Fantosmia: Alucinação Olfativa

Fantosmia é a percepção de odores sem que haja estímulo, ou seja, a pessoa sente o cheiro de algo que realmente não está ali.

O que causa a Fantosmia?

Existem algumas causas para fantosmia, mas uma das mais comuns e bem documentado envolve lesão cerebral ou convulsões no lobo temporal. Durante uma convulsão do lobo temporal a vítima raramente desmaia, mas geralmente desmaia e não consegue se lembrar de nada que aconteceu durante a apreensão.

Várias pessoas que tiveram essas crises, no entanto, recordar ter fantosmia pouco antes de desmaiar.

Tratamento

Quando a fantosmia está relacionada a problemas nasais, as pessoas podem perceber um cheiro mais forte em uma narina do que na outra.

Lavagens com soro fisiológico e compressas anestésicas geralmente ajudam a reduzir o cheiro.

Também está relacionada ao cérebro ou ao sistema nervoso central, os cheiros costumam ser mais persistentes.

Eles podem ser perceptíveis durante o dia e a noite, e ambas as narinas, ao invés de apenas uma, sentem o mesmo cheiro, devendo ser tratado com o médico neurologista.

Referências:

  1. PALHETA NETO, Francisco Xavier et al. Anormalidades sensoriais: olfato e paladar. v. 15, n. 3, p. 350-358, 2011.

Manejo de Vias Aéreas: Manobra de Chin Lift e Jaw Thrust

O estabelecimento precoce de uma via aérea patente e segura é um princípio básico e imprescindível no suporte a vida. Para um adequado acesso às vias aéreas é necessário entender às condições do paciente, o cenário clínico no qual ele se encontra e quais as habilidades do profissional que irá atendê-lo.

A obstrução das vias aéreas pode ser apresentada de duas formas, quando compromete às vias aéreas superiores se estendendo nariz ou da boca até a laringe enquanto que a obstrução das vias aéreas inferiores estar relacionada à árvore traqueobrônquica.

Classificação

A obstrução das vias aéreas pode ser classificada como parcial ou completa, dependendo do mecanismo e causa.

Uma obstrução completa causará hipóxia e parada cardíaca rapidamente, enquanto que a obstrução parcial pode ser mais enganosa no início, porém com a ventilação reduzida no paciente pode levar a hipercapnia, acidose respiratória e hipoxemia.

Podemos classificar uma respiração com a presença de ruídos como uma via aérea parcialmente obstruída enquanto que a ausência completa de ruído, indica uma obstrução total.

Manejo de Vias Aéreas

Jaw Thrust

Também conhecida como tração mandibular, essa manobra serve para anteriorizar o osso hioide e a língua para longe da parede faríngea. É utilizada em pacientes inconscientes, pois a hipotonia da língua pode obstruir a hipofaringe.

Para corrigir prontamente essa forma de obstrução, é indicado pelos profissionais de saúde utilizarem as manobras de Jaw Thrust ou Chin Lift.

Inicialmente, em pacientes com suspeita de trauma na cabeça, pescoço ou face, a coluna cervical deve ser mantida em uma posição estável, uma vez que a manobra de tração mandibular permite que o profissional limpe as vias aéreas com pouco ou nenhum movimento da cabeça e da coluna cervical.

Por isso, a técnica consiste em primeiro certificar-se da estabilidade da coluna cervical, em seguida deve-se colocar os polegares em cima do osso zigomático em ambos os lados da face e os dedos indicadores e médio no ângulo da mandíbula, tracionando-a para a frente.

A manobra de Jaw Thrust apresenta desvantagens em pacientes com limitações de abertura bucal uma vez que a realização da tração mandibular será mais difícil.

Chin Lift

Também conhecida como elevação do mento é uma manobra simples para abrir e manter uma via aérea pérvia, sendo indicada em pacientes inconscientes. A técnica consiste em se posicionar de lado do paciente e colocar a palma de uma mão sobre a região frontal, empurrando suavemente para realizar uma hiperextensão da cabeça.

Os dedos da outra mão do socorrista devem ser colocados sob a região de sínfise mandibular da vítima levantando o queixo para frente, pois como a língua tem alguns de seus músculos inseridos na mandíbula, ela é tracionada para anterior e para longe da parede posterior da laringe, estabelecendo assim uma via aérea patente.

Essa manobra é contra indicada em paciente politraumatizado de face com possível lesão cervical, pois esse movimento pode aumentar os riscos de danos às vértebras e a medula espinhal da vítima.

Referências:

  1. American Society of Anesthesiologists (2003). Practice guidelines of management of the difficult airway: anupdated report. Anesthesiology, 118(2), 1269 – 1277.
  2. ATLS -Advanced Trauma Life Support (2018). American College of Surgeons, 10º ed. Bailey, D., Goldenberg, D. (2019). Surgical anatomy of the larynx. Operative techniques inotolaryngology – Head and neck surgery, 30(4), 232 – 236.
  3. Bribriesco, A., Patterson, G. A. (2018). Cricothyroid approach for emergency access to the airway.Thorac surg clin, 28(3), 435 – 440.
  4. Brown III, C. A., Sakles, J. C., & Mick, N. W. (2018). The Walls manual of emergency airwaymanagement. 5. ed. Philadelphia: Wohers Kluwer.
  5. Ebrahimi, M., Mirhaghi, A. (2019). Heimlich Maneuver Complications: A Systematic Review. Eurasian J Emerg Med., 18(3), 157- 165.
  6. Frennessy, P. et al. (2019). Emergency cricothyroidotomy: an observational study to estimate optimal incision position and length. British Journal of anaesthesia, 122(2), 263 – 268.
  7. Furlow, P. W., Mathisen, D. J. (2018). Surgical anatomy of the trachea. Ann cardiothorac Surg, 7(2), 255 – 260.
  8. Gray, H., Goss, C. M. (1988).Anatomia. Guanabara Koogan, 29ed.
  9. Heimlich, H. (1975). A life – saving maneuver to prevent food – choking. JAMA, 234(4), 398 –401.
  10. Herman, A. et al. (2018). Heimlich maneuver – induced diaphragmatic rupture and hiatal hernia. The american journal of the medical sciences, 355(4), 13.
  11. Heymans, F. et al. (2016). Emergency cricothyrotomy performed by surgical airway – naive medicalpersonnel. Anesthesiology, 125(2), 295 – 303.
  12. Hungria, H. (1991). Otorrinolaringologia. Guanabara Koogan, Rio de janeiro, 6º ed., 5 – 13.
  13. Ichikawa, M. et al. (2017). Influence of body position during Heimlich maneuver to relieve subpharyngealobstruction: a manikin study. Acute Med Surg, 4(1), 418-425.
  14. Kligerman, M. P. et al. (2020). Tracheostomy complications in the emergency de department: Anationalanalysis of 38,271 cases. ORL, 82(2), 1-8.
  15. Kovacs, G., Sowers, N. (2018). Airway management in trauma. Emerg Med Clin N Am, 36(1), 61 – 84.
  16. Lynch, L., Crawley, S. M. (2018). Management of airway obstruction. British Journal of Anaesthesia, 18(2), 46-51.
  17. Macêdo, M. B. et al. (2016). Emergency cricothyrotomy: temporary measure or definitive airway? A systematic review. Rev. Col. Bras. Cir., 43(6), 493- 499.
  18. Malamed, S. F. (2015). Medical emergencies in the dental office. Elsevier, 7º ed.
  19. Mehran, R. J. Fundamental and practical aspects of airway anatomy. Thorac Surg Clin., 28(2),117-125.

