Pressão Intra-Abdominal (PIA)

Pressão Intra-Abdominal

A cavidade abdominal é um compartimento com complacência limitada. Vítimas de trauma abdominal grave, principalmente os submetidos à laparotomia frequentemente apresentam aumento da pressão intra-abdominal.

Os efeitos adversos da hipertensão intra-abdominal são conhecidos há muitos anos, mas apenas recentemente deu-se importância clínica à pressão intra-abdominal elevada. A pressão intra-abdominal normal varia entre 0-12 mmHg e pode estar relacionada ao índice de massa corporal. Pressões acima de 15-20 mmHg podem causar redução do débito urinário, oligúria, hipoxemia, aumento da pressão respiratória e redução do débito cardíaco e pressões acima de 25 mmHg opta-se muitas vezes pela descompressão cirúrgica.

Infelizmente ainda no Brasil, poucos são os centros que se preocupam em mensurar a pressão intra-abdominal no paciente gravemente enfermo. Recentemente, tem sido utilizada conjuntamente com medidas respiratórias para ajuste da ventilação mecânica.
A síndrome de hipertensão intra-abdominal pode ser definida como uma elevação considerada da pressão intra-abdominal acima de 12 mmHg, adquirida por três mensurações realizadas com intervalos de 4 a 6 horas (Knobel et.al)

Conforme o COREN, por ser um procedimento de alto risco, quem executa é o Enfermeiro com conhecimento e habilidades técnicas, devendo-se respaldar com suas ações através de protocolos institucionais nas quais devem conter os materiais e as técnicas padronizadas.

Indicações da Mensuração da Pressão Intra-abdominal

  • Trauma abdominal;
  • Distenção abdominal;
  • Dificuldade respiratória;
  • Hipercapnia;
  • Oligúria;
  • Redução do débito cardíaco;
  • Hipóxia.

TÉCNICA

A pressão intra-abdominal varia com a respiração. A mensuração da pressão intra-abdominal pode ser feita de forma direta ou indireta. Deve sempre ser medida em mmHg e com o paciente em posição supina ao final da expiração.
O método direto é realizado pela introdução de um cateter ou agulha na cavidade peritoneal, conectado a um equipo e um manômetro de pressão.
O método indireto é mais utilizado e é realizado através da pressão intravesical, com o paciente em uso de sonda vesical de demora.

  1. Manter o paciente em posição supina;
  2. Injetar com uma seringa de 60 ml através da sonda, 100 ml de soro fisiológico 0,9% diretamente na bexiga;
  3. Pinçar o tubo que está conectado a bolsa coletora de urina;
  4. Conectar um manômetro de pressão a um equipo e a uma agulha 40×12;
  5. Introduzir a agulha (40×12) na parte de silicone do tubo (local de coleta de amostra de urina) que deverá estar com o equipo conectado e fechado;
  6. Zerar o manômetro na sínfise púbica do paciente;
  7. Aguardar a expiração do paciente;
  8. Abrir o equipo e anotar a pressão verificada.

Termoterapia

Termoterapia

A termoterapia é o tratamento baseado no uso de meios físicos como as bolsas quentes ou geladas.

O esfriamento de uma área do corpo provoca o estreitamento dos vasos sanguíneos (ao que se chama de vasoconstrição) e diminui a chegada do processo inflamatório – caracterizado por três sinais: inchaço, calor e vermelhidão.

O aquecimento relaxa a musculatura dos vasos sanguíneos e melhora a circulação ao que se chama de vasodilatação), auxiliando na remoção do processo inflamatório.

Ambos os tratamentos melhoram a dor, porém cada um é indicado para um determinado tipo de situação.

Hipertermoterapia

Consiste na aplicação de calor sobre a pele, podendo ser:

a) Calor Seco:Através de bolsa de água quente (mais usado pela enfermagem), bolsas elétricas, raios infravermelhos.
b) Calor Úmido: por meio de compressas quentes, cataplasma ou emplasto (uma forma de medicação caseira caracterizada pela colocação de alguma substância sólida sobre a pele, com o intuito de aquecer ou amolecer tecidos).

