados da cultura e do antibiograma; antes do inicio e durante a terapia.
  • O paciente deverá receber hidratação adequada, principalmente aqueles desidratados, nos quais a excreção da droga é menor, para evitar prejuízo renal.
  • Interações Medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • IM: Antes de aspirar, agite o frasco, administre bem lentamente e profundamente no músculo glúteo no quadrante lateral superior, e não massageie o local da injeção!
  • A aplicação do medicamento tem que durar dez segundos, para não machucar muito o músculo, o que torna ainda mais desconfortável a sua aplicação.

Que Medicamento é Esse?: Dexametasona

Que Medicamento é Esse?: Dexametasona

A dexametasona, também conhecida pelo nome comercial Decadron, é um medicamento que pertence à classe dos glicocorticoides, um dos mais potentes grupos de fármacos anti-inflamatórios e imunossupressores.

Diversas são as doenças que podem ser tratadas com esse glicocorticoide, incluindo problemas de origem reumática, imunológica, cutânea, ocular, endocrinológica, pulmonar, sanguínea, gastrintestinal, neurológica e neoplásica.

Como Funciona?

A Dexametasona é um corticoide sintético, que apresenta um potente efeito anti-inflamatório, anti-reumático e anti-alérgico. Embora sua atividade anti-inflamatória seja acentuada, mesmo com doses baixas, seu efeito no metabolismo eletrolítico é leve.

O número de condições médicas que podem ser tratados com a dexametasona é tão grande que é até difícil citar todas. A lista abaixo é bem grande, mas não está completa.

  • Doenças do origem alérgica: rinite alérgica, asma brônquica, dermatite de contato, dermatite atópica, doença do soro, reações de hipersensibilidade a medicamentos, edema laríngeo não infeccioso e urticária.
  • Doenças reumatológicaslúpus eritematoso sistêmico, cardite reumática aguda, artrite psoriática, artrite reumatoide, espondilite anquilosante, bursite aguda e subaguda, tenossinovite aguda, artrite gotosa, osteoartrite pós-traumática, epicondilite, dermatomiosite e polimiosite.
  • Doenças dermatológicas: pênfigo, dermatite bolhosa herpetiforme, síndrome de Stevens-Johnson, dermatite esfoliativa, eritrodermia esfoliativa, micose fungoide, psoríase grave, dermatite seborreica grave, queloide, líquen simples crônico, alopecia areata.
  • Teste de diagnóstico: diagnóstico de hiperfunção adrenocortical.
  • Distúrbios endócrinos: insuficiência adrenal, hiperplasia adrenal congênita, tireoidite não supurativa, hipercalcemia associada ao câncer.
  • Doenças gastrointestinais: para proteger o paciente durante o período crítico da colite ulcerativa ou da enterite regional.
  • Alterações hematológicas: púrpura trombocitopênica idiopática, anemia hemolítica auto-imune, aplasia pura dos glóbulos vermelhos.
  • Neoplasias: manejo paliativo de leucemias e linfomas em adultos e leucemia aguda da infância.
  • Sistema nervoso: exacerbações agudas da esclerose múltipla, edema cerebral associado a tumor cerebral primário ou metastático.
  • Doenças oftalmológicas: processos alérgicos e inflamatórios graves envolvendo o olho, tais como conjuntivite alérgica, ceratite, blefarite alérgica, úlceras alérgicas da córnea, herpes zoster oftálmico, irite e iridociclite, coriorretinite, uveíte posterior difusa e coroidite, neurite ótica, arterite temporal.
  • Doenças respiratórias: sarcoidose, Síndrome de Löeffler, beriliose, tuberculose pulmonar fulminante ou disseminada em associação com antibioterapia apropriada, pneumonite por aspiração, pneumonias eosinofílicas idiopáticas.

Os Efeitos Colaterais

Alguns dos efeitos colaterais de Dexametasona podem incluir:

Retenção de líquidos, aumento de peso, pressão alta, níveis elevados de açúcar no sangue, aumento da necessidade de medicamentos para controlar a diabetes, osteoporose, aumento do apetite, menstruação irregular, dificuldade em cicatrizar feridas, problemas ou doenças na pele, inchaço nos lábios ou língua, convulsões, problemas psicológicos como alterações de humor ou dificuldade de julgamento, aumento da sensibilidade para contrair infecções, fraqueza nos músculos e úlcera gastrintestinal.

Quando é Contraindicado?

A Dexametasona está contraindicada para pacientes com infecções causadas por fungos, pacientes que necessitem de tomar vacinas de vírus vivo durante o tratamento e para pacientes com histórico de sensibilidade a sulfitos ou a algum dos componentes da fórmula.

