Dreno de Redon

O dreno de Redon, às vezes chamado apenas de Redon, é um tubo em material flexível, composto de plástico ou de silicone, e perfurado por diversas aberturas em uma parte da sua parede.

Após uma intervenção cirúrgica, principalmente em cirurgias como por exemplo de Artroplastias, Artrodeses em geral,  a parte perfurada é colocada no nível da região onde foi feita a cirurgia e é destinada a assegurar uma drenagem dos materiais por aspiração, por meio de drenagem por sistema fechada e a vácuo, como dreno de Portovack, Blake ou Jackson Pratt

Essas secreções drenadas podem ser sangue, pus, bactérias, líquidos diversos. O dreno de Redon possui também o papel de favorizar a cicatrização do local operado e prevenir todas as infecções.

Geralmente estes drenos são grandes, com comprimento de 50 centímetros, tendo 15 cm destes destinado à área perfurada, permitindo a total drenagem assim diminuindo a obstrução interna, com linha de contraste radio-opaco, sendo visualizada em exames de raio-x, e com o material confeccionado com PVC, com tamanhos entre 8 e 18 CH.

O principal objetivo deste dreno é de aspirar as serosidades e o sangue, de modo a secar a ferida operatória.

Referência:

  1. von Roth P, Perka C, Dirschedl K, Mayr HO, Ensthaler L, Preininger B, et al. Use of Redon drains in primary total hip arthroplasty has no clinically relevant benefits. Orthopedics. 2012;35(11):e1592-5. 

Dreno de Abramson

O Dreno de Abramson faz parte do sistema de drenagem de abcessos, denominado “Cárter”.

Um dreno de “cárter” é uma ferramenta médica usada para extrair líquidos. Esse instrumento de drenagem de fluidos também é conhecido como “sistema de poço”, ou “bomba de sucção” (termo livre traduzido do inglês  “suction pump”), e consiste em um pequeno tubo dentro de um grande.

Um dreno de cárter pode extrair fluídos de uma cavidade através de um tubo, permitindo que o ar entre na cavidade para substituir os fluídos. Esse movimento de fluidos é possível através da sucção.

Este dreno triplo lúmen se tornou bem rotineiro na última década como um dreno para multi-funções, pois permite drenagem por transbordamento ou sucção (fechada ou bombeamento), para coleta de culturas ou análise de fluídos, irrigação contínua ou intermitente e administração de medicamentos.

Outras melhorias foram feitas no dreno na busca por dreno cirúrgico ideal. Agora é feito de silicone, possui uma faixa radiopaca, local para sutura, um conector moldado ao triplo lúmen com um tubo de drenagem, porta de irrigação, filtro bacteriano e tampas.

Além disso, o dreno pode ser indicado em pediatria, cirurgias de mama, cirurgias plásticas, cirurgias de cabeça e pescoço entre outros.

Clique aqui para ver um vídeo de exemplo, de como é feito a limpeza com flush de salinização em um sistema de drenagem de abcesso!

Referências:

Pebmed

Dreno Tubular Siliconado (Tipo Penrose)

O Dreno Tubular de Silicone (Tipo Penrose) é classificado como dreno tubular gravitacional, ou seja, quando a aplicação de um vácuo baixo é contra-indicada.

Após um procedimento cirúrgico,  este tipo de dreno impede que a área acumule o líquido, tal como o sangue, que poderia servir como o meio para que o bactéria cresça dentro. Normalmente usado para promover a drenagem em uma ferida cirúrgica aberta.

Caraterísticas Físicas

  • 100% transparente, biocompatível, o silicone de grau médico ajuda a evitar qualquer trauma durante a inserção e retirada e também resiste à adesão de sangue e fluidos corporais;
  • Tubo transparente com linha opaca de raio X permite fácil inspeção visual e observação de fluidos;
  • A Linha Radiopaca Azul confirma o posicionamento exato do dreno no corpo usando raios-X;
  • Parede interior corrugada para drenagem suficiente da ferida sem obstrução;
  • Faixa de tamanhos de 5 mm a 14 mm;
  • Existem tamanhos com 30, 40 ou 50 cm de comprimento para atender a vários requisitos;
  • Estéril, apenas para uso individual.

