As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV) e a Padronização de Cores para a gravação nas embalagens primárias

As Soluções Parenterais de Pequeno Volume (SPPV), são medicamentos produzidos e acondicionados em recipientes menores que 100 ml, para a administração de via parenteral, como por exemplo, ampolas, frasco ampolas, sejam ela de diluentes, e medicações específicas.

Como a maioria dos fabricantes de medicamentos não produz produtos em embalagens que atendam às necessidades do mercado, as farmácias hospitalares tiveram que desenvolver uma verdadeira linha de produção industrial.

A maioria dos medicamentos que chega à unidade de assistência não está adequada para ser distribuída e administrada de maneira segura. Isso acontece porque cerca de 70% do que a indústria farmacêutica produz é voltado para o varejo, não para a realidade hospitalar.

A ANVISA tomou providências sugerindo algumas ações, como a RDC 71/2009, que em um de seus capítulos e anexos sugere a implementação de etiquetas coloridas, nas quais as cores estão relacionadas à classe terapêutica do produto. Embora interessante e viável, essa conduta não é obrigatória, mas alguns fabricantes usam essa medida.

Como são identificados as classes terapêuticas?

Os princípios ativos da mesma classe são descritos em linha contínua da mesma cor, e em seus anéis de rupturas as respectivas cores de identificação, como por exemplo de alguns principais grupos de psicotrópicos:

– Os benzodiazepínicos em cores identificada como laranja.

– E os Opióides em cores identificada como azul.

– E os Relaxantes Musculares em cores identificada como vermelha.

Já o medicamento ANTAGONISTA tem o princípio ativo descrito da mesma cor, porém o que diferencia é a LINHA TRACEJADA, ou seja, o princípio ativo da cor tracejada e diagonal, CORTA o EFEITO do princípio ativo em LINHA CONTÍNUA da mesma cor. No Anel de Ruptura é recomendado que utilize-se de uma cor branca e outra com a respectiva cor da classe terapêutica.

As embalagens de SPPV que não permitam a identificação por anéis devem ser diferenciados pelos critérios de cores de impressão no rótulo e colocação de faixa com largura mínima de 3mm na parte superior do rótulo, com a cor correspondente a do anel de ruptura, definida em instrução normativa específica.

O Sistema Facilitadores de Abertura de Ampolas

Foram desenvolvidos sistemas facilitadores da abertura de ampolas na tentativa de se diminuírem os incidentes perfurocortantes e as contaminações dos conteúdos.

Destacam-se o “Anel de Ruptura” (VIBRAC) e o “OPC(One Point Cut ou Único Ponto de Abertura).

No Brasil, o sistema mais comum é o VIBRAC. 

Esse mecanismo pode ser encontrado em 85% das ampolas. Implica a aplicação de um anel de tinta após o processo de cura/têmpera da fabricação de ampolas.

Conhecendo as Classes Terapêuticas de acordo com as Cores de Identificação

Cores padronizadas para faixa no Anel de Ruptura e no Rótulo

Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
anestésicos gerais cloridrato de cetamina (01937)
etomidato (03731)
metoexital (05864)
propofol (07474)
tiamilal (08508)
tiopental sódico (08638)
amarelo 109
ansiolíticos diazepam (02904)
lorazepam (05417)
midazolam (05937)
oxazepam (06685)
laranja 151
parassimpaticomimético metilsulfato de neostigmina
(06288)
vermelho 032C e branco
(linhas diagonais)
analgésicos opióides buprenorfina (01555)
citrato de fentanila (04005)
citrato de sufentanila (08085)
cloridrato de alfentanila (00535)
cloridrato de nalbufina (06203)
cloridrato de petidina (07008)
cloridrato de remifentanila ( 07664)
tramadol (08806)
Sulfato (06114) ou cloridrato (06095) de
morfina
azul 297
antipsicóticos cloridrato de clorpromazina (02503)
decanoato de haloperidol (04591)
droperidol (03246)
salmão 156
analgésico opióide e
antipsicótico
citrato de fentanila + droperidol
(associação)
azul 297 + salmão 156
anestésicos locais cloridrato de bupivacaína (01552)
cloridrato de lidocaína (05314)
cloridrato de prilocaína (07364)
cloridrato de procaína (07383)
cloridrato de ropivacaína (07805)
cinza 401
anestésicos locais – em associação com epinefrina violeta 256
anestésicos locais – anestésicos hiperbáricos contendo glicose
7,5%
azul 285
Classe Terapêutica Princípio(s) ativo(s) – (DCB) Cor da faixa
relaxantes musculares de
ação periférica
besilato de atracúrio (00926)
besilato de cisatracúrio (01187)
brometo de pancurônio (01427)
brometo de rapacurônio (01442)
brometo de rocurônio (07774)
brometo de vecurônio (01456)
cloreto de alcurônio (02359)
cloreto de mivacúrio (06027)
cloreto de suxametônio (08243)
trietiodeto galamina (08886)
vermelho 032C
estimulantes cardíacos
não glicosídicos
cloridrato de dobutamina (03164)
cloridrato de dopamina (03187)
cloridrato de etilefrina (03679)
cloridrato de fenilefrina (03926)
epinefrina (03441)
hemitartarato de metaraminol (05745)
norepinefrina (06486)
sulfato de efedrina (03311)
violeta 256
antiipertensivos Clonidina (02302)
Diazóxido (02906)
Fentolamina (04015)
Nitroprusseto de Sódio (06442)
Nitroglicerina (06440)
Cansilato de trimetafana (01684)
violeta 256 e branco
(linhas diagonais)
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
brometo de glicopirrônio (01408)
sulfato de atropina (00935)
verde 367
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,25 mg branco
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina 0,50 mg preto processo Black C
medicamentos para
transtornos funcionais do
intestino
sulfato de atropina1,00 mg vermelho 1795C
antagonistas Flumazenil (04134) laranja 151 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de nalorfina (06209) azul 297 e branco
(linhas diagonais)
antagonistas cloridrato de naloxona (06211) azul 297 e branco
(linhas diagonais)

