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Sondas Intestinais Longas
As Sondas Intestinais LongasMiller-Abbott, Sonda de Cantor e Sonda de Andersen, são exemplos de sondas com peso na extremidade que são colocados no pré- operatório ou no intra-operatório de cirurgias gastrointestinais. O comprimento longo possibilita a remoção do conteúdo intestinal para o tratamento de uma obstrução, o que não é possível por meio de uma sonda nasogástrica.
Essas sondas podem descomprimir o intestino delgado e separá-lo no intra-operatório ou no pós-operatório. Como a progressão das sondas depende do peristaltismo intestinal, seu uso é contraindicado em pacientes com íleo paralítico e graves obstruções mecânicas intestinais.
Os aparelhos mais antigos, como as sondas do tipo Cantor e Miller-Abbott, raramente são usados hoje, porque o balão da extremidade distal é preenchido com mercúrio, e a nova sonda de Andersen tem uma ponta preenchida com tungstênio, o que é opção mais segura.
As Intervenções usadas no cuidado do paciente com uma sonda intestinal longa são similares à aquelas usadas para a sonda nasogástrica e a sengstaken blakemore: Deve-se observar no paciente a hiperinsuflação do balão, que faz com que a remoção seja mais difícil, a ruptura do balão que pode levar à ruptura intestinal, e a invaginação reversa se a sonda for removida rapidamente. As sondas intestinais devem ser removidas lentamente, usualmente em torno de 15 centímetros de sonda deve ser retirado a cada hora.
O ambiente hospitalar é inevitavelmente um grande reservatório de patógenos virulentos e oportunistas, de modo que as infecções hospitalares podem ser adquiridas não apenas por pacientes, que apresentam maior susceptibilidade, mas também, embora menos freqüentemente, por visitantes e funcionários do próprio hospital.
A importância do Acinetobacter tem aumentado nos últimos anos devido à sua grande capacidade em adquirir mecanismos de resistência às diferentes classes de antibióticos e à sua grande aptidão em sobreviver e se adaptar a condições adversas. Todos estes fatores tornam-no responsável por uma morbilidade e mortalidade elevada, especialmente, nos doentes críticos.
O gênero Acinetobacter consiste num bacilo gram-negativo, ubiquitário, aeróbio estrito, não fermentador, pouco exigente, imóvel, catalase positiva e oxidase negativa. Estão descritas cerca de 31 espécies genômicas: Acinetobacter calcoaceticus, A. baumannii, A. haemolyticus, A. junii, A. johnsonii, A. lwoffii, A. radioresistense outras espécies não denominadas, e todos podem causar infecção nos seres humanos. O Acinetobacter Baumannii é encontrado em 80% dos casos, segundo estudos.
Apesar da preferência das bactérias Gram – por ambientes úmidos, Acinetobacter sp pode sobreviver em locais secos, como chão, colchões, mesas, luvas, termômetros, fluxômetros, travesseiros e materiais de fórmica, como prontuários, por até 13 dias.
Acinetobacter baumannii pode ter alto grau de hidrofobicidade, com capacidade de aderir a plásticos, inclusive superfícies de cateteres, tubos endotraqueais e outros materiais desse tipo.
Acinetobacter sp também pode ser encontrado em fontes úmidas no ambiente hospitalar, tais como válvulas e circuitos de ventiladores mecânicos, umidificadores e leite humano proveniente de bancos de leite.
Variedade de Doenças promovida pelo Acineto
O Acinetobacter pode causar uma grande variedade de doenças como: pneumonia,sepse, infecções de pele e feridas infectadas, e os sintomas variam de acordo com o local da infecção, e podendo colonizar pacientes sadios e pacientes com traqueostomia e feridas abertas. Outras espécies do gênero Acinetobacter podem também estar envolvidos em infecções: A. johnsonii, A. lwiffii e A. radioresistens habitam a pele humana, são comensais na orofaringe e vagina. A. lwoffii está associado à meningite; A. ursingii a infecções na corrente sanguínea de pacientes hospitalizados; A. junii, embora raramente, causa infecção ocular e bacteriemia, particularmente em pacientes pediátricos; A. schindleri já foi isolado de várias amostras humanas como secreção vaginal, cervical, garganta, nariz, ouvido, conjuntiva e urina, mas a maioria sem significado clínico.
