Descolamento Prematuro da Placenta (DPP) vs. Placenta Prévia

Duas das complicações mais graves na gravidez são o descolamento prematuro da placenta (DPP) e a placenta prévia. Ambas colocam em risco a vida da mãe e do bebê, mas têm causas, sintomas e abordagens diferentes.

Entenda as diferenças e os cuidados essenciais de enfermagem neste guia completo!

O Que é Descolamento Prematuro da Placenta (DPP)?

DPP ocorre quando a placenta se separa parcial ou totalmente da parede uterina antes do parto, comprometendo a oxigenação fetal.

Principais Características:

✔ Causas: Hipertensão, trauma abdominal, tabagismo, gravidez múltipla

Sintomas:

  • Sangramento vaginal (pode ser oculto)
  • Dor abdominal intensa e contínua
  • Útero rígido e doloroso
  • Sinais de sofrimento fetal

✔ Riscos:

  • Hemorragia materna
  • Parto prematuro
  • Óbito fetal

O Que é Placenta Prévia?

placenta prévia acontece quando a placenta se implanta parcial ou totalmente sobre o colo do útero, obstruindo o canal de parto.

Principais Características:

✔ Causas: Cesáreas anteriores, curetagens, idade materna avançada

Sintomas:

  • Sangramento vaginal indolor (geralmente no 3º trimestre)
  • Sangramento pode ser intenso e recorrente

✔ Riscos:

  • Hemorragia grave
  • Parto prematuro
  • Necessidade de cesárea

Diferenças Entre DPP e Placenta Prévia

Característica Descolamento de Placenta (DPP) Placenta Prévia
Localização Placenta se solta do útero Placenta cobre o colo do útero
Sangramento Pode ser oculto ou externo Sangramento vermelho vivo, indolor
Dor Intensa e contínua Geralmente ausente
Fatores de Risco Hipertensão, trauma Cesáreas anteriores, idade materna avançada

Cuidados de Enfermagem

Para Descolamento de Placenta (DPP)

✅ Monitorização contínua:

  • Sinais vitais maternos (PA, FC, saturação)
  • Avaliação fetal (CTG – cardiotocografia)

✅ Preparo para emergências:

  • Acesso venoso calibroso
  • Hemograma e coagulação (risco de coagulopatia)

✅ Suporte emocional:

  • A mãe pode estar ansiosa ou em pânico

Para Placenta Prévia

✅ Repouso absoluto:

  • Evitar esforços e relações sexuais

✅ Controle de sangramento:

  • Observar quantidade e características do sangue

✅ Preparo para cesárea:

  • A maioria dos casos exige parto cirúrgico

Quando Procurar Ajuda?

⚠ Sinais de alerta:

  • Sangramento vaginal intenso
  • Dor abdominal forte
  • Diminuição dos movimentos fetais

Se algum desses sintomas aparecer, procure um hospital imediatamente!

Tanto o descolamento de placenta quanto a placenta prévia são emergências obstétricas que exigem atenção médica imediata. O papel da enfermagem é crucial no monitoramento, suporte e preparo para intervenções rápidas, garantindo a segurança da mãe e do bebê.

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  2. CUNNINGHAM, F. G. et al. Williams Obstetrics. 25. ed. McGraw-Hill, 2018. Disponível em: https://accessmedicine.mhmedical.com/
  3. ROJO, A. P. et al. Placenta previa and placental abruption: contemporary management strategies. Journal of Perinatal Medicine, v. 50, n. 3, p. 321-330, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1515/jpm-2021-0500

Descolamento Prematuro da Placenta

O descolamento prematuro de placenta (DPP) é definido como a separação da placenta normalmente inserida antes da saída do feto, em gestação de 20 ou mais semanas completas.

É mais comum em mulheres múltiparas e com história de DPP em gestação anterior. Esta última com risco aumentado de recorrência de 8-12 vezes.

Fisiopatologia

A principal causa do descolamento prematuro da placenta é a ruptura de vasos maternos na decídua basal. Raramente o sangramento é originado das veias fetais e placentárias.

O sangue proveniente desta ruptura se acumula e separa a placenta da decídua, formando um hematoma. Este hematoma pode ser pequeno e autolimitado (separação parcial), ou pode aumentar e causar a separação completa (separação total).

