Tipos de Cateteres Venosos Centrais

A terapia intravenosa é uma das práticas mais comuns na assistência hospitalar, principalmente em pacientes críticos ou que necessitam de medicações em longo prazo. Nesse contexto, os cateteres venosos centrais (CVCs) são recursos fundamentais para garantir acesso venoso confiável, seguro e eficaz.

Existem diferentes tipos de CVCs, e cada um tem indicações específicas, vantagens e cuidados próprios. Saber diferenciá-los é essencial para qualquer profissional e estudante de enfermagem que deseja atuar com excelência na área hospitalar, especialmente em unidades de terapia intensiva, centro cirúrgico ou oncologia.

Nesta publicação, vamos falar de maneira clara e completa sobre os principais tipos de cateteres venosos centrais, divididos por grupos: curta permanência, longa permanência e PICC.

O que é um Cateter Venoso Central?

O CVC é um dispositivo introduzido em veias de grande calibre, como a subclávia, jugular interna ou femoral, com a extremidade do cateter posicionada na veia cava superior ou inferior. Isso permite a infusão segura de soluções irritantes, nutrição parenteral, quimioterápicos, além da monitorização hemodinâmica central.

Cateteres de Curta Permanência

Esses são os mais comuns em ambientes hospitalares, especialmente em pacientes críticos, cirúrgicos ou que necessitam de terapia intensiva por poucos dias.

CVC não tunelado

É um cateter de inserção direta, geralmente implantado pela veia jugular interna, subclávia ou femoral. Seu uso é indicado para terapia intensiva de curta duração (em média, até 7 a 14 dias).

Características:

  • Pode ter um, dois ou três lúmens.
  • Instalação feita por técnica asséptica, com auxílio do ultrassom em muitos serviços.
  • Mais sujeito a infecções se comparado aos de longa permanência.

Cuidados de enfermagem:

  • Trocar curativo a cada 48h (gaze) ou 7 dias (curativo transparente), ou quando estiver sujo/úmido.
  • Higienizar a conexão antes de manusear.
  • Observar sinais de infecção (eritema, dor, secreção).
  • Lavagem dos lúmens com SF 0,9% entre medicações incompatíveis ou antes de desuso.

Cateteres de Longa Permanência

Indicados para terapias prolongadas, como quimioterapia, antibioticoterapia de longa duração, nutrição parenteral crônica ou pacientes em cuidados paliativos.

Cateter Tunelado (tipo Hickman ou Broviac)

São inseridos cirurgicamente, e parte do cateter passa por um túnel subcutâneo antes de atingir a veia central. Esse túnel forma uma barreira natural contra infecções.

Indicações:

  • Terapia de meses a anos.
  • Pacientes com necessidade contínua de infusões.

Características:

  • Menor risco de infecção.
  • Possui cuff (manguito) que estimula aderência ao tecido subcutâneo.

Cuidados de enfermagem:

  • Curativo inicial reforçado e trocado semanalmente.
  • Técnica asséptica rigorosa.
  • Monitoramento frequente de sinais flogísticos e permeabilidade.

Cateter totalmente implantado (Port-a-Cath)

Conhecido como “port”, é implantado sob a pele, com um reservatório conectado a um cateter venoso central. A punção é feita com agulha específica (agulha de Huber).

Indicações:

  • Pacientes oncológicos.
  • Terapias intermitentes de longa duração.

Vantagens:

  • Fica totalmente sob a pele (menor risco de infecção).
  • Estética mais favorável.

Cuidados de enfermagem:

  • Punção com agulha Huber sob técnica estéril.
  • Troca da agulha a cada 7 dias (em uso contínuo).
  • Lavagem com heparina se ficar em desuso por longos períodos.

Cateter Central de Inserção Periférica (PICC)

O PICC é um cateter central, mas inserido por veia periférica (geralmente basílica ou cefálica), com a extremidade posicionada na veia cava superior. É uma excelente alternativa para pacientes com acesso venoso periférico difícil ou que precisarão de acesso por semanas.

Indicações:

  • Uso de 7 dias até 1 ano.
  • Antibióticos, nutrição parenteral, quimioterapia.

Características:

  • Pode ser inserido por enfermeiros treinados.
  • Mais confortável para o paciente.
  • Menor risco de complicações pulmonares ou cardíacas.

Cuidados de enfermagem:

  • Curativo com filme transparente trocado semanalmente.
  • Fixação com dispositivo próprio (não usar esparadrapo comum).
  • Lavagem com SF 0,9% e, em alguns protocolos, heparina.
  • Observar sinais de trombose (edema no braço, dor, dificuldade de infusão).