Os Cuidados de Enfermagem

  • A medicação deve ser administrada exatamente conforme recomendado e o tratamento não deve ser interrompido, sem o conhecimento do médico, ainda que o paciente alcance melhora. Se 1 dose for esquecida, ela deverá ser administrada tão logo possível,  exceto quando no mesmo horário da próxima dose. O uso da medicação não deve ser suspenso subitamente, principalmente após terapias prolongadas. As doses devem ser reduzidas lenta e gradualmente, durante o tratamento. Informe ao paciente o objetivo da medicação para facilitar tanto a compreensão do seu diagnóstico como a sua colaboração no tratamento.
  • Durante a gestação ou lactação, a medicação somente deverá ser usada quando os benefícios superarem os riscos potenciais de seu uso. No caso de gravidez (confirmada ou suspeita) ou, ainda, se a paciente estiver amamentando, o médico deverá ser comunicado imediatamente. Recomende à paciente o emprego de métodos contraceptivos seguros e adequados, durante a terapia.
  • Informe ao paciente as reações adversas mais freqüentemente relacionadas ao uso da medicação e que, diante a ocorrência de qualquer uma delas, principalmente sinais de insuficiência adrenal (fadiga, fraqueza muscular, dores nas articulações, febre, anorexia, náusea, dispneia, tontura), como também aquelas incomuns ou intoleráveis, o médico deverá ser comunicado imediatamente. O uso da medicação também pode mascarar infecções e amebíase. Recomende ao paciente, principalmente aquele sob terapia prolongada, que consulte periodicamente um oftalmologista.
  • Durante o tratamento, o paciente não deverá receber qualquer forma de imunização, sem o conhecimento do médico.
  • Os pacientes idosos são mais suscetíveis à osteoporose. Recomende a prática regular de exercícios e o uso de vitamina D ou cálcio, conforme prescrição médica.
  • Recomende ao paciente que evite o consumo de álcool e o uso concomitante de analgésicos AINEs, como também de qualquer outra droga ou medicação, sem o conhecimento do médico, durante a terapia.
  • Durante a terapia, monitore: o peso; a P.A; os etetrólitos; o nível de glicose no sangue (principalmente em pacientes diabéticos que podem requerer aumento da dose de insulina); e avalie: sinais de hipocalemia (relacionados ao uso de diuréticos e de anfotericina B), sinais de depressão e episódios psicóticos (principalmente em regimes de doses altas).
  • Exames laboratoriais: em terapias crônicas, os testes de função adrenal devem ser realizados periodicamente, para avaliação do grau da supressão do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA); as crianças e os pacientes, sob uso de doses mais altas do que as recomendadas, são mais suscetíveis ao desenvolvimento de supressão do eixo HPA.
  • Interações medicamentosas: atenção durante o uso concomitante de outras drogas.
  • VO: a medicação deve ser administrada pela manhã para obtenção de um melhor resultado e da redução da toxicidade; a medicação deve ser administrada com alimentos.
  • Tópico: recomenda-se cautela no uso de curativos oclusivos, fraldas e sob áreas cobertas devido ao aumento de sua absorção; deve-se evitar o uso prolongado próximo de olhos e das áreas genital e retal.
  • IM: administre profundamente no músculo glúteo e alterne os locais de aplicação para evitar atrofia muscular.
  • SC: o uso por esta via não é recomendado devido ao risco de atrofia e abscesso.

Livedo Reticular (LR)

Livedo Reticular

Certamente, você já deve ter visto em algum momento um paciente com estas características na pele.

Lembrando vagamente como se fosse uma textura “marmorizada”, com coloração levemente avermelhada e puxado mais para o arroxeado, é uma alteração da coloração da pele caracterizada por cianose em forma de placas, circundada por áreas de palidez.

Mas quando muito intenso, a pele adquire o aspecto de mármore e recebe a denominação de “cutis marmorata.” ou Livedo Reticular (LR).

O Livedo Reticular ocorre por uma contração das arteríolas causada tanto pelo frio quanto por doenças orgânicas e possui grande influência da temperatura ambiente, aumentando com o frio e diminuindo como calor.

Embora, a manifestação ocorre em 1 a 5% das pessoas sadias, em especial idosas, mas atinge principalmente as extremidades dos membros, como antebraços, pernas, coxas e pés.

Afinal, é discreta nos meses quentes e acentuada nos meses frios, uma vez que, nessa época, ocorre maior contração das arteríolas para manter o calor do corpo.

Embora existam pacientes nos quais a causa de livedo reticular é desconhecida, sendo considerado doença idiopática, o livedo reticular pode ser manifestação de doença secundária como: lúpus eritematoso sistêmico, poliarterite nodosa, doenças da tireóide, e a síndrome do anticorpo antifosfolípide, entre outras doenças.