Lactulose: uma Aliada no Cuidado Hepático!

Quando pensamos em “laxante”, a primeira coisa que vem à mente é o alívio da prisão de ventre, certo?

E a lactulose faz isso muito bem! Mas, para nós, profissionais e estudantes de enfermagem, é fundamental saber que esse medicamento tem um papel muito mais abrangente e crucial em algumas condições de saúde, especialmente nas relacionadas ao fígado.

A lactulose é uma molécula fascinante com uma dupla função que a torna uma aliada importante no nosso dia a dia clínico. Vamos desvendar os segredos desse “doce” que faz tão bem para o intestino e para o cérebro?

Lactulose: O Açúcar que Nos Ajuda de Duas Formas

A lactulose é um tipo de açúcar sintético (não natural) que não é digerido nem absorvido no intestino delgado. Isso significa que ela chega intacta ao intestino grosso, onde se torna um “alimento” para as bactérias que vivem lá. E é essa interação com as bactérias que confere à lactulose suas duas principais funções terapêuticas:

  1. Ação Laxativa (para a Constipação):
  2. Ação Redutora de Amônia (para a Encefalopatia Hepática):

Vamos detalhar cada uma delas.

Lactulose como Laxante: Aliviando a Prisão de Ventre

Essa é a função mais conhecida da lactulose. Para pacientes que sofrem de constipação crônica ou ocasional, a lactulose é uma opção suave e eficaz.

  • Como age: Ao chegar ao intestino grosso, a lactulose é fermentada pelas bactérias da flora intestinal. Esse processo de fermentação produz ácidos orgânicos de cadeia curta, como ácido lático e acético. Esses ácidos:
    • Aumentam o volume de água no intestino: Eles atraem água para dentro do intestino por um processo chamado osmose, tornando as fezes mais moles e volumosas.
    • Estimulam o movimento intestinal: O aumento do volume e a presença dos ácidos ajudam a estimular os movimentos peristálticos do intestino, facilitando a passagem das fezes.
  • Vantagens: É geralmente bem tolerada, age de forma suave, sem causar cólicas intensas, e pode ser usada em longo prazo (com acompanhamento médico). É segura para idosos, crianças e gestantes (com orientação médica).
  • Desvantagens: Pode levar de 24 a 48 horas para fazer efeito, por isso não é uma solução imediata para a constipação aguda. Pode causar gases, distensão abdominal e cólicas leves, especialmente no início do tratamento.
  • Exemplos de Uso: Pacientes com constipação crônica, pacientes acamados, idosos com intestino preguiçoso, pessoas que necessitam de fezes amolecidas para evitar esforço (pós-cirúrgicos, com hemorroidas).

Lactulose para Encefalopatia Hepática: Protegendo o Cérebro do Excesso de Amônia

Essa é a função mais complexa e vital da lactulose, especialmente para nós da enfermagem que atuamos em unidades de pacientes graves ou em cuidados paliativos. A encefalopatia hepática é uma complicação séria de doenças hepáticas graves (como cirrose), onde o fígado não consegue mais remover as toxinas do sangue, principalmente a amônia. O acúmulo de amônia no sangue é tóxico para o cérebro e pode levar a alterações neurológicas que variam de confusão e esquecimento a coma e morte.

  • Como age: No intestino grosso, a lactulose atua de duas maneiras principais para reduzir a amônia:
    • Acidificação do pH intestinal: A fermentação da lactulose pelas bactérias produz ácidos que diminuem o pH (tornam o ambiente mais ácido) no cólon. Quando o ambiente está mais ácido, a amônia (NH3), que é tóxica, se transforma em íon amônio (NH4+). O íon amônio não consegue ser absorvido pelo sangue e, por isso, é eliminado nas fezes.
    • Ação Laxativa que “Expulsa” a Amônia: Ao causar a evacuação, a lactulose também ajuda a eliminar as bactérias produtoras de amônia e o próprio íon amônio antes que ele possa ser reabsorvido para a corrente sanguínea.
  • Vantagens: É um tratamento eficaz para a encefalopatia hepática, ajudando a melhorar o estado mental do paciente e a prevenir a progressão da doença.
  • Desvantagens: A dose para encefalopatia hepática é geralmente maior do que para constipação, o que pode levar a mais efeitos colaterais gastrointestinais (gases, diarreia). O paciente pode precisar de várias doses ao dia para manter as evacuações regulares. O sabor doce pode não ser agradável para todos.
  • Exemplos de Uso: Pacientes com cirrose hepática e sinais de encefalopatia hepática (confusão, sonolência, asterixis – “tremor de bater asas”).