Sonda Retal

A sonda retal é indicada para aliviar a tensão provocada por gases e líquidos no intestino grosso. Utilizável também para retirada de conteúdo fecal através do reto.

Indicação de Uso

  • Constipação intestinal;
  • Preparo e realização de procedimento diagnóstico, ou terapêutico, como exames contrastados retossigmoidoscopia, colonoscopia e enema medicamentoso;
  • Drenagem de fezes.

Numerações (fr)

  • Uso infantil: 04, 06, 08;
  • Uso adulto: 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24, 26, 28, 30 e 32.

Cuidados de Enfermagem

Materiais a serem utilizados:

  • Bandeja;
  • Cuba rim;
  • Medicação prescrita (clister glicerinado, soro fisiológico);
  • Sonda retal de numeração adequada ao paciente;
  • Vaselina gel ou xilocaína gel;
  • Gaze 7,5 x 7,5;
  • Papel higiênico;
  • Comadre ou fralda descartável;
  • Luva de procedimento;
  • Biombo.

Procedimento:

  1. Ler a prescrição: data, nome do paciente, medicação, dose via de administração;
  2. Higienizar as mãos;
  3. Separar a medicação na quantidade (volume) prescrito;
  4. Levar o material na bandeja até o leito do paciente;
  5. Informar ao paciente o procedimento que será realizado, assim como sua função;
  6. Promover a privacidade do paciente utilizado biombos se necessário;
  7. Calçar luvas de procedimentos;
  8. Proteger o colchão com lençol impermeável e lençol móvel;
  9. Acomodar a comadre próximo ao paciente;
  10. Lubrificar a ponta da sonda retal com vaselina gel ou xilocaína gel;
  11. Colocar o paciente em decúbito lateral esquerdo com a perna esquerda estendida e direita fletida (posição dês SIMS);
  12. Entre abrir as nádegas com papel higiênico;
  13. Introduzir a sonda retal no ânus, aproximadamente 5 a10 cm utilizando gaze 7,5×7,5;
  14. Firmar a sonda com uma mão e com a outra adaptar o frasco da solução indicada na extremidade da sonda retal;
  15. Introduzir toda solução lentamente;
  16. Retirar a sonda suavemente;
  17. Orientar o paciente para reter a solução o quanto puder;
  18. Proporcionar seu fechamento mecânico apertando suavemente as duas partes das nádegas de forma que a solução não retorne de imediato;
  19. Posicionar a comadre sob o paciente, ou fralda descartável, o tempo necessário para esvaziamento intestinal;
  20. Observar o resultado do clister;
  21. Desprezar o conteúdo da comadre no vaso sanitário;
  22. Retirar luvas de procedimento;
  23. Colocar novas luvas de procedimento;
  24. Fazer higiene externa do paciente;
  25. Auxiliar o paciente a recolocar suas roupas;
  26. Posicionar o paciente confortavelmente;
  27. Retirar luvas de procedimento;
  28. Lavar as mãos;
  29. Checar medicação prescrita;
  30. Registrar o procedimento, bem como seu resultado.

Algumas Observações

  • A solução deve estar com a temperatura em torno de 30ºC a 35ºC, pois o calor estimula os reflexos nervosos da mucosa intestinal;
  • Não deverá ser forçada a introdução da sonda retal, nos casos em que for evidenciada a resistência a sua progressão;
  • Se a resistência for de material fecal, aguardar para que seja amolecido para se continuar com a progressão da sonda, se a resistência se mantiver, pode ser que haja presença de um fecaloma ou tumor. Nesses casos o procedimento deverá ser interrompido e feito o registro necessário;
  • Em adultos introduzir a sonda retal 7,5 a 10,0cm e, em crianças introduzir a sonda retal 4 a 7cm.

Referências:

  1. ARCHER, E. Procedimentos e protocolos. Vol.2. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006

Semiologia: O Exame Físico e as Etapas

Levantar informações sobre o estado de saúde do paciente: eis a função dos exames físicos. É ele que indica eventuais anormalidades e fornece subsídios para o diagnóstico e assistência satisfatória da enfermagem.

As Etapas do Exame Físico

Inspeção

Avaliar o corpo quanto à forma, cor, simetria, odor e presença de anormalidades.

Palpação

Avaliar temperatura, estado de hidratação, textura, forma, movimento, áreas de sensibilidade e pulsação. Palpar órgãos, glândulas, vasos, pele, músculos e ossos, afim de detectar a presença ou ausência de massas, pulsação, aumento de um órgão, aumento ou diminuição da sensibilidade, edema, espasmo ou rigidez muscular, elasticidade, vibração de sons vocais, crepitação, umidade e diferenças de texturas.

Ausculta

Ouvir os sons corporais, procurando identificar anormalidades. Realizar a ausculta do ápice para base, de forma comparativa e simétrica, na região anterior e posterior do tórax.

Percussão

Golpear a superfície do corpo de forma rápida, porém aguda para produzir sons que permitam ao examinador determinar a posição, tamanho, densidade de uma estrutura adjacente.

Ausculta pulmonar – principais ruídos adventícios

  • Crepitantes: tem o ruído interrompido e de tom alto, semelhante ao som que se produz quando se atrita uma mecha de cabelo próximo ao ouvido, geralmente associado ao líquido presente em vias de pequeno calibre ou interalveolar;
  • Estertores bolhosos: assemelham-se ao rompimento de pequenas bolhas e podem ser auscultado na inspiração ou na expiração, são produzidos na presença de substâncias líquidas na traqueia, nos brônquios, nos bronquíolos, ou no tecido pulmonar;
  • Ronco: estertor contínuo e prolongado, presente na inspiração, mas também pode ser audíveis na expiração. O som é grave, intenso, semelhante ao ronco observado durante o sono;
  • Sibilos: semelhante a um chiado ou assobio, são decorrentes da passagem de ar por vias aéreas estreitas. Auscultados na inspiração e na expiração. Quando intensos, podem ser audíveis sem estetoscópio;
  • Cornagem ou estridor: é a respiração ruidosa devido à obstrução no nível da laringe ou traqueia, mais percebido na fase inspiratória. Pode ser decorrente de edema de glote, corpos estranhos e estenose de traqueia.