Indicações:

  • Inflamação subaguda e crônica;
  • Redução da dor crônica e subaguda;
  • Espasmo muscular crônico e subagudo;
  • Redução da amplitude de movimento;
  • Resolução de hematomas;
  • Redução de contraturas articulares;

Contraindicações:

  • Feridas cirúrgicas;
  • Hemorragias;
  • Lesões abertas (como escaras);
  • Luxações e trações, antes de 24 horas;
  • Presença de processos tromboembólicos;
  • Doentes hemofílicos;
  • Doentes com fragilidade capilar;
  • Neoplasias;

Efeitos sistêmicos da aplicação de calor:

  • Aumento da temperatura corporal;
  • Aumento da pulsação;
  • Aumento da frequência respiratória;
  • Redução da pressão arterial;

Efeitos locais da aplicação do calor

  • Vasodilatação;
  • Aumento da taxa do metabolismo celular;
  • Aumento da libertação de leucócitos;
  • Aumento da permeabilidade capilar;
  • Aumento da drenagem venosa e linfática;
  • Formação de edema;
  • Remoção de resíduos metabólicos;
  • Redução do tônus muscular;
  • Redução do espasmo muscular;
  • Transpiração;
  • Aumento da velocidade de condução nervosa;
  • Aumento da elasticidade dos ligamentos;

Material

Bolsa de borracha, forro para cobrir a bolsa, de preferência flanela, água quente.

Procedimentos

  1. Certificar-se do local que deverá receber a aplicação;
  2. Orientar o paciente sobre o procedimento;
  3. Reunir o material;
  4. Testar as condições da bolsa, para não ocorrer vazamento;
  5. Colocar a água quente na bolsa, retirar todo o ar do interior da mesma e fechá-la;
  6. Virar a bolsa com o gargalho para baixo, observar se está bem fechada e enxugá-la;
  7. Cobrir a bolsa com o forro e observar se a temperatura através do pano está adequada;
  8. Aplicar no local indicado e deixar no local no mínimo 20 minutos e no máximo 40 minutos;
  9. Avaliar as condições da pele no local, 2 ou 3 minutos após a aplicação da bolsa, para certificar-se de que essa temperatura não vai causar queimaduras no paciente;
  10. Terminada a aplicação, retirar a bolsa e manter a região agasalhada para evitar corrente de ar;
  11. Deixar o paciente em ordem e confortável;
  12. Esvaziar a bolsa e pendurá-la com o gargalho para baixo até secar;
  13. Anotar o procedimento e o efeito no relatório.

Crioterapia

É a aplicação de frio, sob a forma de:

a) Frio Seco:através de bolsa de gelo;
b) Frio Úmido:através de compressas frias.

Indicações da crioterapia

As indicações da crioterapia incluem:

  • Lesões musculares, como, por exemplo, entorses, pancadas ou manchas roxas na pele;
  • Lesões ortopédicas;
  • Dores musculares;
  • Inflamação dos músculos e das articulações;
  • Queimaduras leves;
  • Abaixar a febre;
  • Controlar hemorragias;
  • Tratamento das verrugas do HPV.

Contraindicações da Crioterapia:

As contraindicações da crioterapia incluem:

  • Ferida aberta;
  • Pós-cirúrgico imediato;
  • Infecções;
  • Má circulação sanguínea;
  • Doença imunológica;
  • Hipotireoidismo;
  • Psoríase;
  • Doença cardíaca;
  • Tratamento para o câncer;

Material

Bolsa de borracha, tecido para cobrir a bolsa e gelo picado.

Cuidados importantes Técnica para aplicação de bolsa de gelo:

  1. Seguir os mesmos cuidados descritos na aplicação de bolsa quente;
  2. Colocar as pedras de gelo na bolsa, enchendo até a metade;
  3. Fechar a bolsa, testar se não há vazamento e enxugá-la;
  4. Envolver a bolsa com a coberta (toalha, flanela);
  5. Aplicar no local e deixar o tempo que for indicado, conforme prescrição médica;
  6. Trocar o gelo sempre que necessário, se o tempo da aplicação for prolongado;
  7. Retirar a bolsa ao termino da aplicação, verificar o local observando o resultado;
  8. Deixar o paciente confortável e em ordem;
  9. Anotar o procedimento e o resultado no relatório de enfermagem.
  10. Observar constantemente a área de aplicação. Qualquer alteração da pele e queixas do paciente, suspender o procedimento e comunicar o médico;
  11. Em pacientes idosos, inconscientes, desnutridos e crianças deve-se ter cautela quanto ao limite da temperatura, devido à maior sensibilidade da pele;
  12. Nunca colocar bolsa com água quente debaixo do paciente, para evitar compressão excessiva da mesma, pois resulta em vazamento e queimaduras ao paciente;
  13. Não fazer aplicação de bolsa de gelo além de 30 minutos, devido ao risco de causar necrose.

