O Balanço Hídrico

Balanço Hídrico

O balanço hídrico representa toda a função de monitorar todos os tipos de líquidos administrados e eliminados pelo doente durante um determinado período.

O mesmo em condições normais poderá receber líquidos por via oral, alimentos, água endógena e exógena, e ter perdas pela diurese, evacuações e pela parte sensível (pulmões e pele). Todo medicamento administrado tanto por via oral como endovenoso, são incluídos como ganhos (balanço positivo), e o débito de sondagem vesical, drenos, vômitos e evacuações líquida como perdas (balanço negativo), há também casos quando ocorre balanço igualado.

É de extrema importância o técnico de enfermagem realizar as anotações rígidas do balanço. É através dela que indicará a boa ou péssima evolução clínica do paciente. Poderá indicar através do balanço juntamente com os exames laboratoriais o início de outras patologias.

O que pode se considerar como ganho (Balanço positivo/entrada)?

Dietas por SNG, SNE, ostomias, ingestão de água, sucos, chás, sopas, terapia medicamentosa de soros, medicações com diluição, drogas vasoativas, drogas sedativas em soro, sangue, plasma, NPP/NPT.

O que pode se considerar como perda (Balanço negativo/saída)?

Eliminações vesicais e intestinais presentes em forma líquida e semi líquida, vômitos, drenagens, secreções, sudorese, linfa.

Como calcular o total em controle de Balanço Hídrico?

Em ganhos: Se for de terapias medicamentosas, anotar todas vazões totais infundidas no paciente naquele período em uma tabela de ganhos por soros. Anotar a ingesta líquida, se houve uma boa aceitação ou não, em uma tabela onde indica as dietas por via oral. A vazão de infusão da dieta enteral por bomba infusora também é contado e extremamente importante.

Em perdas: Se for por sondagem vesical, anotar a cada duas horas o total da diurese presente em bolsa, por drenos (se a sonda gástrica ou enteral estiver aberta para drenagem, realizar anotação do débito total, se houver perdas de fluidos gástricos por via oral, anotar como “perdas”) no final do plantão.

Para fazer a contagem do balanço hídrico, devemos no final de 24 horas, somar o total de ganhos e de perdas e subtrair um do outro.

Como neste exemplo:

O doente recebeu 1.500 ml entre dieta e medicações e eliminou 900 ml entre diurese e
outras drenagens.

1500 – 900 = 600 ml

Portanto o balanço das 24 horas neste caso é positivo, pois o doente teve mais ganhos do
que perdas.

Anote o resultado final no balanço, e havendo qualquer alteração, comunicar o enfermeiro plantonista e ao médico plantonista.

É atribuição obrigatória ao Técnico de Enfermagem na UTI anotar todas as medicações infundidas, administradas, dietas oferecidas e as recusas, eliminações vesicais e intestinais e anotar suas características, débito de drenos e seu aspecto, durante seu plantão.

 

Veja também:

 

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Bundles de Prevenção: Conjunto de Boas Práticas em Procedimentos Médicos e de Enfermagem

Termo “Bundle” foi trazido pelo Institute of Healthcare Improvement, a IHI, onde é um contexto interessante que tem como a tradução livre de “pacote”, onde é uma nova maneira de enxergar as intervenções a serem feitas, e isto faz mais sentido à medida que nos familiarizamos com o conceito.

Foram feitas campanhas mundiais pela Segurança do Paciente, como a mais conhecida a “Campanha 5 Milhões de Vidas”, que na qual foi uma iniciativa para melhorar a segurança do paciente e transformar a qualidade da assistência nos Estados Unidos.

A campanha objetivava evitar cinco milhões de casos de danos decorrentes da assistência em saúde, em um período de dois anos.

O Conceito

U IHI desenvolveu o conceito de “Bundle” para ajudar os profissionais de saúde a realizarem o melhor cuidado possível, e da maneira mais confiável, para pacientes submetidos a alguns tratamentos específicos com riscos inerentes.

