SCA: Com Supra de ST Vs. Sem Supra de ST

A Síndrome coronariana aguda (SCA) refere-se a uma diversidade de sinais e sintomas clínicos e laboratoriais que são compatíveis com isquemia aguda do miocárdio, devido a alteração aguda do fluxo coronariano, englobando, por isso, angina instável (AI) e infarto agudo do miocárdio (IAM).

Síndrome Coronariana Aguda Sem ST (SCAssST) e a Síndrome Coronariana Aguda Com ST (SCAcsST): Quais são as diferenças?

Pode-se dizer que a SCA é uma condição multifatorial. A causa mais frequente é a redução da perfusão miocárdica, resultante de um estreitamento de coronárias, quase sempre por um trombo não oclusivo que desenvolveu em decorrência da ruptura de uma placa aterosclerótica.

A SCAcsST é o IAM com elevação do ST, necessitando apenas desta alteração no ECG para o diagnóstico.

Já a SCAssST (antigamente chamada de infarto subendocárdico ou transmural), precisa, além do ECG, das medidas de marcadores de necrose miocárdica (por exemplo, a troponina) para o diagnóstico, e se divide em: angina instável, em que há dor ou desconforto torácico (ou equivalente isquêmico) e/ou alterações eletrocardiográficas compatíveis e não há elevação dos marcadores; e IAM sem elevação do segmento ST, que apresenta as mesmas características, no entanto, tem elevação dos marcadores.

Em resumo, a oclusão total de uma artéria coronária geralmente leva a um IAM com supradesnível do segmento ST, enquanto a angina instável e o IAM sem supradesnível do segmento ST, geralmente resultam de uma obstrução grave, porém não total, da artéria coronária culpada.

Referências:

  1. CANESIN, Manuel Fernandes. Treinamento de emergências cardiovasculares: da Sociedade Brasileira de Cardiologia, avançado. Manole, 2012.
  2. DE PAOLA, Angelo A. V.; MONTENEGRO, Sergio; MOREIRA, Maria d. C. V. Livro-texto da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Barueri, SP: Manole, 2012.
  3. MATINS, HERLON SARAIVA; NETO, RODRIGO ANTONIO bRANDÃO; NETO, AUGUSTO SCALABRINI; VELASCO, IRINEU TAFEU. emergências clínicas: Abordagem prática. Barueri, SP: Monole, 2016.
  4. braunwald,e.; zipes, d.p.; et al. tratado de doenças cardiovasculares. Rio de janeiro, RJ: elsevier, 2013.
  5. piegas,l.s.;timerman, a.; et al. v diretriz da sociedade brasileira de cardioloia sobre tratamento do infarto agudo do miocárdio. Arq bras cardiol, 2015.
  6. jr, carlos v. serrano; timerman, ari; stefanini, edson. Tratado de cardiologia socesp. barueri, sp: monole, 2009.
  7. aroesty, julian m.; simons, michael; breall, jeffrey a. overview of the acute management of non-st elevation acute coronar syndromes. uptodate, 2018.

Síndrome de Kawasaki

A síndrome de Kawasaki é uma vasculite sistêmica, ou seja, uma inflamação de vasos sanguíneos – geralmente ela afeta vasos de médio e pequeno calibre – que pode acometer diversos órgãos, como pulmão, intestino e coração. A inflamação causada por essa síndrome leva ao desenvolvimento de pericardite, meningite asséptica, hepatite, entre outras doenças.

Descrita por Tomisaku Kawasaki em 1967, ela é prevalente em crianças, sendo uma das vasculites mais frequentes nessa faixa etária. Afeta principalmente crianças de 2 até 5 anos de idade, não sendo comum em menores de 6 meses e maiores de 8 anos. Além disso, possui prevalência em meninos.

A síndrome é uma das principais causas de cardiopatias adquiridas na infância. Como dito anteriormente, ela pode afetar diversos órgãos, no entanto, o maior comprometimento ocorre no coração, com o surgimento de aneurismas coronarianos, que podem levar a infarto agudo do miocárdio e, até mesmo, óbito.