Obs: Na ausculta atentar ainda para a presença de tiragens (intercostais, subdiafragmáticas, fúrcula, batimento de asa nasal e cianose).

Ausculta Cardíaca

Avaliar os sons cardíacos quanto à qualidade (devem ser nítidos e distintos, não abafados, difusos ou distantes. Quanto à intensidade, não devem ser fracos ou muito fortes, quanto a frequência, deve ser igual a do pulso radial e o ritmo deve ser regular e uniforme.

Cuidados Especiais

  • Quando realizar a palpação, apalpe por último áreas de sensibilidade para a criança;
  • Realizar a ausculta em ambiente silencioso e aquecer o estetoscópio.

Realizando o Procedimento

Material Necessário

  • Estetoscópio;
  • Balança adulta, pediátrica ou neonatal;
  • Fita métrica;
  • Termômetro;
  • Espátula;
  • Lanterna;
  • Relógio;
  • Régua antropométrica.

Procedimento

  • Preparar o ambiente e material necessário;
  • Explicar o adulto ou criança o procedimento;
  • Aquecer as mãos;
  • Em caso de pediatria oferecer brinquedos, livros ou outra forma de distração para tranquilizar e aumentar a adesão da criança ao exame físico;
  • Fazer uma avaliação geral da cabeça aos pés do paciente e recolher as informações subjetivas, repassadas pela própria criança, pelos profissionais ou pelos familiares.

Referências:

  1. WONG, D.L. Enfermagem pediátrica. 9ª. Edição. Editora Elsevier. Rio de Janeiro, 2014.
  2. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento. – Brasília:
    Ministério da Saúde, 2012.
  3. PORTO, C.C. Semiologia Médica. 7ª ed. Rio de janeiro. Guanabara, 2014

Ecocardiograma

Ecocardiograma é um exame de ultrassonografia do coração que fornece imagens obtidas através do som.

Nosso corpo tem diferentes tecidos e com isso diferentes graus de refração de ondas sonoras.

Quando o aparelho de ultrassonografia emite o som de alta frequência (acima de 20.000 ciclos por segundo), muito além, portanto, da capacidade humana de audição, ele capta o retorno dos ecos e transforma em imagem preto e branco para o médico analisar.

Um transdutor deslizado sobre o peito do paciente direciona essas ondas para estruturas do coração do paciente e capta o eco delas, transformando-o em imagens e fluxos coloridos do sangue que passa por ele.

Tipos de Ecocardiograma

  • Ecocardiograma unidimensional: primeira versão do ecocardiograma, utilizada principalmente para medir os diâmetros das câmaras cardíacas e a espessura miocárdica.
  • Ecocardiograma bidimensional: permite a transformação das imagens em figuras dimensionais possibilitando uma melhor avaliação anatômica.
  • Ecocardiograma transtorácico: é o tipo tradicional e mais comum de ecocardiograma em que o transdutor, que emite e capta as ondas sonoras para a formação de imagens, é deslizado sobre a região cardíaca do peito do paciente.
  • Ecocardiograma transesofágico: o transdutor de ultrassom, de alta frequência, é colado no interior do esôfago, na altura do coração, por meio de uma sonda de fibra óptica. A técnica permite o exame mais apurado de certas estruturas cardíacas específicas, em virtude da maior proximidade do transdutor com o coração.
  • Ecodopplercardiograma com estresse farmacológicoultrassonografia do coração com a infusão venosa de drogas “estressoras” cardíacas, que aumentam o consumo de oxigênio do órgão e cujas respostas são adequadamente monitoradas.
  • Ecocardiograma fetal: realizado através da parede abdominal da grávida e dirigido ao coração do feto em gestação, permite avaliar o coração intra-útero.
  • Ecodopplercardiograma com Doppler: permite avaliar as condições circulatórias no interior do coração.

Como é feito o exame?

O exame padrão é simples, não invasivo, indolor e geralmente rápido, não exigindo preparo prévio.

ecocardiograma transesofágico exige apenas um jejum de seis horas e o paciente é submetido a uma sedação leve.

O paciente deve deitar-se numa maca, de barriga de lado, tendo ao lado o ecocardiógrafo.

O médico colocará sobre o seu peito alguns eletrodos estrategicamente localizados, fixados na pele de maneira indolor por “ventosas” de borracha e fará deslizar pelo seu peito um transdutor que emite ondas sonoras de alta frequência, refratadas no coração, que um computador transformará em imagens.

No exame, o médico procurará direcionar o feixe sonoro para as estruturas cardíacas que deseja examinar.

Indicações para o Ecocardiograma

ecocardiograma é hoje um dos principais e mais utilizados recursos da cardiologia.

Ele permite ao médico avaliar aspectos anatômicos e funcionais tanto das paredes quanto das cavidades cardíacas (tamanho das cavidades, espessura das paredes, movimentação das válvulas cardíacas, etc.), bem como de aspetos funcionais do coração.

É utilizado para investigar várias doenças cardíacas e para o planejamento terapêutico e prognóstico delas.

Quase sempre o exame é empregado na avaliação dos pacientes com sopro cardíacosintomas de palpitação, desmaio, falta de ar, dor torácica ou nos portadores de diversas doenças cardíacas, tais como doenças do músculo cardíacoinsuficiência cardíaca, doenças das válvulas do coração, anomalias congênitas, coração grande, coração fraco.

Na rotina do Cardiologista sempre é realizado também um eletrocardiograma para completar a investigação.

Objetivamente podemos listar as 8 principais doenças:

  1. Insuficiência cardíaca, conhecido como coração fraco;
  2. Doenças das válvulas cardíacas, conhecido como sopro;
  3. Doenças de nascimento, conhecidas como congênitas;
  4. Doenças do pericárdio, capa que reveste o coração;
  5. Doenças da aorta torácica, conhecida como aorta dilatada;
  6. Tumores cardíacos, benigno como mixoma atrial;
  7. Crescimento de cavidades atriais e ventriculares;
  8. Presença de coágulos dentro do coração que podem migrar para o corpo.

Muitos casos a ecocardiografia não auxilia em diagnosticar doenças das coronárias, como aterosclerose, infarto, etc.

Referências:

  1. Unicardio

Escala de Humpty Dumpty

A escala de Humpty Dumpty é uma ferramenta de avaliação de risco de queda pediátrico.

Os itens que compõem essa escala são: idade, gênero, diagnóstico, deterioração cognitiva, ambiente, sedação anestésica e medicação com a pontuação indicada de acordo com as respostas de cada item.