Alguns Cuidados de Enfermagem

O Dreno Tubular faz parte do Sistema de Drenagem Aberta (Inclusos o tipo laminar e tubular), e devem ser mantidos ocluídos com bolsa estéril (descartável ou karaya) ou com gaze estéril por 72 horas. Após esse período, a manutenção da bolsa estéril fica a critério médico.

Ao realizar o banho, seja de aspersão ou no leito, os drenos devem permanecer protegidos, para evitar porta de entrada para infecções.

O uso de Alfinetes

Alfinetes de segurança não são recomendados como meio de evitar mobilização dos drenos Penrose por não serem considerados produto para a saúde (PPS), enferrujarem facilmente e propiciarem colonização do local!

Como limpar a região do dreno?

  • De maneira asséptica, com gaze umedecida com soro fisiológico, limpar o óstio de inserção e depois o dreno;
  • Limpar as regiões laterais da incisão do dreno, secar a incisão e as laterais com gaze estéril;
  • Ocluir o dreno mantendo uma camada de gaze entre o dreno e a pele ou quando ocorrer hipersecreção colocar bolsa simples para colostomia.

Referências

  1. COFEN – Conselho Federal de Enfermagem. PARECER Nº 001/2016/ COFEN/ CTLN LEGISLAÇÃO PROFISSIONAL. SOLICITAÇÃO DE ORIENTAÇÕES SOBRE A COMPÊTENCIA DO ENFERMEIRO NA RETIRADA DO DRENO PLEURAL TUBULAR. Brasília, 2016. Disponível em: <http://www.cofen.gov.br/parecer-no-0012016-cofen-ctln_38023.html>
  2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas de Prevenção de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Brasília: Anvisa, 2017.
  3. Smeltzer SC, Bare BG. Brunner & Suddarth: Tratado de Enfermagem MédicoCirúrgica. 12 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. vol. I

Dreno Jackson Pratt (JP): Saiba Cuidar Corretamente

dreno jackson pratt JP ou blake

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Conteúdo Atualizado! Revisado e atualizado em 24/09/2026.

O detalhe que mais ajuda a entender um dreno Jackson-Pratt (JP) não é o formato da “pera”, e sim o que acontece quando ela perde o vácuo. Se o reservatório não permanece comprimido após o fechamento, a drenagem pode deixar de funcionar como planejado. Por isso, avaliar o sistema completo é tão importante quanto olhar apenas para o volume coletado.

Como funciona o dreno JP?

O Jackson-Pratt é um sistema fechado de drenagem por sucção, formado por um tubo fenestrado conectado a um reservatório compressível. Ao comprimir o reservatório e fechá-lo, cria-se pressão negativa que auxilia na retirada de sangue, secreções e outros fluidos do local operado.

O JP pode ser utilizado em diferentes procedimentos cirúrgicos, e o tempo de permanência não deve ser definido por uma regra única. A indicação e a retirada dependem do procedimento, da evolução clínica e do débito, conforme avaliação da equipe e protocolo institucional.

O que observar durante o plantão

O primeiro passo é olhar o paciente e depois o dispositivo. Observe a fixação do dreno, o trajeto do tubo, a conexão com o reservatório, a presença de dobras ou tração e se o coletor permanece comprimido.

O débito também precisa ser acompanhado. Registre quantidade, coloração e aspecto da drenagem conforme a rotina da instituição. O volume esperado varia de acordo com a cirurgia, portanto não existe um valor único que determine, sozinho, se o funcionamento está adequado.

Um cenário bastante comum no pós-operatório é encontrar o reservatório aparentemente vazio e o paciente estável, mas perceber que a pera perdeu completamente a compressão. Antes de simplesmente registrar “sem débito”, é preciso verificar o sistema: conexão, tampa, dobras, tração e possível obstrução. Um coletor sem conteúdo não significa necessariamente que o local cirúrgico deixou de produzir secreção.