As Causas

As causas da síndrome de Kawasaki ainda não são claras. Acredita-se que surja em decorrência de uma resposta imunológica desencadeada por algum agente infeccioso ou ambiental em indivíduos que tenham predisposição genética. Isso se deve ao fato de essa doença apresentar alguns sintomas semelhantes aos de algumas infecções virais e ocorrer em surto, entre outros fatores.

Como é diagnosticado?

O diagnóstico da síndrome de Kawasaki é predominantemente clínico, podendo ser solicitados alguns exames para descartar a possibilidade de outras doenças. São sintomas que devem ser observados para a realização do diagnóstico:

  • Febre persistente por cinco ou mais dias (pode persistir por semanas se não houver tratamento);
  • Erupções cutâneas;
  • Conjuntivite não purulenta;
  • Alterações orais, como a língua apresentando papilas hipertrofiadas e avermelhadas (língua em framboesa ou morango), eritema (vermelhidão) e edema (inchaço causado pelo acúmulo de líquidos nos tecidos) de orofaringe e fissura labial;
  • Eritema e edema de mãos e pés, podendo apresentar descamações ao redor das unhas (periungueal);
  • Aumento de gânglios linfáticos (linfonodomegalia) na região cervical.

 

Como pode ser tratado?

O tratamento da síndrome de Kawasaki consiste basicamente em reduzir a inflamação e prevenir o surgimento de complicações, como o comprometimento coronariano, em que há o surgimento de aneurismas nas artérias coronárias, que podem levar à morte. No entanto, é importante destacar que, quando o tratamento é realizado precocemente, os riscos de complicações diminuem 80%.

A Síndrome de Kawasaki e a correlação com o COVID 19

No ano de 2005, surgiu uma teoria de que um vírus da família dos coronavírus poderia ser o causador dessa síndrome. Um coronavírus humano foi detectado em 8 pacientes dentre 11 que apresentavam a doença. No entanto, estudos posteriores não detectaram o vírus em pacientes com a síndrome, o que invalidou a teoria.

Recentemente um novo coronavírus pode estar relacionado a um quadro semelhante à síndrome de Kawasaki. Algumas crianças com sintomas bem parecidos aos da síndrome foram testadas, e o resultado foi a detecção de anticorpos para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), o causador da COVID-19.

Outro fato que leva a crer que essa nova síndrome, denominada por alguns pesquisadores de síndrome multissistêmica inflamatória pediátrica (PIMS-TS, na sigla em inglês), seja decorrente de uma resposta imunológica ao novo coronavírus é o fato de ela ocorrer durante a pandemia da COVID-19. Foi observado o seu surgimento algumas semanas após o pico dessa doença.

Referência:

  1. PebMed

Síndrome de Cushing

A Síndrome de Cushing é um distúrbio hormonal causado pela exposição prolongada ao hormônio cortisol.

Os Hormônios são substâncias químicas presentes no corpo. O cortisol é um hormônio muito comum que, em doses normais, ajuda o organismo a lidar com o estresse e infecções.

Quais são as causas?

Exposição prolongada ou excessiva ao cortisol como resultado de:

  • Uso a longo prazo de hormônios corticosteróides, como cortisona ou prednisona;
  • Tumor ou anormalidade da glândula adrenal, que faz com que o corpo produza excesso de cortisol;
  • Tumor ou anormalidade da glândula pituitária, que causa produção excessiva de cortisol (no caso do tumor da hipófise , é chamado de doença de Cushing);
  • Raramente, tumores nos pulmões, tireóide, rins, pâncreas ou timo produzem hormônios que desencadeiam a síndrome.

E os fatores de Risco?

  • Uso crônico de medicações corticosteróides;
  • Idade: entre 20 e 50 anos;
  • Sexo: feminino (muito mais frequente entre as mulheres).

Quais são os Sinais e Sintomas?

