A nutrição é uma parte essencial do tratamento de muito...
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Profilaxia Neonatal
A chegada de um bebê é um momento de imensa alegria e expectativa. Para garantir a saúde e o bem-estar do seu pequeno, diversos procedimentos profiláticos são realizados logo após o nascimento.
Medicamentos administrados logo ao nascer (Profilaxia)
Nitrato de Prata 1%:
Objetivo: Prevenir a oftalmia neonatal, uma infecção ocular grave causada por bactérias presentes no canal vaginal da mãe.
Aplicação: Colírio administrado em ambos os olhos do bebê nas primeiras horas de vida.
Vitamina K:
Objetivo: Prevenir hemorragias devido à deficiência de vitamina K, comum em recém-nascidos.
Administração: Uma dose única intramuscular ou oral nas primeiras 6-12 horas de vida.
BCG:
Objetivo: Imunizar contra a tuberculose, doença infecciosa grave.
Administração: Vacina aplicada por via intradermica no braço direito do bebê, geralmente entre o 4º e o 6º dia de vida.
Hepatite B:
Objetivo: Proteger contra a hepatite B, doença viral que afeta o fígado.
Esquema vacinal: Três doses: a primeira nas primeiras 12 horas de vida, a segunda com 1 mês e meio e a terceira com 6 meses de idade.
Outros medicamentos:
Em alguns casos, outros medicamentos podem ser necessários, como:
Antibióticos para prevenir infecções.
Soro fisiológico para limpar os olhos e vias nasais.
Vitamina D para fortalecer os ossos.
Lembre-se:
A profilaxia neonatal é um conjunto de medidas essenciais para garantir a saúde do seu bebê. Converse com o pediatra do seu filho para esclarecer dúvidas e receber orientações individualizadas. Mantenha o cartão de vacinação atualizado e siga rigorosamente o esquema vacinal recomendado.
Com cuidados preventivos e acompanhamento médico adequado, você contribui para o desenvolvimento saudável e feliz do seu bebê!
O recém-nascido prematuro é aquele bebê que nasceu antes de 37 semanas de gravidez. Devido ao nascimento precoce, seus órgãos podem estar subdesenvolvidos e não prontos para funcionar fora do útero.
Os Cuidados pré-natais realizados desde o início da gestação podem ajudar a reduzir o risco de parto prematuro.
Pontos Importantes
Desenvolvimento dos órgãos: Como muitos órgãos estão subdesenvolvidos, o bebê prematuro pode enfrentar dificuldades para respirar e se alimentar. Além disso, ele é mais suscetível a hemorragias cerebrais, infecções e outros problemas.
Classificação por idade gestacional:
Prematuro extremo: Nasceu antes da 28ª semana de gestação.
Muito prematuro: Nasceu entre a 28ª e a 32ª semana de gestação.
Moderadamente prematuro: Nasceu entre a 32ª e a 34ª semana de gestação.
Prematuro tardio: Nasceu entre a 34ª e a 37ª semana de gestação.
Prevenção e tratamento:
Pré-natal: Cuidados pré-natais desde o início da gestação podem ajudar a evitar o parto prematuro.
Medicamentos: Em casos de expectativa de parto prematuro significativo, a mãe pode receber medicamentos para retardar ou interromper as contrações.
Corticosteroides: Quando necessário, o médico pode administrar injeções de corticosteroides na mãe para acelerar o desenvolvimento dos pulmões do feto e prevenir sangramento cerebral.
Perspectiva:
Alguns recém-nascidos prematuros podem enfrentar problemas permanentes, mas a maioria dos sobreviventes não apresenta problemas de longo prazo.
A conscientização sobre a importância dos cuidados com o recém-nascido prematuro é fundamental para garantir seu bem-estar e desenvolvimento saudável.
Os Cuidados de Enfermagem
O nascimento prematuro requer cuidados específicos da equipe de enfermagem para garantir o bem-estar e o desenvolvimento adequado do recém-nascido:
Monitoramento Contínuo:
Avalie constantemente os sinais vitais do bebê, incluindo frequência cardíaca, respiração, temperatura corporal e pressão arterial.
Registre qualquer alteração nos sinais vitais ou comportamento do recém-nascido.