O que é o “Humpty Dumpty”?

Humpty Dumpty é uma personagem de uma rima enigmática infantil, melhor conhecida no mundo anglófono pela versão de Mamãe Gansa na Inglaterra.

E a escala Humpty Dumpty Fall (HDFS) foi introduzida para avaliar o risco de quedas em pacientes pediátricos internados para dar mais atenção à questão e introduzir medidas preventivas.

O primeiro passo foi treinar os enfermeiros da equipe sobre o uso da avaliação do HDFS e a importância de realizá-la como uma etapa vital para evitar que seu paciente caia.

O HDFS foi distribuído e carregado como um documento de software em todos os computadores de cada unidade do departamento pediátrico de um hospital. Os enfermeiros da equipe foram solicitados a realizar essa avaliação como parte do procedimento de admissão do paciente, sendo solicitados a reavaliá-los quando houver alguma alteração em seu estado de saúde.

Os enfermeiros foram solicitados a documentar o nível de risco obtido na avaliação e registrá-lo nas anotações de enfermagem. As crianças com alto risco de quedas foram identificadas por uma foto “Humpty Dumpty” em seu leito hospitalar e em seus prontuários. Os enfermeiros da equipe são então obrigados a seguir todas as medidas de proteção mencionadas no protocolo de queda durante toda a internação do paciente no hospital.

As táticas utilizadas para estimular o cumprimento desse novo sistema incluíam apelos inspiradores e persuasão racional, guiados pelo modelo de desenvolvimento organizacional do Health Service Executive.

A adesão da equipe foi alta e uma auditoria da ferramenta mostrou uma redução no número de quedas no departamento de pediatria.

Como funciona?

Na Escala Humpty-Dumpty adaptada, são atribuídos pontos a parâmetros pré-definidos e o somatório desses pontos definirão o risco de queda.

Critérios de avaliação: a soma das pontuações atribuídas a cada um dos 7 (sete) parâmetros (mínima 7 e máxima 22) definirá o grau de risco de queda da criança, de acordo com a Escala Humpty-Dumpty.

A criança será classificada com alto risco de queda ou baixo risco de queda:

  • Baixo risco de queda: de 7 a 11 pontos na escala Humpty-Dumpty;
  • Alto risco de queda: de 12 a 22 pontos na escala Humpty-Dumpty

Dessa forma, crianças com menos de 3 anos têm pontuação mais alta do que aquelas com mais de 13 anos de idade; meninos pontuam mais do que meninas; bem como crianças com diagnósticos neurológicos, histórico de queda e utilizando dois ou mais medicamentos da classe dos sedativos, antidepressivos, laxantes, entre outros também somam mais pontos.

Após a somatória, pacientes que computam de 7 a 11 pontos são classificados com baixo risco de queda e aqueles com pontuação entre 12 e 22 com alto risco de queda.

Tabela

Cuidados de Enfermagem e as Medidas Preventivas

  • Criação de um ambiente de cuidado seguro conforme legislação vigente: pisos antiderrapantes, mobiliário e iluminação adequada, corredores livres de obstáculos
    (por exemplo, equipamentos, materiais e entulhos);
  • Orientação e supervisão do uso de vestuário e calçados adequados;
  • Movimentação segura dos pacientes;
  • Adequação das acomodações e do mobiliário à faixa etária, aos pacientes pediátricos;
  • Orientações aos pacientes e familiares sobre o risco de queda e de dano por queda, e também sobre como prevenir sua ocorrência.

Referências:

  1. Protocolo Prgvenção de Quedas. Ministério da saúde/Anvisa/Fiocruz. Protocolo integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente.
  2.  Dykes PC, Carroll DL, Hurley A, Lipsitz S, Benoit A, Chang F, et al. Fall prevention in acute care hospitals: a randomized trial. IAMA 2010; 304(77):1912-B
  3. Oliver D, Healey F, Haines TP. Preventing falls and fall-related injuries in hospitals Clin Geriatr Med 2OIO; 26(4):645-92.
  4. Cooper CL, Nolt lD, Development of an evidence-based pediatric fall prevention program. J Nurs Care Qual 2OO7i 22(2):tO7-72.
  5. Hospital Israelita Albert Einstein – HIAE (São Paulo), Protocolos, Guias e Manuais voltados à Segurança do Paciente. 2012.
  6. Boushon B, Nielsen G, Quigley P, Rutherford P, Taylor J, Shannon D, Rita S, How-to Guide: Reducing Patient Injuries from Falls. Cambridge, MA: Institute for Healthcare
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  7. Miake-Lye IM, Hempel S, Ganz DA, Shekelle PG, Inpatient fall prevention programs as a patient safety strategy: a systematic review, Ann Intern Med 2013; 158:390-6. B. correa AD, Marques IAB, Martinez MC, santesso PL, Leão ER, chimentão DMN, Implantação de um protocolo para gerenciamento de quedas em hospital: resultados de quatro anos de seguimento. Rev Esc Enferm [periódico na internet].201246(I):67-74. Disponível em: http://www.scielo,brlpdf/reeusp/v46nI/v46n1a09.pdf 

Temperatura Corporal: Locais de Aferição e Valores

A Temperatura corporal normal de uma pessoa varia dependendo do sexo, de suas atividades físicas recentes, do consumo dos alimentos e de líquidos, do horário e do dia em que é mensurada e, nas mulheres, do estágio do ciclo menstrual.

A temperatura corporal normal, de acordo com a Associação Médica Americana, pode variar de 36,5°C a 37,2°C. A temperatura pode ser medida das seguintes maneiras:

Locais de Aferição e suas Vantagens e Desvantagens

A via de mensuração mais usada é a axilar e, embora seja mais fácil de medir (em comparação com registros orais ou retais), é uma estimativa menos precisa da temperatura interna corporal e tem forte influência de fatores do meio ambiente.

Apesar disso, a medida da temperatura axilar é recomendada em neonatos por causa do risco de perfuração do intestino com o termômetro utilizado por via retal (El-Radhi; Barry, 2006; Leduc; Woods, 2015).

A precisão da medida de temperatura por via oral situa-se entre a da axilar e a retal. Sugere-se que a precisão aumenta principalmente pelo cumprimento e pela capacidade de usar a técnica adequada (Leduc; Woods, 2015).

É importante saber que a via oral tem influência da ingestão recente de alimentos ou bebidas frias e quentes, do uso de cigarro, da posição do termômetro e da respiração. Por isso, a utilização dessa técnica necessita de atenção e instruções corretas ao paciente (Mazerolle et al., 2011).

Crianças não seguram facilmente o termômetro na boca, o que também afeta a medida por essa via (Krinsky et al., 2014).