A aparência da drenagem também conta

Nos primeiros períodos após determinadas cirurgias, pode haver drenagem sanguinolenta ou serossanguinolenta. Com a evolução, o aspecto pode mudar. O importante é acompanhar a tendência e reconhecer alterações inesperadas, principalmente aumento súbito do débito, sangue vermelho vivo em quantidade relevante, secreção turva ou purulenta e odor incomum.

Imagine um paciente no primeiro pós-operatório cujo débito vinha diminuindo progressivamente e, algumas horas depois, passa a apresentar aumento importante de sangue vermelho vivo. O número isolado chama atenção, mas a mudança em relação ao padrão anterior é ainda mais relevante e deve ser comunicada prontamente conforme o protocolo da unidade.

Ordenha do tubo exige critério

A chamada ordenha ou “milking” consiste em comprimir suavemente o tubo em direção ao reservatório para ajudar a deslocar pequenos coágulos que possam dificultar a drenagem. Porém, isso não deve ser transformado em uma manobra automática e vigorosa a cada avaliação.

Há evidências de que sistemas de sucção fechados podem gerar pressões negativas consideráveis, especialmente quando o reservatório está vazio. Por isso, a manipulação deve seguir orientação do fabricante e protocolo institucional, evitando força excessiva ou técnicas não padronizadas.

Esvaziamento e manutenção do vácuo

O reservatório deve ser esvaziado conforme a rotina assistencial e a necessidade clínica, e não simplesmente porque atingiu “metade” ou porque passaram exatamente 8 ou 12 horas. Depois da mensuração, o reservatório deve ser novamente comprimido e fechado adequadamente para restabelecer a sucção.

Quando houver mais de um dreno, registre o débito de cada um separadamente. A quantidade e o aspecto devem ser documentados de forma que seja possível acompanhar a evolução ao longo das horas.

Outro detalhe que faz diferença no cuidado é evitar que o reservatório fique pendurado ou seja puxado durante a mobilização. A fixação adequada reduz tração sobre o ponto de inserção e ajuda a preservar a permeabilidade do sistema.

Cuidados de enfermagem

Na prática, a avaliação deve incluir:

  • higienização das mãos e técnica adequada durante a manipulação;
  • conferência da fixação e do trajeto do tubo;
  • manutenção do sistema fechado e do vácuo conforme orientação do dispositivo;
  • registro do volume, cor e aspecto da drenagem;
  • inspeção do óstio quanto a dor, hiperemia, edema, calor, secreção e sangramento;
  • identificação de dobras, desconexões, vazamentos ou tração;
  • comunicação de alterações importantes ou interrupção inesperada do débito;
  • orientação ao paciente para não puxar ou deixar o reservatório pendurado.

Protocolos institucionais podem estabelecer frequência de curativo, mensuração e técnica de manipulação; por isso, essas rotinas devem ser seguidas em conjunto com a avaliação clínica.

Um segundo detalhe observado na assistência é o paciente que se levanta para caminhar e segura a pera pela própria tubulação. Além do desconforto, esse hábito pode produzir tração no ponto de saída. Ensinar o paciente a manter o reservatório apoiado e preso de maneira segura faz parte do cuidado, especialmente quando ele permanece com o JP após a alta.

Quando comunicar uma alteração

Interrupção súbita da drenagem, aumento inesperado do volume, sangue vermelho vivo, saída do tubo, perda persistente do vácuo, vazamento ao redor do óstio, secreção purulenta ou com odor desagradável, febre e aumento de dor, vermelhidão ou edema no local merecem avaliação e comunicação conforme o quadro clínico e o protocolo institucional.

O ponto principal é não interpretar o débito isoladamente. O estado do paciente, o tipo de cirurgia, o aspecto da secreção e o funcionamento mecânico do sistema precisam ser analisados juntos.

Um dreno funcionando também precisa ser acompanhado

O Jackson-Pratt não é apenas um recipiente que acumula líquido. Ele fornece informações sobre a evolução do pós-operatório e, ao mesmo tempo, precisa permanecer mecanicamente funcional.

