Glicemia Capilar e Valores de Referência

A glicemia capilar é um exame que mede a quantidade de glicose (açúcar) presente no sangue obtido por uma picada no dedo. É um dos principais métodos utilizados para monitorar os níveis de açúcar no sangue em pessoas com diabetes, permitindo um ajuste mais preciso do tratamento e prevenindo complicações.

Por que a Glicemia Capilar é Importante?

  • Monitoramento constante: Permite acompanhar as variações da glicemia ao longo do dia, após as refeições e antes de dormir.
  • Ajuste do tratamento: Ajuda a ajustar a dose de insulina, a dieta e a prática de atividade física, garantindo um controle eficaz do diabetes.
  • Prevenção de complicações: A manutenção dos níveis de glicemia dentro da faixa ideal reduz o risco de complicações como problemas nos olhos, rins, nervos e coração.

Valores de Referência da Glicemia Capilar segundo a SBD

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estabelece os seguintes valores de referência para a glicemia capilar:

  • Glicemia de jejum: Entre 70 e 99 mg/dL.
  • Glicemia 2 horas após o início das refeições: Abaixo de 180 mg/dL.

Observação: Esses valores podem variar ligeiramente de acordo com o indivíduo e com as metas estabelecidas pelo médico.

Fatores que Influenciam a Glicemia Capilar

Diversos fatores podem influenciar os níveis de glicose no sangue, como:

  • Alimentação: O consumo de carboidratos, especialmente açúcares simples, eleva rapidamente a glicemia.
  • Atividade física: A prática regular de exercícios físicos ajuda a controlar a glicemia.
  • Medicação: Os medicamentos para diabetes, como a insulina, influenciam diretamente os níveis de glicose.
  • Estresse: Situações de estresse podem aumentar a glicemia.
  • Hormônios: Hormônios como o cortisol e o glucagon podem elevar a glicemia.

Importância do Automonitoramento da Glicemia

O automonitoramento da glicemia capilar é fundamental para o controle do diabetes. Ele permite que a pessoa com diabetes:

  • Identificar padrões: Observar como diferentes alimentos, atividades físicas e medicamentos influenciam a glicemia.
  • Tomar decisões: Ajustar o tratamento de forma rápida e eficaz.
  • Aumentar a autonomia: Ter mais controle sobre a própria saúde.

Quando Consultar um Médico?

É importante consultar um médico endocrinologista para:

  • Orientação sobre o automonitoramento: Aprender a utilizar o glicosímetro corretamente e interpretar os resultados.
  • Estabelecimento de metas: Definir os valores ideais de glicemia para cada indivíduo.
  • Ajuste do tratamento: Realizar ajustes na medicação, dieta e atividade física, conforme necessário.

Cuidados de Enfermagem com a Glicemia Capilar

Os cuidados de enfermagem com a glicemia capilar são essenciais para garantir a precisão dos resultados e a segurança do paciente. É fundamental que o profissional de saúde siga os protocolos estabelecidos e ofereça orientações claras ao paciente.

Preparo do Paciente e do Material:

  • Higienização: Lavar as mãos e o local da punção com água e sabão, secando bem.
  • Escolha do local: Preferir as laterais dos dedos, evitando o dedo polegar e o dedo médio.
  • Aquecimento: Se necessário, aquecer o local da punção para aumentar o fluxo sanguíneo.
  • Material: Ter à mão o glicosímetro, as fitas reagentes, o lancetador, algodão com álcool, gaze e o formulário para registro dos resultados.

Técnica da Punção Capilar:

  1. Selecionar a profundidade da lanceta: Ajustar a profundidade de acordo com as características da pele do paciente.
  2. Realizar a punção: Firmar o dedo do paciente e realizar a punção rápida e perpendicularmente à pele.
  3. Coleta da amostra: Limpar a primeira gota de sangue e coletar a próxima, aplicando-a na fita reagente.
  4. Inserção da fita no glicosímetro: Seguir as instruções do fabricante.
  5. Aguardar o resultado: Aguardar o tempo indicado pelo aparelho para obter o resultado.

