Os Princípios da Oxigenoterapia

A oxigenoterapia é um tratamento essencial para pacientes com deficiência de oxigênio.

No entanto, deve-se entender basicamente os princípios fundamentais desse procedimento, abordando aspectos como dosagem, continuidade, controle, temperatura e umidificação.

Dosagem

  • A dosagem de oxigênio deve ser personalizada para cada paciente. Ela é determinada com base na pressão arterial de oxigênio (PaO2) ou na saturação de oxigênio (SatO2).
  • Indicações comuns para oxigenoterapia incluem PaO2 ≤ 55 mmHg ou SatO2 ≤ 88% em gasometria arterial.
  • Profissionais capacitados devem prescrever a dosagem adequada para evitar efeitos colaterais.

Continuidade

  • A oxigenoterapia deve ser contínua, especialmente para pacientes com necessidades crônicas.
  • Interrupções podem comprometer a saúde do paciente. Portanto, é crucial seguir as orientações médicas rigorosamente.

Controle

  • Monitorar a saturação de oxigênio (SpO2) é fundamental durante o tratamento.
  • A oximetria de pulso é uma ferramenta útil para avaliar a eficácia da oxigenoterapia.

Temperatura e Umidificação

  • O oxigênio seco pode causar ressecamento das vias aéreas e mucosas.
  • Pacientes com fluxo de oxigênio acima de 3 LPM devem usar um umidificador de oxigênio para evitar esse problema.
  • A umidificação é especialmente importante para pacientes traqueostomizados.

Benefícios da Oxigenoterapia

  • Melhora o sono, a memória e o desempenho nas atividades diárias.
  • Proporciona mais disposição geral.

Lembre-se de que a oxigenoterapia deve ser prescrita e monitorada por profissionais da enfermagem, medicina e fisioterapia qualificados.

Referências:

  1. São Camilo
  2. Telemedicina Morsch
  3. ConstaMed
  4. SBPT
  5. CPAPS

Quanto tempo a insulina pode ficar fora da geladeira?

As insulinas são medicamentos que devem ser armazenados em condições adequadas para garantir sua eficácia e segurança.

Temperatura Ideal

A temperatura ideal para conservar as insulinas é entre 2°C e 8°C, ou seja, dentro da geladeira. No entanto, existem situações em que as insulinas podem ficar fora da geladeira por um período limitado, sem comprometer sua qualidade. Por exemplo, quando se viaja ou se leva a insulina para o trabalho ou para a escola.

Recomendações

Nesses casos, é importante seguir algumas recomendações para evitar que as insulinas se deteriorem ou percam sua potência. Em geral, as insulinas podem ficar fora da geladeira de 4 a 6 semanas, desde que sejam mantidas em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) e longe da luz solar direta.

Além disso, é preciso evitar expor as insulinas a fontes de calor, como fogões, aquecedores, radiadores ou carros estacionados ao sol.

As insulinas que estão sendo usadas podem ficar fora da geladeira até o final do prazo de validade ou até 6 semanas após a abertura do frasco, o que ocorrer primeiro.

As insulinas que ainda não foram abertas devem ser guardadas na geladeira até o momento de usar. Se a insulina apresentar alterações na cor, na consistência ou na formação de grumos ou cristais, ela deve ser descartada e não utilizada.

É importante ressaltar que as insulinas nunca devem ser congeladas, pois isso pode danificar sua estrutura molecular e reduzir sua eficácia. Se a insulina for congelada acidentalmente, ela deve ser descartada e substituída por uma nova.

As insulinas são essenciais para o controle da glicemia e da diabetes. Por isso, é fundamental seguir as orientações do médico e do farmacêutico sobre como armazenar, transportar e aplicar as insulinas de forma correta e segura.

Referências:

  1. https://jundiai.sp.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/17/2018/10/1-converted.pdf
  2. BD

Temperatura Corporal: Locais de Aferição e Valores

A Temperatura corporal normal de uma pessoa varia dependendo do sexo, de suas atividades físicas recentes, do consumo dos alimentos e de líquidos, do horário e do dia em que é mensurada e, nas mulheres, do estágio do ciclo menstrual.

