Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES)

Lúpus

Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença inflamatória crônica de caráter autoimune, pois apresenta a produção de vários autos anticorpos devido a uma disfunção do sistema imune. De acordo com o local do envolvimento do seu processo inflamatório, pode se apresentar com diversos sinais e sintomas, o que pode dificultar o seu diagnóstico nas fases iniciais da doença. Por isso, infelizmente, ainda hoje existe o falso conceito de que a doença é intratável.

O LES acomete aproximadamente uma em cada 1000 pessoas da raça branca e uma em cada 250 pessoas negras, sendo muito mais frequente no sexo feminino, com proporção de 10 mulheres para cada 1 homem. A doença se inicia principalmente entre a segunda e terceira década de vida, embora possa aparecer em crianças e idosos.

Cerca de 10 a 20 % dos pacientes com LES apresentam algum familiar com quadro reumatológico ou de doença autoimune (tireoide, hepática), o que mostra o componente genético no aparecimento da doença. Existe também a participação de hormônios, pois o LES é frequente na população fértil feminina, aparecendo durante ou após o parto. Além disso, é bem demonstrado que a exposição a luz solar pode facilitar o aparecimento ou piorar a doença.

No sentido de facilitar o seu diagnóstico, foram propostos critérios para a definição da doença, onde é necessário ter 4 ou mais destes critérios para definir que um paciente tem lúpus eritematoso sistêmico. No seu início a doença acomete com maior frequência a articulação e a pele (“rash” malar = lesão avermelhada que acomete as bochechas e dorso do nariz de forma simétrica), e de forma mais grave, o rim e o sistema nervoso. Como qualquer outra doença, quanto antes for feito o seu diagnóstico melhor o seu tratamento e sua evolução.

CRITÉRIOS REVISADOS PARA A CLASSIFICAÇÃO DE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO (1982)  

  1. RASH MALAR 
  2. LESÃO DISCÓIDE 
  3. FOTOSSENSIBILIDADE
  4. ÚLCERAS ORAIS
  5. ARTRITE 
    Não erosiva de 2 ou mais articulações
  6. SEROSITE 
    Pleurite
    Pericardite
  7. RENAL 
    Proteinúria maior que 0,5 g / d
    Cilindros
  8. NEUROLÓGICO 
    Convulsão
    Psicose
  9. HEMATOLÓGICO
    Anemia hemolítica
    Leucopenia menor que 4.000 / mm3
    Linfopenia menor que 1.500 / mm3
    Plaquetopenia menor que 100.000 / mm3
  10. ALTERAÇÕES IMUNOLÓGICAS 
    Anticorpos Anti-DNA
    Anticorpos Anti-Sm
    Anticorpos Antifosfolípides
  11. ANTICORPOS ANTI-NUCLEARES (FAN)
    Arthritis Rheum (1997)

Quais são os sintomas da doença?

Os sintomas do LES são diversos e tipicamente variam em intensidade de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença. É muito comum que a pessoa apresente manifestações gerais como cansaço, desânimo, febre baixa (mas raramente, pode ser alta), emagrecimento e perda de apetite. As manifestações podem ocorrer devido à inflamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células. Esses sintomas podem surgir isoladamente, ou em conjunto e podem ocorrer ao mesmo tempo ou de forma sequencial. Crianças, adolescentes ou mesmo adultos podem apresentar inchação dos gânglios (ínguas), que geralmente é acompanhada por febre e pode ser confundida com os sintomas de infecções como a rubéola ou mononucleose.

As manifestações clínicas mais frequentes são:

a) Lesões de pele: ocorrem em cerca de 80% dos casos, ao longo da evolução da doença. As lesões mais características são manchas avermelhadas nas maçãs do rosto e dorso do nariz, denominadas lesões em asa de borboleta (a distribuição no rosto lembra uma borboleta) e que não deixam cicatriz. As lesões discoides, que também ocorrem mais frequentemente em áreas expostas à luz, são bem delimitadas e podem deixar cicatrizes com atrofia e alterações na cor da pele. Na pele também pode ocorrer vasculite (inflamação de pequenos vasos), causando manchas vermelhas ou vinhosas, dolorosas em pontas dos dedos das mãos ou dos pés. Outra manifestação muito característica no LES é o que se chama de fotossensibilidade, que nada mais é do que o desenvolvimento de uma sensibilidade desproporcional à luz solar. Neste caso, com apenas um pouco de exposição à claridade ou ao sol, podem surgir tanto manchas na pele como sintomas gerais (cansaço) ou febre. A queda de cabelos é muito frequente, mas ocorre tipicamente nas fases de atividade da doença e na maioria das pessoas, o cabelo volta a crescer normalmente com o tratamento.