Cuidados de Enfermagem com a Lactulose

Nosso papel é fundamental para garantir a eficácia e a segurança do tratamento com lactulose:

Administração Correta:

    • Dose e Frequência: Verificar a prescrição médica para a dose e a frequência corretas, que variam muito se o objetivo é constipação ou encefalopatia hepática. Para encefalopatia, a dose é ajustada para que o paciente tenha 2 a 3 evacuações pastosas por dia.
    • Forma de Administração: Pode ser diluída em água, suco ou leite para facilitar a ingestão, especialmente se o paciente não gostar do sabor muito doce.

Monitoramento Rigoroso:

    • Padrão Evacuatório: Registrar o número, a consistência e a coloração das evacuações. Para encefalopatia hepática, a consistência pastosa e a frequência são os objetivos.
    • Sinais e Sintomas: Observar e registrar a presença de distensão abdominal, gases, cólicas, náuseas e vômitos. Em casos de diarreia excessiva, comunicar o médico, pois pode levar à desidratação e desequilíbrios eletrolíticos.
    • Estado Neurológico (para Encefalopatia Hepática): Avaliar e registrar o nível de consciência, orientação, presença de asterixis (tremor), e outras alterações neurológicas. A melhora desses sintomas é um indicativo da eficácia da lactulose.
    • Eletrólitos: Monitorar os níveis de eletrólitos, especialmente potássio e sódio, pois diarreia prolongada pode causar desequilíbrios.

Educação do Paciente e Família:

    • Objetivo do Tratamento: Explicar claramente ao paciente e à família por que a lactulose está sendo usada (seja para constipação ou para encefalopatia hepática). Isso aumenta a adesão ao tratamento.
    • Expectativa de Efeitos: Informar que o efeito laxativo pode demorar até 48 horas e que gases e inchaço são comuns no início.
    • Sabor e Diluição: Oferecer sugestões para melhorar a aceitação do sabor.
    • Importância da Adesão: Reforçar a importância de não interromper o tratamento, especialmente na encefalopatia hepática, onde a falta do medicamento pode levar a uma piora do quadro neurológico.
    • Sinais de Alerta: Orientar quando procurar ajuda médica (diarreia excessiva, desidratação, piora do estado neurológico, dor abdominal intensa).

Lactulose: Um Exemplo da Complexidade Simples da Farmacologia

A lactulose é um excelente exemplo de como um medicamento relativamente simples pode ter um impacto significativo na qualidade de vida e na sobrevida dos pacientes. Para nós, profissionais de enfermagem, entender a fisiologia por trás de sua ação nos permite oferecer um cuidado mais seguro, eficaz e humanizado, auxiliando pacientes com constipação e, de forma ainda mais crítica, aqueles que lutam contra as complicações da doença hepática avançada.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Bula do medicamento Lactulose. (Consultar a bula mais recente disponível para informações detalhadas sobre indicações, posologia e efeitos adversos).
  2. CASTRO, M. A. A.; SILVA, F. M. Encefalopatia Hepática: Atualização em Terapêutica. Revista Brasileira de Terapia Intensiva, São Paulo, v. 20, n. 4, p. 433-439, out./dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbti/a/wL4N5fK6xJ7vB3yD8zP9q/?lang=pt.
  3. LONG, M. T.; SAXE, G. N. Management of Constipation in the Elderly. Clinics in Geriatric Medicine, v. 34, n. 2, p. 237-251, mai. 2018. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC5893325/.
  4. RANG, H. P.; DALE, M. M.; RITTER, J. M.; FLOWER, R. J.; HENDERSON, G. Farmacologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2020. (Consultar capítulo sobre fármacos que atuam no sistema gastrointestinal e em distúrbios hepáticos).

Doenças intestinais: conhecendo os principais tipos

O intestino é um dos órgãos mais importantes e complexos do corpo humano. Ele participa da digestão, da absorção de nutrientes, da formação das fezes e ainda abriga grande parte do nosso sistema imunológico. Por isso, quando algo não vai bem no intestino, as consequências podem ser sentidas em todo o organismo.

As doenças intestinais são variadas e podem ter causas infecciosas, inflamatórias, anatômicas, autoimunes ou até tumorais. Conhecer os principais tipos, seus sinais clínicos e os cuidados de enfermagem é essencial para qualquer estudante ou profissional da área da saúde.

Nesta publicação, vamos abordar com clareza os principais tipos de doenças intestinais, desde os parasitas até o câncer colorretal.

Infecções e Invasores: Quando Micro-Organismos Causam Problemas

São as doenças mais comuns, muitas vezes agudas, que podem afetar o intestino.