A temperatura corporal normal, de acordo com a Associação Médica Americana, pode variar de 36,5°C a 37,2°C. A temperatura pode ser medida das seguintes maneiras:

Locais de Aferição e suas Vantagens e Desvantagens

A via de mensuração mais usada é a axilar e, embora seja mais fácil de medir (em comparação com registros orais ou retais), é uma estimativa menos precisa da temperatura interna corporal e tem forte influência de fatores do meio ambiente.

Apesar disso, a medida da temperatura axilar é recomendada em neonatos por causa do risco de perfuração do intestino com o termômetro utilizado por via retal (El-Radhi; Barry, 2006; Leduc; Woods, 2015).

A precisão da medida de temperatura por via oral situa-se entre a da axilar e a retal. Sugere-se que a precisão aumenta principalmente pelo cumprimento e pela capacidade de usar a técnica adequada (Leduc; Woods, 2015).

É importante saber que a via oral tem influência da ingestão recente de alimentos ou bebidas frias e quentes, do uso de cigarro, da posição do termômetro e da respiração. Por isso, a utilização dessa técnica necessita de atenção e instruções corretas ao paciente (Mazerolle et al., 2011).

Crianças não seguram facilmente o termômetro na boca, o que também afeta a medida por essa via (Krinsky et al., 2014).

A mensuração, por proximidade da membrana timpânica, detecta a radiação térmica emitida pela via auricular, que é proporcional à temperatura da membrana. Pode haver variedade nas medições em razão da estrutura do canal auditivo e da posição do sensor (Leduc; Woods, 2015).

Uma revisão sistemática com meta-análise comparou a mensuração timpânica com a mensuração retal e concluiu que a primeira não pode ser usada com confiança em situações em que a temperatura corporal tem que ser medida com precisão. A medida feita pela via auricular tem influência da quantidade de cerume (Craig et al., 2002).

A temperatura também pode ser medida com o termômetro de sensor infravermelho sem contato, que é apontado para a testa e movido lentamente para a região da têmpora.

Esse método, relativamente novo, é mais preciso do que a medida timpânica e mais bem tolerado que a mensuração por via retal (Leduc; Woods, 2015). Revisões sistemáticas concluíram que a termometria da membrana timpânica não equivale aos métodos estabelecidos de medição da temperatura interna (Wolters Kluwer, 2017).

Uma revisão sistemática com meta-análise reforçou que a medida pela via timpânica apresenta pouca capacidade de repetição e tende a apresentar resultados falso-negativos. O estudo reforça que a medida na região temporal poderia substituir os termômetros timpânicos, com a ressalva de que ambos os métodos são imprecisos quando comparados com a medida por via retal (Geijer et al., 2016).

As temperaturas axilar e retal não são idênticas. A via axilar apresenta menos possibilidade de contaminação, uma vez que o aparelho não tem contato com fluidos biológicos, à exceção do suor. A precisão da medida da temperatura depende também da aplicação das técnicas com atenção.

procedimento de mensuração vantagens desvantagens
Retal 36,60C a 380C > 38,00C
Oral 35,50C a 37,50C > 37,50C
Auxiliar 34,70C a 37,40C > 37,40C
Temporal 36,60C a 37,80C > 38,10C (0 a 2 meses)

> 37,90C (3 meses até 4 anos)

> 37,80C (> 4 anos)

Timpânica 35,70C a 37,80C > 37,80C

Técnica para a Aferição da Temperatura Corporal

Termômetro digital infravermelho sem contato

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. liga/desliga
  2. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será emitido.
  3. Verifique no visor se o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  4. Posicione o sensor na testa e mantenha o botão START pressionado. A luz de rastreamento é ativada e consegue-se medir a temperatura a uma distância de até 5 cm.
  5. Mova gradativamente o termômetro em direção à têmpora para detectar a temperatura corporal.

Quando concluída, um sinal sonoro será emitido.

  1. Solte o botão START.
  2. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  3. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  4. Aguarde por pelo menos dois minutos para nova mensuração (obrigatoriamente o termômetro deve ser desligado e ligado novamente entre medições consecutivas).
  5. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  6. Guarde-o no estojo protetor.
  7. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e manter em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do aparelho. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração            

Temporal.