Banho no Leito

Banho no leito

O Banho no leito é uma das atribuições do Técnico de Enfermagem, pois consiste na lavagem de toda/parte da superfície corporal de forma a satisfazer as necessidades de higiene e conforto do paciente. É uma prática de higiene em que se procura remover o suor, a oleosidade, a poeira e os micro-organismos da pele. Inclui por vezes, a massagem de toda a extensão corporal ou parte dela.

É uma intervenção autônoma de enfermagem que se constitui de extrema importância para o bem-estar físico, psíquico e social do doente. É um momento de relacionamento interpessoal único, que pode e deve promover a comunicação e empatia com o doente.

O horário deve ser adequado, não só à organização de cada instituição mas, sobretudo e primordialmente aos hábitos dos doentes. A sua execução é dependente de uma consulta ao processo e plano de cuidados no sentido de se identificar o nível de dependência do doente. Devem verificar-se as condições ambientais da unidade: temperatura, ventilação, iluminação.

Respeitar as preferências e a privacidade do doente (mantendo-o sempre coberto com um lençol, evitando exposições desnecessárias). Observar o doente, interrogar, interpretar e relacionar. Mobilizar o doente para que se sinta seguro, usando movimentos rápidos e firmas, mas suaves.

Fazer a higiene de modo a que todo o corpo fique lavado, começando das zonas mais limpas para as mais sujas. Mudar a água sempre que necessário. Secar bem, dando especial atenção às orelhas, axilas, umbigo, pregas cutâneas e espaços interdigitais.

Colocar sempre a roupa suja diretamente no saco adequado para o efeito.

Os cuidados de higiene podem classificar-se de acordo com a extensão corporal, com a ajuda e com o local onde são executados. Assim:

Segundo a extensão corporal:

  • Total
  • Parcial

Segundo a ajuda:

  • Total
  • Parcial

Segundo o local:

  • Na cama
  • No chuveiro

Por exemplo podemos dizer que ao doente X foram prestados:

Cuidados de higiene totais, com ajuda total no chuveiro.

Tendo a Avaliação Inicial de:

• Verificar indicações e precauções específicas em relação ao movimento e posicionamento.
• Verificar entubações e localização dos cateteres I.V.
• Avaliar a necessidade do banho.
• Avaliar a capacidade de ajuda da pessoa; planear a ajuda apropriada.
• Durante o banho na cama, deve realizar movimentos passivos (MPA) das articulações, conforme apropriado.
• Avaliar a capacidade para compreender instruções.
• Perguntar quais as preferências em produtos auxiliares de higiene (por exemplo, sabão).
• Obtenha produtos auxiliares da higiene, roupa e equipamento.
• Avaliar a temperatura e ventilação do quarto (ajuste se possível);
feche as janelas e porta para prevenir correntes de ar.
• Lavar as mãos antes de ir buscar a roupa.
• Usar mecanismos corporais corretos.

Preparação ao Paciente e os Materiais utilizados:

• Explicar como é que a pessoa pode ajudar.
• Explicar a sequência das atividades
• Desimpedir a zona de trabalho.
• Assegurar a privacidade.
• Colocar o material necessário na cadeira ao lado da cama ou na mesa-de-cabeceira a uma altura confortável.
• Ajustar a cama a uma altura confortável com as grades levantadas.
• Posicionar o doente em decúbito dorsal, salvo contra-indicação.

MATERIAL

• Bacia para o banho
• Sabão
• Luvas
• Carro de roupa limpa
• Carro de roupa suja (ou hamper)
• 3 Toalhetes ou esponjas
• 1 Toalha de rosto
• 1 Toalha de banho
• Camisa ou pijama
• Produtos auxiliares de higiene (sabão, pó de talco, desodorizante, loção da pele)

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Emergência/Urgência e o Protocolo de Manchester

Urgência e Emergência - manchester

Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las?