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Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

Porque diluir o Dimorf em solução decimal?

O Dimorf, ou popularmente conhecido como Morfina, é um fármaco opioide, sendo um forte analgésico sistêmico, usado para o alívio da dor que não responde a nenhum outro analgésico narcótico sistêmico.

Por que não deve administrar Dimorf IV puro?

Se administrado puro, pode causar depressão respiratória, hipotensão, sedação profunda e coma, e também pode ocorrer convulsão em consequência de altas doses em pacientes com história pregressa de convulsão, sendo assim, estes pacientes deverão ser observados cuidadosamente quando medicados com morfina.

Lembrando, que o Dimorf também podem ser feita pelas vias de administração:

A morfina pode ser administrada em:

  • Via Oral (VO);
  • Intravenosa (IV);
  • Subcutânea (SC);
  • Epidural;
  • Intratecal.

Por estar abordando especificamente da via intravenosa (IV), é recomendado a diluição do mesmo, e administrar por injeção intravenosa lenta, e de preferência decimalmente.

Como é feito?

Um Exemplo:

O médico solicita a administrar 2 cc (ml) de dimorf de 10mg decimal, EV in bolus, em um paciente com dor crônica.

Como faço?

Diluo a concentração final do dimorf que é 10mg em 1 ml para 9 ml de diluente, sendo assim, a cada ml desta solução decimal ficará diluído 01mg de morfina a cada ml, ou seja, tenho no total 10ml aspirado (diluente + fármaco) e cada fração de 1 ml na seringa corresponde a 01mg da solução de morfina diluída com o diluente.

Portanto, se o médico pede 2 cc desta solução decimal já preparada para ser administrada EV in bolus, estou administrando 02mg de morfina EV no paciente.

Veja também:

 

farmacologia

Conheça um Tubo Endotraqueal

O que é a Intubação Endotraqueal?

Você está com um paciente, e o mesmo apresenta uma intercorrência onde algum quadro que possa prejudicar sua respiração. O médico é chamado, e é feito a Intubação Endotraqueal.

O que é a Intubação Endotraqueal, afinal?

A Intubação endotraqueal é um procedimento pelo qual o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando quando alguma condição impede sua respiração espontânea.

Quando é indicado este tipo de procedimento?

A intubação endotraqueal pode ser feita em situações de urgência, como no edema de glote, por exemplo, ou eletivamente, como nas cirurgias que demandam anestesia geral.

Ela é feita para proporcionar uma via aérea desobstruída, quando o paciente tem dificuldades respiratórias que não podem ser tratadas por meios mais simples.

Em geral, as suas indicações em quadros patológicos são:

  • Parada respiratória e/ou cardíaca.
  • Insuficiência respiratória grave.
  • Obstruções das vias aéreas.
  • Presença de secreções abundantes da árvore pulmonar profunda.

O que preciso saber para deixar um kit de Intubação montado?

Fizemos um post aqui, abordando sobre este tema, por completo:

Glossário de Terminologias e Termos Técnicos na Enfermagem

Como é feito este procedimento?

Antes de mais nada, é um procedimento médico. De um modo geral, antes de introduzir o tubo endotraqueal o paciente deve ser colocado em decúbito dorsal, sedado caso necessidade, e deve-se remover dentaduras e todas as próteses removíveis que ele esteja usando, selecionar um tubo de diâmetro adequado, fazer hiperextensão da cabeça do paciente e uma peça bucal deve ser colocada para estabilizar o tubo e impedir que o paciente o morda.

O procedimento deve ser realizado por duas pessoas, uma que realize o procedimento e outra que deve manter a estabilização manual da cabeça e da coluna cervical, a qual deve estar protegida também por um colar cervical.