b) Articulares: a dor com ou sem inchaço nas juntas ocorre, em algum momento, em mais de 90% das pessoas com LES e envolve principalmente nas juntas das mãos, punhos, joelhos e pés, tendem a ser bastante dolorosas e ocorrem de forma intermitente, com períodos de melhora e piora. Às vezes também surgem como tendinites.

c) A inflamação das membranas que recobrem o pulmão (pleuris) e coração (pericardite) são relativamente comuns, podendo ser leves e assintomáticas, ou, se manifestar como dor no peito. Caracteristicamente no caso da pleuris, a dor ocorre ao respirar, podendo causar também tosse seca e falta de ar. Na pericardite, além da dor no peito, pode haver palpitações e falta de ar.

d) Inflamação nos rins (nefrite): é uma das que mais preocupam e ocorrem em cerca de 50% das pessoas com LES. No início pode não haver qualquer sintoma, apenas alterações nos exames de sangue e/ou urina. Nas formas mais graves, surge pressão alta, inchaço nas pernas, a urina fica espumosa, podendo haver diminuição da quantidade de urina. Quando não tratada rapidamente e adequadamente o rim deixa de funcionar (insuficiência renal) e o paciente pode precisar fazer diálise ou transplante renal.

e) Alterações neuropsiquiátricas: essas manifestações são menos frequentes, mas podem causar convulsões, alterações de humor ou comportamento (psicoses), depressão e alterações dos nervos periféricos e da medula espinhal.

f) Sangue: as alterações nas células do sangue são devido aos anticorpos contra estas células, causando sua destruição. Assim, se os anticorpos forem contra os glóbulos vermelhos (hemácias) vai causar anemia, contra os glóbulos brancos vai causar diminuição de células brancas (leucopenia ou linfopenia) e se forem contra as plaquetas causará diminuição de plaquetas (plaquetopenia). Os sintomas causados pelas alterações nas células do sangue são muito variáveis. A anemia pode causar palidez da pele e mucosas e cansaço e a plaquetopenia poderá causar aumento do sangramento menstrual, hematomas e sangramento gengival. Geralmente a diminuição dos glóbulos brancos é assintomática.

Como o diagnóstico é feito?

O diagnóstico é feito através do reconhecimento pelo médico de um ou mais dos sintomas acima. Ao mesmo tempo, como algumas alterações nos exames de sangue e urina são muito características, eles também são habitualmente utilizados para a definição final do diagnóstico. Exames comuns de sangue e urina são úteis não só para o diagnóstico da doença, mas também são muito importantes para definir se há atividade do LES. Embora não exista um exame que seja exclusivo do LES (100% específico), a presença do exame chamado FAN (fator ou anticorpo antinuclear), principalmente com títulos elevados, em uma pessoa com sinais e sintomas característicos de LES, permite o diagnóstico com muita certeza. Outros testes laboratoriais como os anticorpos anti-Sm e anti-DNA são muito específicos, mas ocorrem em apenas 40% a 50% das pessoas com LES. Ao mesmo tempo, alguns exames de sangue e/ou de urina podem ser solicitados para auxiliar não no diagnóstico do LES, mas para identificar se há ou não sinais de atividade da doença. Existem critérios desenvolvidos pelo Colégio Americano de Reumatologia, que podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico do LES, mas não é obrigatório que a pessoa com LES seja enquadrada nesses critérios para que o diagnóstico de LES seja feito e que o tratamento seja iniciado.

A Assistência de Enfermagem com o paciente portador de LES

Prescrição: realizar um exame clínico e uma avaliação laboratorial periódicos.

Justificativa: uma avaliação minuciosa ajuda a detectar os sintomas precoces dos efeitos colaterais dos medicamentos.

Resultados esperados: realiza os procedimentos de monitoramento e apresenta efeitos colaterais mínimos.

