Acrocianose

acrocianose é definida como uma patologia vascular permanente, que confere a cor azulada (cianose) à pele das mãos e, menos frequentemente, dos pés, podendo estender-se para antebraços e pernas.

Esta condição surge em consequência da dificuldade que o oxigênio encontra em chegar às extremidades dos membros, tanto superiores quanto inferiores.

Afeta mais comumente mulheres a partir dos 20 anos de idade e, em certos casos, durante a puberdade. A coloração azulada da pele costuma intensificar-se em ambientes com baixas temperaturas.

Esta patologia é indolor e as manifestações clínicas limitam-se à coloração azulada da pele das regiões anteriormente citadas, bem como o aspecto de pele fria, úmida.

Habitualmente, a cianose está ligada a uma condição benigna que não necessita de intervenção médica; todavia, quando esta não é benigna, pode apontar um grave problema médico, habitualmente em associação com outras moléstias do tecido conjuntivo.

A acrocianose também é observada em pacientes que apresentam desordem neuro-hormonal crônica do sistema cardiovascular, em consequência de um choque ou, menos frequentemente, pode indicar a presença de uma doença progressiva e lenta, como insuficiência cardíaca.

O diagnóstico da patologia em questão é feito com base na sintomatologia persistente apresentada pelo paciente.

Geralmente não é necessária a realização de tratamento. O uso de medicamentos vasodilatadores é pouco eficaz. Raramente, pode ser feita a ressecção de nervos simpáticos, objetivando aliviar os sintomas.

Referências:

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Acrocianose
  2. http://www.manualmerck.net/?id=54&cn=673

Fenômeno de Raynaud

raynaud

O Fenômeno conhecido como Raynaud é uma condição em que, por uma série de motivos, ocorre diminuição do calibre de pequenas artérias das extremidades do nosso corpo. Mais comumente, afetam dedos das mãos e/ou dos pés. Porém, isso também pode acontecer (com menos frequência) no nariz, nas orelhas e até mesmo no pênis, pois todos esses locais são considerados extremidades do corpo.

Geralmente, ocorre após exposição ao frio, emoções fortes ou em resposta ao estresse.

Quando isso acontece, há a diminuição do fluxo sanguíneo para as extremidades afetadas, o que leva a uma alteração da coloração dos dedos. Essa alteração de cor costuma apresentar três fases distintas:

  1. Inicialmente, os dedos afetados tornam-se pálidos (esbranquiçados). Isso acontece pela diminuição do fluxo sanguíneo na região, causada pela vasoconstrição das pequenas artérias, levando à isquemia.
  2. Logo depois, os dedos apresentam cianose (cor azulada), por conta da falta de oxigênio chegando na região.
  3. Por fim, a região afetada fica avermelhada e reaquecida. Isso acontece porque, ao fim do episódio, as pequenas artérias que estavam com seu calibre diminuído voltam ao normal e o sangue retorna a circular. Isso é chamado de hiperemia reativa: por conta da recuperação rápida do fluxo sanguíneo, os dedos ficam mais avermelhados que o normal.

Nem todas as três fases precisam estar presentes. Alguns pacientes apresentam apenas a palidez seguida da cianose, enquanto outros podem ainda ter somente a cianose.

Além da alteração da temperatura, alguns outros sintomas do Fenômeno de Raynaud podem estar presentes durante os episódios:

  • Sensação de frio;
  • Amortecimento;
  • Alteração da sensação (parestesia), como formigamentos ou agulhadas.
  • Na fase de hiperemia, pode haver uma sensação de dor latejante.

Em geral, o tratamento farmacológico não é necessário para o Fenômeno de Raynaud primário.O FR secundário pode ser grave, principalmente quando associado à esclerodermia. Outras doenças do tecido conjuntivo, malignidades e aterosclerose também podem ser a causa subjacente.

As possíveis opções de tratamento para o FR secundário são os bloqueadores dos canais de cálcio, antagonistas do receptor da angiotensina, inibidores da enzima conversora da angiotensina (ECA), inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS), nitratos tópicos e sistêmicos, inibidores da fosfodiesterase-5 (PDE-5) e prostaciclinas.

As complicações no FR secundário incluem isquemia digital grave, gangrena, úlceras digitais e infecções.

Recomenda-se que o paciente se mantenha aquecido, abandone o hábito de fumar, exercite-se regularmente e evite estresse. O alívio da dor pode ser um importante tratamento adjuvante. Há poucos dados sobre terapias complementares.