Dispepsia Funcional

A Dispepsia funcional é uma condição comum, de sintomas persistentes e repetidos de indigestão.

Os sintomas típicos incluem desconforto no estômago ou dor, sentir-se rapidamente satisfeito ou se sentir muito cheio depois de comer e outros sintomas de indigestão.

Isso pode ser desencadeado por comer refeições pesadas, comer rápido, consumir bebida alcoólica e stress.

Embora possa ser muito desagradável, esta condição não tem quaisquer consequências graves.

Principais Riscos

Tende a afetar as mulheres um pouco mais frequentemente do que os homens, e tende a ocorrer com mais frequência em pessoas de meia-idade.

Causas

As causas da dispepsia funcional não são bem compreendidas. As pessoas que têm uma infecção por Helicobacter pylori podem ser mais propensos a ter dispepsia funcional, mesmo que não haja outros sinais de infecção.

Sinais e Sintomas

Os sintomas típicos incluem:

  • Desconforto no estômago;
  • Gastralgia;
  • Se sentir rapidamente satisfeito ou muito cheio depois de comer;
  • Plenitude Gástrica;
  • Plenitude Pós-Prandial;
  • Náuseas;
  • Arrotos;
  • Flatulência.

 

Como é diagnosticado

O médico deve excluir outras causas possíveis para os sintomas.

Isso inclui a avaliação dos sintomas e exame clínico, bem como uma revisão dos medicamentos que o paciente esteja tomando.

Pode incluir exames de sangue (para testar anemia ou inflamação), e endoscopia (uma longa câmara introduzida através da boca até o estômago).

Durante a endoscopia, os médicos podem tirar uma amostra do revestimento do estômago para fazer examinar e testar para outras possíveis condições. Os resultados de todos estes testes devem ser normais para alguém com dispepsia funcional.

O Tratamento

Tratar qualquer infecção por bactéria Helicobacter pylori deve ser feita com antibióticos.

Outros métodos de tratamento envolvem o controle dos sintomas desta condição. Isto inclui medicamentos que reduzem a acidez no estômago e alterações na dieta para evitar alimentos que pioram os sintomas.

Veja também:

Glicemia Pós-Prandial: Aquele sono após uma refeição!

Referência:

  1. Gastrocenter

Escala de Aldrete e Kroulik: Recuperação Pós-Anestésica

A recuperação pós-anestésica compreende importante etapa do cuidado perioperatório. É um processo dinâmico, que inicia ainda na sala de operações e estende-se até a recuperação completa do paciente, a qual depende da técnica e dos fármacos anestésicos utilizados.

O tempo de permanência do paciente na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) é fundamental no manejo do fluxo de pacientes cirúrgicos e repercute tanto na capacidade de atendimento do centro cirúrgico quanto no custo global do paciente.

Os critérios de alta da SRPA podem ser sistematizados através de protocolos assistenciais, como a escala de Aldrete e Kroulik por critérios empíricos ou pelo anestesiologista que realizou o procedimento anestésico ao estabelecer um horário para alta.

Metodologia de Utilização

O sistema de Aldrete–Kroulik permite avaliação dos seguintes parâmetros:

  • Atividade do paciente;
  • Respiração;
  • Circulação;
  • Consciência;
  • Saturação de oxigênio.

Atribui-se uma pontuação que varia de 0 a 2 para cada parâmetro, na qual o 0 indica condições de maior gravidade, o 1 corresponde a um nível intermediário e o 2 representa a melhor função.

O Índice Aldrete e Kroulik tem como proposta, a avaliação dos sistemas cardiovascular,respiratório, nervoso central e muscular dos pacientes submetidos a ação das fármacos e técnicas anestésicas, por parâmetros clínicos de fácil verificação, como frequência respiratória, pressão arterial, atividade muscular, consciência e saturação periférica de oxigênio mediante oximetria de pulso.

Curiosidade

A Escala de Aldrete e Kroulik foi inspirada na escala de Apgar (Dra. Virginia Apgar (1909 – 1974) ) para avaliação de recém-nascidos, e em 1995 sofreu modificações passando a avaliar a saturação do oxigênio ao invés de coloração cutânea como na escala original.

Mesmo sendo muito utilizado, sugestões vem sendo feitas desde a criação do índice e muitos estudos para poder cada vez mais ajudar o paciente a evoluir melhor para a alta depois de uma cirurgia onde se usa uma anestesia.

Referências:

  1. ALDRETE JA. The post-anesthesia recovery score revisited. Journal Clinical Anesthesia, v.96, n.7, p. 89-91, 1995.
  2. ALDRETE JA, Kroulik D – A Postanesthetic Recovery Score. Anesthesia and Analgesia, v. 49, n. 6, p. 924-934, 1970.
  3. ASA – American Society of Anesthesiologists Task Force on Post Anesthetic Care- Practice Guidelines for Post Anesthetic Care. Anesthesiology, v.96, n. 3, p.742-752, 2002.

Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA)

O Período de recuperação pós-anestésica é considerado crítico, uma vez que o paciente passa por um procedimento cirúrgico e recebe drogas anestésicas, exigindo vigilância constante da equipe cirúrgica.

A Sala de Recuperação Pós-Anestésica (SRPA)é o local destinado ao atendimento intensivo do paciente, no período que vai desde sua saída da Sala de Cirurgia até a recuperação da consciência, eliminação de anestésicos e estabilização dos sinais vitais.

Os objetivos e vantagens da SRPA incluem prevenção e detecção precoce das possíveis complicações pós-anestésicas e pós-cirúrgicas, assistência de enfermagem especializada a pacientes submetidos a diferentes tipos de anestesias e cirurgias, maior segurança ao paciente, equipe médica e de enfermagem, racionalização de pessoal, eficiência dos recursos humanos e utilização de terapêuticas especializadas, além de servir de campo de aprendizagem para alunos da área da saúde.

Planta Física

Os requisitos ambientais indispensáveis ao centro de recuperação são:

  • Localização próxima ao centro cirúrgico;
  • Temperatura;
  • Ventilação e iluminação adequadas;
  • Piso refratário à condutibilidade elétrica;
  • Facilidades de limpeza;
  • Espaço suficiente, não devendo sua área ser inferior a 25 metros quadrados;
  • Os leitos devem estar dispostos de tal forma que os pacientes possam ser vistos de qualquer ângulo do recinto;
  • Portas amplas que permitam a entrada de aparelhos transportáveis como RX, aparelho de anestesia, aspiradores;
  • Fonte de oxigênio permanente;
  • Estantes e armários amplos para depósito de medicamentos, materiais cirúrgicos e aparelhos.

A Admissão

Após a anestesia, pacientes devem ser removidos para a sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), unidade de terapia intensiva (UTI) ou outro local que o anestesiologista responsável determine e assuma a responsabilidade conforme o caso.

O médico anestesiologista que realizou o procedimento anestésico deverá acompanhar o transporte do paciente para a SRPA e/ou UTI.

Desde a admissão até o momento da alta, os pacientes permanecerão monitorados quanto:

  • À circulação, incluindo aferição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos e determinação contínua do ritmo cardíaco, por meio da cardioscopia;
  • À respiração, incluindo determinação contínua da oxigenação do sangue arterial e oximetria de pulso;
  • Ao estado de consciência;
  • À intensidade da dor.

Cuidados de Enfermagem com Pacientes na SRPA

  • Conferir a identificação da paciente;
  • Fazer exame físico;
  • Monitorar Frequência Cardíaca (FC), PA, saturação de oxigênio, temperatura, nível de consciência e dor » Manter vias aéreas permeáveis;
  • Instalar nebulização de oxigênio para manter a oximetria periférica > 92%;
  • Promover conforto e aquecimento;
  • Verificar condições do curativo (sangramentos), fixação de sondas e drenos;
  • Anotar débitos de drenos e sondas;
  • Fazer balanço hídrico caso necessário;
  • Observar dor, náusea e vômito e comunicar anestesiologista;
  • Administrar analgésicos, antieméticos e antibióticos conforme prescrição médica;
  • Manter infusões venosas e atentar para infiltrações e irritações cutâneas;
  • Observar queixas de retenção urinária;
  • Minimizar fatores de estresse;
  • Orientar a paciente sobre o término da cirurgia, garantir sua privacidade e zelar por sua segurança;
  • Comunicar o anestesiologista de plantão intercorrências relacionadas às pacientes assistidas;
  • Aplicar o índice de Aldrete e Kroulik para estabelecer os critérios de alta da SRPA;
  • Aplicar a Escala de Bromage nas pacientes que foram submetidas a anestesias regionais (Raquianestesia ou Anestesia Peridural) para estabelecer os critérios de alta da SRPA somado aos critérios da Escala de Aldrete e Kroulik;
  • Providenciar ao destino as pacientes de alta médica.

Referências:

1. BRASIL. Conselho Federal de Medicina. 2006, Resolução Nº 1802.
2. Conselho Regional de Medicina do estado do Ceará. 2012, Portaria 44/2012.
3. Ministério da Saúde. 1977.
4. Oliveira, F.G.R. Rotinas de cuidados pós-anestésicos de anestesiologistas brasileiros. Rev. Bras. Anestesiol 2003; 53; 4; 518-534.
5. Contribuição para o cálculo de recursos humanos na área. Rio de Janeiro, 1988. 44p. Série Políticas de Saúde 5.
6. DRAIN; SHIPLEY. Enfermagem na sala de recuperação. Rio de Janeiro: Interamericana, 1981. cap. 14.