Pacientes de Alto risco: Os mais prejudicados
– Pacientes com alterações no sistema imunológico;
– Pacientes com enfermidades pulmonares crônicas e diabéticos;
– Paciente hospitalizados sob situações críticas, em ventilação mecânica;
– Pacientes que apresentam feridas abertas e que possuem dispositivos invasivos;
Métodos de Prevenção
Como o Acinetobacter vive na pele e pode sobreviver vários dias , devemos tomar devidos cuidados com a higienização das mãos para evitar a proliferação destas bactérias, cuidados nos procedimentos invasivos como a utilização correta dos materiais assépticos e estéreis, evitando a contaminação em campos estéreis, e principalmente com isolamento de contato adequado, e cuidados na manipulação e higienização com todos os materiais usados pelo paciente, assim, a fim de evitar a disseminar a contaminação cruzada.
Plegia, Paralisia e Paresia: As Diferenças
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Os Medicamentos anticoagulantes reduzem a capacidade do sangue de coágulo (meios de coagulação). Isso é necessário se o sangue coagula demais, podem bloquear os vasos sanguíneos e levar a condições tais como um derrame ou um ataque cardíaco.
Você pode ter ouvido falar que estes medicamentos podem ser chamados de “medicamentos que afinam o sangue”, embora isso não seja tecnicamente correto. Eles impedem que o sangue coagule (forme um trombo).
O medicamento mais comumente prescrito anticoagulante é a varfarina (Marevam), na qual é usada em pacientes que apresentam processos de trombose de veias em membros inferiores, embolias, próteses metálicas cardíacas, fibrilação atrial (arritmia cardíaca).
Elas inibem a síntese de alguns fatores responsáveis pela coagulação do sangue.
Rivaroxabana, dabigatran e apixaban são anticoagulantes mais recentes que podem ser usados como uma alternativa ao varfarina para determinadas condições.
Por que o medicamento anticoagulante é necessário?
Quando o corpo é ferido, dentro ou sobre a pele, o sangue pode vazar em órgãos internos ou fora do corpo. Para evitar isso, o sangue forma coágulos que criar um selo sobre a ferida.
Quando é preciso coagular o sangue, uma série de processos complexos ocorre que causam o sangue tornar-se pegajoso. Então, o sangue começa a coagular no local do sangramento, que impede o sangramento mais.
Se uma ou mais partes do processo não funcionar, o sangue pode coagular demasiado ou não bastante. Se o sangue não coagula o suficiente, há um risco de sangramento (hemorragia). Se coagular demais, coágulos de sangue podem formar onde eles não são necessários e bloqueiam os vasos sanguíneos.
Anticoagulantes podem reduzir a capacidade do sangue de coagular, para que os coágulos de sangue desnecessários não são formados.
Quando são usados medicamentos anticoagulantes?
Existem vários usos para medicamentos anticoagulantes, mas eles são mais comumente prescritos para pessoas que tiveram uma condição causada por coágulos de sangue ou que correm o risco de desenvolver um. Estas condições incluem:
trombose venosa profunda (TVP)
embolia pulmonar
fibrilação atrial
moderado ou alto risco de AVC
O médico pode prescrever o anticoagulante se ao caso o paciente for a uma cirurgia e estar em risco de desenvolver coágulos de sangue em uma parte do corpo como o seu coração, e também podendo criar tromboembolismo em outras partes do corpo, devido a mobilidade motora prejudicada.