  • Ganho de peso na parte superior do corpo e tronco;
  • Cara em forma de lua;
  • Mudanças na pele:
    • Escurecimento da pele;
    • Listras roxas;
    • Aparência fácil contusões;
  • Crescimento do cabelo em excesso ou acne em mulheres;
  • Distúrbios menstruais, especialmente períodos não freqüentes ou períodos ausentes;
  • Diminuição da fertilidade e libido;
  • Hipertensão;
  • Retenção de água ou inflamação;
  • Açúcar elevado no sangue ou diabetes;
  • Fadiga ou fadiga;
  • Mudanças na personalidade ou mudanças no humor;
  • Fraqueza muscular;
  • Osteo ou ossos frágeis;
  • Atraso no crescimento ósseo em crianças;
  • Sede aumentada;
  • Micção freqüente;
  • Psicose;
  • Dor lombar.

Como é diagnosticado?

Estudos para medir os níveis de cortisol

  • Nível de cortisol livre na urina de 24 horas: a urina é coletada por 24 horas e depois analisada;
  • Níveis noturnos de cortisol na saliva ou no sangue: uma amostra de saliva ou sangue é coletada por volta das 23 horas e analisada;
  • Teste de supressão com dexametasona: um cortisol sintético chamado dexametasona é tomado por via oral. Amostras de sangue e urina podem ser colhidas na manhã seguinte ou por vários dias.

Testes para determinar a causa da síndrome de Cushing

  • Teste de estimulação CRH;
  • Nível de ACTH;
  • Teste de supressão de dexametasona em altas doses;

Radiografias e Scanners

Estes testes podem mostrar se há um tumor na glândula pituitária ou supra-renal ou em outra área do corpo. Ferramentas de imagem comuns incluem:

  • Ressonância magnética – um teste que usa ondas magnéticas para fazer fotos do interior do corpo;
  • Tomografia computadorizada (TC) – um tipo de raio-x que usa um computador para fazer fotos de estruturas dentro do corpo;
  • Raio-X de tórax : usado para detectar tumores nos pulmões.

Como pode ser tratado?

O tratamento da Síndrome de Cushing depende da causa!

Os tratamentos incluem:

  • Remoção cirúrgica do tumor;
  • Remoção cirúrgica de parte ou de todas as glândulas supra-renais, ou ambas;
  • Radiação para alguns tumores persistentes;
  • Retirada gradual de medicamentos semelhantes à cortisona (sob rigorosa supervisão médica).

Os Cuidados de Enfermagem

No Pré operatório:

  • Orientar sobre cada tipo intervenção que pode ser realizada;
  • Controlar presso arterial e glicemia;

No Pós operatório:

  • Elevar a cabeceira do leito 30 graus  para diminuir o edema;
  • Realizar avaliação rigorosa do padrão neurológico deste paciente, observando nível de consciência, movimentação ocular e verbalização de queixas;
  • Controlar rigorosamente sinais vitais;
  • Gerenciar a administração de dexametasona para reduzir o edema cerebral;
  • Reduzir a pressão da PIC (pressão intracraniana);
  • Orientar que o sentido do olfato reaparecer em 2-3 semanas e que depois melhora o sabor dos alimentos.

Síndrome de Burnout en la Enfermería

Burnout

¿Usted ha oído hablar del síndrome de Burnout? Usted sabía que es un síndrome común a los profesionales de enfermería?

A pesar de que el síndrome de Burnout es poco conocido, ella está más cerca de nosotros de lo que usted se imagina! Está relacionada a los agentes patógenos de Enfermedades profesionales, que componen el anexo II de la Seguridad Social desde 1996, y actualizado en 2010.

Pero, ¿Qué es Burnout?

Es un síndrome psicológico que se desarrolla debido a la presencia crónica de estrés relacionado al trabajo. Se compone de tres vertientes: el agotamiento emocional, despersonalización y la disminución de realización profesional. Está más presente en personas que realizan algún tipo de actividad en que es necesario la relación con las personas de forma más directa y próxima.

