A Troca da roupa de cama com paciente

arrumação do leito hospitalar é um procedimento essencial para garantir o conforto e a higiene dos pacientes acamados.

Como realizar?

Materiais Necessários:

  • Lençol de baixo limpo
  • Lençol de cima limpo
  • Lençol móvel ou meio limpo
  • Fronha(s) limpa(s)
  • Edredom ou cobertor limpo (opcional)

Passos:

  1. Remova a roupa de cama usada:
    • Retire o edredom ou cobertor (se houver).
    • Retire o lençol de cima, meio ou móvel e as fronhas.
    • Por fim, retire o lençol de baixo.
  2. Faça a cama:
    • Vire o paciente para um dos lados do leito.
    • Enrolar os lençóis da metade livre da cama, em direção às costas da pessoa.
    • Estender o lençol limpo na metade da cama que está sem lençol.
    • Virar a pessoa sobre o lado da cama que já tem o lençol limpo e remover o lençol sujo, esticando o resto do lençol limpo.
    • Coloque o lençol de baixo no colchão e prenda-o sob os quatro cantos.
    • Coloque o lençol de cima sobre o colchão, alinhando as bordas com as bordas do lençol de baixo.
    • Coloque as fronhas nos travesseiros, acomodando o paciente sobre o mesmo.
    • Por fim, arrume o edredom ou cobertor (se houver) sobre o lençol de cima.

Dicas:

  • Para facilitar, dobre o lençol de baixo ao meio no comprimento e depois ao meio na largura. Isso criará uma linha central que você pode usar para alinhar o lençol no colchão.
  • Para esticar o lençol de cima, segure dois cantos opostos do lençol e puxe-os firmemente sobre os cantos opostos do colchão.
  • Troque a roupa de cama regularmente para manter um ambiente limpo e higiênico.

Referência:

  1. POTTER, Patrícia A.; PERRY, Anne G.. Fundamentos de Enfermagem. 9.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017.

Consistência de líquidos para pacientes Disfágicos

A consistência dos líquidos é um aspecto crucial no manejo de pacientes com disfagia, uma condição que dificulta a deglutição. Essa condição pode afetar a segurança alimentar e nutricional dos pacientes, tornando essencial compreender as diferentes consistências e suas implicações.

Os Tipos de Consistência para Pacientes Disfágicos

Néctar:

    • Descrição: A consistência de néctar é utilizada principalmente para disfagias leves.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de néctar são mais fluidos do que o mel ou o pudim.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com dificuldades leves de deglutição.

Mel:

    • Descrição: A consistência de mel é mais espessa do que a de néctar.
    • Características: Os líquidos espessados na consistência de mel têm uma viscosidade intermediária.
    • Indicação: Indicado para pacientes com disfagia moderada.

Pudim:

    • Descrição: A consistência de pudim é a mais espessa entre as três.
    • Características: Os líquidos espessados nessa consistência são densos e lentos para fluir.
    • Indicação: Recomendado para pacientes com disfagia grave.

A Importância da Padronização das Consistências

  • Segurança do Paciente: Fornecer a consistência correta é fundamental para evitar riscos de engasgos ou aspiração.
  • Confusão Terminológica: Múltiplos rótulos e definições podem causar confusão entre profissionais de saúde e cuidadores.
  • Desfechos de Tratamento: Uma terminologia clara permite melhores condições de tratamento e resultados positivos.

Em resumo, a padronização das consistências dos líquidos é essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes com disfagia. É importante que os profissionais de saúde e cuidadores estejam cientes dessas diferenças e sigam as orientações adequadas para cada paciente.

Referências:

  1. Disfagia.org
  2. Nutriçãoclínica
  3. Enutri

Placas de Identificação Beira Leito: Segurança do paciente

As placas de identificação beira leito são uma parte essencial dos protocolos de segurança em unidades de saúde.

Elas desempenham um papel fundamental na correta identificação dos pacientes, prevenindo erros que possam causar danos.

Importância das Placas de Identificação Beira-Leito

    • Meta Internacional de Segurança do Paciente: A identificação correta é a primeira meta da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a segurança do paciente. Ela deve ser realizada em todas as unidades de saúde.
    • Redução de Riscos: A identificação adequada evita erros, como administração de medicamentos errados ou procedimentos incorretos.
    • Uniformidade: As instituições de saúde devem adotar métodos uniformes para identificar os pacientes.