Com o paciente sedado ou anestesiado, o médico passa através do seu nariz ou da sua boca, com a ajuda de um laringoscópio, um tubo que vai até a traqueia.

O laringoscópio é um aparelho normalmente utilizado para visualizar a laringe, mas que na intubação endotraqueal serve para facilitar a introdução do tubo endotraqueal, que será usado para ventilar mecanicamente o paciente.

Depois de realizada a intubação, o tubo traqueal deve ser ajustado à traqueia por meio de um balonete inflável e o doente é ligado ao respirador, que promove a aeração adequada e onde são misturados três gases: ar, oxigênio e óxido nitroso, de maneira a manter a anestesia pelo tempo necessário.

Qual é o tamanho adequado do Tubo Endotraqueal?

  • Para homens:

O tubo orotraqueal nos tamanhos 9, 10 e 11 permitem uma ventilação mecânica controlada adequada e ventilação por bolsa máscara sem obstruções.

  • Para mulheres:

O  tamanho 9 e 10 possibilitam uma ventilação mecânica controlada adequada e ventilação por bolsa máscara sem obstruções.

Os tamanhos disponíveis em geral:

  • Neo/ Pediátricos: 2.0, 2.5, 3.0, 3.5, 4.0, 4.5, 5.0, 5.5, 6.0, 6.5;
  • Adultos: 7.0, 7.5, 8.0, 8.5, 9.0, 9.5, 10.0.

O mais novo Tubo Endotraqueal com Sistema de Aspiração “Supra Cuff”

Na medicina, estão sempre criando renovações que possam favorecer o paciente, em sua recuperação.

O uso de Ventilação Mecânica Invasiva (VMI) é uma terapia frequente utilizada em tratamentos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Apesar de ser uma técnica alternativa no tratamento de Insuficiência Respiratória Aguda (IRpA) comum dentro dos hospitais, a sua utilização pode acarretar em alguns danos aos pacientes, como lesão traqueal, barotrauma, toxidade pelo uso de oxigênio e acúmulo de secreções.

O acúmulo de secreção se dá devido ao não fechamento da glote produzindo assim, tosse ineficaz e diminuição do transporte do muco o que contribui para a instalação da Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica (PAV).

Mas o que é PAV?

A PAV é a infecção hospitalar que mais acomete pacientes internados em UTI e é definida como uma infecção que surge de 48 a 72 h após intubação orotraqueal (TOT) e uso da VMI.

O diagnóstico de PAV segundo ANVISA ocorre quando há o aparecimento de infiltrado pulmonar novo ou progressivo à radiografia do tórax, associado à presença de sinais clínicos e alterações laboratoriais como:

  • febre (temperatura ≥37,8oC);
  • leucocitose ou leucopenia;
  • presença de secreção traqueal purulenta na aspiração do TOT;
  • cultura positiva no aspirado traqueal;
  • piora nos parâmetros ventilatórios ou piora na relação de oxigenação.

Uma das principais causa de PAV é a microaspiração da secreção acima do cuff.

Esse mecanismo ocorre até mesmo quando as pressões do cuff estão ajustadas de maneira correta, ou seja, entre 20 e -30mmHg e por isso, o uso do TOT de aspiração supra cuff vem sendo discutido recentemente por vários autores que destacam a técnica como recurso adicional para prevenção da PAV, pois permite a realização da aspiração de secreções que ficam acima do cuff 6-12.

O procedimento de aspiração traqueal, apesar de necessário para o paciente de terapia intensiva, acarreta alterações hemodinâmica e de mecânica respiratória, como oscilações nos valores de pressão arterial, frequência cardíaca, saturação de oxigênio, complacência e resistência pulmonar.

Porém não há evidênicas se o tubo de aspiração supra cuff aumenta a incidência dessas complicações hemodinâmicas e de mecânica respiratória.

As Complicações da Intubação

As complicações pós-intubação endotraqueal têm causas e gravidade muito diversas.

Mais comumente são complicações laríngeas locais e quanto maior o tempo de intubação maior será o risco de elas existirem.

Pode haver também complicações extra-laríngeas, como intubação esofágica; intubação seletiva, atingindo apenas um dos brônquios; indução ao vômito, levando à aspiração; luxação da mandíbula; laceração de partes moles das vias aéreas; trauma das vias aéreas, podendo resultar em hemorragiafratura de dentes; ruptura ou vazamento do balonete do tubo, resultando em perda da vedação; lesão da coluna cervical, etc.

As complicações da intubação endotraqueal podem ser evitadas, entre outras medidas, por:

  • Cuidado na introdução do tubo;
  • Escolha do tamanho ideal do tubo;
  • Imobilização adequada dos pacientes, que não devem mexer a cabeça em hipótese nenhuma, durante a colocação do tubo;
  • Cuidados na aspiração traqueal.