¡Antes de profundizar el asunto, ya quería llamar la atención sobre nuestra categoría! El síndrome se desarrolla con mayor frecuencia en las profesiones en las que el contacto y la relación personal están presentes. Y como ya es conocido por todos, la enfermería es la ciencia desempeñada para cuidar del otro. Estamos todo el tiempo relacionándonos. ¡Entonces aquí va una alerta!

¿Cuáles son las tres vertientes que involucran el síndrome de Burnout?

– Extracción emocional: se caracteriza por el agotamiento físico y emocional. El trabajador se siente sobrecargado y agotado de recursos físicos y emocionales. Esta es la manifestación más obvia y fundamental para definir el Síndrome, es la reacción causada en respuesta a la sobrecarga de trabajo, a los conflictos sociales y al estrés debido a las exigencias del trabajo.

– Despersonalización: ocurre como reacción al agotamiento emocional. Es el intento del individuo de protegerse o lidiar con el agotamiento, y lleva a un distanciamiento y al desarrollo de actitudes negativas e insensibles en el trabajo, y en relación a las personas de su convivencia.

– Disminución de la realización profesional: surge a medida que la despersonalización progresa. El trabajador comienza a gastar menos energía en la realización del trabajo, pasa a quedarse menos horas en el ambiente profesional; esto interfiere en la calidad de su desempeño, y luego el sentimiento de incompetencia y de falta de realización aparecen. Esta tercera vertiente es más evidente cuando ocurre falta de recursos relevantes.

Aunque algunos estudios se están haciendo, aún no tenemos datos estadísticos concretos sobre el Síndrome de Burnout en Brasil, pero se cree que la incidencia de la patología debe estar próxima a identificada en otros países.

En un estudio realizado en un hospital público brasileño, de los 52 participantes del área de enfermería:

  • 48,07% tenían otro vínculo de empleo;
  • 46,15% pensaban en abandonar la profesión;
  • En relación a la vertiente agotamiento emocional: el 25% se sentía en determinadas veces exhaustos emocionalmente y el 7,7% se sentía a menudo exhaustos emocionalmente en las actividades desempeñadas en el trabajo.
  • Sobre la satisfacción en cuanto al ambiente físico de trabajo: 25% afirmaron estar totalmente insatisfechos.

En esta categoría se analizaron los aspectos en cuanto a iluminación, espacio físico, ventilación, temperatura, higiene y salubridad. El estudio discute además la extensa jornada de trabajo de estos profesionales, y cuánto esta impacta en la calidad de la asistencia de enfermería.

En otro estudio realizado en tres instituciones de enseñanza en el interior del estado de São Paulo mostró que los participantes poseían una carga horaria de trabajo superior al contrato de 36 horas semanales, lo que podía reflejar en un déficit en el cuadro de personal de la institución y necesidad de complementación salario. También mostró que las dos instituciones que poseían una mejor percepción de la calidad de la asistencia de enfermería, presentaron menores niveles de burnout en comparación a la tercera. Lo que demuestra que la presencia del síndrome compromete de forma negativa la calidad de la asistencia de enfermería.

Pero, ¿Y las causas del Síndrome de Burnout?

Podemos citar las características del sistema hospitalario y la economía de consumo, o sea, exigir del trabajador más producción. El aumento de productividad hace que el trabajador gaste más tiempo al trabajo, y consecuentemente se aleje de las actividades como ocio, convivencia social y familiar. Esto influye en la calidad de vida del profesional y afecta su salud.

Como reflejo de esta práctica, no es inusual que los profesionales de enfermería tengan más de un vínculo laboral y cargas horarias elevadas. Pero es importante resaltar que la práctica de la enfermería requiere atención, esfuerzo emocional, mental y físico; y un déficit en uno de esos parámetros corrobora perjuicios en la calidad de la asistencia prestada, pudiendo exponer al paciente a riesgos.

