Terbutalina: “Ter-B-Uterina”

Você sabia que:

A Terbutalina (Bricanyl), além de ser um medicamento utilizado no tratamento de asma brônquica, bronquite crônica, enfisema e outras doenças pulmonares, também é indicado como relaxante do músculo uterino no manuseio do trabalho de parto prematuro não complicado?

Este medicamento atua em receptores beta-1 (coração e intestinos) e predominantemente beta-2 (miométrio, vasos sangüíneos e bronquíolos), estimulando-os e determinando o relaxamento da fibra muscular uterina, por diminuição do cálcio livre no interior das células.

Portanto, este fármaco age em diversos órgãos, e no sistema cardiovascular são potencialmente perigosos!

Além disso, atravessam a placenta, tendo sido descritos diversos efeitos colaterais no feto, entre os quais taquicardia, hiperinsulinismo, hipoglicemia, hipocalemia e hipotensão arterial.

Alguns cuidados devem ser tomados por ocasião do uso desta droga:

Realizar eletrocardiograma materno prévio, controlar cuidadosamente o pulso e a pressão arterial, mantendo o pulso materno abaixo de 120 batimentos por minuto, auscultar periodicamente os pulmões e coração e monitorizar os batimentos cardíacos fetais.

Deve-se salientar que os efeitos colaterais cardiovasculares, como o edema agudo de pulmões, são mais freqüentes em situações de hipervolemia materna, tais como no polidrâmnio, gestação gemelar e em pacientes submetidas à infusão de grande quantidade de líquidos.

É importante destacar que diante da tocólise com beta-agonistas, a administração de líquidos não deve ultrapassar dois litros em 24 h!

Prolapso Uterino: Classificação

Prolapso Uterino

O prolapso uterino é a descida do útero para o interior da vagina causada pelo enfraquecimento dos músculos que mantém os órgãos dentro da pelve na posição correta. Apesar de ser mais comum em mulheres idosas, esta alteração também pode ocorrer antes da menopausa ou durante a gravidez.

Classificação do prolapso uterino

A classificação do prolapso uterino é feita de acordo com o nível de descida do útero pela vagina e, são classificados da seguinte forma:

  • Prolapso uterino de grau 1: o útero desce, mas o colo do útero não aparece na vulva;
  • Prolapso uterino de grau 2: O útero desce e o colo aparece junto com a parede anterior e posterior da vagina;
  • Prolapso uterino de grau 3: o útero está fora da vulva até 1 cm;
  • Prolapso uterino grau 4: o útero exterioriza-se mais de 1 cm.

Outros órgãos da região da pelve como as paredes da vagina, bexiga e reto também poderão sofrer este deslocamento devido ao enfraquecimento dos músculos de sustentação da pelve.

Tratamento para prolapso uterino

O tratamento do prolapso uterino poderá ser feito com exercícios para fortalecer os músculos pélvicos chamados exercícios de Kegel.

Além disso, o uso de cremes ou anéis contendo hormônio para serem aplicados na vagina poderão ajudar a restaurar o tecido vaginal, no entanto, quando se trata de prolapso uterino grave, somente a cirurgia poderá ser eficaz.

Cirurgia para prolapso uterino

A cirurgia para prolapso uterino é segura e eficaz, sendo indicada quando a recuperação não responde às outras formas de tratamento.

De acordo com a indicação do médico, a paciente pode

  • Reparar o útero: nestes casos o cirurgião repõe o útero no seu local, mantendo-o dentro da vagina através de um aparelho chamado pessário e, procede à colocação de próteses, chamadas redes, que mantém o o útero na sua posição;
  • Retirada do útero: nesta cirurgia ocorre a retirada parcial ou total do útero e, geralmente é feita em mulheres na menopausa, ou quando o prolapso é muito grave. A histerectomia é eficaz na cura do prolapso uterino, porém poderá desencadear menopausa imediata se os ovários também forem retirados.

Prolapso uterino na gravidez

O prolapso uterino na gravidez é muito raro e, pode ocorrer antes da gestação ou durante a gravidez. Além disso, o prolapso do útero na gravidez pode levar a infecção cervical, retenção urinária, aborto espontâneo e ao trabalho de parto prematuro. Por isso deve-se seguir todas as orientações do obstetra para diminuir o risco de complicações.

Sintomas do prolapso uterino

Os sintomas do prolapso uterino incluem:

  • Dor na barriga;
  • Corrimento vaginal;
  • Sensação de algo saindo pela vagina;
  • Incontinência urinária;
  • Dificuldade em evacuar;
  • Dor nas relações sexuais.

Quando o prolapso uterino é menos grave os sintomas podem não ser observados.

Causas do prolapso uterino

A causa mais comum do prolapso uterino é o enfraquecimento muscular da pelve devido ao envelhecimento. No entanto, outras causas que contribuem para a ocorrência do prolapso podem ser:

  • Partos múltiplos;
  • Menopausa devido a redução do hormônio estrogênio.
  • Sequelas de infecções anteriores na região da pelve;
  • Obesidade;
  • Levantamento excessivo de pesos;

Além destas causas, tosse cronica, constipação intestinal, tumores pélvicos, acumulo de líquido no abdome, causam aumento da pressão no abdômen e na pelve e, por isso também podem causar o prolapso uterino.

O diagnóstico do prolapso uterino é feito com exames clínicos que avaliam todos os órgãos da pelve simultaneamente, além de exames ginecológicos como a colposcopia e esfregaços vaginais feitos pelo ginecologia para avaliar a melhor forma de tratamento.