Indicadores Utilizados

    • Pulseira de Identificação: Os pacientes devem usar uma pulseira branca padronizada com no mínimo três indicadores: nome completo, data de nascimento e número do registro (prontuário).
    • Placa Beira Leito: Além da pulseira, é recomendado o uso de uma placa de identificação beira leito.

Cuidados de Enfermagem

    • Conferência Obrigatória: Antes de qualquer cuidado, os profissionais de saúde devem conferir os dados na pulseira e na placa de identificação.
    • Atualização Diária: As informações nas pulseiras e placas devem ser mantidas atualizadas.
    • Participação do Paciente/Familiar: O paciente ou familiar deve conferir as informações antes da instalação da pulseira.
    • Identificação em Macas: Para pacientes internados em macas, a placa beira leito deve ser fixada à maca.

 

Referências:

  1. PR.QAS_.001-00-Identificação-Segura.pdf (ints.org.br)
  2. 480277b0-267e-c03e-f304-5767c547a775 (saude.df.gov.br)
  3. Escola de Saúde

Sinais Vitais: Quando verificar?

Sinais vitais são medidas essenciais para avaliar o estado de saúde de uma pessoa. Eles incluem aferições como temperatura, frequência cardíaca, frequência respiratória e pressão arterial.

Em que situações deve verificar os sinais vitais?

Na admissão

Quando um paciente chega a um hospital ou clínica, a medição dos sinais vitais é um passo inicial crucial. Isso permite que os profissionais de saúde avaliem o estado geral do paciente e identifiquem possíveis alterações.

Na Pré consulta ou Consulta Hospitalar ou Ambulatorial

É importante medir os sinais vitais na pré consulta ou consulta médica de rotina, para avaliar as alterações fisiológicas e detectar possíveis problemas de saúde.

Após qualquer intervenção ou procedimento

Após cirurgias, exames ou outros procedimentos médicos, é importante monitorar os sinais vitais para detectar qualquer reação adversa ou mudança significativa.

Quando o paciente apresentar sintomas de emergência

Se um paciente manifestar sintomas graves, como falta de ar, dor no peito ou confusão, a verificação imediata dos sinais vitais é essencial para avaliar a gravidade da situação.

Antes e depois da administração de medicamentos

Alguns medicamentos podem afetar os sinais vitais. Portanto, é importante medir esses parâmetros antes de administrar qualquer tratamento.

Antes e depois de mudanças no tratamento

Sempre que houver alterações na terapia (como ajustes de dose ou troca de medicamentos), verificar os sinais vitais ajuda a avaliar a resposta do paciente.

Quando o paciente relata alterações nos sintomas

Se o paciente mencionar mudanças em seu estado de saúde, como febre, tontura ou palpitações, a medição dos sinais vitais pode fornecer informações importantes.

Quando o paciente apresenta ansiedade ou dor

A ansiedade e a dor podem afetar os sinais vitais. Monitorar esses parâmetros ajuda a entender o impacto emocional ou físico no paciente.

Referência:

  1. Central de Consultas

Sedestação: O que é?

A Sedestação beira leito é uma técnica de reabilitação que consiste em colocar o paciente sentado na beira da cama, com os pés apoiados no chão ou em um banquinho. Essa posição ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a respiração, a postura e o equilíbrio.

Além disso, estimula a independência e a autoestima do paciente, que pode realizar atividades simples como escovar os dentes, pentear o cabelo ou se alimentar e também ajuda a melhorar a circulação sanguínea, a respiração, a postura e o equilíbrio, além de prevenir complicações como úlceras de pressão, trombose e pneumonia.

Indicação

A sedestação beira leito pode ser realizada com pacientes acamados por longos períodos, que apresentam fraqueza muscular, dificuldade de movimentação ou risco de quedas.

O tempo e a frequência da sedestação dependem da condição clínica e da tolerância de cada paciente, mas geralmente varia entre 10 e 30 minutos, uma ou duas vezes ao dia.

A sedestação beira leito deve ser feita com o acompanhamento de um profissional de fisioterapia, que orienta o paciente sobre a forma correta de se sentar, respirar e relaxar, além de monitorar os sinais vitais e possíveis desconfortos.

Dispositivos para o auxílio

As estratégias atuais para sedestação à beira do leito em UTI incluem, comumente, a utilização de mais do que um profissional para garantir a segurança da mobilização, além de uma equipe preparada para o auxílio no momento dos exercícios durante a sedestação.