Controle do Ambiente:
Mantenha uma temperatura estável e adequada na incubadora ou na unidade de cuidados intensivos neonatais (UCIN).
Reduza o ruído e a luminosidade para promover o descanso do bebê.
Alimentação Adequada:
Alimente o bebê com mamadeira ou por sonda nasogástrica, conforme necessário.
Monitore o ganho de peso e a tolerância alimentar.
Cuidados com a Pele:
A pele do recém-nascido prematuro é delicada. Mantenha-a limpa e seca, evitando produtos irritantes.
Verifique a presença de lesões cutâneas e trate adequadamente.
Prevenção de Infecções:
Recém-nascidos prematuros são mais suscetíveis a infecções. Siga rigorosamente as medidas de precaução padrão.
Esterilize adequadamente todos os equipamentos utilizados no cuidado do bebê.
Estimulação Adequada:
Forneça estímulos sensoriais adequados, como contato pele a pele e suporte emocional.
Uma das maiores aquisições da medicina perinatal nas últimas décadas tem sido a considerável melhora na sobrevivência dos RN de muito baixo peso devido ao avanço tecnológico e ao conhecimento científico ampliado.
Em relação à correção dos distúrbios hidroeletrolíticos e a administração constante de medicamentos aos pacientes neonatal e pediátrico fazem-se necessário o conhecimento do peso destes para adequação das doses e concentrações a fim de manter ou, alcançar o equilíbrio hemodinâmico.
Para fim de acompanhamento do desenvolvimento e crescimento corporal, observação de edemas ou emagrecimento e desidratação, é necessário o acompanhamento do peso semanal destes pacientes, o princípio básico visa restaurar as perdas e suprir a quantidade necessária para o aumento da massa corporal.
Objetivo
Padronizar a pesagem do beneficiário admitido no ato de sua admissão, sempre que possível;
Rotinizar a pesagem dos beneficiários em permanência em UTI;
Fornecer subsídio para o cálculo de dosagem das medicações e concentração da soroterapia à equipe médica da UTI Neo.
Responsabilidade
Compete ao técnico/auxiliar de enfermagem ou enfermeiro assistencial, realizar a pesagem no ato da admissão;
Compete ao enfermeiro assistencial/técnico/auxiliar de enfermagem realizar a pesagem do paciente nos dias padronizados, sempre que possível pela manhã.
Materiais e Equipamentos Necessários
Luva de procedimento;
Álcool 70%
Cueiro;
Gaze não estéril;
Balança digital;
Impresso próprio
Procedimento
Realizar a higienização das mãos;
Calçar as luvas de procedimento;
Ligar a balança;
Proceder à desinfecção da balança com três gazes distintas embebidas em álcool a 70%;
Pesar o cueiro que será realizado para o procedimento;
Despir o recém-nascido, com auxílio da mãe (caso tenha condições e/ou esteja presente);
Enrolar o recém-nascido do cueiro;
Colocar o recém-nascido envolvido no cueiro sobre o prato da balança;
Verificar o peso apresentado no visor digital;
Descontar o peso do cueiro (verificado anteriormente) do peso apresentado na balança;
Retirar o recém-nascido da balança;
Vestir o recém-nascido, com auxílio da mãe (caso tenha condições e/ou esteja presente);
Proceder à desinfecção da balança com três gazes distintas embebidas em álcool a 70%;
Retirar as luvas;
Realizar a higienização das mãos (ver POP Higienização das Mãos);
Registrar o procedimento em impresso próprio;
Registrar o peso na caderneta de vacinação do recém-nascido (ambulatório).
Referências:
HOCKENBERRY, MJ. WONG – Fundamentos de Enfermagem Pediátrica. 8.ed. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2011.
BORK, A. M. T. Enfermagem baseada em evidencias. Guanabara Koogan. 2010;
KAWAMOTO, E. E. Fundamentos de Enfermagem. 3ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2011;
SANTOS, L. G. A . et al. Enfermagem em Pediatria. Rio de Janeiro: MedBook, 2010.
TAMEZ, R. N.; SILVA, M. J. P. Enfermagem na UTI Neonatal: Assistência ao recémnascido de alto risco. 4ª ed., Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2010.
POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de Enfermagem. 5ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, p. 1156-1169, 2010.