Esse fato acarreta a perda de função da placenta, fazendo com que não consiga manter sua função de troca de substâncias, causando comprometimento fetal à medida que evolui. O sangramento decidual pode ser eliminado pelo colo uterino ou pode ficar retido como hematoma retroplacentário.

Poderá, também, causar hemoâmnio (sangue infiltra-se no líquido amniótico) ou útero de Couvelaire (sangue infiltra-se no miométrio).

Fatores de Risco

Fatores de risco para descolamento incluem gravidez anterior complicada por DPP, distúrbios hipertensivos, trauma, drogadição (como cocaína) e ruptura prematura das  membranas.

Descolamento prematuro de placenta ocorre mais frequentemente em mulheres mais velhas (≥ 35 anos), mas geralmente esse aumento tem sido atribuído a multiparidade (três ou mais partos) independente da idade.

O risco relativo associado ao tabagismo materno durante a gravidez varia entre 1.5 e 2.5. Parar de fumar, antes da gravidez ou no início da gravidez, parece reduzir o risco de descolamento ao nível de não-fumantes. A nicotina tem efeito vasoconstritor e pode levar à hipóxia e à infartos placentários, aumentando a fragilidade capilar.

Em alguns estudos, a hipertensão crônica tem sido um fator de risco para descolamento prematuro da placenta. Hipertensão crônica com pré-eclâmpsia sobreposta pode aumentar o risco de descolamento prematuro da placenta de 2.8 para 7.7 vezes.

Cerca de 4-12% dos pacientes com ruptura prematura das membranas antes de 37 semanas de gestação desenvolve DPP. O risco aumenta com a diminuição da idade gestacional na ruptura de membranas. Em algumas mulheres com a redução súbita do volume do útero pode levar à ruptura da placenta.

Diagnóstico

Clínico

O diagnóstico de descolamento prematuro de placenta é essencialmente clínico, porém achados de imagem podem ajudar a confirmar o diagnóstico.

Os sinais e sintomas clássicos do DPP são sangramento vaginal, dor súbita e intensa no abdome e na palpação do útero, hipertonia/contrações uterinas e alterações na cardiotocografia fetal. Contudo, todos esses achados podem não estar sempre presentes, mesmo assim não podemos excluir o diagnóstico de DPP.

O sangramento vaginal pode ser leve e clinicamente insignificante até severo e com risco de vida. Em alguns casos a perda de sangue não se correlaciona com a gravidade do descolamento da placenta, visto que uma grande parte do sangramento pode ficar retido entre a placenta e o útero, normalmente isso ocorre em 10-20% dos casos.

As contrações uterinas são usualmente de alta frequência e baixa amplitude (taquiassistolia), mas o útero também pode estar em hipertonia.

Nas alterações fetais encontramos bradicardia ou taquicardia fetal persistente, indicativas de insuficiência placentária aguda. Em contraste com os sinais clássicos apresentados anteriormente, algumas pacientes apresentam o que pode ser chamado de descolamento prematuro de placenta crônico.

Na apresentação clínica desses casos ocorre um sangramento vaginal de pouca quantidade, intermitente com ou sem contrações uterinas e a cardiotocografia é normal. Porém, mesmo sendo crônico, pode levar à insuficiência placentária com oligodrâmnio e restrição de crescimento fetal.

Laboratorial

Exames laboratoriais não são úteis para o diagnóstico direto de descolamento prematuro de placenta, entretanto são muito importantes para guiar o raciocínio clínico, mostrar a gravidade do caso e nortear a conduta, principalmente no que diz respeito à reposição volêmica, reposição de hemoderivados e grau de urgência das ações.

Normalmente, o grau de hemorragia materna apresenta correlação com o grau de anormalidades hematológicas como, anemia e coagulopatia, com a diminuição nos níveis de fibrinogênio e presença de trombocitopenia.

Esses achados laboratoriais podem ser importantes para o diagnóstico de Coagulação Intravascular Disseminada (CIVD) que ocorre em 10-20% dos casos de DPP grave, normalmente com óbito fetal.3 A tabela 2 nos resume aspectos práticos sobre transfusão de hemoderivados.