Termômetro de coluna de mercúrio ou de outro líquido

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p). Bulbo
  3. Verifique se a coluna de mercúrio se encontra abaixo de 35ºC. Não segure o termômetro pelo bulbo, pois isso pode alterar a mensuração da temperatura.
  4. Caso o termômetro não esteja abaixo de 35ºC, reduza a coluna de líquido utilizando força centrífuga (agitar rapidamente o termômetro para baixo, segurando-o pela extremidade contrária ao bulbo).
  5. Posicione adequadamente o bulbo do termômetro na via para mensuração.
  6. Deixe-o no lugar pelo tempo indicado na bula/manual para a via escolhida.
  7. Faça a leitura mantendo o termômetro no nível dos olhos e rodando-o entre os dedos até que a linha de mercúrio possa ser vista. Registre o valor e informe o resultado ao paciente.
  8. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  9. Guarde-o no estojo protetor.
  10. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.
  11. Técnica de higiene

Lave o termômetro com água e sabão. Em seguida, mergulhe a ponteira (bulbo) em álcool etílico a 70% (p/p) por pelo menos um minuto e seque-a com algodão. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque o termômetro em água fervente.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e Oral.

OBS: Atualmente o uso do termômetro de mercúrio foi descontinuado, devido ao risco de quebra e contaminação do meio ambiente.

Termômetro digital

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p).
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga, que geralmente fica ao lado do visor. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, aparece o ícone <L> intermitente. O termômetro estará pronto para mensuração. (Obs.: O ícone pode não aparecer caso: a temperatura ambiente seja superior a 32°C; o aparelho esteja sem bateria ou com defeito).
  5. Posicione adequadamente o sensor do termômetro na via para mensuração.
  6. Aguarde a mensuração. Quando finalizada, um sinal sonoro será ouvido.
  7. Retire o termômetro da via de mensuração.
  8. Registre o valor da temperatura mostrado no visor e informe o resultado ao paciente.
  9. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  10. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  11. Guarde-o no estojo protetor.
  12. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Limpe o termômetro com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p), deixe em contato por pelo menos um minuto e tenha cuidado para que o álcool não entre em contato com o visor. Finalize limpando com um algodão seco. Não umedeça o sensor com álcool por longos períodos para evitar danos. Remova a bateria, caso não vá utilizar o termômetro por um longo período.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e oral.

OBS: Apesar de alguns fabricantes informarem a possibilidade de uso deste aparelho para mensuração de temperatura retal, não se recomenda a aplicação dessa técnica em farmácias.

Termômetro digital auricular por infravermelho

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Botão liga/desliga
  2. Limpe o sensor com algodão embebido em álcool etílico a 70%(p/p). Espere por cinco minutos para fazer a mensuração, de modo que o sensor tenha recepção constante de energia.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  5. Posicione o sensor no canal auditivo, pressione o botão START e aguarde.
  6. Somente retire o termômetro da posição de medida com o sinal sonoro que indica a finalização da mensuração.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  8. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e deixado em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do termômetro. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração    

 Timpânica.

Termômetro digital tipo chupeta

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Visor
  2. Examine o bulbo da chupeta antes de cada uso em busca de rachaduras, rasgos, pegajosidade ou outros sinais de desgaste. OBS: Descarte o acessório desgastado.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Aparecerá no visor um ícone confirmando que está funcionando.
  4. Solte o botão Liga/Desliga. Aparecerá “L” e “°C” no visor e o “ºC” ficará piscando, pronto para uso.
  5. Posicione o bulbo da chupeta na boca do bebê.
  6. Quando o sinal <ºC> no visor tiver parado de piscar, a mensuração terá terminado e soará um sinal.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor.
  8. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Mergulhe a borracha da chupeta por pelo menos um minuto em álcool etílico a 70% (p/p), retire e seque com guardanapo. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque esse produto em água fervente.

  1. Via para mensuração

Oral.

