Doenças Ocupacionais na Enfermagem

A enfermagem é uma profissão essencial, mas também desafiadora. Os profissionais de enfermagem enfrentam uma série de riscos ocupacionais devido à natureza do trabalho e ao ambiente hospitalar. Vamos explorar algumas das doenças ocupacionais mais comuns que afetam estes profissionais:

Doenças Ocupacionais

  1. Doenças Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho (DORT):
    • A DORT é um distúrbio que afeta músculos, tendões e articulações devido a atividades repetitivas no ambiente de trabalho. Profissionais de enfermagem frequentemente enfrentam sobrecarga física, como movimentos repetitivos ao lidar com pacientes e levantar objetos pesados. Essa condição pode levar a dores lombares, tendinites e outros problemas musculoesqueléticos.
  2. Síndrome de Burnout:
    • A síndrome de Burnout, também conhecida como esgotamento profissional, ocorre devido à exaustão extrema relacionada ao trabalho. Profissionais de enfermagem, devido à pressão constante, estão em risco de desenvolver essa síndrome. Ela afeta o emocional, levando a tristeza profunda, desesperança e até pensamentos suicidas.
  3. Depressão:
    • A depressão é uma doença psiquiátrica crônica que causa oscilações de humor, perda de interesse e tristeza profunda. Profissionais de enfermagem também podem enfrentar esse transtorno, especialmente devido ao estresse e à pressão no ambiente de trabalho. É importante reconhecer os sintomas e buscar ajuda médica para tratamento adequado.
  4. Afecções do Trato Respiratório:
    • As infecções respiratórias são comuns na enfermagem. Elas podem variar desde resfriados comuns até infecções mais graves, como pneumonia. Os sintomas incluem coriza, tosse intensa, nariz entupido e febre. Profissionais de enfermagem estão expostos a essas infecções, principalmente em ambientes fechados e durante o inverno.
  5. Afecções do Trato Urinário e Dermatoses:
    • Embora não sejam tão frequentes quanto as mencionadas anteriormente, profissionais de enfermagem também podem enfrentar problemas no trato urinário, como infecções do trato urinário. Além disso, dermatoses (doenças de pele) podem ocorrer devido à exposição a produtos químicos, luvas e lavagens frequentes das mãos.

É essencial que os profissionais de enfermagem estejam cientes dessas doenças ocupacionais, adotem medidas preventivas e busquem apoio médico quando necessário. A saúde destes profissionais são fundamentais para a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.

Referências:

Batimento das Asas do Nariz: O que é?

O batimento das asas nasais ou batimento das asas do nariz é o alargamento da abertura das narinas durante a respiração, e frequentemente, é um sinal de dificuldade respiratória.

Geralmente é visto principalmente em bebês e crianças pequenas. Mas em adultos, também pode acometer, principalmente como causa de doença pulmonar subjacente.

Qualquer condição que faça a criança se esforçar mais para respirar pode causar esse batimento. Embora muitas causas de batimento das asas nasais não sejam graves, algumas podem ser perigosas.

Em bebês, o batimento pode ser um sintoma muito importante de desconforto respiratório, uma condição pulmonar grave que impede a entrada de oxigênio em quantidade suficiente nos pulmões e no sangue.

O que pode Causar este sinal?

  • Crise de asma;
  • Obstrução das vias aéreas (qualquer causa);
  • Edema e acúmulo de muco nas menores vias aéreas do pulmão (bronquiolite);
  • Dificuldade respiratória com tosse de cachorro (crupe);
  • Edema e inflamação do tecido da área que cobre a traqueia (epiglotite);
  • Condições pulmonares, como infecção ou doença crônica;
  • Distúrbio respiratório que ocorre em recém-nascidos chamado taquipneia transitória.

Referências:

  1. Igor Bastos Polonio, pneumologista da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia.
  2. Tânia Lucia Nen, fisioterapeuta respiratória e presidente da Associação Brasileira de Asmáticos (ABRA)
  3. Ministério da Saúde.

Posição Prona em Pacientes Críticos

Posição Prona

A posição prona é uma manobra utilizada para combater a hipoxemia nos pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA). A posição prona melhora a troca gasosa por meio da expansão da região dorsal dos pulmões, aumento do volume respiratório pulmonar e melhor ventilação-perfusão e é um procedimento barato e inofensivo, quando realizado por uma equipe experiente e capacitada.

Utilizado como adjuvante à terapia de suporte ventilatório na tentativa de aperfeiçoar a troca gasosa em pacientes graves. Essa melhora da oxigenação pode ser atribuída a vários mecanismos que podem ocorrer isolados ou associados. Dentre eles, estão a diminuição dos fatores que contribuem para o colabamento alveolar, a redistribuição da ventilação alveolar e a redistribuição da perfusão.