Por Imagem

Identificação de hematoma retroplacentário é um achado útil nos casos de descolamento prematuro de placenta. Normalmente a hemorragia aparece com aspecto heterogêneo e hiperecóico comparada à ecogenicidade da placenta.

Além disso, a ecografia também é muito importante para avaliar a possibilidade de outros diagnósticos diferenciais, como placenta prévia, por exemplo. A sensibilidade dos achados de imagem para o diagnóstico de DPP é de 25-50%, mas o valor preditivo positivo é alto, chegando a aproximadamente 90% quando os achados sugerem o descolamento.

Alguns Cuidados de Enfermagem

  • Observar sangramento;
  • Observar sinais e sintomas de choque;
  • Controlar rigorosamente gotejamento de soro e sangue;
  • Proporcionar ambiente calmo, atendendo às necessidades da paciente para que repouse;
  • Controlar rigorosamente os sinais vitais;
  • Proceder aos preparativos para o parto normal ou cesariana, conforme indicação médica.

Referências:

  1. Montenegro CAB, Rezende Filho J. Obstetrícia Fundamental. 11° ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008. p. 261-6.
  2. Zugaib M. Obstetrícia. São Paulo: Manole; 2008. p. 713-23.
  3. Ananth CV, Kinzler WL. Placental abruption: clinical features and diagnosis. Obstetrics. UpToDate
    Online; Fev. 2014 .Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/placental-abruption-clinical-features-and-diagnosis.
  4. Acauan Filho BJ, Cunha Filho EV, Steibel G, Steibel JAP, Paula LG, Medaglia Filho PV. Obstetrícia de plantão: da sala de admissão ao pós-parto. Porto Alegre: EDIPUCRS; 2012. p. 29-34; 67-68.
  5. Tikkanen M. Placental abruption: epidemiology, risk factors and consequences. Acta Obstet Gynecol Scand. 2011 Feb; 90(2):140-9.
  6. Newfield E. Third-Trimester Pregnancy Complications. Prim Care Clin Office Pract 2012;39:95-113.
  7. Oyelese Y, Ananth CV. Placental abruption: management. Obstetrics. UpToDate Online; Fevereiro 2014. Disponível em: http://www.uptodate.com/contents/placental-abruption-management.
  8. Pariente G, Wiznitzer A, Sergienko R, Mazor M, Holcberg G, Sheiner E. Placental abruption: critical analysis of risk factors and perinatal outcomes. J Matern Fetal Neonatal Med. 2011 May; 24(5):698-702.
  9. Morikawa M, Yamada T, Cho K, et al. Prospective risk of abruption placentae. J Obstet Gynaecol Res. 2014 Feb; 40(2):369-74.

Dequitação da Placenta

Dequitação da placenta é a expulsão ou saída da placenta de dentro do útero chamado de terceiro período do parto que ocorre após a saída e nascimento do bebê.

Após o nascimento tem um tempo médio de até 30 minutos para ocorrer a expulsão da placenta de dentro do útero.

Como ocorre?

Nesta fase, a placenta – que nutriu o bebê durante toda a gestação – é expulsa pela vagina.

O processo pode durar de 5 a 30 minutos, sendo mais lento em mulheres que estão tendo o primeiro parto. A saída da placenta ocorre por um mecanismo natural do corpo e sentirá uma cólica durante a saída.

Esse processo será ajudado pela equipe que acompanha. Após a saída da placenta, o sangramento é maior e vai diminuindo ao longo dos dias.

Referências:

  1. Cargill YM, MacKinnon CJ, Arsenault MY, et al: Guidelines for operative vaginal birth. J Obstet Gynaecol Can 26 (8):747–761, 2004.

A Placenta e seus tipos

placenta é um órgão materno-fetal que começa a se desenvolver a partir da nidação, ou seja, implantação do blastocisto e é expulsa com o feto no momento do nascimento. É durante esse período de nove meses que este órgão proporciona nutrição, a troca gasosa, remoção de resíduos, uma fonte de células-tronco hematopoiéticas, endócrino e imunológico suporte para o feto em desenvolvimento.

A comunicação com a mãe ocorre a partir de cerca de 100-150 artérias uterinas maternas espiraladas localizados na placa basal.

Existem essencialmente 3 sistemas separados da aorta / venosas circulatórios: umbilical, sistêmicas e vitelínicas.