Em hospitais e postos de saúde, todos já viram ambulâncias, prontos-socorros e placas com o enunciado “Emergência”. Porém, em vez de usar esse termo, alguns profissionais da saúde afirmam que determinado caso é urgente. Emergência e urgência são palavras parecidas, mas será que possuem o mesmo significado? Como diferenciá-las? Não é muito simples, pois, realmente, seus significados são quase iguais.

Entretanto, principalmente na área da saúde, as duas palavras exprimem conceitos totalmente diferentes, o que irá definir o tratamento de um paciente que acabou de chegar em uma instalação hospitalar.

EMERGÊNCIA

Usamos o termo emergência durante uma situação considerada crítica ou um perigo iminente, como um desmoronamento de terra, um incidente ou um imprevisto. Na área médica, quando a circunstância exige que ocorra uma cirurgia ou uma intervenção médica imediatamente, é um caso de emergência.

Note que as ambulâncias têm a palavra emergência, não urgência.

URGÊNCIA

Uma situação urgente necessita ser resolvida imediatamente, não pode ser adiada, pois, se houver demora, pode haver até risco de morte, no caso da área de saúde. Na medicina, ocorrências urgentes precisam de um tratamento médico, até mesmo uma cirurgia, mas podem apresentar também um caráter menos imediatista, por exemplo, um tratamento de câncer, que deve ser feito com urgência, mas não irá trazer as consequências de imediato. Ainda assim, não deixa de ser um caso urgente.

Existem alguns casos na emergência que necessitam de intervenção urgente, ou seja, não podem se prolongar. As diferenças no significado de ambas as palavras abrangem mais o campo científico. Por exemplo: certas hemorragias, paradas respiratórias e cardiovasculares são consideradas emergências.

Luxações, torções, fraturas (dependendo da gravidade, pois fraturas expostas, por exemplo, são consideradas extremamente graves e têm caráter emergencial) e doenças como dengue, catapora e sarampo são dotadas de um caráter mais urgente.

Protocolo de Manchester

O Manchester classifica, após uma triagem baseada nos sintomas, os doentes por cores, que representam o grau de gravidade e o tempo de espera recomendado para atendimento. Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, atendimento imediato; os casos muito urgentes recebem a cor laranja, com um tempo de espera recomendado de dez minutos; os casos urgentes, com a cor amarela, têm um tempo de espera recomendado de 60 minutos. Os doentes que recebem a cor verde e azul são casos de menor gravidade (pouco ou não urgentes) que, como tal, devem ser atendidos no espaço de duas e quatro horas.

A Classificação de Risco é realizada com base em protocolo adotado pela instituição de saúde, normalmente representado por cores que indicam a prioridade clínica de cada paciente. Para tanto, algumas condições e parâmetros clínicos devem ser verificados.

QUEM EXECUTA O PROTOCOLO?

A classificação de risco deve ser executada por um profissional de nível superior, que geralmente é o enfermeiro que tenha uma boa capacidade de comunicação, agilidade, ética e um bom conhecimento clínico.

O paciente que chega à unidade é atendido prontamente pelo enfermeiro, que fará uma breve avaliação do quadro clínico do paciente utilizando o protocolo de Manchester, depois encaminha o mesmo para o local de atendimento. A classificação é feita a partir das queixas, sinais, sintomas, sinais vitais, saturação de O2, escala de dor, glicemia entre outros. Após essa avaliação os pacientes são identificados com pulseiras de cores correspondentes a um dos seis níveis estabelecido pelo sistema.

A cor vermelha (emergente) tem atendimento imediato; a laranja (muito urgente) prevê atendimento em dez minutos; o amarelo (urgente), 60 minutos; o verde (pouco urgente), 120 minutos; e o azul (não urgente), 240 minutos.

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Administração Segura de Medicamentos

Administração Segura de Medicamentos

Quando falamos em processo medicamentoso na Administração Segura de Medicamentos, nós, profissionais da enfermagem, somos a última barreira para evitar que um erro aconteça.

Para nos ajudar, alguns instrumentos surgiram ao longo dos anos. O primeiro a ser criado, foi a perspectiva dos 5 certos: Medicação certa, Paciente certo, Dose certa, Via certa, Horário certo.

Com o passar do tempo, percebeu-se que além dos 5 certos, outros aspectos eram imprescindíveis para se garantir a administração segura de medicações. Hoje nós falamos em 9 certos para a administração de medicamentos, e os 6 certos para o preparo da medicação, de acordo com o PROTOCOLO DE SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS, do Ministério da Saúde.