Os Cuidados de Enfermagem com o TOT

  • Observar o acúmulo de secreção no trajeto do Tubo Orotraqueal, pois a secreção impede o fluxo normal do ar até o paciente causando desconforto e esforço na respiração;
  • Observar as linhas de conexão do Tubo Orotraqueal até a máquina de ventilação mecânica, para que não ocorra nenhum tipo de dobra causando interrupção da passagem do ar;
  • Os principais sintomas de obstrução do Tubo Orotraqueal são o ruído (como ronco) e dobras no sistema de ligação da máquina até o Tubo Orotraqueal;
  • Nesses casos deve-se providenciar a aspiração das secreções e a verificação do sistema;
  • A frequência da aspiração não pode ser determinada com precisão, por isso a observação do quadro é a melhor providência para evitar o desconforto.;
  • aspiração do Tubo Orotraqueal deve ser realizada sempre com material estéril, minimizando o risco de infecções;
  • A fixação do Tubo Orotraqueal (cadarço) deve estar firme, sempre avaliando o conforto do paciente e sempre realizar a troca conforme sujidade;
  • Tubo Orotraqueal e as conexões NÃO podem ser tracionadas ou submetidas a esforços (puxões, movimentos de pêndulo ou servir como suporte). Essas situações causam lesões na traquéia do paciente.

Veja mais sobre em nosso canal YouTube:

O que é uma Intubação Endotraqueal?

O que é uma Intubação Endotraqueal?

Você está com um paciente, e o mesmo apresenta uma intercorrência onde algum quadro que possa prejudicar sua respiração.

O médico é chamado, e é feito a Intubação Endotraqueal.

É nada mais que um procedimento pelo qual o médico introduz um tubo na traqueia do paciente, através da boca ou do nariz, para mantê-lo respirando quando alguma condição impede sua respiração espontânea.

Quando é indicado este tipo de situação?

A Intubação endotraqueal pode ser feita em situações de urgência, como no edema de glote, por exemplo, ou eletivamente, como nas cirurgias que demandam anestesia geral.

Ela é feita para proporcionar uma via aérea desobstruída, quando o paciente tem dificuldades respiratórias que não podem ser tratadas por meios mais simples.

Também é indicado para casos:

  • Parada cardíaca com compressões sendo realizadas;
  • Incapacidade de um paciente consciente, ventilar adequadamente;
  • Incapacidade de proteger as vias aéreas do paciente (coma, arreflexia ou parada cardíaca);
  • Incapacidade do socorrista em ventilar o paciente inconsciente com os métodos convencionais;

O que deve conter em um Kit de Intubação?

Devemos proporcionar um preparo prévio dos materiais a serem disponibilizados em uma intercorrência como esta, portanto, fizemos um post sobre o que deve conter em um kit de intubação!

Os Cuidados de Enfermagem com a Intubação Endotraqueal

  • Higienizar as mãos;
  • Preparar material e ambiente;
  • Paramentar-se adequadamente;
  • Explicar ao paciente/família os benefícios e objetivos do procedimento;
  • Testar o ambú e fonte de oxigênio;
  • Montar, testar e calibrar o ventilador mecânico e colocá-lo em modo de espera;
  • Testar a rede de vácuo e deixar sistema de aspiração para pronto uso;
  • Assegurar ausência de próteses dentárias no paciente;
  • Testar o laringoscópio (luz);
  • Testar o balonete do tubo oro endotraqueal com a seringa e assegurar sua integridade;
  • Lubrificar a ponta do balonete do tubo com xylocaína gel;
  • Posicionar o paciente em decúbito dorsal, cabeceira 0º, sem travesseiros;
  • Manter assepsia durante todo o procedimento;
  • Administrar os medicamentos solicitados pelo médico;
  • Realizar a pré-oxigenação do paciente. Utilizar o guedel se necessário;
  • Realizar extensão leve da cabeça;
  • Colocar o fio guia no lúmen do tubo oro endotraqueal;
  • Aguardar o médico realizar a laringoscopia: utilizar a lâmina do laringoscópio;
  • penetrando pelo lado direito da boca (lâmina curva (valécula) ou lâmina reta levanta epiglote). Rechaçar a língua para a esquerda e para cima no campo do médico. Realizar o tracionamento ântero-superior do laringoscópio;
  • Apresentar o tubo para o médico. Realizar a tração da comissura labial direita e realizar a pressão do cricóide se necessário;
  • Após a intubação imediatamente insuflar o balonete;
  • Conectar o ambú e aguardar o médico realizar as confirmações (cinco pontos: epigástrico, bases e lóbus superiores; expansão torácica).;
  • Fixar o tubo com cadarço;
  • Conectar o ventilador mecânico;
  • Verificar sinais vitais, oximetria de pulso e pressão do cuff;
  • Caso haja insucesso na tentativa de intubação, retornar para a pré-oxigenação;
  • Recolher o material;
  • Higienizar as mãos;
  • Providenciar radiografia de tórax;
  • Anotar o procedimento realizado registrando intercorrências.