O sistema umbilical é perdido no momento do nascimento, o vitelina contribui para o sistema portal e sistêmica (embrionárias) é remodelado extensivamente para formar o sistema cardiovascular madura. A placenta humana tem cerca de 9 cm de diâmetro.

As placentas são uma característica essencial dos mamíferos placentários, mas também são encontrados em alguns não-mamíferos com níveis variáveis ​​de desenvolvimento.

Mamíferos prototéricos ou metatericos (marsupiais) produzem uma placenta coriovitelinica que, enquanto está ligado à parede do útero, fornece nutrientes derivados principalmente a partir do saco amniótico.

Os tipos de células mais importantes da placenta são os trofoblastos, que fornecem os principais componentes estruturais e funcionais necessários para trazer os sistemas de sangue fetais e maternos em contato próximo um do outro.

Existem algumas variações na formação da placenta e cordão umbilical que podem trazer mudanças para a evolução da gestação e necessidade de cuidados, especialmente no final da gravidez e no parto. Alterações na placenta exigem atenção e profissionais com experiência para acompanhamento adequado.

Os Tipos e Variações da Placenta

  • Bilobulada ou bipartida: ocorre quando há dois ou três lobos completamente separados. Cada lóbulo possui um cordão umbilical, que são unificados em seguida. Geralmente sem repercussão clínica;
  • Inserção velamentosa do cordão umbilical: ocorre quando o cordão umbilical não está diretamente conectado à placenta, e somente seus vasos a atingem através das membranas, deixando artérias e veia desprotegidas. Pode ser causa de hemorragias, com perda de sangue fetal, no final da gestação e durante o trabalho de parto;
  • Placenta em “raquete”: ocorre quando o cordão umbilical está preso à uma localização periférica da placenta e não próximo ao centro. Pode estar relacionado ao ganho de peso fetal abaixo do esperado, mas geralmente não tem repercussão clínica;
  • Placenta sucenturiada: são as que apresentam um ou mais lóbulos extra. Podem ocasionar sangramento no final da gravidez e durante o trabalho de parto, mas a sua principal complicação está relacionada à retenção do lobo acessório após o parto causando hemorragias e infecção;
  • Placenta circunvalada: ocorre quando a base da placenta fixada ao útero está restrita ou “presa” pelas membranas que a revestem, não permitindo que ela expanda a extensão necessária para acompanhar o desenvolvimento do bebê. Pode estar associada à bebês com baixo ganho de peso, parto prematuro e hemorragias no final da gravidez;
  • Placenta circunmarginada: é uma variação da placenta de formato normal. É caracterizada pela extensão das membranas que a revestem além da sua borda. Não tem repercussão clínica;
  • Placenta prévia: quando a placenta está localizada próximo ao canal no parto, impedindo a evolução do mesmo;
  • Placenta acreta: quando a placenta, desempenhando sua função de “raiz”, penetra nas camadas mais profundas do útero. Geralmente associada à presença de cesariana anterior, mas também outras cicatrizes uterinas como curetagens e remoção de miomas. Pode causar hemorragias de intensidade variada durante o parto, sendo, às vezes, abundante; levando à histerectomia (remoção cirúrgica do útero).

Referências:

  1. Placenta Praevia and Placenta Accreta: Diagnosis and Management (Green-top Guideline No. 27a) – Royal College of Obstetricians and Gynaecologists.
  2. Placenta praevia – BMJ Best Practice.
  3. Placenta previa: Epidemiology, clinical features, diagnosis, morbidity and mortality – UpToDate.
  4. Placenta previa: Management – UpToDate.
  5. Danforth’s Obstetrics and Gynecology Ninth Ed. Scott, James R., et al, Ch. 20.

Acretismo Placentário: O que é?

A parede uterina tem três camadas:

  • O endométrio;
  • A muscular;
  • E o perimétrio.

O Acrestismo Placentário é quado a placenta se fixa profundamente na parede uterina, ultrapassando o limite normal de fixação.

As Classificações do Acretismo Placentário

  • Acreta : Quando está inserida profundamente na decídua – camada interna do útero;
  • Increta : Quando chega a musculatura uterina;
  • Percreta :   Quando ultrapassa a musculatura uterina podendo invadir até órgãos adjacentes, como a bexiga.

