PureWick™: O “Uripen” feminino

Você sabia que existe o “Uripen” em versão feminina?

Até agora, as mulheres com incontinência urinária usavam cateteres invasivos ou fraldas e absorventes para adultos para ajudar a controlar sua incontinência. O PureWick™ System foi criado para fornecer às mulheres uma opção não invasiva para controlar sua incontinência urinária.

Benefícios

  • Pode tornar o sono melhor possível: Evitando a necessidade de trocar absorventes de incontinência e roupas de cama sujas à noite;
  • Reduzir o risco de queda:  Pode ajudar a reduzir o risco de quedas noturnas, permanecendo na cama;
  • Mantenha a pele seca e limpa: O PureWick ™ System funciona fora do corpo para retirar a urina, ajudando a reduzir uma das principais causas de danos à pele;
  • Capacidade de capturar e retirar consistentemente 95% ou mais da urina sem entrar ou se prender ao corpo;
  • Ajudar a facilitar a remoção precoce do cateter de demora e pode, assim, ajudar a reduzir o risco de ITU associada ao cateter;
  • o paciente pode ficar acomodado de costas, de lado ou sentada, sem que o cateter saia do lugar;
  • Cola, fita e tiras não são necessárias;
  • A urina não é armazenada perto do corpo;
  • Destinado ao gerenciamento não invasivo da produção de urina em pacientes do sexo feminino.

Para onde a urina vai?

O Cateter Externo Feminino PureWick™ não é invasivo e afasta a urina do corpo através de um material macio. O PureWick™ Urine Collection System puxa a urina através do tubo coletor para o recipiente de coleta, por meio de vácuo.

Capacidade máxima para a coleta de urina

O recipiente do PureWick™ Urine Collection System 2000cc (mL) deve ser esvaziado antes que o volume atinja 1800cc (mL), ou conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem

Como instalar?

  • Realizar cuidados perineais e avaliar a integridade da pele;
  • Manter as pernas, músculos glúteos e lábios abertos, palpar osso púbico como marcador anatômico;
  • Com o lado da gaze macia voltado para o paciente, alinhe a extremidade distal na fenda glútea;
  • Dobre suavemente o lado da gaze macia entre os glúteos e os lábios separados.

Remoção e Manutenção

  • Separe totalmente as pernas, glúteos e lábios;
  • Para evitar possíveis lesões na pele após a remoção, puxe suavemente o Cateter Externo Feminino PureWick™ diretamente para fora;
  • Certifique-se de que a sucção seja mantida ao remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Substitua pelo menos a cada 8 a 12 horas ou se estiver sujo com fezes ou sangue. Avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™.

Outros Cuidados

  • Não use o Cateter Externo Feminino PureWick™ com uma comadre ou qualquer material que não permita fluxo de ar suficiente;
  • Para evitar possíveis lesões na pele, nunca empurre ou puxe o Cateter Externo Feminino PureWick™ contra a pele durante a colocação ou remoção;
  • Nunca insira o Cateter Externo Feminino PureWick™ na vagina, canal anal ou outras cavidades do corpo;
  • Interrompa o uso se ocorrer uma reação alérgica;
  • Após o uso, este produto pode ser um risco biológico potencial;
  • Descarte de acordo com as leis e regulamentos locais, estaduais e federais aplicáveis.

Precauções

  • Não recomendado para pacientes: Agitados, combativos ou não cooperativos e que possam remover o Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Ter episódios frequentes de incontinência intestinal sem um sistema de gestão fecal instalado. Experimentando irritação da pele ou colapso no local;
  • Experimentar menstruação moderada/pesada e não pode usar um tampão;
  • Não use um creme de barreira no períneo ao usar o Cateter Externo Feminino PureWick™, o creme de barreira pode impedir a sucção;
  • Proceda com cautela em pacientes submetidos a cirurgia recente do trato urogenital externo;
  • Sempre avalie a pele quanto a comprometimento e realize cuidados perineais antes da colocação de um novo Cateter Externo Feminino PureWick™;
  • Mantenha a sucção até que o Cateter Externo Feminino PureWick™ seja totalmente removido do paciente para evitar o refluxo de urina.

Referência:

  1. BD

Bexiga Neurogênica: O que é?

Bexiga Neurogênica

Qualquer condição que interrompa a função da bexiga ou a sinalização neurológica aferente e eferente provoca bexiga neurogênica.