Prescrição: instruir na autoadministração correta, efeitos colaterais e importância do monitoramento.

Justificativa: o paciente precisa de informação acurada sobre os medicamentos e seus efeitos colaterais potenciais para evitá-los ou tratá-los.

Resultados esperados: toma a medicação conforme prescrito, e cita os efeitos colaterais potenciais.

Prescrição: aconselhar sobre os métodos para reduzir os efeitos colaterais e tratar os sintomas.

Justificativa: a identificação apropriada e a intervenção precoce podem reduzir as complicações.

Resultados esperados: identifica as estratégias para reduzir ou tratar os efeitos colaterais.

Prescrição: administrar os medicamentos em doses modificadas, conforme prescrição, se ocorrerem complicações.

Justificativa: as modificações podem ajudar a reduzir os efeitos colaterais ou outras complicações.

Resultados esperados: relata que os efeitos colaterais ou as complicações diminuíram.

Os diagnósticos de enfermagem mais comuns incluem fadiga, integridade da pele prejudicada, distúrbio da imagem corporal e déficit de conhecimento sobre as decisões de auto tratamento. Como a exposição ao sol e a luz ultravioleta pode aumentar a atividade da doença ou provocar uma exacerbação, os pacientes são orientados a evitar a exposição ou a proteger-se com filtro solar e roupas.

A enfermagem instrui o paciente sobre a importância de continuar os medicamentos prescritos e aborda as alterações e os efeitos colaterais potenciais que tendem a ocorrer com o seu uso. O paciente é lembrado da importância do monitoramento, devido ao risco aumentado de comprometimento sistêmico, incluindo efeitos renais e cardiovasculares.

Brunner & Suddarth, tratado de enfermagem médico-cirurgica, 12º edição, p. 1560.

 

Lupus Eritematoso Sistémico

Lupus

El Lupus Eritematoso Sistémico (LES) es una enfermedad inflamatoria crónica de carácter autoinmune, pues presenta la producción de varios autoanticuerpos debido a una disfunción del sistema inmune. De acuerdo con el lugar de la implicación de su proceso inflamatorio, puede presentarse con diversos signos y síntomas, lo que puede dificultar su diagnóstico en las fases iniciales de la enfermedad. Por eso, desgraciadamente, aún hoy existe el falso concepto de que la enfermedad es intratable.

El LES acomete aproximadamente una de cada 1.000 personas de la raza blanca y una de cada 250 personas negras, siendo mucho más frecuente en el sexo femenino, con una proporción de 10 mujeres por cada 1 hombre. La enfermedad se inicia principalmente entre la segunda y tercera década de vida, aunque puede aparecer en niños y ancianos.

Alrededor de 10 a 20% de los pacientes con LES presentan algún familiar con cuadro reumatológico o de enfermedad autoinmune (tiroides, hepática), lo que muestra el componente genético en la aparición de la enfermedad. También existe la participación de hormonas, pues el LES es frecuente en la población fértil femenina, apareciendo durante o después del parto. Además, se ha demostrado que la exposición a la luz solar puede facilitar la aparición o empeorar la enfermedad.

En el sentido de facilitar su diagnóstico, se propusieron criterios para la definición de la enfermedad, donde es necesario tener 4 o más de estos criterios para definir que un paciente tiene lupus eritematoso sistémico. En su inicio la enfermedad acomete con mayor frecuencia la articulación y la piel (“rash” malar = lesión rojiza que acomete las mejillas y dorso de la nariz de forma simétrica), y de forma más grave, el riñón y el sistema nervioso. Como cualquier otra enfermedad, cuanto antes se haga su diagnóstico mejor su tratamiento y su evolución.

CRITERIOS REVISADOS PARA LA CLASIFICACIÓN DE LÚPUS ERITEMATOSO SISTÉMICO

1. RASH MALAR;

2. LESIÓN DISCÓIDAL;

3. FOTOSENSIBILIDAD;

4. ÚLCERAS ORALES;

5. ARTRITIS;

  • No erosiva de 2 o más articulaciones.

6. SEROSITIS;

  • Pleuresía.
  • Pericarditis.

7. RENAL;

  • Proteinuria mayor que 0,5 g / d.
  • Cilindros.

8. NEUROLÓGICA;

  • Convulsión.
  • Psicosis.

