Campos Cirúrgicos Estéreis: A sua finalidade

O campo cirúrgico é um dos materiais mais importantes na cirurgia, pois é através dele que conseguimos garantir que não haja nenhuma contaminação durante as cirurgias odontológicas ou que haja infecções no paciente.

O campo operatório demarca a área onde a cirurgia será realizada e onde instrumentos estéril poderão ficar apoiados. O campo cirúrgico limita a área em que o cirurgião irá atuar e mantém a região operatória isolada.

Tipos de Campos Cirúrgicos

Campo cirúrgico descartável

O campo cirúrgico descartável é geralmente confeccionado em não tecido SMS – 100% polipropileno grau médico. Ele evita a contaminação, respingos de sangue e/ou fluídos corpóreos em pacientes e superfícies, além de demarcar a área de cirurgia em pacientes.

Esse tipo de campo está disponível em diversos tamanhos em pacotes com 10, 50, 100 unidades ou na opção individual já estéril. Se a opção do cirurgião for comprar um campo não estéril ele deverá ser esterilizado em autoclave antes do procedimento cirúrgico.

Por se tratar ser um material não reutilizável ele só poderá ser utilizado em uma única cirurgia, e deve ser descartado da maneira correta logo após o ato cirúrgico.

Campo cirúrgico de tecido

Os campos cirúrgicos também podem ser feitos de algodão. Como os que encontramos em hospitais. Dessa forma é importante estar atento às recordações da vigilância sanitária .

É importante ressaltar que esse tipo de material tem uma vida útil, ou seja, número de ciclos de esterilização que podem sofrer para que a malha do tecido não se danifique.

Campo cirúrgico fenestrado

Os campos cirúrgicos fenestrados são aqueles que apresentam abertura circular (fenestra) que auxilia no isolamento da área a ser tratada no paciente. Essa fenestra ou abertura é imprescindível em procedimentos cirúrgicos em que é necessária a manutenção da técnica asséptica.

Eles também são confeccionados com não tecido SSMMS – 100% polipropileno grau médico. Podem ser esterilizados com óxido de etileno ou autoclave e disponibilizados em embalagem que garante a abertura e a transferência asséptica.

Esses campos também possuem uma dobradura asséptica que lhes atribuem maior segurança e confiabilidade.

Campo cirúrgico estéril

Os campos cirúrgicos descartáveis podem ser comprados estéril ou não. Quando eles veem esterilizados já estão prontos para o uso. Quando não são estéreis terão que ser autoclavados antes do procedimento cirúrgico.

Os campos estéreis geralmente são mais caros do que os não estéril.

Os Principais Objetivos da Aparamentação e dos Campos Cirúrgicos

  • Controle da infecção de sítio cirúrgico (ISC);
  • Controle da infecção hospitalar (IH);
  • Segurança do paciente;
  • Segurança da equipe cirúrgica (Risco Ocupacional);
  • Qualidade da assistência prestada ao paciente no ambiente cirúrgico.

Referência:

  1. https://www.esterili-med.com.br

Os Tipos de Pontos Cirúrgicos (Suturas)

Sutura, mais conhecida como pontos cirúrgicos, são ligações utilizadas por médicos, dentistas e médicos veterinários em pele, mucosas, músculos, vasos sanguíneos e órgãos com a finalidade de mantê-los unidos ou fechados, dependendo do local suturado, depois de serem seccionados cirurgicamente ou por um ferimento.

É de grande importância ressaltar que os fios de sutura, no geral, são reconhecidos pelo organismo como corpos estranhos, desencadeando algum tipo de reação local. Todavia, cada tipo de fio exibe uma particularidade, variando de intensidade de reação.

Sobre os Tipos

Os fios de sutura podem ser classificados como:

  • Absorvíveis: estes, por meio de determinados processos do organismo, serão absorvidos e, deste modo, desaparecerão do local onde foram suturados. Este processo varia em tempo e modo de absorção, de acordo com o fio utilizado.
  • Não-absorvíveis ou inabsorvíveis: o tipo de material utilizado nesse tipo de fio não pode ser absorvido pelo organismo, permanecendo no local onde foi colocado por tempo indefinido ou até sua remoção mecânica.

Com relação aos tipos de suturas, estas podem ser de dois tipos:

  • Interrompidas: neste tipo os nós são atados e os fios cortados depois de uma ou duas passagens nos tecidos.
  • Contínuas: neste tipo de sutura, é feito um nó no início, o fio não é cortado, estendendo o ponto de origem por diversas passadas pelos tecidos, sendo que o fio só é cortado em seguida ao nó final.

Já com relação à aparência das bordas, são classificas do seguinte modo:

  • Aposição: neste caso, as bordas se encostam, no mesmo plano.
  • Eversão: há um maior contato entre as bordas, que se viram, originado uma crista invertida.
  • Inversão: neste tipo de sutura, a borda da ferida volta-se para dentro, originando uma invaginação.
  • Sobreposição: neste caso, uma borda se sobrepõe a outra.

No caso das suturas interrompidas, os nós são entidades independentes, sendo que o rompimento de um nó (ponto) não compromete a integridade dos outros, mas quando ocorre, causa alterações em toda a linha de sutura.

As suturas contínuas utilizam menos material, quando comparada com as suturas interrompidas, o que resulta em uma menor quantidade de material de sutura nos nós e reduz o tempo de cirurgia, além de promoverem um melhor fechamento ao ar e água. Contudo, este tipo de sutura também apresenta algumas desvantagens, como:

  • Maior tempo para atar os nós;
  • Maior quantidade de material depositado nas feridas cirúrgicas;
  • Menor controle da tensão e a possibilidade de rompimento;
  • Não é ideal para algumas partes do organismo devido a habilidade de inverter ou everter as bordas.

Dentre ambos os tipos de suturas já citadas, existem variações. No caso das suturas interrompidas, encontram-se:

  • Sutura interrompida simples;
  • Sutura horizontal em “U” (Wolff);
  • Sutura vertical em “U” (Donatti);
  • Sutura em “X” ou cruzado;
  • Tensão moderada e aposição;
  • Jaquetão;
  • Sutura em oito.

Já no caso das suturas contínuas, temos:

  • Sutura contínua simples ou sutura de Kurschner;
  • Sutura contínua de Lembert;
  • Sutura festonada;
  • Sutura de colchoeiro ou “U” contínua;
  • Sutura intradérmica ou subcutânea;
  • Suturas de tensão;
  • Sutura de Gambee;
  • Sutura de Schimieden;
  • Sutura de Cushing não contaminante;
  • Sutura de Parker-Kerr;
  • Sutura de Bünner.

Veja Também:

Lâminas de Bisturis: Tipos e Indicações

Fios de Suturas: Tipos e Indicações

Entenda um pouco sobre os Tempos Cirúrgicos

Referências:

  1. Universidade Federal do Rio Grande do Sul