Áreas de Tricotomia para Procedimentos Cirúrgicos Cardíacos

A tricotomia, ou remoção de pelos em áreas específicas do corpo antes de um procedimento cirúrgico, é uma prática comum para reduzir o risco de infecção. Nos procedimentos cardíacos, a área a ser tricotomizada varia de acordo com o tipo de cirurgia e o acesso vascular necessário.

Conheça as áreas para a tricotomia para procedimentos cirúrgicos cardíacos

Cateterismo Cardíaco

  • Acesso vascular: Geralmente, o acesso vascular para o cateterismo cardíaco é feito através da artéria femoral ou radial.
  • Área de tricotomia: A região inguinal (para acesso femoral) ou o punho (para acesso radial) são as áreas primárias de tricotomia.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessas áreas facilita a punção arterial e minimiza o risco de infecção no local de acesso.

Cirurgia Cardíaca

  • Acesso cirúrgico: A cirurgia cardíaca pode envolver diferentes incisões, como esternotomia mediana, toracotomia lateral ou mini-esternotomia.
  • Área de tricotomia: A área tricotomizada dependerá da incisão escolhida. Por exemplo:
    • Esternotomia mediana: Toda a região torácica anterior, desde o pescoço até o abdome superior.
    • Toracotomia lateral: A região lateral do tórax, incluindo a axila.
    • Mini-esternotomia: Uma área menor na região esternal.

Pericardiocentese

  • Acesso: A pericardiocentese é um procedimento que envolve a inserção de uma agulha no pericárdio para drenar o líquido acumulado.
  • Área de tricotomia: A região torácica incluindo a paraesternal esquerda, próxima ao apêndice xifóide.
  • Objetivo: A remoção dos pelos nessa área facilita a visualização do local da punção e reduz o risco de infecção.

Observações importantes:

  • Extensão da tricotomia: A extensão da área tricotomizada deve ser determinada pelo cirurgião ou pelo médico responsável pelo procedimento.
  • Método de tricotomia: A tricotomia pode ser realizada com tesoura, máquina de cortar cabelo ou creme depilatório. O método escolhido dependerá da preferência do profissional e das características dos pelos do paciente.
  • Tempo da tricotomia: A tricotomia deve ser realizada logo antes do procedimento, para evitar a recontaminação da área.
  • Cuidados pós-tricotomia: Após a tricotomia, a área deve ser limpa com solução antisséptica para reduzir o risco de infecção.

É fundamental ressaltar que a extensão da tricotomia pode variar de acordo com cada caso.

Referência:

  1. Lima Gebrim, Cyanéa Ferreira; Melchior, Lorena Morena Rosa; Menezes Amaral, Neyuska; Soares Barreto, Regiane Aparecida Santos; Prado Palos, Marinésia Aparecida. Tricotomia pré-operatória: aspectos relacionados à segurança do paciente. Enfermería Global, v. 13, n. 34, p. 264-275, 2014.  

Focos de Ausculta Cardíaca

Os focos de ausculta cardíaca são pontos específicos da parede torácica anterior onde se ouvem com maior intensidade os sons produzidos pelas valvas cardíacas ao se abrirem e fecharem durante o ciclo cardíaco. Ao auscultar nesses pontos, o médico pode identificar alterações nos sons cardíacos, que podem ser um sinal de diversas doenças cardíacas.

Quais são os principais focos de ausculta?

Existem cinco focos de ausculta cardíacos principais:

  1. Foco mitral: Localizado no 5º espaço intercostal esquerdo na linha hemiclavicular, corresponde ao ictus cordis. É o local onde melhor se ouvem os sons da valva mitral.
  2. Foco tricúspide: Situado na base do apêndice xifóide ligeiramente para a esquerda. É o local ideal para auscultar os sons da valva tricúspide.
  3. Foco aórtico: Localizado no 2º espaço intercostal direito, junto ao esterno. É o ponto onde se ouvem os sons da valva aórtica.
  4. Foco pulmonar: Situado no 2º espaço intercostal esquerdo, junto ao esterno. É o local onde se ouvem os sons da valva pulmonar.
  5. Foco aórtico acessório (ponto de Erb): Localizado no 3º espaço intercostal esquerdo, próximo à borda esternal. É um ponto adicional onde se podem ouvir melhor as alterações da valva aórtica.

Por que é importante auscultar os focos cardíacos?

A ausculta cardíaca é um exame fundamental para a avaliação do sistema cardiovascular. Através dela, o médico pode:

  • Identificar as bulhas cardíacas: As bulhas cardíacas são sons produzidos pelo fechamento das valvas cardíacas. Alterações nas bulhas podem indicar problemas nas valvas ou no músculo cardíaco.
  • Detectar sopros cardíacos: Sopros são ruídos anormais causados pelo turbilhonamento do sangue dentro do coração. Eles podem indicar a presença de valvulopatias, defeitos congênitos do coração ou outras doenças cardíacas.
  • Acompanhar a evolução de doenças cardíacas: A ausculta cardíaca permite acompanhar a evolução de doenças cardíacas e avaliar a eficácia do tratamento.

O que pode alterar os sons cardíacos?