Um Bundle é uma forma estruturada de melhorar os processos e os resultados dos cuidados para o paciente: um conjunto pequeno e simples de práticas baseadas em evidências (em geral 3 a 5) que, quando executadas coletivamente e de forma confiável, melhora os resultados para os pacientes.

Mas o Bundle não é uma lista de coisas certas a fazer. Ele se assemelha a uma lista, mas um Bundle e mais do que isso. Ele possui elementos específicos que o tornam único. As ações de um Bundle são absolutamente necessárias e suficientes, portanto, se você tem 4 ações no Bundle, mas você remove qualquer uma delas, você não obtêm os mesmos resultados – ou seja: o paciente não terá uma alta chance de ficar cada vez melhor.

O Bundle é uma unidade coesa de todos os passos que devem ser seguidos para se ter sucesso.

As ações são todas baseadas em ensaios clínicos e randomizados, o que chamamos de Nível 1 de evidências. Eles foram comprovados de forma científica e são aceitos e bem estabelecidos. Não há controvérsias envolvidas nos elementos de um Bundle. Um Bundle se concentra em como fornecer o melhor cuidado – não o que o cuidado deve ser.

Os profissionais de saúde precisam se concentrar no “como fazer”: completando as medidas x, y, e z para todo paciente.

As mudanças em um Bundle são claras e simples, e envolvem medidas de tudo ou nada. Concluir com êxito cada passo é um processo simples e direto. É um “sim” ou “não” como resposta: “Sim, eu fiz esse passo ou não, eu ainda não fiz aquele outro passo.”

O sucesso da implementação de um Bundle se define muito claramente: “Sim, eu terminei todo o Bundle”. Não há “mais-ou-menos”, não há crédito “parcial” por fazer algumas das etapas.

As ações dos Bundles também ocorrem no mesmo tempo e espaço: em um momento específico e em um lugar específico, não importa o quê. Isso pode ser durante as visitas e evoluções de manhã, todos os dias ou a cada seis horas em cada leito de paciente, por exemplo.

O conceito de um Bundle tem tamanho impacto que as pessoas estão tentando usá-los com mais frequência e em mais maneiras do que eles realmente deveriam. Há uma tendência a querer chamar tudo de Bundle, qualquer checklist que envolva procedimentos de assistência ao paciente, por exemplo.

Mas checklists não são Bundles, e tendo apenas uma lista de verificação ineficaz e chamando-a de Bundle não vai torná-la melhor. O objetivo é fazer um processo mais confiável, e você faz isso melhorando os hábitos e processos.

Check List Vs Bundle: As Diferenças

O checklist pode ser muito útil e um instrumento importante para garantir cuidados seguros e confiáveis. Os elementos em um checklist são muitas vezes uma mistura de tarefas ou processos bons para serem feitos (coisas úteis e importantes, mas não necessariamente ações baseadas em evidências) bem como tarefas ou processos que obrigatoriamente devem ser feitos (comprovados por estudos controlados).

O checklist também pode ter muitos, muitos elementos.

O Bundle é um conjunto pequeno, mas fundamental para todos os processos determinado pelo alto nível das evidências científicas. E ele precisa preencher todos os critérios descritos anteriormente. Como alguns elementos de uma lista são bons de fazer, mas não exigidos, quando não são cumpridos, pode haver qualquer efeito sobre o paciente.

Quando um elemento do bundle é perdido, o paciente está em risco muito maior de complicações graves.

Há também um nível de responsabilidade associado a um Bundle que você nem sempre têm em um checklist. Uma pessoa identificada ou a equipe possui.

A lista pode ser possuída por todos em uma equipe, mas sabemos que, na realidade, quando ela é de todos – ninguém é dono dela!

As coisas nem sempre são feitas. Então, talvez o farmacêutico faz uma coisa em uma lista, uma enfermeira em outra, o médico mais alguma coisa, mas não são tarefas de uma pessoa ao longo do dia.