A bexiga neurogênica é um conjunto de disfunções que afetam o enchimento, o esvaziamento e a capacidade de armazenamento da bexiga. Está presente em pessoas com doenças neurológicas e diabetes, provocando perda da capacidade de controlar a micção.

Os indivíduos com bexiga neurogênica não conseguem perceber quando a bexiga está cheia e não são capazes de eliminar a urina voluntariamente.

Em bexigas com funcionamento normal, à medida que a urina se acumula no seu interior, as suas paredes relaxam para ir acomodando um volume cada vez maior de urina.

Na bexiga neurogênica, as suas paredes perdem essa capacidade de se distender. Logo, conforme a bexiga vai se enchendo, a pressão no seu interior aumenta, podendo inclusive provocar dilatação dos rins.

Assim, a bexiga perde a sua capacidade de armazenar a urina e manter uma pressão baixa no seu interior ao mesmo tempo.

Como resultado, ocorrem contrações involuntárias da musculatura da bexiga, com perdas de urina.

Existem dois tipos de Bexiga Neurogênica:

1. Bexiga Hiperativa

Também é conhecida como bexiga espástica ou bexiga nervosa, pois a bexiga se contrai de forma involuntária, havendo assim a perda de urina de forma inesperada e em momentos inapropriados.

  • Sintomas: incontinência urinária, vontade de urinar frequente e em pouca quantidade, dor ou ardência na região da bexiga, perda do controle da capacidade de urinar.

A bexiga hiperativa é mais comum em mulheres, podendo ser estimulada por alterações hormonais na menopausa, ou pelo aumento do útero na gravidez.

2. Bexiga Hipoativa

Também é conhecida como bexiga flácida, pois a bexiga não é capaz de se contrair voluntariamente, ou o esfincter não é capaz de relaxar, o que provoca o armazenamento de urina, sem a capacidade de eliminá-la de forma adequada.

  • Sintomas: sensação de que bexiga não esvaziou completamente após urinar, gotejamento após urinar ou perda de urina involuntária. Isto aumenta as chances de haver infecção urinária e prejuízo na função dos rins, e por isso o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível.

O que causa a Bexiga Neurogênica?

Em crianças, as principais causas de bexiga neurogênica são as doenças neurológicas congênitas, como mielomeningoceles, paralisia cerebral, entre outras.

Nos adultos, a bexiga neurogênica está relacionada com lesões na medula espinhal (paraplegia, tetraplegia), Parkinson, diabetes, esclerose múltipla, diabetes, derrames (AVE), tumores cerebrais, entre outras doenças e problemas neurológicos.

Apesar do diabetes não ser uma doença de origem neurológica, pode causar danos nos nervos periféricos que atuam sobre a bexiga.

E algumas outras causas:

  • Irritação da bexiga, por infecção urinária ou alterações hormonais, como na menopausa;
  • Alterações genéticas, como ocorre na mielomeningocele;
  • Doenças neurológicas reversíveis como neurocisticercose ou neuroesquistossomose;
  • Compressão de nervos da região lombar por hérnia de disco;
  • Acidente que lesiona a coluna, causando paraplegia ou tetraplegia;
  • Doenças neurológicas degenerativas como a esclerose múltipla;
  • Comprometimento neurológico pós-AVE;
  • Alterações neurológicas periféricas pelo diabetes;
  • Perda da elasticidade da bexiga, causada por inflamações, infecções ou alterações neurológicas em geral.

Em homens, a próstata aumentada pode simular muitos sintomas de bexiga neurogênica, sendo uma importante causa reversível de alteração da função dos músculos urinários.

A Assistência de Enfermagem

Observando e sentindo a problemática apresentada pelos pacientes portadores de bexiga neurogênica e verificando ser a abordagem deste problema de interesse para a enfermagem, é fornecido a assistência de enfermagem como:

  • Prevenção de infecções e cálculos vesicais;
  • Reeducação da função vesical;
  • Manutenção das roupas secas;
  • Manutenção da integridade da pele.

Prevenção de infecções e cálculos vesicais

Enquanto se processa a avaliação das condições urinárias do paciente é importantíssimo prevenir as infecções e a formação de cálculos vesicais.

Isto pode ser conseguido através de periodicidade e técnica asséptica rigorosa na troca do cateter e de um programa de ingestão de grande quantidade de líquidos, que estimula o funcionamento renal, auxilia a eliminação de resíduos urinários, dificulta a formação de cálculos e a instalação de infecção.