Infecções Bacterianas:

    • O que são: Causadas por bactérias como Salmonella, Escherichia coli ou Shigella, geralmente por meio de alimentos ou água contaminados.
    • Sintomas: Diarreia, cólicas abdominais, febre, náuseas e vômitos. A gravidade varia muito, mas podem levar à desidratação.
    • Cuidados de Enfermagem: Focar na hidratação (soro de reidratação oral ou endovenosa em casos graves), monitorar sinais vitais e o balanço hídrico, orientar sobre higiene das mãos e preparo de alimentos.

Verminoses (Helmintíases):

    • O que são: Infecções causadas por vermes parasitas, como lombrigas (Ascaris lumbricoides) e tênias (Taenia solium). Transmissão por alimentos contaminados ou falta de saneamento básico.
    • Sintomas: Dor abdominal, diarreia, anemia, perda de peso e, em casos de Ascaris, tosse e eliminação do verme pelas fezes.
    • Cuidados de Enfermagem: Educar sobre higiene, saneamento básico e o tratamento medicamentoso. Orientar sobre o preparo correto dos alimentos e a importância da lavagem das mãos.

Condições Inflamatórias: A Guerra Interna

Aqui, o sistema imunológico tem um papel central, causando inflamação crônica do intestino.

Colite:

    • O que é: Inflamação do cólon (intestino grosso). Pode ser causada por infecções, isquemia, uso de medicamentos, ou doenças autoimunes como a Retocolite Ulcerativa.
    • Sintomas: Dor abdominal, diarreia, urgência para evacuar, sangramento retal.
    • Cuidados de Enfermagem: Controlar a dor, monitorar sangramento, orientar sobre o uso de medicamentos (anti-inflamatórios, imunossupressores) e apoiar o paciente no manejo de uma doença crônica.

Doença de Crohn:

    • O que é: Outra doença inflamatória intestinal (DII), mas que pode afetar qualquer parte do trato digestivo, da boca ao ânus, de forma segmentada.
    • Sintomas: Diarreia, dor abdominal intensa, perda de peso, febre, fadiga e, em alguns casos, lesões perianais.
    • Cuidados de Enfermagem: Acompanhamento nutricional, monitoramento dos sintomas, educação sobre a doença e sobre os medicamentos imunossupressores e biológicos.

Síndrome do Intestino Irritável (SII):

    • O que é: Um distúrbio funcional do intestino. Não causa inflamação ou danos ao órgão, mas altera sua motilidade.
    • Sintomas: Dor e desconforto abdominal, inchaço, diarreia e/ou constipação, que melhoram após a evacuação. Os sintomas variam e são muito influenciados pelo estresse.
    • Cuidados de Enfermagem: Focar no apoio psicológico e na educação. Orientar sobre o manejo do estresse, dietas específicas (como a FODMAP) e a importância de manter um diário alimentar.

Obstáculos e Tumores: Quando a Passagem é Bloqueada ou Alterada

Essas condições alteram a anatomia e a função do intestino, podendo ser agudas ou crônicas.

Apendicite:

    • O que é: Inflamação do apêndice, um pequeno órgão em forma de dedo ligado ao intestino grosso.
    • Sintomas: Dor que começa ao redor do umbigo e se move para o lado inferior direito do abdômen, febre, náuseas e perda de apetite. É uma emergência cirúrgica!
    • Cuidados de Enfermagem: Avaliar a dor (usando escalas), monitorar sinais vitais, preparar o paciente para a cirurgia (jejum, acesso venoso) e oferecer cuidados no pós-operatório (controle da dor, deambulação precoce).

Aderências Intestinais:

    • O que são: Bandas de tecido cicatricial que se formam após cirurgias abdominais, traumas ou infecções.
    • Sintomas: Podem ser assintomáticas ou causar obstrução intestinal, levando a dor abdominal tipo cólica, inchaço, náuseas e vômitos.
    • Cuidados de Enfermagem: Monitorar sinais de obstrução intestinal, oferecer cuidados de conforto e, no pós-operatório, monitorar a ferida cirúrgica e incentivar a deambulação.

Pólipos Intestinais:

    • O que são: Crescimentos de tecido na parede interna do intestino. A maioria é benigna, mas alguns podem se tornar cancerosos.
    • Sintomas: Geralmente assintomáticos, mas podem causar sangramento retal ou alterações nos hábitos intestinais.
    • Cuidados de Enfermagem: Educar sobre a importância do rastreamento (colonoscopia) e da remoção dos pólipos. Preparar o paciente para exames e procedimentos.