Uma técnica de enfermagem do Centro Obstétrico da Unimed, de Joinville, costumiza toucas com nomes de recém-nascidos e torna o momento do nascimento ainda mais especial para pais e familiares. O acessório é ideal para manter a temperatura corporal dos bebês em seus primeiros momentos de vida e já era distribuído na unidade. No entanto, […]
Classificação dos Recém-Nascidos
Classificar o recém-nascido (RN) quanto ao seu peso, idade gestacional (IG) e estado nutricional é importante na identificação das mobilidades mais comuns nos RN.
As alterações no crescimento do feto, tanto para mais como para menos, até o momento do parto dá-nos condições para analisar alguns distúrbios de crescimento ou alterações metabólicas.
A identificação precoce relacionadas a classificação do RN é importante para prevenção imediata e tratamento do RN.
Alguns fatores podem influenciar no desenvolvimento do feto como a idade materna; estilo de vida, alimentação, condições ambientais, hábitos, assistência pré-natal, doenças maternas, tipos de parto, gestações anteriores, entre outros.
Classificação do recém-nascido
No que respeita ao peso:
o RN que nasce com peso abaixo de 1.000 g é classificado como recém-nascido extremo baixo peso;
os que nascem com peso de 1.000 g à 1.449 g são classificado como recém-nascidos de muito baixo peso;
os recém-nascidos com 1.500 g à 2.500 g são classificado como recém-nascido de baixo peso.
Quanto à idade gestacional:
o RN é classificado como recém-nascido pré-termo extremo (menos de 30 semanas de IG);
recém-nascido muito prematuro (de 30 à 33 semanas e 6 dias);
recém-nascido pré-termo tardio (de 34 à 36 semanas e 6 dias);
recém-nascido termo ( de 37 à 41 semanas e 6 dias);
recém nascido pós-termo (mais de 41 semanas).
O RN pode ainda ser classificado pelo tamanho como:
recém-nascido pequeno para a idade gestacional (PIG);
recém-nascido adequado para a idade gestacional (AIG);
recém-nascido grandes para a idade gestacional (GIG).
A classificação é feita pelo estado nutricional por meio da avaliação do peso e da IG, de acordo com as curvas de crescimento fetal padronizadas.
As classificações servem para identificar as especificidades físicas, fisiológicas e comportamentais de cada RN, adaptando o tratamento adequado diminuindo ou eliminando as morbidades.
Referências:
Aquino-Cunha, M., Queiroz-Andrade,M., Tavares-Neto, J., Andrade,T. (2002). Pregnancy in Adolescence: Relation to Low Birth Weight. RBGO – v. 24, nº 8.
Araujo Filho, A.C.A., Sales, I.M.M., Araújo, A.K.L., Almeida,P.D., Rocha, S.S. (2017). Epidemiological aspects of neonatal mortality in a capital from northeastern Brazil. Revista Cuidarte; 8(3): 1767-76. http://dx.doi.org/10.15649/cuidarte….
O “Teste do Coraçãozinho” pode ser entendido como uma oximetria de pulso em recém-nascidos. Constitui-se de um exame simples, indolor e rápido que deve fazer parte da triagem de rotina de todos os recém-nascidos, pois é importante para o diagnóstico precoce de cardiopatia congênita crítica.
Consiste em um exame não invasivo realizado com um aparelho chamado oxímetro de pulso, encostando-se o sensor, que mede a oxigenação do sangue, na mão direita e em um dos pés do recém-nascido.
O resultado é normal se o aparelho registrar nível de oxigenação maior ou igual a 95% nas duas extremidades e diferença menor que 3% entre as medidas do membro superior direito e do membro inferior.
Se o resultado for menor que 95% ou houver uma diferença maior ou igual a 3% entre as extremidades, o teste é repetido após 1 hora.
Persistindo o resultado, a criança deverá ser submetida a uma ecocardiografia dentro das 24 horas seguintes e passará a receber acompanhamento cardiológico.
O teste deve ser realizado nos primeiros dias de vida do recém-nascido, preferencialmente na mesma ocasião dos demais testes de triagem neonatal (pezinho, olhinho e orelhinha).