9. HEMATOLÓGICA

  • Anemia hemolítica.
  • Leucopenia inferior a 4.000 / mm3.
  • Linfopenia menor que 1.500 / mm3.
  • Trombocitopenia menor de 100.000 / mm3.

10. ALTERACIONES INMUNOLÓGICAS

  • Anticuerpos anti-DNA.
  • Anticuerpos anti-SM.
  • Anticuerpos Antifosfolípidos.

11. ANTICUERPOS ANTI-NUCLEARES (FAN)

  • Arthritis Rheum (1997).

¿Cuáles son los síntomas de la enfermedad?

Los síntomas del LES son diversos y típicamente varían en intensidad de acuerdo con la fase de actividad o remisión de la enfermedad. Es muy común que la persona presente manifestaciones generales como cansancio, desánimo, fiebre baja (pero raramente, puede ser alta), adelgazamiento y pérdida de apetito. Las manifestaciones pueden ocurrir debido a la inflamación en la piel, las articulaciones (juntas), los riñones, los nervios, el cerebro y las membranas que recubren el pulmón (pleura) y el corazón (pericardio). Otras manifestaciones pueden ocurrir debido a la disminución de las células de la sangre (glóbulos rojos y blancos), debido a anticuerpos contra esas células. Estos síntomas pueden aparecer aisladamente, o en conjunto y pueden ocurrir al mismo tiempo o de forma secuencial. Los niños, adolescentes o incluso adultos pueden presentar hinchazón de los ganglios, que generalmente se acompañan de fiebre y pueden confundirse con los síntomas de infecciones como la rubéola o la mononucleosis.

Las manifestaciones clínicas más frecuentes son:

a) Lesiones de la piel: ocurren en alrededor del 80% de los casos, a lo largo de la evolución de la enfermedad. Las lesiones más características son manchas rojizas en las mejillas de la cara y dorso de la nariz, denominadas lesiones en ala de mariposa (la distribución en la cara recuerda a una mariposa) y que no dejan cicatriz. Las lesiones discóides, que también ocurren más frecuentemente en áreas expuestas a la luz, están bien delimitadas y pueden dejar cicatrices con atrofia y cambios en el color de la piel. En la piel también puede ocurrir vasculitis (inflamación de pequeños vasos), causando manchas rojas o vinos, dolorosas en puntas de los dedos de las manos o de los pies. Otra manifestación muy característica en el LES es lo que se llama fotosensibilidad, que no es más que el desarrollo de una sensibilidad desproporcional a la luz solar. En este caso, con apenas un poco de exposición a la claridad o al sol, pueden aparecer tanto manchas en la piel como síntomas generales (cansancio) o fiebre. La caída del cabello es muy frecuente pero ocurre típicamente en las fases de actividad de la enfermedad y en la mayoría de las personas, el pelo vuelve a crecer normalmente con el tratamiento.

b) Articulares: el dolor con o sin hinchazón en las juntas ocurre, en algún momento, en más del 90% de las personas con LES e involucra principalmente en las juntas de las manos, puños, rodillas y pies, tienden a ser bastante dolorosas y ocurren de forma intermitente, con períodos de mejora y empeoramiento. A veces también surgen como tendinitis.

c) La inflamación de las membranas que recubren el pulmón (pleures) y el corazón (pericarditis) son relativamente comunes, pudiendo ser leves y asintomáticas, o, si se manifiesta como dolor en el pecho. Característicamente en el caso de la pleures, el dolor ocurre al respirar, pudiendo causar tos seca y falta de aire. En la pericarditis, además del dolor en el pecho, puede haber palpitaciones y falta de aire.

d) Inflamación en los riñones (nefritis): es una de las que más preocupan y ocurren en cerca del 50% de las personas con LES. Al principio puede que no haya ningún síntoma, sólo cambios en los exámenes de sangre y / o orina. En las formas más graves, aparece presión alta, hinchazón en las piernas, la orina queda espumosa, pudiendo haber disminución de la cantidad de orina. Cuando no se trata rápidamente y adecuadamente el riñón deja de funcionar (insuficiencia renal) y el paciente puede necesitar hacer diálisis o trasplante renal.

e) Alteraciones neurosiquiátrico: estas manifestaciones son menos frecuentes, pero pueden causar convulsiones, cambios de humor o comportamiento (psicosis), depresión y alteraciones de los nervios periféricos y de la médula espinal.