O efeito benéfico da posição prona é decorrente da combinação de alguns mecanismos como:

  • Alteração da insuflação pulmonar regional;
  • Redistribuição da ventilação;
  • Redistribuição da perfusão;
  • A posição prona é indicada com base em algumas pesquisas pois até o momento não foi identificado o momento ideal de se utilizar esta técnica.

E está contraindicado em instabilidade hemodinâmica refratária com uso de drogas vasoativas, trauma de tórax, queimaduras, trauma de abdome, monitorização intracraniana, hemodiálise, lesão medular, cirurgia de face recente e circulação extracorpórea.

São necessárias até quatro pessoas para o posicionamento do paciente. Uma deverá permanecer na cabeceira do leito e será responsável pelo tubo endotraqueal. É aconselhável que esteja preparada para realizar aspiração da cânula, visto que ocorre abundante drenagem de secreção após o posicionamento em prona. Uma segunda pessoa ficará encarregada de cuidar para que cateteres, drenos e conexões não sejam tracionados. E a terceira e quarta pessoas, posicionadas uma de cada lado do leito, serão responsáveis por virar o paciente, primeiramente para o decúbito lateral, e em seguida para a posição prona. Os braços devem ser posicionados ao longo do corpo, com a cabeça voltada para um dos lados, e os eletrodos para monitorização cardíaca fixados no dorso. Não é necessário que se faça suspensão abdominal, já que este procedimento não traz nenhuma vantagem sobre a resposta positiva da posição.

Alguns pacientes requerem 12 dias de posição prona, porém, estudos identificam a melhora em três a quatro dias após o início da terapia. Diminuição da saturação de oxigênio da pressão parcial de oxigênio (Pao2) e do volume corrente aumentando a frequência cardíaca e da pressão das vias aéreas e agitação são indicadores de possível comprometimento pulmonar.

A equipe de enfermagem deve estar atenta a:

  • Avaliação neurológica e utilizar a escala de sedação;
  • Fixar adequadamente o tubo orotraqueal para prevenção de extubação acidental;
  • Realizar aspiração traqueal antes da virada;
  • Manter monitorização contínuo durante o procedimento. Os eletrodos pode ser posicionado no tórax anterior ou invertidos no dorso;
  • Para evitar aspiração de conteúdo gástrico, a infusão de dieta enteral no duodeno com a sonda enteral em posição pós-pilórica, enquanto outra sonda em posição gástrica permite checar se existe resíduo gástrico;
  • Verificar sonda vesical;
  • Posicionar coxins na cintura escapular para evitar compressão de mamas e tórax e coxins na parte superior ilíaca liberando o diafragma e a região genital;
  • Lateralizar a cabeça do paciente;
  • Avaliar constantemente a integridade da pele;
  • E avaliar a ocorrência de redução da saturação de oxigênio de forma significativa.

Veja também:

Hipóxia e Hipoxemia: Entenda as duas condições Clínicas

Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA)

Os Tipos de Isolamento

isolamento

O isolamento é um conjunto de medidas técnicas para formar uma barreira asséptica, com o intuito de impedir a disseminação de agentes infecciosos de um paciente para o outro, aos funcionários, visitantes, ao meio ambiente.

TENDO COMO OBJETIVOS:

  • Reduzir a contaminação por meio da desinfecção concorrente e limpeza terminal;
  • Proteger a equipe de saúde da unidade de tratamento, através de medidas assépticas;
  • Impedir a disseminação de agente infeccioso de um paciente para outro, aos funcionários, aos visitantes e ao meio ambiente.

OS TIPOS DE ISOLAMENTO SÃO:

  • Isolamento respiratório: destina-se a prevenir a transmissão de micro-organismos que se difundem através do ar contaminado, do contato direto por secreções eliminadas pelas vias aéreas superiores. É necessário:
    • Quarto privativo necessário, o qual a porta deve ser mantida fechada e com uma placa de advertência.

    • Máscara o uso é obrigatório.

    • Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto do paciente.

    • Visitantes devem ser orientados pelo pessoal de enfermagem quantos aos cuidados que devem ter no contato com o paciente.

    • É necessário o uso de máscara por parte do paciente.


    Ex: Caxumba, Citomegalovirose, Coqueluche, Influenza, Meningite meningocócica, Rubéola, Sarampo, Tuberculose pulmonar com escarro positivo ou suspeita e outras doenças.

  • Isolamento reverso ou protetor: destina-se a paciente cuja resistência à infecção esteja seriamente comprometida.  É necessário:

    • Quarto privativo necessário. 

    • Manter a porta sempre fechada.

    • Capa: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto.

    • Máscara deve ser utilizada pelo paciente.

    • Lavagem das mãos, na entrada e saída do quarto  do paciente.

    • Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente.

    • Visitas devem ser limitadas e instruídas quanto aos cuidados a serem tomados dentro do quarto.

    • Transporte de pacientes: deve ser evitada  a exposição do paciente a qualquer fonte de infecção; utilizar técnica empregada em isolamento total para transporte de paciente.

    Ex: Agranulocitose (até a remissão), doenças imunodepressivas de uma maneira geral, certos pacientes recebendo terapia imunossupressiva (até o término da terapia), certos pacientes com linfoma e leucemia  (especialmente estágios finais da moléstia de Hodgkin e leucemia aguda), queimaduras e dermatites eczematosas, bolhosas ou vesiculares não-infectadas, extensas e graves (até a cura evidente da superfície da pele), recém-nascidos prematuros.
  • Isolamento Entérico: destina-se a prevenir a transmissão de doenças por contato direto ou indireto com fezes infectadas e objetos ou artigos contaminados. É necessário:
    • Quarto privativo necessário.
    • Capa: deve ser usada por todas as pessoas que entrarem no quarto.
    • Luvas: devem ser usadas por todas as pessoas que têm contato direto com o paciente.

    Ex: leptospirose, febre tifoide.

     

  • Isolamento Total ou Rigoroso (IT): Para casos de doenças altamente contagiosas e que requerem cuidados completos. É necessário:
  • Quarto privativo necessário o qual a porta deve ser mantida fechada e com uma placa avisando Isolamento.

  • Capas, luvas e máscaras  devem ser usados por todas as pessoas que entram no quarto.

  • Lavagem de mãos, na entrada e saída do quarto, deve ser obrigatória.

  • Material utilizado no paciente deve ser adequadamente embalados com duplo empacotamento ou devidamente identificados, antes de serem enviados ao CME.

    Ex: Candidíase  (em berçário e para imunodeprimidos), Diferia, Eczema vaccinatum, Enterecolite estafilocócica, Pneumonia estreptocócica, queimaduras e feridas extensas infectadas por Staphlococus aureus e Streptococcus do grupo A, Raiva, Rubéola (Síndrome congênita), Varíola, Varicela-zoster e outras.

Ritmos Respiratórios

Ritmos Respiratórios

Para o reconhecimento do ritmo respiratório, deve observar a movimentação do tórax e do abdome, com o objetivo de reconhecer em que regiões os movimentos são mais amplos. Em pessoas sadias, na posição de pé ou na sentada, quer no sexo masculino quer no feminino, predomina a respiração torácica ou costal, caracterizada pela movimentação predominantemente da caixa torácica.

Quando uma dessas características se modifica, surgem os ritmos respiratórios anormais.

Os Ritmos Respiratórios

Ritmo de Kussmaul

A acidose, principalmente a diabética, é a sua causa principal. A respiração de Kussmaul compõe-se de quatro fases:

  1. Inspirações ruidosas, radativamente mais amplas, alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude;
  2. Apneia em inspiração;
  3. Expirações ruidosas gradativamente mais profundas alternadas com inspirações rápidas e de pequena amplitude;
  4. Apneia em expiração.

Ritmo de Cheyne-Stokes

As causas mais frequentes deste tipo de respiração são a insuficiência cardíaca, a hipertensão intracraniana, os acidentes vasculares encefálicos e os traumatismos cranioencefálicos. Tal ritmo caracteriza-se por uma fase de apneia seguida de incursões inspiratórias cada vez mais profundas até atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa.

Ritmo de Taquipneia

A taquipneia ou “respiração acelerada” é caracterizada por uma frequência respiratória superior ao normal, que está entre 12 e 20 incursões por minuto em um adulto.

Ritmo de Hiperpneia

É a frequência respiratória aumentada e profunda.

Ritmo de Bradipneia

É a frequência respiratória lenta e com profundidade normal.

Ritmo de Biot

As causas desse ritmo são as mesmas da respiração de Cheyne-Stokes. No ritmo de Biot, a respiração apresenta-se com duas fases. A primeira, de apneia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratórios anárquicos quanto ao ritmo e à amplitude. Quase sempre este tipo de respiração indica grave comprometimento cerebral.

Algumas dicas com os cuidados de Enfermagem nas Emergências Respiratórias

  • Ao verificar a frequência respiratória o paciente não deve perceber que esta sendo observado evitando alteração do padrão respiratório;
  • Pacientes com dispneia devem ser mantidos em posição Fowler;
  • Observar e anotar em prontuário o padrão respiratório (ritmo, profundidade, simetria do tórax);
  • Administrar oxigenoterapia conforme a prescrição médica;
  • Ao encontrar valores ou padrão respiratório alterados comunicar imediatamente ao médico e/ou a enfermeira.