Diferenças entre Resfriado e Influenza

Resfriado

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

Eletrólitos: Sulfato de Magnésio: MgSO4

sulfato de magnésio ou sulfato oriundo de pedra magnética, de nome comum sal de Epsom é um composto químico que contém magnésio, e cuja fórmula é MgSO4, é indicado para reposição dos níveis de magnésio, no tratamento de hipomagnesemia, edema cerebral, eclâmpsia, controle de convulsão em uremia aguda, tetania uterina, controle das arritmias cardíacas e intoxicação e envenenamento por bário, em adultos e crianças. O Sulfato de Magnésio tem múltiplos benefícios, em diversos usos.

Como ele age no organismo?

É um composto extremamente importante para o organismo, sendo essencial em diversos processos bioquímicos e fisiológicos, ativando diversos sistemas enzimáticos. O sulfato de Magnésio desempenha um papel importante na transmissão neuroquímica e na excitabilidade muscular, previne e controla convulsões, tem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central e atua perifericamente produzindo e ajudando na vasodilatação.

Após a sua administração, via intramuscular, atua no organismo cerca de uma hora após administração, e quando administrado por via intravenosa, tem um efeito quase imediato.​

Também é essencial para o funcionamento da bomba de sódio e potássio. Age como um bloqueador de canal de cálcio fisiológico e bloqueia a transmissão neuromuscular. Como a hipomagnesia pode precipitar FV refratária e dificultar a reposição de potássio intracelular, ela deve ser corrigida quando presente.

Na PréEclâmpsia e Eclâmpsia, o Sulfato de Magnésio age como uma elevação da freqüência cardíaca materna e diminuição da pressão arterial sistólica, diastólica e média, além de diminuição do índice de resistência, do índice de pulsatilidade e da relação Sístole/Diástole das artérias uterinas, das artérias umbilicais e da artéria cerebral média do feto, e há ainda um aumento significativo na freqüência de fetos com diagnóstico de pré-centralização a dopplervelocimetria, e também provou ser mais eficiente que os anticonvulsivantes clássicos como a fenitoína e benzodiazepínicos, tanto na interrupção da crise convulsiva como na diminuição de suas recorrências.

“Sulfatando” a paciente

Muito utilizado este termo, de “sulfatar” pela equipe médica e de enfermagem, para debater sobre o caso do paciente, sendo de significado para designar um paciente que está em um quadro de pré-eclampsia. Geralmente “sulfatar a paciente” significa que ela está num quadro de pré-eclampsia ou eclampsia PA elevada, convulsões e vai ser usado sulfato magnésio.

Cuidados de Enfermagem com o uso do Sulfato de Magnésio

Em específico com gestantes em Pré-eclâmpsia:

– Verificar sinais vitais antes, durante e após a infusão medicamentosa;
– Auscultar batimentos cardíacos fetais e observar movimentação fetal; solicitar e explicar os benefícios do decúbito lateral esquerdo; atentar para a presença de sangramento e/ou perdas vaginais de liquido amniótico;
– Realizar controle do balanço hídrico; identificar e anotar a presença e localização de edema;
– Alertar para sinais convulsivos; atentar para sinais depressivos do sistema nervoso central; controlar diurese que deve estar maior que 30 ml/h; verificar presença de reflexo patelar e se a frequência respiratória está no mínimo 16 rpm e deixar preparado o antagonista do sulfato de magnésio que é o gluconato de cálcio.

O que é a Tricotomia?

Tricotomia

Alguma vez sua supervisora de estágio, ou sua chefe de setor, lhe solicita a realizar uma Tricotomia à um paciente que será submetido a uma cirurgia. Você fica na dúvida, o que seria a Tricotomia, certo? Vou explicar:

A Tricotomia é um termo utilizado como o ato da remoção total ou parcial de pelos na área a ser operada. O tal processo deve ser realizado antes da degermação, podendo ser a seco ou utilizando antisséptico degermante, usando uma lâmina de barbear ou o tricótomo elétrico.

Portanto, deverá ter cuidado com as proeminências ósseas, lesão de pele, traumas, cicatrizes anteriores, etc, para evitar lesionar a região à ser realizado o procedimento, a fim de evitar abrir uma janela de infecção.

Como realizar a técnica correta?

A tricotomia deve ser realizada em um único sentido, a favor do crescimento do pelo, não devendo utilizar o álcool, e na seqüência, a degermação.

Alguns pacientes fazem a tricotomia em casa, mas não é indicado, porque a pele pode infeccionar, inviabilizando a cirurgia.

Deve ser realizado no leito em até 2 horas antes, sendo na enfermaria ou no C.C.

É de extrema importância que o técnico de enfermagem se familiarize com as principais áreas mais frequentes da realização da tricotomia, pois varia muito os tipos de cirurgia.

