Colostomia: O que é?

Colostomia

O termo colostomia designa a união à parede abdominal anterior de uma porção do cólon, com o fim de permitir a evacuação de fezes e gases. Esta evacuação dá-se por um orifício chamado estoma.

Estoma é um tratamento cirúrgico que corrige distúrbios intestinais, é normalmente recomendado em pacientes que possuem parte do intestino bloqueado ou outra patologia que impeça a eliminação das fezes pelo reto.

Bolsas de Colostomia Descartáveis X Reutilizáveis: As Diferenças

A Bolsa descartável tem sua validade a cada limpeza da colostomia, pois não possui um mecanismo para a limpeza interna do mesmo, e a bolsa de Colostomia reutilizável, popularmente chamada de Bolsa de Karaya, possui uma saída para desprezar e limpar a bolsa internamente, tendo sua validade após instalada em até 7 dias.

Estomaterapia: Você Sabia?

Existe um profissional habilitado especialmente para este tipo de procedimento. Este é o
Enfermeiro Estomaterapeuta, ou seja, é uma área de especialização em enfermagem, reconhecida desde 1980, que é responsável pelo estudo e tratamento de feridas agudas e crônicas. Cabe à especialidade também à assistência a pacientes com estomias e incontinências, a orientar, com mais clareza, os cuidados a serem realizados com diversos tipos de ostomias, como por exemplo, a colostomia, ileostomia, urostomia, etc. em ambiente domiciliar.

Quais são os cuidados que devemos tomar com as bolsas reutilizáveis?

  • Esvaziar a bolsa (no mínimo uma vez por plantão e sempre que necessário), soltando apenas o clampe que a fecha na parte inferior;
  • Lavá-la com soro fisiológico a cada vez que se desprezar o conteúdo no vaso sanitário. O clamp poderá ser reutilizado nas trocas do mesmo paciente;
  • A troca da bolsa é recomendada entre 5 e 7 dias, ou quando necessário (se houver
    vazamentos, mau cheiro intenso, sujidades), a vermelhidão e dor do peristoma indica problemas de irritação da pele;
  • O depósito das fezes na bolsa coletora se inicia em torno de 72 horas após a intervenção cirúrgica;
  • A drenagem poderá ser contínua e constante, pois não há controle de retenção (esfíncter) dos dejetos ao redor do Estoma;
  • A bolsa coletora deve ser esvaziada a cada 4 ou 6 horas. Deve-se observar a quantidade de material drenado com constância e não permitir que seja preenchida além da sua metade;

O preenchimento além desse limite coloca em risco a integridade do Estoma, ocasionando lesões e grande risco de infecção.

Quais são os cuidados que devemos ter com o estoma?

  • A pele no Estoma deve permanecer rosa ou vermelho vívido e brilhante;
  • Observar a pele ao redor da bolsa coletora, bem como a fixação e seu aspecto. Se muito sujo ao redor da fixação, deve-se fazer a troca da bolsa coletora;
  • É no intestino que ocorre a maior parte da absorção de líquidos e eletrólitos dispersos oriundos da nutrição do paciente. É prudente observar a ingestão de líquidos e monitorar com exames laboratoriais específicos a absorção adequada de eletrólitos e a hidratação regular. Sintomas de desidratação como pele seca e cefaléia (dor de cabeça) intensa e recorrente devem ser informados;

Quais são os cuidados gerais de Enfermagem com a Colostomia?

  • Limpar a região da colostomia com soro fisiológico a 0,9%, em movimentos circulares;
  • Secar a área ao redor com gaze estéril;
  • Marcar na bolsa o círculo com um guia de corte, de acordo com o diâmetro da fístula, do dreno ou da ostomia;
  • Recortar o orifício marcado;
  • Observar para que o orifício não fique apertado demais garrotando a ostomia, ou grande demais facilitando o contato da secreção direta com a pele lesando-a;
  • Retirar o adesivo;
  • Retirar o protetor que recobre a face superior da placa;
  • Aplicar a placa com o aro sobre a região;
  • Adaptar a bolsa plástica à parte inferior do aro na placa, em posição cefalocaudal;
  • Exercer uma leve pressão à roda, a partir da parte inferior da bolsa plástica até que esteja segura, solicitando ao paciente que enrijeça a região;
  • Puxar suavemente a bolsa para baixo, para confirmar se ela se encontra devidamente encaixada.
  • Registrar no prontuário: característica do débito de colostomia, volume, odor, cor, etc…

Veja mais em nosso canal:

Colostomía: ¿Qué es?

