Revascularização do Miocárdio

A cirurgia de Revascularização do Miocárdio (REVASC.), popularmente chamada de cirurgia de ponte de safena, consiste em criar novos caminhos (pontes) para o sangue que irriga o coração.

Estas pontes são anastomosadas (ou costuradas, popularmente falando) na aorta e nas coronárias adiante da lesão, ultrapassando o ponto obstruído. Assim, levam o sangue e o oxigênio para as regiões que antes estavam prejudicadas.

Do que são feitas as pontes?

As pontes utilizadas na Cirurgia de Revascularização do Miocárdio podem ser feitas com diferentes tipos de enxertos. Hoje, a técnica mais difundida (e que é considerada a melhor conduta) é a utilização, sempre que possível, de enxertos arteriais.

As veias safenas, que dão o nome popular ao procedimento, também podem ser utilizadas. No entanto, as recomendações mais modernas indicam a combinação do maior número possível de enxertos arteriais, complementados pelas veias safenas, quando necessário.

Cabe ao médico decidir qual o melhor enxerto para cada caso. A remoção das artérias ou das veias que serão utilizadas na cirurgia de revascularização do miocárdio é minuciosamente estudada. Assim, não prejudica a irrigação sanguínea da região do corpo onde estavam localizadas.

Riscos

A Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (ponte de safena) vem sendo realizada no mundo todo com muita segurança. E, mais importante do que os riscos do procedimento cirúrgico em si,  são os riscos da doença, caso ela não seja tratada.

O paciente deve analisar o risco do procedimento, que é de 1,5% à 1,7%, e comparar com o risco de permanecer sem o tratamento. Normalmente, quando uma pessoa é indicada para a cirurgia de revascularização do miocárdio, essa diferença é enorme. Os riscos de não realizar a cirurgia tendem a ser muito maiores do que os riscos de realizá-la.

Nesta análise, deve ser considerado também que a doença coronariana, em muitos casos, está associada ao risco de morte súbita. Esta, como o próprio nome classifica, não necessita de sintoma prévio.

Os pacientes também costumam associar o risco cirúrgico ao tempo de duração da cirurgia e ao número de pontes realizadas. Este é um conceito incorreto.

Indicações para a Cirurgia

A indicação da Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (ponte de safena) passa pela avaliação rigorosa do estado de saúde do paciente. No geral, ela acontece quando os médicos identificam a falência do tratamento clínico ou que o tratamento clínico requer uma intervenção complementar.

Em alguns casos, a doença coronariana pode apresentar características em que o tratamento cirúrgico é o mais indicado. É o caso, por exemplo, de pacientes com doença coronariana avançada, no qual a revascularização do miocárdio é a opção mais indicada.

Cuidados de enfermagem no pós-operatório da cirurgia cardíaca

A tarefa de cuidar de pacientes após cirurgia cardíaca é uma atividade distribuída entre todos os membros da equipe de saúde, porém a equipe de enfermagem, por representar um contingente expressivo nesse contexto, merece atenção. As atividades desenvolvidas por essa equipe vão desde a coleta de informações sobre o paciente que ainda permanece na sala de cirurgia, o preparo da unidade de recuperação para admissão desse paciente até a assistência propriamente dita. Na admissão do paciente na unidade pós-operatória de cirurgia cardíaca, os procedimentos e o monitoramento minucioso levam o enfermeiro a colocar em prática o seu conhecimento técnico-científico (Cruz & Lopes, 2014).

O enfermeiro organiza a unidade e dimensiona a equipe de enfermagem, ações estas que aprimoram o desempenho na admissão e propiciam estrutura adequada para que a admissão aconteça com segurança, pois mesmo que a cirurgia tenha ocorrido com sucesso, o cuidado pós-operatório é determinante para o prognóstico. Além disso, as prioridades do paciente poderão variar de acordo com o período do pós-operatório, ou seja, imediato, mediato ou tardio. O cuidado nesses cenários contemplam as necessidades de cuidados específicos e indispensáveis diante da complexidade que envolve o paciente (Estefano, 2009).