Para a enfermagem, acompanhar tendência do débito, aspecto da drenagem, integridade do sistema e condição do sítio de inserção permite reconhecer alterações mais cedo e comunicar a equipe com informações objetivas.

Resumo para salvar

Dreno Jackson Pratt na enfermagem

  • Sistema fechado com sucção
  • Avaliação do débito e aspecto
  • Cuidados com o óstio e fixação
  • Reconhecimento de alterações

Referências:

  1. MEMORIAL SLOAN KETTERING CANCER CENTER. Caring for your Jackson-Pratt drain. New York: MSKCC, 2023. Disponível em: MSKCC – Jackson-Pratt Drain.
  2. MEDLINEPLUS. Closed suction drain with bulb. Bethesda: U.S. National Library of Medicine, 2026. Disponível em: MedlinePlus – Closed suction drain with bulb.
  3. UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE. Hospital Universitário Alcides Carneiro. POP.UCAN.007 – Cuidados de enfermagem na manipulação do dreno de Jackson Pratt (Blake). 2024. Disponível em: POP de cuidados com dreno Jackson Pratt – HUAC/UFCG. 
  4. NCBI BOOKSHELF. Nursing Skills: Wound Care – Checklist for Drain Management. Bethesda: National Library of Medicine. Disponível em: NCBI Bookshelf – Drain Management. 

Dreno de Sucção Sistema Fechado

dreno portovac

O Dreno de Sucção de Sistema Fechado, ou conhecido popularmente como Dreno de Portovac, é um sistema de drenagem fechado que utiliza de uma leve sucção (vácuo), apresentando um aspecto de sanfona.

Consiste em manter a pressão dentro para facilitar a drenagem, é usada em cirurgias que se espera sangramento no pós-operatório, ou seja, secreção sanguinolenta. Pode ser usado em cirurgias ortopédicas, neurológicas e oncológicas.

Contra-indicação

Não pode ser usado em cirurgias que a dura-mater não esteja totalmente fechada, ela aberta provoca dor, desconforto, e pode fazer sucção do LCR (líquido cefalorraquidiano).

Risco de infecção

Fechar a ferida sem o dreno faz com o sangue se acumule entre os tecidos formando um hematoma, tornando meio de cultura.

Cuidados de Enfermagem com o Portovac

  • Sempre posicionar abaixo da inserção do dreno;
  • Observar tipo, localização do dreno, como estão fixados a pele, características do efluente drenado e tipo de cobertura existente na ferida;
  • Aferir e anotar o volume do efluente drenado de um ou mais drenos;
  • Realizar curativo com técnica asséptica diariamente e sempre que necessário;
  • Observar acotovelamento na extensão do dreno;
  • Realizar limpeza da área peridreno com SF0,9%;
  • Não tracionar;
  • Clampear a extensão do dreno quando for desprezar seu conteúdo (portovac);
  • Verificar na drenagem a presença de coágulos.

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Drenagem Torácica: O que é?

Drenagem Torácica: O que é?

A drenagem torácica é o procedimento médico que visa manter ou restabelecer a pressão negativa normal do espaço pleural.

Por meio desta técnica, é possível remover líquido, ar e sólidos (fibrina) no espaço abaixo da pleura ou mediastino, que podem ser consequentes de traumas, procedimentos cirúrgicos, infecções, dentre outros.

O procedimento é feito por meio da inserção de um dreno na cavidade pleural, após anestesia local, vedado na extremidade oposta, abaixo do nível do tórax. Desta forma, ar, fluído ou sólidos presentes no espaço pleural conseguem escapar deste, sem retornar. A extremidade oposta do tubo pode também ser conectada a uma válvula de vibração.

Para que é indicado a Drenagem Torácica?

