Classificação de Robson

A Classificação de Robson, também conhecida como Classificação dos 10 Grupos, é um sistema padronizado utilizado em todo o mundo para categorizar gestantes e analisar as taxas de cesáreas. Criada pelo médico irlandês Michael Robson em 2001, essa classificação tem como objetivo principal fornecer uma ferramenta para:

  • Avaliar: A necessidade de cesáreas em diferentes grupos de gestantes.
  • Monitorar: As taxas de cesáreas ao longo do tempo em um mesmo local ou entre diferentes locais.
  • Comparar: As taxas de cesáreas entre diferentes populações.

Como funciona a Classificação de Robson?

A classificação divide todas as gestantes em 10 grupos, levando em consideração cinco características obstétricas:

  1. Paridade: A mulher já teve parto de um bebê com pelo menos 500 gramas?
  2. Idade gestacional: A gestação é de termo (37 semanas ou mais), pré-termo (antes de 37 semanas) ou pós-termo (após 42 semanas)?
  3. Número de fetos: A gestação é de um único feto ou múltiplos fetos?
  4. Apresentação fetal: O bebê está em apresentação cefálica (de cabeça) ou outra apresentação?
  5. Complicações obstétricas: Existem complicações como pré-eclâmpsia, diabetes gestacional ou outras?

Cada gestante se encaixa em apenas um dos 10 grupos, permitindo uma análise detalhada das indicações para cesárea em cada categoria.

Os 10 grupos são os seguintes:

  1. Nulípara, gestação única, cefálica, ≥ 37 semanas, parto espontâneo: Mulheres que estão grávidas pela primeira vez, com um único bebê em posição cefálica (de cabeça), com 37 semanas ou mais de gestação e que entram em trabalho de parto espontaneamente.
  2. Nulípara, gestação única, cefálica, ≥ 37 semanas, indução ou cesárea anterior ao trabalho de parto: Mulheres nas mesmas condições do grupo 1, mas que têm o parto induzido ou que já realizaram uma cesárea em gestações anteriores.
  3. Multípara sem cesárea prévia, gestação única, cefálica, ≥ 37 semanas, parto espontâneo: Mulheres que já tiveram um parto vaginal, estão grávidas de um único bebê em posição cefálica, com 37 semanas ou mais de gestação e que entram em trabalho de parto espontaneamente.
  4. Multípara sem cesárea prévia, gestação única, cefálica, ≥ 37 semanas, indução ou cesárea anterior ao trabalho de parto: Mulheres nas mesmas condições do grupo 3, mas que têm o parto induzido ou que já realizaram uma cesárea em gestações anteriores.
  5. Todos os partos pélvicos em nulíparas: Todas as mulheres grávidas pela primeira vez com o bebê em apresentação pélvica (de bumbum).
  6. Todos os partos pélvicos em multíparas (incluindo cesárea prévia): Todas as mulheres que já tiveram um parto, independentemente da via, com o bebê em apresentação pélvica.
  7. Todas as gestações múltiplas (incluindo cesárea prévia): Todas as gestações gemelares ou múltiplas.
  8. Todas as apresentações anormais (incluindo cesárea prévia): Todas as gestações com apresentação fetal diferente da cefálica ou pélvica.
  9. Todas as gestações únicas, cefálicas, < 37 semanas (incluindo cesárea prévia): Todas as gestações de um único bebê em posição cefálica com menos de 37 semanas.
  10. Todas as gestações únicas, cefálicas, ≥ 37 semanas, com complicações obstétricas (pré-eclâmpsia, diabetes, etc.): Todas as gestações de um único bebê em posição cefálica com 37 semanas ou mais, mas com alguma complicação obstétrica.

Por que a Classificação de Robson é importante?

  • Padronização: Permite comparar dados de diferentes instituições e regiões.
  • Identificação de tendências: Ajuda a identificar grupos de gestantes com maior risco de cesárea.
  • Melhora da qualidade da assistência: Auxilia na tomada de decisões sobre a indicação de cesárea.
  • Redução de cesáreas desnecessárias: Incentiva a busca por parto normal em casos indicados.

Quais as vantagens da Classificação de Robson?

  • Facilidade de uso: A classificação é simples e objetiva.
  • Abrangência: Inclui todas as gestantes.
  • Relevância clínica: Os grupos são definidos com base em características clínicas importantes.
  • Suporte à tomada de decisões: Auxilia na definição de estratégias para reduzir as taxas de cesáreas.

Onde a Classificação de Robson é utilizada?

A Classificação de Robson é adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizada em diversos países, incluindo o Brasil. Ela é aplicada em hospitais, maternidades e serviços de saúde que buscam monitorar e melhorar a qualidade da assistência obstétrica.

Quais as limitações da Classificação de Robson?