Cuidados após a Punção:

  • Pressão: Aplicar leve pressão no local da punção com gaze até parar o sangramento.
  • Higienização: Descartar o material utilizado em recipiente apropriado.
  • Registro: Anotar o resultado da glicemia no formulário do paciente.
  • Orientações: Oferecer orientações ao paciente sobre a importância do automonitoramento da glicemia e sobre como interpretar os resultados.

Cuidados Especiais:

  • Pacientes com pele frágil: Utilizar lanceta com menor profundidade e realizar a punção em locais com menor espessura de pele.
  • Pacientes com alterações de coagulação: Avaliar a necessidade de outros métodos para coleta de sangue e comunicar o médico.
  • Uso de anticoagulantes: Aumentar a pressão no local da punção para obter a gota de sangue.
  • Armazenamento do material: As fitas reagentes devem ser armazenadas em local seco e à temperatura ambiente, conforme as instruções do fabricante.

Possíveis Erros e Interferências:

  • Contaminação da amostra: A presença de álcool ou outros produtos pode alterar o resultado.
  • Excesso ou falta de sangue na fita: A quantidade de sangue deve ser suficiente para cobrir toda a área reagente da fita.
  • Falha no equipamento: Verificar se o glicosímetro está calibrado e se as pilhas estão funcionando corretamente.

Importância do Treinamento:

É fundamental que os profissionais de saúde sejam treinados adequadamente para realizar a coleta da glicemia capilar, garantindo a qualidade e a segurança do procedimento.

Orientações ao Paciente:

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos antes e após a realização do exame.
  • Armazenamento do glicosímetro: Guardar o glicosímetro em local seguro, longe do alcance de crianças.
  • Calibração do aparelho: Realizar a calibração do glicosímetro conforme as instruções do fabricante.
  • Registro dos resultados: Anotar os resultados da glicemia em um diário ou aplicativo.

Referências:

  1. https://diretriz.diabetes.org.br/metas-no-tratamento-do-diabetes/
  2. HUUFSC
  3. PEBMED

Bandeja para Teste de Glicemia Capilar

Para que serve?

A glicemia capilar é um exame sanguíneo que oferece resultado imediato acerca da concentração de glicose nos vasos capilares da polpa digital, através do aparelho glicosímetro.

Executor:

Equipe de Enfermagem (Enfermeiro, Técnico de Enfermagem e Auxiliar de enfermagem)

Materiais Necessários

  • Luvas de procedimento;
  • Algodão;
  • Solução de Álcool 70%;
  • Glicosímetro;
  • Fitas reagentes para glicose, específica ao aparelho utilizado no momento;
  • Lancetas estéreis;
  • Caneta e papel para anotação do resultado encontrado.
  • Caixa para descarte de material contaminado;
  • Prontuário do paciente

Etapas do Procedimento

  1. Higienizar as mãos de acordo com o Protocolo de Higienização das Mãos;
  2. Identificar o paciente perguntando o nome completo e conferir pela pulseira de identificação. Caso o paciente em questão esteja sem condições de responder, conferir os dados com o acompanhante;
  3. Explicar o procedimento ao cliente e/ou acompanhante;
  4. Reunir o material dentro da bandeja;
  5. Verificar se o aparelho de leitura está calibrado e pronto para o procedimento;
  6. Colocar luvas de procedimento;
  7. Limpar a polpa digital de eleição do paciente com algodão embebido no álcool a 70% e aguardar secar;
  8. Verificar a validade da tira teste e após introduzir no aparelho, evitando tocar na parte reagente;
  9. Lancetar a polpa digital e coletar material na fita reagente, para a leitura glicêmica;
  10. Aguardar o tempo necessário para que o aparelho realize a leitura;
  11. Pressionar o local da punção o suficiente para suspender o sangramento;
  12. Realizar a leitura do índice glicêmico e limpar o dedo do paciente com algodão embebido em álcool a 70% e depois o seco;
  13. Certificar-se de que não há prolongamento do período de sangramento;
  14. Desprezar o material utilizado na caixa para perfurocortante;
  15. Retirar luva de procedimentos e desprezá-la no lixo;
  16. Higienizar as mãos;
  17. Registrar a taxa de glicemia capilar do paciente, no impresso apropriado e informar o valor ao paciente;
  18. Adotar medidas terapêuticas mediante índice apresentado pelo paciente, conforme prescrição médica.

