O que faz um Enfermeiro de Centro Cirúrgico?

O enfermeiro tem seu trabalho relacionado com atividades nos períodos pré, intra e pós-operatório. Cada um deles é importante de uma forma para a melhora completa do paciente.

Cada um deles é importante de uma forma para a melhora completa do paciente. Mas, precisamos destacar que na rotina do enfermeiro no centro cirúrgico, a fase pré-operatória é mais importante.

Isso porque é o momento de mais vulnerabilidade para o paciente. Assim, os enfermeiros precisam garantir desde o tratamento anestésico cirúrgico, até ações que possam minimizar os riscos de contaminação por equipamentos ou do próprio ambiente.

Além disso, o profissional atua como gerente em questões assistenciais, burocráticas e organizacionais. Ele também coordena a equipe e proporciona para o paciente e seus familiares um cuidado indireto. O principal objetivo é proporcionar uma assistência de enfermagem com qualidade.

A Pós Graduação

A pós-graduação em Enfermagem em Centro Cirúrgico é uma oportunidade para enfermeiros aprimorarem suas habilidades e conhecimentos específicos nessa área.

O tempo médio de duração destes cursos podem variar, em até 12 meses:

  • Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico e CME (Centro de Material e Esterilização): Este curso capacita enfermeiros para atuarem com pacientes em situações cirúrgicas, principalmente durante a fase intraoperatória e pós-operatória imediata.
  • O foco da atuação do enfermeiro está no centro cirúrgico, nas unidades de recuperação pós-anestésica e na central de material e esterilização.
  • A especialização visa desenvolver competências e habilidades profissionais, incluindo o cuidado individual e coletivo, gestão de recursos humanos e materiais, planejamento e organização do trabalho, com o objetivo de melhorar a saúde, segurança do paciente e qualidade de vida.

As Atribuições

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO ASSISTENCIAL

1- Realizar plano de cuidados e supervisionar a continuidade da assistência.
2- Prever recursos humanos para atendimento em SO.
3- Supervisionar as ações da equipe de enfermagem.
4- Checar a programação cirúrgica.
5- Conferir escala diária de atividades dos funcionários.
6- Orientar montagem e desmontagem de SO.
7- Conferir os materiais implantáveis necessários para as cirurgias (antes do paciente ser encaminhado a SO).
8- Verificar a disponibilidade e o funcionamento do material necessário para cirugia.
9- Manter ambiente seguro para paciente e profissionais.
10- Realizar visita pré-operatória.Realizar os diagnósticos de enfermagem para o período pré e intraoperatório e implementação dos cuidados.
11- Recepcionar o paciente no CC, conferir prontuários, pulseira de identificação, exames e preencher os impressos relativos a admissão.
12- Realizar inspeção física do paciente (no local específico em cada instituição).
13- Conferir os Diagnósticos de Enfermagem e a implementação dos cuidados.
14- Conduzir o paciente até a SO.
15- Auxiliar na transferência do paciente da maca para a mesa cirúrgica.
16- Auxiliar no posicionamento do paciente.
17- Orientar o técnico sobre as anotações de enfermagem em SO.
18- Realizar curativo cirúrgico ou ajudar a equipe na execução.
19- Auxiliar na transferência do paciente da mesa cirúrgica para a maca, verificar cateteres, sondas e drenos.
20- Encaminhar o paciente para RPA.
21- Informar as condições clinicas do paciente ao Enfermeiro da RPA.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR (quanto ao funcionamento do Centro Cirúrgico)