Embora seja uma ferramenta poderosa, a Classificação de Robson possui algumas limitações:

  • Não considera todos os fatores: A classificação não leva em conta todos os fatores que podem influenciar a decisão de realizar uma cesárea, como as preferências da gestante.
  • Pode não ser suficiente: A classificação deve ser utilizada em conjunto com outras informações clínicas para tomar a melhor decisão.

Referências:

  1. Prefeitura de São Paulo
  2. Fiocruz
  3. Moresi, EHC; Moreira, PP; Ferrer, IL; Baptistella, MCS; Bolognani, CV. Classificação de Robson para cesárea em um Hospital Público do Distrito Federal. Rev. Bras. Saúde Mater. Infant., Recife, 22 (4): 1043-1050 out-dez., 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbsmi/a/Gc9HYhr3rQzypC7fSPZDHXP/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 04 set. 2024.

Entendendo os Resultados do Exame Citopatológico

O exame citopatológico, também conhecido como Papanicolau, é um importante aliado na prevenção do câncer de colo de útero. Ele analisa células coletadas do colo do útero para identificar alterações que possam indicar a presença de células pré-cancerígenas ou cancerígenas.

Vamos entender os principais resultados

  • Normal: Significa que não foram encontradas alterações nas células examinadas. É o resultado ideal e indica que o risco de desenvolver câncer de colo de útero é baixo.
  • ASC-US: Sigla para “Células Escamosas Atípicas de Significado Indeterminado”. Indica a presença de células com alterações, mas não suficientes para determinar se há uma lesão. É o resultado mais comum e geralmente requer exames complementares para definir a causa dessas alterações.
  • ASC-H: Similar ao ASC-US, mas com um risco ligeiramente maior de estar associado a lesões mais graves. As alterações celulares são consideradas mais complexas e exigem investigação adicional.
  • AGC: Sigla para “Células Glandulares Atípicas”. Indica alterações em células glandulares do colo do útero. A classificação pode ser mais detalhada, como AGC favorável para neoplasia intraepitelial ou AGC não especificado.
  • LSIL: Sigla para “Lesão Escamosa Intraepitelial de Baixo Grau”. Indica a presença de células com alterações que sugerem uma lesão pré-cancerígena inicial.
  • HSIL: Sigla para “Lesão Escamosa Intraepitelial de Alto Grau”. Indica a presença de células com alterações mais significativas e um risco maior de progressão para o câncer.

Recomendações

A conduta a ser seguida após cada resultado varia e depende de diversos fatores, como:

  • Idade da paciente: Mulheres mais jovens podem ter resultados alterados devido a infecções virais ou alterações hormonais.
  • Histórico de exames anteriores: Resultados de exames anteriores podem auxiliar na interpretação do resultado atual.
  • Presença de outros fatores de risco: Tabagismo, infecção pelo HPV, imunossupressão, entre outros, podem influenciar a conduta médica.

Em geral, as recomendações podem incluir

  • Repetição do exame: Em casos de ASC-US e ASC-H, a repetição do exame em um período determinado pode ser indicada para acompanhar a evolução das alterações celulares.
  • Colposcopia: Exame que permite visualizar o colo do útero com um microscópio e coletar amostras para análise. É indicado em casos de ASC-H, AGC e LSIL.
  • Teste de HPV: Pode ser realizado para identificar a presença do vírus do papiloma humano, um dos principais causadores do câncer de colo de útero.
  • Tratamento: Em casos de HSIL, o tratamento pode ser necessário para remover as células alteradas e prevenir o desenvolvimento do câncer.

É fundamental que você procure seu médico para discutir os resultados do seu exame e esclarecer todas as suas dúvidas. Ele irá avaliar o seu caso individualmente e indicar o melhor tratamento.

Lembre-se: O exame citopatológico é um importante aliado na prevenção do câncer de colo de útero. Ao realizar o exame regularmente e seguir as recomendações médicas, você estará cuidando da sua saúde.

Referências:

  1. Biblioteca Virtual em Saúde
  2. ROCHA, S. M. M.; BAHIA, M. O.; ROCHA, C. A. M. Perfil dos exames citopatológicos do colo do útero realizados na Casa da Mulher, Estado do Pará, Brasil. Rev Pan-Amaz Saude, v. 7, n. 3, p. 51-58, set. 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.5123/S2176-62232016000300006.

Urgências e Emergências Ginecológicas

As urgências e emergências ginecológicas são condições que requerem atenção médica imediata devido ao risco potencial de complicações sérias para a saúde da mulher. As causas podem variar desde infecções e sangramentos até problemas com a gravidez e doenças ginecológicas.

Situações que devem ser considerados

Sintomas comuns que indicam uma Urgência Ginecológica

  • Dor pélvica intensa: Pode ser um sinal de infecção, apendicite, cisto ovárico torcido, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Sangramento vaginal anormal: Fluxo intenso, fora do período menstrual, após a menopausa ou acompanhado de outros sintomas, como dor ou febre.
  • Febre alta e calafrios: Podem indicar uma infecção pélvica, doença inflamatória pélvica ou outras condições graves.
  • Náuseas e vômitos intensos: Podem ser sintomas de gravidez ectópica, torção ovárica ou outras condições.
  • Dor ao urinar ou ao defecar: Podem indicar infecção urinária, infecção pélvica ou outros problemas.
  • Inchaço abdominal: Pode ser causado por um cisto ovárico, gravidez ectópica ou outros problemas.
  • Dor durante o sexo: Pode ser um sinal de infecção, endometriose ou outros problemas.