Saiba mais sobre a Intubação Endotraqueal em nosso Canal YouTube:

 

Como fazer uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

A Fixação de Sondas tanto Naso: Enterais/Gástrica e Oro: Enterais/Gástricas é uma manutenção constante feita pela equipe de Enfermagem.

No estágio de Enfermagem é muito realizado, visando tanto ao aluno quanto ao profissional recém formado, a realizá-los sem medo e com segurança, para o conforto de seu paciente.

Materiais para Realizar uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica

Existem diversos materiais que você possa trabalhar em cima para realizar uma fixação de sonda. Desde esparadrapos, micropores, tensoplast, e até um adesivo próprio para a sonda, que na qual chamamos de “Nasofix”.

Existem pacientes que podem apresentar alergia, sem ao menos saber, de alguns materiais que é realizado a fixação. Sempre busque por alternativas, para que forneça conforto ao paciente.

Os Tipos de Fixação de Sonda Enteral e Gástrica

Como faz uma Fixação de Sonda Enteral ou Gástrica?

Existem diversas formas de realizar uma fixação. Cada profissional desenvolve sua maneira mais prática e esteticamente confortável ao seu paciente, presando sempre pela segurança do dispositivo instalado no mesmo.

A Fixação em “I”

Talvez seja a forma mais comum de fixação que você verá nas instituições. Pode ser feito de material desde esparadrapos até fita microporosa, é cortado um pedaço da fita, entre 5 a 10 centímetros (dependendo da anatomia do paciente), e realizando 4 pequenos cortes neste pedaço, dobrando-as como envelope para dentro (onde encontra-se a cola), e assim, dando o formato de “I”, prendendo a primeira porção e mais grossa no nariz do paciente, e a segunda porção e mais fina em volta da sonda do mesmo. Este tipo de fixação serve tanto para SNE e SNG, e SOE e SOG, o que diferencia para uma orogástrica/oroenteral é o seu tamanho, podendo ser um pouco mais extenso, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação em Tirinhas

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é uma bandagem elástica, moldável, resistente, permitindo a passagem de ar e umidade, reduzindo o risco de maceração da pele, sendo cortado em uma superfície (recomendado material plástico duro e anti aderente), para realizar o corte mais eficiente, e assim instalando sempre na narina oposta onde se encontra a sonda locada, para fixar firmemente e não ocasionando desconforto ao paciente, além de que, fica esteticamente melhor no mesmo, sua durabilidade é de até 24 horas, se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação com Nasofix (Adesivo para Sondas Enterais e Gástricas)

Ainda um material que não é usado com tanta frequência na maioria das instituições de saúde, já é um grande avanço para a saúde, pois muitos lugares já começaram a implementar este tipo de fixação. Sua tecnologia proporciona uma anatomia perfeita para a fixação no nariz, garantindo conforto e segurança, previne lesões de pele. É muito prático de utilizar, pois maioria das embalagens mostram de uma maneira ilustrativa como é feito a instalação desta fixação. Além de que, tem uma durabilidade maior, pode ficar fixada em até 7 dias (dependendo do fabricante), se não houver grandes sujidades, ou deslocamento por oleosidade e sudorese excessiva do paciente à região.

Fixação “Bigodinho”

Este tipo de fixação é recomendado que utilize de um material chamado de “Tensoplast”, que é o mesmo citado acima nas tirinhas. Este tipo de fixação é bastante utilizado em pacientes neo/pediátricos, pois ocasiona uma fixação melhor e uma estética melhor ao paciente. Do mesmo modo citado acima, é recomendado recortar um pedaço, medindo o tamanho do paciente neo ou pediátrico, e realizando dois cortes no lado maior cortado, e assim, fazendo um pequeno corte em uma das tiras, deixando um lado livre e menor para fixar primeiramente. Ao fixar no paciente, é recomendado que instale no filtro labial, (antes ter feito a limpeza no local), e assim fixando a parte cortada menor primeiramente na sonda, e a segunda parte maior por cima desta, fazendo uma fixação que lembre um pequeno “bigode”.

Quando é necessário realizar as trocas destas fixações?

As fixações fazem parte do cuidado de enfermagem ao paciente após uma higienização como banho no leito ou íntima (quando há necessidade). É recomendo que troque a cada 24 horas, em exceto para adesivos nasofix, que prorrogam um pouco o tempo de troca, por causa de sua tecnologia duradoura, e em casos de sudorese, êmese, ou algum outro fator, que tenha que realizar a troca da fixação.

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O que é Pterígio?

O que é Pterígio?