f) Sangre: los cambios en las células de la sangre se deben a los anticuerpos contra estas células, causando su destrucción. Por lo tanto, si los anticuerpos contra los glóbulos rojos (hematíes) va a causar anemia, contra los glóbulos blancos causará disminución de las células blancas (leucopenia o linfopenia) y si se contra las plaquetas causará disminución de las plaquetas (trombocitopenia). Los síntomas causados ​​por los cambios en las células de la sangre son muy variables. La anemia puede causar palidez de la piel y mucosas y cansancio y la trombocitopenia puede causar un aumento del sangrado menstrual, hematomas y sangrado gingival. Generalmente la disminución de los glóbulos blancos es asintomática.

¿Cómo se realiza el diagnóstico?

El diagnóstico se realiza mediante el reconocimiento por el médico de uno o más de los síntomas anteriores. Al mismo tiempo, como algunos cambios en los exámenes de sangre y orina son muy características, también se utilizan habitualmente para la definición final del diagnóstico. Los exámenes comunes de sangre y orina son útiles no sólo para el diagnóstico de la enfermedad, pero también son muy importantes para definir si hay actividad del LES. Aunque no existe un examen que sea exclusivo del LES (100% específico), la presencia del examen llamado FAN (factor o anticuerpo antinuclear), principalmente con títulos elevados, en una persona con signos y síntomas característicos de LES, permite el diagnóstico con mucha seguro. Otras pruebas de laboratorio como los anticuerpos anti-Sm y anti-DNA son muy específicos, pero ocurren en apenas 40% a 50% de las personas con LES. Al mismo tiempo, algunos exámenes de sangre y / o de orina pueden ser solicitados para auxiliar no en el diagnóstico del LES, pero para identificar si hay o no signos de actividad de la enfermedad. Existen criterios desarrollados por el Colegio Americano de Reumatología, que pueden ser útiles para auxiliar en el diagnóstico del LES, pero no es obligatorio que la persona con LES sea encuadrada en esos criterios para que el diagnóstico de LES sea hecho y que el tratamiento sea iniciado.

La asistencia de enfermería con el paciente portador de LES

  • Prescripción: realizar un examen clínico y una evaluación de laboratorio periódica.
  • Justificación: una evaluación minuciosa ayuda a detectar los síntomas tempranos de los efectos colaterales de los medicamentos.
  • Resultados esperados: realiza los procedimientos de monitoreo y presenta efectos secundarios mínimos.
  • Prescripción: instruir en la auto administración correcta, efectos colaterales e importancia del monitoreo.
  • Justificación: el paciente necesita información precisa sobre los medicamentos y sus efectos colaterales potenciales para evitarlos o tratarlos.
  • Resultados esperados: toma la medicación según prescripción, y cita los efectos colaterales potenciales.
  • Prescripción: aconsejar sobre los métodos para reducir los efectos colaterales y tratar los síntomas.
  • Justificación: La identificación apropiada y la intervención temprana pueden reducir las complicaciones.
  • Resultados esperados: identifica las estrategias para reducir o tratar los efectos colaterales.
  • Prescripción: administrar los medicamentos a dosis modificadas, según prescripción, si ocurren complicaciones.
  • Justificación: las modificaciones pueden ayudar a reducir los efectos colaterales u otras complicaciones.
  • Resultados esperados: relata que los efectos colaterales o las complicaciones disminuyeron.

Los diagnósticos de enfermería más comunes incluyen fatiga, integridad de la piel perjudicada, trastorno de la imagen corporal y déficit de conocimiento sobre las decisiones de auto tratamiento. Como la exposición al sol y la luz ultravioleta puede aumentar la actividad de la enfermedad o provocar una exacerbación, los pacientes están orientados a evitar la exposición oa protegerse con filtro solar y ropa.

La enfermería instruye al paciente sobre la importancia de continuar los medicamentos prescritos y aborda los cambios y los efectos colaterales potenciales que tienden a ocurrir con su uso. El paciente es recordado de la importancia del monitoreo, debido al riesgo aumentado de compromiso sistémico, incluyendo efectos renales y cardiovasculares.

Referencia: Brunner & Suddarth, tratado de enfermagem médico-cirurgica, 12º edição, p. 1560.