Um Bundle é de responsabilidade de uma pessoa ou de uma equipe por um período. E é o seu trabalho em um determinado ponto do tempo – durante as visitas e evoluções diárias, possivelmente.

Portanto, não é o tipo de coisa que as pessoas dizem: “Você verifica isso que eu vou verificar aquilo.” Não. É muito claro quem tem que fazer o quê e quando, dentro de um prazo específico. A responsabilidade e o foco dão ao Bundle muito do seu poder.

Vamos citar um checklist de planejamento de alta. É uma lista de lembrete de coisas que as pessoas em uma equipe devem fazer durante toda a permanência do paciente para ajudar a conduzir o processo de tratamento até sua resolução.

As pessoas olham, muitas vezes, mas ninguém normalmente é a “proprietária” e não estão claramente delineados datas e horários fixados para cada elemento. É muito mais fácil para os enfermeiros incrivelmente ocupados, ou os técnicos de enfermagem, ou os fisioterapeutas, ou os médicos assumirem que a próxima pessoa vai continuar a fazer as coisas de onde ela parou.

Profilaxia Mecânica para TEV: As Meias Compressivas

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O Aprazamento da Prescrição Médica

Aprazamento

Certamente, você irá ouvir falar muito sobre o aprazamento de medicamentos em prescrições médicas, em hospitais. É um fator muito importante para a equipe de enfermagem, e faz parte da rotina na administração de medicamentos.

Aprazar medicamentos dos pacientes nada mais é que marcar um prazo para que eles sejam administrados em seus devidos horários. Por via de regra, cada aprazamento tem validade de 24 horas.

Quem pode aprazar a prescrição médica?

Há algumas controvérsias em algumas respostas técnicas e pareceres do COREN, como  PARECER COREN-SP 036/2013, que na qual conclui que “…Considerando a responsabilidade envolvida no aprazamento das prescrições médicas, diante da possibilidade de ocorrência de interações medicamentosas, as quais podem vir a prejudicar o processo terapêutico instituído ao paciente, entendemos que compete somente ao Enfermeiro realizar tal ação.”, já diferentemente descrito na RESPOSTA TÉCNICA COREN/SC Nº 063/CT/2017 onde situa que: “… Ante ao exposto o COREN SC conclui que: o aprazamento é competência da equipe de Enfermagem e recomenda que o Enfermeiro organize educação permanente para que a equipe de Enfermagem apraze com segurança e conhecimento científico.”, sendo assim, um fator que irá depender muito dos protocolos institucionais.

Os horários descritos de acordo com as cores

De acordo com o protocolo de cada Instituição, é determinado o uso das cores padrão de canetas como azul ou preto para o plantão diurno, e vermelho para o plantão noturno. Não há uma regra, mas é determinado de cada hospital o uso das mesmas. Portanto, algumas instituições utilizam as cores azul ou somente preto para o aprazamento dos horários tanto diurnos quanto noturnos, ou o vermelho para o noturno, e vice-versa.

Os medicamentos com a frequência de 24/24 horas

Geralmente, é escolhido um horário entre o de 10h ou 22h para realizar a administração dependendo das recomendações do fármaco. Isso também são protocolos individuais que na qual podem mudar de acordo com a instituição.

Tem dúvidas de certos medicamentos? Leia a bula sempre antes de administrar! Não administre medicamento sem conhecer todas as recomendações e precauções necessárias!

Vale lembrar que o horário para administrar os medicamentos ao longo do dia pode ser estimado.

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Mastectomia: Cuidados em Pós Operatório Imediato

A mastectomia é um procedimento cirúrgico para a remoção de uma ou ambas as mamas, que, na maioria das vezes, está indicada para pessoas diagnosticadas com câncer, e pode ser parcial, quando apenas uma parte do tecido é removida, total, quando a mama é retirada por completo ou, até, radical, quando, além da mama, são retirados músculos e tecidos próximos que podem ter sido afetados pelo tumor.

Além disso, a mastectomia também pode ser preventiva, para diminuir o risco de a mulher desenvolver o câncer de mama, ou pode ter um intuito estético, no caso de cirurgia com intenção masculinizadora, por exemplo.