 

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Referências:

  1. MILECH, A. et al. Diabetes Mellitus: clínica diagnóstica, tratamento multidisciplinar. São Paulo: Editora Atheneu, 2004.
  2. SILVA LD, PEREIA SRM, MESQUITA AMF. Procedimentos de enfermagem: Semiotécnica para o cuidado. Rio de Janeiro: Medsi; 2005.
  3. SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Tratamento e acompanhamento do Diabetes Mellitus. Rio de Janeiro: Editora Diagraphic, 2011.
  4. INTS – Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde

Teste de Perfusão Capilar ou Tempo de Enchimento Capilar (TEC)

O teste de perfusão capilar ou tempo de enchimento capilar (TEC), é definido como o tempo necessário para que um leito capilar distal recupere sua cor após uma pressão ter sido aplicada para causar seu branqueamento.

Foi introduzido pela primeira vez em 1947 por Beecher et al., usando as categorias normal, definitivamente desacelerado e muito lento, correlacionados com a presença e gravidade do choque.

Em 1980, Champion incluiu a medição do TEC em sua pontuação de trauma e posteriormente foi endossado pelo Colégio Americano de Cirurgia.

O TEC tornou-se amplamente usado em adultos e crianças e foi incorporado às diretrizes de suporte avançado de vida (ACLS) como parte da avaliação cardiopulmonar rápida e estruturada de pacientes críticos.

Em resumo, TEC é uma técnica de exame físico que fornece de uma maneira simples, confiável e rápida, informações sobre adequação da perfusão periférica em adultos e crianças.

Parâmetros

Inicialmente, o limite superior da normalidade para TEC foi definido como 2 segundos, com base nas observações de um membro do corpo clínico que trabalhava com o Dr. Champion . Hoje se considera como normal um valor ≤ 3 segundos. A monitorização deveria ser feita a cada 30 minutos.

Entretanto, nos últimos 30 anos, essa definição, os fatores que afetam o TEC e a validade das medidas têm sido debatidos na literatura.

A medição do TEC envolve a inspeção visual do sangue que retorna aos capilares distais após terem sido esvaziados pela aplicação de pressão. Os princípios fisiológicos da perfusão periférica são complexos.

O quão bem um leito capilar distal é perfundido depende de vários fatores.

Os principais determinantes são o fluxo sanguíneo capilar (um produto da pressão motriz, tônus ​​arteriolar e hemorreologia) e a permeabilidade capilar (refletida pela densidade capilar funcional, o número de capilares em uma determinada área que são preenchidos com glóbulos vermelhos fluindo).

O tônus ​​arteriolar depende de um equilíbrio preciso entre os vasoconstritores (norepinefrina, angiotensina II, vasopressina, endotelina I e tromboxano A 2) e vasodilatadoras (prostaciclina, óxido nítrico e produtos do metabolismo local, como a adenosina), que juntas regulam a perfusão capilar dependendo das necessidades metabólicas das células do tecido.

Fatores que podem influenciar

Vários fatores podem influenciar na acurácia da medida devendo ser considerados pelos profissionais de saúde.

IDADE

Estudos em adultos encontraram uma variação ampla do TEC, com aumento médio de 3,3% para cada 10 anos de idade. Um estudo encontrou um TEC médio para a população pediátrica (até 12 anos) de 0,8 segundos; para homens adultos, 1,0 segundo; mulheres adultas, 1,2 segundos; e naqueles com mais de 62 anos, 1,5 segundos.

Este estudo concluiu que, se 95% de todos os pacientes normais estiverem dentro da faixa normal, o limite superior do normal para mulheres adultas deve ser aumentado para 2,9 segundos e para idosos para 4,5 segundos.

TEMPERATURA

A temperatura do meio ambiente, da pele e central afetam a medição do TEC. Em adultos, o TEC diminuiu 1,2% por aumento de grau celsius na temperatura ambiente. Em adultos, a imersão da mão em água fria a 14 °C prolongou o TEC.