Alguns exemplos específicos de Emergências Ginecológicas

  • Gravidez ectópica: A gravidez se instala fora do útero, geralmente na tuba uterina, e pode ser fatal se não tratada.
  • Torção ovárica: O ovário gira em torno de seu próprio eixo, interrompendo o suprimento sanguíneo.
  • Doença inflamatória pélvica (DIP): Infecção dos órgãos reprodutivos femininos que pode causar danos irreversíveis se não tratada.
  • Sangramento uterino anormal: Pode ser causado por fibromas, pólipos, câncer ou outros problemas.
  • Aborto espontâneo: Perda da gravidez antes da 20ª semana de gestação.
  • Trabalho de parto prematuro: Início do trabalho de parto antes das 37 semanas de gestação.
  • Rotura de membrana: Ruptura da bolsa amniótica antes do início do trabalho de parto.
  • Eclâmpsia/Pré eclâmpsia: A pré-eclâmpsia é um novo diagnóstico de hipertensão arterial ou da piora de hipertensão arterial preexistente, que é acompanhada de um excesso de proteína na urina e que surge após a 20ª semana de gravidez. Eclâmpsia são convulsões que ocorrem em mulheres com pré-eclâmpsia e que não apresentam outra causa.
  • Placenta Prévia: é uma condição durante a gravidez onde a placenta se implanta na parte inferior do útero, perto ou cobrindo o colo do útero.

O que fazer em caso de urgência ou emergência ginecológica

  • Procure atendimento médico imediatamente. Não hesite em ir ao hospital ou entrar em contato com um médico por telefone.
  • Descreva os seus sintomas com detalhes. Inclua a data de início, a intensidade e outros sintomas que você está sentindo.
  • Responda honestamente às perguntas do médico. Fornecer informações precisas é crucial para um diagnóstico correto.
  • Siga as instruções do médico. Tome os medicamentos prescritos e faça os exames necessários.
  • Contate o médico caso os seus sintomas não melhorem.

Referência:

  1. Ministério da Saúde

Hiperêmese gravídica

A hiperêmese gravídica (HG) consiste no quadro clínico caracterizado pela presença de náuseas e vômitos (êmese) que ocorre principalmente, mas não exclusivamente, no primeiro trimestre gestacional.

Quando as náuseas e vômitos são frequentes e persistentes, podem progredir até levar a distúrbios nutricionais e metabólicos, como redução de peso, desidratação e cetonúria.

Não se pode confundir a chamada doença da manhã com a hiperêmese gravídica. A primeira é experimentada por aproximadamente 70-80% das gestantes, enquanto que a segunda, que não é muito comum, trata-se do caso extremo da primeira.

Causas

Não se sabe ao certo a causa da HG. Acredita-se que ela resulte de um conjunto de fatores, como:

  • Resposta anormal à gonadotrofina coriônica humana;
  • Citotoxinas, sintetizadas a partir de substâncias encontradas nas vilosidades coriônicas, que alcançam a corrente sanguínea;
  • Deficiência de vitamina B6;
  • Reação gastrointestinal de etiologia psicossomática.

Sintomas

O principal sintoma da hiperêmese gravídica são os vômitos frequentes e que chegam a incapacitar o cotidiano e o dia a dia da paciente.

 Esses vômitos são acompanhados de enjoos frequentes e também de outros processos fisiológicos, como, a perda de peso em decorrência dos vômitos e a desidratação severa.

Tratamento

Normalmente, o tratamento da hiperêmese gravídica depende do apoio de um médico ou mesmo de um hospital, já que a paciente pode ficar severamente desidratada.

Além do uso de medicamentos para enjoo indicados para as gestantes, também podem ser usadas injeções endovenosas para repor os líquidos perdidos.

Normalmente, a hiperêmese gravídica diminui ou mesmo desaparece completamente depois de 20 semanas de gestação.

Cuidados de Enfermagem

Apoio psicológico, ações educativas desde o início da gravidez, bem como reorientação alimentar, são as melhores maneiras de evitar os casos mais complicados. Nas situações de emese persistente, o profissional de saúde deve prescrever drogas antieméticas, por via oral ou intravenosa, além de hidratação.

Referências:

  1. http://pt.wikipedia.org/wiki/Hiper%C3%AAmese_grav%C3%ADdicahttp://www.gestantes.net/hiperemese-gravidica/http://brasil.babycenter.com/pregnancy/complicacoes/hiperemese/
  2. http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/0,EMI1891-10566,00.html
  3. http://www.consultormedico.com/consultar-doencas/outras/hiperemese-gravidica.html

Dignidade Menstrual: Tenha acesso a absorventes gratuitos pelo SUS

Dignidade Menstrual é um programa do governo federal que visa garantir o acesso a absorventes higiênicos para mulheres em situação de vulnerabilidade social.