A utilização de dispositivos como cadeira confeccionada de tubos de PVC para ser colocada beira leito para auxiliar o paciente a se acomodar confortavelmente.

E o uso de poltronas em alguns casos onde o paciente consegue ajudar no momento da mobilização.

O desenvolvimento de dispositivos que permitam a mobilização precoce na beira do leito em UTI e que proporcione segurança aos profissionais e ao paciente, poderá aumentar a adesão da equipe multiprofissional a esse tratamento e reduzir o risco de eventos adversos associados à mobilização, contribuindo para a redução do tempo de internação e beneficiando a saúde do paciente na prevenção e no tratamento dos efeitos deletérios da imobilidade no leito, dentre eles a fraqueza muscular adquirida em UTI.

Referências:

  1. Dispositivo Para Posicionamento Seguro Em Sedestação a Beira Leito De Pacientes Adultos Internados Em Unidade De Terapia Intensiva Para Mobilidade Precoce. 2019.
  2. https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-nordeste/hulw-ufpb/acesso-a-informacao/gestao-documental/pop-procedimento-operacional-padrao/2019-1/urft-unidade-de-reabilitacao-de-fisioterapia-1/pop-urft-075-sedestacao-no-leito.pdf/@@download/file
  3. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/202542
  4. da Rocha, F. O., da Costa, K. D. P., de Sousa, L. P., Lins, A., & de Souza, D. P. (2023). O impacto da sedestação beira leito no desmame ventilatório em pacientes em uso de ventilação mecânica invasiva. Brazilian Journal of Development, 9(9), 27316–27327. https://doi.org/10.34117/bjdv9n9-115

Pulseira de Identificação: O que deve Conter?

A pulseira de identificação de pacientes é um elemento crucial no ambiente hospitalar. Ela atende a uma das mais relevantes necessidades do setor, que é assegurar a correta identificação dos pacientes.

Quando essa identificação é feita de maneira precisa, reduz-se significativamente o risco de erros, como equívocos na administração de medicamentos ou transfusões de sangue. Além disso, a identificação correta é fundamental para garantir a segurança no cotidiano de um hospital.

Itens importantes que devem conter em uma pulseira de identificação

  • Prevenção de Erros Médicos: A pulseira fornece informações essenciais sobre o paciente, como o nome, o número de identificação, o grupo sanguíneo e quaisquer condições médicas pré-existentes. Esses dados ajudam a equipe médica a fornecer o tratamento certo de forma rápida e eficaz, evitando erros que podem ter consequências graves.
  • Segurança em Casos de Doenças Contagiosas: Em áreas controladas e restritas, como zonas de isolamento para pacientes com doenças contagiosas, é fundamental identificar todas as pessoas que entram e saem. A pulseira permite rastrear os movimentos dos pacientes e visitantes, garantindo que todos estejam cientes das precauções necessárias.
  • Funcionamento da Pulseira: A pulseira pode ser impressa no momento em que o paciente chega à recepção do hospital. Ela contém informações como o nome do paciente, motivo da internação, medicamentos recorrentes, potenciais alergias e contato do responsável legal.
  • Identificadores Mínimos: Para garantir uma identificação correta, recomenda-se usar pelo menos dois identificadores na pulseira branca padronizada. Por exemplo, o nome completo e a data de nascimento são essenciais para evitar confusões.
  • Utilizar no mínimo dois identificadores como:
    • Nome completo do paciente;
    • nome completo da mãe do paciente;
    • data de nascimento do paciente;
    • número de prontuário do paciente.

Em resumo, a pulseira de identificação hospitalar é uma ferramenta vital para a segurança dos pacientes e deve conter informações relevantes para facilitar os cuidados médicos adequados.

Outros pontos importantes

Quanto à pulseira de identificação:

  • Deve conter nome completo – sem abreviatura e data de nascimento com dois dígitos para dia, 02 dígitos para mês e 04 dígitos para ano (xx/xx/xxxx).
  • Quando o paciente não puder ter sua identificação confirmada por estar sem documento, mas está consciente e sabe informar a nome completo e a data de nascimento e/ou seu acompanhante fornece os dados solicitados, a Identificação do paciente na pulseira e na ficha de identificação (anexo) será precedido da sigla PSD (paciente sem documento).
  • Quando o paciente estiver sem documento inconsciente, com confusão mental ou não sabe informar nome completo e data de nascimento, deverá ser utilizado como identificadores para nome: identidade sexual, cor da pele precedido da sigla PNI (paciente não identificado), se tiver cicatriz, tatuagem em face que o identifique, poderá ser acrescentado (ex.: PNI, homem de cor parda, D.I xx/xx/xxxx).
    • Identificadores para data de nascimento: será a data da internação (dia, mês e ano) precedida pela sigla DI (data da Internação): xx/xx/xxxx).
    • Neste caso, o número do atendimento será obrigatório estar descrito na pulseira de identificação e deverá ser conferido por leitura antes de cada cuidado e ou procedimento.
  • Nas demais situações o número do atendimento e ou prontuário poderá estar presente, não se faz obrigatório e não será considerado marcador de identificação obrigatório para auditorias.
  • Se a pulseira de identificação estiver danificada, for removida acidentalmente ou se tornar ilegível, deverá s ser solicitada ao setor de internação uma nova pulseira.
  • A pulseiras com registro manual deverá ser preenchida obrigatoriamente com letra de forma (caixa alta) legível.
  • Todos os formulários, etiquetas ou rótulos que identifiquem pacientes deverão possuir os dois marcadores de identificação nome e data de nascimento, e devem ser corretamente preenchidos.
  • A pulseira de identificação deve ser colocada, preferencialmente, no punho direito. Caso não seja possível a instalação nesse membro, será obedecida a seguinte ordem:
    • Punho esquerdo;
    • Tornozelo direito;
    • Tornozelo esquerdo.
  • Peça ao paciente que declare (e, quando possível, soletre) seu nome completo e data de nascimento.
  • Para a identificação do recém-nascido, a pulseira de identificação deve conter minimamente a informação do nome da mãe e o número do prontuário do recém-nascido e
    outras informações padronizadas pelo serviço de saúde.
  • Quando for realizada transferência para outro serviço de saúde, um identificador adicional do paciente pode ser o endereço.
  • Não usar o número do quarto/enfermaria/ leito do paciente como um identificador, em função do risco de trocas no decorrer da estadia do paciente no serviço.

O objetivo é que todos os pacientes permaneçam com a mesma pulseira durante a sua permanência na instituição, mas certas situações clínicas exigem que seja realizado um rodízio de membros, como na presença de edemas, de dispositivos invasivos, amputações, dentre outros.

Quando for necessária a realização do rodízio, a equipe de enfermagem responsável pelo cuidado deverá solicitar a internação, uma nova pulseira e providenciar a troca, procurando seguir as prioridades na eleição do membro. A saber: membro superior direito, membro superior esquerdo, membro inferior direito, membro inferior esquerdo.

Referências:

  1. EBSERH
  2. ANVISA

Admissão: O que anotar?

A admissão de um paciente é um processo importante que envolve a coleta de dados relevantes sobre sua condição de saúde, história clínica, alergias, medicamentos em uso, entre outros.

Itens importantes

O que anotar na ficha de admissão depende do tipo de serviço e da instituição onde o paciente será atendido, mas alguns itens são comuns a todos os casos:

  • Dados pessoais: nome completo, data de nascimento, sexo, estado civil, profissão, endereço, telefone, documento de identidade, CPF, cartão do SUS ou convênio.
  • Motivo da admissão: o que levou o paciente a procurar o serviço de saúde, quais são seus sintomas, há quanto tempo eles começaram, se há alguma causa conhecida ou suspeita.
  • História clínica: doenças prévias, cirurgias realizadas, internações anteriores, vacinação em dia, hábitos de vida (tabagismo, alcoolismo, atividade física), antecedentes familiares de doenças crônicas ou hereditárias.
  • Exame físico: sinais vitais (pressão arterial, frequência cardíaca, temperatura, respiração), peso, altura, índice de massa corporal (IMC), avaliação da pele, mucosas, cabelos, unhas, olhos, ouvidos, nariz, boca, pescoço, tórax, abdome, membros superiores e inferiores, genitais, ânus e reto.
  • Exames complementares: resultados de exames laboratoriais, de imagem ou outros que o paciente tenha realizado ou que sejam solicitados pelo médico responsável.
  • Diagnóstico: a conclusão do médico sobre o quadro clínico do paciente, baseada nos dados coletados e nos exames realizados.
  • Plano terapêutico: as medidas que serão tomadas para tratar o paciente, incluindo medicamentos prescritos, procedimentos cirúrgicos ou invasivos, orientações sobre dieta, repouso, atividade física e cuidados gerais.
  • Evolução: o registro diário da situação do paciente durante sua permanência no serviço de saúde, incluindo sua resposta ao tratamento, eventuais complicações ou intercorrências e alta ou transferência para outro serviço.