Tipos de mastectomia

Para cada objetivo que se deseja alcançar com a retirada da mama, pode ser feito um tipo de cirurgia, que é escolhido pelo mastologista ou cirurgião plástico, de acordo com cada caso. Os principais tipos são:

1. Mastectomia parcial

Também chamada de quadrantectomia ou setorectomia, é uma cirurgia para a remoção de um nódulo ou tumor benigno, com parte do tecido ao redor, sem a necessidade de retirada total da mama.

Nesta cirurgia, podem ou não ser retirados alguns gânglios próximos da mama, para evitar risco de nódulo retornar.

2. Mastectomia total ou simples

Na mastectomia total são retiradas as glândulas mamárias por completo, além da pele, aréola e mamilo. Ela é mais indicada em caso de tumor pequeno, descoberto precocemente e bem localizado, sem o risco de ter se espalhado por regiões ao redor.

Neste caso também é possível retirar ou não gânglios na região da axila, para diminuir o risco do tumor voltar ou se espalhar.

3. Mastectomia radical

Na mastectomia radical, além da retirada de toda a mama, também são removidos os músculos que se localizam debaixo dela e os gânglios da região da axila, estando indicada para os casos de câncer com risco de disseminação.

Existem variantes desta cirurgia, conhecidas como mastectomia radical modificada de Patey, em que o músculo peitoral maior é mantido, ou mastectomia radical modificada de Madden, quando ambos os músculos peitoral maior e menor são preservados.

4. Mastectomia preventiva

A mastectomia preventiva é feita para evitar o desenvolvimento do câncer, e está indicada somente para mulheres com o risco muito elevado desta doença, como aquelas que têm histórico familiar importante ou que têm alterações genéticas que podem causar o câncer, conhecidas como BRCA1 e BRCA2.

Esta cirurgia é feita de forma semelhante às mastectomias total ou radical, sendo retirada toda a mama, gânglios próximos e, em alguns casos, os músculos ao redor. Geralmente, é feita a cirurgia bilateral, pois, nestes casos, o risco de desenvolvimento do câncer é semelhante em ambas as mamas.

5. Outros tipos de mastectomia

A mastectomia masculina ou masculinizadora é um tipo de cirurgia plástica feita com o intuito de dar uma aparência masculina ao tórax de uma mulher. Assim, nesta cirurgia, é feita a retirada das mamas, que pode ser por técnicas diferentes, decididas pelo cirurgião plástico, a depender do tamanho e tipo dos seios de cada mulher.

A mastectomia também pode ser realizada em casos de câncer de mama no homem, o que acontece de forma mais rara, e as cirurgias são feitas da mesma forma que na mulher, apesar do homem ter muito menos glândulas.

Também existem as cirurgias estéticas da mama são conhecidas como mamoplastia, que pode ter o intuito de reduzir, aumentar ou melhorar a aparência das mamas.

Como é o pós-operatório

A cirurgia de retirada da mama é uma cirurgia com duração de cerca de 60 a 90 minutos, com anestesia raquidiana ou geral.

A recuperação após o procedimento é rápida, podendo ser necessário 1 a 2 dias de internação, a depender do tipo de cirurgia e se foi bilateral ou unilateral.

Pode ser deixado um dreno, para que a secreção produzida nos primeiros dias após o procedimento seja retirada, que deve ficar preso e bem acomodado à roupa para que não seja puxado acidentalmente. Este dreno deve ser esvaziado cerca de 2 vezes ao dia, com anotação da quantidade drenada para informar ao médico na consulta de retorno.