Vale lembrar que diversos lugares falam em diversos tipos de certos, uns com 7,outros com 8, até 11 certos para a administração segura, o importante é saber que precisa seguir à risca os passos, e realizar a dupla checagem sempre.

Uma dica importante: Ao preparar quaisquer medicações, concentre-se em seu trabalho, evitando conversar durante os preparos, aparelhos sonoros ligados no fundo como rádios e TVs (nas quais desviam atenção), uso de celulares durante o preparo.

NUNCA ADMINISTRE MEDICAMENTOS PREPARADOS POR OUTRO COLEGA!

“Quem separa prepara, quem prepara administra, quem administra faz checagem e relata”.

Veja também:

Segurança do Paciente: Pulseira de Identificação

Dez Passos para a Segurança do Paciente

https://enfermagemilustrada.com/a-administracao-segura-de-medicamentos/

Fixação de Sonda Vesical de Demora

Desde 2013, o COFEN abriu uma resolução em questão da sondagem vesical que poderiam ser feitas pelos técnicos de enfermagem, sendo a partir deste ano, sendo privativo ao Enfermeiro, conforme descrito:
A plenária do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) confirmou que o procedimento de sondagem vesical não pode ser delegado pelo enfermeiro aos técnicos de Enfermagem sob sua supervisão, em resposta a consulta feita pelo Coren – SP.
Para a Câmara Técnica de Legislação e Normas (CTLN) do Cofen, trata-se de um procedimento de alta complexidade, devendo ser mantido o entendimento atual acerca da resolução Cofen 450/2013, que normatiza a sondagem vesical no âmbito da Enfermagem, como privativa do Enfermeiro.
Então, somente, cabe aos cuidados de enfermagem, que podem ser mantidos pelos técnicos de enfermagem, como:
– Nunca tracionar a sonda, ela pode sair de posição dentro da bexiga trazendo risco de lesionar a uretra e ocorrer extravazamento da urina pela uretra, podendo ocorrer complicações no tratamento.
– Alternar o lado de fixação da bolsa coletora para evitar lesão no meato urinário (entrada da uretra) e a pele onde a sonda se apoia. Deve-se alternar a posição da bolsa no momento da higienização, procurando não exceder 6h à 8h contínuas para cada lado.
– Não deixar a bolsa coletora da sondagem vesical de demora em contato direto com o piso/chão. Isso proporciona alto risco de contaminação podendo desencadear infecção do trato urinário.
– Nunca elevar a bolsa coletora acima da linha média da cintura do paciente. NUNCA promover o refluxo da urina, depositada no trajeto do extensor que liga a bolsa coletora a sonda, pois seu retorno para o interior da bexiga pode causar infecção do trato urinário.
– Na drenagem da bolsa observar sempre o aspecto (cor, viscosidade e cheiro) e o volume da urina depositada/excretada.
Sonda Vesical de Demora

Cuidados de Enfermagem com Aparelho Gessado

Os aparelhos gessados são dispositivos rígidos de imobilização externa que envolvem uma região do corpo, de forma a mantê-la numa posição adequada.

São usados no tratamento de fraturas e, em certas situações, na imobilização após uma cirurgia ortopédica. Os doentes do foro músculo-esquelético são cada vez mais frequentes devido, em grande parte, a acidentes com veículos motorizados, quedas, acidentes decorrentes de práticas desportivas e recreativas.

A imobilização das fraturas, para além de as estabilizarem, permite o alívio da dor, diminui a hemorragia, evita complicações vasculares e nervosas e combate o risco de choque.

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Troca de Fixação da Cânula Endotraqueal com Cadarço

A troca de fixação de cânula endotraqueal e traqueostomia são procedimentos que podem ser realizados pelos técnicos de enfermagem durante o banho do paciente. Após serem aplicados todos os procedimentos de higienização, tanto quanto corporal, ocular e oral, é recomendado a troca da fixação a cada banho e ou sujidades.

As fixações geralmente são feitas com material de cadarço tipo sarjado, porém há instituições que provém de tecnologias mais avançadas e práticas para a aplicação do mesmo.

A troca das fixações fazem parte dos cuidados de enfermagem do paciente, e devem ser relatados nas anotações de enfermagem do mesmo.