Câncer Colorretal:

    • O que é: O crescimento de células malignas no cólon ou no reto.
    • Sintomas: Sangramento nas fezes, anemia, alteração nos hábitos intestinais, dor abdominal, perda de peso.
    • Cuidados de Enfermagem: Atuar na prevenção (educação sobre colonoscopia de rastreamento), no suporte ao paciente durante o tratamento (quimioterapia, radioterapia, cirurgia) e no cuidado de estomas (ostomias), se necessário.

Problemas Vasculares e Anorretais

Estas condições afetam as veias e a passagem final do trato intestinal.

Hemorroidas:

    • O que são: Veias inchadas e inflamadas no ânus e na parte inferior do reto.
    • Sintomas: Sangramento indolor, coceira, dor e, em casos mais graves, a presença de uma protuberância no ânus.
    • Cuidados de Enfermagem: Educar sobre hábitos intestinais saudáveis (dieta rica em fibras, hidratação), evitar esforço excessivo para evacuar e orientar sobre banhos de assento com água morna para alívio.

Diverticulite:

    • O que é: Inflamação dos divertículos, que são pequenas bolsas na parede do cólon.
    • Sintomas: Dor abdominal no lado esquerdo inferior, febre, calafrios, náuseas e alteração do ritmo intestinal.
    • Cuidados de Enfermagem: Focar no controle da dor, administrar antibióticos e, em casos mais leves, orientar sobre uma dieta líquida. Em casos graves, preparar para a cirurgia.

Nosso Papel Crucial: Acolher, Educar e Cuidar

O intestino é um reflexo de muitos aspectos da nossa vida, da alimentação ao estresse. Como profissionais de enfermagem, nossa atuação vai muito além de procedimentos técnicos. Somos os educadores, os ouvintes e os defensores do paciente.

  • Anamnese Detalhada: Questionar sobre hábitos intestinais, dieta, uso de medicamentos e histórico familiar é o primeiro passo para identificar um problema.
  • Avaliação Holística: Observar a aparência do paciente, seu nível de dor, seus sinais vitais e o estado do abdômen (distensão, ruídos intestinais).
  • Educação em Saúde: Explicar a importância da fibra, da água, do exercício físico e do rastreamento de câncer.
  • Suporte Emocional: Muitas doenças intestinais, especialmente as crônicas, causam grande impacto psicológico. Oferecer um ombro amigo e encaminhar para apoio psicológico é fundamental.

Entender as doenças intestinais é entender uma parte fundamental da saúde humana. Com nosso conhecimento, podemos ser a bússola que guia o paciente para o diagnóstico, o tratamento e a recuperação, garantindo que o universo intestinal funcione em harmonia.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2021. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt/arquivos/2021/pcdt-doenca-de-crohn-e-retocolite-ulcerativa.pdf
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE COLOPROCTOLOGIA (SBCP). Doenças Intestinais. Disponível em: https://www.sbcp.org.br/
  3. POTTER, P. A.; PERRY, A. G.; STOCKERT, P.; HALL, A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017. (Consultar capítulos sobre avaliação gastrointestinal e cuidados de enfermagem).

Hidrocolonterapia

A Hidrocólon, conhecida também como Hidrocolonterapia ou Hidroterapia do Cólon, é uma limpeza completa do cólon (intestino grosso), através de um banho suave com água morna, previamente filtrada e purificada.

Trata-se de um procedimento terapêutico – realizado através de um equipamento específico – que envia água sem drogas ou produtos químicos, desde o reto até o apêndice.

Como funciona?

O paciente fica deitado de forma confortável enquanto a água percorre o Cólon limpando todos os detritos. Com a participação das massagens do profissional, o peristaltismo intestinal é estimulado a colocar para fora os resíduos por meio de uma mangueira à cânula.

Este sistema evita odores desagradáveis e preserva a dignidade do paciente, que permanece em uma posição cômoda em uma maca, enquanto os resíduos acumulados no intestino grosso são eliminados, através de material descartável evitando qualquer possibilidade de contaminação. Esta limpeza é completamente segura, indolor, benéfica e não tóxica.

O procedimento para a sessão da Hidrocolonterapia conta com um sistema fechado de lavagem intestinal, com monitorização de temperatura, pressão e volume.

O visor do aparelho permite observar os conteúdos intestinais eliminados, facilitando o acompanhamento de cada paciente. O número e a frequência das sessões de Hidrocolonterapia dependem da situação de cada paciente. Após a sessão, é feita uma reposição de lactobacilos.

Indicações da Terapia

É indicado para pessoas submetidas a tratamentos com medicinas biológicas, terapias de reativação química e de regeneração orgânica e celular. Com relação à idade, a hidrocólon pode ser feita em crianças a partir dos nove anos, adolescentes, homens e mulheres, adultos ou idosos.