Além disso, algumas recomendações que devem ser seguidas no pós-operatório são:

  • Tomar os medicamentos analgésicos ou anti-inflamatórios, prescritos pelo médico, em caso de dor;
  • Ir à consulta de retorno, geralmente agendada após 7 a 10 dias do procedimento;
  • Não pegar peso, dirigir ou fazer exercícios durante este período ou até a liberação médica;
  • Entrar em contato com o médico em caso de febre, dor forte, vermelhidão ou inchaço no local da cirurgia ou no braço do lado operado;

Em cirurgias com retirada dos gânglios linfáticos, a circulação do braço correspondente pode ficar comprometida, e este fica mais sensível, sendo importante protegê-lo bem de ferimentos, queimaduras e evitar esforços excessivos.

Após o procedimento, é ainda importante que o tratamento seja continuado com fisioterapia, que vai ajudar a melhorar os movimentos dos braços, a circulação e a diminuir as contraturas causadas pela cicatrização.

O Cuidado de Enfermagem com Pacientes Mastectomizados em POI

O período de recuperação de pacientes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, a extensão da doença e o tratamento recebido. É o dever da Enfermagem seguir os princípios básicos no quesito do cuidar, com um paciente mastectomizado internado e em POI (Pós Operatório Imediato).

Cabe à equipe de Enfermagem:

– Manter o braço do paciente 20 cm afastado do corpo e a mão, punho e cotovelo do lado operado apoiados sobre um travesseiro, de modo a ficarem mais altos que o ombro para evitar inchaço e diminuir a tensão.

– Com a ajuda da fisioterapia, incentive os movimentos suaves de dedos, punho, cotovelo e ombro assim que o médico do paciente permitir.

– É necessário e saudável incentivar a respiração profunda para aumentar a movimentação do tórax, ajudar no relaxamento e na redução de tensões do corpo e mente.

– O paciente pode permanecer de 2 a 5 dias internada, período em que pode ficar com as pernas flexionadas e elevadas no leito, conforme orientação médica. É importante não forçar o ombro do lado operado nos primeiros dias, mas cotovelos e mão podem ser movimentados normalmente.

– Evitar realizar quaisquer procedimentos no lado do membro onde foi realizado a mastectomia! Você já deve ter ouvido falar do monstrinho chamado linfedema, não é? (é um inchaço que ocorre no braço submetido ao esvaziamento axilar). Bom, nesse braço evite aplicação de injeções, punções venosas ou arteriais, ou coleta de sangue para exames, aferição de pressão arterial, carregar peso, ferimentos e traumas e exposição prolongada ao sol sem uso de filtros solares.

– Atentar para quaisquer sangramentos fora do comum, comunicar ao médico caso isso ocorra.

– Caso o paciente mantém-se com o dreno da cirurgia:

  • Mantenha o dreno sempre preso à roupa;
  • Use roupas mais largas para acomodar bem o dreno;
  • Esvazie o coletor duas vezes ao dia (pela manhã e à tarde). Não se esqueça de anotar a quantidade de secreção que saiu;

– Para esvaziar o dreno

  • Lave bem as mãos com água e sabão;
  • Pince o tubo;
  • Esvazie a bolsa sanfonada dentro de um frasco graduado;
  • Aperte e tampe a bolsa sanfonada e solte o pinçador do tubo;
  • Verifique e anote a quantidade de secreção e o aspecto;
  • Jogue fora a secreção;
  • Lave as mãos.

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Fixação de Sonda Naso Enteral/Gástrica

Fixação de Sondas

A Fixação de Sondas tanto nasogástricas, como nasoenterais, e também como orogástricas e oroenterais é uma manutenção constante feita pela equipe de Enfermagem.

O Técnico de Enfermagem pode estar trocando as mesmas durante os banhos feitos ao paciente, ou quando o mesmo apresentar sudorese, êmese, ou algum outro fator, que tenha que realizar a troca da fixação.

É um procedimento muito realizado nos estágios, visando tanto ao aluno quanto ao profissional recém formado, a realizá-los sem medo e com segurança, para o conforto de seu paciente.

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Posições para Exames

Posições para Exames

Como técnico de enfermagem, você sabe que o posicionamento pode ser muito mais do que apenas o conforto do paciente. A posição certa pode ter um enorme impacto na saúde e recuperação do paciente, e conhecer a posição correta para cada situação de atendimento ao paciente é crucial.