Comparativo Geral dos Tipos de CVC

Tipo de CVC Duração esperada Via de inserção Risco de infecção Manutenção
Não Tunelado Curta (até 14 dias) Jugular, subclávia Moderado Alta
Tunelado (Hickman) Longa (meses-anos) Cirúrgica subcutânea Baixo Moderada
Port-a-Cath Longa (anos) Cirúrgica subcutânea Muito baixo Baixa
PICC Intermediária Periférica (braço) Baixo Moderada

Prevenção de complicações

Independente do tipo de CVC, a atuação da enfermagem é fundamental na prevenção das complicações, principalmente a Infecção da Corrente Sanguínea Relacionada a Cateter (IPCS). Cada CVC inserido representa um risco, e é nosso dever minimizá-lo com:

  • Higiene das Mãos Rigorosa: Sempre, sempre, sempre!
  • Técnica Asséptica: Para inserção e manutenção do curativo, flushing e administração de medicações.
  • Avaliação Contínua: Observar diariamente o sítio de inserção e os sinais vitais do paciente.
  • Flushing Adequado: Manter a permeabilidade é manter a segurança.
  • Remoção Precoce: Se o CVC não for mais necessário, ele deve ser retirado para diminuir o risco.

Entender os diferentes tipos de cateteres venosos centrais é um conhecimento essencial para a prática segura da enfermagem. Cada tipo tem indicações específicas, características únicas e exige cuidados distintos. A atuação da enfermagem é crucial tanto na prevenção de complicações quanto na manutenção da funcionalidade desses dispositivos.

Saber reconhecer sinais de infecção, garantir curativos bem feitos, aplicar técnicas assépticas rigorosas e orientar o paciente são responsabilidades que impactam diretamente na segurança e recuperação da pessoa assistida.

Referências:

  1. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: ANVISA, 2017.
    Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/publicacoes/documentos-de-orientacao/medidas-de-prevencao-de-infeccao-relacionada-a-assistencia-a-saude
  2. PERRY, A. G.; POTTER, P. A. Fundamentos de Enfermagem. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018.
  3. SILVA, R. A. et al. Cuidados de Enfermagem com Cateter Venoso Central. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília, v. 72, supl. 1, p. 234–240, 2019.Disponível em: https://www.scielo.br/j/reben/a/JQwQnvPRvcq6s4gVpPbsT6F/
  4. GARCEZ, A. P. N.; MACHADO, R. C. M.; AZEVEDO, L. M. M. Cateter Venoso Central: revisão sobre indicação, inserção, manutenção e complicações. Revista Médica de Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 23, n. 4, p. 556-560, out./dez. 2013. Disponível em: https://rmmg.org/artigo/544/cateter-venoso-central-revisao-sobre-indicacao–insercao–manutencao-e-complicacoes. Acesso em: 18 jun. 2025.
  5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE INFECTOLOGIA (SOBEI). Recomendações para a Prevenção de Infecções Relacionadas a Cateteres Vasculares. São Paulo: SOBEI, 2017. (Buscar em publicações da SOBEI ou outras sociedades de controle de infecção).

El Catéter Permcath: ¿Qué es?

Permcath

El Catéter de Permcath es un poco diferente del catéter de Shilley. Aunque ambos sean para su principal función, que es permitir la hemodiálisis al paciente, el catéter de Shilley es muy utilizado como procedimiento temporal, otras veces es un procedimiento de transición a la fístula, y otras veces, es definitivo.

¿Qué es el Catéter Permcath?

El nombre permcath ya proviene del significado que viene del inglés: “Perm” de permanencia y “Cath” de catéter, donde el mismo es de larga permanencia, pudiendo quedarse en hasta dos años implantado en una vena de grueso calibre central, generalmente a través de la vena yugular en el cuello.

Los lugares de inserción

También se puede introducir en otras venas como la subclavia, que se encuentra en el tórax debajo de la clavícula, o en la femoral, que se encuentra en la ingle, además de otros lugares menos comunes.

Este catéter se coloca a través de un túnel hecho en microcirugía con salida en un lugar diferente de lo que fue implantado, ofreciendo más comodidad al paciente y, más importante, menor índice de infecciones.

¿Para quién se indica este tipo de catéter?

Generalmente es indicado en pacientes portadores de insuficiencia renal crónica (IRC), que necesitan realizar hemodiálisis, que es el proceso de filtración de la sangre que sustituye las funciones de los riñones; donde necesitan un acceso venoso para el procedimiento.

Los accesos más utilizados son los catéteres, en el caso el Permcath, y las fístulas arteriovenosas.

Pero, ¿cuál es el acceso ideal para el Hemodiálisis?