Cuidados de Enfermagem referente aos Anticoagulantes:
– Conferir diariamente acesso venoso, pois a presença de sinais flogísticos no local da punção significa que há infecção, ou ainda podendo apresentar sangramento;
– Monitorar diariamente o sistema tegumentar, observar quanto a presença de petéquias (pernas e braços), pois equimoses ou hematomas caracterizam sangramento por conta de fragilidade relacionado a hemorragias ;
– Monitorar exames, os principais exames são acompanhamento contínuo do nível de plaquetas, neutrófilos e linfócitos, devido ao risco de trombocitopenia causada por tais fármacos ;
– Monitorar temperatura corporal, a monitorização da temperatura corporal é imprescindível a cada 4 horas é, pois este também é um indicador dos diagnósticos das complicações causadas por esses fármacos;
– Observar interações medicamentosa, pois ao realizar perguntas sobre os medicamentos e alimentos (brócolis, alface, couve flor, aspargo, nabo, repolho, agrião, fígado de boi) que potencializam ou inibem a ação destes fármacos pode-se intervir precocemente, já que existem interações medicamentosas que aumentam o risco de sangramento;
– Orientar ao paciente em questão de risco de quedas e acidentes (cuidado em andar em chão molhado, usar sapatos fechados e de boa aderência, evitar lugares com risco de queda);
– Oferecer dietas pobres em Vitamina K: É recomendada para pacientes em uso de medicamentos cujo principio ativo é a Varfarina (Coumadin, Marevan ou Marcoumar), ou seja, os ANTICOAGULANTES ORAIS.
ALIMENTOS PROIBIDOS:
Hortaliças: Aspargos; Alface; Hortelã; Brócolis; Mostarda; Couve; Espinafre; Repolho; Cebolinha; Salsinha; Folhas e Talos de Couve Flor; Folha de nabo; Almeirão; Agrião; Rúcula;
Pepino com casca;
Tomate Verde;
Fígado de boi, frango e porco;
Gema de ovo;
Folhas de chá in natura e industrializadas (cidreira, erva doce, mate, hortelã, boldo, chá verde, puejo, alecrim, arruda e outros chás a base de folhas verdes);
Grãos: de bico, de lentilha, soja e ervilha verde;
Algas marinhas;
Óleo de soja, de semente algodão, de canola, de oliva. Poderá ser consumido quando o mesmo for exposto à luz do dia ou luz fluorescente por 2 dias, dar preferências para embalagens plásticas. Podem ser substituídos por óleo de milho.
Os Antibióticos são substâncias de origem natural ou sintética que exercem função antimicrobiana, ou seja, impedem o desenvolvimento ou matam micro-organismos patogênicos. Fazem parte dos grupos dos agentes anti-infecciosos. Podem ser produzidos por agentes vivos, como cogumelo e bactérias, ou ser elaborados sinteticamente. Agem predominantemente sobre as bactérias gran positivas e negativas, individualmente ou em ambas ao mesmo tempo. Ao atuar em ambos (Gran + ou -) é chamada de antibiótico de amplo espectro.
Os médicos podem escolher um antibiótico para tratar uma determinada infecção baseando-se na suposição sobre o tipo de bactéria que mais provavelmente é responsável pelo quadro. Além disso, a bactéria infectante é rotineiramente identificada em laboratório, o que auxilia o médico na escolha de um antibiótico. Contudo, os resultados desses exames geralmente levam um a dois dias para ficarem prontos e, por essa razão, eles não podem ser utilizados para guiar a escolha inicial. Mesmo quando uma bactéria é identificada e a sua sensibilidade aos antibióticos é determinada em laboratório, a escolha de um antibiótico não é simples. As sensibilidades observadas em laboratório nem sempre são as mesmas que aquelas do indivíduo infectado.
A eficácia do tratamento depende de fatores como o quão bem a droga é absorvida pela corrente sanguínea, o quanto da droga atinge diferentes líquidos corpóreos e o quão rapidamente o organismo elimina a droga. Além disso, a escolha de um antibiótico deve levar em conta a natureza e a gravidade da doença, os efeitos colaterais da droga, a possibilidade de alergias ou de outras reações medicamentosas graves e o custo da medicação.
Algumas vezes, há necessidade de combinações de antibióticos para o tratamento de infecções graves, particularmente quando a sensibilidade das bactérias aos antibióticos não é conhecida. Às vezes, dois antibióticos têm um efeito mais potente que apenas um e essas combinações podem ser utilizadas no tratamento de infecções causadas por bactérias de difícil erradicação (p.ex., por Pseudomonas).