Colostomía

El término colostomía designa la unión a la pared abdominal anterior de una porción del colon, con el fin de permitir la evacuación de heces y gases. Esta evacuación se da por un orificio llamado estoma.

Estoma es un tratamiento quirúrgico que corrige trastornos intestinales, normalmente se recomienda en pacientes que tienen parte del intestino bloqueado u otra patología que impida la eliminación de las heces por el recto.

Becas de Colostomía Desechables X Reutilizables: Las Diferencias

La bolsa desechable tiene su validez a cada limpieza de la colostomía, pues no posee un mecanismo para la limpieza interna del mismo, y la bolsa de Colostomía reutilizable, popularmente llamada Bolsa de Karaya, tiene una salida para despreciar y limpiar la bolsa internamente, teniendo su validez después de instalada en hasta 7 días.

Estomaterapia: ¿Usted sabía?

Hay un profesional habilitado especialmente para este tipo de procedimiento. Este es el
Enfermero estomaterapeuta, es decir, es un área de especialización en enfermería, reconocida desde 1980, que es responsable del estudio y tratamiento de las heridas agudas y crónicas. Se debe a la especialidad también a la asistencia a pacientes con estomias e incontinencias, a orientar, con más claridad, los cuidados a ser realizados con diversos tipos de ostomías, como por ejemplo, la colostomía, la ileostomía, la orostomía, etc. en el ambiente domiciliar.

¿Cuáles son los cuidados que debemos tomar con las bolsas reutilizables?

  • Vaciar la bolsa (al menos una vez por turno y siempre que sea necesario), soltando sólo el brazalete que la cierra en la parte inferior;
  • Lavarla con suero fisiológico cada vez que se desprecie el contenido en el inodoro. El clamp puede ser reutilizado en los intercambios del mismo paciente;
  • El cambio de la bolsa se recomienda entre 5 y 7 días, o cuando sea necesario (si hay fugas, mal olor intenso, suciedad), el enrojecimiento y dolor del peristoma indica problemas de irritación de la piel;
  • El depósito de las heces en la bolsa colectora se inicia alrededor de 72 horas después de la intervención quirúrgica;
  • El drenaje podrá ser continuo y constante, pues no hay control de retención (esfínter) de los desechos alrededor del estoma;
  • La bolsa colectora debe vaciarse cada 4 o 6 horas. Se debe observar la cantidad de material drenado con constancia y no permitir que se llene más allá de su mitad;

El relleno más allá de ese límite pone en riesgo la integridad del estoma, ocasionando lesiones y gran riesgo de infección.

¿Cuáles son los cuidados que debemos tener con el estoma?

  • La piel en el estoma debe permanecer rosa o rojo vívido y brillante;
  • Observar la piel alrededor de la bolsa colectora, así como la fijación y su aspecto. Si es muy sucio alrededor de la fijación, se debe hacer el cambio de la bolsa colectora;
  • Es en el intestino que ocurre la mayor parte de la absorción de líquidos y electrólitos dispersos oriundos de la nutrición del paciente. Es prudente observar la ingestión de líquidos y monitorear con exámenes de laboratorio específicos la absorción adecuada de electrolitos y la hidratación regular. Síntomas de deshidratación como piel seca y cefalea (dolor de cabeza) intensa y recurrente deben ser informados;

¿Cuáles son los cuidados generales de Enfermería con la Colostomía?

  • Limpiar la región de la colostomía con suero fisiológico al 0,9% en movimientos circulares;
  • Secar el área alrededor con gasa estéril;
  • Marcar en la bolsa el círculo con una guía de corte, de acuerdo con el diámetro de la fístula, del drenaje o de la ostomía;
  • Cortar el orificio marcado;
  • Observar para que el orificio no quede apretado demasiado garrotando la ostomía, o demasiado grande facilitando el contacto de la secreción directa con la piel lesionándola;
  • Retirar el adhesivo;
  • Retirar el protector que recubre la cara superior de la placa;
  • Aplicar la placa con el aro sobre la región;
  • Adaptar la bolsa plástica a la parte inferior del aro en la placa, en posición cefalocaudal;
  • Ejercer una ligera presión a la rueda, desde la parte inferior de la bolsa plástica hasta que esté segura, solicitando al paciente que enriquece la región;
  • Tirar suavemente de la bolsa hacia abajo para confirmar que se encuentre debidamente encajada.
  • Registrar la característica del caudal de colostomía, volumen, olor, color, etc …