Además de estas, están entre las causas del desencadenamiento del Síndrome de Burnout:

  • la insatisfacción y la falta de reconocimiento profesional;
  • las largas jornadas de trabajo;
  • el número insuficiente de profesionales;
  • la alta exposición del profesional a riesgos físicos y químicos;
  • el desgaste provocado por el constante contacto con los pacientes;
  • el sufrimiento y la muerte;
  • los conflictos interpersonales;
  • el aplastamiento salarial;
  • la alta responsabilidad que la profesión exige;
  • la complejidad del cuidado de enfermería;
  • la alta demanda de pacientes;
  • la falta de apoyo y de motivación;
  • pacientes estresados;
  • el ambiente malsano.

Aunque el estrés es un fenómeno individual, las causas de desencadenamiento del síndrome parecen ser comunes, independientemente de la ocupación del profesional de enfermería; lo que sugiere una característica de la cultura profesional, con determinantes de estrés relacionados al individuo, al cargo ya la institución.

¿Cómo se manifiesta el Síndrome de Burnout?

Como ya se ha dicho anteriormente, el individuo tiene pérdida de su calidad de vida, lo que influye en su convivencia social y familiar, además de traer perjuicios al trabajo. El individuo asume una actitud de frialdad frente a los pacientes, evitando involucrarse, y esa relación viene acompañada de irritabilidad por parte del profesional.

El estrés rompe con equilibrio psicofisiológico, y obliga a la utilización de energía extra como estrategia de enfrentamiento. Dependiendo de la intensidad y el tiempo de duración de este estado, el individuo puede presentar consecuencias físicas y psicológicas graves, principalmente si no desarrolla mecanismos adaptativos.

El estrés genera la liberación de la hormona cortisol (glucocorticoide), después de la activación del eje hipotálamo-hipófisis-adrenal, y luego se une a los receptores presentes en los leucocitos y puede llevar la inmunosupresión. Como consecuencia algunas enfermedades pueden surgir como por ejemplo: alergias, psoriasis, caspa y seborrea, hipertensión, diabetes, herpes, graves infecciones, problemas respiratorios como asma y rinitis, intoxicaciones, alteraciones gastrointestinales como úlcera, gastritis, diarrea y náuseas, alteración de peso , depresión, ansiedad, hiperactividad, hipervigilancia, trastornos del sueño, disfunciones sexuales y cambios en el ciclo menstrual.

El sistema cardiovascular tiene un papel importante para adaptarse al estrés y actúa aumentando la frecuencia cardíaca, la contractilidad, el gasto cardíaco y la presión arterial.

En cuanto al estrés psíquico, ocurre déficit de atención y concentración, alteraciones de memoria, lentitud del pensamiento, desconfianza, paranoia y aumenta el riesgo para el suicidio.

El Síndrome de Burnout ha sido considerado un problema de salud pública, pero el camino a recorrer es largo para cambiar la realidad de las condiciones de trabajo de nuestra categoría. Pregunte a algún profesional de enfermería que conoce que pronto percibirá que éste está expuesto a gran parte de las causas del síndrome. Abordar el tema, y ​​hacerlo conocido puede ser una solución para que nuevas estrategias sean creadas a fin de evitar el Síndrome de Burnout. ¡Y tal vez apostar en un ambiente de trabajo que proporcione calidad de vida al trabajador sea la mejor salida!

Referencias bibliográficas:

Silva J L L; Dias A C; Teixeira L R. Discussão sobre as causas da Síndrome de Burnout e suas implicações à saúde do profissional de enfermagem. Aquichan. 2012; 12(2):144-159.

Gasparino R C; Guirardello E B. Ambiente da prática profissional e burnout em enfermeiros. Ver Rene.2015; 16(1):90-6.

Sá A M S; Silva P O M; Funchal B. Burnout: o impacto da satisfação no trabalho m profissionais de enfermagem. Psicologia & Sociedade. 2014; 26(3):664-674.

Síndrome de Crest

A síndrome de Crest é uma doença que se apresenta com uma esclerodermia limitada, calcinose renal, síndrome de Raynaud, alteração da mobilidade esofágica, esclerodactilia, e telangiectasia na pele.