Vejamos algumas posições e sua finalidade:

Decúbito Dorsal

Usado para exames frontais do abdômen, cabeça e membros. É a posição de repouso mais conhecido.

Decúbito Ventral ou Prona

Usado para exames da coluna vertebral e região cervical, e também para a melhora da oxigenação, diminuindo a atelectasia e permitindo a distribuição mais equilibrada da pressão positiva diminuindo a injúria pulmonar.

Decúbito Lateral

Usado para exames da coluna, dorso. Posição indicada para casos de convulsão com risco de bronco aspiração.

Posição Litotômica

Esta é uma posição muito usada na ginecologia, pois neste posicionamento facilita a visualização dos órgãos reprodutores femininos com facilidade, pode ser usada para coleta de esfregaços para o popular preventivo. Alguns obstetras usam esta posição para o parto, embora eu creio que seja bastante desconfortável para a mulher. Alguns autores chamam esta posição de ginecológica.

Posição Fowler

Utilizada em pacientes que tenham dificuldades respiratórias, no momento da alimentação, em pós-operatório nasal, descanso e tireoidectomia. (Decúbito à 40-90°).

Decúbito Trendelenburg

É uma variação da posição de decúbito dorsal, onde a parte superior do dorso é abaixada e os pés são elevados. Mantém as alças intestinais na parte superior da cavidade abdominal. Posição utilizada para cirurgias de órgãos pélvicos, estados de choque, tromboflebites e laparotomia de abdome inferior.

Decúbito Proclive ou Trendelenburg Invertida

É usada para tratar embolismo aéreo venoso, melhorar a circulação da região cerebral, atingir um nível efetivo de anestesia epidural ou espinhal, prevenir bronco aspiração de vômitos e ingurgitar vasos do cérvix para colocação de cateteres venosos centrais. A posição é também usada para cirurgias de cabeça, pescoço e procedimentos ginecológicos, pois reduz o fluxo sanguíneo nestas áreas.

Ela também facilita a respiração em pacientes com sobrepeso e obesos. Colocar um paciente com sobrepeso nessa posição alivia a pressão na cabeça devido ao peso excessivo do abdome em cirurgias oftalmológicas.

Posição Sims

A posição de sims é uma variante da posição lateral, diferindo em relação à distribuição do peso do paciente que é colocado no ílio anterior, úmero e clavícula. Usada para realizar exames retais, lavagem intestinal, exames vaginais e aplicação de supositórios.

Posição Genupeitoral

A posição genupeitoral ou genito – peitoral é o decúbito no qual o peito e os joelhos ficam apoiados no leito. É caracterizada por se verificar apoio simultâneo do peito e dos joelhos no mesmo plano horizontal, ficando o eixo do tronco inclinado de trás para a frente e de cima para baixo. A cabeça deve estar lateralizada, apoiada sobre os braços. Nesta posição podem ser realizados exames de reto, cólon, sigmoidoscopia entre outros.

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O que é a Tricotomia?

Tricotomia

Alguma vez sua supervisora de estágio, ou sua chefe de setor, lhe solicita a realizar uma Tricotomia à um paciente que será submetido a uma cirurgia. Você fica na dúvida, o que seria a Tricotomia, certo? Vou explicar:

A Tricotomia é um termo utilizado como o ato da remoção total ou parcial de pelos na área a ser operada. O tal processo deve ser realizado antes da degermação, podendo ser a seco ou utilizando antisséptico degermante, usando uma lâmina de barbear ou o tricótomo elétrico.

Portanto, deverá ter cuidado com as proeminências ósseas, lesão de pele, traumas, cicatrizes anteriores, etc, para evitar lesionar a região à ser realizado o procedimento, a fim de evitar abrir uma janela de infecção.

Como realizar a técnica correta?

A tricotomia deve ser realizada em um único sentido, a favor do crescimento do pelo, não devendo utilizar o álcool, e na seqüência, a degermação.