Enfermeiros que atuam nesse cenário identificam como cuidados de enfermagem aqueles referentes à manutenção do débito cardíaco, da integridade tecidual, do equilíbrio hidroeletrolítico e da oxigenação. Para cada um desses itens, temos cuidados específicos, tais como: monitorização cardíaca; balanço hídrico; administração de hemoderivados; mudanças de decúbito; uso de curativos protetores; avaliar as condições da pele; observar necessidade de reposição hídrica; coletar e avaliar exames laboratoriais; oferecer oxigenoterapia conforme necessidade, e outros. Destacam-se também como cuidados relacionados à prevenção e controle de infecção, da dor e apoio psicológico, como: realizar lavagem das mãos, usar equipamentos de proteção individual, observar sinais de infecção em dispositivos invasivos, observar fácies de dor, administrar medicamentos, suporte religioso e outros (Haddad et al., 2015).

O paciente submetido à cirurgia cardíaca apresenta dependência da ventilação mecânica no período pós-operatório imediato, ou seja, em torno de 24 horas após a cirurgia, apresentando-se como o período mais crítico, exigindo maior observação da equipe multidisciplinar envolvida nos cuidados (Pivoto et al., 2016).

Na equipe de enfermagem, o enfermeiro deve acompanhar os procedimentos essenciais, como banho no leito, de forma criteriosa e coerente. O banho do paciente propicia à equipe de enfermagem avaliar a pele do mesmo e prescrever cuidados para a prevenção de feridas, como o uso de curativos profiláticos, que se mostraram eficientes na prevenção de úlceras por pressão em pacientes submetidos à cirurgia cardíaca (Freitas, 2009).

Outras intervenções foram citadas na literatura como fator para recuperação desses pacientes. Ouvir música aumenta os níveis de oxitocina e de relaxamento, proporcionando maior conforto durante a recuperação. A massagem terapêutica como intervenção para melhorar psicometria, fisiologia e a ocorrência de fibrilação atrial em adultos submetidos à cirurgia cardíaca pode trazer resultados benéficos, dependendo da frequência e foco anatômico da massagem terapêutica (Lira et al., 2012).

Outro aspecto que merece destaque na assistência a esses pacientes diz respeito ao risco de infecções. Uma forma de prevenir infecções por parte dos profissionais são ações simples como lavagem das mãos, uso adequado dos equipamentos de proteção individual e manutenção das técnicas assépticas, evitando-se reinternações desnecessárias (Duarte et al., 2012).

Nessa direção, assistir o paciente no pós-operatório de cirurgia cardíaca destina-se a uma assistência abrangente, não apenas pelo arsenal tecnológico de que se dispõe para a realização do cuidado de alta complexidade, mas também deve garantir um adequado ambiente físico e controle da dimensão física, além de dispensar atenção às necessidades psicoemocionais do paciente, de forma a contribuir para sua recuperação (Silva et al., 2013).

A disponibilidade do enfermeiro e sua equipe para estar ao lado do paciente e sua família, oferecendo suporte emocional e orientando-os, pode aliviar-lhes consideravelmente os anseios, o medo e as angústias causados pelo processo cirúrgico e hospitalização. Para realizar ações que promovam sentimentos positivos e formas educativas de amparo ao paciente, cabe ao enfermeiro, como responsável pela equipe de enfermagem, planejar uma assistência que o estimule a desafiar as situações que o afligem de modo a potencializar sua recuperação (Cruz & Lopes, 2014).

Vale destacar que o enfermeiro é o profissional responsável pelo gerenciamento da unidade e pelas ações dos demais membros de sua equipe e, nesse sentido, pensamos o quanto é crucial o seu papel para que o trabalho de toda a equipe de enfermagem aconteça, apoiando-se na sistematização da assistência de enfermagem como ferramenta que favorece a organização do serviço. A realização do processo de enfermagem é uma das atribuições do enfermeiro e consiste em cinco fases inter-relacionadas: histórico, diagnóstico, planejamento, implementação e avaliação. Diagnósticos de enfermagem foram identificados em pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca tais como: Padrão Respiratório Ineficaz, Comunicação Verbal Prejudicada, Integridade da Pele Prejudicada, Perfusão Tissular Ineficaz, Mobilidade Física Prejudicada, Déficit no Autocuidado para Banho-Higiene, Dor Aguda, Risco de Infecção e outros (Haddad et al., 2015).