O programa foi criado em 2023, após a aprovação da Lei nº 14.189, que instituiu a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher.

O objetivo é promover a saúde, a educação e a cidadania das mulheres, além de combater a pobreza menstrual, que afeta milhões de brasileiras.

Como ter acesso aos absorventes gratuitos?

Quem tem direito

Pessoas com idade entre 10 e 49 anos de idade (considerada como idade fértil) e que estão inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.

Além disso, é necessário estar em uma das seguintes situações:

– Estar em situação de vulnerabilidade social extrema (renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa);
– Ser estudante da rede pública de ensino e de baixa renda (meio salário mínimo);
– Estar em situação de rua.

Como retirar o absorvente gratuito

– Apresentar a autorização emitida no aplicativo Meu SUS digital; <https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/seidigi/meu-sus-digital> ;
– Levar documento de identidade com foto e CPF.

Onde retirar o absorvente?

      – Acesse a lista de farmácias onde pode ser retirado o item de higiene

O programa Dignidade Menstrual beneficia cerca de 20 milhões de mulheres em todo o país, especialmente aquelas que vivem em situação de extrema pobreza, que são beneficiárias do Bolsa Família, que estão em situação de rua ou que são privadas de liberdade.

A iniciativa também contempla meninas em idade escolar, que podem receber os absorventes nas escolas públicas onde estudam.

O acesso aos absorventes gratuitos pelo SUS é um direito das mulheres e uma forma de garantir sua dignidade, sua saúde e seu bem-estar.

Se você se enquadra nos critérios do programa, procure uma unidade de saúde, Centros de Referência em Assistência Social (Cras), Centros Pop ou equipes do Consultório na Rua  para orientações e faça seu cadastro. Se você conhece alguém que precisa desse benefício, compartilhe essa informação e ajude a divulgar essa importante política pública.

Referências:

  1. Ministério da Saúde
  2. https://www12.senado.leg.br/radio/1/noticia/2024/01/23/distribuicao-de-absorventes-via-farmacia-popular-reforca-programa-aprovado-pelo-congresso

Os Exames Pré-Natal

Os exames pré-natal são importantes para acompanhar a saúde da mãe e do bebê durante a gravidez. Eles permitem identificar possíveis problemas, como infecções, anemia, diabetes gestacional, incompatibilidade sanguínea, malformações fetais, entre outros.

O Homem também participa do exame pré-natal!

O procedimento “Consulta Pré-Natal do Parceiro” foi incluído no rol do Sistema Único de Saúde, sob o número 03.01.01.023-4.

A consulta avalia o estado geral de saúde do pai/parceiro, devendo ser solicitado os exames de rotina de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, testes rápidos, atualização do cartão de vacinas (conforme calendário nacional de vacinação), orientações sobre a gravidez, parto, pós parto, amamentação e direitos do pai/parceiro.

Além de incluir a consulta pré-natal, a Portaria 1.474/2017 da Secretaria de Assistência à Saúde/MS modifica a numeração dos procedimentos de testes rápidos para detecção de sífilis e de HIV na gestante, permitindo identificar a inclusão do pai ou parceiro.

O programa de pré-natal do homem foi normatizado pelo Ministério da Saúde em 2011 para prevenir doenças e combater essa desigualdade, estimulando a paternidade ativa e cuidadora antes, durante e depois do nascimento.

Os exames pedidos ao parceiro

  • Espermograma: avalia a quantidade, a qualidade e a mobilidade dos espermatozoides. Pode ser solicitado antes da concepção, para verificar a fertilidade do homem, ou durante a gravidez, para descartar alterações que possam afetar o desenvolvimento do feto.
  • Tipagem sanguínea e fator Rh: determina o tipo de sangue e o fator Rh do homem. É importante para prevenir a incompatibilidade sanguínea entre o pai e o bebê, que pode causar anemia hemolítica no recém-nascido.
  • Sorologias: são exames de sangue que detectam a presença de anticorpos contra doenças infecciosas, como HIV, sífilis, hepatites B e C, toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus. Essas doenças podem ser transmitidas da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto, ou do pai para a mãe através do contato sexual. Por isso, é importante que o casal faça os exames e receba o tratamento adequado, se necessário.
  • Teste genético: analisa o material genético do homem para identificar possíveis alterações cromossômicas ou mutações que possam causar doenças hereditárias no bebê. Pode ser feito através de uma amostra de sangue ou de saliva. É indicado para casais que tenham histórico familiar de doenças genéticas, idade avançada ou abortos espontâneos repetidos.
  • Dosagem hormonal: mede os níveis de hormônios como testosterona, prolactina e tireoide no sangue do homem. Esses hormônios podem influenciar na fertilidade, na libido e na saúde geral do pai e do bebê. Alterações hormonais podem indicar problemas como hipogonadismo, hiperprolactinemia ou hipotireoidismo, que devem ser tratados adequadamente.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue. Esse exame pode detectar alterações como diabetes ou pré-diabetes, que podem afetar a fertilidade masculina e aumentar o risco de malformações fetais.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.