1- Prever a necessidade de materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico e prover o setor de tais elementos.
2- Participar da elaboração de normas, rotinas e procedimentos do setor.
3- Orientar, supervisionar e avaliar o uso adequado de materiais e equipamentos com o objetivo de garantir o uso correto.
4- Colaborar com a comissão de CCIH.
5- Fazer com que as normas de CCIH sejam cumpridas por toda equipe.
6- Quando necessário, solicitar novos equipamentos e/ou instrumental cirúrgico.
7- Controle Administrativo.
8- Elaborar escalas mensais e diárias de atividades dos funcionários.
9- Supervisionar conferência de equipamentos, através de escala previamente elaborada.
10- Prever e Prover recursos humanos, materiais, equipamentos e instrumental cirúrgico em condições adequadas para as cirurgias sejam realizadas.
11- Tomar decisões administrativas e assistenciais com respaldo científico.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO COORDENADOR (quanto a atividades administrativas)

1- Realizar avaliação de desempenho da esquipe (conforme normas da instituição).
2- Definir o perfil do profissional do Centro Cirúrgico.
3- Participar do treinamento de novos funcionários.
4- Planejar treinamentos junto com a Educação Continuada.
5- Utilizar a Educação Permanente em Saúde.
6- Proporcionar recursos humanos para realizar a ato anestésico-cirúrgico.
7- Zelar pela qualidade da assistência.

ATIVIDADES ASSISTENCIAIS DO ENFERMEIRO COORDENADOR/DIARISTA

1- Implementar a SAEP.
2- Verificar o agendamento de cirurgias e orientar montagem de SO.
3- Avaliar o relacionamento interpessoal da equipe de enfermagem.
4- identificar os problemas e buscar propostas de soluções.
5- Notificar ocorrências (de acordo com o preconizado em cada instituição).
6- Zelar para que todos os impressos sejam preenchidos corretamente.

OBS: As atribuições do enfermeiro coordenador podem ser dividas com o enfermeiro assistencial sendo ele plantonista ou diarista.

ATRIBUIÇÕES DO ENFERMEIRO NA RPA

1- Receber as informações clínicas do paciente na admissão a RPA.
2- Realizar exame físico dos pacientes na admissão e na alta da RPA, além dos sinais vitais, verificar saturação de O2, atividade e força muscular.
3- Elaborar plano de cuidados, supervisionar sua execução e realizar as atividades complexas de enfermagem, com base na SAEP.
4- Ter conhecimento da farmacodinâmica, da anestesia e da analgesia, e também de fisiolopatologia.
5- Ter conhecimento e habilidade para o atendimento em urgências cardiorrespiratórias e em reanimação cardiopulmonar.
6- Atentar quanto a possíveis riscos inerentes ao ato anestésico cirúrgico.
7- Priorizar a assistência aos pacientes com maior grau de complexidade.
8- Aplicar escalas de Aldrete e Kroulik, sedação de Ramsey e dor ao longo da permanência do paciente na RPA.
9- Avaliar e registrar a evolução clinica do paciente em recuperação, as intercorrências, os cuidados e manobras realizadas.
10- Avaliar as condições clínicas para alta do paciente, registrar e encaminhá-lo a enfermaria de origem.
11- Informar e orientar os familiares sobre as condições clínicas do paciente.
12 – Passar as informações (como passagem de plantão) ao enfermeiro da enfermaria de origem do paciente, antes de encaminhá-lo de alta.

ATRIBUIÇÕES TÉCNICO -ADMINISTRATIVAS DO ENFERMEIRO NA RPA

1- Colaborar com o enfermeiro coordenador do CC na elaboração das escalas mensais, semanais e diárias.
2- Manter atualizadas as rotinas da RPA.
3- Identificar a necessidade de materiais e equipamentos observando a conservação e também fazendo com que a equipe também observe.
4- Dimensionamento de pessoal de acordo com as necessidades da RPA.
5- Promover Educação Continuada.
6- Utilizar a Educação Permanente em Saúde como instrumento para proposta e alcançar soluções de questões que possam surgir no desenvolvimento das ações.

Referência:

  1. Martins, F. Z., & Dall’Agnol, C. M.. (2016). Centro cirúrgico: desafios e estratégias do enfermeiro nas atividades gerenciais. Revista Gaúcha De Enfermagem, 37(4). https://doi.org/10.1590/1983-1447.2016.04.56945

O que faz um Enfermeiro Intensivista?