Identificar diagnósticos de enfermagem contribuirá no planejamento e adequação dos cuidados de enfermagem necessários. A importância do processo de enfermagem na assistência prestada ao paciente permite formular um plano de cuidados de acordo com as necessidades individuais. Nesse contexto, o enfermeiro, bem como sua equipe, a partir do domínio técnico e científico, exerce funções de cuidado, controle e observação, considerando a complexidade da cirurgia, o que exige competências profissionais específicas. Após a avaliação do paciente, ocorre a formulação e execução de um plano de cuidados necessário e adequado para a recuperação do paciente. Gerenciando a dor (Galdeno & Rossi, 2012).

Outra ação de enfermagem que está presente no cuidado dispendido ao paciente submetido a cirurgia cardíaca está diretamente relacionada a dor. A maioria dos pacientes após a cirurgia cardíaca sofre de dor moderada a grave. Barreiras individuais e atitudes dos pacientes em relatar a dor podem resultar em seu manejo inadequado. Assim, tornam-se necessárias intervenções preventivas e/ou educativas inovadoras para o alívio da dor pós-operatória (Pivoto et al., 2016).

A capacitação da equipe de enfermagem por meio da utilização de uma ferramenta como a escala visual numérica, para detecção da queixa álgica em pacientes no pós-operatório de cirurgia cardíaca, possibilita mensurar adequadamente a dor e escolher qual o melhor e mais seguro entre os diferentes tipos de tratamentos existentes. A utilização de uma escala oferece alívio efetivo à dor de acordo com o julgamento apropriado, possibilitando a humanização do cuidado na medida em que é valorizada a subjetividade e a satisfação das necessidades do paciente (Keller, 2013).

O paciente submetido à cirurgia cardíaca demanda da equipe de saúde visão ampla acerca das suas necessidades fisiológicas e/ou psicossociais, com intuito de promover um cuidado integral, individualizado e humanizado. Um cuidado de enfermagem especializado, que deve ser planejado de forma individualizada, e a necessidade de os profissionais terem conhecimentos científicos e técnicos para sua atuação nesse contexto. Além disso, cuidados referentes à manutenção do débito cardíaco, da integridade tecidual, do equilíbrio hidroeletrolítico e da oxigenação são desenvolvidos pela equipe de enfermagem (Lira et al., 2012).

Cabe ainda a essa equipe assistir e acolher esse paciente emocionalmente, ação está necessária para desenvolver de fato uma assistência humanizada. O enfermeiro, ao utilizar o processo de enfermagem como ferramenta para a organização do cuidado, bem como a comunicação eficaz, contribui potencialmente para a segurança e diminuição de possíveis traumas cirúrgicos desses pacientes. Assim, competências devem ser desenvolvidas continuamente aos profissionais da equipe de enfermagem a fim de implementar ações de cuidado eficazes na prática diária de pacientes submetidos a cirurgia cardíaca (Gois & Dantas, 2014).

Referências:

  1. Taurino, I.J.M. 2019. Cirurgia cardíaca: refletindo sobre o cuidado de enfermagem no período pós-operatório. PubSaúde, 2, a014. DOI:https://dx.doi.org/10.31533/pubsaude2.a014;
  2. Cuidados de enfermagem ao paciente em pós operatório imediato de cirurgia de revascularização do miocárdio

O Ataque Cardíaco: Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

Ataque Cardíaco

O termo médico para ataque do coração mais conhecido é o Infarto do Miocárdio. Também pode ser chamado Enfarte do miocárdio, doença isquêmica do coração, obstrução das coronárias, crise cardíaca. No nosso meio, o termo mais usado é o infarto.

Mas o que é o Infarto do Miocárdio?