A mensuração, por proximidade da membrana timpânica, detecta a radiação térmica emitida pela via auricular, que é proporcional à temperatura da membrana. Pode haver variedade nas medições em razão da estrutura do canal auditivo e da posição do sensor (Leduc; Woods, 2015).

Uma revisão sistemática com meta-análise comparou a mensuração timpânica com a mensuração retal e concluiu que a primeira não pode ser usada com confiança em situações em que a temperatura corporal tem que ser medida com precisão. A medida feita pela via auricular tem influência da quantidade de cerume (Craig et al., 2002).

A temperatura também pode ser medida com o termômetro de sensor infravermelho sem contato, que é apontado para a testa e movido lentamente para a região da têmpora.

Esse método, relativamente novo, é mais preciso do que a medida timpânica e mais bem tolerado que a mensuração por via retal (Leduc; Woods, 2015). Revisões sistemáticas concluíram que a termometria da membrana timpânica não equivale aos métodos estabelecidos de medição da temperatura interna (Wolters Kluwer, 2017).

Uma revisão sistemática com meta-análise reforçou que a medida pela via timpânica apresenta pouca capacidade de repetição e tende a apresentar resultados falso-negativos. O estudo reforça que a medida na região temporal poderia substituir os termômetros timpânicos, com a ressalva de que ambos os métodos são imprecisos quando comparados com a medida por via retal (Geijer et al., 2016).

As temperaturas axilar e retal não são idênticas. A via axilar apresenta menos possibilidade de contaminação, uma vez que o aparelho não tem contato com fluidos biológicos, à exceção do suor. A precisão da medida da temperatura depende também da aplicação das técnicas com atenção.

procedimento de mensuração vantagens desvantagens
Retal 36,60C a 380C > 38,00C
Oral 35,50C a 37,50C > 37,50C
Auxiliar 34,70C a 37,40C > 37,40C
Temporal 36,60C a 37,80C > 38,10C (0 a 2 meses)

> 37,90C (3 meses até 4 anos)

> 37,80C (> 4 anos)

Timpânica 35,70C a 37,80C > 37,80C

Técnica para a Aferição da Temperatura Corporal

Termômetro digital infravermelho sem contato

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. liga/desliga
  2. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será emitido.
  3. Verifique no visor se o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  4. Posicione o sensor na testa e mantenha o botão START pressionado. A luz de rastreamento é ativada e consegue-se medir a temperatura a uma distância de até 5 cm.
  5. Mova gradativamente o termômetro em direção à têmpora para detectar a temperatura corporal.

Quando concluída, um sinal sonoro será emitido.

  1. Solte o botão START.
  2. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  3. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  4. Aguarde por pelo menos dois minutos para nova mensuração (obrigatoriamente o termômetro deve ser desligado e ligado novamente entre medições consecutivas).
  5. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  6. Guarde-o no estojo protetor.
  7. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e manter em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do aparelho. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração            

Temporal.

Termômetro de coluna de mercúrio ou de outro líquido

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p). Bulbo
  3. Verifique se a coluna de mercúrio se encontra abaixo de 35ºC. Não segure o termômetro pelo bulbo, pois isso pode alterar a mensuração da temperatura.
  4. Caso o termômetro não esteja abaixo de 35ºC, reduza a coluna de líquido utilizando força centrífuga (agitar rapidamente o termômetro para baixo, segurando-o pela extremidade contrária ao bulbo).
  5. Posicione adequadamente o bulbo do termômetro na via para mensuração.
  6. Deixe-o no lugar pelo tempo indicado na bula/manual para a via escolhida.
  7. Faça a leitura mantendo o termômetro no nível dos olhos e rodando-o entre os dedos até que a linha de mercúrio possa ser vista. Registre o valor e informe o resultado ao paciente.
  8. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  9. Guarde-o no estojo protetor.
  10. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.
  11. Técnica de higiene

Lave o termômetro com água e sabão. Em seguida, mergulhe a ponteira (bulbo) em álcool etílico a 70% (p/p) por pelo menos um minuto e seque-a com algodão. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque o termômetro em água fervente.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e Oral.

OBS: Atualmente o uso do termômetro de mercúrio foi descontinuado, devido ao risco de quebra e contaminação do meio ambiente.

Termômetro digital

  1. Retire o termômetro do estojo protetor.
  2. Limpe-o com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p).
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga, que geralmente fica ao lado do visor. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, aparece o ícone <L> intermitente. O termômetro estará pronto para mensuração. (Obs.: O ícone pode não aparecer caso: a temperatura ambiente seja superior a 32°C; o aparelho esteja sem bateria ou com defeito).
  5. Posicione adequadamente o sensor do termômetro na via para mensuração.
  6. Aguarde a mensuração. Quando finalizada, um sinal sonoro será ouvido.
  7. Retire o termômetro da via de mensuração.
  8. Registre o valor da temperatura mostrado no visor e informe o resultado ao paciente.
  9. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  10. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  11. Guarde-o no estojo protetor.
  12. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Limpe o termômetro com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p), deixe em contato por pelo menos um minuto e tenha cuidado para que o álcool não entre em contato com o visor. Finalize limpando com um algodão seco. Não umedeça o sensor com álcool por longos períodos para evitar danos. Remova a bateria, caso não vá utilizar o termômetro por um longo período.

Para uso profissional desse termômetro, em alguns países utiliza-se revestimento descartável a cada atendimento.

  1. Vias para mensuração

Axilar e oral.

OBS: Apesar de alguns fabricantes informarem a possibilidade de uso deste aparelho para mensuração de temperatura retal, não se recomenda a aplicação dessa técnica em farmácias.

Termômetro digital auricular por infravermelho

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Botão liga/desliga
  2. Limpe o sensor com algodão embebido em álcool etílico a 70%(p/p). Espere por cinco minutos para fazer a mensuração, de modo que o sensor tenha recepção constante de energia.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Um sinal sonoro será ouvido.
  4. Verifique se, no visor, o ícone <°C> está piscando. O termômetro estará pronto para mensuração.
  5. Posicione o sensor no canal auditivo, pressione o botão START e aguarde.
  6. Somente retire o termômetro da posição de medida com o sinal sonoro que indica a finalização da mensuração.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor e informe o resultado ao paciente.
  8. Desligue o termômetro, pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o, conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas extremas, umidade, luz direta e poeira. Não o deixe ao alcance de crianças.

técnica de higiene

Use uma haste flexível com álcool etílico a 70% (p/p) para limpar o sensor. O restante do termômetro deve ser limpo com algodão umedecido com álcool e deixado em contato por pelo menos um minuto. Assegure-se de que não entre qualquer líquido no interior do termômetro. Não utilize produtos de limpeza abrasivos ou diluentes para limpar o termômetro e nunca o mergulhe em água ou em qualquer outro líquido. Remova a bateria, caso não vá utilizá-lo por longo período.