El ideal mismo es la fístula arteriovenosa (FAV) autóloga, o sea, confeccionada con la vena del propio individuo, pues presenta mayor potencia, menor índice de intervenciones y menos infección, si comparadas a la FAV heteróloga (confeccionada con prótesis), al catéter tunelizado con el tapón (permcath) y el catéter no tunelizado (shilley).

Las Complicaciones

El Permcath presenta un bajo índice de complicaciones; sin embargo, aunque sean raras, pueden ser importantes, por lo que nunca se debe minimizar al paciente tal procedimiento.

Las complicaciones del intra y del postoperatorio inmediato del catéter consiste principalmente en:

  • Punción arterial accidental;
  • hematoma;
  • Embolia gaseosa;
  • neumotórax;
  • Disfunción del catéter;
  • Perforación de vasos, del atrio o del ventrículo derecho;
  • Lesión del conducto torácico cuando la punción se realiza en el lado izquierdo.

Las complicaciones tardías consisten en:

  • Fractura del catéter;
  • Desconexión del catéter del depósito;
  • Extravasación de medicamentos;
  • Extrusión del depósito y / o necrosis de piel que recubre el catéter;
  • Rotación del depósito;
  • Tratamiento inadvertido del extremo del catéter;
  • Oclusión del catéter;
  • Trombosis venosa profunda;
  • La infección.

¿Cómo se realiza el procedimiento de inserción del catéter?

El implante del catéter de Permcath se realiza en el centro quirúrgico con la aplicación de anestesia local.

Utilizando aparato de radioscopia digital, el procedimiento se realiza de forma rápida y segura.

Generalmente el paciente recibe alta el mismo día y puede realizar hemodiálisis por el catéter tan pronto como éste es implantado.

En algunos casos, el Permcath también se puede utilizar para el trasplante de médula ósea.

En cuanto al vendaje:

El primer vendaje del sitio de inserción del catéter (óstio) deberá realizarse después de las 24 horas de la fecha de inserción o antes si existe presencia visible de sangre derivada de la punción. El apósito deberá ser cambiado, a continuación, cada 48 horas o siempre que el mismo se presenta sucio, mojado o soltando, respetando la técnica aséptica, descrita a continuación:

  • Lavar las manos con agua y jabón neutro o utilizar alcohol gel (con la misma técnica de fricción de las manos);
  • Si utiliza la técnica “en el touch” (técnica donde se utilizan pinzas de curativo, sin el contacto directo de las manos en el campo), el uso de guantes estériles es dispensable;
  • Retirar el apósito anterior y proceder al cambio;
  • Calentar guantes estériles y colocar el campo estéril;
  • Palpar el túnel hacia el óstio e inspeccionar el óstio para evaluar la hiperemia, el dolor, el edema, la secreción, el sangrado, etc .;
  • Evaluar el óstio, buscando signos de infección como hiperemia, secreción (purulenta o no), dolor y calor;
  • Limpiar el óstio con suero fisiológico con gasa estéril;
  • Hacer limpieza del óstio con gasa humedecida en clorexidina alcohólica;
  • Hacer 3 veces la desinfección de todo catéter con clorexidina alcohólica, siempre en el sentido del óstio para las conexiones;
  • Probar reflujo de las dos vías del catéter con jeringas 3 ml y despreciar las jeringas con sangre;
  • Prueba de flujo de las dos vías con jeringas que contengan 15cc de SF 0, 9% hacer en “flush” rápido, seguido del clampeo de cada vía (técnica de salinización del catéter);
  • Atentar al posicionamiento correcto del “Clamp”;
  • Intercambiar sueros y equipos y polifix a cada cambio de curativo;
  • Cerrar el vendaje con gasa seca estéril y micropore, sin olvidar de fechar el vendaje. Si se utiliza una cubierta de película transparente estéril, no hay necesidad de mantener gasa en el óstio de inserción;
  • Cambiar el vendaje cada 48 horas o si es necesario;
  • Registrar el vendaje en el registro.

Obs .: Si hay presencia de secreción o sangre en el ostio, el vendaje debe ser cambiado diariamente hasta la ausencia de signos de infección. El uso de máscara es dispensable. Se recomienda no hablar durante el procedimiento. Es imprescindible la ayuda de otro profesional para evitar la contaminación del material.

En cuanto a los cuidados con los conectores:

  • Realizar desinfección de las conexiones antes de la manipulación del catéter realizando fricción con gasa humedecida en clorexidina alcohólica intercambiándolos a cada vendaje;
  • Los dispositivos utilizados para la administración de sangre y derivados deben intercambiarse cada 12 horas y los utilizados para la administración de nutrición parenteral cada 24 horas;
  • En el caso de inserción de un nuevo catéter, todas las soluciones y dispositivos de infusión deben ser intercambiados y jamás transferidos del antiguo al nuevo.

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