O Acretismo Placentário é uma patologia não muito frequente, afetando cerca de 1 a cada 2.500 partos.

A placenta acreta é muito raramente reconhecida antes do nascimento, sendo muito difícil de ser diagnosticada.

Enquanto ela pode causar algum sangramento vaginal durante o terceiro trimestre, ela é mais comumente associada com os fatores que desencadeiam a condição.

Após o parto, a placenta geralmente se desprende da parede uterina de forma relativamente fácil.

Nos casos de acretismo não existe plano de clivagem entre a placenta e a parede uterina o que dificulta e às vezes até torna impossível o desprendimento da placenta, podendo causar grave hemorragia no período após o parto.

Qual é o fator de risco?

O principal fator de risco é a placenta prévia. Cerca de 10% das placentas prévias possuem algum grau de acretismo. Outros fatores de risco incluem a presença de cicatriz uterina prévia (cesárea) e curetagem uterina prévia.

Qual é o tratamento?

Vai depender da situação encontrada. Na maioria dos casos o descolamento é mais difícil, entretanto é possível resolver o problema com uma curetagem uterina.

Nos casos mais graves poderá ser necessária a realização de cirurgia de histerectomia, com retirada do útero.

Nos casos de placenta percreta poderá ser necessário intervenção cirúrgica nos órgãos comprometidos, como bexiga e intestino.

Alternativamente poderá ser realizado o parto deixando-se a placenta aderida ao útero. Nestes casos usa-se uma medicação chamada de metotrexate, que deve reduzir progressivamente o tamanho da placenta.

Quais são os riscos para o bebê?

A maior preocupação com relação ao bebê é geralmente relacionado com a prematuridade. A placenta prévia comumente se localiza no segmento uterino e pode provocar sangramentos e determinar a necessidade de um parto antes da data prevista.

Quais são os riscos para a mãe?

Usualmente é mais difícil de separar a placenta do útero. O médico pode se defrontar com um sangramento abundante durante o período em que a placenta é removida.

Este sangramento poderá colocar em risco a vida da mãe e eventualmente será necessária uma histerectomia (retirada do útero) para controlar o sangramento.

Entretanto é importante observar que existem diversos graus diferentes de acretismo, e muitas vezes o procedimento de retirada da placenta pode ser simples.

Em Observação, não existe tratamento específico para a placenta acreta. O médico poderá recomendar repouso durante a gestação para evitar sangramentos.

Veja também:

A Placenta Prévia

La Placenta Previa

Placenta Previa

La Placenta Previa es una patología donde la placenta se implanta en el cuello del útero, es decir, en el fondo del útero. Eso no es nada bueno. Se caracteriza por un sangrado vaginal indoloro en las últimas 12 semanas de gestación, pero puede suceder antes.

El posicionamiento inadecuado de la placenta provoca sangramientos, afectando la oxigenación del bebé, colocándolo en peligro.

Tipos de Placenta Previa

Hay cuatro tipos de placenta previa. El tipo de placenta previa define el tratamiento más indicado y si la madre debe hacer una cesárea o puede optar por el parto normal. Es importante resaltar que todos los tipos de placenta previa pueden causar hemorragia intensa en algún momento, implicando en la necesidad de cesárea de emergencia.

  • Placenta baja – La placenta presenta inserción baja, pero no llega a encubrir la salida del útero;
  • Placenta previa marginal – El borde de la placenta llega a apoyarse en la abertura del cuello del útero, pero no llega a obstruirlo.
  • Placenta previa parcial – La placenta cubriendo parcialmente la salida del útero;
  • Placenta previa total – La placenta cubre totalmente la salida del útero.

Actualmente, sin embargo, la clasificación de la placenta previa se ha reducido a sólo 2 categorías, que acaban por dictar la forma de parto a ser escogida.

A Placenta Prévia

placentaprevia_Novo

A Placenta Prévia é uma patologia onde a placenta implanta-se no colo do útero, isto é, no fundo do útero. Isso não é nada bom. É caracterizada por um sangramento vaginal indolor nas últimas 12 semanas de gestação, mas pode acontecer antes.

O posicionamento inadequado da placenta provoca sangramentos, afetando a oxigenação do bebê, colocando-o em perigo.