Principais tipos de Antibióticos
– Grupo das penicilinas – as penicilinas são sólidos cristalizados, brancos ou amarelados, inodoros. Encontrados nas formas F- G – k- 0- V. Indicados Nas infecções graves produzidas por microorganismos gran+; pré-operatório em paciente com alterações valvulares cardíacas, pacientes submetidos a tratamento com corticosteróide. Vias e administração Oral, IM ou EV.
– Penicilina G Cristalina – (sódica ou potássica)- sódica hidrossolúvel, de ação rápida utilizada principalmente por via endovenosa, com dose de 4 a 6 horas. É excretada pelo rim, seu tempo de validade após a diluição e na temperatura ambiente é de 6 horas;
– Penicilina G Procaína – é lentamente absorvida e eliminada, sendo administrada exclusivamente por via intramuscular. As doses podem ser repetidas após 6 horas. Apresentação wicillin. Indicação tratamento de blenorragia.
– Penicilina G benzantina – de ação prolongada, e lentamente absorvida, indicada exclusivamente por via intramuscular. Indicada para tratamento de Sífilis e Febre Reumática;
– Penicilina Combinadas – despacilina: contém 30.000u de procaína e 100.000 de potássio;
– ANTIBIÓTICOS-BACTERICIDAS: São antibióticos que destroem as bactérias:
Penicilinas;
Cefalosporinas;
Aminiglicosídeos;
Polimixina;
Rifampicinas;
Vancomicinas.
– ANTIBIÓTICOS BACTERIOSTÁTICOS: São antibióticos que inibem o crescimento de bactérias:
Macrolídeos;
Lincosamidas;
Poliênicos;
Largo aspectro.
AÇÃO DOS ANTIBIÓTICOS
Prejudicam a formação da parede celular das bactérias: as bactérias se rompem devido a penetração de líquidos através da parede celular.
Ex: penicilina, ampicilina, amoxicilina.
– Interfere na síntese de cromossomos: interfere na produção de novos cromossomos. Ex: ciprofloxacino.
– Bloqueiam a síntese das proteínas: Impedem a formação de proteínas necessária para formação de novas células. Ex: tetraciclinas, gentamicina, azitromicina e eritromicina.
EFEITOS COLATERAIS DOS ANTIBIÓTICOS
Aumentam a resistência a micro-organismo;
Discrasia sanguínea;
Edema angioneurótica;
Reações cutâneas graves;
Choque anafilático.
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
Controle de sinais vitais;
Observar rigorosamente a dose prescrita, aparecimento de reações cutâneas; história de alergia ao medicamento;
Administrar antibióticos prescritos por via endovenosa, diluídos adequadamente para evitar flebite. A administração por via intramuscular deve ser profunda, para diminuir a dor e facilitar a absorção;
Estimular a hidratação (ingestão de líquidos), pois grande parte dos antibióticos é de eliminação renal;
As penicilinas não cristalinas devem ser aplicadas com agulhas 30×8 ou 30×9;
Oferecer antibióticos por via oral acompanhados de água ou após as refeições, para se evitar irritação gástrica.
É sempre difícil para toda a equipe de saúde falarmos sobre a morte.
Porém, a família e o paciente ficam desorientadas.
Portanto, cabe a Enfermagem proporcionar conforto ao paciente e compreensão a família.
O cliente em fase terminal
As pessoas enfrentam a morte de várias maneiras. Segundo alguns estudos pode-se esboçar em cinco estágios as reações emocionais de uma pessoa enfrentar a morte:
Negação: age como se nada estivesse acontecido e se recusa a aceitar o fato da perda. O profissional de saúde deve respeitar porem ter o cuidado de não estimular, compactuar ou reforçar a negação.
Raiva: o paciente já assimilou seu diagnóstico e prognóstico, mas se revolta por ter sido escolhido. Tenta arranjar um culpado por sua condenação. Nesta fase deve-se tentar compreender o momento emocional do paciente, dando espaço para que ele expresse seus sentimentos, não tomando as explosões de humor como agressões pessoais.
Barganha: tentativa de negociar o prazo de sua morte, através de promessas e orações. A pessoa já aceita o fato mas tenta adiá-lo. Deve-se respeitar e ajudar o paciente.