O infarto do miocárdio se dá quando o suprimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente. Isso acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente.

Com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, ele sofre uma injúria irreversível e, parando de funcionar, o que pode levar à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com conseqüências desde severas limitações da atividade física até a completa recuperação.

Há mais de 150 mil casos de IAM no Brasil. O infarto do miocárdio pode também acontecer em pessoas que têm as artérias coronárias normais. Isso acontece quando as coronárias apresentam um espasmo, contraindo-se violentamente e também produzindo um déficit parcial ou total de oferecimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado pelo vaso contraído.

Esse tipo de espasmo também pode acontecer em vasos já comprometidos pela ateroesclerose.

Quais são os fatores de risco?

  • Idade: Os homens com 45 anos ou mais e as mulheres com 55 anos ao mais têm alto risco.
  • Fumo: A exposição prolongada à fumaça de outras pessoas confere a você um alto risco de doença cardiovascular.
  • Altos níveis de colesterol: Se você tem altos níveis de triglicerídeos e baixo HDL (lipoproteína de alta densidade), é provável que você tenha um risco maior de ataque cardíaco.
  • Diabetes, principalmente se não é tratado.
  • Histórico familiar de ataque cardíaco: Se alguém na sua família tem histórico de ataque cardíaco, você também poderá tê-lo.
  • Estilo de vida sedentário: Não ser ativo fisicamente leva a níveis altos de colesterol ruim que podem causar a formação de placas.
  • Obesidade: Se você perder 10% do seu peso corporal, também reduzirá seu risco de ataque cardíaco.
  • Estresse: Pesquisadores alemães descobriram que assim que quando se tem estresse, os níveis de glóbulos brancos aumentam. Eles, por sua vez, aumentam o risco de desenvolver aterosclerose e ruptura de placas.
  • Uso de drogas ilícitas: O uso de cocaína ou anfetaminas pode causar espasmo arterial coronariano.
  • Histórico de pré-eclâmpsia: Se você teve pressão alta durante a gravidez, seu risco de ter ataque cardíaco é alto.
  • Histórico de doença autoimune, como artrite reumatoide ou lúpus.

Se você tem algum desses fatores de risco, sugiro que você visite seu médico para mantê-lo protegido contra ataques cardíacos ou qualquer doença cardiovascular.

Sinais e sintomas de um ataque cardíaco

Algumas pessoas podem ter sintomas leves ou nenhum sintoma de ataque cardíaco – isso é chamado de ataque cardíaco silencioso. Acontece principalmente nas pessoas com diabetes.

Para evitar a morte prematura relacionada a doenças cardíacas, observe outros sintomas comuns desse problema fatal:

  • Dor no peito ou desconforto: Esse é o sintoma mais comum quando se tem um ataque cardíaco. Algumas pessoas podem ter uma dor aguda repentina, enquanto outras podem ter só uma leve dor. Isso pode durar alguns minutos ou algumas horas.
  • Desconforto na parte superior do corpo: Você pode sentir dor ou desconforto nos braços, costas, ombros, pescoço, mandíbula ou na parte superior do estômago.
  • Falta de ar: Algumas pessoas podem ter somente esse sintoma, ou pode acontecer juntamente com a dor no peito.
  • Suor frio, náusea, vômitos e tontura repentina: Esses sintomas são mais comuns entre as mulheres.
  • Cansaço incomum: Você pode se sentir cansado por motivos desconhecidos e às vezes isso pode durar vários dias.

As pessoas mais velhas que têm um ou mais desses sintomas normalmente os ignoram, pensando que são apenais sinais de envelhecimento. No entanto, se você sente um ou mais desses sintomas, peça para alguém chamar uma ambulância imediatamente.

Como evitar um ataque cardíaco?

A maioria das doenças cardiovasculares pode ser prevenida. Recomendo estas práticas de estilo de vida para ajudá-lo a evitar um ataque cardíaco ou doença cardíaca:

  • Tenha uma alimentação saudável;
  • Faça exercícios regularmente;
  • Pare de fumar;
  • Evite o consumo de álcool;
  • Sente-se o menos possível;
  • Melhore seus níveis de vitamina D;
  • Experimente andar de pés descalços;
  • Libere-se do estresse.