Exames pedidos à gestante

  • Tipagem sanguínea: verifica o tipo de sangue e o fator Rh da mãe e do bebê. Se a mãe for Rh negativo e o bebê Rh positivo, pode haver risco de rejeição imunológica, que pode ser prevenida com injeção de imunoglobulina.
  • Papanicolau: rastreia o câncer do colo do útero e outras doenças ginecológicas. Deve ser feito regularmente por todas as mulheres, inclusive as grávidas.
  • Hemograma completo: avalia os níveis de hemoglobina, hematócrito, leucócitos e plaquetas. Detecta casos de anemia, infecções ou alterações na coagulação.
  • Glicemia de jejum: mede o nível de açúcar no sangue e indica se há tendência ao diabetes gestacional, que pode causar complicações para a mãe e o bebê.
  • Sorologia para HIV, hepatite B e C, citomegalovírus e outras infecções: verifica se a mãe tem alguma dessas doenças que podem ser transmitidas para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O tratamento precoce pode reduzir o risco de transmissão vertical.
  • Ultrassonografia: usa ondas sonoras para gerar imagens do bebê e da placenta. Permite estimar a idade gestacional, a data provável do parto, o sexo do bebê, o número de fetos, o crescimento fetal, a posição fetal, a quantidade de líquido amniótico e a presença de malformações ou anomalias.

Os exames pré-natal devem ser realizados de acordo com a orientação do médico obstetra, que irá solicitar os exames mais adequados para cada caso.

Em geral, recomenda-se iniciar o pré-natal no primeiro trimestre da gravidez e fazer consultas regulares até o momento do parto. O pré-natal é essencial para garantir uma gravidez saudável e segura para a mãe e o bebê.

Referências:

  1. https://portaldeboaspraticas.iff.fiocruz.br/atencao-mulher/principais-questoes-sobre-exames-de-rotina-do-pre-natal/
  2. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_pre_natal_profissionais_saude.pdf

Medicamentos utilizados na Sala de Parto

Para dispensar um atendimento adequado às necessidades da gestante e do bebê é necessário que os profissionais de saúde detenham o conhecimento básico sobre a classificação de risco que determinados medicamentos se enquadram.

Os medicamentos utilizados na sala de parto podem ter diferentes finalidades, como aliviar a dor, acelerar o trabalho de parto, prevenir hemorragias, tratar infecções ou reanimar o recém-nascido.

Fármacos utilizados em Sala de Parto

  • Ocitocina: é um hormônio que estimula as contrações uterinas e ajuda na descida do bebê. Também é usada após o parto para evitar sangramentos excessivos e facilitar a saída da placenta.
  • Analgésicos: são medicamentos que reduzem a sensação de dor, mas não a eliminam completamente. Podem ser administrados por via oral, intravenosa ou intramuscular. Alguns exemplos são dipirona, paracetamol e opioides (como fentanilo ou morfina).
  • Anestésicos: são medicamentos que bloqueiam a transmissão dos impulsos nervosos e causam perda de sensibilidade em uma parte do corpo ou em todo ele. Podem ser aplicados por via inalatória, epidural ou raquidiana. Alguns exemplos são óxido nitroso, lidocaína e bupivacaína.
  • Antibióticos: são medicamentos que combatem as infecções causadas por bactérias. Podem ser necessários em casos de ruptura prematura das membranas, corioamnionite, infecção urinária ou puerperal, entre outras situações. Alguns exemplos são amoxicilina, cefalosporinas, clindamicina e eritromicina.
  • Expansores de volume: são soluções que aumentam o volume sanguíneo e melhoram a circulação. Podem ser usados em casos de hipotensão, hemorragia ou choque. Alguns exemplos são soro fisiológico, ringer lactato e albumina.
  • Adrenalina: é um hormônio que atua sobre o coração e os vasos sanguíneos, aumentando a frequência cardíaca, a pressão arterial e o fluxo de oxigênio. É usada na reanimação do recém-nascido quando há bradicardia ou asfixia.
  • Sulfato de Magnésio: é um eletrólito usado para prevenir e tratar convulsões em mulheres com pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, condições que podem causar pressão alta e problemas nos rins, fígado e cérebro durante a gravidez. Também pode reduzir o risco de danos cerebrais nos bebês prematuros. Pode causar efeitos colaterais como sonolência, fraqueza, náusea, dor de cabeça e rubor. Em casos raros, pode causar problemas respiratórios, cardíacos ou neurológicos graves. Por isso, é importante monitorar a paciente e o bebê durante o uso do sulfato de magnésio na sala de parto.
  • Ergometrina: é um medicamento que atua sobre o útero, causando contrações e diminuindo o sangramento após o parto. No entanto, seu uso rotineiro na sala de parto não é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pois pode ter efeitos colaterais indesejáveis, como aumento da pressão arterial, náuseas, vômitos e dor de cabeça. Além disso, a ergometrina oral não é eficaz para prevenir ou controlar hemorragias, e a ergometrina parenteral só deve ser usada em casos de alto risco ou emergência. A OMS sugere que a ocitocina seja usada como profilaxia no terceiro estágio do trabalho de parto, pois é mais segura e efetiva do que a ergometrina. Portanto, a ergometrina na sala de parto deve ser evitada, a menos que haja uma indicação clara e específica para seu uso.