A lavagem vesical periódica, já não é mais aconselhada, na tentativa de eliminação de mais uma fonte de contaminação, no entanto, alguns urologistas ainda indicam o seu uso.

Caso essas medidas preventivas não sejam suficientes para impedir a instalação de infecção, o médico recorre à antibioticoterapia, como parte do tratamento.

Desde que o paciente esteja livre de infecção vesical pode-se tentar um programa de treinamento para esvaziamento periódico da bexiga.

Fase de treinamento para reeducação vesical

Elabora-se um programa de treinamento para o esvaziamento da bexiga de forma a ajudá-la a funcionar em ritmo de freqüência de eliminação tão próximo ao normal quanto o possível.

Fase de treinamento para o auto-cuidado

Após a retirada da sonda, muitos aspectos deverão ser abordados com o paciente, tentando-se evitar complicações como: infecções, cálculos e extravasamentos de urina.

Uma orientação clara, objetiva e enfocando a importância do cuidado que o paciente deve ter com seu corpo, é fundamental para a sua independência.

A ingestão de líquidos continua a ser bastante estimulada, numa média de 3000 ml. diários, tentando-se prevenir as complicações vesicais já referidas anteriormente.

O controle das características e do volume urinário, é importante.

Qualquer alteração na cor, odor, volume ou quantidade de sedimentação, deve ser imediatamente notificada ao médico, ao mesmo tempo em que se inicia uma hidratação oral intensa, visando maior estímulo para o funcionamento renal e vesical, auxiliando a eliminação de impureza.

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Veja também:

Sistema Urinário

Uripen

O uripen é um cateter ou sonda externa feita de borracha fina (látex atóxico), também conhecida como sonda de camisinha (extremidade afunilada e reforçada), sendo uma forma eficaz de coletar urina em homens, que apresentam incontinência urinária. É um método não invasivo em homens, para controle de diurese em balanço hídrico.

Ele é colocado no pênis e conectado através de um tubo extensor a uma bolsa coletora de urina, ali contabilizando o quanto de diurese o paciente debitou durante um período.

Existe vários tamanhos de uripen, segundo o diâmetro do pênis: Tamanho 4, 5, 6 e 7.

Como colocar o uripen?

A colocação do uripen é simples:

  • Fazendo a tricotomia dos pêlos da região;
  • Realizando a higiene adequada do órgão genital masculino;
  • Instale o tubo extensor na ponta do uripen, de modo que não vasa e que fixe bem dentro da ponta do dispositivo;
  • Deixe o tubo extensor instalado dentro da bolsa coletora de urina, e prenda a bolsa de modo que não caia o conteúdo;
  • Coloque o uripen como se ele fosse uma camisinha, e deixe um espaço livre na ponta do pênis;
  • Coloque o micropore em torno do uripen caso necessidade; desenrole o uripen de volta até cobrir com esparadrapo;
  • Aplique uma segunda tira de micropore, metade no uripen e metade sobre a pele.

Assistência de Enfermagem como uso do Uripen

  • Cuidado para não garrotear! A fixação não deve ficar muito apertada, assim evitando a má circulação do pênis;
  • Evite fixar o uripen com esparadrapo comum, pois pode causar alergias e lesões no pênis.
  • É mais fácil colocar o uripen com o pênis em ereção, mas caso não ocorra, puxe um pouco o pênis para que se obtenha um melhor encaixe do dispositivo;
  • Se o uripen estiver vazando aos redores do dispositivo, retire e instale uma nova. O reuso do uripen pode ocasionar infecções urinárias indesejáveis, e lesionando o pênis;
  • Manter os pêlos pubianos aparados, pois facilita a utilização do uripen;
  • Retire o uripen uma vez ao dia para lavar e secar bem o pênis;
  • Oriente ao paciente para evitar o manuseio do dispositivo, como puxar o tubo extensor ou o uripen, a fim de evitar que o mesmo descole do local apropriado, assim não tendo que estar trocando várias vezes ao dia sem necessidade;
  • É recomendado que troque a bolsa coletora a cada final de plantão ou até que a bolsa encha em seu limite, não sendo recomendado a reutilização, sempre despreze a bolsa usada, e instale uma nova, assim evitando início de infecções no trato urinário.

Troque o dispositivo a cada 24 horas ou quando houver descolamento do dispositivo.

Atentar-se para: Examine o pênis com frequência e se estiver com lesões ou inchado, deixe a pessoa sem o uripen e utilize fraldas, até que as lesões estejam curadas.