Veja mais em:

 

A Progressão de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

Infarto Agudo do Miocárdio

O Infarto Agudo do Miocárdio é uma sequência contínua que estende de um estado normal para um infarto total:

A Isquemia: A falta de oxigenação nos tecidos, representado pelas depressões do segmento S-T, pela inversão da onda T, ou ambos.

A Lesão: Uma oclusão arterial com isquemia, que é representado pela elevação do segmento S-T.

O Infarto: Morte de um tecido, que é representado por uma onda Q patológica.

Uma dica importante: Uma vez que o infarto agudo termina sua sequência, o segmento S-T retorna à linha de base e a onda T torna-se perpendicular, mas a onda Q permanece anormal devido a formação da cicatriz.

El Ataque al Corazón: Infarto Agudo de Miocardio (IAM)

Infarto

El término médico para ataque del corazón más conocido es el Infarto del Miocardio. También puede ser llamado Enfriamiento del miocardio, enfermedad isquémica del corazón, obstrucción de las coronarias, crisis cardiaca. En nuestro medio, el término más usado es el infarto.

Pero, ¿qué es el infarto de miocardio?

El infarto de miocardio se da cuando el suministro de sangre a una parte del músculo cardíaco es reducido o cortado totalmente. Esto ocurre cuando una arteria coronaria está contraída u obstruida, parcial o totalmente.

Con la supresión total o parcial de la oferta de sangre al músculo cardíaco, sufre una injuria irreversible y, parando de funcionar, lo que puede llevar a la muerte súbita, muerte tardía o insuficiencia cardiaca con consecuencias desde severas limitaciones de la actividad física hasta la completa recuperación .

Hay más de 150 mil casos de IAM en Brasil. El infarto de miocardio también puede ocurrir en personas que tienen las arterias coronarias normales. Esto ocurre cuando las coronarias presentan un espasmo, contrayendo violentamente y también produciendo un déficit parcial o total de ofrecimiento de sangre al músculo cardíaco irrigado por el vaso contraído.

Este tipo de espasmo también puede ocurrir en vasos ya comprometidos por la aterosclerosis.

¿Cuáles son los factores de riesgo?

  • Edad: Los hombres de 45 años o más y las mujeres de 55 años más tienen un alto riesgo.
  • Humo: La exposición prolongada al humo de otras personas le confiere un alto riesgo de enfermedad cardiovascular.
  • Altos niveles de colesterol: Si usted tiene altos niveles de triglicéridos y bajo HDL (lipoproteína de alta densidad), es probable que tenga un mayor riesgo de ataque al corazón.
  • La diabetes, principalmente si no se trata.
  • Historia familiar de ataque al corazón: Si alguien en su familia tiene antecedentes de ataque al corazón, también puede tenerlo.
  • Estilo de vida sedentario: No ser activo físicamente lleva a niveles altos de colesterol malo que pueden causar la formación de placas.
  • Obesidad: Si pierde el 10% de su peso corporal, también reducirá su riesgo de ataque al corazón.
  • Estrés: Investigadores alemanes descubrieron que así que cuando se tiene estrés, los niveles de glóbulos blancos aumentan. Ellos, a su vez, aumentan el riesgo de desarrollar aterosclerosis y ruptura de placas.
  • Uso de drogas ilícitas: El uso de cocaína o anfetaminas puede causar espasmo arterial coronario.
  • Historial de preeclampsia: Si usted ha tenido una presión elevada durante el embarazo, su riesgo de sufrir un ataque al corazón es alto.
  • Historia de enfermedad autoinmune, como artritis reumatoide o lupus.

Si usted tiene alguno de estos factores de riesgo, le sugiero que visite a su médico para mantenerlo protegido contra ataques al corazón o cualquier enfermedad cardiovascular.