O Pterígio, também conhecido por “carne no olho”, é uma alteração na membrana transparente do olho chamada conjuntiva e é decorrente de uma série de fatores que vão desde a hereditariedade até a exposição excessiva a agentes irritativos como praia, piscina, sol, poluição, ar condicionado, etc.

A prevalência desta doença em um país tropical e, sobretudo, numa cidade litorânea como a nossa é muito alta, devido ao clima quente e à exposição solar frequente.

Por isso, muitas pessoas conhecem alguém que tenha essa doença, mas que, por vezes, evitam buscar um tratamento mais efetivo por acharem que não há o que fazer ou por que já ouviram falar que “se operar, a carne volta”.

Não devemos confundir pterígio com catarata, que é a perda de transparência do cristalino e que acontece mais frequentemente em pessoas acima dos 60 anos e exige outro tipo de tratamento.

Normalmente, o pterígio encontra-se localizado no canto interno dos olhos, mas também pode aparecer no canto externo. Embora esta lesão não apresente etiologia infecciosa, pode afetar a visão.

Mas qual é a causa?

Sua causa não foi completamente elucidada, mas é sabido que fatores genéticos, juntamente com fatores ambientais podem favorecer o surgimento do pterígio.

Dentre os fatores ambientais encontra-se a exposição ao sol, poeira e vento.

Os raios ultravioletas e a irritação crônica do olho aparentemente exercem um importante papel na etiologia do pterígio.

A Córnea VS o Pterígio: Entenda as diferenças!

A córnea é uma membrana transparente localizada na superfície do globo ocular e não apresenta vasos sanguíneos nem opacidades, o que possibilita a passagem da luz através dela.

Já no caso do pterígio, a membrana que alastra-se para a córnea, apresenta vasos sanguíneos e tecido fibroso, podendo dificultar assim a visão, por tornar a córnea opaca (leucoma) e causar a distorção da curvatura desta (astigmatismo).

As Complicações

Como manifestação clínica, o pterígio, além de dificultar a visão, apresenta prurido, sensação de areia nos olhos, fotofobia, lacrimejamento e hiperemia ocular.

O Tratamento

O tratamento da ardência e hiperemia ocular deve ser feito utilizando-se colírios adequados.

Todavia, estes não apresentam a capacidade de fazer o pterígio regredir, sendo que o único tratamento comprovadamente eficaz é a remoção cirúrgica. Existem diversas técnicas cirúrgicas, sendo que algumas delas, consideradas melhores, reduzem o risco de recidiva.

As Complicações da Canulação em uma Pressão Arterial Invasiva (PAI)

Pressão Arterial Invasiva

A Utilização do Sistema de Monitorização Invasiva Hemodinâmica denominada de Pressão Arterial Invasiva, ou PAI, é um dos métodos mais utilizados e práticos em situações emergenciais e em procedimentos cirúrgicos, por se obter dados reais da monitorização da pressão arterial do paciente, em milímetros de mercúrio (mmHg).

Portanto, a utilização prolongada deste método pode implicar certas complicações ao paciente, e devem ser tomado medidas cautelosas.

Quais são os 5 métodos utilizados na Inserção da Canulação Intra-Arterial?

Há 5 métodos, sendo essas utilizadas para a técnica de Inserção da PAI: artérias radial, pediosa, braquial, femoral e axilar.

As Complicações

O procedimento de canulação intra-arterial apesar de rotineiro dentro das UTIs e Centro Cirúrgicos, não é isento de complicações que podem deixar graves sequelas anatômicas e funcionais.

As complicações podem ser divididas em gerais ou sistêmicas e específicos locais dependendo do sítio de inserção do cateter.

Dentre as complicações gerais ou sistêmicas, podemos citar:

  • Desconexão e sanguinação;
  • Injeções acidentais de drogas;
  • Infecção local e sistêmica;
  • Formação de fístulas arteriovenosas;
  • Formação de aneurismas;
  • Formação de êmbolos distais (ar ou coágulos);
  • Reação vasovagal manifestada por hipotensão com bradicardia;
  • Hemorragias e hematomas.

Portanto, há complicações bem específicas, quando se dizem por complicações funcionais:

A Trombose

A incidência de trombose é muito comum na artéria radial, porém, deve-se ter o cuidado de realizar o teste de Allen modificado antes da canulação radial, e podem ocorrer em aproximadamente 7% das artérias canuladas na artéria dorsal do pé, palidez do hálux e do segundo dedo que dura mais de 15 segundos, durante a compressão da artéria tibial posterior.

No caso da artéria radial, alguns fatores aumentam o risco de trombose como o tamanho do cateter em relação ao diâmetro da luz arterial e a permanência da cânula. Um cateter calibre 20 produz a menor incidência de trombose na artéria radial, ao passo que a permanência da cânula na artéria radial por mais de 48 horas aumenta, consideravelmente, a incidência de trombose.