Os medicamentos utilizados na sala de parto devem ser prescritos pelo médico responsável e administrados pelo enfermeiro obstetra ou pelo anestesista, conforme o caso.

É importante que a parturiente seja informada sobre os benefícios e os riscos de cada fármaco, bem como sobre as possíveis alternativas não farmacológicas para o alívio da dor e o manejo do trabalho de parto.

Referências:

  1. https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/60/60137/tde-02102009-131223/publico/Mestrado.pdf
  2. Recomendações da OMS na Assistência ao Parto Normal – Bahia
  3. Boas práticas de atenção ao parto e ao nascimento
  4. CLASSIFICAÇÃO DE PRÁTICAS NO PARTO NORMAL – Moodle USP: e-Disciplinas
  5. https://www.unasus.gov.br/noticia/voce-conhece-recomendacoes-da-oms-para-o-parto-normal

Partograma: Como é preenchido?

O partograma é uma representação gráfica do trabalho de parto, conforme exigência do governo federal, contando a história do nascimento de um ponto de vista médico.

Para todos os procedimentos médicos, há um prontuário a ser preenchido, com as informações do paciente, medicações, sintomas e tudo que diz respeito ao andamento do tratamento.

O partograma é o documento oficial que deve ser preenchido pela equipe médica ao longo do trabalho de parto.

Como mencionamos, ele é uma representação gráfica da evolução do parto.

Há algumas variações nos modelos, mas ele basicamente registra a frequência das contrações uterinas, os batimentos cardíacos fetais e a dilatação cervical materna com o passar das horas.

Esses registros servem para avaliação posterior se o trabalho de parto está dentro dos padrões considerados normais.

Importância do partograma na saúde

O uso do partograma para acompanhamento do trabalho de parto é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Ele é utilizado pelo governo brasileiro como uma das medidas de estímulo ao parto normal.

O partograma mostra a evolução do trabalho de parto e possibilita um acompanhamento preciso do procedimento e do final da gestação como um todo.

É um procedimento muito importante para a saúde da paciente e do bebê, e para fiscalizar a conduta obstétrica.

Além disso, desde 2015, os planos de saúde só podem fazer o pagamento dos procedimentos com a apresentação desse documento.

É uma forma de coibir as cesarianas marcadas com antecedência, sem necessidade médica.

Os planos só têm a obrigação de reembolsar as cesáreas prescritas por profissionais da saúde ou que se tornam necessárias por complicações durante um trabalho de parto difícil.

Segundo estudos da Cochrane, citados pela Fiocruz, o uso do partograma melhora desfechos obstétricos e reduz taxas de cesariana em países de baixa/média renda.

Para as equipes de saúde, o partograma é uma medida que colabora para a proteção legal do profissional, além de facilitar os registros, principalmente em equipes grandes e multidisciplinares e em turnos com troca de plantão.

Preenchimento do partograma é obrigatório?

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde desde 1994 e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Abrasgo) desde 1998, o partograma enfim tornou-se obrigatório no Brasil em 2015.

A medida entrou de carona em um pacote criado pelo governo com o propósito de estimular os partos normais na rede privada, responsável por 84% das cesarianas até então.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde na época, a cesariana sem indicação médica aumenta em 120 vezes o risco de problemas respiratórios para o bebê e triplica o risco de morte da mãe.

Entre outras medidas, os planos de saúde ficaram obrigados a orientar os médicos para a utilização do partograma em todos os partos.

Quais informações constam no partograma?

O partograma deve considerar a fase ativa do trabalho de parto.

Por conceito, o diagnóstico de trabalho de parto ativo é o seguinte: contrações uterinas regulares que causam esvaecimento e dilatação cervical a partir de, no mínimo, 3 centímetros.

Tudo que acontece a partir daí precisa estar registrado no partograma, um documento que deve ser preenchido de hora em hora ou a cada reavaliação da paciente.

Identificação

O partograma é composto basicamente por quatro partes.

A primeira se refere à identificação da paciente.

Cada instituição pode ter um modelo específico, mas as informações que nunca vão faltar são:

  • Nome completo
  • Documento/atendimento
  • Idade da gestante
  • Idade gestacional (geralmente em semanas).