Contra Indicações

  • Enfermidades cardíacas severas;
  • Hipertensão arterial não controlada;
  • Aneurisma;
  • Hemorragia ou perfuração do trato intestinal;
  • Hemorróidas severas;
  • Carcinoma de cólon;
  • Fístulas e fissuras no cólon;
  • Gravidez a partir dos 4 meses;
  • Insuficiência renal;
  • Cirurgia recente do cólon.

Frequência da Terapia

Para um processo de desintoxicação do intestino grosso, são necessárias de 3 a 5 sessões. Para processos pré-cirúrgicos são recomendadas 3 sessões.

Para eliminação das placas (fezes negras antigas e mucos que ficam acumulados e aderidos nas paredes e vilosidades intestinais), são necessárias aproximadamente 10 sessões.

As sessões de hidrocólon duram cerca de 40 minutos e são seguidas por enemas de retenção (irrigação do cólon com fitoterápicos) e compressas abdominais de argila, que auxiliam no procedimento.

No final de cada sessão é feita uma renovação da flora intestinal. Uma sessão completa dura 1 hora e 30 minutos. Os demais procedimentos também têm duraçao de aproximadamente 1 hora e 30 minutos cada sessão.

A mangueira utilizada é transparante, o que possibilita à pessoa poder acompanhar a sua evolução e a necessidade de outras sessões, de acordo com a cor, consistência e aspecto das fezes.

Dependendo do número de sessões realizadas e dos hábitos alimentares, a pessoa refaz o procedimento no período de 6 meses a 1 ano ou realiza algumas manutenções quando achar necessário.

Referência:

  1. Hidrocolon – Colonterapia

Gastroenterite

A gastroenterite ou GECA é uma inflamação do revestimento gástrico e dos intestinos grosso e delgado. É normalmente causada pela infecção por um micro-organismo, mas também pode ser causada pela ingestão de toxinas químicas ou medicamentos.

A gastroenterite geralmente é causada por uma infecção, mas também pode ser causada pela ingestão de toxinas ou medicamentos. Normalmente, as pessoas apresentam diarreia, náusea, vômito e dor abdominal.

A gastroenterite normalmente consiste em diarreia leve a grave, que pode ser acompanhada de perda de apetite, náusea, vômito, cólicas e desconforto abdominal.

Apesar de a gastroenterite normalmente não ser grave em adultos saudáveis e causar apenas desconforto e incômodo, ela pode causar desidratação com risco à vida e desequilíbrio eletrolítico em pessoas muito doentes ou enfraquecidas, crianças muito pequenas e idosos.

Causas

As causas mais comuns de gastroenterite são:

  • Vírus (mais comum)
  • Bactérias
  • Parasitas

Outras causas são:

  • Toxinas químicas
  • Medicamentos

As infecções que causam gastroenterite podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, especialmente se as pessoas com diarreia não lavarem bem as mãos depois de evacuarem.

A infecção também pode ocorrer se as pessoas tocarem a boca após tocarem em um objeto (como fralda ou brinquedo) contaminado por fezes infectadas. Todas as formas de transmissão envolvendo fezes infectadas são denominadas transmissão fecal-oral.

Uma pessoa ou, em algumas ocasiões, muitas pessoas (caso em que o surto da doença é denominado epidemia) podem também ser infectadas ao ingerirem alimentos ou beberem água contaminada por fezes infectadas.

A maioria dos alimentos podem ser contaminados com bactérias e causar gastroenterite se não cozidos completamente ou pasteurizados. Às vezes, água contaminada é ingerida de forma inesperada, como ao nadar em lago contaminado por fezes de animais ou em uma piscina contaminada por fezes humanas.

Em alguns casos, a gastroenterite é adquirida pelo contato direto com animais portadores do micro-organismo infeccioso.

Tipos de Gastroenterite

Vírus

Certos vírus infectam as células do revestimento do intestino delgado, onde se multiplicam, causando diarreia líquida, vômito e febre. Quatro categorias de vírus são as principais causadoras de gastroenterite: norovírus, rotavírus e, com menos frequência, astrovírus e adenovírus entérico (intestinal).

Pessoas de todas as idades podem ser infectadas por norovírus. A maioria das pessoas são infectadas após a ingestão de alimentos ou água contaminados.

Como o norovírus é altamente contagioso, a infecção pode facilmente ser transmitida por contato direto. O vírus causa a maioria dos casos de epidemia de gastroenterite em cruzeiros e casas de repouso.

Orotavírus é a causa mais comum de diarreia grave com desidratação em crianças pequenas em todo o mundo.