A trombose pode ocorrer mesmo após vários dias da retirada do cateter. Apesar da trombose da artéria radial ser muito comum, pacientes que a apresentaram, seguidos por vários meses, geralmente mostram evidências de recanalização.

Se aparecem sinais de isquemia, a cânula deve ser retirada!

Complicações isquêmicas ou necróticas são menos comuns, ocorrendo em menos de 1%.

Após a retirada do cateter, se o fluxo não se normalizar em até uma hora, a artéria deve ser explorada para provável trombectomia. O pulso radial ainda pode ser palpável, distalmente, a uma oclusão completa.

A Embolia

Enquanto tromboses com circulação colateral inadequada para a mão manifestam-se através de resfriamento e palidez, embolias geralmente levam a pontos frios e de cor púrpura nos dedos.

Esses sintomas permanecem por, aproximadamente, uma semana, porém podem levar a gangrena, necessitando de amputação dos dedos ou, raramente, da mão inteira.

Infusões vigorosas com grandes volumes de soluções, especialmente, na tentativa de correção de obstruções parciais de cateteres podem fazer com que a solução chegue à circulação central, causando embolias cerebrais por ar ou micro êmbolos.

Basta 7 ml de solução infundida, vigorosamente, como bolus num cateter de artéria radial para que o fluido atinja a circulação central ao nível do arco aórtico.

Muito cuidado para se evitar que micro bolhas de ar sejam introduzidas no sistema e não mais que 2 ml de solução sejam infundidos em velocidade lenta, a cada vez!

No caso da Artéria Axilar direita, origina-se do tronco braquiocefálico direito, em comunicação direta com a artéria carótida comum, sendo possível que ar, coágulos ou partículas de substâncias possam embolizar para o cérebro durante a infusão.

Pode ser mais seguro utilizar a artéria axilar esquerda ao invés da direita, porém em ambos os casos, a infusão deve ser feita lentamente, com um mínimo de volume e com grande cuidado para evitar a introdução de ar ou de um coágulo para dentro do sistema. Irrigação com um sistema de fluxo contínuo deve ser utilizada.

Pode ocorrer lesão direta dos ramos do plexo braquial, ou um hematoma da bainha axilar pode levar à compressão nervosa e lesão!

A Isquemia e a Necrose de Pele

Se algumas regiões ficarem, temporariamente, pálidas durante a infusão intermitente de fluídos, a extremidade do cateter deve ser reposicionada até que esses períodos de palidez desapareçam.

Tendo em conhecimento:

  • A porção mais distal da artéria deve ser escolhida para a passagem da cânula radial;
  • O menor calibre de cateter deve ser utilizado para minimizar a obstrução da luz da artéria;
  • Canulações prolongadas devem ser evitadas para prevenir a formação e propagação de trombos no próprio cateter!

Os Hematomas

É comum ocorrer hematomas grandes em locais como a Artéria femoral. Os Hematomas podem ser minimizados, mantendo-se pressão sobre a artéria femoral por aproximadamente 10 minutos após remoção do cateter. Entretanto, o pulso femoral não deve ser completamente obliterado pela compressão.Uma fístula pode ser produzida, especialmente, com grandes cateteres.

As Hemorragias

Pacientes em vigência de anti-coagulação, devem ser evitados à este procedimento, podendo levar à neuropatia do nervo mediano e contratura de Volkman.

Dor, edema ou mínima evidência de neuropatia em áreas de distribuição do nervo mediano (como parestesias ou fraqueza) são indicações de imediata suspensão do tratamento anticoagulante e fasciotomia.

Artéria braquial não deve ser canulada em pacientes com diáteses hemorrágicas!

Lembrando que:

Os pulsos das artérias femoral, poplítea, tibial posterior e dorsal do pé devem ser checados, frequentemente.

Caso exista evidência de diminuição ou ausência de pulsos periféricos, o cateter arterial deve ser removido.

Veja também:

A Pressão Arterial Invasiva ou PAI

https://enfermagemilustrada.com/diferencas-entre-trombose-e-embolia/

https://enfermagemilustrada.com/a-necrose-2/

 

 

O Néfron

Néfron

Você sabia que o Néfron é a principal estrutura formadora de urina?

Ela é a menor unidade funcional do sistema que compõe o rim humano.

Em cada um dos rins de uma pessoa, existem cerca de 4 milhões de néfrons. Embora o néfron seja de um tamanho microscópio, ele é essencial para o bom funcionamento dos rins e, como consequência, da saúde geral de uma pessoa.

Embora seja uma estrutura microscópica,o néfron exerce diversas funções na manutenção da saúde do organismo humano.

Sua função é filtrar os elementos que passam pelo sangue através do rim. Ou seja, os néfrons são responsáveis por filtrar, no plasma sanguíneo os elementos que devem ser eliminados do organismo e aqueles que devem seguir para manter o equilíbrio do organismo.

Você sabia?