Dilatação e altura do feto

A segunda parte do partograma traz o acompanhamento da dilatação e a altura do feto, informações que devem ser anotadas a cada toque vaginal realizado.

O preenchimento é feito da esquerda para a direita, pois um dos vetores do gráfico é a passagem do tempo, como mostra o gráfico acima, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A cada nova informação, é importante marcar a hora do trabalho de parto e o horário real de verificação de cada medida.

Esses dados são registrados por meio de símbolos: o triângulo é referente à dilatação e o círculo, à altura do feto.

Chamam a atenção neste gráfico duas linhas: a linha de alerta e a linha de ação.

As duas aparecem em um ângulo de 45 graus e devem ocupar uma área de quatro quadrados.

A linha de alerta começa na segunda hora do partograma, e o trabalho de parto deve acompanhar esta linha.

Ou seja, se a representação do parto ultrapassar essa linha, é motivo de atenção.

Já a linha de ação mostra a necessidade de intervenção, não necessariamente a cesariana.

Batimentos fetais

A terceira parte do partograma é o registro de batimentos cardíacos do feto.

Basta marcar um ponto em cima da linha referente ao número de batimentos por minuto verificado.

Na sequência, vem o registro das contrações, que funciona também de forma gráfica.

Para as contrações efetivas, o quadrado é todo pintado.

Os quadrados pintados pela metade, com uma divisão na diagonal, se referem às contratações que não são efetivas, mas que duram entre 20 e 39 segundos.

O número de quadrados pintados representa a quantidade de contrações a cada 10 minutos.

Uso de ocitocina, aspecto do líquido amniótico e da bolsa

A quarta parte do partograma traz as três últimas informações necessárias para acompanhar a evolução do trabalho de parto.

Este trecho indica se foi feito o uso de ocitocina, o aspecto do líquido amniótico e a situação da bolsa amniótica.

A ocitocina (ou oxitocina) é um hormônio produzido pelo cérebro que proporciona a realização do parto e a amamentação.

Em casos de baixa frequência ou intensidade das contrações uterinas, pode ser feita a aplicação desse hormônio, como forma de induzir o parto.

No partograma, a equipe de saúde indica se o uso é feito ou não e qual a quantidade.

Esse costuma ser o último item do documento.

Antes dele, há uma linha que se refere à bolsa, que pode estar marcada como íntegra ( I ) ou rota ( R ), indicando se já se rompeu ou não.

A partir da ruptura, é possível verificar o LA (líquido amniótico), que é preenchido como líquido claro (LC) ou líquido meconial (LM).

O mecônio é o nome dado às primeiras fezes do bebê, que costumam ser expelidas depois do nascimento.

A presença de resíduos no líquido amniótico, antes da saída do útero, pode indicar que o feto está passando por dificuldades.

Referências:

  1. FioCruz;
  2. Rocha, Ivanilde Marques da Silva et al. O Partograma como instrumento de análise da assistência ao parto. Revista da Escola de Enfermagem da USP [online]. 2009, v. 43, n. 4 [Acessado 21 Setembro 2022] , pp. 880-888. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000400020&gt;. Epub 26 Jan 2010. ISSN 1980-220X. https://doi.org/10.1590/S0080-62342009000400020.

Cisto de Bartholin (Bartolinite)

Você já ouviu falar nas glândulas de Bartholin? Elas são pequenas glândulas responsáveis pela produção da lubrificação nas mulheres e ficam localizadas na vulva, perto da abertura da vagina.

O cisto de Bartholin acontece quando existe acúmulo de líquido no interior da glândula de Bartholin.

Por que o cisto de Bartholin se forma?

Como dissemos, os cistos de Bartholin se formam pelo acúmulo do líquido no interior da glândula de Bartholin devido ao bloqueio dos ductos pelos quais ele escoaria.

Apesar das causas desta obstrução não serem totalmente conhecidas, normalmente isso ocorre devido uma lesão ou infecção dos ductos.

No geral, a formação de um cisto pode ser imperceptível ou não causar grandes desconfortos para a mulher. Além disso, pode ocorrer deles regredirem naturalmente, quando o ducto se “desentope” sozinho.

No entanto, o cisto pode acabar crescendo muito, inflamar ou até infeccionar e, nestes casos, causará dor e incômodo.

Possíveis causas

O cisto de Bartholin é relativamente comum e pode surgir devido ao acúmulo de líquido lubrificante dentro da própria glândula.

Já a infecção do cisto é mais comum quando existe histórico de relações sexuais desprotegidas, pois há maior risco de transmissão de bactérias como Neisseria gonorrhoeae ou ​Chlamydia trachomatis, por exemplo, que podem alcançar o cisto e resultar em infecção e inflamação.

Além disso, a infecção do cisto pode acontecer devido aos maus cuidados de higiene íntima, como lavagem incorreta da região genital, por exemplo, em que bactérias do trato intestinal podem infectar a glândula.

