Medicaciones más usadas en una Intubación

Intubación

03:00 de la mañana. Usted está en su primer turno nocturno en la sala de trauma de un hospital de emergencia puerta abierta, referencia en politrauma en la región. Hasta ahora estaba tranquilo, sin ninguna gran intercurrencia. Hasta ahora … Se oye el ruido de la sirena de una ambulancia … Comenzó bajito y fue aumentando, aumentando, aumentando … Definitivamente el destino de aquel vehículo de socorro era el hospital en que usted estaba. Momentos de aprehensión hasta la llegada del equipo de primera atención con el paciente. En fin, el misterio cesa y el paciente aparece

Un joven, varón, en torno a los 25 años de edad, víctima de una colisión “auto x auto”. Al mirar más superficial, usted nota sangre y excoriaciones en diversas regiones del cuerpo. La primera cosa que le viene a la cabeza es el gran dogma del ATLS®: ABCDE!

Al iniciar la evaluación primaria de ese paciente, una conclusión es obvia: ¡El médico necesita intubar! Se opta por la secuencia rápida de intubación (SRI), estrategia estándar en la atención de emergencia de pacientes cuya intubación no es prevista como difícil. Durante los preparativos, usted se encuentra con las siguientes preguntas martillando su conciencia:

  • ¿Qué sedante debe usar?
  • ¿Qué pre-tratamiento debe iniciar?
  • ¿Cuál es la dosis?
  • ¿Debe asociar un analgésico? ¿O una relajación muscular?

Cuando se habla de SRI, estamos hablando de intubar bajo el efecto de un bloqueador neuromuscular, lo que implica paralizar toda la musculatura esquelética del paciente. Sin embargo, estas drogas no alteran la conciencia y mucho menos la respuesta al dolor, de modo que su uso sin una sedación asociada sería extremadamente desagradable e incómodo. Además, la manipulación de las vías aéreas, en esas condiciones, provocaría respuestas sistémicas indeseables, como taquicardia, hipertensión arterial y aumento de la presión intracraneal (PIC). Otro beneficio de los sedantes es inducir amnesia, además de mejorar la visión laringoscópica de las vías aéreas.

El Pretratamiento

Idealmente, al realizar un procedimiento, debemos estar acompañados de otro médico del equipo para que él pueda auxiliar en la atención, si algo no ocurre de acuerdo a lo previsto.

Debemos preparar todos los materiales necesarios para la intubación, dejándolos separados y probados (!):

  • En las salidas de aire de la pared: Oxígeno, material de aspiración, dispositivo de máscara de balón (Ambu).
  • Con el equipo: Laringoscopio con diferentes láminas, tubo orotraqueal, hilo guía, drogas seleccionadas, material de rescate para una vía aérea difícil.
  • El paciente: Monitorización cardiaca, saturación periférica de oxígeno, presión no invasiva, acceso venoso, cojín occipital, evaluación simplificada y rápida de la dificultad de la vía aérea.

En primer lugar, las drogas administradas aquí se hacen 3 minutos antes de la sedación y el bloqueo neuromuscular, es decir, durante ese período el paciente va siendo pre oxigenado (y cualquier material que aún no esté listo, va siendo preparado).

Drogas mais utilizadas:

medicacoesintubacao mais utilizadas A

medicacoesintubacao mais utilizadas 2

Referencias:

Mace SE. Challenges and advances in rapid sequence intubation. Emerg Med Clin N Am. 2008; 26: 1043-1068.
Stollings JL, Diedrich DA, Oyen LJ, Brown DR. Rapid-sequence intubation: a review of the process and considerations when choosing medications. Ann Pharmacother. 2014; 48(1): 62-76.

Siga nuestra página de facebook!

Medicações mais usadas em uma Intubação

“03:00 da manhã. Você está em seu primeiro plantão noturno na sala de trauma de um hospital de emergência porta aberta, referência em politrauma na região. Até agora estava tranquilo, sem nenhuma grande intercorrência. Até agora… Ouve-se, então, o barulho da sirene de uma ambulância… Começou baixinho e foi aumentando, aumentando, aumentando… Definitivamente o destino daquela viatura de socorro era o hospital em que você estava. Momentos de apreensão até a chegada da equipe de primeiro atendimento com o paciente.” Enfim, o mistério cessa e o paciente aparece:

Um jovem, sexo masculino, em torno dos 25 anos de idade, vítima de uma colisão “auto x auto”. Ao olhar mais superficial, você nota sangue e escoriações em diversas regiões do corpo.