Alguns pacientes fazem a tricotomia em casa, mas não é indicado, porque a pele pode infeccionar, inviabilizando a cirurgia.

Deve ser realizado no leito em até 2 horas antes, sendo na enfermaria ou no C.C.

É de extrema importância que o técnico de enfermagem se familiarize com as principais áreas mais frequentes da realização da tricotomia, pois varia muito os tipos de cirurgia.

Áreas de tricotomia
– Cirurgia de crânio: todo o couro cabeludo ou conforme prescrição médica;
– Cirurgias torácicas: região torácica até umbigo e axilas;
– Cirurgia cardíaca: toda extensão corporal (face anterior e posterior), menos o couro cabeludo;
– Cirurgia abdominal: desde a região mamaria até o púbis;
– Cirurgia dos rins: região abdominal anterior e posterior;
– Cirurgia de membros inferiores: todo o membro inferior e púbis.
Orientação:
– Calçar luvas, como meio de proteção pessoal, em todas as tricotomias;
– Usar tesoura para cortar pelos mais longos e cabelos, sempre que for necessário, e retirá-los com papel toalha;
– O pelo deve ser raspado delicadamente no sentido do crescimento do mesmo, para evitar lesão na pele e foliculite;
– A pele deve ser esticada para facilitar o deslizamento do aparelho e evitar lesão;
– Realizar degermação na área tricotomizada.
 
Material:
• Bandeja;
• Recipientes com bolas de algodão;
• Pacote com gases;
• Cuba redonda com sabão líquido diluído;
• Cuba rim;
• Aparelho de barbear com lâmina nova (se possível utilizar tricotomizador elétrico para não lesar a pele);
• Pinça.
Procedimento:
• Cerque a cama com biombos;
• Exponha a região;
• Umedeça a bola de algodão com sabão;
• Ensaboar a região;
• Com a mão esquerda estique a pele;
• Faça a raspagem dos pelos de cima para baixo;
• Lave a área com água e sabão para remover os pelos cortados;
• Retire o material usado.

Uripen

Uripen

O uripen é um cateter ou sonda externa feita de borracha fina (látex atóxico), também conhecida como sonda de camisinha (extremidade afunilada e reforçada), sendo uma forma eficaz de coletar urina em homens, que apresentam incontinência urinária. É um método não invasivo em homens, para controle de diurese em balanço hídrico.

Ele é colocado no pênis e conectado através de um tubo extensor a uma bolsa coletora de urina, ali contabilizando o quanto de diurese o paciente debitou durante um período.

Existe vários tamanhos de uripen, segundo o diâmetro do pênis: Tamanho 4, 5, 6 e 7.

Como colocar o uripen?

A colocação do uripen é simples:

  • Fazendo a tricotomia dos pêlos da região;
  • Realizando a higiene adequada do órgão genital masculino;
  • Instale o tubo extensor na ponta do uripen, de modo que não vasa e que fixe bem dentro da ponta do dispositivo;
  • Deixe o tubo extensor instalado dentro da bolsa coletora de urina, e prenda a bolsa de modo que não caia o conteúdo;
  • Coloque o uripen como se ele fosse uma camisinha, e deixe um espaço livre na ponta do pênis;
  • Coloque o micropore em torno do uripen caso necessidade; desenrole o uripen de volta até cobrir com esparadrapo;
  • Aplique uma segunda tira de micropore, metade no uripen e metade sobre a pele.

