Cateteres Intravenosos: Tempo de Permanência

Os acessos intravasculares são procedimentos que permitem e facilitam diversas formas de tratamentos aos doentes, desde administração de medicamentos até a realização de nutrição parenteral.

A ANVISA determina recomendações para a troca destes dispositivos, a fim de evitar infecções relacionadas ao uso de dispositivos intravenosos.

Tempo de Permanência

  • Scalp: Até 24 horas;
  • Jelco: Até 96 horas;
  • CVC: curto: até 7 dias, longo: após 7 dias, temporário: até 30 dias, definitivo: mais de 30 dias;
  • PICC: Até 1 ano.

Referências:

  1. ANVISA
  2. http://biblioteca.cofen.gov.br/cateteres-perifericos-novas-recomendacoes-anvisa-garantem-seguranca-assistencia/
  3. http://al.corens.portalcofen.gov.br/wp-content/uploads/2020/08/PARECER-T%C3%89CNICO-N%C2%BA-007_2020-PAD-N-047_2020-e-064_2020.pdf
  4. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/inca/Cinco_passos_prevencao_infeccoes.pdf
  5.  Infusion Nurses Society (INS)

Cateteres Venosos Periféricos: As diferenças entre SCALP e ABBOCATH

Scalp e cateter jelco são dois dos materiais mais utilizados em hospitais nos procedimentos de acesso venoso periférico. A técnica consiste na introdução de um dispositivo em uma veia periférica com o objetivo de tirar uma amostra de sangue, administrar drogas via endovenosa ou realizar reposição volêmica e de hemoderivados.

O Cateter Venoso Periférico Agulhado “Scalp”

Popularmente conhecido como Butterfly, o scalp agulhado borboleta é um dispositivo de infusão intravenoso que deve ficar menos tempo no acesso venoso do paciente do que os cateteres venosos. Esse scalp é composto de agulhas nos calibres 19G, 21G, 23G, 25G e 27G, que ficam acopladas a uma mangueira extensora conectada a uma seringa. A desvantagem dos Scalps é que não permitem que o paciente dobre o braço para evitar que o equipamento saia do lugar.

Para saber mais sobre o Cateter Scalp:

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

O Cateter Venoso Periférico Flexível “Abbocath”

Popularmente conhecido como “Abbocath”, os cateteres venosos periféricos flexíveis proporcionam maior conforto e segurança aos pacientes e aos profissionais. Eles são recomendados na utilização por períodos prolongados ou que exijam a administração de medicamentos com maior risco de causar inflamações nas veias ou lesões na pele do paciente. E também no caso de extravasamento, quando podem causar contaminação do profissional, como no caso das medicações quimioterápicas.

A agulha é confeccionada em aço inoxidável com bisel trifacetado com a finalidade de perfurar a pele até chegar ao acesso venoso, preservando a integridade do cilindro, evitando que ele se dobre ou se quebre até chegar ao vaso. Ele é confeccionado de polímero policloreto de vinila (FEP (Teflon®) ou Vialon), ou polímero poliuretano (PU), ambos flexíveis, de calibres 14G, 16G, 20G,22G,24G e 26G.

Em uma das extremidades possui um conector 6% luer onde se observa o retorno sanguíneo e promove a conexão com a seringa, equipo, multivias, etc. para que se inicie a infusão. Há também opção com dispositivo de segurança, um mecanismo que recobre a ponta da agulha após a utilização, evitando acidente ocupacional.

Para saber mais sobre o Cateter Abbocath:

Cateteres Flexíveis

Agora, qual é a diferença na aplicação destes cateteres na prática?

Os cateteres venosos periféricos flexíveis “abbocath” são utilizados nos procedimentos intermitentes de fluidos, quando há a necessidade de se manter o acesso no paciente por um tempo prolongado (de 48 a 72 horas).

É ideal para administrar medicamentos com maior risco de causar danos aos vasos e à pele do paciente ou inflamações, e também em casos em que possa ocorrer a contaminação do profissional de saúde, como sessões de quimioterapia.

Os cateteres venosos periféricos agulhados “scalp” devem ser utilizados para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, quando não há necessidade de manter o acesso no paciente.

Pode ser usado para administração de medicamentos “in bolus” ou “flush”, e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Referência:

  1. PHILLIPS, D.L. Manual de Terapia Intravenosa. 2ºed.Porto Alegre: Artmed,2001.

Flebite

Flebite

A flebite é uma das complicações mais frequentes do uso de cateteres venosos periféricos (CVP). Caracterizando-se por uma inflamação aguda da veia, causando edema, dor, desconforto, eritema ao redor da punção e um “cordão” palpável ao longo do trajeto da veia.