Signos y síntomas de un ataque al corazón

Algunas personas pueden tener síntomas leves o ningún síntoma de ataque al corazón – esto se llama un ataque al corazón silencioso. Esto ocurre principalmente en las personas con diabetes.

Para evitar la muerte prematura relacionada con enfermedades del corazón, observe otros síntomas comunes de este problema fatal:

  • Dolor en el pecho o malestar: Este es el síntoma más común cuando se tiene un ataque al corazón. Algunas personas pueden tener un dolor agudo repentina, mientras que otras pueden tener sólo un leve dolor. Esto puede durar unos minutos o unas horas.
  • Incomodidad en la parte superior del cuerpo: Usted puede sentir dolor o molestias en los brazos, espalda, hombros, cuello, mandíbula o en la parte superior del estómago.
  • Falta de aire: Algunas personas pueden tener solamente este síntoma, o puede suceder junto con el dolor en el pecho.
  • Sudor frío, náuseas, vómitos y mareos repentina: Estos síntomas son más comunes entre las mujeres.
  • Cansancio inusual: Usted puede sentirse cansado por motivos desconocidos ya veces puede durar varios días.

Las personas mayores que tienen uno o más de estos síntomas normalmente los ignoran, pensando que son apenales signos de envejecimiento. Sin embargo, si usted siente uno o más de estos síntomas, pida a alguien llamar a una ambulancia inmediatamente.

¿Cómo evitar un ataque al corazón?

La mayoría de las enfermedades cardiovasculares pueden prevenirse. Recomiendo estas prácticas de estilo de vida para ayudarle a evitar un ataque al corazón o enfermedad cardíaca:

  • Tenga una alimentación sana;
  • Haga ejercicios regularmente;
  • Deje de humar;
  • Evite el consumo de alcohol;
  • Se siente lo menos posible;
  • Mejore sus niveles de vitamina D;
  • Pruebe caminar de pies descalzos;
  • Libérese del estrés.

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O que é a Isquemia Cardíaca?

A isquemia cardíaca (IC) é caracterizada pela diminuição da passagem de sangue pelas artérias coronárias. Geralmente, é causada pela presença de placas de gordura em seu interior, que quando não são devidamente tratadas, podem romper e entupir o vaso, causando angina e infarto.

A isquemia cardíaca pode ser classificada como sendo:

ISQUEMIA CARDÍACA CRÔNICA

Caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, cujo principal sintoma é a dor no peito que surge inicialmente, durante esforços e, com o tempo, passa a surgir até mesmo em repouso;

ISQUEMIA CARDÍACA TRANSITÓRIA

Caracterizada pela dor no peito que surge quando o indivíduo encontra-se sob estresse emocional ou estresse físico, e diminui em repouso; Comum em mulheres jovens.

ISQUEMIA SILENCIOSA

Pode não gerar sintomas e afetar o indivíduo descansando, sentado, deitado ou dormindo. Geralmente é diagnosticado durante exames de rotina.

TRATAMENTO PARA ISQUEMIA CARDÍACA

O tratamento para isquemia cardíaca pode ser feito com a tomada de medicamentos como:

-Beta-bloqueadores para reduzir os batimentos cardíacos;

-Estatinas para redução das placas de gordura;

-Antiplaquetários para diminuir a formação de coágulos sanguíneos e o rompimento das placas de gordura;

-Nitratos que dilatam os vasos do coração.

Estes medicamentos só devem ser utilizados sob rigorosa orientação do médico cardiologista. Nos casos mais graves, quando a tomada de medicamentos não é suficiente o médico poderá indicar uma cirurgia.

Alguns fatores de risco como colesterol alto, hipertensão arterial, tabagismo, sedentarismo, diabetes, apneia do sono e crises de ansiedade, podem aumentar o risco de isquemia cardíaca e por isso, o controle de todos estes fatores é importante para o tratamento.

OPÇÕES CIRÚRGICAS

ANGIOPLASTIA CORONÁRIA COM OU SEM STENT

Indicada para doenças agudas, que acometem poucos vasos, vaso único ou vasos secundários, ou até mesmo em pacientes com alto risco para cirurgia aberta.