Intervenções de Enfermagem com pacientes em Prolapso Uterino

Em casos não cirúrgicos:

– Ensinar a higienização, banhos e redução do prolapso;

– Enfatizar a importância da reposição hormonal prescrita pelo médico, se for o caso;

– Estimular a fisioterapia com exercícios pélvicos, cones vaginais;

– Encorajar a paciente a expressar os sentimentos, especialmente sobre a maneira de ver a si mesma, proporcionando melhora na auto-estima;

– Gerar oportunidades (formar grupos) para compartilhar experiência com outras pessoas que tenham problema similar;

– Orientar quanto ao uso de pessários dando ênfase, ao retorno periódico ao serviço médico. Quanto a esse uso ensinar a esvaziar a bexiga antes de inserir ou retirar o pessário e ensinar uma posição confortável para retirá-lo ou introduzi-lo, normalmente (pode ser deitada, em posição ginecológica, agachada ou em pé com uma das pernas apoiada na cadeira, no banquinho ou no vaso sanitário). Para a introdução dobra-lo após ter sido lubrificado com solução aquosa ou pelo espermicida gel; com uma mão abrir a vagina e com a outra introduzir o pessário com movimentos delicados (ele deve ficar abaixo do colo cervical e atrás do osso púbico). Quando colocado em posição correta ele deve ficar indolor e confortável. Para remove-lo introduzir os dois dedos dentro da vagina, prendendo-o em garra e, delicadamente, girando e puxando para baixo até tirá-lo. Orientar para lavar o pessário com água e sabão, enxaguando-o bem.

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O Ciclo Menstrual

Ciclo Menstrual

O ciclo menstrual é o conjunto de mudanças periódicas que ocorrem no ovário e no útero da mulher, nesse processo, o corpo da mulher é preparado para a liberação de um óvulo e sua possível fecundação.

Cada ciclo menstrual tem a duração aproximada de 28 dias. Até a metade do ciclo ocorre a ovulação – o processo de liberação de um óvulo de um ovário até a tuba uterina.

A mulher é mais fértil no período de ovulação, ou seja, é quando tem maior probabilidade de gerar filhos.
Uma vez ocorrida a ovulação, podem suceder duas coisas:

 – Se depois de transcorridas 24 horas o óvulo não for fecundado, 14 dias depois ocorre a menstruação: o desprendimento de parte do endométrio, camada vascularizada que recobre o útero preparada para abrigar o embrião. Essa expulsão do endométrio envolve uma hemorragia e dura cerca de 5 dias.

– Se o óvulo é fecundado, ocorre a gravidez e o ciclo menstrual é interrompido até que a gestação seja concluída.

Os ciclos menstruais vão se sucedendo periodicamente desde o início da puberdade até a menopausa (excetuando-se os períodos de gravidez, se ocorrerem). Os ciclos são regulados pela ação combinada dos hormônios sexuais produzidos no ovário e de hormônios produzidos na hipófise.

Fases do ciclo menstrual

Na realidade, do ciclo menstrual participam três ciclos diferentes:

  • O ciclo dos hormônios da hipófise. Na hipófise são produzidos dois hormônios: o estimulante do folículo (FSH) e o luteinizante (LH). A concentração desses hormônios varia periodicamente.
  • O ciclo ovariano. É controlado pelo ciclo dos hormônios hipofisários. Ocorre no ovário: a cada período de 28 dias começa a maturação de um folículo imaturo, que se transforma em um folículo maduro e libera um óvulo. Depois disso, a parte restante do folículo forma o corpo lúteo (amarelo).
  • O ciclo menstrual. Depende do ciclo ovariano e tem sua origem nas mudanças da camada interna do útero – o endométrio. Em cada ciclo, o endométrio aumenta de tamanho e fica repleto de vasos sanguíneos; torna-se, então, apto para abrigar o embrião, produto da fecundação. Quando não ocorre fecundação, há desprendimento de grande parte do endométrio por meio da vagina, o que constitui a menstruação.

FASE FOLICULAR

Ocorre entre o 1º e o 14º dia do ciclo, aproximadamente. O aumento da concentração de FSH faz com que um ou vários folículos comecem a crescer e a se desenvolver até se converterem em folículos ováricos vesiculosos. O começo dessa fase é quando se dá a menstruação, a descamação de parte do endométrio, aumentado durante o ciclo anterior. É o início da menstruação que marca o primeiro dia do ciclo.

O folículo em desenvolvimento produz estrógenos, hormônios que determinam novamente o espessamento do endométrio, preparando-o para alojar um novo embrião.

OVULAÇÃO

O aumento da concentração do hormônio hipofisário LH provoca a ovulação, isto é, a expulsão do óvulo do folículo. Como consequência, a parte restante que permanece no ovário forma o corpo lúteo.

A ovulação ocorre aproximadamente no 14º dia do ciclo. O óvulo passa para a tuba uterina, na qual sobrevive por cerca de 24 horas; depois disso, sem a ocorrência de fecundação, o óvulo degenera.

FASE LÚTEA

O corpo lúteo segrega o hormônio progesterona. Esse hormônio permite que o endométrio atinja a máxima espessura, com abundantes vasos sanguíneos e capacidade de receber o embrião. No final dessa etapa, se não ocorrer fecundação, o corpo lúteo degenera e deixa de produzir a progesterona. A falta de progesterona determina o desaparecimento de parte do endométrio (menstruação), marcando o início do ciclo seguinte.

Ciclos irregulares

O ciclo menstrual não ocorre sempre da mesma forma. Pode ser mais ou menos longo; a ovulação pode adiantar ou atrasar alguns dias. Além disso, é frequente que os primeiros ciclos menstruais, na puberdade, sejam mais irregulares. Por outro lado, algumas mulheres têm os ciclos menstruais mais irregulares que outras.

A duração total do ciclo pode oscilar entre 23 e 35 dias, sem que seja considerado anormal. É frequente que a mulher tenha dor antes da menstruação. Nesse caso, deve buscar atendimento médico.