  1. Via para mensuração    

 Timpânica.

Termômetro digital tipo chupeta

  1. Retire o termômetro do estojo protetor. Visor
  2. Examine o bulbo da chupeta antes de cada uso em busca de rachaduras, rasgos, pegajosidade ou outros sinais de desgaste. OBS: Descarte o acessório desgastado.
  3. Ligue o termômetro pressionando o botão Liga/Desliga. Aparecerá no visor um ícone confirmando que está funcionando.
  4. Solte o botão Liga/Desliga. Aparecerá “L” e “°C” no visor e o “ºC” ficará piscando, pronto para uso.
  5. Posicione o bulbo da chupeta na boca do bebê.
  6. Quando o sinal <ºC> no visor tiver parado de piscar, a mensuração terá terminado e soará um sinal.
  7. Registre a temperatura que aparece no visor.
  8. Desligue o termômetro pressionando ligeiramente o botão Liga/Desliga.
  9. Limpe-o conforme a técnica de higiene.
  10. Guarde-o no estojo protetor.
  11. Armazene-o em lugar protegido de temperaturas altas e baixas, umidade, luz direta e poeira. Não deixe o termômetro ao alcance de crianças.

Técnica de higiene

Mergulhe a borracha da chupeta por pelo menos um minuto em álcool etílico a 70% (p/p), retire e seque com guardanapo. Qualquer outro produto químico pode danificar o acessório. Não coloque esse produto em água fervente.

  1. Via para mensuração

Oral.

Técnicas de Aferição

Técnica Axilar

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Acomodar o paciente sentado e pedir permissão para expor a axila ou solicitar que ele mesmo o faça;
  4. Afastar a roupa do paciente para expor totalmente a axila, pois o termômetro deve estar em contato somente com a pele;
  5. Afastar o braço do paciente do corpo para permitir a colocação do termômetro na axila;
  6. Limpar a axila do paciente com algodão embebido em álcool etílico a 70% (p/p);
  7. Secar a axila com papel toalha ou algodão;
  8. Posicionar a ponta do termômetro no centro da axila e informar que o paciente deverá manter o braço pressionado contra o corpo para fechar a cavidade axilar;
  9. Flexionar o antebraço e apoiar sobre o tórax;
  10. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  11. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;

Técnica Oral

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer a limpeza do sensor com água e sabão, quando possível, e a desinfecção com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Informar que o paciente não poderá ter ingerido alimentos ou bebidas nos últimos 30 minutos;
  4. Acomodar o paciente em posição confortável;
  5. Pedir que o paciente abra a boca e exponha a língua para frente e para cima;
  6. Colocar o termômetro debaixo da língua e deslizando-o lentamente ao longo da linha da gengiva, em direção à porção posterior da boca (parte mais interna), de forma que o bulbo do termômetro fique sob a língua do lado esquerdo ou direito do frênulo lingual;
  7. Informar que o paciente deverá manter a língua abaixada, a boca fechada e respirar somente pelo nariz, enquanto o registro se processa;
  8. Aguardar a mensuração conforme as indicações do acessório escolhido;
  9. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  10. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Timpânica

  1. Lavar as mãos e informar o procedimento ao paciente;
  2. Fazer assepsia do termômetro com álcool etílico a 70% (p/p);
  3. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  4. Para crianças menores de 1 ano, puxar a orelha de forma a abrir o canal auditivo;
  5. Posicionar o sensor no canal auditivo;
  6. Remover o termômetro, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  7. Fazer higiene conforme recomendado.

Técnica Temporal

  1. Lave as mãos;
  2. Orientar que o paciente deverá se manter sentado durante o procedimento;
  3. Posicionar o sensor de um dos lados da testa e mover aos poucos para o outro lado (orientar sobre a mensuração conforme informações do Quadro 3);
  4. Depois do procedimento, fazer a leitura, registrar e informar o paciente o resultado;
  5. Fazer higiene conforme recomendado.

Referências:

  1. Adaptado de Krinsky et al. (2014);
  2. BOUCHAMA, A.; KNOCHEL , J. P. Heat Stroke. The New England journal of medicine, Boston, v. 346, n. 25, p. 1978-1988, 2002. Disponível em: <http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMra011089&gt;. 
  3. CRAIG, J. V. et al. Infrared ear thermometry compared with rectal thermometry in children: a systematic review. Lancet, London, v. 360, n. 9333, p. 603-609, Aug. 2002.
    DEL BENE, v. Temperature. In: WALKER, H. K.; HALL, W. D.; HURST, J. W. (Ed.). Clinical Methods: The History, Physical, and Laboratory Examinations. Boston: Butterworths, 1990. chapter 218. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/ NBK331/>.
  4. EL-RADHI, A. S.; BARRY, w. Thermometry in paediatric practice. Archives of disease in childhood, London, v. 91, n. 4, p. 351-356, Apr. 2006. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2065972/pdf/351.pdf. 
  5. GEIJER, H. et al. Temperature measurements with a temporal scanner: systematic review and meta-analysis. BMJ Open, London, v. 6, n. 3, p. e009509, Mar. 2016.
  6. KASPER, D. L. et al. Fever. In: FAUCI, A. S. (Ed.). Harrison’s manual of medicine. 19. ed. New York: The McGraw-Hill Companies, 2016. chapter 28.
  7. KOVATS, R. S.; KRISTIE, L. E. Heatwaves and public health in Europe. European journal of public health, Oxford, v. 16, n. 6, p. 592-599, Dec. 2006.
  8. KRINSKY, d. l. et al. Handbook of nonprescription drugs: an interactive approach to self- care. 18th ed. Washington: American Pharmacists Association, 2014.
  9. LEDUC, D.; WOODS, S. Temperature measurement paediatrics. Canadian Paediatric Society, Oct. 2015. Disponível em: <http://www.cps.ca/en/documents/position/ temperature-measurement>. 
  10. MAZEROLLE, S. M. et al. Is oral temperature an accurate measurement of deep body temperature? A systematic review. Journal of athletic training, Dallas, v. 46, n. 5, p. 566-573, Sep./Oct. 2011.
  11. ORTIZ-GÓMEZ, J. R.; FORNET, I.; PALACIO, F. J. Hiperpirexia maligna. Revista Española de Anestesiología y Reanimación, [S.l.], v. 60, p. 46-54, 2013. Disponível em: <http:// http://www.elsevier.es/es-revista-revista-espanola-anestesiologia-reanimacion-344- articulo-hiperpirexia-maligna-S0034935613700094>. 
  12. PALAZZI, D. L. Fever of unknown origin in children: Evaluation. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate 2017
  13. PORAT, R.; DINARELLO, c. a. Pathophysiology and treatment of fever in adults. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2016.
  14. SUND-LEVANDER, M.; FORSBERG, C.; WAHREN, L. K. Normal oral, rectal, tympanic and axillary body temperature in adult men and women: a systematic literature review Scandinavian journal of caring sciences, Stockholm, v. 16, n.2, p.122-128, Jun. 2002.
  15. VANDENTORREN, S. et al. August 2003 heat wave in France: risk factors for death of elderly people living at home. European journal of public health, Stockholm, v. 16, n. 6, p. 583-591, Dec. 2006.
  16. WARD, m. a. Fever in infants and children: Pathophysiology and management. In: POST, T. W. (Ed.). UpToDate. Waltham, MA: UpToDate, 2017a.
  17. WOLTERS KLUWER. UpToDate®. 2017. Disponível em: <http://www.uptodate.com/pt/ home>. 
  18. BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO 05. Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública | COVID-19. Secretaria de Vigilância Sanitária | Ministério da Saúde.