Dentre as diferentes situações nas quais a drenagem torácica é recomendada encontram-se:

  • Pneumotórax, que é o acúmulo de ar na cavidade torácica;
  • Derrame pleural, que é o acúmulo de líquido no espaço pleural;
  • Quilotórax, que consiste em uma coleção de líquido linfático no espaço pleural;
  • Empiema, que surge quando há uma infecção e consequente acúmulo de pus no espaço pleural;
  • Hidrotórax, que é o acúmulo de líquido seroso no espaço pleural;
  • Hemotórax, que é o acúmulo de sangue no espaço pleural;
  • Pós-operatório.

Em alguns casos, a drenagem torácica é contra-indicada, como em casos de coagulopatias, de hérnia diafragmática, de hidrotórax hepático e de aderências (tecido cicatricial) no espaço pleural.

Que complicações podem obter com a Drenagem Torácica?

As principais complicações deste procedimento incluem:

  • Hemorragia;
  • Infecções;
  • Edema pulmonar de reexpansão;
  • Obstrução do dreno, que pode levar ao tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo ou empiema;
  • Lesões no fígado, baço, diafragma, aorta torácica ou coração também podem ocorrer quando o dreno é introduzido erroneamente;
  • Dispneia, hematoma ou seroma subcutâneo, ansiedade e tosse ocorrem infrequentemente.

Quanto a Posição Correta:

Drenagem Torácica: O que é?

Atentar quanto à posição correta do dreno de tórax, para que evite o retorno do conteúdo e ocasione outras possíveis complicações, nunca manuseie o paciente com o dreno desclampeado (quanto à mudanças de decúbito). Ao término do manuseio, sempre desclampear e deixar abaixo do nível da caixa torácica cerca de 60 a 90 cm.

Os Aspectos da Drenagem Torácica

Drenagem Torácica: O que é?

O derrame pleural é o acúmulo de líquido viscoso, purulento ou sanguinolento na cavidade pleural localizada no tórax (peito). Normalmente uma pleura “desliza” sobre a outra como se fossem duas lâminas de vidro com uma quantidade mínima de liquido pleural para evitar o atrito.

Quando uma dessas pleuras sofre um processo inflamatório a dor aparece. Em função do comprometimento pleural ser evolutivo, temos produção anormal do liquido pleural e/ou redução na reabsorção deste liquido, que passa a acumular-se no espaço pleural e “afasta” uma pleura da outra, evitando o atrito, atenuando e até desaparecendo a dor.

A produção aumentada e/ou a reabsorção reduzida faz com que haja uma grande quantidade de líquido no espaço pleural, o que é o “derrame pleural” que a medida que aumenta faz colapsar lóbulos/lobos pulmonares levando a uma insuficiência ventilatória restritiva que s e manifesta por “falta de ar” (dispnéia).

Classificação de acordo com a composição bioquímica

Os derrames pleurais são classificados de acordo com sua composição bioquímica, como:

  • Transudatos;
  • Exsudatos;

Características dos Transudatos

Geralmente, por conter em pouca proteína na sua composição, os derrames pleurais do tipo transudato são límpidos, amarelo-claros e não se coagulam espontaneamente.

Características dos Exsudatos

Em contraposição, os derrames pleurais do tipo exsudatos, freqüentemente se coagulam devido à presença de fibrinogênio, e podem ser classificados quanto ao aspecto em:

  • Serosos;
  • Sero-leitosos;
  • Turvos;
  • Purulentos;
  • Sero-hemáticos;

Controles da drenagem no frasco coletor

De acordo com as orientações médicas deverão ser anotados:

    • Data; Hora; Volume drenado: A cada hora; A cada 24 horas, Coloração do líquido drenado;
    • Presença de oscilação da coluna líquida;
  • Presença de borbulhamento (fístula aérea);

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O Dreno de Penrose

Dreno de Penrose

O Dreno de Penrose é um dreno de borracha, tipo látex, utilizado em cirurgias que implicam possível acúmulo no local da ferida operatória pós-operatório de líquidos infectados ou não.

O nome “Penrose”: De onde vem?

O nome dado à este dreno foi pelo Ginecologista americano Charles Bingham Penrose (1862–1925), onde o mesmo inventou este método de drenagem para as cirurgias abdominais.