Tipos de Placenta Prévia

Existem quatro tipos de placenta prévia. O tipo de placenta prévia define o tratamento mais indicado e se a mãe deve fazer uma cesárea ou poderá optar pelo parto  normal. É importante ressaltar que todos os tipos de placenta prévia podem causar hemorragia intensa em algum momento, implicando na necessidade de cesárea de emergência.

– Placenta baixa – A placenta apresenta inserção baixa, mas não chega a encobrir a saída do útero;
– Placenta prévia marginal – A borda da placenta chega a encostar na abertura do colo do útero, mas não chega a obstruí-lo.
– Placenta prévia parcial – A placenta cobre parcialmente a saída do útero;
– Placenta prévia total – A placenta cobre totalmente a saída do útero.

Atualmente, porém, a classificação da placenta prévia foi reduzida para apenas 2 categorias, que acabam por ditar a forma de parto a ser escolhida.

Tipos de Gestações Gemelares

Gestações Gemelares

Sistema Endócrino e seus Hormônios

Conhecer as principais glândulas endócrinas e seus hormônios é fundamental para a compreensão do funcionamento do organismo!

Os hormônios são substâncias produzidas pelas chamadas glândulas endócrinas. Essas glândulas produzem secreções que são lançadas diretamente na corrente sanguínea. No nosso corpo, o conjunto dessas glândulas forma o chamado sistema endócrino.

A seguir conheceremos as principais glândulas endócrinas e seus hormônios:

Hipotálamo

  • Fator inibidor da prolactina (PIF) – Inibe a produção de prolactina pela hipófise;
  • Hormônio liberador da corticotrofina (CRH) – Estimula a liberação do hormônio adrenocorticotrófico;
  • Hormônio liberador da tireotrofina (TRH) – Estimula a secreção do hormônio tireoestimulante;
  • Hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) – Estimula a liberação dos hormônios folículo estimulante e luteinizante;
  • Hormônio liberador do hormônio do crescimento (GHRH) – Estimula a secreção do hormônio do crescimento;
  • Ocitocina ou oxitocina – Estimula a contração do útero e a expulsão do leite. Esse hormônio, apesar de ser sintetizado no hipotálamo, é armazenado na porção da hipófise denominada de neuro-hipófise;
  • Vasopressina ou hormônio antidiurético (ADH) – Promove a reabsorção de água pelos rins. Assim como a ocitocina, esse hormônio, após a síntese, é armazenado na neuro-hipófise.

Hipófise ou Glândula Pituitária

  • Hormônio adrenocorticotrófico (ACTH) – Estimula a liberação de hormônios pelo córtex das suprarrenais;
  • Hormônio do crescimento (GH) – Promove o desenvolvimento de ossos e cartilagens, acelerando o crescimento do organismo;
  • Hormônio Folículo Estimulante (FSH) – Promove a espermatogênese no homem e, na mulher, estimula o crescimento dos folículos ovarianos;
  • Hormônio luteinizante (LH) – No homem, estimula a produção de testosterona e, na mulhe,r atua na maturação do folículo ovariano e na ovulação;
  • Hormônio Tireoestimulante (TSH) – Estimula a secreção dos hormônios da tireoide;
  • Prolactina – Estimula a produção de leite nas glândulas mamárias.

Glândula pineal

  • Melatonina – Atua, principalmente, regulando o sono, mas possui funções imunomoduladoras, anti-inflamatórias, antitumorais e antioxidantes.

Tireoide

  • Calcitonina – Diminui os níveis de cálcio no sangue. Possui ação contrária à do paratormônio;
  • Tiroxina – Atua no metabolismo e na respiração celular;
  • Tri-iodotironina – Atua no metabolismo e na respiração celular.

Paratireoide

  • Paratormônio – Aumenta o nível de cálcio no sangue. Possui ação contrária à da calcitonina.

Suprarrenais

Córtex da suprarrenal:

  • Aldosterona – Promove a reabsorção do sódio, garantindo o equilíbrio eletrolítico;
  • Cortisol – Provoca aumento na concentração de glicose no sangue e na mobilização de aminoácidos do músculo esquelético para o fígado.