Depressão: aceita o fim próximo, fazendo uma revisão da vida, mostrando-se quieto e pensativo. E um instrumento na preparação da perda iminente, facilitando o estado de aceitação. Neste momento, as pessoas que o acompanham devem procurar ficar próximas e em silêncio.
Aceitação: a pessoa espera a evolução natural de sua doença. Poderá ter alguma esperança de sobreviver, mas não há angústia e sim paz e tranquilidade. Procura terminar o que deixou pela metade, fazer suas despedidas e se preparar para morrer.
Preparo do corpo após a morte
Material Necessário:
-Pacote de curativo;
-Algodão
-Ataduras
-Esparadrapo
-Etiquetas de identificação
-Hamper
-Lençol comum ou saco mortuário
-Biombo
-Vestimenta (conforme a rotina do hospital)
Técnica de preparo do corpo:
Cercar o leito com biombo;
Calcar luvas de procedimento;
Colocar o corpo em posição anatômica;
Fechar os olhos do paciente;
Colocar próteses dentárias (caso existam);
Sustentar a mandíbula com ataduras para manter a boca fechada;
Retirar colcha e colocar no hamper;
Despir o morto;
Retirar cateter venoso, sondas e cânulas (caso existam);
Tamponar os orifícios naturais do corpo;
Proceder a higienização do corpo;
Trocar curativos (se necessário);
Colocar etiqueta de identificação no tórax anterior;
Vestir o corpo (de acordo com a rotina do hospital);
Amarrar os pés e as mãos usando ataduras;
Virar o morto em decúbito lateral;
Retirar os lençol, traçados e oleado;
Envolver o corpo com lençol ou saco mortuário;
Colocar outra etiqueta do lado de fora do lençol ou saco mortuário na altura do tórax;
Transportar o corpo para o necrotério ou mortuário (de acordo com a rotina do hospital);
Lavar e guardar material permanente utilizado;
Proceder a limpeza da unidade;
Encaminhar os pertences do morto (de acordo com a rotina do hospital);
Retirar luvas;
Lavar as mãos;
Fazer as anotações no prontuário e o registro de enfermagem.
Não esquecer, em hipótese alguma, de anotar o horário do óbito e o nome do médico que atestou o óbito.
IMPORTANTE: O corpo humano merece respeito e dignidade de uma pessoa viva.
Traqueotomia X Traqueostomia: As Diferenças
Uma simples letra pode mudar o sentido destas duas palavras: A Traqueotomia Vs Traqueostomia. Certamente, é preciso tomar cuidado quando relata estes termos em seu relatório de enfermagem.
O termo previamente adotado traqueotomia significa incisão ou abertura da traqueia para exame, retirada de corpo estranho, inserção de agulhas de radium, ou para exérese de simples proliferação, após o que a traqueia é fechada.
Entretanto, fazer uma janela na traqueia para a inserção temporária ou permanente de uma cânula é o procedimento de traqueostomia, justamente porque palavras semelhantes são empregadas em outras regiões de referência a gastrostomia, colostomia, jejunostomia. A distinção talvez seja sutil, mas digna de descrição acurada.
Uma Pequena explicação Terminológica
Primeiramente, os termos técnicos terminados em tomia designam corte, secção, incisão, laparotomia, flebotomia, etc. A desinência tomia do grego tomé, corte, incisão.
Designa igualmente, de acordo com o idioma de origem, corte com ablação polipotomia, por exemplo.
E enfim, os termos técnicos terminados em stomia referem-se a criação ou formação de uma boca: gastrostomia, jejunostomia, etc.
A desinência stomia origina-se de grego stoma (geri. stomatos), cujo significado principal é a boca, e, por analogia, qualquer abertura que se lhe possa comparar.
O procedimento corrente e freqüente, que é feito para resolver problemas respiratórios de qualquer espécie, fique o ducto aberto um minuto, uma hora, um dia, um mês, é sempre traqueotomia (sem s). A que fixa em definitivo a traqueia à pele por meio de sutura tal como em certos regiões do organismo, esta sim, é traqueostomia (com s).
O manuseio do instrumental de curativo é bem simples!