Os profissionais de enfermagem (Enfermeiros, Técnicos e Auxiliares de Enfermagem) possuem competência ética e legal para realização do Teste do Coraçãozinho. Para a execução do procedimento ressaltamos a necessidade de capacitação técnica dos profissionais e da adoção de protocolos de boas práticas, devidamente reconhecidos pela equipe e assinados pelo responsável técnico do serviço.
O teste foi criado pela médica norte-americana Virginia Apgar em 1952, para avaliar as condições de higidez do bebê ao nascer e se tornou uma rotina nas maternidades brasileiras com o nome de Teste de Apgar ou Escala de Apgar. Em inglês, a palavra APGAR constitui também um acrônimo referente aos parâmetros orgânicos considerados, em que as letras correspondem, respectivamente a:
A – Activity (tônus muscular); P – Pulse (frequência cardíaca); G – Grimace (prontidão reflexa); A – Appearance (coloração da pele); R – Respiration (respiração).
Ele é o método que melhor avalia as condições de vitalidade do recém-nascido, sua adaptação à vida extrauterina e determina se ele precisa ou não de assistência médica imediata.
Em que consiste o Teste de Apgar?
São avaliados cinco sinais vitais do recém-nascido, por meio de parâmetros objetivos, atribuindo-se a cada um uma nota que varia de zero a dois. Dessa forma, o índice total do bebê ao nascer pode variar de zero a dez, indicando desde as piores condições (zero) até as melhores possíveis (dez). Os cinco sinais objetivos devem ser avaliados no primeiro, quinto e décimo minutos após o nascimento e são:
-Frequência cardíaca.
-Respiração.
-Tônus muscular.
-Prontidão reflexa.
-Cor da pele.
A avaliação do primeiro minuto mede as reações do bebê ao parto e as avaliações do quinto e décimo minutos dizem respeito a sua adaptação à vida extrauterina. As notas obtidas pelo bebê devem ser registradas no “Cartão da Criança” para permitir identificar mais tarde, se necessário, as condições de seu nascimento.
Por que fazer o Teste de Apgar?
O Teste ajuda a detectar eventuais problemas respiratórios ou cardíacos, permitindo um tratamento precoce, quando for o caso. Uma primeira avaliação baixa não é necessariamente sinal de alarme. Ela pode apenas ser indicativa de que o bebê requer alguns cuidados, como aspiração das vias respiratórias ou administração de oxigênio. Há bebês que demoram um pouco mais para se adaptarem à vida extrauterina, o que pode ser um fator que explique um valor inicial mais baixo. Um valor baixo no primeiro minuto também pode ocorrer em bebês nascidos de uma gravidez de risco, de cirurgia cesariana (devido à anestesia aplicada à mãe) ou de um parto prematuro ou simplesmente mais prolongado e/ou complicado. É frequente que as avaliações feitas cinco minutos após o nascimento sejam mais positivas que as tomadas um minuto após o nascimento.
Como pontuar o Teste de Apgar?
A frequência cardíaca é avaliada em batimentos cardíacos por minuto; a respiração pode ser verificada através do choro fraco ou vigoroso; o tônus muscular pela flexibilidade e movimentação das pernas; os reflexos pelas caretas, tosse ou espirro ante uma estimulação específica; a cor da pele pode ser caracterizada como pálida, azulada ou rosada. Cada um desses parâmetros deve ser pontuado da seguinte maneira:
A- Frequência cardíaca: 0, ausente; 1, menor que 100 batimentos por minuto; 2, maior que 100 batimentos por minuto.
B- Respiração: 0, ausente; 1, irregular; 2, forte (choro).
C- Tônus muscular: 0, flácido; 1, flexão de pernas e braços; 2, movimentos ativos.
D- Cor da pele: 0, cianose central ou palidez; 1, cianose das extremidades; 2, rosado.
A nota obtida por um recém-nascido no Teste de Apgar só tem importância nos primeiros momentos da sua vida e não têm valor preditivo quanto ao estado de saúde futuro da pessoa. Um índice igual a dez é incomum, sobretudo no primeiro minuto; entre oito a dez indica que o bebê nasceu sem asfixia; entre cinco e sete que sofreu asfixia leve; índice três ou quatro, demonstra asfixia moderada e entre zero e dois, asfixia grave. Cerca de 90% de bebês nascidos sadios e de parto normal ficam com notas entre oito e dez. Geralmente um índice acima de sete não requer intervenção médica imediata.
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