Os principais fatores que ocorrem em uma flebite nas punções venosas é longa permanência dos acessos venosos, e a má assepsia do curativo.

CLASSIFICAÇÕES

A flebite pode ser classificada de acordo com os fatores causais, os quais podem ser químicos, mecânicos ou infecciosos:

Mecânico: é predominantemente em razão de problemas no cateter, o qual causa trauma no interior da veia. Isso pode ocorrer na inserção (utilização de dispositivos com calibre grosso para a veia), punção inadequada (ponta do cateter traumatiza a parede da veia) ou manipulação do cateter (deslocamento).

Química: geralmente está associada à administração de medicamentos irritantes/vesicantes, medicamentos diluídos impropriamente, infusão muito rápida ou presença de particulados na solução que resultam em dano para o endotélio interno da veia.

Infecciosa: é a inflamação da veia que está associada à contaminação bacteriana. Pode ocorrer devido à não utilização de técnica asséptica (inserção, manipulação, manutenção do dispositivo).

Há uma escala para avaliar as condições da flebite:

  • Grau 0 – Sem sinais clínicos;
  • Grau 1 – Eritema no local do acesso com ou sem dor;
  • Grau 2 – Dor no local do acesso com eritema e/ou edema;
  • Grau 3 – Dor no local do acesso eritema e/ou edema – Formação de estria/linha -Cordão venoso palpável;
  • Grau 4 – Dor no local do acesso eritema e/ou edema;
  • Formação de estria/linha;
  • Cordão venoso palpável > 2,5cm de comprimento;
  • Drenagem purulenta.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM COM AS PUNÇÕES VENOSAS:

– Antes e após a punção e manuseio do cateter venoso, realizar higiene das mãos com água e clorexidina degermante 2% ou com preparação alcoólica quando as mãos não estiverem visivelmente sujas;

– Selecionar o cateter periférico com base no objetivo pretendido, na duração da terapia, viscosidade do fluído, nos componentes do fluído e nas condições do acesso venoso. No cliente adulto, inserir o cateter na extremidade superior.

– Em clientes pediátricos, podem ser utilizados ainda como local de inserção os membros inferiores e a região da cabeça;

– Evitar puncionar áreas de articulações;

– Remover os dispositivos intravasculares assim que seu uso não for necessário;

– Realizar antissepsia da pele com álcool 70% na inserção dos cateteres periféricos e não palpar o local da inserção após à aplicação do antisséptico;

– Optar pelo curativo de filme transparente e trocá-lo: A cada nova punção ou A cada 7 dias ou Antes da data estipulada se o curativo estiver sujo ou soltando;

– Se for necessário utilizar esparadrapo para realizar o curativo, trocá-lo diariamente após o banho;

– Se atentar às trocas dos equipos e conexões conforme orientação da CCIH (as dânulas -torneirinhas- devem ser trocadas juntamente com o sistema de infusão);

– Realizar desinfecção das conexões com álcool 70% por meio de fricção vigorosa com, no mínimo, três movimentos rotatórios, utilizando gaze limpa;

– A limpeza e desinfecção da superfície e do painel das bombas de infusão deve ser realizada a cada 24 horas e na troca de paciente, utilizando produto conforme recomendação do fabricante;

– Os cateteres periféricos deverão ser trocados a cada 72 horas se confeccionados de teflon e 96 horas se confeccionados de poliuretano (obs: sem rotina de troca em pacientes com acesso venoso difícil, neonatos e crianças);

Se atentar à prescrição médica em relação à:

  • Osmolaridade;
  • pH;
  • Incompatibilidade entre drogas;

– Aplicar a escala de flebite a cada 6 horas e realizar anotação;

– Reconhecer sua própria limitação ao realizar o procedimento e solicitar auxílio quando necessário;

– Retirar imediatamente o cateter;

– Aplicar compressas frias no local afetado na fase inicial para diminuição da dor, e a seguir compressas mornas para promover a vasodilatação e reduzir o edema;

– Lavar o membro;

– Administrar analgésicos, anti inflamatórios e antibióticos quando prescritos.