Desta forma, o aparecimento e infecção do cisto de Bartholin pode ser evitado através do uso de camisinha e a manutenção de hábitos de higiene da região íntima adequados.

Sintomas

O cisto de Bartholin geralmente não causa sintomas, no entanto, a mulher pode ter a sensação de ter uma bola ou caroço na vagina quando apalpa a região.

Quando o cisto infecciona, podem aparecer outros sintomas como:

  • Saída de pus;
  • Região avermelhada, quente, muito dolorida e inchada;
  • Dor e desconforto ao caminhar ou sentar e durante a relação sexual;
  • Febre.

Possíveis causas

O cisto de Bartholin é relativamente comum e pode surgir devido ao acúmulo de líquido lubrificante dentro da própria glândula. Já a infecção do cisto é mais comum quando existe histórico de relações sexuais desprotegidas, pois há maior risco de transmissão de bactérias como Neisseria gonorrhoeae ou ​Chlamydia trachomatis, por exemplo, que podem alcançar o cisto e resultar em infecção e inflamação.

Além disso, a infecção do cisto pode acontecer devido aos maus cuidados de higiene íntima, como lavagem incorreta da região genital, por exemplo, em que bactérias do trato intestinal podem infectar a glândula.

Desta forma, o aparecimento e infecção do cisto de Bartholin pode ser evitado através do uso de camisinha e a manutenção de hábitos de higiene da região íntima adequados.

O cisto de Bartholin geralmente não causa sintomas, no entanto, a mulher pode ter a sensação de ter uma bola ou caroço na vagina quando apalpa a região.

Quando o cisto infecciona, podem aparecer outros sintomas como:

  • Saída de pus;
  • Região avermelhada, quente, muito dolorida e inchada;
  • Dor e desconforto ao caminhar ou sentar e durante a relação sexual;
  • Febre.

Na presença destes sintomas, deve-se consultar o ginecologista para identificar o problema e orientar o tratamento mais adequado.

A inflamação da glândula de Bartholin durante a gravidez, normalmente não é preocupante, porque o aparecimento do cisto é indolor e acaba por desaparecer naturalmente e, por isso, a mulher pode ter parto normal.

Porém quando o cisto infecciona na gravidez, é importante realizar o tratamento conforme a indicação do médico, pois assim é possível eliminar as bactérias e não haver risco para a gestante ou para o bebê.

Tratamento

O tratamento da glândula de Bartholin inflamada com sintomas deve ser orientado pelo ginecologista, mas geralmente é feito com remédios anti-inflamatórios e analgésicos e, quando há infecção, com antibióticos e banhos de assento com água quente para aliviar a inflamação e eliminar o pus.

Já a cirurgia para a glândula de Bartholin está indicada apenas quando há formação do cisto de Bartholin e pode ser feita através da drenagem do líquido do cisto, remoção do cisto ou remoção das próprias glândulas de Bartholin.

Os banhos de assento mornos, pelo menos 4 vezes ao dia, por vários dias, geralmente trazem algum alívio. Eles podem ajudar a restringir a infecção e precipitar uma drenagem espontânea. Contudo, a drenagem espontânea nem sempre resolve o problema, uma vez que o ponto de abertura é geralmente muito pequeno e obstrui rapidamente, antes de completar a drenagem.

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Colostro

O colostro, primeiro leite que você produz quando começa a amamentar, é o alimento ideal para o recém-nascido.

É altamente concentrado, repleto de proteínas e rico em nutrientes – por isso, mesmo uma pequena quantidade pode fazer toda a diferença no pequeno estômago do bebê.

O colostro tem baixo teor de gordura, é fácil de digerir e repleto de componentes que iniciam o desenvolvimento do bebê da melhor forma possível. E, talvez ainda mais importante, tem papel fundamental no desenvolvimento do sistema imunológico do bebê.

O colostro é mais espesso e amarelado do que o leite maduro. Sua composição também é diferente, porque é produzido conforme as necessidades específicas do recém-nascido.

O colostro combate as infecções!

Deixando a proteção do corpo da mãe, o bebê precisa estar preparado para novos desafios no mundo que o cerca. Os glóbulos brancos do colostro produzem anticorpos que neutralizam as bactérias e vírus. Esses anticorpos são especialmente eficazes contra distúrbios digestivos e diarreia, o que é importante para o recém-nascido com intestino ainda imaturo.

Informação nutricional do colostro

A tabela a seguir indica a composição nutricional do colostro e do leite de transição e leite maduro:

Colostro (g/dL) Leite de transição (g/dL) Leite maduro (g/dL)
Proteína 3,1 0,9 0,8
Gordura 2,1 3,9 4,0
Lactose 4,1 5,4 6,8
Oligossacarídeos 2,4 1,3

Durante a amamentação, se a mãe tiver rachadura nos mamilos é normal que saia colostro com sangue mas o bebê pode mamar mesmo assim porque não é prejudicial para ele.

Referências:

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