Técnicas de Aferição

Técnica Axilar

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Acomodar o paciente sentado e pedir permissão para expor a axila ou solicitar que ele mesmo o faça;
  4. Afastar a roupa do paciente para expor totalmente a axila, pois o termômetro deve estar em contato somente com a pele;
  5. Afastar o braço do paciente do corpo para permitir a colocação do termômetro na axila;
  6. Limpar a axila do paciente com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p);
  7. Secar a axila com papel toalha ou algodão;
  8. Posicionar a ponta do termômetro no centro da axila e informar que o paciente deverá manter o braço pressionado contra o corpo para fechar a cavidade axilar;
  9. Flexionar o antebraço e apoiar sobre o tórax;
  10. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  11. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;

Técnica Oral

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do sensor com água e sabão, quando possível, e a desinfecção com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Informar que o paciente não poderá ter ingerido alimentos ou bebidas nos últimos 30 minutos;
  4. Acomodar o paciente em posição confortável;
  5. Pedir que o paciente abra a boca e exponha a língua para frente e para cima;
  6. Colocar o termômetro debaixo da língua e deslizando-o lentamente ao longo da linha da gengiva, em direção à porção posterior da boca (parte mais interna), de forma que o bulbo do termômetro fique sob a língua do lado esquerdo ou direito do frênulo lingual;
  7. Informar que o paciente deverá manter a língua abaixada, a boca fechada e respirar somente pelo nariz, enquanto o registro se processa;
  8. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  9. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  10. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Timpânica

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer assepsia do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  4. Para crianças menores de 1 ano, puxar a orelha de forma a abrir o canal auditivo;
  5. Posicionar o sensor no canal auditivo;
  6. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  7. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Temporal

  1. Lave as mãos;
  2. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  3. Posicionar o sensor de um dos lados da testa e mover aos poucos para o outro lado (orientar sobre a mensuração conforme informações do Quadro 3);
  4. Depois do procedimento, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  5. Fazer higiene conforme recomendado.

Referências:

  1. Adaptado de Krinsky et al. (2014);
  2. BOUCHAMA, A.; KNOCHEL , J. P. Heat Stroke. The New England journal of medicine, Boston, v. 346, n. 25, p. 1978-1988, 2002. Disponível em: <http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra011089&gt;. 
  3. CRAIG, J. V. et al. Infrared ear thermometry compared with rectal thermometry in children: a systematic review. Lancet, London, v. 360, n. 9333, p. 603-609, Aug. 2002.
    DEL BENE, v. Temperature. In: WALKER, H. K.; HALL, W. D.; HURST, J. W. (Ed.). Clinical Methods: The History, Physical, and Laboratory Examinations. Boston: Butterworths, 1990. chapter 218. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/ NBK331/>.
  4. EL-RADHI, A. S.; BARRY, w. Thermometry in paediatric practice. Archives of disease in childhood, London, v. 91, n. 4, p. 351-356, Apr. 2006. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2065972/pdf/351.pdf. 
  5. GEIJER, H. et al. Temperature measurements with a temporal scanner: systematic review and meta-analysis. BMJ Open, London, v. 6, n. 3, p. e009509, Mar. 2016.
  6. KASPER, D. L. et al. Fever. In: FAUCI, A. S. (Ed.). Harrison’s manual of medicine. 19. ed. New York: The McGraw-Hill Companies, 2016. chapter 28.
  7. KOVATS, R. S.; KRISTIE, L. E. Heatwaves and public health in Europe. European journal of public health, Oxford, v. 16, n. 6, p. 592-599, Dec. 2006.
  8. KRINSKY, d. l. et al. Handbook of nonprescription drugs: an interactive approach to self- care. 18th ed. Washington: American Pharmacists Association, 2014.
  9. LEDUC, D.; WOODS, S. Temperature measurement paediatrics. Canadian Paediatric Society, Oct. 2015. Disponível em: <http://www.cps.ca/en/documents/position/ temperature-measurement>. 
  10. MAZEROLLE, S. M. et al. Is oral temperature an accurate measurement of deep body temperature? A systematic review. Journal of athletic training, Dallas, v. 46, n. 5, p. 566-573, Sep./Oct. 2011.
  11. ORTIZ-GÓMEZ, J. R.; FORNET, I.; PALACIO, F. J. Hiperpirexia maligna. Revista Española de Anestesiología y Reanimación, [S.l.], v. 60, p. 46-54, 2013. Disponível em: <http:// http://www.elsevier.es/es-revista-revista-espanola-anestesiologia-reanimacion-344- articulo-hiperpirexia-maligna-S0034935613700094>. 
  12. PALAZZI, D. L. Fever of unknown origin in children: Evaluation. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate 2017
  13. PORAT, R.; DINARELLO, c. a. Pathophysiology and treatment of fever in adults. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2016.
  14. SUND-LEVANDER, M.; FORSBERG, C.; WAHREN, L. K. Normal oral, rectal, tympanic and axillary body temperature in adult men and women: a systematic literature review Scandinavian journal of caring sciences, Stockholm, v. 16, n.2, p.122-128, Jun. 2002.
  15. VANDENTORREN, S. et al. August 2003 heat wave in France: risk factors for death of elderly people living at home. European journal of public health, Stockholm, v. 16, n. 6, p. 583-591, Dec. 2006.
  16. WARD, m. a. Fever in infants and children: Pathophysiology and management. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2017a.
  17. WOLTERS KLUWER. UpToDate®. 2017. Disponível em: <http://www.uptodate.com/pt/ home>. 
  18. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 05. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública | COVID-19. Secretaria de Vigilância Sanitária | Ministério da Saúde.