Áreas de tricotomia
– Cirurgia de crânio: todo o couro cabeludo ou conforme prescrição médica;
– Cirurgias torácicas: região torácica até umbigo e axilas;
– Cirurgia cardíaca: toda extensão corporal (face anterior e posterior), menos o couro cabeludo;
– Cirurgia abdominal: desde a região mamaria até o púbis;
– Cirurgia dos rins: região abdominal anterior e posterior;
– Cirurgia de membros inferiores: todo o membro inferior e púbis.
Orientação:
– Calçar luvas, como meio de proteção pessoal, em todas as tricotomias;
– Usar tesoura para cortar pelos mais longos e cabelos, sempre que for necessário, e retirá-los com papel toalha;
– O pelo deve ser raspado delicadamente no sentido do crescimento do mesmo, para evitar lesão na pele e foliculite;
– A pele deve ser esticada para facilitar o deslizamento do aparelho e evitar lesão;
– Realizar degermação na área tricotomizada.
 
Material:
• Bandeja;
• Recipientes com bolas de algodão;
• Pacote com gases;
• Cuba redonda com sabão líquido diluído;
• Cuba rim;
• Aparelho de barbear com lâmina nova (se possível utilizar tricotomizador elétrico para não lesar a pele);
• Pinça.
Procedimento:
• Cerque a cama com biombos;
• Exponha a região;
• Umedeça a bola de algodão com sabão;
• Ensaboar a região;
• Com a mão esquerda estique a pele;
• Faça a raspagem dos pelos de cima para baixo;
• Lave a área com água e sabão para remover os pelos cortados;
• Retire o material usado.

Pinça Carretel (Ou de Ordenha)

Pinça Carretel

Terminologias na Obstrução Intestinal

Obstrução Intestinal

Osmose nas Hemácias

Hemácias

Antifibrinolítico: Ácido Tranexâmico

antifibrinolítico

Não confunda Trocater com Trocanter!

Trocater

Apesar das duas palavras serem extremamente parecidas, seus significados são completamente diferentes. Muitas vezes escrita incorretamente em relatórios de enfermagem, podendo confundir há quem possa ler.

O que é Trocater?

Trocater é um instrumento utilizado para se penetrar na cavidade abdominal (barriga) sem necessitar cortar os músculos. São tubos plásticos descartáveis ou feitos de aço cirúrgico para utilização permanente. Em cada corte realizado na videolaparoscopia, introduz um trocater.  E também é bastante utilizado em procedimentos como a cistostomia, por exemplo.

E por esses trocateres que é realizado a introdução de pinças, tesouras, grampeadores para se proceder a cirurgia assim como também por esses trocateres que é retirado alguma estrutura como a vesícula biliar. É fundamental para uma cirurgia e sem ele não é possível operar.

O que significa Trocanter?

Trocanter, também por vezes grafado trocânter, é a designação dada a cada uma das proeminências ósseas da parte superior do fémur da maioria dos mamíferos, incluindo os humanos. A designação é também aplicada a um dos segmentos em que se divide a perna dos artrópodes, localizada entre a coxa e o fémur.

Na parte superior do fémur da perna humana existem duas tuberosidades, designadas por grande trocanter (ou trocanter maior) e pequeno trocanter (ou trocanter menor), onde se insere o músculo glúteo médio, responsável por evitar a queda da bacia quando o membro contralateral está elevado no ar, dando um passo para a frente. Para auxiliar o glúteo médio, uma forte estrutura fibrosa localizada na porção lateral do quadril, denominada fáscia lata, passa rente ao grande trocanter.

Síndrome do Homem Vermelho (SHV)

Homem Vermelho

A Síndrome do Homem Vermelho (SHV), também conhecida como Síndrome do Pescoço Vermelho, é uma situação que pode ocorrer imediatamente ou após alguns dias do uso do antibiótico vancomicina devido a uma reação de hipersensibilidade a este remédio.

Este medicamento pode ser usado para o tratamento de doenças ortopédicas, endocardite e infecções comuns da pele mas deve ser usado com cuidado para evitar esta possível reação.

O principal sintoma desta síndrome é a intensa vermelhidão em todo corpo e coceira que deve ser diagnosticada e tratada pelo médico, podendo ser necessário permanecer internado em uma UTI.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome são:

  • Intenso eritema nas pernas, braços, barriga, pescoço e face;
  • Prurido nas regiões avermelhadas;
  • Edema aos redor dos olhos;
  • Espasmos musculares;
  • Pode haver dispneia, dor no peito e hipotensão.

Nos casos mais graves pode haver hipóxia, síncope, incontinência urinária e fecal, choque anafilático.

Causas

A principal causa desta doença é a aplicação rápida do antibiótico vancomicina diretamente na veia, no entanto, ela também pode surgir quando o medicamento é usado corretamente, com pelo menos 1 hora de infusão, podendo surgir no mesmo dia ou até mesmo, dias após o seu uso.