Medula da suprarrenal

  • Adrenalina e Noradrenalina – Esses dois hormônios são quimicamente semelhantes, produzidos a partir de modificações bioquímicas no aminoácido tirosina.

Quando uma pessoa vive uma situação de estresse (susto, situações de grande emoção etc.), o sistema nervoso estimula a medula adrenal a liberar adrenalina no sangue. Sob a ação desse hormônio, os vasos sanguíneos da pele se contraem e a pessoa fica pálida; o sangue passa a se concentrar nos músculos e nos órgãos internos, preparando o organismo para uma resposta vigorosa.

A adrenalina também produz taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial e maior excitabilidade do sistema nervoso. Essas alterações metabólicas permitem que o organismo de uma resposta rápida à situação de emergência.

A noradrenalina é liberada em doses mais ou menos constantes pela medula adrenal, independentemente da liberação de adrenalina. Sua principal função é manter a pressão sanguínea em níveis normais.

Pâncreas

  • Insulina – Aumenta a captação de glicose pelas células, a síntese de glicogênio e estimula a síntese de proteínas;
  • Glucagon – Promove a gliconeogênese (síntese de glicose) no fígado;
  • Somatostatina – Intervém indiretamente na regulagem da glicemia, e modula a secreção da insulina e glucagon;
  • Amilina – A amilina é um hormônio do tamanho de um peptídeo que é produzida e liberada pelas mesmas células beta do pâncreas, como a insulina. A função da amilina ainda não está completamente compreendida, desde que foi descoberta recentemente, nos últimos 20-25 anos; no entanto, os cientistas estão começando a reconhecer a relevância que esse hormônio desempenha no corpo e como é importante para o controle da glicose;
  • Polipeptídeo Pancreático – Tem como objetivo inibir o pâncreas exócrino e reduzir a libertação da somatostatina;
  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago.

Testículos

  • Testosterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais masculinas e estimula a espermatogênese;
  • Estradiol – É um hormônio, que na qual, em anatomia masculina, atua como importantes efeitos comportamentais. Altos níveis de estradiol são relacionados com uma redução do comportamento competitivo, agressivo e de dominância;
  • Inibina –   é um hormônio cuja função principal é a inibição da produção de Hormônio folículo-estimulante (FSH) pela hipófise. É antagonista (tem efeito oposto) da activina. Existem dois tipos: Inibina A e Inibina B;
  • Androgênicos – Um hormônio masculino produzido pelos testículos a partir do colesterol. Na verdade, são substâncias modificadas quimicamente, a partir da molécula de testosterona, tendo como objetivos diminuir a velocidade de degradação do hormônio original, bem como, tentar evitar os seus efeitos masculinizantes (androgênicos).

Ovários

  • Estrógeno – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e o aumento do endométrio;
  • Progesterona – Promove o desenvolvimento de características sexuais femininas e garante a manutenção do endométrio;

Estômago

  • Gastrina – É um hormônio que controla a produção de ácido no estômago;
  • Grelina – Também conhecida como o “hormônio da fome”, é um hormônio peptídeo produzida principalmente pelas células épsilon do estômago e do pâncreas quando o estômago está vazio e atuam no hipotálamo lateral e no núcleo arqueado gerando a sensação de fome;
  • Histamina – As células enterocromafins após estímulo da gastrina produz o hormônio histamina que também estimula a secreção de ácido pela estimulação dos receptores H2 das células parietais. A histamina é um cofator necessário para estimular a produção de ácido clorídrico;
  • Neuropeptídeo Y – É um hormônio estimulador de apetite.

Timo

  • Timosina – é um hormônio polipeptídico do timo que influi na maturação dos linfócitos T destinados a desempenhar uma função ativa na imunidade por mediação celular. A timosina pode servir como imunotransmissor, modulando os eixos hipotalâmicos hipofisário-suprarrenal e das gônadas. Também colabora para a neutralização dos efeitos danosos do cortisol.

Fígado

  • Colecistocinina – é uma hormônio gastro-intestinal (GI) que estimula a contração da vesícula biliar e do pâncreas, com digestão de gordura e proteínas. Está relacionado com a digestão e com a sensação de saciedade;
  • Angiotensinógeno – é um hormônio que aumenta a pressão sanguínea quando ativado pela renina.