 

 

Veja também:

Escala de Maddox: A Identificação de Flebite

Terapia Intravenosa (TI) e suas Complicações

Terapia Intravenosa (TI) y sus Complicaciones

Terapia Intravenosa

En el día a día de la enfermería, la práctica de la terapia intravenosa es una constante. La administración de medicamentos y otras soluciones parenterales se constituye en una de las mayores responsabilidades del equipo de enfermería, lo que resalta la importancia de que éste sea un procedimiento seguro tanto para el cliente y para el profesional de la salud. Durante la punción venosa, la presencia de material inerte, que va de la piel al sistema vascular, crea una compleja relación entre catéter, hospedador y microorganismos, que puede determinar alteraciones iatrogénicas, abarcando desde cuadro inflamatorio no asociado a infección hasta cuadros graves de septicemia, ya que constituye una puerta abierta entre el medio externo y el medio intravascular.

La complicación más frecuentemente relacionada con la PVP es la flebitis (o tromboflebitis, cuando se combina con la formación de trombo). Hay tres tipos de flebitis: mecánica, química e infecciosa. En la flebitis, las células endoteliales de la pared venosa se vuelven inflamadas y ásperas, debido a la adherencia de neutrófilos, facilitando la progresión del proceso inflamatorio. La flebitis química está directamente relacionada a la infusión de soluciones irritantes, a la dilución de medicamentos o mezclas de drogas incompatibles, a la alta velocidad de infusión o, aún, a la presencia de partículas en la solución. La flebitis mecánica puede provenir del uso de catéter calibroso en vena fina, que causa irritación de la capa interna de la vena.

También la manipulación frecuente del catéter durante la infusión de soluciones puede ocasionarla. En la flebitis bacteriana, la inflamación de la pared venosa interna está asociada a la presencia de microorganismos. Los factores relacionados con la aparición de flebitis bacteriana, incluyen antissepsia inadecuada de la piel, pérdida de integridad del catéter intravenoso periférico (CIP), técnica inadecuada de inserción del catéter y mantenimiento ineficiente. Además de la presencia de los signos y síntomas que caracterizan la flebitis, ésta debe ser evaluada por medio de una escala estandarizada que determine su intensidad en grados. La infiltración y la extravasación también son complicaciones relacionadas con la TI. La infiltración es la administración accidental de una solución o medicamento en un tejido adyacente. La extravasación es similar a la infiltración, sin embargo, la solución administrada inadvertidamente, en este caso, es vesicante o irritante.

Los signos y síntomas de estas dos complicaciones son: edema, incomodidad, dolor, empalidamiento y enfriamiento de la piel local, siendo importante la interrupción inmediata de la infusión, ya que, dependiendo de la sustancia infundida, puede sobrevenir una lesión grave, así como escarificación tisular y, necrosis local. La extravasación se considera la complicación aguda más severa, causando extrema incomodidad y sufrimiento al paciente y exigiendo del enfermero habilidad clínica para diagnosticarlo e intervenir precozmente. El hematoma resulta cuando la sangre se extrae hacia adentro de los tejidos adyacentes al sitio de punción, generalmente creando edema doloroso con sangre infiltrada.

Puede resultar de intento de punción sin éxito, retirada del CIP sin que se haga presión adecuada en el lugar de remoción o uso de torniquete o garrote apretado en local que previamente puncionado. Los signos de un hematoma incluyen equimosis, edema inmediato en el lugar y extravasación de sangre en el sitio de inserción.

En gran parte evitable, la infección del flujo sanguíneo relacionado con el catéter vascular es potencialmente grave y frecuente entre pacientes hospitalizados. El sistema de TI resulta en una potencial ruta de entrada de microorganismos en el sistema vascular, por el rompimiento de los mecanismos de defensa de la piel y, con ello, causar serios problemas cuando penetran y proliferan en la cánula o en el fluido intravascular. El mecanismo más probable de las ICS relacionadas con catéteres venosos periféricos es la colonización del tracto del catéter vascular seguida de formación de biofilm. La colonización puede ocurrir durante la inserción y / o al manipular el catéter para administración de drogas o recolección de sangre.

Si se sospecha de infección relacionada con la perfusión, se deben utilizar técnicas asépticas y observando precauciones estándar, tomar muestras de sangre, de la punta del catéter y del lugar de inserción del acceso y también muestras de la solución infundida (si se sospecha de ésta como fuente de sepsis). Muchos son los factores que pueden potenciar el desarrollo de complicaciones durante la TI. Los factores relacionados con el paciente son de edad inferior a un año o superior 60; mujeres; enfermedades que resultan en pérdida de integridad epitelial, como psoriasis y quemaduras; granulocitopenia; quimioterapia, inmunosupresores; presencia de foco infeccioso a distancia; gravedad de la enfermedad de base; tiempo de hospitalización; y otra.