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Cânula Endotraqueal

Retirada de Pontos

A Retirada de Pontos consiste no procedimento de remoção dos fios cirúrgicos com técnica asséptica da retirada de fios, colocados para aproximar as bordas de uma lesão, com intuito de facilitar a cicatrização.

Os profissionais técnicos de enfermagem, desde que capacitados, poderão retirar os pontos da ferida cirúrgica feita com solicitação médica, exceto em casos em que a incisão cirúrgica apresente sinais de complicações supracitadas (Parecer Técnico nº12/2012 COREN/MG).

Cada Instituição obtém de seu protocolo do procedimento e de uso de instrumentais, podendo variar a cada local de trabalho. A retirada de pontos faz parte dos cuidados de enfermagem, e devem ser anotados o aspecto da incisão, presença de secreções e deiscência, e o procedimento em si realizado.

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Retirada de Pontos

Mudança de Decúbito

Os pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva normalmente estão em estado grave de saúde ou são considerados potencialmente graves, necessitando de cuidados especiais da equipe de enfermagem direcionados ao seu problema e evitando surgimento de complicações que venha a comprometer o estado geral do mesmo. Para oferecer uma assistência de qualidade e que atenda as necessidades especificas de cada paciente os profissionais de saúde buscam especializar-se cada vez mais no intuito de aumentar a sobrevida destes pacientes e beneficiando a sua reintegração na sociedade.

A Unidade de Terapia Intensiva presta assistência a pacientes potencialmente recuperáveis, porém que necessitam de supervisão constante e que podem ser submetidos a técnicas especializadas desenvolvida por profissionais qualificados. O estado geral do paciente, a necessidade do uso de aparelhos e a presença de diversos artefatos terapêuticos propiciam a ocorrência de complicações nos mesmos, já que o paciente permanece longo período no leito e normalmente não conseguem realizar movimentos .

Devido à exposição de inúmeros fatores de risco, pacientes hospitalizados em Unidade de Terapia Intensiva apresentam maior predisposição a complicações como o surgimento de lesão por pressão. Inúmeros fatores podem propiciar o desenvolvimento de lesão por pressão em pacientes hospitalizados, sendo a pressão considerada o principal causador desta complicação. Os fatores de risco para lesão por pressão estão divididos em intrínsecos e extrínsecos. Os fatores intrínsecos são considerados inerentes ao indivíduo e estão relacionados ao estado físico do paciente, como imobilidade ou mobilidade diminuída, déficit sensorial, perfusão tissular diminuída, idade avançada, desidratação e desnutrição, anemia e infecção. Os fatores extrínsecos estão relacionados ao mecanismo de lesão e independem do individuo, englobam a pressão, umidade, força de cisalhamento e o atrito. A lesão por pressão é qualquer lesão cutânea ou de partes moles, podendo ser superficial ou profunda, de etiologia isquêmica causada por pressão, cisalhamento ou fricção que resulta em morte tecidual.

São consideradas feridas crônicas e ocorrem em áreas de proeminências ósseas como sacro, ísquio, trocânter, calcâneo, região occipital, dorso do pé, maléolo e patela. Essas lesões podem se desenvolver em 24 horas ou levar até 5 dias para se manifestar.

As lesões por pressão podem desencadear conseqüências sérias, sendo um problema tanto para o paciente como para a instituição hospitalar. Os pacientes hospitalizados acometidos por úlcera por pressão podem ter o tempo de internação aumentado, afastar-se do convívio familiar, aumento dos custos hospitalares, além de diversas outras complicações.

A prevenção da lesão por pressão deve envolver não só a equipe de enfermagem, mas todos os profissionais que atuam direto ou indiretamente com o cuidado ao paciente, tendo estes profissionais que possuírem o conhecimento das causas e fatores de risco para o desenvolvimento desta complicação permitindo a implementação de medidas preventivas eficazes. Sendo a úlcera por pressão uma conseqüência de múltiplos fatores, os profissionais de saúde que prestam assistência ao paciente devem conhecer todos esses fatores e buscar preveni-los, beneficiando não só o paciente e seus familiares como também toda a equipe de saúde.