CIRURGIA DE REVASCULARIZAÇÃO DO MIOCÁRDIO

Indicada para casos mais graves quando há uma grande obstrução da passagem sanguínea ou um acometimento de muitos vasos ou de vasos importantes. Utiliza as veias safenas e/ou as artérias mamárias como uma ponte, o que regulariza a passagem de sangue pelos vasos do coração. A cirurgia é delicada e o indivíduo poderá ficar internado no hospital por mais de 4 dias, dependendo da sua recuperação. É indicada a realização de fisioterapia ainda no hospital para reabilitação cardíaca precoce.

Sintomas da isquemia cardíaca

– Angina de peito: caracterizada por dor no peito que pode irradiar para nuca, queixo, ombros ou braços;

– Palpitações cardíacas;

– Pressão no peito;

– Falta de ar ou dificuldade para respirar;

– Enjoo;

– Palidez e suor frio;

No entanto, a isquemia cardíaca pode não apresentar sintomas sendo somente descoberta num exame de rotina ou quando gera um ataque cardíaco.

CAUSAS DA ISQUEMIA CARDÍACA

-Doença aterosclerótica : rompimento de placas que se formaram dentro dos vasos;

-Embolia coronariana;

-Lúpus eritematoso sistêmico;

-Poliarterite nodosa;

-Sífilis;

-Doença de Takayasu;

-Hipercoagulabilidade;

-Espasmo coronário;

-Hipertrofia ventricular esquerda;

-Estenose aórtica;

-Tireotoxicose;

-Diabetes mellitus;

-Uso de drogas como cocaína ou anfetaminas;

-Síndrome X.

A causa mais comum da isquemia cardíaca é a aterosclerose, e esta pode ser controlada através da prática regular de exercícios físicos, alimentação pobre em gorduras e açúcares e manutenção do peso ideal.

Veja mais em:

Tamponamento Cardíaco

Tamponamento Cardíaco

O Tamponamento Cardíaco é uma emergência médica, onde ocorre acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que envolve o coração.

A consequência será o bombeamento ineficiente de sangue para os órgãos e tecidos do corpo, reduzindo a pressão arterial, podendo causar choque e morte, se não tratada a tempo!

Como acontece o Tamponamento Cardíaco?

Ocorre quando um trombo (coágulo) se desloca através da corrente sanguínea até o coração, ou o músculo cardíaco (miocárdio) sofre uma pequena ruptura em toda sua espessura, mas sem que a membrana que o envolve (pericárdio) seja rompida, ou quando seu rompimento é bloqueado por coágulos que se formam por hematoma mediastinal ou pelo próprio parênquima pulmonar.

Esta situação promove o acúmulo de sangue no espaço virtual compreendido entre o pericárdio e o miocárdio, fato que exerce efeito compressivo sobre as câmaras do coração, fazendo com que este seja impedido de relaxar satisfatoriamente durante a sua fase de relaxamento (diástole). Assim, o coração não se enche de sangue suficientemente para manter o débito cardíaco e a pressão arterial, que por esta razão, caem.

Bastam apenas pequenos acúmulos de líquido, da ordem de 100 a 150 ml, para que as manifestações clínicas do tamponamento apareçam.

Sintomas do Tamponamento Cardíaco

Os sintomas do tamponamento cardíaco são os seguintes:

  • Redução da pressão arterial;
  • Aumento da frequência respiratória e cardíaca;
  • Pulsação paradoxal: desaparece ou diminui durante a inspiração;
  • Veias do pescoço distendidas;
  • Dor no tórax;
  • Queda do nível de consciência;
  • Pés e mãos frias e roxas;
  • Falta de apetite e dificuldade para engolir:
  • Tosse e dificuldade para respirar.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes em Tamponamento Cardíaco

Para um atendimento adaptado ao paciente que apresenta tamponamento cardíaco, é
de fundamental importância que a enfermagem esteja treinada e qualificada. Para tanto a enfermagem deve ter uma visão, preparo e comunicação da situação e deve organizar a assistência dada ao paciente.