Ele geralmente afeta bebês entre três e quinze meses. O rotavírus é altamente contagioso. A maioria das infecções ocorre por transmissão fecal-oral. Adultos podem ser infectados após contato próximo com um bebê infectado, mas a doença geralmente é leve.

Em regiões de clima temperado, a maioria das infecções ocorre no inverno.

O astrovírus pode infectar pessoas de todas as idades, mas geralmente afeta bebês e crianças pequenas. A infecção é mais comum no inverno e é disseminada por transmissão fecal-oral.

O adenovírus afeta mais comumente crianças com menos de dois anos de idade. As infecções ocorrem o ano todo e aumentam levemente no verão. A infecção ocorre por transmissão fecal-oral.

Outros vírus (como, por exemplo, citomegalovírus e enterovírus ) podem causar gastroenterite em pessoas com sistema imunológico comprometido.

Bactérias

A gastroenterite bacteriana é menos comum do que a gastroenterite viral. As bactérias causam gastroenterite de várias maneiras. Algumas espécies como, por exemplo, a Vibrio cholerae e cepas enterotoxigênicas de Escherichia coli (E. coli) se aderem ao revestimento intestinal sem invadi-lo e produzem enterotoxinas.

Essas toxinas fazem com que o intestino secrete água e eletrólitos, resultando em diarreia líquida.

Algumas bactérias (como, por exemplo, determinadas cepas de E. coli , Campylobacter , Shigella e Salmonella e Clostridium difficile ) invadem o revestimento do intestino delgado ou do cólon.

Nessa região, as bactérias danificam as células do revestimento e provocam feridas pequenas (ulcerações) que sangram e permitem considerável exsudação de líquidos que contêm proteínas, eletrólitos e água. A diarreia contém glóbulos brancos e vermelhos e, ocasionalmente, sangue visível.

Salmonella e Campylobacter são ambas as infecções são mais frequentemente adquiridas pelo consumo de aves mal cozidas. Leite não pasteurizado também é uma possível fonte. Campylobacter ocasionalmente é transmitida por cães ou gatos com diarreia.

Salmonella pode ser transmitida pelo consumo de ovos mal cozidos e pelo contato com répteis (como tartarugas ou lagartos), pássaros ou anfíbios (como sapos e salamandras).

As bactérias do gênero Shigella também são transmitidas por contato direto (especialmente em creches), embora epidemias transmitidas por alimentos também possam ocorrer.

É provável que, atualmente, a Clostridium difficile seja a causa mais comum de diarreia que ocorre após tratamento com antibióticos ( Gastroenterite como efeito colateral de medicamentos ). No entanto, às vezes, ocorre em pessoas que não foram tratadas com antibióticos.

Os antibióticos destroem as bactérias saudáveis que normalmente residem no intestino, o que possibilita que as bactérias Clostridium difficile cresçam em seu lugar. A bactéria Clostridium difficile produz uma toxina que causa diarreia líquida grave (consulte também Diarreia causada por Clostridium difficile ).

Parasitas

Alguns parasitas intestinais, particularmente a Giardia intestinalis, aderem ou invadem o revestimento intestinal, causando náusea, vômito, diarreia e uma sensação geral de mal-estar.

Se a doença se tornar persistente (crônica), ela pode bloquear a absorção de nutrientes pelo organismo, gerando um quadro clínico denominado síndrome da má absorção .

A infecção normalmente se dissemina por meio da ingestão de água contaminada (às vezes, de poços ou fontes não convencionais de água encontradas em caminhadas ou acampamentos) ou, menos comumente, por meio de contato pessoal (como em creches).

Outro parasita intestinal, chamado Cryptosporidium parvum, provoca diarreia líquida, ocasionalmente acompanhada por cólica abdominal, náusea e vômito.

A infecção resultante, denominada criptosporidíase , geralmente é leve em pessoas saudáveis de modo geral, mas pode ser grave e mesmo fatal em pessoas com enfraquecimento do sistema imunológico, ela geralmente é adquirida pela ingestão de água contaminada.

Outros parasitas que podem causar sintomas semelhantes aos da criptosporidíase incluem Cyclospora cayetanensis e, em pessoas com sistema imunológico comprometido, Cystoisospora belli e um conjunto de organismos denominados microsporídeos.

A Entamoeba histolytica causa amebíase , uma infecção que atinge o intestino grosso e, ocasionalmente, o fígado e outros órgãos.

Gastroenterite química

A gastroenterite pode ser causada pela ingestão de toxinas químicas ( Considerações gerais sobre a intoxicação alimentar ). Essas toxinas geralmente são produzidas por fungos, como cogumelos tóxicos, ou por alguns tipos de frutos do mar exóticos e, por isso, não se tratam do produto de uma infecção.