Embora pareça simples, é através do néfron que é possível regular a pressão arterial, manter o equilíbrio hidroeletrolítico do corpo humano, secretar hormônios, eliminar os resíduos do metabolismo do sangue, controlar a quantidade de líquido do corpo humano, limpar o plasma sanguíneo, manter o equilíbrio ácido-base do corpo e por fim, produzir a urina!

Uma curiosidade!

Nossos rins filtram, em média, 180 litros de sangue por dia, formando aproximadamente 1,5 litros de urina!

 

Veja mais em:

 

Crônicas de um técnico

Eu preciso de um abraço mais do que você porque …

Lidar com  médicos arrogantes a  experimentar momentos de partir o coração , os profissionais de enfermagem podem ter alguns dias difíceis no trabalho!  Pedimos aos nossos seguidores no Facebook, Instagram e Blog  para terminar esta frase: “Eu preciso de um abraço mais do que você porque …” Continue lendo para descobrir as razões engraçadas, tristes e tocantes pelas quais […]

Alimentos e Medicamentos: A Interação

Interação Medicamentos

Você sabia que os Medicamentos e os Alimentos podem interagir entre si de forma benéfica ou indesejável?

Primeiramente, facilita a absorção ou diminuindo seus efeitos colaterais.

Por outro lado, pode impedir tal absorçãodiminuindo sua eficácia e comprometendo o tratamento de determinada enfermidade!

Podem ter implicações clínicas tanto no processo terapêutico como na manutenção do estado nutricional, cabendo à equipe de saúde repassar ao paciente todas as informações sobre esta relação, alertando para as associações negativas.

Estas interações são múltiplas, com mais de 300 descrições.

Todavia, poucas são clinicamente relevantes, daí a importância de o paciente ter conhecimento acerca de suas medicações, da sua necessidade de tomá-las e a forma correta de sua administração ao relacioná-las com os alimentos.

As Interações Entre Medicamentos-Alimentos mais comuns

Antiácidos: evite ingerir com alimentos, pois reduzem os efeitos. Tome uma hora depois de comer.

Antibióticos: reduzem a produção geral de vitamina B, B5 e K. Podem acelerar a passagem do alimento pelo intestino, diminuindo a disponibilidade para a absorção. Vegetais, grãos e cereais garantem a ingestão de todas as vitaminas.

Amoxicilina: alimentos apenas atrasam sua absorção.

Penicilina: alimentos reduzem sua absorção. Tome 1h antes ou 2h após as refeições.

Eritromicina: alimentos melhoram sua absorção. Suco de frutas e bebidas carbonatadas interferem na sua absorção. Tome com as refeições.

Tetraciclina: aderem cálcio e ferro, de modo que antibiótico e mineral não são absorvidos. Tome 2h antes ou após as refeições.

Suplemento de ferro: em pastilha ou líquido, o leite pode interferir na absorção. Deve ser tomado com água ou bebida ligeiramente ácida, como suco de fruta, que melhora a absorção.

Antifúngico (griseofulvina): melhor quando tomado com uma refeição gordurosa.

Anticonvulsivantes/antiepilépticos (fenobarbital, fenitoína e primidona): interferem no metabolismo da vitamina D e na absorção de cálcio.

Uma boa ingestão de vitamina D (em leite fortificado, gema de ovo, peixes gordos, luz solar), cálcio (laticínios, verduras, brócolis, conservas de peixe com ossos) e ácido fólico (frutas frescas, legumes, grãos) deve compensar esses efeitos. A fenitoína é melhor absorvida com alimentos ou leite.

Medicação da tireóide (levotiroxina): tome com o estômago vazio.

Drogas anti-inflamatórias não esteroidais: a aspirina (ácido acetilsalicílico) interfere no armazenamento de vitamina C e pode causar a perda de ferro através do sangramento digestivo.

Medica­­men­­tos antituberculose (isoniazida): interfere no metabolismo da vitamina B6 (piridoxina). Uma dieta bem equilibrada, incluindo fontes de vitamina B6 como grãos, espinafre, batata doce e branca, banana, melancia e ameixas é indicada.

Corticosteróides (prednisona e hidrocortisona): pode promover a excreção de potássio e cálcio. Reduza a ingestão de sal e coma alimentos ricos em potássio (frutas e verduras frescas) e cálcio (laticínios com baixo teor de gordura) para neutralizar a perda desses minerais. Tome com alimentos, para diminuir problemas de estômago.

Laxante (óleo mineral): interfere na absorção de vitaminas solúveis em gordura, na primeira parte do intestino. Tenha uma dieta rica em vegetais e frutas para obter fibra e beba bastante água.

Contraceptivos orais: alteram os níveis de colesterol no sangue; aumentam a necessidade de ácido fólico e vitamina B6. Coma muitos vegetais e frutas, grãos e cereais, batatas e outras fontes de ácido fólico e vitamina B6. Tome-os com alimentos para evitar náuseas.