Assim, se a pessoa utilizou este medicamento mas já teve alta do hospital e apresentar estes sintomas deve ir para o pronto-socorro para iniciar o tratamento imediatamente.

Tratamento

O tratamento deve ser orientado pelo médico e pode ser feito com a cessação do uso do remédio e com a toma de remédios anti-histamínicos como Difenidramina em forma de injeção. Caso os sintomas persistam ou sejam de moderados a severos, pode-se associar bloqueadores do receptor H2 (exemplo, cimetidina ou ranitidina) por via endovenosa.Geralmente é necessário o uso de remédios para aumentar a pressão arterial e regularizar os batimentos cardíacos como a Adrenalina.

Se houver dificuldade para respirar, pode ser necessário usar uma máscara de oxigênio e dependendo da gravidade, pode ser preciso a utilização da ventilação mecânica. Para regular a respiração podem ser usados remédios corticosteroides como Hidrocortisona ou Prednisona.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora surgem logo após o início do tratamento com os remédios necessários e o indivíduo pode receber alta após se verificar que os sintomas estão controlados e os exames de sangue, pressão e funcionamento cardíaco estão normalizados.

Sinais de piora e complicações

Os sinais de piora surgem quando o tratamento não é realizado e pode ter graves complicações que colocam em risco a vida do indivíduo por levar à parada cardíaca e respiratória.

 

 

Veja também:

A Vancomicina e a Vancocinemia

Delirium em UTI

O delirium, também chamado de estado confusional agudo, é uma perturbação grave da função mental do paciente, caracterizada por distúrbios da consciência, com redução da capacidade de concentração, alteração da memória, distúrbio comportamental e alteração da percepção do ambiente que o cerca.

Delirium e Delírio: São a mesma coisa?

Apesar de terem nomes muito semelhantes, delirium e delírio são entidades diferentes, e que não devem ser confundidas. O delírio é um sintoma de distúrbios psiquiátricos, que habitualmente ocorre durante transtornos psicóticos. O paciente com delírio realmente acredita no absurdo que está relatando, e nada o convencerá do contrário.

O delirium é um problema cada vez mais comum entre os idosos hospitalizados na UTI, especialmente os pós-cirúrgicos.

Prováveis Causas

Não se sabe exatamente por que surge, mas parece ter origem multifatorial. O paciente que desenvolve estado confusional agudo costuma apresentar mais de um dos fatores de risco, entre eles: doença neurológica prévia (Parkinson, Alzheimer ou AVC); idade a partir de 65 anos; sedação e analgesia prolongadas/equivocadas durante a internação na UTI; infecções e desidratação; deficiência visual, auditiva e/ou doenças crônicas em estágio avançado; abstinência de álcool, tabaco ou outras drogas, além de privação do sono, restrição ao leito, estresse emocional e dor.

O fato é que o delirium está associado ao aumento da mortalidade e à piora da capacidade funcional e cognitiva, além de estender o tempo de estadia e internação hospitalar na UTI. Apesar da importância do assunto, esse mal ainda é subdiagnosticado na maioria das UTIs.

Sinais de Delirium

Pode variar de um paciente hipoativo e sonolento até agitação psicomotora com alucinações na forma hiperativa. O quadro mais freqüente do delirium é a forma hipoativa, enquanto a forma hiper-reativa pura é relativamente rara.

Os pacientes podem aparecer, obviamente, sonolento, apático, ou até mesmo de estado próximo ao coma nos casos mais avançados de delirium hipoativo. O extremo oposto, a hipervigilância, também pode ocorrer em casos de retirada de álcool ou de drogas sedativas, mas essa apresentação é menos comum em pessoas idosas.

Algumas Intervenções

Conforme demonstrado por alguns estudos recentes, intervenções para reduzir a exposição a sedação excessiva e melhorar a orientação do paciente podem estar associadas a redução da incidência de delirium. Baixa incidência de delirium deve ser almejada e considerada como uma medida da qualidade nas unidades de terapia intensiva.

A Assistência de Enfermagem e a Humanização

– É importante salientar que a Equipe de Enfermagem deve estar preparada para estas situações, tendo que as Instituições possam organizar palestras e seminários explicativos sobre o que é Delirium e promover informações importantes para as futuras assistências.

– Informar e sensibilizar a equipe sobre a importância da orientação periódica do paciente: Incluindo na prescrição de enfermagem os cuidados referentes à orientação e ao estímulo à memória do paciente.

– É importante a instrução da família sobre o quadro de delirium:  o que é, como identificar e como prevenir.

– Vigilância constante em casos de agitação motora: O Enfermeiro tem de prescrever previamente as contensões mecânicas para caso de necessidade.

– Evitar a privação do sono do paciente: Deixando a luminosidade adequada no ambiente.

– Evitar ruídos excessivos na Unidade, a fim de evitar o stress e agitação do paciente em tratamento.

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