É uma doença, de origem desconhecida, do tecido conjuntivo com fibroso, alterações degenerativas e inflamação da pele, vasos sanguíneos, músculos e outras órgãos (rins, fígado, pulmão).

O termo “CREST” é um acrônimo para as cinco características principais da doença:

  • Calcinose
  • Fenômeno de Raynaud
  • Dismotilidade Esofágica
  • Esclerodactilia
  • Telangiectasia

Afeta mais as mulheres do que os homens, entre 30 e 50 anos. A evolução é incerta e depende do envolvimento fibrótico de cada órgão afetado, apesar de não ser uma esclerose sistêmica progressiva que costuma ter uma pior evolução.

Crest pode ser limitada e às vezes autolimitada, outras é lentamente progressiva e a fibrose das órgãos internas é a mais afetada e menos a pele.

Referência:

  1. Winterbauer RH (1964). «Multiple telangiectasia, Raynaud’S phenomenon, sclerodactyly, and subcutanious calcinosis: a syndrome mimicking hereditary hemorrhagic telangiectasia». Bulletin of the Johns Hopkins Hospital114: 361–83. PMID 14171636

Fasciotomia

Fasciotomia

Síndrome do Homem Vermelho (SHV)

Homem Vermelho

A Síndrome do Homem Vermelho (SHV), também conhecida como Síndrome do Pescoço Vermelho, é uma situação que pode ocorrer imediatamente ou após alguns dias do uso do antibiótico vancomicina devido a uma reação de hipersensibilidade a este remédio.

Este medicamento pode ser usado para o tratamento de doenças ortopédicas, endocardite e infecções comuns da pele mas deve ser usado com cuidado para evitar esta possível reação.

O principal sintoma desta síndrome é a intensa vermelhidão em todo corpo e coceira que deve ser diagnosticada e tratada pelo médico, podendo ser necessário permanecer internado em uma UTI.

Sinais e Sintomas

Os sinais e sintomas que caracterizam esta síndrome são:

  • Intenso eritema nas pernas, braços, barriga, pescoço e face;
  • Prurido nas regiões avermelhadas;
  • Edema aos redor dos olhos;
  • Espasmos musculares;
  • Pode haver dispneia, dor no peito e hipotensão.

Nos casos mais graves pode haver hipóxia, síncope, incontinência urinária e fecal, choque anafilático.

Causas

A principal causa desta doença é a aplicação rápida do antibiótico vancomicina diretamente na veia, no entanto, ela também pode surgir quando o medicamento é usado corretamente, com pelo menos 1 hora de infusão, podendo surgir no mesmo dia ou até mesmo, dias após o seu uso.

Assim, se a pessoa utilizou este medicamento mas já teve alta do hospital e apresentar estes sintomas deve ir para o pronto-socorro para iniciar o tratamento imediatamente.

Tratamento

O tratamento deve ser orientado pelo médico e pode ser feito com a cessação do uso do remédio e com a toma de remédios anti-histamínicos como Difenidramina em forma de injeção. Caso os sintomas persistam ou sejam de moderados a severos, pode-se associar bloqueadores do receptor H2 (exemplo, cimetidina ou ranitidina) por via endovenosa.Geralmente é necessário o uso de remédios para aumentar a pressão arterial e regularizar os batimentos cardíacos como a Adrenalina.

Se houver dificuldade para respirar, pode ser necessário usar uma máscara de oxigênio e dependendo da gravidade, pode ser preciso a utilização da ventilação mecânica. Para regular a respiração podem ser usados remédios corticosteroides como Hidrocortisona ou Prednisona.

Sinais de melhora

Os sinais de melhora surgem logo após o início do tratamento com os remédios necessários e o indivíduo pode receber alta após se verificar que os sintomas estão controlados e os exames de sangue, pressão e funcionamento cardíaco estão normalizados.

Sinais de piora e complicações

Os sinais de piora surgem quando o tratamento não é realizado e pode ter graves complicações que colocam em risco a vida do indivíduo por levar à parada cardíaca e respiratória.

 

Veja também:

A Vancomicina e a Vancocinemia