Como funciona este dreno?

Eventualmente, o orifício de passagem do dreno deve ser amplo, e o mesmo deve ser posicionado à menor distância da loja a ser drenada, não utilizando o dreno através da incisão cirúrgica, mas sim através de uma contra-incisão.

Então o cirurgião utiliza-se de pinças específicas, para puxar o dreno de penrose através desta contra-incisão, e locá-lo internamente até uma altura que o ache necessário para a drenagem, e enfim, é suturado a incisão e é dado alguns pontos ao redor do dreno para a fixação.

Certamente, a fim de evitar depósitos de esfacelo que possam vir a ocluir seu lúmen, o dreno de Penrose deve ser observado e mobilizado em intervalos de 12 horas, entretanto, tracionado em cada curativo (exceto quando contra-indicado), cortado seu excesso e recolocado o alfinete de segurança estéril, usando luva esterilizada.

Seu orifício de saída deve ser ocluído com gaze estéril, ou em alguns casos, com uma bolsa de colostomia descartável, devendo este curativo ser substituído sempre que necessário. É o único dreno que pode ser tracionado, geralmente de 2 á 3 cm por dia, conforme a prescrição médica.

Alguns Cuidados quanto ao Aspecto do Dreno:

Primeiramente registrar separadamente o volume de cada dreno na folha de balanço hídrico, isto possibilita avaliação da redução ou aumento anormal da drenagem. Registrar de forma precisa o aspecto da secreção drenada, e contudo,  é importante checarmos a localização do dreno, quais os cuidados a serem ministrados pela equipe, se está suturado a pele ou não, tipo de dreno utilizado, como manter a permeabilidade do mesmo, o volume esperado de drenagem e principais complicações com o dispositivo.

Cuidados de Enfermagem com o Dreno de Penrose

Materiais necessários:

• Bandeja;
• Pacote de curativo completo;
• Pacote de tesoura de pontos;
• Pacote de gazes;
• 1 alfinete estéril;
• Frasco com anti-séptico;
• Esparadrapo ou micropore;
• Frasco de benzina;
• Cuba rim;
• SF 0,9%.

O Procedimento:

  • Explicar ao paciente sobre o cuidado a ser feito;
  • Preparar o ambiente, como descrito anteriormente;
  • Lavar as mãos;
  • Separar e organizar o material de acordo com o tipo de curativo a ser executado;
  • Levar a bandeja com o material e colocar sobre a mesa de cabeceira;
  • Descobrir a área tratada e proteger a cama com forro de papel, pano ou impermeável;
  • Colocar o paciente em posição apropriada e prender o saco plástico para lixo em local acessível;
  • Abrir o pacote de curativo e dispor as pinças com os cabos voltados para o executante, em ordem de uso – pinça Kocher e Dente de Rato na extremidade do campo, próximo ao paciente e pinça Kelly e Anatômica na extremidade oposta;
  • Abrir o pacote de gaze e colocá-lo no campo. Se necessário colocar também chumaços de algodão;
  • Abrir o pacote de alfinete, colocando-o sobre o campo com auxílio da pinça Anatômica;
  • Abrir a tesoura e colocá-la ao lado da pinça Kelly;
  • Proceder a retirada do curativo conforme descrito anteriormente;
  • Limpar o dreno e a pele ao redor, com soro fisiológico;
  • Colocar uma gaze na região inferior do dreno, isolando-o da pele;
  • O dreno de Penrose deve ser tracionado em cada curativo (exceto quando contra -indicado). Cortar o excesso e colocar alfinete de segurança estéril, usando pinças Kelly e Anatômica;
  • Colocar outra gaze sobre o dreno, protegendo-o;
  • Fixar as gazes com adesivo;
  • Juntar o material e colocá-lo na bandeja;
  • Deixar o paciente confortável e o ambiente em ordem;
  • Lavar as mãos;
  • Providenciar a limpeza e a ordem do material;
  • Checar o horário e fazer as anotações de enfermagem, especialmente quanto à evolução da lesão e queixas do paciente.

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