 

Dreno JP (Jackson Pratt)

Os drenos Jackson-Pratt (JP) são utilizados após vários tipos de cirurgia, incluindo as torácicas, pulmonares e mais frequentemente, em intervenções abdominais e pélvicas.

Após a cirurgia, pode haver a necessidade de realizar uma drenagem no local da cirurgia para retirar fluidos e evitar a formação de coágulos e abcessos. Poder monitorar a drenagem permite que o profissional também fique de olho em qualquer complicação após a cirurgia. Os drenos JP realizam uma lenta sucção dos fluidos no local operado; isso é feito através de um coletor fechado, que cria a sucção quando o ar é expulso do coletor e a tampa é selada. Apesar de promover a cicatrização e a remoção de fluidos, eles não devem ser deixados por grandes períodos de tempo, pois poderão surgir complicações.

O dreno é composto de um sistema de três partes conectado por tubos de cateteres. Os tubos possuem partes achatadas com buracos que coletam os fluidos. Durante a cirurgia, o dreno é costurado dentro da cavidade – cerca de 2,5 cm de profundidade – onde estão os fluidos, geralmente através de pontos. O resto do sistema de tubo fica fora do corpo, conectado ao coletor, que possui uma tampa de sucção anexada a ele. Essa parte deverá ser aberta para esvaziar o coletor.

Ao utilizar o dreno JP, será preciso comprimir o coletor para realizar a sucção e fazer pressão para sugar o fluido da lesão. Ao esvaziar o dreno, o coletor expandirá, já que a tampa de plástico – que mantém o sistema fechado – será removida.

Cuidados Gerais com o Dreno JP

Dependendo da cirurgia realizada, o paciente pode ir para casa com o dreno, tomando os cuidados básicos na manutenção do dreno, assim, evitando possíveis infecções e mal-uso do mesmo, sempre orientando o paciente como fazer o manuseio do esvaziamento e a limpeza da ferida operatória em casa.

Por enquanto sob aos cuidados da enfermagem, será importante verificar se a cicatrização está sendo adequada, monitorando o tipo e a quantidade da drenagem, ficando de olho em sinais de infecção, drenos ou cateteres desalojados, além de realizar os cuidados necessários e esvaziar o coletor a cada 8 a 12 horas (ou pelo tempo recomendado pelo médico).

Como o coletor precisa de sucção adequada para funcionar, será necessário esvaziá-lo quando ele encher mais ou menos até a metade. Lembre-se de anotar qualquer característica anormal do fluido (cor turva, marrom ou de odor desagradável). Ao observar algo diferente, comunicar ao o médico.

Trocar os curativos periodicamente ou quando haver sujidades, em técnica asséptica.

Atentar para as características do fluído

Geralmente, ele terá um pouco de sangue logo após a cirurgia, mas com o passar do tempo, deverá adquirir uma coloração de palha e depois clara, nunca com uma aparência turva ou que contêm pus. Verifique a quantidade de fluido sugada anotada a cada 24 horas. Sempre que o coletor for esvaziado – geralmente a cada 8 a 12 horas –, anote a medida. Com o passar do tempo, a quantidade diminuirá.

Atentar para os possíveis sinais flogísticos

É importante observar e anotar quaisquer características fora do comum na inserção do dreno ou na ferida operatória. Comunique qualquer alteração ou problema que tiver observado:

  • Vermelhidão nas bordas da incisão;
  • Pus ou fluido grosso;
  • Odor desagradável no local onde a cirurgia foi realizada;
  • Febre maior que 38 °C;
  • Dores na área da cirurgia;

Prender o Dreno JP nas Roupas

Se o paciente for liberado para casa ainda com o dreno JP, oriente-o a prender o dreno com um pino de segurança e prenda-o através do buraco de plástico na parte superior do coletor Jackson-Pratt. Oriente a usar roupas leves e prender os drenos às roupas, como uma se fosse uma camiseta folgada. Os drenos devem ficar apoiados, para que não enrolem ou sejam puxados. Quando presos às roupas, eles atrapalham menos e deixam o paciente mais à vontade. Pode também tentar usar uma pochete para prender os drenos JP em volta da cintura, mas não os fixe nas calças. Eles serão retirados se o paciente esquecer que estão lá e puxar a calça para baixo.

Medicações mais usadas em uma Intubação

Intubação

Conhecer os principais grupos de Sedativos e Analgésicos em uma UTI, também faz parte da rotina de um técnico de enfermagem. Para mais, acesse Analgésicos e Sedativos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e saiba mais sobre este assunto.