Patologia dos Olhos: Exoftalmia e Enoftalmia

A Exoftalmia refere uma saliência anormal do globo ocular. O exorbitismo, ou a proptose igualmente chamada, esta circunstância podem afetar um ou ambos os olhos (unilateral ou bilateral) e são associados tipicamente com um problema médico subjacente.

A exoftalmia é a saliência, ou projeção do globo ocular para fora. A circunstância elevará em resposta a um acúmulo da gordura, do músculo ou do tecido atrás do olho, reduzindo a quantidade de espaço no soquete de olho. Isto força o globo ocular para a frente.

Qual é a Causa?

Muitas doenças podem gerar a exoftalmia, mas pode ser induzido por sangramentos na porção posterior do olho, inflamações, tumores ou crescimento anormal de tecido.

Sinais e Sintomas

O sintoma principal da exoftalmia é inflamação anormal do olho. Há outros sinais e sintomas, incluindo a seca córnea, a dor, o incômodo, a dificuldade de mover os olhos, e a dificuldade de fechar inteiramente os olhos ao dormir ou ao piscar.

Já a Enoftalmia é o afundamento do globo ocular para dentro da órbita, que pode ser congênito ou adquirido.

Qual é a causa?

O deslocamento posterior do globo ocular em relação ao outro olho pode ser consequente a vários processos que acometem o assoalho orbitário; alguns mais comuns, como neoplasias malignas, trauma, osteomielite e doenças inflamatórias sistêmicas; outros mais raros, como neurofibromatose, sinusite crônica e mucocele de seio maxilar.

O Tratamento

tratamento da enoftalmia depende da sua causa, mas muitas vezes implica em cirurgia para reposicionamento do globo ocular.

No caso da exoftalmia causada pela doença de Graves consiste no tratamento da própria doença de Graves com corticoides, geralmente por via oral. Além disso, também podem ser usados lubrificantes oculares, gel e/ou pomada ocular e cirurgias como a descompressão orbitaria.

Referências:

  1. https://www.nhs.uk/conditions/bulging-eyes/
  2. https://medlineplus.gov/ency/article/003033.htm
  3. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2354821/
  4. https://www.healthdirect.gov.au/graves-disease
  5. Dr. Victor Marques

Avaliação Pupilar: Os Tipos de Pupilas

Avaliação pupilar

Você sabia que além de te ajudar a enxergar, as pupilas também podem transmitir mensagens do que acontece em nosso cérebro?

O Conceito da Inervação Pupilar

A avaliação das pupilas constitui parte importante do exame neurológico. Iris é a parte colorida (castanha, preta, azul, verde) que funciona como o diafragma de uma máquina fotográfica.

Pupila é a abertura existente na íris, através da qual passam os raios luminosos que penetram no interior do olho. A pupila parece ser preta pois o interior do olho é uma câmara escura.

Num ambiente escuro, a pupila dilata-se, permitindo entrada de maior quantidade de luz. Num ambiente bem iluminado, a pupila contrai-se. Essas reações são chamadas de adaptação à luz ou reflexos pupilares foto motores.

A abertura da pupila é realizada pela contração do músculo dilatador da pupila, cujas fibras são dispostas radialmente, com sua origem na periferia da iris e a inserção no bordo da pupila.

O fechamento da pupila é realizado pela contração do músculo constritor da pupila, cujas fibras são dispostas circularmente em torno da abertura pupilar.

A musculatura dilatadora é inervada pelo sistema simpático e a constritora é inervada pelo sistema parassimpático. Inervada pelo sistema autônomo, a abertura e fechamento da pupila independe da vontade da pessoa.

A pupila também contrai quando olhamos para um objeto muito próximo dos olhos, reflexo chamado de acomodação à distância.

A Avaliação Pupilar

O que deve ser observado?

Na avaliação pupilar, devem ser observados e anotados o diâmetro, a forma e a reação à luz.

FORMA PUPILAR 

  • A forma das pupilas geralmente é arredondada, como um círculo, e a sua avaliação deve ser feita pela observação do contorno das mesmas;
  • Formas anormais de pupilas: ovóide, buraco de fechadura ou irregular;
  • Forma ovóide : sinal precoce de herniação transtentorial devido à hipertensão intracraniana;
  • Forma buraco de fechadura : comum em pacientes submetidos à cirurgia de catarata;
  • Forma irregular : encontrada em pacientes com trauma de órbita.

SIMETRIA PUPILAR

  • Isocóricas – pupilas com diâmetros iguais;
  • Fotorreagentes – quando reagem à exposição da luz contraindo-se e dilatando no escuro;
  • Anisocóricas – uma pupila maior do que a outra provável lesão no cérebro (no lado inverso da pupila dilatada);
  • Midríase – pupila dilatada;
  • Miose – pupila contraída. Provável choque anafilático (overdose, intoxicação, uso de anestésico nas cirurgias, etc.);
  • Discoria- Formato anormal da pupila, podendo ser derivado de uma anomalia congênita ou adquirida.

Curiosidades sobre a Pupila Normal VS Pupila Alterada

  • As pupilas quando normais são do mesmo diâmetro e possuem contornos regulares;
  • Pupilas contraídas, mióticas, podem ser encontradas nas vítimas viciadas em drogas;
  • Pupilas dilatadas, midriáticas, indicam um estado de relaxamento ou inconsciência, geralmente tal dilatação ocorre rapidamente após uma parada cardíaca;
  • Pupilas desiguais, em anisocorias podem indicar lesões de crânio ou acidente vascular cerebral nas vítimas.
Na morte cerebral, as pupilas estão totalmente dilatadas. Não respondem à luz.

Músculos Extraoculares

Músculos Extraoculares

Os músculos extraoculares são seis músculos que controlam os movimentos do olho. As ações dos músculos extraoculares dependem da posição do olho no momento da contração muscular.

Há seis músculos extraoculares que movem o olho: o reto superior, reto medial, reto inferior e oblíquo inferior (inervados pelo oculomotor ou motor ocular comum, III nervo craniano), o oblíquo superior (inervado pelo troclear, IV nervo craniano) e o reto lateral (inervado pelo abducente, VI nervo craniano). O músculo oblíquo inferior origina-se na porção anterior da órbita. Os outros cinco músculos extrínsecos do olho originam-se no ânulo de Zinn.

Os músculos retos superior e inferior, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anterior e lateralmente, formando um ângulo de 23 graus com o plano sagital, e inserem-se respectivamente na superfície anterossuperior e anteroinferior do olho. Os músculos retos medial e lateral, originando-se no anel de Zinn, dirigem-se anteriormente e inserem-se, respectivamente, na superfície Antero medial e anterolateral do olho.

O músculo oblíquo superior origina-se no ânulo de Zinn e dirige-se anteriormente, junto à parte superior da parede medial da órbita, onde seu tendão passa pela tróclea e muda de direção, direcionando-se posteriormente, inferiormente e lateralmente, inserindo-se no quadrante posterior, superior e lateral do olho. O tendão forma um ângulo de 55 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal quando o olho se encontra na posição primária.

O músculo oblíquo inferior origina-se num tendão situado adjacente à margem inferior e lateral da fossa lacrimal, direciona-se posteriormente e lateralmente inserindo-se no quadrante posterior, inferior e lateral do olho. O eixo do músculo forma um ângulo de 50 graus com o eixo anteroposterior do olho no plano horizontal, quando este se encontra na posição primária.