Mire un poco más sobre la colostomía:

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Colostomia: O que é?

colostomia

O termo colostomia designa a união à parede abdominal anterior de uma porção do cólon, com o fim de permitir a evacuação de fezes e gases. Esta evacuação dá-se por um orifício chamado estoma.

Estoma é um tratamento cirúrgico que corrige distúrbios intestinais, é normalmente recomendado em pacientes que possuem parte do intestino bloqueado ou outra patologia que impeça a eliminação das fezes pelo reto.

Bolsas de Colostomia Descartáveis X Reutilizáveis: As Diferenças

A Bolsa descartável tem sua validade a cada limpeza da colostomia, pois não possui um mecanismo para a limpeza interna do mesmo, e a bolsa de Colostomia reutilizável, popularmente chamada de Bolsa de Karaya, possui uma saída para desprezar e limpar a bolsa internamente, tendo sua validade após instalada em até 7 dias.

Estomaterapia: Você Sabia?

Existe um profissional habilitado especialmente para este tipo de procedimento. Este é o
Enfermeiro Estomaterapeuta, ou seja, é uma área de especialização em enfermagem, reconhecida desde 1980, que é responsável pelo estudo e tratamento de feridas agudas e crônicas. Cabe à especialidade também à assistência a pacientes com estomias e incontinências, a orientar, com mais clareza, os cuidados a serem realizados com diversos tipos de ostomias, como por exemplo, a colostomia, ileostomia, urostomia, etc. em ambiente domiciliar.

Quais são os cuidados que devemos tomar com as bolsas reutilizáveis?

  • Esvaziar a bolsa (no mínimo uma vez por plantão e sempre que necessário), soltando apenas o clampe que a fecha na parte inferior;
  • Lavá-la com soro fisiológico a cada vez que se desprezar o conteúdo no vaso sanitário. O clamp poderá ser reutilizado nas trocas do mesmo paciente;
  • A troca da bolsa é recomendada entre 5 e 7 dias, ou quando necessário (se houver
    vazamentos, mau cheiro intenso, sujidades), a vermelhidão e dor do peristoma indica problemas de irritação da pele;
  • O depósito das fezes na bolsa coletora se inicia em torno de 72 horas após a intervenção cirúrgica;
  • A drenagem poderá ser contínua e constante, pois não há controle de retenção (esfíncter) dos dejetos ao redor do Estoma;
  • A bolsa coletora deve ser esvaziada a cada 4 ou 6 horas. Deve-se observar a quantidade de material drenado com constância e não permitir que seja preenchida além da sua metade;

O preenchimento além desse limite coloca em risco a integridade do Estoma, ocasionando lesões e grande risco de infecção.

Quais são os cuidados que devemos ter com o estoma?

  • A pele no Estoma deve permanecer rosa ou vermelho vívido e brilhante;
  • Observar a pele ao redor da bolsa coletora, bem como a fixação e seu aspecto. Se muito sujo ao redor da fixação, deve-se fazer a troca da bolsa coletora;
  • É no intestino que ocorre a maior parte da absorção de líquidos e eletrólitos dispersos oriundos da nutrição do paciente. É prudente observar a ingestão de líquidos e monitorar com exames laboratoriais específicos a absorção adequada de eletrólitos e a hidratação regular. Sintomas de desidratação como pele seca e cefaléia (dor de cabeça) intensa e recorrente devem ser informados;

Quais são os cuidados gerais de Enfermagem com a Colostomia?