Esses são os principais pontos que devem ser anotados na admissão de um paciente. É importante que as informações sejam claras, objetivas e completas, para garantir uma assistência de qualidade e segurança ao paciente e à equipe de saúde.

Referência:

  1. COREN-SP

Paciente Colonizado Vs Infectado: As diferenças

As bactérias, assim como outros microrganismos, não estão sempre associadas à infecção, mas podem colonizar transitória ou permanentemente vários sítios corporais.

A diferença entre colonização e infecção leva em consideração não apenas o sítio corporal de onde o microrganismo foi isolado, mas também as condições clínicas do paciente.

Resumidamente, pode-se dizer que colonização é a presença de microrganismos sem que ocorram alterações nas funções normais do órgão/tecido ou resposta imune inflamatória; já na infecção, os microrganismos estão se multiplicando em grande quantidade e provocam alterações orgânicas.

Entenda as diferenças

Um paciente colonizado é aquele que tem uma bactéria em alguma parte do seu corpo, mas não apresenta sinais ou sintomas de infecção. A bactéria pode estar presente na pele, nas mucosas, nas feridas, nos cateteres ou em outros locais, mas não causa nenhum dano ao organismo. (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile e pode ser agente de disseminação)

Um paciente infectado é aquele que tem uma bactéria que invade os tecidos ou os órgãos e provoca uma resposta inflamatória, com manifestações clínicas como febre, dor, vermelhidão, secreção ou alteração de exames laboratoriais. A infecção pode ser causada por bactérias comuns ou multirresistentes, que são aquelas que não são sensíveis a vários grupos de antibióticos.  (Ex: testa positivo para bactéria Clostridium Difficile porém já está em situação clínica vulnerável por outras doenças)

Como é diagnosticado?

O diagnóstico de colonização ou infecção depende da avaliação clínica do paciente e da realização de exames microbiológicos, como culturas de secreções ou de sangue. A colonização e a infecção podem ter implicações para o tratamento e a prevenção da transmissão de bactérias entre os pacientes e os profissionais de saúde.

A colonização pode ser detectada por meio de culturas de vigilância, que são exames realizados em pacientes de risco para identificar a presença de bactérias multirresistentes.
A infecção pode ser diagnosticada por meio de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, que mostram evidências de comprometimento dos tecidos ou órgãos afetados pela bactéria.
Referências:
  1. EBSERH
  2. Secretaria de Saúde DF
  3. https://www.scielo.br/j/ape/a/J4qMbKZQVbZXsHgk5zjG4Kc/?lang=pt&format=pdf
Notícias da Enfermagem

Grupo da Enfermagem desenvolve aplicativo Paciente Empoderado

Uma das principais características da contemporaneidade é conhecida pela revolução tecnológica que se faz presente através de um click nos smartphones. Acessamos e-mails, conversamos com pessoas distantes em tempo real e muitos apps oferecem orientações para o cidadão comum sobre bem-estar e saúde. Com o intuito de melhorar a vida dos usuários dos serviços de […]

Classificação Internacional para a Segurança do Paciente da OMS

A grande função desta parte da Classificação Internacional para a Segurança do Paciente (CISP) é poder descrever o incidente em uma categoria específica, bem como descrever o que ele causou ao paciente, ou seja, é dar as características que dão o “diagnóstico” do incidente, bem como sua “repercussão clínica”. Sendo assim, aqui estão as duas categorias que são fundamentais quando pensamos no paciente, dentro da CISP.

Incidentes, apenas recordando, são eventos ou circunstâncias que poderiam resultar, ou resultaram, em dano desnecessário ao paciente.

Tipos de Incidente

  • Circunstância de Risco (reportable circumstance): é uma situação em que houve potencial significativo de dano, mas não ocorreu um incidente;
    • Exemplo: a escala de enfermagem de uma UTI está defasada em um determinado plantão.
  • “Quase – erro” (“near-miss”): incidente que não atinge o paciente;
    • Exemplo: uma enfermeira iria colocar uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, mas percebe antes de instalar.
  • Incidente sem dano(no harm incident): um evento que ocorreu a um paciente, mas não chegou a resultar em dano;
    • Exemplo: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, mas o sangue é compatível e o paciente não tem reação.
  • Incidente com dano = EVENTO ADVERSO (harmful incident): incidente que resulta em dano para um paciente (danos não intencionais decorrentes da assistência e não relacionadas à evolução natural da doença de base).
    • Exemplo: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve uma reação febril.