A temperatura da pele na ponta do dedo variou com a temperatura ambiente e cada redução de 1°C na temperatura da pele foi acompanhada por um aumento de 0,21 segundos do TEC.

Além disso, uma relação estatisticamente significativa foi encontrada entre o TEC e a temperatura central. O TEC foi em média 5% menor para cada aumento de 1°C na temperatura timpânica.

CARATERISTICAS DA PELE

Pigmentação da pele, presença de esmalte ou unhas artificias podem interferir com a avaliação.

LUZ DO AMBIENTE

As más condições de luz tornam difícil avaliar o TEC. Em condições de luz do dia (dia parcialmente nublado, aproximadamente 4000 lux), TEC foi relatado como normal em 94,2% dos participantes saudáveis ​​em comparação com apenas 31,7% dos mesmos participantes em condições de escuridão (luz da lua ou lâmpada de rua, aproximadamente 3 lux).

APLICAÇÃO DA PRESSÃO

Ainda hoje se discute a duração ideal e quantidade de pressão local usado ao avaliar o TEC.

Diferentemente do estudo original que preconiza 10 segundos, outros estudos têm sugerido aplicar pressão “moderada” por 3 segundos, 5 segundos, ou até que o leito capilar embranquecesse.

A pressão aplicada por < 3 segundos dá um TEC mais curto; nenhuma diferença foi encontrada com a pressão aplicada por 3 a 7 segundos. A aplicação de pressão “leve” (a pressão mínima para causar o branqueamento) resultou em um TEC mais curto do que a pressão “moderada” e com menos variabilidade.

A medição do TEC em diferentes locais do corpo produzirá resultados diferentes. A Organização Mundial de Saúde preconiza o uso da unha do polegar ou dedão do pé; outros estudos sugerem a região de parte mole à altura da rótula ou do antebraço.

Uma pesquisa com profissionais de saúde pediátricos descobriu que aproximadamente dois terços realizam o TEC no tórax, com apenas um terço usando a polpa da falange distal do dedo[30]. Esse achado está em desacordo com estudos que utilizam principalmente a falange distal.

CONFIABILIDADE INTRA E INTEROBSERVADOR

A baixa confiabilidade interobservador é uma das principais limitações ao uso do teste.

A confiabilidade interobservador da medição do TEC (usando um método padronizado, sem um cronômetro que possua resolução de meio segundo) em pacientes adultos clinicamente estáveis ​​no departamento de emergência mostrou uma diferença média nas medições do TEC entre os médicos de 0 segundos; no entanto, os limites de concordância de 95% foram -1,7 a +1,9 segundos.

Mais importante ainda, em apenas 70% dos indivíduos estudados houve concordância quanto ao fato do TEC ser normal ou anormal (usando um limite superior de 2 segundos do normal)[35]. Em outro estudo, 5 médicos experientes mediram o TEC em cada um dos halux de 5 pacientes.

Avaliando a confiabilidade intraobservador, eles encontraram um coeficiente intraclasse (CIC) geral (ICC) de 0,72; no entanto, o erro padrão geral da medição foi de ± 1,94 segundos. O CIC para confiabilidade interobservador foi pior.

Além das variações que podem ocorrer devido às diferenças na quantidade e duração da pressão aplicada ao dedo, o médico também deve decidir sobre o momento final do reenchimento capilar. O enchimento parcial rápido inicial dos capilares pode ser seguido por um enchimento completo mais lento.

Definir o ponto final é subjetivo e introduz mais erros na avaliação do TEC.

Teste aplicado pelos profissionais de Enfermagem

Conforme orientação fundamentada nº058/2016, é ressaltado que:

“Diante do exposto, o teste de enchimento capilar pode ser realizado por todos os Profissionais de Enfermagem desde que capacitados, orientados e supervisionados pelo Enfermeiro, entretanto, a interpretação do teste deve ser feita pelo Enfermeiro”.