O enfermeiro intensivista tem um papel importantíssimo nas tarefas de alta complexidade, visto que trabalha constantemente na Terapia Intensiva.

É  um profissional responsável por lidar com pacientes críticos internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), tanto em unidades adultas, pediátricas quanto neonatais. Sua atuação é de alta complexidade e requer responsabilidade, pois envolve cuidados intensivos e procedimentos essenciais para salvar vidas.

Pós Graduação

Para se tornar um enfermeiro intensivista, existem opções de pós-graduação que podem aprofundar seus conhecimentos e prepará-lo para atuar em unidades de terapia intensiva (UTIs) com foco em pacientes adultos.

Esses programas de pós-graduação oferecem uma especialização em Enfermagem em Terapia Intensiva e abordam vários aspectos importantes:

  • Assistência Humanizada: Você aprenderá a prestar assistência humanizada em situações de urgência e emergência, considerando as necessidades específicas dos pacientes críticos.
  • Gestão do Cuidado e dos Serviços de Saúde: A pós-graduação inclui conhecimentos sobre gestão, organização e administração das UTIs, garantindo que você esteja preparado para lidar com os desafios do ambiente hospitalar.
  • Tecnologia e Inovações Aplicadas à Saúde: Você explorará as últimas tecnologias e inovações no campo da terapia intensiva, permitindo que você utilize ferramentas avançadas para melhorar o cuidado ao paciente.

Além disso, há duas opções principais para se especializar como enfermeiro intensivista:

  1. Pós-graduação Lato Sensu: Essa é uma opção comum para enfermeiros que desejam se aprofundar na área. A conclusão bem-sucedida de um programa de pós-graduação lato sensu resulta no diploma de especialista em terapia intensiva.
  2. Residência em Terapia Intensiva: A residência é outra alternativa. Ela também concede o diploma de especialista em terapia intensiva após a conclusão bem-sucedida.

Independentemente da escolha, esses programas fornecem o conhecimento necessário para atuar com competência e segurança nas UTIs, onde o cuidado é crucial para pacientes em estado crítico .

Atividades do Enfermeiro Intensivista

Aqui estão algumas das principais atividades desempenhadas por um enfermeiro intensivista:

  • Administração de Cuidados: O enfermeiro intensivista é responsável por passagens de sondas vesicais, nasogástricas e enterais, cateter de PICC, medicações e curativos aos pacientes da UTI. Ele também monitora aparelhos, controla infecções hospitalares e analisa a hemodinâmica dos pacientes.
  • Comunicação com Famílias: Além de cuidar dos pacientes, o enfermeiro intensivista compartilha informações com as famílias, fornecendo atualizações sobre o estado de saúde do paciente e oferecendo apoio emocional.
  • Gestão e Liderança: O trabalho desse profissional não se limita à UTI. Ele frequentemente assume cargos de gestão, lidando com recursos humanos, materiais hospitalares e tecnologias avançadas. Também pode atuar em urgências e emergências hospitalares, unidades de pronto atendimento (UPAs), serviços pré-hospitalares e pesquisa científica.
  • Terminalidade e Casos Graves: O enfermeiro intensivista lida com situações críticas e avançadas. Por exemplo, quando a UTI recebe um paciente com parada cardíaca, sua atuação é fundamental para melhorar o quadro do paciente. Ele monitora sinais vitais como respiração, pulso, pressão arterial, dor e temperatura.
  • Promoção da Saúde: Além de tratar doenças graves, o enfermeiro intensivista também implementa ações para promover a saúde dos pacientes internados na UTI.

O enfermeiro intensivista desempenha um papel vital na equipe de cuidados intensivos, garantindo que os pacientes recebam tratamento de qualidade em situações críticas .

Referências:

  1. Ensino Einstein
  2. Anhanguera