Diversos fatores podem alterar os sons cardíacos, como:

  • Doenças cardíacas: Valvulopatias, cardiomiopatias, defeitos congênitos do coração.
  • Alterações na frequência cardíaca: Taquicardia, bradicardia.
  • Alterações na pressão arterial: Hipertensão, hipotensão.
  • Posição do paciente: A posição do paciente pode influenciar a intensidade dos sons cardíacos.
  • Presença de líquidos no pericárdio: Pericardite.

Referências:

  1. Macedo, J. L. S. de ., Santos Neto, L., & Macedo, V.. (1994). A IMPORTÂNCIA CLÍNICA DOS ACHADOS DO EXAME FÍSICO DO APARELHO CARDIOVASCULAR. Revista Brasileira De Educação Médica, 18(2), 55–60. https://doi.org/10.1590/1981-5271v18.2-002

Anatomia de um Monitor Multiparâmetro

O monitor cardíaco ou multiparâmetro é um equipamento padrão usado em UTI e Centro Cirúrgico para monitoração contínua do ECG, detectando arritmias cardíacas.

Esse dispositivo mede e exibe a frequência cardíaca, a pressão arterial, o oxigênio no sangue e outros sinais vitais de um paciente.

Componentes

  • Um sensor que capta os sinais elétricos do coração do paciente, como um eletrocardiograma (ECG) ou um oxímetro de pulso.
  • Um processador que analisa os sinais e calcula os valores dos parâmetros vitais, como a frequência cardíaca, a pressão arterial sistólica e diastólica, a saturação de oxigênio e a variabilidade da frequência cardíaca.
  • Um display que mostra os valores dos parâmetros vitais em forma de números, gráficos ou curvas. O display pode ser integrado ao monitor ou conectado a um computador ou a uma rede sem fio.
  • Um alarme que alerta os profissionais de saúde quando os valores dos parâmetros vitais estão fora dos limites normais ou predefinidos. O alarme pode ser sonoro, visual ou vibratório.
  • Uma bateria ou uma fonte de energia que fornece eletricidade ao monitor e aos seus componentes.

De modo prático, em todos esses ambientes, o monitor cardíaco desempenha as seguintes funções:

  • Acompanhar a estabilidade cardíaca;
  • Alertar os profissionais sobre quaisquer variações cardíacas;
  • Avaliar a frequência respiratória;
  • Medir a pressão arterial com precisão e em tempo real;
  • Monitorar a saturação de oxigênio;
  • Alertar sobre níveis baixos de oxigênio.

QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE MONITOR CARDÍACO E MONITOR MULTIPARÂMETRO?

O monitor cardíaco hospitalar, como mencionado anteriormente, é projetado principalmente para monitorar os sinais vitais relacionados ao coração.

Ele se concentra na medição da frequência cardíaca, na análise do ritmo cardíaco e na detecção de qualquer anormalidade relacionada ao sistema cardiovascular do paciente.

As principais características do monitor cardíaco incluem:

  • Frequência Cardíaca: fornece uma leitura contínua da frequência cardíaca, permitindo a detecção precoce de arritmias cardíacas.
  • Eletrocardiograma (ECG): muitos monitores cardíacos também registram um ECG, que é um gráfico que mostra a atividade elétrica do coração.
  • Pressão Arterial: alguns modelos podem medir a pressão arterial, mas essa não é sua função principal.

Em contrapartida, o monitor multiparâmetro é um dispositivo mais abrangente.

Ele não se limita apenas ao monitoramento do coração, mas também acompanha vários outros sinais vitais e parâmetros clínicos. Isso o torna ideal para ambientes clínicos complexos, como unidades de terapia intensiva (UTIs).

As características distintivas do monitor multiparâmetro incluem:

  • Monitoramento Multifuncional: além da frequência cardíaca e do ECG, ele monitora pressão arterial, saturação de oxigênio e frequência respiratória.
  • Gráficos em tempo real: exibe essas informações em gráficos em tempo real, permitindo que os profissionais de saúde avaliem rapidamente o estado do paciente.
  • Alarmes configuráveis: pode ser configurado para acionar alarmes quando os valores dos parâmetros saem dos limites normais, o que é crucial para a segurança dos pacientes.

Dessa forma, a escolha entre um monitor cardíaco e um monitor multiparâmetro depende das necessidades específicas do ambiente clínico.

Em situações em que o foco está principalmente no coração, o monitor cardíaco é suficiente.

No entanto, em cenários mais complexos, nos quais vários sinais vitais devem ser monitorados simultaneamente, o monitor multiparâmetro é a melhor escolha.

PARÂMETROS BÁSICOS MONITORADOS

Os principais parâmetros monitorados por um monitor cardíaco hospitalar incluem:

  • Frequência Cardíaca: O número de batimentos cardíacos por minuto.
  • Pressão Arterial: A pressão exercida pelo sangue nas paredes das artérias, geralmente medida em milímetros de mercúrio (mmHg).
  • Saturação de Oxigênio (SpO2): A quantidade de oxigênio transportada pelo sangue em relação à quantidade máxima que poderia ser transportada.
  • Frequência Respiratória: O número de respirações por minuto.
  • Eletrocardiograma (ECG): O gráfico que representa a atividade elétrica do coração.

Referências:

  1. https://cmosdrake.com.br/blog/monitor-multiparametro-de-sinais-vitais/
  2. https://www.mindray.com/br/products/patient-monitoring/continuous-patient-monitoring/umec
  3. OMNIMED