A técnica é de evitar que contamine o centro do instrumental, e saber pegar de um modo correto para que consiga segurar a gaze sem cair. É muito mais fácil o par de ferro do que a luva estéril, pois você tem as mãos livres para trabalhar com outros itens durante o curativo, e a luva estéril não.
Durante a execução do curativo, as pinças devem estar com as pontas para baixo em um campo estéril, prevenindo a contaminação; deve-se usar cada gaze uma só vez e evitar conversar durante o procedimento técnico.
Os procedimentos para realização do curativo, devem ser estabelecidos de acordo com a função do curativo e o grau de contaminação do local. Deve ser feita uma limpeza da pele adjacente à ferida, utilizando uma solução que contenha sabão, para desengordurar a área, o que removerá alguns patógenos e vai também melhorar a fixação do curativo à pele. A limpeza deve ser feita da área menos contaminada para a área mais contaminada, evitando-se movimentos de vai e vem.
Nas feridas cirúrgicas, a área mais contaminada é a pele localizada ao redor da ferida, enquanto que nas feridas infectadas a área mais contaminada é a do interior da ferida. Deve-se remover as crostas e os detritos com cuidado; lavar a ferida com soro fisiológico em jato, ou com PVPI aquoso (em feridas infectadas, quando houver sujidade e no local de inserção dos cateteres centrais); por fim fixar o curativo com atadura ou esparadrapo.
Em certos locais o esparadrapo não deve ser utilizado, devido à motilidade (articulações), presença de pelos (couro cabeludo) ou secreções.
Nesses locais deve-se utilizar ataduras. Esta vede ser colocada de maneira que não afrouxe nem comprima em demasia. O enfaixamento dos membros deve iniciar-se da região distal para a proximal e não deve trazer nenhum tipo de desconforto ao paciente.
O micropore deve ser inicialmente colocado sobre o centro do curativo e, então, pressionando suavemente para baixo em ambas as direções. Com isso evita-se o tracionamento excessivo da pele e futuras lesões.
O esparadrapo deve ser fixado sobre uma área limpa, isenta de pelos, desengordurada e seca; deve-se pincelar a pele com tintura de benjoim antes de colocar o esparadrapo. As bordas do esparadrapo devem ultrapassar a borda livre do curativo em 3 a 5 cm; a aderência do curativo à pele deve ser completa e sem dobras.
Nas articulações o esparadrapo deve ser colocado em ângulos retos, em direção ao movimento.Obedecendo as características acima descritas, existem os seguintes tipos de curativos padronizados:
CURATIVO LIMPO
– Ferida limpa e fechada, limpar primeiramente de dentro para fora!
– O curativo limpo e seco deve ser mantido oclusivo por 24 horas.
– Após este período, a incisão pode ser exposta e lavada com água e sabão.
– Utilizar PVP-I tópico somente para ablação dos pontos.
CURATIVO COM DRENO
– O curativo do dreno deve ser realizado separado do da incisão e o primeiro a ser realizado será sempre o do local menos contaminado.
– O curativo com drenos deve ser mantido limpo e seco. Isto significa que o número de trocas está diretamente relacionado com a quantidade de drenagem.
– Se houver incisão limpa e fechada, o curativo deve ser mantido oclusivo por 24 horas e após este período poderá permanecer exposta e lavada com água e sabão.
– Sistemas de drenagem aberta (p.e. penrose ou tubulares), devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril ou com gaze estéril por 72 horas.
– Após este período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.
– Alfinetes não são indicados como meio de evitar mobilização dos drenos penrose, pois enferrujam facilmente e propiciam a colonização do local.
– A mobilização do dreno fica a critério médico.
– Os drenos de sistema aberto devem ser protegidos durante o banho.
CURATIVO CONTAMINADO
Estas normas são para feridas infectadas e feridas abertas ou com perda de substância, com ou sem infecção. Por estarem abertas, estas lesões são altamente susceptíveis à contaminação exógena.
– O curativo deve ser oclusivo e mantido limpo e seco, sempre começando de fora para dentro (por ser menos contaminado do que a região interna da ferida).
– O número de trocas do curativo está diretamente relacionado à quantidade de drenagem, devendo ser trocado sempre que úmido para evitar colonização.