A gastroenterite decorrente de toxicidade química também pode ocorrer após a ingestão de água ou alimentos contaminados por substâncias químicas como, por exemplo, arsênio, chumbo , mercúrio ou cádmio.

A intoxicação por metais pesados frequentemente causa náusea, vômito, dor abdominal e diarreia. A ingestão constante de alimentos ácidos, como frutas cítricas e tomate, provoca gastroenterite em algumas pessoas.

Os Sintomas

O tipo e a gravidade dos sintomas dependem do tipo e da quantidade de toxina ou micro-organismo ingerida. Os sintomas também variam conforme a resistência da pessoa.

Os sintomas geralmente começam repentinamente – às vezes, de forma dramática – com perda de apetite, náusea ou vômito.

Podem surgir ruídos intestinais audíveis e cólica abdominal. A diarreia é o sintoma mais frequente e pode ser acompanhada de sangue e muco visíveis.

As alças intestinais podem ficar inchadas (distendidas) com gás e tornar-se doloridas. A pessoa pode apresentar febre, mal-estar geral, dores musculares e sensação de cansaço extremo.

Gastroenterite causada por vírus

  • Os vírus causam diarreia líquida. As fezes raramente contêm muco ou sangue.
  • O rotavírus pode durar cinco a sete dias em bebês e crianças pequenas. A maioria das crianças tem vômitos e algumas têm febre.
  • A infecção por norovírus causa mais vômitos que diarreia, e dura apenas um a dois dias.
  • O adenovírus causa vômitos leves por um a dois dias após o início da diarreia. A diarreia pode durar uma a duas semanas.
  • Os sintomas do astrovírus são parecidos com os de uma infecção por rotavírus leve.

Gastroenterite causada por bactérias

A presença de bactérias provavelmente causará febre e pode causar diarreia sanguinolenta ou líquida. Algumas bactérias também causam vômito.

Gastroenterite causada por parasitas

Os parasitas normalmente causam diarreia que pode durar bastante tempo ou pode causar diarreia que aparece e desaparece. Em geral, a diarreia não é sanguinolenta. A pessoa pode se sentir muito cansada e perder peso caso ela tenha diarreia de longa duração causada por uma infecção parasítica.

Complicações

Vômito e diarreia graves podem causar desidratação grave. Os sintomas de desidratação incluem fraqueza, diminuição da frequência urinária, boca seca e, em bebês, ausência de lágrimas quando choram.

Vômito ou diarreia em excesso pode dar origem a problemas de eletrólitos como, por exemplo, baixa concentração de potássio no sangue (hipocalemia) e desidratação , que pode causar pressão arterial baixa e frequência cardíaca acelerada.

Também é possível o desenvolvimento de níveis baixos de sódio no sangue (hiponatremia), sobretudo se a pessoa repuser os líquidos perdidos através da ingestão de bebidas com pouca ou nenhuma quantidade de sódio como, por exemplo, água e chás.

Desequilíbrios eletrolíticos são potencialmente graves, particularmente em jovens, idosos e pessoas com doenças crônicas. Choque e insuficiência renal podem ocorrer em casos graves.

Prevenção

A melhor forma de evitar a gastroenterite é através do cumprimento de medidas de higiene. É essencial lavar sempre as mãos depois de ir à casa de banho, antes de manusear alimentos e depois de se tratar do jardim ou de lidar com animais de estimação.

Não se devem partilhar toalhas de uma pessoa que tenha gastroenterite e as casas de banho que essa pessoa utilizar devem ser lavadas regularmente. Os doentes com gastroenterite não devem ir à escola ou ao trabalho até pelo menos 48 horas depois da última diarreia ou vômito, para evitar infectar outras pessoas.

Referências:

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Intestino Neurogênico

O Intestino Neurogênico é a perda da sensação de necessidade de evacuação ou inabilidade para distinguir presença das fezes no reto.

Ocorre devido ao bloqueio das mensagens enviadas do aparelho digestivo para o cérebro e deste de volta ao aparelho digestivo através da medula espinal.

Entendendo melhor, a Lesão Medular (LM) provoca alterações no controle do intestino. Lesões em nível mais alto há tendência à constipação pela inatividade da parede intestinal, nas lesões baixas há incontinência (eliminação acidental de fezes).

Os indivíduos com intestino neurogênico podem apresentar fases alternadas de constipação e incontinência fecal, antes de realizarem o treinamento para regulação intestinal. Tal ocorrência ocasiona problemas físicos e psicológicos a esses indivíduos.