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A massagem é uma opção para a prevenção de escaras, pois ativa a circulação sangüínea local. No entanto, esta técnica somente deve ser aplicada na fase inicial, enquanto não houver lesões abertas na pele. Os indivíduos que não conseguem se mover devem ser mudados de posição freqüentemente; a recomendação usual é a mudança de posição a cada 2 horas e a manutenção da pele limpa e seca. Os indivíduos que passam muito tempo ao leito podem utilizar colchões especiais (colchão piramidal).

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Tratamento

O tratamento de uma úlcera de decúbito é muito mais difícil que a sua prevenção. Felizmente, nos estágios iniciais, as úlceras de decúbito geralmente cicatrizam por si após a pressão ser removida. Quando a pele se rompe, a proteção da mesma com um curativo de gaze pode ajudar na cicatrização (Dersani). Quando a úlcera parece estar infectada ou é exsudativa, a lavagem delicada com sabão ou o uso de desinfetantes pode remover o material morto e infectado. No entanto, uma lavagem muito enérgica retarda a cicatrização. Algumas vezes, em casos mais graves, o médico precisa remover (debridar) o material morto prevenindo a disseminação de infecções. As úlceras de decúbito profundas são de difícil tratamento e algumas vezes, elas exigem o transplante de pele saudável para a zona lesada. Infelizmente, esse tipo de cirurgia nem sempre é possível, sobretudo nos indivíduos idosos, frágeis e desnutridos. Freqüentemente, quando ocorrem infecções mais profundas em uma úlcera, antibióticos são administrados. Quando os ossos localizados abaixo de uma úlcera são infectados, a osteomielite (infecção óssea) é extremamente difícil de ser curada e pode disseminar-se através da corrente sangüínea, exigindo muitas semanas de tratamento com um antibiótico.

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Posição totalmente deitada (decúbito dorsal): A permanência prolongada nesta posição poderá facilitar o aparecimento de escaras. Procurar mudar o paciente de posição várias vezes ao dia (recomenda-se no mínimo de 2 em 2 horas).

Posição lateral: Observar na figura os pontos expostos ao aparecimento de escaras. Pode ser útil colocar um travesseiro na cabeça e outro menor entre as pernas, para atenuar o atrito causado pelo peso de uma perna sobre a outra. Posição sentada: Usar uma almofada de espuma ou de outro material macio. As costas e os pés também deverão ter algum acolchoado. Um banco com espuma para os pés também pode ser útil.

Posição de Fowler (sentado meio inclinado): Na posição Fowler, os travesseiros, acolchoados ou almofadas também serão muito úteis.

Lavagem das mãos

As mãos devem estar sempre limpas, pois existem milhões de bactérias e micróbios que podem se esconder embaixo das unhas, mesmo depois de tê-las lavado com bastante água. A forma descrita abaixo é a mais eficiente para eliminar grande parte dos germes. Se não for possível fazer exatamente deste jeito em todas as ocasiões, seguir estas instruções principalmente na hora de preparar as refeições e fazer curativos.

Como lavar as mãos:

• Usar sabonete ou o próprio sabão de lavar roupas e esfregar as mãos por um minuto; enxaguá-las, tirando todo o sabão desta primeira lavada.

• Tornar a passar o sabão e, desta vez, concentrar-se nos dedos e unhas. Procurar lavar dedo por dedo de todos os lados.

• Pode ser feito o uso de uma espátula de unha, para limpar embaixo de cada uma delas.

• Enxaguar as mãos e a torneira.

• A torneira deve ser fechada com um papel toalha, para que não haja nova contaminação das mãos.

•Após fechar a torneira, secar as mãos com uma toalha bem limpa. Como fazer um curativo de escara

1 – Lavar muito bem as mãos.

2 – Fazer uso de luvas;

3 – Retirar o curativo com cuidado para que ele não encoste na ferida e lave novamente as mãos.

4 – Lavar bem a lesão com soro fisiológico.

5- Com gaze estéril limpar ao redor da ferida, sem encostar na lesão.

6 – Cobrir a ferida, sem apertar, com outras gazes e esparadrapo.

7 – Lavar as mãos novamente.

Atenção às refeições

A dor desestimula o apetite.
Portanto, o paciente deve estar medicado com analgésicos prescritos pelo médico para que a dor não dificulte a alimentação. Estimular o paciente, sempre que isso for possível, a fazer suas refeições sozinho; mesmo que no começo ele faça muito lentamente.