Referências:

  1. Orientação COREN 058/2016
  2. Beecher HK, Simeone FA, Burnett CH, Shapiro SL, Sullivan ER, Mallory TB. The internal state of the severely wounded man on entry to the most forward hospital. Surgery 1947;22:672–711
  3. Champion HR, Sacco WJ, Carnazzo AJ, Copes W, Fouty WJ. Trauma score. Crit Care Med 1981;9:672–6
  4. Hazinski MF, Zaritsky AL, Nadkarni VM eds. PALS Provider Manual. Dallas: American Heart Association, 2002
  5. Beecher HK, Simeone FA, Burnett CH, Shapiro SL, Sullivan ER, Mallory TB. The internal state of the severely wounded man on entry to the most forward hospital. Surgery 1947;22:672–711
  6. King D, Morton R, Bevan C. How to use capillary refill time. Arch Dis Child Educ Pract Ed. 2014 Jun;99(3):111-6.
  7. Fleming S, Gill P, Jones C, Taylor JA, Van den Bruel A, Heneghan C, Roberts N, Thompson M. The Diagnostic Value of Capillary Refill Time for Detecting Serious Illness in Children: A Systematic Review and Meta-Analysis. PLoS One. 2015;10(9):e0138155.
  8. Lara B, Enberg L, Ortega M, Leon P, Kripper C, Aguilera P, Kattan E, Castro R, Bakker J, Hernandez G. Capillary refill time during fluid resuscitation in patients with sepsis-related hyperlactatemia at the emergency department is related to mortality. PLoS One. 2017;12(11):e0188548.
  9. Champion HR, Sacco WJ, Carnazzo AJ, Copes W, Fouty WJ. Trauma score. Crit Care Med 1981;9:672–6
  10. Harrison TR ed. Harrison’s Principles of Internal Medicine. 14th ed. New York: McGraw-Hill, 1998

Prova do Laço

A prova do laço deve ser realizada em pacientes com suspeita clínica de dengue que não apresentem sinais clínicos de sangramento. A prova deverá ser repetida no acompanhamento clínico do paciente apenas se previamente negativa.

A prova do laço positiva pode reforçar a hipótese de dengue e aponta para uma necessidade de maior atenção ao paciente.

Entretanto, é importante ressaltar que a prova do laço não confirma e nem exclui o diagnóstico de dengue.

Este exame pode também ser conhecido como prova do torniquete, prova de Rumpel-Leede ou simplesmente teste de fragilidade capilar, e faz parte das recomendações da Organização Mundial de Saúde para o diagnóstico de dengue, apesar de nem sempre este exame ser positivo nas pessoas com dengue.

É por esse motivo que, após o resultado positivo se deve fazer um exame de sangue que confirme a presença do vírus.

Como identifica o risco de sangramento, a prova do laço não precisa ser utilizada quando já existem sinais de hemorragia, como sangramento nas gengivas e nariz ou presença de sangue urina.

Além disso, a prova do laço pode apresentar falsos resultados em situações como uso de aspirina, corticoides, fase de pré ou pós-menopausa, ou quando existe queimadura solar, por exemplo.

Como realizar a Prova do Laço?

  • Medir a pressão arterial
  • Insuflar novamente o manguito até o ponto médio entre a pressão arterial máxima e mínima;
  • Manter o manguito insuflado por 5 minutos em adultos e 3 minutos em crianças;
  • Soltar o ar do manguito, retirá-lo do braço do paciente e procurar por petéquias no antebraço, abaixo da prega do cotovelo;
  • Escolher o local de maior concentração de petéquias e marcar um quadrado com 2,5 cm de lado;
  • Contar o número de petéquias dentro do quadrado;
  • Considerar positiva quando houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças.

Para que serve o exame?

A prova do laço é conhecida principalmente para ajudar no diagnóstico de dengue, no entanto, como testa a fragilidade dos vasos, também pode ser usada quando se desconfia de outras doenças que podem causar hemorragias, como:

  • Escarlatina;
  • Trombocitopenia;
  • Hemofilia;
  • Doenças no fígado;
  • Anemia.

Uma vez que a prova do laço pode dar positivo em várias situações, após saber o resultado é sempre recomendado fazer outros teste de diagnóstico, começando por exames de sangue, por exemplo.

Referência:

  1. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico – adulto e criança. 5.ed. Brasília: 2016. 10-11.