Incidentes de uma natureza comum agrupados por características semelhantes.

Existem 13 tipos de incidente (Tabela 1), que por sua vez, se abrem em sub-grupos que ajudam à entender o que se caracteriza em cada um dos 13 grupos, bem como a detalhar mais a classificação do tipo de incidente, facilitando o agrupamento, a análise e a divulgação.

Tabela 1 – Tipos de Incidente

1 Administração clínica
2 Processo clínico/ Procedimentos
3 Documentação
4 Infecção hospitalar
5 Medicação/ Fluídos endovenosos
6 Hemoderivados
7 Nutrição
8 Gases/ Oxigênio
9 Equipamento médico
10 Comportamento
11 Acidentes com o paciente
12 Estrutura
13 Gerenciamento de recursos/ Organizacional

Desfechos do Paciente

Conceitos que dizem respeito ao impacto sobre o paciente, que é inteiramente ou em parte atribuível a um incidente.

Inclui-se aqui 3 características. As duas primeiras são descritivas, por exemplo, o tipo de dano foi um trauma craniano em uma queda do paciente, o impacto social e econômico pode ser medido em função da sequela que ele teve e do tempo de reabilitação que precisará.

Quanto ao Grau de Dano, este é variável e deve ser visto em função das informações da Tabela 2. Interessante ressaltar aqui que quando lembramos dos grupos de incidentes, as Circunstâncias de Risco, os “Quase-erros” e os Incidentes sem Dano sempre causam NENHUM dano, enquanto que os EVENTOS ADVERSOS devem ser detalhados entre leves, moderados, graves ou responsáveis por óbito.

  • Tipo de Dano
  •  Impacto Social/Econômico
  • Grau de Dano

Tabela 2 – Grau de Dano

NENHUM Nenhum sintoma, ou nenhum sintoma detectado e não foi necessário nenhum tratamento.
LEVE Sintomas leves, perda de função ou danos mínimos ou moderados, mas com duração rápida, e apenas intervenções mínimas sendo necessárias (ex.: observação extra, investigação, revisão de tratamento, tratamento leve).
MODERADO Paciente sintomático, com necessidade de intervenção (ex.: procedimento terapêutico adicional, tratamento adicional), com aumento do tempo de internação, com dano ou perda de função permanente ou de longo prazo.
GRAVE Paciente sintomático, necessidade de intervenção para suporte de vida, ou intervenção clínica/cirúrgica de grande porte, causando diminuição da expectativa de vida, com grande dano ou perda de função permanente ou de longo prazo.
ÓBITO Dentro das probabilidades, em curto prazo o evento causou ou acelerou a morte.

 Tabela 3 – Grau de Dano conforme o grupo de Incidentes

Circunstância de Risco          Nenhum
“Quase-Erro”          Nenhum
Incidente sem Dano          Nenhum
Evento Adverso Leve

Moderado

Grave

Óbito

Tabela 4 – Exemplos de Eventos Adversos conforme o Grau de Dano

Leve Ex.: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve uma reação alérgica (coceira no corpo), que precisa de uma avaliação de um médico que prescreve uma dose de anti-alérgico, cessando os sintomas.
Moderado Ex.: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve uma reação alérgica intensa que resulta em mais dois dias de internação para controle dos sintomas, sendo que esses dois dias não eram previstos dentro da causa inicial da internação.
Grave Ex.: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve uma reação anafilática, que o leva a ir para a UTI sob intubação e ventilação mecânica.
Óbito Ex.: a enfermeira coloca uma bolsa de sangue em um paciente homônimo àquele que deveria receber esta bolsa, e o paciente desenvolve uma reação anafilática, que o leva a ir para a UTI sob intubação e ventilação mecânica. O paciente desenvolve uma pneumonia na UTI e vai a óbito por choque séptico.

Referência:

  1. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS). The Conceptual Framework for the International Classification for Patient Safety v1.1. Final Technical Report and Technical Annexes, 2009. Disponível em: http://www.who.int/patientsafety/taxonomy/en/