Temperatura Corporal dos Animais Domésticos

Ao contrário do que muitos pensam, a temperatura normal nos animais é bem diferente da normal nos humanos, o que é considerado febre nos humanos pode ser muitas vezes a temperatura normal em algumas espécies.

Compreender essa variação de temperatura pode não apenas trazer uma nova informação sobre a natureza dos animais de estimação, mas também, no caso de animais exóticos, permitir a criação em um ambiente melhor e mais adequado para a espécie.

Animais Exóticos

Alguns animais como o jacaré, a tartaruga, o sapo, entre outros animais exóticos, são classificados como pecilotermos, ou animais de sangue frio.

No caso deles, a temperatura corporal se altera de acordo com a temperatura ambiente, ou seja, ao optar por criar um animal pecilotermo precisa ter cuidados extras tanto no frio quanto no calor, utilizando climatizadores e acessórios específicos para o habitat estar sempre adequado às necessidades do pet.

Caso não tenha cuidados desse tipo, a tendência é o bichinho não suportar as mudanças climáticas e parar até de comer.

Animais Domésticos

Já os cães, gatos, e outros mamíferos, são classificados como homeotermos, ou animais de sangue quente. Esses já conseguem manter a mesma temperatura corporal, independente se for um clima mais frio ou mais quente.

Isso ocorre pois a regulação da temperatura funciona da mesma maneira que nos humanos, independente de como está o ambiente ela fica constante, mas cada espécie tem uma temperatura corporal diferente, que é considerada normal.

Por exemplo, a temperatura ideal nos humanos é em torno dos 36,5°C, nos cachorros é entre 38ºC e 39,2ºC, podendo variar para mais nos momentos que está muito agitado, nos gatos é entre 38ºC e 39ºC, e as aves, que têm um metabolismo bem acelerado, podem chegar aos 39°C normalmente sem estar febris.

Por essa diferença que quando se mede a temperatura de um desses pets algumas pessoas se assustam por achar que ele está com febre.

Essa variação é de acordo com a espécie, e, por isso, antes de achar que o bichinho está com febre alta e ficar preocupado, é interessante pesquisar sobre a espécie do pet em questão.

Para ter como comparação, o hamster, que é um mamífero como os cães e gatos, tem uma temperatura considerada normal, diferente da deles, o ideal é ter entre 36,1ºC e 37,7ºC. Para solucionar outras dúvidas, é indicada uma pesquisa sobre a temperatura do corpo do pet para que se consiga entender melhor e atender às suas necessidades.

Tabela de Temperatura Corporal

Animal Temperatura (Celsius)
Cavalo 37,5 a 38,5
Potro 37,5 a 39,0
Boi 38,5 a 39,5
Vaca 37,5 a 39,5
Bezerro de seis meses 39,0 a 40,0
Ovelha e cabra 39,0 a 40,5
Porco 38,0 a 40,0
Leitão de três meses 39,5 a 40,1
Cão grande 37,4 a 39,0
Cão pequeno 38,0 a 39,0
Gato 38,0 a 39,0
Galo e galinha 41,5 a 42,5

Referências:

  1. Referência: ROCHA, N.C.; MORAES, I.A. Termorregulação nos animais. Homepage da Disciplina Fisiologia Veterinária da UFF. 2017.