– O curativo deve ser protegido durante o banho.
– A limpeza da ferida deve ser mecânica com solução fisiológica estéril.
– A anti-sepsia deve ser realizada com PVP-I tópico.
– As soluções anti-sépticas degermantes são contra-indicadas em feridas abertas, pois os tensoativos afetam a permeabilidade das membranas celulares, produzem hemólise e são absorvidos pelas proteínas, interferindo prejudicialmente no processo cicatricial.
– Gaze vaselinada estéril é recomendada nos casos em que há necessidade de prevenir aderência nos tecidos.
– Em feridas com drenagem purulenta deve ser coletada cultura semanal (swab), para monitorização microbiológica.
Intubação Endotraqueal: Materiais a serem utilizados
O Procedimento de Intubação Endotraqueal torna-se comum, quando o quadro clínico do paciente torna-se hemodinamicamente instável. Portanto, é um procedimento invasivo e médico, e primariamente somente um profissional médico adequadamente treinado pode realizar este tipo de procedimento, em âmbito hospitalar.
Mas é fundamental que o técnico de enfermagem esteja preparado para este tipo de situação, como por exemplo, auxiliar em uma PCR na qual também o médico poderá situar em intubar um paciente, ou quando o paciente apresenta um quadro de desconforto respiratório, na qual irá migrar para a ventilação mecânica. O técnico de enfermagem precisa conhecer os equipamentos e materiais para que o momento deste procedimento, tenha mais facilidade e agilidade para prestar a assistência com exatidão.
Geralmente, o kit de intubação fica em conjunto com o carrinho de emergência, na qual sempre precisa estar verificada pelo técnico de enfermagem.
O que contém no Kit Intubação?
Primeiramente as cânulas endotraqueais, que nas quais são tubos nas quais são materiais estéreis, e flexíveis, contém uma numeração específica em diâmetro para cada tipo de traqueia, e precisam ser testados os balonetes (cuff) quando utiliza-se em um procedimento de intubação. Há diversas numerações, e precisa estar em mãos e perguntar ao médico qual é o mais propício a ser utilizado no momento do procedimento. Geralmente para testar os balonetes (cuff), insufla-se de 10 a 20ml de ar no balonete, até que o balão na ponta da cânula esteja suficientemente maleável (o balão ajuda a fixar a cânula na traqueia e evita escapes de ar), desinsuflando e entregando ao médico com o balonete vazio.
O conjunto de laringoscópio (Laringo e lâminas), é um equipamento mais utilizado durante o procedimento de intubação. É através dele, que o médico visualiza a cordas vocais do paciente, facilitando a introdução da cânula endotraqueal. As lâminas contém uma luz, geralmente de cor amarela, na qual ilumina a parte interior para uma melhor visualização. O técnico de enfermagem precisa sempre testar estas lâminas com o laringoscópio, evitando que forneca ao médico uma lâmina defeituosa, ou seja, sem iluminação eficaz. Caso a lâmina apresente algum defeito, comunicar ao Enfermeiro sobre o ocorrido, para a troca de uma outra lâmpada. As Lâminas também contém numerações específicas, de acordo com a anatomia do paciente, também é de extrema importância que o técnico de enfermagem pergunte ao médico qual é a melhor numeração para aquele paciente.
Sobretudo a seringa, preferencialmente de 20ml, é utilizada para após o procedimento, o médico insufle o balonete, para fixar-se interiormente na traqueia do paciente. O técnico de enfermagem precisa ter em mãos, para logo após oferecer ao médico.
Entretanto, o mandril ou fio-guia, é geralmente utilizado quando a intubação torna-se mais difícil,mesmo utilizando o laringoscópio, sendo um meio de guiar o médico até a entrada do pulmão. É um material estéril e flexível, tomando sempre cuidado ao abrir a embalagem para evitar contaminação.
A Xylocaína Gel tem como função amortecer o incomodo da invasão do procedimento ao paciente, sendo um anestésico local, e também é um meio de lubrificar a entrada, para que possa ser mais rápido e eficiente a introdução da cânula.