Hiperglicemia VS Hipoglicemia: As diferenças e os Cuidados de Enfermagem

A Hipoglicemia e a Hiperglicemia são duas condições opostas, mas que trazem grande desconforto para quem tem diabetes.

O que é a Glicemia?

Glicemia é a quantidade de glicose que circula em seu sangue em determinada hora do dia. Quando ela está alta, ou seja, quando temos mais açúcar no sangue do que o esperado para aquele momento, é chamada de hiperglicemia. Quando está abaixo do normal, estamos diante de uma hipoglicemia.

As Diferenças

A hiperglicemia ocorre em qualquer pessoa com diabetes, em maior ou menor intensidade, e pode estar ligada à efetividade do tratamento recebido.

Os sintomas variam em função do grau de hiperglicemia. Confira os principais: sede e apetite acima do normal, desejo frequente de urinar, cansaço, perda de peso, alterações na visão, entre outros.

Já a hipoglicemia se manifesta sempre que cai o nível de açúcar e a disponibilidade de glicose para as células. Principais sintomas: fome, cansaço, mal-estar, suor frio, confusão, tremores, dificuldade para enxergar, taquicardia até a perda de consciência.

Entre os principais fatores que levam a hipoglicemia estão: uso inadequado dos medicamentos, excesso de exercícios físicos, dieta pobre em carboidratos e consumo de bebidas alcoólicas.

Você sabia?

Quem tem diabetes deve respeitar sempre os horários das refeições, definir os exercícios físicos mais adequados com seu médico e tomar corretamente seus medicamentos.

E atenção, pois a hipoglicemia pode ocorrer durante a noite, sem que se perceba, por isso faça um lanche leve antes de dormir e evite praticar exercícios à noite. mas tome cuidado para não usar hidratante entre os dedos dos pés.

Cuidados de Enfermagem

Quanto ao paciente diabético:

  • Orientar o paciente portador do diabetes a mudar ou manter os hábitos de vida saudáveis a fim de diminuir a ocorrência de complicações vindas de um tratamento diabético ineficaz;
  • Orientar o paciente diabético tipo 2 quanto à realização de vacinação contra a influenza, uma vez que o índice de mortalidade cresce com a presença desse vírus nos portadores de diabetes;
  • Monitorar o paciente e educar quanto ao tratamento farmacológico prescrito pelo médico;
  • Educar e monitorar o paciente em uso de insulinoterapia, demonstrar a aplicação da insulina, fornecer esquema de rodízio ao paciente, instruir sobre como é realizada a aspiração das unidades de insulina e mesmo as complicações que podem ocorrer nos locais onde se aplica insulina, assim como o armazenamento, conservação e transporte. Fornecer informações sobre o uso dos instrumentos existentes para uso da insulina;
  • Orientar o paciente a realizar a automonitorização e ensiná-lo a manusear o material e equipamento utilizado para tal. Nos casos em que o paciente não tem condições de realizar o procedimento em sua residência, o mesmo deve ser orientado a comparecer ao posto de saúde;
  • Monitorar a participação dos pacientes nas consultas médicas conforme a preconização do médico de retorno ao consultório, realização de exames e participação nos grupos de diabéticos;
  • Participar de campanhas de rastreamento de casos de pacientes diabéticos e realizar os encaminhamentos necessários;
  • Prestar cuidados de enfermagem ao paciente diabético hospitalizado, como monitorar frequentemente a glicemia capilar, coletar dados do paciente sobre o esquema terapêutico que utiliza em domicílio e sempre registrar informações no prontuário. Assistir o paciente e monitorizar níveis de hipoglicemia nos pacientes hospitalizados e administrar medicações conforme a prescrição médica. Seguir ações de enfermagem específicas em cada complicação conforme citado no módulo;
  • Interagir com a família do diabético para que a mesma compreenda certas manifestações do paciente e a correlação com a enfermidade;
  • Questionar sempre ao paciente sobre questões que podem envolver sinais de complicações da doença;
  • Promover ao máximo o autocuidado eficiente;
  • Incentivar o paciente a manter uma boa higiene bucal e relatar quaisquer casos de hemorragias, edemas ou dores na gengiva;
  • Manter uma boa higiene e cuidados com a pele, orientar o paciente para que realize em casa, e nos casos de pacientes hospitalizados realizar os cuidados;
  • Auxiliar o paciente a manter níveis adequados de glicemia como forma de proporcionar uma melhor qualidade de vida;
  • Participar da prestação do cuidado aos pacientes que tiveram complicações e interagir em sua reabilitação familiar e social.

Quanto ao paciente hipoglicêmico:

  • Educar o paciente sobre como balancear dieta, exercício e agente hipoglicemiante oral ou insulina(Grau I e II);
  • Evitar consumo de álcool em doses maiores do que o permitido na dieta (> 2 doses de álcool/dia);
  • Pacientes que não enxergam bem devem receber orientação especial para evitar erros de dose de insulina;
  • Pacientes suscetíveis devem ter suas metas de controle revisadas (os que não reconhecem sintomatologia precoce, não atendem aos princípios básicos do tratamento ou têm padrões de vida incompatíveis com as normas preventivas);
  • Muitas vezes, mesmo quando em busca de controle estrito, pode ser necessário revisar as metas de controle para a glicemia de jejum e para a glicemia ao deitar, tolerando níveis de até 140 a 150 mg/dL.
  • Outro aspecto importante na prevenção da hipoglicemia noturna é prescrever um lanche antes de dormir que contenha carboidratos, proteínas e gorduras, por exemplo, um copo de leite (300 mL). (Grau II).
  • Detecção Precoce – o objetivo é sustar o desenvolvimento da hipoglicemia leve para evitar seu agravamento, sendo necessário:
  • Identificar os sinais precoces como sudorese, cefaleia, palpitação, tremores ou uma sensação desagradável de apreensão.
  • Quando isso não ocorre, a cooperação da família, amigos, colegas e professores é fundamental; eles podem alertar para um sinal de hipoglicemia quando esta ainda não foi conscientizada pelo paciente (agir estranhamente, sudorese).
  • O tratamento deve ser imediato, mas com pequena dose (10 a 20g) de carboidrato simples, repetindo-a em 15 minutos, se necessário. Em geral, 10 g de carboidrato simples estão presentes em: 2 colheres de chá de açúcar, 100 ml de refrigerante ou suco de fruta, 2 balas.
  • Dois erros comuns são retardar o tratamento para poder terminar uma determinada tarefa em andamento – o que pode levar a uma hipoglicemia grave ou exagerar na dose inicial de açúcar – o que pode ser sucedido por uma descompensação hiperglicêmica.
  • Evitar aplicar insulina em local que será muito exercitado (p.ex., quando faz trabalho de fortalecimento de quadríceps, caminhada e corrida evitar aplicação na perna, fazendo-a no abdômen), pois pode afetar sua velocidade de absorção;
  • Se possível, realizar controle metabólico (glicemia capilar) antes da atividade;
  • Postergar o início do exercício com glicemia > 250 mg/dL no tipo 1;
  • Ingerir um alimento contendo carboidrato se a glicemia for inferior a 100 mg/dL;
  • Ingerir carboidratos de fácil digestão antes, durante e depois de exercício prolongado;
  • Diminuir a dose de insulina ou aumentar a ingesta de carboidrato (para cada 30 minutos de exercício, 10 a 15g) quando for praticar exercício;
  • Evitar exercitar-se no pico de ação da insulina;
  • Evitar exercícios de intensidade elevada e de longa duração (mais que 60 minutos);
  • Carregar consigo um alimento contendo carboidrato para ser usado em eventual hipoglicemia;
  • Estar alerta para sintomas de hipoglicemia durante e após o exercício.

Referências:

  1. Duncan BB, Schmidt MI, Giugliani ERJ. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. 3a ed. Porto Alegre: Artmed; 2004.
  2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Plano de reorganização da atenção à hipertensão arterial e ao diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde; 2001. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/miolo2002.pdf
  3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diabetes mellitus. Brasília: Ministério da Saúde; 2006. (Cadernos de Atenção Básica, n. 16 ; Série A. Normas e Manuais Técnicos). Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diabetes_mellitus.PDF

Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP)

A Atividade Elétrica sem Pulso (AESP) é uma situação clínica, não uma arritmia específica.

A atividade elétrica sem pulso pode ser encontrada em quase metade dos pacientes que sofrem parada cardíaca.

Causas

Choque grave, hemorragia intensa por ruptura arterial, como na dissecção de aorta, tromboembolismo pulmonar maciço, pneumotórax e o tamponamento cardíaco por ruptura de parede livre do ventrículo.

Nesses pacientes, até 60% dos casos são por causas cardiovasculares, entre as principais encontram-se o infarto agudo do miocárdio em 21% dos casos, 9,5% por hemorragia, tanto por dissecção aórtica quanto por ruptura ventricular e 2,4% por tromboembolismo pulmonar.

Identificação

Na AESP existe atividade elétrica no monitor cardíaco, mas o paciente não reage, não respira e não se consegue sentir pulso carotídeo. Constitui um ritmo com complexos QRS que não produzem respostas de contração miocárdica suficiente e detectável.

Apesar de existir um ritmo organizado no monitor, não existe acoplamento do ritmo com pulsação efetiva (com débito cardíaco), sendo um RITMO NÃO CHOCÁVEL.

Veja também:

Os Ritmos Chocáveis Vs Não Chocáveis em uma PCR

Interpretando Arritmias Cardíacas

Referência:

  1. Favarato, Desidério e Gutierrez, Paulo SampaioCaso 3/2005 – Parada cardíaca em atividade elétrica sem pulso, em homem de 49 anos, no 23º dia após infarto agudo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2005, v. 84, n. 6 [Acessado 15 Junho 2022] , pp. 492-494. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0066-782X2005000600012&gt;. Epub 28 Jun 2005. ISSN 1678-4170. https://doi.org/10.1590/S0066-782X2005000600012.

Hemólise: O que é?

Hemólise é o processo no qual ocorre o rompimento da membrana das hemácias e o consequente lançamento no meio de hemoglobina e outras substâncias.

A hemólise pode ocorrer no corpo humano ou durante o processamento do sangue. Diz-se que a hemólise é in vivo ou in vitro quando ocorre no corpo ou fora do corpo, respectivamente.

A Hemólise In Vivo

A hemólise in vivo pode causar sérios problemas de saúde, como a anemia hemolítica, uma doença caracterizada pela destruição precoce de hemácias. Icterícia e esplenomegalia são sinais dessa patologia, que pode ser hereditária ou adquirida. Em casos de hemólise grave, podem ser necessárias transfusões de sangue.

A hemólise pode provocar um aumento da produção de eritropoetina, que age na medula e estimula a maturação dos eritroblastos. Isso faz com que reticulócitos (hemácias imaturas) sejam lançados no sangue e é por esse motivo que as anemias hemolíticas são também chamadas de hiperproliferativas.

A hemólise também ocasiona um aumento da bilirrubina, o que pode provocar a formação de cálculos biliares.

Além das anemias hemolíticas, outra doença relacionada com a hemólise é a eritroblastose fetal. Ela ocorre quando uma mãe Rh negativo tem um bebê Rh positivo.

Durante a gestação ou durante o parto, a mãe pode ter contato com o sangue da criança e ficar sensibilizada, ocasionando problemas caso ela tenha outra gestação de um bebê Rh positivo. A mãe começa a produzir anticorpos, que poderão chegar até a circulação do feto durante a nova gestação e ocasionar aglutinação e hemólise.

Quando a hemólise ocorre in vitro, é decorrente de procedimentos incorretos de coleta, processamento do material, transporte ou então armazenamento inadequado da amostra de sangue. Quando esses erros ocorrem, torna-se necessária uma nova coleta.

A aplicação prolongada de torniquete e a transferência de sangue da seringa para o tubo sem retirar a agulha, por exemplo, pode ocasionar a hemólise.

A hemólise in vitro pode influenciar no resultado de alguns exames. Pesquisas comprovam que pequenas taxas de hemólise podem reduzir os valores de exames de glicemia de jejum e alterar a atividade sérica de LDH.

Sendo assim, é essencial que as coletas sejam feitas de maneira adequada para que a qualidade dos exames seja satisfatória.

Referências:

  1. SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “O que é hemólise?”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/biologia/o-que-e-hemolise.htm. Acesso em 26 de janeiro de 2022.