A Temperatura Corporal e suas Terminologias

Temperatura

A temperatura corporal é o equilíbrio entre a produção e a perda de calor do organismo, mediado, pelo centro termo-regulador, portanto, pode ser verificada na região axilar, inguinal, bucal ou retal.

Quais são os Valores de Referência?

Temperatura axilar: 35,8°C a 37°C

Temperatura bucal: 36,3°C a 37,4°C

Temperatura retal: 37°C a 38°C

Quais são as terminologias referente à temperatura?

Hipotermia: Temperatura abaixo de 35°C

Afebril: 36,1°C a 37,2°C

Febril: 37,3°C a 37,7°C

Febre: 37,8°C a 38,9°C

Pirexia: 39°C a 40°C

Hiperpirexia: acima de 40°C

Quais são os Cuidados de Enfermagem referente a mensuração da temperatura?

Pela Mensuração Axilar:

  • Lavar as mãos;
  • Explicar ao paciente o que vai ser feito;
  • Fazer desinfecção do termômetro com o algodão embebido em álcool a 70% e certificar-se que o termômetro digital está prontamente ligado;
  • Enxugar a axila com a roupa do paciente (a umidade abaixa a temperatura da pele, não dando a temperatura real do corpo);
  • Colocar o termômetro no côncavo da axila, de maneira que o bulbo fique em contato direto com a pele;
  • Pedir o paciente para comprimir o braço em encontro ao corpo, colocando a mão no ombro oposto;
  • Após 5 minutos, ou até que o termômetro acione um alarme, retire o termômetro, ler e anotar a temperatura.
  • Fazer desinfecção do termômetro em algodão embebido em álcool a 70%;
  • Lavar as mãos.

Quais são as Contra-indicações?

Furunculose axilar, pessoas muito fracas ou magras.

Observação:

– Não deixar o paciente sozinho com o termômetro.

Pela Mensuração Inguinal:

O método é o mesmo, portanto, variando apenas o local: o termômetro é colocado na região inguinal; É mais comumente verificada nos recém- nascidos. Neste caso, manter a coxa flexionada sobre o abdome.

Pela Mensuração Bucal:

  • Lavar as mãos;
  • Explicar ao paciente o que vai ser feito;
  • Colocar o termômetro sob a língua do paciente, recomendando que o conserve na posição, mantendo a boca fechada por 7 minutos ou até que acione o alarme do termômetro;
  • Retirar o termômetro, limpar com algodão, ler a temperatura e anotá-la, escrevendo a letra B para indicar o local onde foi verificado;

Observação:

– O termômetro apropriado (longo e chato) propicia mais segurança e rapidez de aquecimento;

– Não verificar temperatura bucal de paciente em delírio, inconsciente, que estejam com lesões na boca, problemas nas vias respiratórias;

– É contra-indicado a verificação de temperatura bucal logo após a ingestão de alimentos gelados ou quentes. Também não se deve verificar a temperatura bucal em crianças e doentes mentais;

– O termômetro deve ser individual;

Pela Mensuração Retal:

  • Lavar as mãos;
  • Calçar as luvas;
  • Colocar o paciente em decúbito lateral;
  • Lubrificar o termômetro com vaselina ou óleo e introduzir 2cm pelo ânus;
  • Retirar o termômetro depois de 7 minutos ou até que acione o alarme e ler a temperatura;
  • Desinfetar o termômetro com algodão embebido em álcool a 70%;
  • Retirar as luvas;
  • Lavar as mãos;
  • Anotar a temperatura escrevendo a letra “R” para indicar o local onde foi verificado;

Observação:

– Este processo é mais usado nas maternidades e serviços de pediatria, todavia, devendo cada criança ter um termômetro individual, de tipo apropriado. É indicado também para pacientes adultos em estado grave ou inconscientes;

– Em se tratando de criança, segurar-lhe as pernas para evitar que se debata enquanto está sendo verificada a temperatura;

– É contra-indicado verificar a temperatura retal em caso de inflamação, obstrução ou alteração do reto;