Os Óculos de proteção e Máscara descartável são equipamentos de proteção individual importantes neste procedimento. Tanto quanto o médico, quanto à aqueles que o auxiliam, precisam estar usando, porque ocorrem muitas vezes casos de paciente que apresentam vômitos em jato durante o procedimento, e secreções em VAS que possam espirrar nos profissionais durante o procedimento. Sempre ofereça ao médico antes de iniciar o procedimento, e sempre utilize antes de auxiliá-lo.
Contudo, o Cadarço tem como função de fixar a cânula endotraqueal após o procedimento.
Certamente, o Ambú com máscara sempre precisa estar montado e testado antes de iniciar o procedimento, pois o ambú contém peças pequenas importantes, sendo que na falta delas, o ambú não funcione de acordo como deveria. Geralmente é muito utilizado o ambú com a máscara antes da intubação, fornecendo oxigenação suficiente ao paciente, antes de obter o método invasivo. É importante que a régua de gases esteja montada com o kit de oxigênio, como o fluxômetro de O2 e umidificador, pois é necessário fornecer mais oxigênio que o comum ao paciente antes e depois do procedimento, até que se inicie a ventilação invasiva.
E então, a Sonda de Aspiração em sistema aberto é muito utilizado em casos extremos como secreção excessiva pela cânula endotraqueal, VAS, e até quando o paciente apresenta êmese, assim, evitando riscos de bronco aspiração.
Como em casos que necessite a aspiração, também é necessário que o técnico de enfermagem sempre deixe montado na régua de gases o kit de vácuo, com o fluxômetro e frasco de vacuômetro, devidamente testados. Todavia, não somente é utilizado para casos de intercorrências como este, o vacuômetro poderá ser utilizado em qualquer momento na qual o paciente precise.
Ademais, o Soro Fisiológico 0,9% de 10 ml tem em função neste procedimento para lavar cânula endotraqueal quando necessite aspirar o paciente, há casos que as secreções apresentam aspectos muito espessos e que o sistema de aspiração não consegue ser eficiente, ajudando a diluir um pouco da secreção com o soro fisiológico, para melhor função da aspiração.
E enfim, a Gaze III tem como função a limpar sujidades que possam ocorrer durante o procedimento.
Lembre: Este procedimento requer uma equipe multidisciplinar, como médicos, fisioterapeutas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, e todos trabalham em conjunto. Há casos quando não houver um fisioterapeuta disponível na unidade, o enfermeiro pode estar assumindo sua função até que chegue alguém. O Enfermeiro sempre orienta o técnico de enfermagem durante o procedimento, também havendo casos que Enfermeiros também poderão não estar disponíveis no momento, tendo o técnico de enfermagem que estiver atuando a esta intercorrência com o médico, solicite ao colega que chame o Enfermeiro responsável.
Ao administrarmos medicações endovenosas, precisamos prestar muita atenção quanto ao tipo de equipo a ser utilizado, averiguando juntamente com a prescrição médica a dosagem a ser infundida, e o tempo ser administrado, isso aprendemos quanto às fórmulas de gotejamento.
Mas há diversos tipos de equipos de infusão, e entre elas os equipos de macrogotas e microgotas há uma diferença fundamental. Internamente, em sua câmara de gotejamento, o equipo de microgota tem sua estrutura menor e mais fina, para dar o formato do gotejamento gradativamente menor (lembrando, que 1 gota equivale a 3 microgotas), e o equipo macrogota, apresenta em formato mais grosseiro e maior, dando o formato da gota em sua estrutura normal (lembrando que 20 gotas equivale a 1 ml).
Devemos prestar muito atenção no momento da preparação do equipo quanto ao soro a ser administrado, não errando o tipo de equipo no momento de sua administração, pois as vazões são totalmente diferentes. Os equipos microgotas são muito utilizados em UTI Neo, UTI Pediátrico, quando as dosagens e vazões precisam ser mais controladas. É também utilizado em casos de administração de certos quimioterápicos.
Saiba mais sobre os equipos Macro e Microgotas em nosso canal YouTube:
Caderno ilustrado contendo os principais cateteres e sondas utilizados pela equipe de saúde, descrevendo suas principais características, vias de inserção, e os seus principais cuidados de enfermagem.
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