Los factores inherentes al propio acceso vascular y su manipulación por el equipo de enfermería (tipo y calibre del CIP, lugar de inserción, uso de guantes, higienización de las manos, reparación del local con antissepsia, técnica de inserción, tipo de fijación de la cobertura, uso o no de conectores, tipo de solución para el mantenimiento de la permeabilidad, tiempo de permanencia del catéter y frecuencia de la observación) también son importantes en relación al desarrollo de complicaciones relativas a TI. En la etapa post-punción, como identificación de la punción (número del catéter, fecha y hora de la punción, responsable de la punción), orientación del paciente, cálculo del goteo, dilución y tipo de drogas administradas, también pueden influenciar la manifestación acontecimientos adversos.

Vean también:

Flebitis

La Identificación de Flebitis: Escala de Maddox

 

Os Cateteres Agulhados: “Scalp” ou “Butterfly”

Cateteres

Os Cateteres Agulhados, ou popularmente conhecidos como “Scalp” ou “Butterfly” , são feitos de aço inoxidável biocompatível, não flexíveis que na qual dobram-se sob resistência, para infusão de curta duração (em torno de 24 horas), de baixo volume, pode ser usado para administração de medicamentos “In bolus” ou “flush” e para pacientes com veias muito finas e comprometidas, como terapia de dose única, administração de medicamento IV em bolus ou para coleta de sangue.

Os Tipos de Terapia Infusional

  • Bolus: tempo menor ou igual a 1 minuto;
  • Infusão rápida: realizada entre 1 e 30 minutos;
  • Infusão lenta: realizada entre 30 e 60 minutos;
  • Infusão contínua: tempo superior a 60 minutos, ininterruptamente;
  • Administração Intermitente: não contínua, de 6 em 6 horas.

Características Físicas dos Cateteres Agulhados

O Cateter Agulhado é composto pelos principais itens:

  • Protetor da agulha: Garante a integridade da agulha até o momento do uso;
  • Asas de empunhadura/fixação: Facilitam a “empunhadura” durante a punção e a estabilização do dispositivo durante o tempo de permanência na veia;
  • Tubo vinílico transparente, atóxico e apirogênico: Permite a visualização do refluxo sangüíneo e/ou medicamento infundido, reduzindo o contato com o sangue;
  • Conector fêmea Luer-Lok(TM) codificado por cores: Proporciona segura conexão com o equipo e permite a identificação do calibre de acordo com a cor do conector;
  • Paredes finas: Aumenta o fluxo interno.

Observação: Todo o dispositivo precisa ser preenchido com a solução que será utilizada no paciente, antes de administração!

Os Calibres dos Cateteres Agulhados e suas indicações

Os Cateteres Agulhados são classificados com números ímpares, lembrando que quanto menor o número, maior calibre é da agulha:

  • 19G: Indicado para veias de grande calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grande dosagens, coleta de sangue;
  • 21G e 23G: Indicado para veias de médio calibre, ou seja, veia de adolescente, adulto, idoso, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos de grandes e médias dosagens, in bolus ou flush e coleta de sangue;
  • 25G e 27G: Indicado para veias de pequeno calibre, ou seja, crianças ou neonatos, sendo que a sua instalação compatibiliza o diâmetro da camada interna do vaso (íntima) com o calibre mencionado, sem provocar dilatação da veia; para infusões de medicamentos in bolus ou flush, de baixa dosagens.

Vantagens e Desvantagens

Sua Principal vantagem é de ter uma agulha de paredes finas, muito afiadas próprio para pequenos vasos, possibilitando a inserção difícil através da pele resistente.

A desvantagem é de ser um cateter não flexível, podendo lesionar o membro que foi puncionado se o paciente dobrar o mesmo, e podendo perfurar-se acidentalmente; e o estouro da veia que ali foi puncionado com a falta de cuidado do mesmo.

Indicações e Contra-Indicações

O Cateter Agulhado deve ser utilizado para administração imediata de medicação, onde não há necessidade de se manter o acesso no paciente.

Sua principal contra-indicação é de nunca usar com solução vesicante ou irritante.