Fora toda a assistência dada ao médico para a realização da pericardiocentese os cuidados incluem:

  • Tranquilização do paciente;
  • Transporte rápido e monitorização até um hospital que possa efetuar procedimentos cardíacos de emergência;
  • A equipe do hospital onde o paciente será levado deverá já estar informada, para que possam ser iniciadas as preparações para um intervenção cirúrgica de emergência;
  • Deve ser administrado oxigênio em alta concentração;
  • Obter-se dois acessos venosos;
  • Realizar a reposição volêmica para aumentar a pressão venosa central;
  • Deve-se considerar a intubação endotraqueal e a ventilação com pressão positiva, caso o paciente esteja hipotenso.

Veja mais em:

Tratamento Imediato de um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM)

mona

Um paciente que se apresenta com dor torácica na emergência deve ser avaliado precocemente, de forma ideal, em até 10 minutos.

Após a realização do eletrocardiograma, todos os pacientes com IAM com supra de segmento ST devem ser submetidos à conduta terapêutica básica inicial, salve contraindicações a alguma das condutas, cuja sigla é MONA: Morfina, Oxigênio, Nitrato e AAS.

A morfina é altamente indicada no paciente com IAM devido ao seu efeito vasodilatador, reduzindo a resistência vascular periférica, pré e pós-carga do ventrículo esquerdo. Além disso, apresenta potente efeito analgésico sobre o SNC, reduzindo a dor e ansiedade do paciente. A dose inicial de morfina deve ser 2 a 4 mg, IV.

O oxigênio deve ser utilizado para aumentar a saturação de 02 e assim limitar a lesão miocárdica isquêmica, visto que haverá uma maior oferta para as células miocárdicas, consequentemente reduzindo a intensidade de elevação do segmento ST. Seu fornecimento deverá ocorrer através de cateter nasal, com fluxo de 2 a 4 l/min., se hipoxemia moderada, deve-se utilizar máscara de O2, com 5 a 10 l/min.

Os nitratos devem ser administrados devido a sua importante ação vasodilatadora, que reduzem a dor isquêmica associada a isquemia coronariana e a área de infarto. Inicialmente, a dose utilizada deve ser 5 a 10 (X) g/min, via endovenosa, em bomba de infusão contínua.

Finalmente, o AAS deve ser utilizado para impedir a agregação plaquetária, a reoclusão coronariana e a recorrência de eventos após a terapia fibrinolítica por inibir irreversivelmente a ciclooxigenase e consequentemente a produção de tromboxano A2. Deve-se administrar AAS a todos os pacientes na admissão, podendo ser administrado antes da realização do ECG e manter seu uso continuo indefinidamente. A dose inicial deve ser 200mg via oral e a dose de manutenção deve ser 100mg/dia via oral após almoço.

Estudo recentes identificaram a redução da mortalidade de pacientes que recebem associado ao MONA, β-bloqueadores, clopidogrel e heparina. Assim, adicionando o sufixo BCH à sigla, MONABCH.

O principal objetivo do uso de β bloqueadores é causar a redução da frequência cardíaca, buscando manter uma FC de, aproximadamente, 60 bpm.  Sua utilização rotineira deve ser feita por via oral, no paciente estável, mantendo-a após a alta hospitalar.

Semelhante ao AAS, o clopidogrel é, também, um antiagregante plaquetário, porém, seu efeito é devido à sua ação antagonista do receptor da adenosina.

Por fim, pela heparina ser um anticoagulante, seu uso é feito visando como meta atingir um tempo de coagulação ativado (TCa) de, pelo menos, 300 segundos. Vale ressaltar que, durante o uso da heparina não fracionada, é importante a monitoração da contagem do número de plaquetas, assim como os valores de hemoglobina e o hematócrito.

As doses desses últimos medicamentos variam de acordo com o paciente e a classe medicamentosa utilizada.

Referência:

Paciente critico: Diagnostico e tratamento: Hospital Sírio-Libanês / Guilherem Schettino et al. – 2. ed. – Barueri, SP: Manole,2012