A primeira coisa que lhe vem à cabeça á o grande dogma do ATLS: XABCDE!

Ao iniciar a avaliação primária desse paciente, uma conclusão é óbvia: O médico precisa intubar! Ele opta pela sequência rápida de intubação (SRI), estratégia padrão no atendimento de emergência de pacientes cuja intubação não é prevista como difícil. Durante os preparativos, você se depara com as seguintes dúvidas martelando a sua consciência:

  • Qual sedativo ele deverá usar?
  • Que pré tratamento ele deve iniciar?
  • Qual a dose?
  • Deve associar um analgésico? Ou um relaxamento muscular?

Quando se fala em Sequência Rápida de Intubação (SRI), estamos falando de intubar sob efeito de um bloqueador neuromuscular, o que implica em paralisar toda a musculatura esquelética do paciente. No entanto, essas drogas não alteram a consciência e muito menos a resposta à dor, de maneira que seu uso sem uma sedação associada seria extremamente desagradável e desconfortável.

Além disso, a manipulação das vias aéreas, nessas condições, provocaria respostas sistêmicas indesejáveis, como taquicardia, hipertensão arterial e aumento da pressão intracraniana (PIC). Outro benefício dos sedativos é induzir amnésia, além de melhorar a visão laringoscópica das vias aéreas.

Pré Tratamento

Idealmente, ao executar um procedimento, devemos estar acompanhados de um outro médico da equipe para que ele possa auxiliar no atendimento, caso algo não ocorra conforme o previsto.

Devemos preparar todos os materiais necessários à intubação, deixando-os separados e testados (!):

  • Nas saídas de ar da parede: Oxigênio, material de aspiração, dispositivo máscara balão (Ambu);
  • Com a equipe: Laringoscópio com diferentes lâminas, tubo orotraqueal, fio guia, drogas selecionadas, material de resgate para uma via aérea difícil;
  • O paciente: Monitorização cardíaca, saturação periférica de oxigênio, pressão não invasiva, acesso venoso, coxim occipital, avaliação simplificada e rápida da dificuldade da via aérea;

Idealmente, as drogas administradas aqui são feitas 3 minutos antes da sedação e do bloqueio neuromuscular, ou seja, é durante esse período que o paciente vai sendo pré oxigenado (e qualquer material que ainda não estiver pronto, vai sendo preparado).

Drogas mais utilizadas:

Droga Dose Função                        Indicações
Lidocaína 1,5 mg/Kg Reduz reatividade das vias aéreas Broncoespasmo,

hipertensão intracraniana

Fentanil 2-3 mcg/Kg Reduz atividade simpática pela intubação Síndrome coronariana, dissecção ártica, hemorragias intracranianas,

hipertensão intracraniana

Paralisia após indução

Se fizemos tudo certo, chegaremos nesse momento com o paciente monitorizado, estando com SpO2 acima de 94%, com um coxim na região occipital (não é cervical). Agora, devemos sedar e paralisar o paciente.

A escolha da medicação depende da doença de base do paciente, a disponibilidade de drogas do serviço, e a experiência médica individual com o uso da medicação. Cada uma dessas drogas tem suas particularidades e o médico que se encontra no atendimento de pacientes graves deve estar atento para suas características.

Drogas sedativas e paralisantes mais utilizadas e suas doses usuais no departamento de emergência (essas doses variam de acordo com a bibliografia consultada; as doses podem ser diferentes fora do contexto do paciente crítica):

Droga Dose Quando evitar
Midazolam 0,5-1,5 mg/Kg Instabilidade hemodinâmica, insuficiência cardíaca, hepatopatia, idosos
Propofol 1-2,5 mg/Kg Hipotensão, insuficiência cardíaca
Quetamina 0,5-2 mg/Kg Emergências hipertensivas, esquizofrênicos
Etomidato 0,3 mg/Kg Sepse, epilepsia
Succinilcolina 1,5 mg/Kg Hiperpotassemia ou risco de ter hiperpotassemia, hipertermia maligna
Rocurônio 0,6 mg/Kg

Referências:

  • Mace SE. Challenges and advances in rapid sequence intubation. Emerg Med Clin N Am. 2008; 26:1043-1068.
  • Stollings JL, Diedrich DA, Oyen LI, Brown DR. Rapid-sequence intubation: a review of the process and considerations when choosing medications. Ann Pharmacother. 2014;48(1): 62-76.

Conhecer os principais grupos de Sedativos e Analgésicos em uma UTI, também faz parte da rotina de um técnico de enfermagem. Para mais, acesse Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e saiba mais sobre este assunto.