As Causas

A causa mais comum do intestino neurogênico é a lesão da medula espinhal, embora também possa resultar de outros distúrbios neurogênicos, tais como espinha bífida, esclerose múltipla, mal de Parkinson ou diabetes mellitus. O efeito sobre a função intestinal depende da localização da lesão medular.

Tipos de Intestino Neurogênico

Defecção reflexa

A defecção reflexa ocorre quando o intestino se abre em resposta a um reflexo, quando o reto fica cheio. O intestino pode esvaziar-se a qualquer momento, já que a pessoa pode ter perdido a capacidade de sentir quando o intestino está cheio. Isso pode causar acidentes e vazamento intestinais.

Intestino flácido

O intestino flácido ocorre quando o músculo do esfíncter anal – o músculo que normalmente mantém o anus fechado – relaxa e permanece aberto. Isso geralmente provoca o esvaziamento acidental do intestino.

O intestino neurogênico também está associado a um trânsito intestinal lento e, portanto, pessoas com intestino neurogênico correm alto risco de sofrerem de constipação.

Se o paciente apresentar intestino neurogênico, será importante encontrar uma rotina confiável de tratamento do intestino para evitar esvaziamento acidental, constipação e impacção.

Programa de Reabilitação Intestinal

O indivíduo com LM deve ser inserido em programa de reabilitação intestinal, a fim de obter o padrão de funcionamento intestinal, garantindo a frequência das eliminações intestinais de, no mínimo, três vezes por semana e o restabelecimento do controle da evacuação, com a realização das manobras de esvaziamento intestinal em horários regulares, a fim de diminuir a incontinência e prevenir as complicações decorrentes da impactação fecal.

Consequentemente, a reabilitação intestinal resultará na melhora da qualidade de vida e participação na sociedade.

Os profissionais de saúde que atuam no contexto da reabilitação devem ter como metas a educação em saúde e o preparo dos indivíduos com LM e seus familiares, visando à segurança e qualidade da assistência prestada.

Para continuidade do cuidado, principalmente em domicílio, é fundamental o preparo do indivíduo/família para promoção do autocuidado.

Para ver um exemplo de uma Cartilha sobre a Reabilitação Intestinal, acesse esse link.

Referências:

  1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. (Série E, Legislação em Saúde)
  2.  Furlan MLS, Caliri MHL, Defino HL. Intestino neurogênico: guia prático para pessoas com lesão medular, Parte I. 

A Anastomose

Anastomose
Anastomose

anastomose corresponde a uma conexão entre duas partes do corpo humano. A mais frequente das anastomoses é a de vasos sanguíneos que se ligam naturalmente para formar novas vias de circulação sanguínea quando uma veia é rompida, e também em procedimentos de remoção de câncer gastrointestinais.

Um exemplo, o polígono de Willis no cérebro é um sistema de anastomoses que permite uma melhor circulação do sangue. Já A colostomia, anastomose de origem cirúrgica, corresponde à ligação do cólon ao abdômen.

A Anastomose Gastrointestinal

Constitui à uma comunicação natural ou artificial entre duas estruturas tubulares, com luz no interior, sendo muito indicado para Estenoses e atresias congênitas do trato digestivo, lesões traumáticas do trato digestivo, ressecção de lesões benignas ou malignas, estenoses do intestino devido a processos inflamatórios ou ulcerosos, isquemia ou necrose do intestino, e a ressecção de fístulas.

Quais são os tipos de Anastomoses Intestinais?

Podendo ser:

  1. União de vísceras semelhantes: anastomose jejuno-jejunal;
  2. União de vísceras distintas: a íleo-cólica;
  3. União de víscera com outra estrutura tubular: hepaticojejunostomias, pancreaticojejunostomias e ureterosigmoideostomia.

A Anastomose Arteriovenosa

Temos um exemplo bastante comum, como uma fístula arteriovenosa (FAV), onde é muito utilizado em procedimentos de hemodiálise.  Esta anastomose ocorre uma  ligação direta entre uma veia e uma artéria periférica de pequeno calibre. Geralmente é confeccionada nos membros superiores, de preferência no antebraço não dominante – esquerdo nos indivíduos destros e direito nos canhotos.

Habitualmente é confeccionada utilizando a artéria radial, já que esta não é a artéria dominante em termos de irrigação da mão ( a dominante é a artéria cubital ).

Quanto mais distal for confeccionada melhor, isto para que um maior número de veias se possa desenvolver, oferecendo assim inúmeros locais de punção. Normalmente as fistulas do cotovelo desenvolvem uma rede vascular muito restrita e podem dificultar a circulação da mão.