  • Limpar a região da colostomia com soro fisiológico a 0,9%, em movimentos circulares;
  • Secar a área ao redor com gaze estéril;
  • Marcar na bolsa o círculo com um guia de corte, de acordo com o diâmetro da fístula, do dreno ou da ostomia;
  • Recortar o orifício marcado;
  • Observar para que o orifício não fique apertado demais garrotando a ostomia, ou grande demais facilitando o contato da secreção direta com a pele lesando-a;
  • Retirar o adesivo;
  • Retirar o protetor que recobre a face superior da placa;
  • Aplicar a placa com o aro sobre a região;
  • Adaptar a bolsa plástica à parte inferior do aro na placa, em posição cefalocaudal;
  • Exercer uma leve pressão à roda, a partir da parte inferior da bolsa plástica até que esteja segura, solicitando ao paciente que enrijeça a região;
  • Puxar suavemente a bolsa para baixo, para confirmar se ela se encontra devidamente encaixada.
  • Registrar no prontuário: característica do débito de colostomia, volume, odor, cor, etc…

 

Estomas Intestinais

Estomas Intestinais

A palavra “estoma” tem origem grega a partir do étimo “stóma”, exprime a idéia de “boca” e tem como sinônimo “estômato”. Colostomia e ileostomia são definidas, respectivamente, pela abertura de segmento cólico ou ileal na parede abdominal visando ao desvio do conteúdo fecal para o meio externo.

As Estomias Intestinais estão previstas na abordagem terapêutica de um grande número de doenças que incluem o câncer colorretal, doença diverticular, doença inflamatória intestinal, incontinência anal, colite isquêmica, polipose adenomatosa familiar, trauma, megacólon, infecções perineais graves e proctite actínica entre outras.

São criadas em caráter temporário —como nas situações de trauma abdominal com perfuração intestinal ou em função da necessidade de proteção de uma anastomose intestinal mais distal à derivação—, ou definitivo objetivando, nesse caso, substituir a perda de função esfinctérica resultante de tratamento cirúrgico ou incontinência após insucesso de outras opções que objetivam restaurar a evacuação transanal. Podem ser realizadas em associação, ou como resultado de procedimento operatório ou isoladamente (“trephine stomas”).

A construção de um estoma deve ser evitada sempre que possível; entretanto, o custo associado ao convívio com a doença pode ser extremamente alto e a propriedade da indicação cirúrgica pode ser constada pela observação de que a qualidade de vida deve melhorar após realização de um estoma quando bem indicado.

Tipos e Locais de Estomas

– Colostomia ascendente: o estoma é feito na alça ascendente, lado direito do abdome.As fezes têm consistência líquida ou semi-líquida, SÃO MUITO IRRITANTES.

– Colostomia transversa = transversostomia: o estoma é feito na alça do transverso, no lado esquerdo ou direito do abdome.As fezes têm consistência pastosa, SÃO POUCO IRRITANTES.

– Colostomia descendente: o estoma é feito na alça descendente, no lado esquerdo do abdome. As fezes têm consistência semi-sólida, NÃO SÃO IRRITANTES.

– Sigmoidostomia: é situada no sigmóide. As fezes têm consistência normal.

– Cecostomia:  formação de uma abertura no ceco, para servir de ânus artificial. As fezes tem consistência líquida.

Principais cuidados no pós operatório

Os cuidados no período pós-operatório são em geral simples, principalmente nas situações em que não foi realizada laparotomia porque a dor e a duração do íleo pós-operatório são menores. Variam, no entanto, conforme a indicação de realização da derivação.

É possível, em doentes selecionados, oferecer líquidos no pós-operatório imediato quando a operação tenha sido de curta duração e não necessitou de grande mobilização do intestino. É importante checar em mais de uma oportunidade a viabilidade do estoma no pós-operatório imediato bem como verificar se não houve retração ou afundamento, e ainda, certificar-se da correta posição do bastão nas derivações em alça.

Geralmente, antibióticos não devem ser administrados por mais de 24h no período pós-operatório e a manutenção de líquidos intravenosos não deve ultrapassar a passagem de flatos. O emprego da sondagem nasogástrica não é necessário, à exceção das situações de obstrução intestinal.

O emprego de antiperistálticos (loperamida e difenoxilato) no pós-operatório das ileostomias é assunto controverso e, via de regra, não há clara indicação para o seu uso. No entanto, para os doentes evoluindo no pós-operatório precoce com dificuldades no controle do estado de hidratação devido à presença de afecções associadas (cardiopatia e nefropatia, principalmente), seu emprego temporário pode ser de valor.

 

Veja também:

Colostomia: O que é?

https://enfermagemilustrada.com/a-anastomose-2/