Assistência de Enfermagem como uso do Uripen

  • Cuidado para não garrotear! A fixação não deve ficar muito apertada, assim evitando a má circulação do pênis;
  • Evite fixar o uripen com esparadrapo comum, pois pode causar alergias e lesões no pênis.
  • É mais fácil colocar o uripen com o pênis em ereção, mas caso não ocorra, puxe um pouco o pênis para que se obtenha um melhor encaixe do dispositivo;
  • Se o uripen estiver vazando aos redores do dispositivo, retire e instale uma nova. O reuso do uripen pode ocasionar infecções urinárias indesejáveis, e lesionando o pênis;
  • Manter os pêlos pubianos aparados, pois facilita a utilização do uripen;
  • Retire o uripen uma vez ao dia para lavar e secar bem o pênis;
  • Oriente ao paciente para evitar o manuseio do dispositivo, como puxar o tubo extensor ou o uripen, a fim de evitar que o mesmo descole do local apropriado, assim não tendo que estar trocando várias vezes ao dia sem necessidade;
  • É recomendado que troque a bolsa coletora a cada final de plantão ou até que a bolsa encha em seu limite, não sendo recomendado a reutilização, sempre despreze a bolsa usada, e instale uma nova, assim evitando início de infecções no trato urinário.

Troque o dispositivo a cada 24 horas ou quando houver descolamento do dispositivo.

Atentar-se para: Examine o pênis com frequência e se estiver com lesões ou inchado, deixe a pessoa sem o uripen e utilize fraldas, até que as lesões estejam curadas.

Intoxicações e o papel da Enfermagem

IntoxicaçõesA enfermagem tem uma participação importante no tratamento das intoxicações por suas intervenções, na descontaminação de olhos, pele e lavagem gástrica e na assistência respiratória, quando indicado.

Pacientes com overdose de drogas ou intoxicação, necessitam de cuidados precisos para evitar complicações; o paciente pode ainda estar acordado apesar da quantidade de droga ingerida (absorção ainda parcial), sendo indicada a lavagem gástrica (se a ingestão não for de agentes corrosivos); é importante observar o paciente por um tempo prolongado.

O paciente pode se apresentar em coma ou evoluir para coma, com sérias complicações como hipóxia, bronco aspiração de conteúdo gástrico, etc.

Manobras de tratamento devem ser instituídas como emergência visando à proteção de vias aéreas, respiração, circulação, drogas (dextrose, tiamina, antagonistas de narcóticos), e outros.

Hipotermia, hipotensão, hipertensão, arritmias e convulsões são as complicações mais evidentes. Antídotos devem ser usados quando a droga ingerida é conhecida. A descontaminação da pele deve ser feita com abundante quantidade de água para aqueles casos de lesão da pele por corrosivos. Nos olhos também deve ser utilizada a água abundante: utilizar se possível anestésico tópico ocular antes do início da lavagem ocular (e sub-palpebral).

A descontaminação do trato gastrointestinal pode ser feita por:

Êmese – provocação de vômitos com substâncias vomitórias (ipeca, por exemplo);
Lavagem gástrica – indicada quando a êmese não foi efetiva, porém contraindicada em situações de intoxicação por corrosivos, inconsciência (vômitos e bronco aspiração de conteúdo gástrico sem tubo endotraqueal).

O uso do carvão ativado tem suas indicações precisas bem como contra indicações.

Catarse – é outra manobra para diminuir os efeitos deletérios da intoxicação provocando a aceleração do trânsito intestinal na tentativa de eliminar o produto ingerido.

Ainda como medidas para desintoxicação, podem ser utilizadas a diurese forçada (diuréticos), alcalinização da urina ou acidificação da urina (contra-indicado com rabdomiólise e mioglobinúria).

Hemodiálise e hemoperfusão – utilizadas quando a droga é conhecida ou suspeita de poder ser dialisada; em coma profundo, apneia. hipotensão ou choque, e outras alterações graves do balanço metabólico. E. em situações com intoxicações, em portadores de doenças graves de base.

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Opioides

Intoxicação Aguda

Pupila puntiforme, depressão respiratória e coma, boca seca, analgesia, hipotensão arterial. cianose, hipotonia muscular, respiração de Cheyne-Stokes.

Intoxicação Crônica

Dependência física e psicológica – a falta da droga provoca o que se chama de síndrome de abstinência que é caracterizada por nervosismo, ansiedade, sonolência, sudorese, pele arrepiada, contrações musculares, dores acentuadas nas costas e pernas, vômitos, diarreia, aumento da pressão arterial, aumento da temperatura, sofrimento psicológico.